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Re: Diário Headbanger

em 12/11/2017, 19:04
Olá Headbanger! Como vai? Espero que bem...

Então cara, um amigo me indicou ler o seu diário e comecei a ler e me identifiquei muito contigo, me tocou muito os teus relatos mano, o seu diário tem muito sentimento e mtos aprendizados!

Eu não te julgo pelas tuas escolhas irmão, entendi bem tudo que vc disse pois são coisas que eu tbém penso, só te agradeço por expor tudo aqui de forma tão sincera. Como você mesmo disse quando ficamos sem PMO nós passamos a ter mais consciência das coisas, só que tem tanta coisa mal resolvida nas nossas vidas que é foda enfrentar tudo e dá um medo... só que a vida é assim mesmo, estão todos lá fora com medo enfrentando a vida diariamente e aqui nesse fórum eu pude perceber que eu não tô sozinho nessa e você tbém não está cara...

Quando eu li o seu relato do ano novo... parecia que eu o tinha escrito! Passei pela mesma coisa e sei quanta coragem você teve ali pra sair de casa e fazer algo por você mesmo! Você foi foda!

Me tocou muito esses lances que você falou de sentir a energia das pessoas e da energia dos locais que frequentou... A realidade de entrar num quarto com uma GP, sentar ali e fazer sexo do jeito que você contou sem nenhuma troca de energia acaba com a magia da coisa... mas como vc disse talvez tenha sido uma experiência necessária pra tua evolução e eu não te julgo por isso, te entendo cara e parece que se não for assim nunca vou perder a virgindade.

Você disse algo que eu tbém faço -> descuidar da aparência, andar de qualquer jeito e me sentir mal com isso. Pra mudar isso nós temos que nos esforçar cara. Eu tenho feito esse esforço e tem feito muita diferença na minha vida. É impossível um cara se sentir bem consigo mesmo estando sujo, feio, desleixado, mulambento. Então, antes de nos sentirmos bem conosco mesmo, temos que cuidar da gente, isso é um esforço diário: tomar banho, escovar os dentes, cortar as unhas, barba e cabelo arrumados, roupas limpas e boas. Você pode perceber que os caras que você admira são caras que cuidam deles mesmos.

Você é um cara do bem, percebi isso nos teus textos e fiquei muito feliz de ver que vc continua aqui no fórum. Fiquei feliz com a tua conquista da USP (sei como é isso de não conseguir ficar feliz apesar disso, é algo comum pra muita gente) e apesar de tudo vi certa evolução sim em você, mas você poderia estar bem melhor, teu potencial é gigante, acredito demais em você, tua história é foda, tudo que vc passou... vc merece ter uma vida melhor.

O teu problema é que você começou errado no reboot, se manteve errado e daí corrigir toda uma sucessão de erros foi ficando cada vez mais difícil. Vc já recebeu dicas valiosas e qualquer ajuda minha seria repetitiva, mesmo assim vale o esforço. Quero te passar forças! Dizer que estou aqui torcendo pra que você se livre da P. Nos ajude a te ajudar, tenha disciplina:
-Instala aí no teu pc esses dois blocks: K9 e Qustodio (só lembre de colocar o fórum na lista de exceção)
-Instala no smartphone o NetAngel
(Isso vai levar menos de 10 minutos! Faça agora sem pensar muito, se não puder te ajudar tbém não vai te atrapalhar certo?)
-Volte a participar do fórum diariamente
-Volte a ler o e-book
(ambas as coisas vão te ajudar a ter mais comprometimento com o reboot e dar a prioridade devida a ele)
-atividades extranet
(precisamos de religação com o mundo real! ensine ao teu cérebro as alternativas pra conseguir dopamina de forma natural)
-seguro um tempo em hardmode, eu sempre penso assim, tudo bem, posso até fazer uma MO, mas vou segurar até amanhã, só até amanhã e isso me ajuda muito a ir criando mais autocontrole. Pra ajudar nessa tarefa tomo banhos frios e chá de camomila que me deixam mais calmo.

A sua história me inspirou muito mano! Muita força e disciplina aí pra você! Não suma do fórum! Tentarei te ajudar sempre que puder. Grande abraço!

_______________________________________
Recomeçar - relato do meu 90º dia de reboot:
http://www.comoparar.com/t4440p525-diario-do-brit#136565
Meu diário:
http://www.comoparar.com/t4440-diario-do-brit
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eae

em 17/11/2017, 01:30
Bom, voltei por aqui. Estou a 5 dias sem PMO. Tive váaaarias recaídas nesse tempo que fiquei fora, mas nada de drama, não vou chorar o leite de pica derramado. Minhas bolas estão cheias de novo. Aliás tô numa vontade danada de transar, essa noite sonhei com prostitutas e hoje pensei várias vezes numas fodas que tive uns tempos atrás, em particular uma em específico que me marcou bastante. Mas enfim, não vou procurar prostitutas, eu percebo que de certa forma a prostituição e a pornografia estão entrelaçadas no meu cérebro, pois quando tenho uma recaída em PMO, nos dias seguintes eu fico com a libido meio alta, com vontade de transar e acabo procurando as primas.

Parece que tô melhorando um pouco. Já tenho ereções matinais e percebo alguns instintos aflorando em mim. Tô mais comunicativo também. Mas é como eu já falei por aqui, do quê adianta ter instinto pra querer mulheres reais, quando elas não dão a mínima pra você? Vejo várias gatas lá na USP mas elas nem olham na minha cara, ou me evitam. Bom, sobre pensar em suicídio, eu estou em casa desde terça feira pela manhã e isso parou. Estou me descobrindo meio sensitivo, eu percebo que só penso em suicídio quando saio de casa, ou seja, parece que o meio exterior está afetando o meu emocional de alguma maneira. Preciso aprender a me defender, energeticamente falando.

Ainda não fiz a matrícula na academia. Mas vou fazer isso em breve. Só tô esperando pingar uma moeda na minha conta bancária. Sobre usar bloqueadores, sem chance gente. Eu já disse por aqui que mexo com TI e não tem jeito. Não tem nenhuma ferramenta capaz de me segurar. Quando eu entrar de férias lá na USP vou ficar um tempão longe de computador, em casa estudando. Provavelmente isso vai me ajudar e muito. Eu estou a 5 dias sem PMO, na frente do laptop totalmente desprotegido de pornografia, e não sinto a menor vontade de acessar. Agora é só eu sair de casa e ver umas gostosas que a minha libido fica alta, daí eu fico naquela fissura de comer prostitutas e acabo me masturbando. Tem também a questão da frustração, eu me sinto pra baixo (porque é isso que o mundo faz com você, ele te coloca pra baixo) e daí como uma espécie de válvula de escape eu acabo recaindo em porn. Por isso tenho como objetivo não pisar na rua durante as férias, eu até acho bom isso, porque sou introvertido e não gosto de sentir a energia dos outros.

Enfim é isso. Pro Brit que comentou aqui no diário por último, você está a 180 dias ou mais de recuperação, deve estar com uma energia sexual boa também. A minha dica é que use essa energia pra atrair uma mulher pra você. Pelo que li no seu diário, parece que você é tímido e não consegue aceitar esse seu lado sexual, você pega esse tipo de energia e esconde lá no fundo do seu ser, como se fosse algo errado. Bem, não vou mentir pra você, depois que comecei a comer putas esse meu lado melhorou bastante, consigo demonstrar com mais facilidade que tô interessado numa mulher, fazendo contato visual. Parece que o meu instinto sexual ficou mais aguçado também, eu percebo coisas que antes não percebia. Mas tem também o outro lado da moeda, o de se sentir sujo, usado, sem valor. Porque você pode até fazer sexo com uma prostituta, mas depois que você gozar e começar a se vestir, vai cair a ficha que tudo aquilo foi sem sentido algum, você apenas desperdiçou a sua energia sexual (a energia mais poderosa de todas) num ato totalmente vazio. Cara a parada é tão sinistra que quando eu vou no puteiro, de vez em quando sinto o meu coração acelerar, ânsia de vômito! de tão pesada que é a energia nesse tipo de lugar.

Sem falar que quando você transa com a prostituta, você pega um pedaço da energia dela. E pode não ser uma experiência muito boa. Eu já tive experiências negativas quanto a isso, atrair problemas pra mim depois de fazer sexo com esse tipo de mulher. Enfim não recomendo. É gostoso? claro que é, mas esse prazer desmedido vai ser cobrado de você de uma forma ou outra. Disso você pode ter certeza, assim como a vida cobrou e ainda está cobrando a nossa época de pornografia compulsiva... quantas coisas nós perdemos, hein? quantas coisas deixamos de fazer por causa da pornografia... quantas pessoas nunca vamos conhecer graças à pornografia? A ideia é essa. Fique com essa energia pra você. Seja seletivo, não se entregue pra qualquer moça. Quando você ver alguma do seu interesse e sentir algo diferente, vai até ela e diga o que sentiu. É o que eu faria se tivesse a sua energia sexual. Mas enfim, se ainda assim quiser procurar por putas, eu tenho algumas dicas que podem te ajudar a tornar a primeira experiência mais agradável.

Abraço a todos.

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Quanto tempo!

em 15/1/2018, 01:02
Olá meus queridos colegas de fórum, como vão?

Estou aqui só pra avisar que tive uma recaída agora há pouco. Estava a 47 dias sem PMO.
Agora é bola pra frente. Depois volto aqui pra contar as boas novas, muita coisa interessante andou acontecendo na minha vida.

Abraços!

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Re: Diário Headbanger

em 30/1/2018, 21:22
Fala companheiros de fórum, tudo beleza na mesa? espero que sim. Bom, estou de volta e muita coisa andou acontecendo na minha vida desde a última vez que apareci por aqui, porém vou contar uma história que aconteceu no ano passado. Acho que vai ser interessante compartilhar essa experiência com vocês. Depois digo o que aconteceu de interessante nas outras áreas da minha vida, também. Então vamos lá.

No final do mês de novembro, uma moça se aproximou de mim, interessada em me conhecer. Vamos chamá-la de Gabriela. Já havia notado a mesma me observando a alguns dias, sempre que ia ao dentista da universidade (é grátis, aproveitei para arrancar os dentes do siso). No primeiro dia que fui nesse lugar, estavamos na recepção preenchendo a ficha (triagem) e ela me fez uma pergunta sobre isso, respondi porém constatei que ela ficava meio que me observando. Eu sinceramente não senti muita coisa ali (atração física) e não liguei muito pra isso. Depois desse fato, no mesmo dia, enquanto esperávamos pelo atendimento na sala de espera, ela me encara com um olhar bastante intenso, e depois interrompe o contato visual. Eu nem dei a mínima, pensei que ela estivesse me confundindo com algum outro rapaz ou algo do tipo.

Como se tratava de quatro dentes a serem arrancados, voltei lá muitas vezes. Toda semana quarta-feira. Então sempre nos víamos, e ela sempre me olhando diferente, mas quando eu tentava olhar dentro do olho dela e entender tudo aquilo, ou até mesmo retribuir alguma forma de energia, ela cortava o contato visual. Enfim, ficou nessa por algum tempo e no último dia que iria nesse dentista retirar os pontos dos últimos dentes que foram arrancados, ela me olhou mais um pouco e eu senti um clima estranho no ar. Depois, na hora de ser atendido, ela me chama pelo nome e me entrega um bilhete, estando o mesmo entre os dedos indicador e médio. Fiquei sem entender a situação por alguns momentos, a forma que o bilhete foi dobrado me confundiu, pensei que se tratasse de outra coisa, mas depois peguei o papel e deduzi que fosse o telefone da dita cuja. Confesso que fiquei muito nervoso e ansioso nesse momento, ela deve ter percebido com certeza. Depois, já sentado na cadeira do dentista, abri o bilhete e confirmei minha hipótese.

Bem, esperei até o dia seguinte para ligar. Mas devo confessar que fiquei feliz com aquilo, me sentir desejado era o combustível necessário pra sair do buraco e tentar mais uma vez o reboot. Estava com 01 dias de abstinência, pois tive bastante recaídas no mês de novembro, estava sem forças pra continuar. Bom, chegou o dia seguinte... fiquei bastante ansioso, porém precisava falar com a moça. Como estava sem celular, decidi procurar um orelhão na universidade e ligar à cobrar mesmo. Pois bem, achei um orelhão num lugar tranquilo, mas não foi fácil fazer a discagem. Fiquei muito ansioso, coração começou a acelerar, boca começou a salivar... eu dava voltas em torno do orelhão, sem coragem de ligar. Até que num momento consegui me controlar e comecei a discar o número que estava no bilhete. Após pressionar o último dígito, começou a chamar e eu senti um ímpeto muito forte de desligar o telefone, porém acabei segurando a onda. Até que ela atende, e começa a musiquinha do "à cobrar". Ansiedade subiu de novo, mas eu me contive e continuei na linha.

Depois que acabou a musiquinha, ficamos em silêncio alguns segundos, até que ela fala "alô?". Com a voz meio trêmula, pergunto se é a Gabriela, ela diz que sim, então me identifico e começamos uma conversa. Falamos sobre coisas triviais, coisas do tipo "onde você mora?", "você estuda onde"? e por aí vai. Na verdade, como um bom nerd computeiro, eu já havia buscado informações sobre ela na internet, então a conversa foi meio chata, pois eu já sabia algumas coisas a respeito da moça. Mas mesmo assim perguntei o que já sabia, pra não parecer estranho demais. Respondi algumas perguntas que foram feitas a mim também. Ela disse que também estuda na USP, na área de humanas. Comentei que nunca a havia visto no campus, ela confessa que já me viu outra vez, perguntei onde havia me visto, e ela diz que já me viu no restaurante central, no mesmo dia que nos vimos pela primeira vez no dentista. Em determinado momento da conversa, ela diz que me entregou o bilhete porque havia gostado de mim, mas que não sabia direito o motivo. Pensei na hora "porra, se ela não sabe o motivo é porque eu sou feio mesmo, pois se fosse bonito, ela teria dito exatamente isso". Na verdade eu sei que sou feio, mas as alfinetadas que a realidade dá são incômodas às vezes.

Enquanto dizia isso, percebi o tom de voz usado. Um tom de voz frio, sem emoção... Na verdade durante toda a conversa não senti muita emoção, energia. Mas como não tenho experiência nessa área, deixei a coisa rolar. Eu confesso que também não me empolguei muito. Na verdade o nervosismo que eu estava sentindo passou quase que completamente, eu me soltei bastante na conversa, fiquei bem à vontade mesmo. Depois encerramos a ligação, nem lembro mais como eu encerrei, mas acho que perguntei se poderia ligar de novo. Depois que desliguei o telefone, saí andando bem tranquilo, feliz por ter feito algo que tinha me deixado com bastante medo a alguns minutos atrás. Nesse momento eu também senti que não tinha rolado MESMO uma atração legal entre a gente. Porém mesmo assim estava decidido a continuar com aquilo, afinal era importante para o meu reboot, esse contato com o feminino. No dia seguinte tentei ligar de novo, porém sem sucesso (ela não atendeu) e no outro dia liguei de novo. Nesse dia ela atendeu, e disse que no dia anterior não havia atendido o celular porque estava dormindo (sendo que liguei umas 8h da noite). Achei estranho mas tudo bem, não vou contestar satisfação de uma pessoa que acabei de conhecer.

Fomos nos falando nos dias seguintes, ás vezes ela atendia. Os papos eram sempre normais, sobre família, história de vida, essas coisas. Pensei em dar umas investidas já por telefone, mas não me senti à vontade pra fazer isso. Inclusive comecei a me sentir rejeitado já por telefone mesmo, um sentimento forte de inferioridade, e no começo de dezembro fiquei mal de verdade... comecei a escutar umas músicas que me marcaram em outros momentos tristes, além disso o meu emocional estava muito fragilizado, pensei muito em suicídio e chorei muito nesses dias, inclusive na faculdade, antes de uma prova de Cálculo II. A prova ia começar e eu estava realmente mal, então me tranquei no banheiro e tentei chorar o máximo que pude, pra fazer uma boa prova. A rejeição que senti por telefone deve ter despertado uma carga emocional que está contida em mim, aí desencadeou toda essa crise emocional pela qual passei. Foi foda, mas segurei a onda e não recaí em pornografia, pois estava acumulando energia pra essa nova interação social.

CONTINUA...

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Re: Diário Headbanger

em 30/1/2018, 21:44
headbanger escreveu:Fala companheiros de fórum, tudo beleza na mesa? espero que sim. Bom, estou de volta e muita coisa andou acontecendo na minha vida desde a última vez que apareci por aqui, porém vou contar uma história que aconteceu no ano passado. Acho que vai ser interessante compartilhar essa experiência com vocês. Depois digo o que aconteceu de interessante nas outras áreas da minha vida, também. Então vamos lá.

No final do mês de novembro, uma moça se aproximou de mim, interessada em me conhecer. Vamos chamá-la de Gabriela. Já havia notado a mesma me observando a alguns dias, sempre que ia ao dentista da universidade (é grátis, aproveitei para arrancar os dentes do siso). No primeiro dia que fui nesse lugar, estavamos na recepção preenchendo a ficha (triagem) e ela me fez uma pergunta sobre isso, respondi porém constatei que ela ficava meio que me observando. Eu sinceramente não senti muita coisa ali (atração física) e não liguei muito pra isso. Depois desse fato, no mesmo dia, enquanto esperávamos pelo atendimento na sala de espera, ela me encara com um olhar bastante intenso, e depois interrompe o contato visual. Eu nem dei a mínima, pensei que ela estivesse me confundindo com algum outro rapaz ou algo do tipo.

Como se tratava de quatro dentes a serem arrancados, voltei lá muitas vezes. Toda semana quarta-feira. Então sempre nos víamos, e ela sempre me olhando diferente, mas quando eu tentava olhar dentro do olho dela e entender tudo aquilo, ou até mesmo retribuir alguma forma de energia, ela cortava o contato visual. Enfim, ficou nessa por algum tempo e no último dia que iria nesse dentista retirar os pontos dos últimos dentes que foram arrancados, ela me olhou mais um pouco e eu senti um clima estranho no ar. Depois, na hora de ser atendido, ela me chama pelo nome e me entrega um bilhete, estando o mesmo entre os dedos indicador e médio. Fiquei sem entender a situação por alguns momentos, a forma que o bilhete foi dobrado me confundiu, pensei que se tratasse de outra coisa, mas depois peguei o papel e deduzi que fosse o telefone da dita cuja. Confesso que fiquei muito nervoso e ansioso nesse momento, ela deve ter percebido com certeza. Depois, já sentado na cadeira do dentista, abri o bilhete e confirmei minha hipótese.

Bem, esperei até o dia seguinte para ligar. Mas devo confessar que fiquei feliz com aquilo, me sentir desejado era o combustível necessário pra sair do buraco e tentar mais uma vez o reboot. Estava com 01 dias de abstinência, pois tive bastante recaídas no mês de novembro, estava sem forças pra continuar. Bom, chegou o dia seguinte... fiquei bastante ansioso, porém precisava falar com a moça. Como estava sem celular, decidi procurar um orelhão na universidade e ligar à cobrar mesmo. Pois bem, achei um orelhão num lugar tranquilo, mas não foi fácil fazer a discagem. Fiquei muito ansioso, coração começou a acelerar, boca começou a salivar... eu dava voltas em torno do orelhão, sem coragem de ligar. Até que num momento consegui me controlar e comecei a discar o número que estava no bilhete. Após pressionar o último dígito, começou a chamar e eu senti um ímpeto muito forte de desligar o telefone, porém acabei segurando a onda. Até que ela atende, e começa a musiquinha do "à cobrar". Ansiedade subiu de novo, mas eu me contive e continuei na linha.

Depois que acabou a musiquinha, ficamos em silêncio alguns segundos, até que ela fala "alô?". Com a voz meio trêmula, pergunto se é a Gabriela, ela diz que sim, então me identifico e começamos uma conversa. Falamos sobre coisas triviais, coisas do tipo "onde você mora?", "você estuda onde"? e por aí vai. Na verdade, como um bom nerd computeiro, eu já havia buscado informações sobre ela na internet, então a conversa foi meio chata, pois eu já sabia algumas coisas a respeito da moça. Mas mesmo assim perguntei o que já sabia, pra não parecer estranho demais. Respondi algumas perguntas que foram feitas a mim também. Ela disse que também estuda na USP, na área de humanas. Comentei que nunca a havia visto no campus, ela confessa que já me viu outra vez, perguntei onde havia me visto, e ela diz que já me viu no restaurante central, no mesmo dia que nos vimos pela primeira vez no dentista. Em determinado momento da conversa, ela diz que me entregou o bilhete porque havia gostado de mim, mas que não sabia direito o motivo. Pensei na hora "porra, se ela não sabe o motivo é porque eu sou feio mesmo, pois se fosse bonito, ela teria dito exatamente isso". Na verdade eu sei que sou feio, mas as alfinetadas que a realidade dá são incômodas às vezes.

Enquanto dizia isso, percebi o tom de voz usado. Um tom de voz frio, sem emoção... Na verdade durante toda a conversa não senti muita emoção, energia. Mas como não tenho experiência nessa área, deixei a coisa rolar. Eu confesso que também não me empolguei muito. Na verdade o nervosismo que eu estava sentindo passou quase que completamente, eu me soltei bastante na conversa, fiquei bem à vontade mesmo. Depois encerramos a ligação, nem lembro mais como eu encerrei, mas acho que perguntei se poderia ligar de novo. Depois que desliguei o telefone, saí andando bem tranquilo, feliz por ter feito algo que tinha me deixado com bastante medo a alguns minutos atrás. Nesse momento eu também senti que não tinha rolado MESMO uma atração legal entre a gente. Porém mesmo assim estava decidido a continuar com aquilo, afinal era importante para o meu reboot, esse contato com o feminino. No dia seguinte tentei ligar de novo, porém sem sucesso (ela não atendeu) e no outro dia liguei de novo. Nesse dia ela atendeu, e disse que no dia anterior não havia atendido o celular porque estava dormindo (sendo que liguei umas 8h da noite). Achei estranho mas tudo bem, não vou contestar satisfação de uma pessoa que acabei de conhecer.

Fomos nos falando nos dias seguintes, ás vezes ela atendia. Os papos eram sempre normais, sobre família, história de vida, essas coisas. Pensei em dar umas investidas já por telefone, mas não me senti à vontade pra fazer isso. Inclusive comecei a me sentir rejeitado já por telefone mesmo, um sentimento forte de inferioridade, e no começo de dezembro fiquei mal de verdade... comecei a escutar umas músicas que me marcaram em outros momentos tristes, além disso o meu emocional estava muito fragilizado, pensei muito em suicídio e chorei muito nesses dias, inclusive na faculdade, antes de uma prova de Cálculo II. A prova ia começar e eu estava realmente mal, então me tranquei no banheiro e tentei chorar o máximo que pude, pra fazer uma boa prova. A rejeição que senti por telefone deve ter despertado uma carga emocional que está contida em mim, aí desencadeou toda essa crise emocional pela qual passei. Foi foda, mas segurei a onda e não recaí em pornografia, pois estava acumulando energia pra essa nova interação social.

CONTINUA...
Mano você não tem que se sentir assim por causa de uma mulher , tente parar de ver as mulheres como ente celeste " uma conquista " nada disso são só seres humanos, e também aconselho você a tirar da sua cabeça que pra pegar mulher você precisa ser bonito , isso é completamente patético , umas dicas que vou lhe dar não foque muito em mulher agora fica pelo menos 21 dias sem pensar em pegar em mulher ,outra dica que eu te dou e começar começar desenvolver habilidades de comunicação com atividades extranet,lendo livros como " o poder do hábito " ," pai rico pai pobre" lirvos de desenvolvimento pessoal , esse lance de colocar mulher no centro de sua vida é completamente bobagem , foque em si mesmo,seja você mesmo , foda-se essas que te rejeitam ,existe várias mulheres no mundo , comece a investir em você é isso ai parceiro depois que você começa a se amar de verdade ,mulher essas coisas vão ser de muito na sua vida ,um grande abraço estamos juntos você é foda porra eu to contigo, já passei por isso ai e superei e vejo que a vida é muito mais que isso , leia meu diaro la vou postar em breve muitas dicas a lidar com as mulheres e lembre-se , você não precisa ser bonito,rico, alto pra pegar mulher tire isso da sua cabeça tamo junto foca no rebooot

Enviado pelo Topic'it
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Re: Diário Headbanger

em 31/1/2018, 19:23
Em relação ao bloqueadores, instale-os. Mesmo que você consiga burlá-los, eles servem como alerta para você não cair em pornografia.

Quanto à moça, acho que você deveria ter chamado para sair. Conversar por telefone não é a mesma coisa que pessoalmente e só te deixa mais ansioso.

_______________________________________
"Quem quer, dá um jeito. Quem não quer, inventa desculpa". Toguro

Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha. Rocky Balboa

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Re: Diário Headbanger

em 31/1/2018, 21:15
CONTINUANDO...

Fomos nos falando esporadicamente via telefone mesmo, até que um dia, na fila do restaurante central da universidade, eu a vejo chegar. Não sei explicar o motivo, mas nesse dia o meu corpo estava voltado para a parte de trás da fila, então deu pra enxergar bem o momento que ela apareceu. Fizemos contato visual por alguns segundos, até que eu rompo o contato visual. Fiquei muito nervoso. Coração batendo acelerado, frio na barriga... definitivamente eu não estava legal. Eu sei que deveria ter ido falar com ela, mas eu não tive condições. Então simplesmente me virei pra frente e tentei me acalmar. Nesse momento, o restaurante ainda não estava aberto, então tivemos que esperar alguns minutos até a porta do restaurante abrir e a fila começar a andar. Quando finalmente a porta abre, a ansiedade voltou, pois como a fila faz uma curva, ela iria me observar enquanto andava, e eu simplesmente odeio me sentir sendo observado! Eu
já fui muito mal tratado por mulheres, e acho que tenho algum tipo de fobia em me sentir sendo observado por elas. Enfim, a fila abriu, começamos a andar. Passei meu cartão na catraca, entrei no ambiente e segui uma nova fila, pra pegar a bandeja e ser servido. De novo me sinto sendo observado, e quando finalmente crio coragem de olhar para trás, ela está a umas 4 pessoas de distância, com a cara virada, parecendo chateada e aborrecida.

Bom, olho pra frente e a fila continua andando. Pego a bandeja, os talheres e sou servido. Nesse ponto estava muito nervoso mesmo, até tremendo um pouco. Enfim, depois de sair da fila, tento me acalmar, respiro fundo e procuro um lugar bastante afastado para tentar me recuperar e aproveitar a refeição. Acho
uma mesa afastada, coloco a bandeja sobre ela, me sento e começo a me preparar para jantar. Dali a pouco quem aparece a algumas mesas de distância de mim? Isso mesmo, a própria! E nesse momento pude perceber que ela estava acompanhada de um cara. Bom, tentei me acalmar mesmo assim, e comecei a jantar. Notei com a visão periférica que ela estava me observando. Tentei manter a calma e jantar, mas foi horrível, a comida descia rasgando a garganta, eu estava realmente me sentindo desconfortável com tudo aquilo. Reparei que ela conversava com o cara meio que tentando me esnobar, senti essa energia vindo dela. Nesse momento eu liguei o foda-se total, até levantei da minha mesa e fui encher o meu copo com mais suco. Depois voltei e ela continuou me observando, e eu tentando aproveitar o resto do jantar.

Nesse dia eu estava muito mal vestido e mulambento (acho que por isso me senti tão mal na fila, estava me sentindo inferiorizado). Nem passei a camisa! E engraçado que enquanto me vestia em casa, estava sentindo que ia ver essa menina... dito e feito! Pois bem. voltando pro relato, continuei lá comendo tentando me acalmar, aí o cara que ela estava acompanhada vai embora e depois de um tempo ela vem até mim! eu pude perceber com a visão periférica que ela estava caminhando na minha direção, e sinceramente nem dei muita importância (nesse momento o meu nervosismo tinha passado). Chegou na minha mesa, tentou jogar uma piadinha sobre mim com um sorriso forçado (perguntou se eu queria um cartão telefônico pra ligar). Não entendi de primeira, peço pra ela repetir. Depois começamos a conversar sobre outras banalidades, como semana final de provas. Depois ela pede desculpas por estar sendo tão invasiva. Digo que não tem problema, que aquilo não estava me ofendendo. Em determinado momento, digo que vou ligar pra ela, se ela quiser. Nessa hora houve quebra de contato visual e vacilação da parte dela, que aceitou a proposta, porém não gostei da linguagem corporal nem do tom de voz usado, ela virou a cara e gaguejou quando disse que eu poderia ligar pra ela... Aliás não gostei de muita coisa naquela interação, ela olhava no meu olho porém com um olhar frio, opaco... Fiquei procurando aquela menina do dentista, mas não consegui encontrar. Parecia outra pessoa. Ela estava aborrecida e senti até uma pitadinha de agressividade e ressentimento ali. Talvez por eu não ser um Justin Bieber da vida, sei lá. Eu também me percebi meio agressivo, um lance meio espiritual.

Bem, depois ela se despediu e saiu andando, mantendo o contato visual. Dei uma risadinha pra ver se ela iria retribuir (betice), ela até retribuiu um sorriso forçado meio doentio... Nesse momento eu estava decidido a não ligar nem procurar essa mulher mais. Aquilo era tudo o que eu precisava saber. Ela definitivamente não estava interessada em mim (pelo menos não da forma como eu gostaria: sexualmente). Passou uns dias e eu já estava desencanado. Até que ela me manda uma mensagem no facebook e solicitação de amizade (a solicitação eu nunca aceitei, pois os meus posts do facebook são deprimentes). A mensagem dizia que se eu ligasse e ela não atendesse, que era pra gravar mensagem na caixa postal, pra ela ver e tentar retornar. Aproveitei pra dizer tudo o que eu havia percebido, e ela insistiu dizendo que estava interessada em mim. Durante a conversa, intimei a moça para marcarmos logo alguma coisa pois nessa altura já haviam se passado quase duas semanas. Marcamos um encontro na USP mesmo, sexta-feira (ela deu a ideia). Bom, agora o de sempre: fazer a barba, colocar uma roupinha limpa, depilar o pau, hidratar o cabelo. E lá fui eu pra USP. Combinamos que eu iria passar na minha faculdade antes, pra usar o computador de lá, entrar no facebook e nos falarmos, já que não tenho celular.

Bom, cheguei na faculdade e mandei mensagem, dizendo que já estava na USP. Ela responde um tempo depois, dizendo que iria se atrasar pois estava em uma entrevista de emprego. Tudo bem! Enquanto ela não chegava, fui no bandejão jantar. Fiquei com um pouco de receio dela chegar lá no bandejão também, mas isso não aconteceu. Depois de jantar, volto pra faculdade e depois de um tempo, ela diz que está a caminho, e mais depois diz que está desembarcando no butantã. Pergunta onde vamos nos encontrar, e eu já começo a ficar ansioso. Questiono se ela já havia jantado, respondeu que não, então sugiro que faça isso. Ela aceita a sugestão e vai jantar no bandejão antes de nos encontrarmos. Começo a ficar ansioso pra carai lá na faculdade enquanto esperava, então digo que vou esperar na saída do restaurante, ela aceita e diz que iria sugerir a mesma coisa. Bem, saio da faculdade e pego o busão pra ir até lá, bastante ansioso, com náuseas, vontade de cagar e tudo mais. Desço no ponto, começo a andar lentamente até o restaurante. Muita adrenalina no sangue, vontade de desistir de tudo aquilo, porém me mantive firme e continuei andando... nessa altura já era umas 6h da tarde. Cheguei nas proximidades do restaurante, num ponto de referência que combinamos e começo a esperar... Fico andando igual barata tonta pelos arredores do lugar, e nada da moça aparecer! Até que depois de um tempo ela aparece, de longe, com uma amiga do lado, enquanto eu olhava uns livros que estavam à venda. Pensei "fudeu, estou na friendzone, por que diabos ela trouxe uma amiga junto?". Quando vi a Gabriela, ela estava olhando pra mim, e imediatamente rompeu o contato visual. Não gostei.

CONTINUA...


Última edição por headbanger em 31/1/2018, 21:17, editado 1 vez(es) (Razão : formatação do texto)

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Re: Diário Headbanger

em 1/2/2018, 00:59
Cara lendo seu ultimo tópicos percebo que suas habilidades sociais com mulheres tem que ser melhoradas, (eu tbm perdi mto disso nesses anos de PMO, mais venho arduamente procurando sair com mais mulheres e buscar mais informações a respeito para ter mais domínio alem da experiencia própria) mais vc já ta no caminho certo arriscando com essa menina, sair da sua zono de conforto é um passo e tanto, mais nunca fique nessa de esperar validações de mulheres, dessa forma vc começa a ter vários pensamentos de inferioridade, e não se preocupe se ela estiver diferente do dia pra noite, mulheres são seres emocionais, vamos falar um exemplo: um cara vai em um balada pega uma mulher rola toda a química, mais no outro dia ela não responde a msg dele, isso tudo é resultado do estado emocional dela, por isso já n tem o interesse do dia anterior na balada, estão sempre em constantes alterações emocionais, portanto não espere muito de mulheres pois são muito voláteis, leve isso apenas como um jogo, se n der certo, parta para a próxima, a ideia e continuar se desenvolvendo , te recomendo a estudar sobre desenvolvimento pessoal,  muitos coachs de sedução da gringa passam alguns conteúdos interessantes na minha opinião, se tiver interesse veja o canal RSD legendado, tem mta informação interessante lá, abraço!

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Re: Diário Headbanger

em 10/2/2018, 17:24
CONTINUANDO (PARTE 3)...

Bem, as duas vieram na minha direção, e enquanto andavam eu ia me sentindo estranho e cada vez mais ansioso. Quando estavam relativamente perto de mim, a amiga pergunta baixinho pra ela: "é esse aí?" e ela responde: "uhum". A Gabriela vem, pergunta se estou bem e me oferece o rosto para um cumprimento. A amiga me estende a mão, enquanto a Gabriela nos apresenta formalmente. Eu nem lembro o nome e muito menos a cara da amiga rs. Enfim, ficamos lá, eu e a amiga dela, meio desconfortáveis, com as mãos dadas e olhando um pra cara do outro, enquanto a Gabriela assiste tudo, até que a amiga também me oferece o rosto para um beijo. A cumprimento também. Então começamos a andar pelo corredor, nós três, até que as duas começam a se despedir, falar sobre coisas delas. Achei bom, pois estava me sentindo meio desconfortável com aquela situação. Mas a coisa ainda iria piorar... Depois que a amiga partiu, a Gabriela perguntou se eu gostaria de tomar café ou suco, e eu respondi que sim, e então fomos até um lugar lá que ela conhece, que vende esses troços. Estava bem acanhado e nervoso nessa hora, não conseguia manter um contato visual digno, e acho que a Gabriela também estava nervosa.

Enfim, chegamos no lugar, ela pergunta o que eu quero tomar, começo a inspecionar o ambiente e vejo que oferecem sucos, então sugiro comprar um suco grande no copão e irmos tomando no canudo. Ela aceita e se dirige ao funcionário para fazer o pedido, e depois vai até o caixa pagar. Nessa parte eu começo a reparar melhor nela, e vejo que ela estava com uns peitões bem grandes, eu sinceramente nunca tinha reparado naquele tamanho, só podia ser algum sutiã com enchimento porque não é possível. Não só eu reparei no tamanho dos melões como também vi o funcionário do lugar observando discretamente os pacotes, e quando percebia que eu o estava observando, não olhava mais. Enfim, uma coisa chata que eu comecei a perceber é que a Gabriela fazia pouco contato visual comigo. Achei bem chato mesmo, mas como era o começo do rolê, não esquentei muito a cabeça. Ela foi até o caixa pagar e depois saímos tomando o suco. A Gabriela até sugeriu ficar lá no ambiente, mas eu não estava afim de compartilhar minha energia com outras pessoas que estavam ali presentes. Então saímos andando. Bom, depois disso ela perguntou aonde iríamos, e eu sinceramente não tinha nenhum lugar em mente, já que não conheço muito bem a USP, mesmo estudando lá há 1 ano... ela então sugeriu irmos até o centro de práticas esportivas da universidade. Eu não gostei muito da ideia e comuniquei isso pra ela, mas acabei aceitando por não ter uma sugestão melhor.

Enquanto andávamos, conversamos amenidades, e nada de contato visual. Tentei fazer o maldito contato visual em alguns momentos, quebrar um pouco o gelo porém senti que ela não estava afim, a Gabriela estava séria, inclusive eu fiz cara de nojo em alguns momentos, nas poucas vezes que consegui no olho dela. Uma coisa que veio de dentro de mim. Não consegui entender o motivo daquilo, mas sinceramente não acho que preciso entender. Apenas sentir. Não estava gostando nada daquilo... os sentimentos de inferioridade já estavam batendo na minha porta. Bom, chegamos no lugar, passamos pela catraca e ela meio que começa a me apresentar tudo. Onde se pratica cada esporte, essas coisas. Nesse ponto eu percebi que ela não estava gostando também. Sei lá, parecia que não estava à vontade com tudo aquilo... nessa parte começo a me sentir muito rejeitado, e toda minha carga emocional acumulada há anos começa a despertar. A essa altura, estava escurecendo, e eu estava meio cansado, então começamos a procurar um lugar para sentar, até que achamos uma pracinha com um banquinho. Sentamos nessa pracinha e o clima ficou meio tenso. Uma espécie de tensão sexual. Eu não me senti à vontade pra tentar nada desse tipo com ela, mesmo sentindo uma pressão interna para tomar alguma atitude. Enfim, ficamos conversando alguns momentos nesse banco, e em certo momento eu reparo ela olhando entre as minhas pernas. Quando ela vê que eu percebi isso, tenta disfarçar olhando pra minha camiseta. Eu até tentei dar uma descontraída nessa parte, pergunto se ela estava olhando pra minha camiseta do Metallica (estava usando mesmo, uma camiseta do Ride The Lightning). Ela olha pra mim, com um olhar de reprovação misturado com desgosto e desdém, balança a cabeça e faz um facepalm (coloca a mão na testa e fecha os olhos). Putz, aquilo ali acabou comigo, sério! fiquei bem deprimido, tive que fazer força pra não começar a chorar. Ela com certeza percebeu tudo, mulher é foda e sente o cheiro de sentimentos desse tipo (fraqueza masculina).

Depois fomos pra outro lugar, um lugar destinado a corrida de bicicletas. Estava escuro lá dentro, e é um lugar alto. Teve uma hora que ficamos parados na borda do lugar e fiquei pensando como seria se eu pulasse de lá. Ela até pediu pra eu me afastar porque é perigoso. Depois ficamos andando um pouco por ali, conversando. Senti muita pressão a tomar alguma atitude nessa parte também, o lugar estava totalmente escuro, só iluminado pelo céu estrelado... Até tentei (de novo) criar um clima mas não rolou, ela nem olhava direito na minha cara, desde a padaria! Teve uma hora que senti um cheiro de perfume, perguntei se era dela o perfume e respondeu que sim. Perguntei onde ela passou o perfume, ela me respondeu sem olhar na minha cara e com um tom de voz desinteressado. Outra facada na minha praticamente destruída auto-estima. Depois sentamos no chão, na verdade eu sentei primeiro porque estava cansado, e ela sentou do meu lado, porém afastada, coisa que só fui perceber algum tempo depois de tudo isso ter acontecido, puxando na memória. Nessa hora ela até me olhou, mas um olhar estranho, pouco convidativo, com as pálpebras entreabertas... é claro que eu não ia tentar nada! E então eu virei o meu rosto pra frente e ficamos em silêncio, observando as estrelas e ouvindo os sons dos aviões passando ali perto. Teve uma hora que foi foda, eu me senti SOZINHO no lugar! simplesmente a mulher se fechou em si mesma de tal maneira que não deixou escapar nenhuma fração de energia! foi muito ruim. Um tempo depois, levantamos e saímos daquele lugar, e um cara que estava do lado de fora ficou observando a gente, acho que ele pensou que estávamos nos pegando ali dentro, mas o betão aqui não se pegou com ninguém. Estava chateado.

Mais tarde comentei que estava com sono, e então fomos até a padaria novamente, para comprar café. Ela perguntou se eu iria querer balas também, disse que não. Depois fez o pedido e pagou. Achei estranho e comecei a zombar da situação, chamando ela de "mamãezona", já que estava pagando tudo. Ela não gostou da brincadeira, disse que não tinha filho daquele tamanho. Eu ri bastante. Depois foi pegar os cafés, e perguntou se eu queria açúcar. Respondi que sim, depois trouxe o recipiente e me entregou, para adoçar o meu café. Entrego o recipiente pra ela, e me diz que não toma café com açúcar. Acho estranho, mas gosto é gosto né! Depois pegamos os cafés e saímos dali. Como já era umas 10h da noite, o centro de práticas esportivas já estava fechando e não tinhamos ideia pra onde iríamos. Então decidimos ir até o metrô butantã a pé mesmo. Fomos até lá conversando amenidades. Nessa altura eu já havia desencanado totalmente de pegar ela, estava até gostando da companhia dela, nessa parte eu estava me divertindo! Depois paramos na rua e eu sentei num lugar, ela sentou do lado de mim porém senti que ela estava se resguardando. Outro corte. Depois alguns minutos de silêncio, comentei que estava com uma música na cabeça, ela perguntou qual a música, me oferecendo seu celular com Spotify. Coloco lá a música e ambos escutam. Estava meio triste nessa hora e acho que a música expressava bem esse sentimento (You Know You're Right do Nirvana). Depois ela pergunta outra música para colocar no celular, digo pra ela escolher uma e colocar, escolheu David Bowie (acho que Star Man). E depois colocou outra, que não conheço. Aí a bateria do celular dela acabou e conversamos mais um pouco. De novo reparo ela olhando entre as minhas pernas, e disfarçando de novo olhando pra camiseta. Pergunta se eu dirijo, respondo que não. Após um tempo, levantamos e voltamos a andar pelas ruas do butantã.

CONTINUA...

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Re: Diário Headbanger

em 10/2/2018, 17:34
CONTINUANDO (PARTE 4)...

Depois continuamos andando pelas ruas do butantã, rumo ao metrô. A ideia era procurar um lugar para ir. Porém eu estava realmente cansado e com dores nos pés, de tanto andar! até apareceram bolhas nos meus dedos, que fui ver quando cheguei em casa. Então digo pra Gabriela que vamos procurar um lugar tranquilo, sem muita gente, pra sentar e descansar um pouco. E ficamos andando feito barata tonta, procurando um lugar, depois ela diz que conhece uma pracinha ali perto, mas chegando lá tinha algumas prostitutas e ela parecia pouco à vontade ali. Até brinquei dizendo "quanto será que é o programa?". Na verdade fiquei de fato curioso, mas não iria até as prostitutas perguntar o preço. O lugar é conhecido como PUTUSP, inclusive um colega de faculdade já havia comentado sobre o tal lugar comigo. Enfim, depois de um tempo andando pelas ruas do butantã, ela diz que precisava ir embora e que iria me acompanhar até o ponto do ônibus, que fica do lado da estação do metrô. Nessa altura do campeonado já era 23:50. Eu me senti triste, e percebi tristeza na Gabriela também.

Fomos andando em direção ao ponto, eu na frente e ela atrás. Até que chegamos no ponto onde passa o ônibus que tomei. Encosto na placa do terminal, enquanto ela se posiciona na minha frente. Ficamos em silêncio, e ela estava meio pensativa... depois me disse que estava sentindo raiva. Pergunto o motivo, diz que não sabe. Após mais um momento, pela primeira vez na noite, olhou dentro do meu olho, e eu também consegui olhar dentro do olho dela, que estava lacrimejando. Vejo muita tristeza, decepção e angústia em seu olhar. Como quem diz "Você não é mesmo o cara que eu pensei que fosse?". Percebo que deixo transparecer toda a minha fraqueza no meu olhar. Depois ela vira o rosto, e começa a olhar para o chão. Nesse momento eu sinto que ela queria um beijo, porém minha mente repudia um pouco essa ideia, eu não iria mesmo tentar beijá-la, depois de ser rejeitado a noite inteira. Na verdade eu senti vontade de beijá-la também, só que eu fiquei realmente sem jeito, o meu emocional estava muito fragilizado ali naquele momento, depois de tudo o que havia acontecido, sem contar que a linguagem corporal dela estava totalmente fechada (braços cruzados e rosto virado).

Então, ela vem até mim, me oferece o rosto para um cumprimento, dou um beijo em seu rosto, e ela me "abraça" (passa a mão pelas minhas costas, perto do pescoço, mas sem encostar o corpo em mim). Retribui passando a mão em seu ombro, carinhosamente. Depois ela vira as costas e vai embora, andando a passos largos, rapidamente e sem olhar para trás. Até que some quando vira a esquina. Nesse momento uma tristeza muito grande tomou conta de mim, misturada a um sentimento de impotência, fracasso. Confesso que senti uma vontade muito grande de correr atrás dela, porém não fiz isso. Após esperar alguns minutos, o ônibus chega e durante a viagem começo a pensar em tudo que aconteceu, fico bem deprimido e até um passageiro do ônibus percebeu o meu estado. Após algumas horas de viagem chego em casa, entro no facebook e como eu já suspeitava havia mensagens da Gabriela. Quando abri, era ela agradecendo por ter ido, dizendo que se divertiu bastante. Como ela estava online na hora, aproveitamos pra conversar um pouco mais. Fiquei feliz! Depois ela se despede e vai dormir, enquanto eu fico acordado por mais alguns instantes, me sentindo eufórico.

Quando acordei no dia seguinte vi que havia outra mensagem da Gabriela. Dizia "Eu não mudei de ideia", ou algo do tipo. Uma resposta a um trecho de uma conversa que tivemos no dia anterior, quando eu falei que com certeza ela iria mudar de ideia ao meu respeito e não iria querer me ver mais. Fiquei até feliz por uns momentos, porém essa felicidade logo deu lugar a uma tristeza e sentimentos de rejeição profundos, quando passei a refletir bem sobre o que havia acontecido na noite anterior. Com certeza foi o pior dia do ano, chorei muito, pensei muito em suicídio. Todo aquele sentimento de rejeição que eu já vivi tanto na minha vida, voltaram à tona na minha cara. Inclusive voltei lá na USP nesse dia, visitando os lugares por onde passamos juntos. Chorei bastante, escrevi nas paredes que iria me matar, foi bem deprimente. Até briguei em casa antes de sair, discuti com a minha mãe porque ela não estava achando uma calça que gostava muito. Coloquei tanta pressão em cima dela que ela até chorou, e minha irmã que tem crises de ansiedade quase teve um treco, minha mãe teve que arrastar ela pra fora de casa passando mal. Fiquei sozinho em casa e fui tomar banho pra sair. Pior banho da vida, nem água gelada deu jeito. Chorava igual criança. Aliás dentro da academia de musculação, onde havia ido mais cedo, tinha chorado muito também. Não gosto nem de lembrar desse dia maldito.

Enquanto isso (suponho) a Gabriela se preparava para viajar, pois iria visitar os pais dela onde ficaria até o começo desse ano, na casa da praia. Fomos nos falando de vez em quando por facebook na lanhouse e por orelhão, continuei ligando à cobrar aqui perto de casa, dessa vez. Uma coisa que me machucou muito foi a minha intuição. Eu sempre acordava mal, com uma tristeza me corroendo por dentro, lembrando dela. Não sei explicar o motivo de tanta dor... Acho que ela estava se relacionando com outros caras na praia, inclusive eu dei uma bisbilhotada no Instagram da Gabriela e vi uma foto dela de biquini e outra de batom, tiradas lá na praia. Pra mim ela só mandou fotos da paisagem, será que ela mandou essas outras fotos pra outra pessoa? Acho que já sabem a resposta. Enfim, fomos nos falando e eu reparando que ela estava bem ressentida com alguma coisa. Por telefone eu não percebia muito, agora pelo chat do facebook eu percebia mais, a forma como as palavras eram colocadas davam bem a entender que algo estava errado.

Não aguentei e conversamos por voz. Botei tudo na mesa e tentei expressar o que eu tinha percebido naquele encontro na USP e nesses dias que se passaram. Perguntei se ela tinha perdido o interesse em mim e que se isso fosse verdade, que dissesse de uma vez, pois não ficaria chateado com isso. Ela foi redundante e continuou afirmando que ainda tinha interesse em me conhecer, e em ficar comigo também. Na verdade a conversa foi longa e está tudo arquivado aqui no chat do facebook, porém não vou abrir os áudios pois vou ficar mal. Bom, até esse momento eu pensava que tivesse caído na friendzone. Enfim, fomos nos falando e combinamos que iria ligar pra ela no natal. Só que conforme ia chegando a hora do natal, uma tristeza foi tomando conta de mim, e acabou que não nos falamos por voz, apenas por texto. Ela me mandou uma mensagem no facebook, eu detestei o tom e respondi até com certa agressividade. Depois disso fui dormir, bastante chateado. Até chorei um pouco.

Depois ela comentou que achou o tom da mensagem hostil. Confirmei, dizendo que estava com raiva mesmo, porque detesto que me digam o que fazer (ela tinha me dito umas coisas nesse sentido na mensagem de natal). Ela se desculpou e falou que tem essa característica de achar que está sempre com a razão. Entre outras banalidades durante essa conversa, comento que vou passar o ano novo na paulista pra evitar ficar na merda por causa do suicídio do Chester Bennington. Ela diz que até pensou em me chamar pra ir lá, porém como percebeu que eu não sou muito chegado em lugares muito movimentados, deixou pra lá. Perguntei se ela iria vir pra cá pra paulista, ela disse que talvez. Conforme os dias foram passando, ela diz que vai mesmo vir pra cá passar o ano novo comigo. Então sugiro combinarmos outro local, pois na paulista tem muita gente, e já que ela viria pra cá, era melhor procurar um outro lugar mais reservado, como por exemplo um hotel. Até que ela sugere a casa dela (ela mora sozinha). Na verdade eu ia sugerir a mesma coisa, porém acho que seria invasivo demais, então deixei ela ter essa iniciativa. Gostei e combinamos assim mesmo, o ano novo seria na casa dela!

CONTINUA...

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Re: Diário Headbanger

em 10/2/2018, 21:53
E aí headbanger, blz?

Com quantos dias você está de reboot? Sugiro que você coloque um contador de dias, assim fica mais fácil de saber a quantidade de dias que você está, nesse link você encontra um tutorial de como fazer isso: http://www.comoparar.com/t4820-como-instalar-um-contador-de-dias-alternativo

Boa sorte, acompanhando...

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Se quiserem saber mais sobre mim, esse é o meu diário: http://www.comoparar.com/t5398-a-estrada-ate-aqui

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Re: Diário Headbanger

em 10/2/2018, 22:17
Que relato bom de ser ler, parecia um filme.

Acompanhando.

Abraços.
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Re: Diário Headbanger

em 6/3/2018, 16:13
headbanger escreveu: CONTINUA...

Então, não vai concluir o relato? Fiquei curioso. Apareça!

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voltei

em 18/4/2018, 20:36
Voltei, estou há 2 dias sem pmo. ultimamente estou bem depressivo. Sentimentos ruins me consomem quando fico muito tempo longe de pmo, por isso tive tantas recaídas nesse tempo. acho que vou entrar aqui no forum todo dia, comentar qualquer coisa, só pra não ficar longe. tô acessando porn aqui da faculdade, é liberado em todos os computadores :/ enfim, é isso aí. depois volto aqui e comento direitinho o que andou acontecendo nesse tempo. E sobre o relato que comecei a contar, não sei se quero mexer com aquilo. Aquelas memórias me machucam um pouco, e acho que piorariam o meu estado. Talvez quando eu melhorar um pouquinho eu volte a tocar naquele assunto.abçssss

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Re: Diário Headbanger

em 20/4/2018, 23:28
headbanger, vou repetir o que sempre falo para os outros rebooters: PMO nunca será a solução dos seus problemas. Saiba que se você está mal agora, vai ficar pior ainda depois de consumir pornografia, pois é isso que essa prática faz com a gente.

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"Quem quer, dá um jeito. Quem não quer, inventa desculpa". Toguro

Ninguém vai bater mais forte do que a vida. Não importa como você bate e sim o quanto aguenta apanhar e continuar lutando; o quanto pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha. Rocky Balboa

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olá galera !

em 9/5/2018, 05:24
galera, pela milésima vez estou de volta na sarjeta.

bom, vou tentar explicar o que andou rolando desde que parei de escrever aqueles relatos lá com a moça. Bem, aquilo não deu certo. Eu comentei que aqui na USP a coisa foi bem fria e estranha, e comecei a relatar como estava sendo o segundo encontro. Pois bem, andamos pela república e depois fomos pra casa dela, mas senti um desconforto da parte dela, deveria ter recuado mas não fiz isso, fomos pra casa dela. Jantei lá, conversamos um pouco, e eu me ofendi bastante porque a dita cuja não conseguia olhar nos meus olhos, inclusive percebi ela balançando a cabeça negativamente pra mim em vários momentos! na hora eu não senti muita coisa, mas de vez em quando dói de lembrar. Até que em determinado momento estávamos nos preparando pra dormir, e então começa a rolar um clima, sei lá, sinto que ela estava afim de alguma coisa, então do nada eu levanto (estávamos sentados no sofá, meio longe um do outro) e tasco um beijo nela! ela pergunta se é isso mesmo que eu queria, respondo que sim. ficamos um pouco e fomos pra cama, nos pegamos lá, beijo no pescoço aqui, mão boba ali, ela pede pra me tocar, eu deixo. só que eu me senti meio mal com aquilo, ela percebeu e tirou a mão. Depois ficamos deitados um ao lado do outro, em certo momento ela me olha de um jeito triste, misturado com decepção. Enfim, depois fui pra casa (passei a madrugada lá e não comi).

Cochilei um pouco em casa, depois peguei uma grana e fui pra lá. Não antes de dar uma geral no corpo, raspei o saco e botei uma cueca boxer pra ficar no estilo. Além disso fui no mercado e comprei várias coisas pra gente passar o ano novo, inclusive uma garrafa de vinho barato pra amaciar a carne. Bem, após um rolê do caralho, chego na estação do metrô que combinamos nos encontrar, ela nem olhou na minha cara, já broxei ali. Depois no busão fui tentar abraça-la e ela tirou o meu braço de seu ombro. Sinal vermelho. Bom, chegamos na casa dela e eu achando que ia rolar pegação, rolou nada, ela já começou a fazer a janta com as coisas que eu levei. Clima bosta, silêncio. Como não sou de ficar puxando papo furado com mulher, fiquei só observando, mas chegou uma hora que ficou insuportável pra mim, então disse que ia vazar. Peguei minhas coisas, e saí dali, ficou uns pedaços de frango assando no fogão, disse que ficava como despedida pra ela. Começou a chorar, não por minha causa, deve ter se sentido um lixo por não conseguir laçar um beta imundo feito eu. Bom, vazei de lá. Depois disso ainda nos falamos 2 dias depois por celular, mas não deu certo, moça foi rude demais comigo e eu não tolero essas coisas de mulher. Desde então nunca mais nos falamos.

Não sei se saí perdendo muita coisa (feminista, jeito de malandra) mas dói no ego ser tratado feio bosta. Até hoje eu lembro disso e dependendo do meu emocional até umas lágrimas eu derramo. Não é viadagem não galera. Enfim, voltei pra faculdade, mesma merda de sempre, ignorado por tudo e todos, ninguém se aproxima de mim pra nada aqui, sinto falta de ter pelo menos colegas aqui onde estudo, alguém pra jogar conversa fora, mas não rolou. Mulherada ignorando como sempre, fazendo eu me sentir péssimo e pensar fortemente em suicídio. Engraçado que quando fico uns 4 dias seguidos sem sair de casa ,não me sinto tão deprimido assim, é só eu botar o pé na rua que sempre aparece uma carniça dessas pra destruir o meu emocional (eu sou sensível, acho, odeio ser assim). Pornôgrafia fiquei 47 dias, ainda segurei a onda depois da menina por 2 semanas, mas recaí e de lá pra cá não consegui ficar muito tempo longe de pornô e putas. Voltei pros puteiros de SP e continua o de sempre, ir lá pra me afirmar, e sair de lá deprimido porque o sexo foi pago, ou seja, ilusão de que tenho algum poder de escolha. Gostaria que as coisas fossem diferentes, gostaria de entregar essa energia para uma mulher que eu tivesse algum sentimento. Gostaria de participar da vida de alguém. Mas hoje em dia percebo que é utopia pensar assim.

Enfim, to digitando aqui do computador da faculdade. passei a noite toda acessando pornô aqui! lá em casa não tenho mais internet nem celular, então só resta acessar por aqui mesmo. É aí que mora a minha angũstia. Preciso usar bastante o computador, mas aqui o pornô é liberado e tem umas maquinas que são meio escondidas, daí dá para acessar. Estou pensando em comprar o método aqui do site, vcs recomendam? porra já estou com 25 anos, no fundo do meu ser eu sinto que não sou normal, nunca fui normal, porém gostaria de pelo menos tentar. Se eu disser que mulher não é importante pra mim, estarei mentindo., tanto é que consegui ficar os 47 dias sem PMO graças aquela moça que tentou me fazer de pano de chão. O sentimento de ser apreciado fez muito bem pra mim, pena que não era verdade, apenas uma ilusão criada por um cérebro carente. Bom, gostaria de saber se alguém aí comprou o programa revert e recomenda, e o que eu posso fazer a respeito da pornografia aqui na facul, estou pensando inclusive trancar a faculdade por 1 ano pra tentar sair dessa merda! tô cheio de trabalho pra entregar e não fiz nadaaa!!!

abraços! ! ! Shocked Shocked Mad Mad Mad Sad Sad Sad

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Re: Diário Headbanger

em 30/5/2018, 11:47
Poxa cara! Não imaginava que essa história ia ter um desfecho assim. Mas acho que não foi sua culpa não ter dado certo. Femininistas, dependo do grau de militância, são insuportáveis. Você se livrou de uma boa, isso sim.

Sobre a aparência percebo que você fica procurando a afirmação das pessoas. Cara, aparência pode contar, mas não é tudo. Qualquer pessoa prefere muito mais ficar ao lado de alguém que seja gente boa do que de um tapado que só tem um rostinho bonito. Além do que, penso que você exagera um pouco sobre sua feiura e pelos textos que você escreve tenho certeza que consegue desenvolver uma boa conversa.

Você disse que se sente bem em casa e isso prova que a opinião dos outros tem muita influência sobre você e acaba te prejudicando. Sua melhor arma é a conversa, mas como você vai usá-la se tem tanto receio em se aproximar?

É lógico que o mundo tá cheio de gente ruim de se lidar, mas também tem gente boa e se você se fecha nunca vai ter a oportunidade de conhecer pessoas melhores.

Sobre a pornografia na faculdade, me desculpe, mas essa USP é um verdadeiro cabaré cheio de militontos. Você não perderia muita coisa saindo de lá, mas tem que ver se vale abandonar o curso. Sugiro que você busque um emprego, se não estiver trabalhando, e se conseguir se estabilizar financeiramente vai ficar mais independente para poder decidir isso.

O programa Revert é muito bom. Se você pudesse adquirir seria uma boa, pois teria mais ferramentas para lidar com o vício.

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Re: Diário Headbanger

em 1/6/2018, 23:51
Fala Headbbanger,

Li seu diário por completo e que história cara, parabéns por ter coragem de se abrir assim, pois sei que mesmo para um fórum de anonimos essa ainda é uma atitude complicada.

A dica que eu te dou o pessoal já deu. DESENCANA sobre mulher, elas não tem lógica, eu descobri isso meio tarde na vida, mas é verdade. Tenho namorada e por muitas vezes ela é sem lógica, é da natureza delas.

Além disso, você também tem que parar de sair na rua e pensar sobre o que acham de você, apenas seja espontâneo e toque o foda-se. Eu passei por uma fase meio de afirmação também quando entrei na faculdade, mas parei de me cobrar isso e sou mais feliz. Sou péssimo socialmente também, mas não deixe o sentimento de inferioridade te pegar, pense sempre no melhor que você tem a oferecer.

Sobre ser feio, beleza não é essencial pra você achar alguém bacana, eu peguei muito toco por beleza na adolescencia, já tive caso que uma menina disse que eu era uma das melhores pessoas que ela conheceu (mas não me queria por ser feio, falou no duro). Beleza é algo superficial, e um relacionamento não se sustenta a base disso.

Sobre prostitutas não vou comentar pois não tenho experiência no assunto, kkkkk
Ah, e tenta ser mais presente no fórum, eu fiquei 2 anos fora (to voltando agora) e não me ajudou, esse espaço é único onde você pode compartilhar sobre seu vicio e seus demais problemas.
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Re: Diário Headbanger

em 9/7/2018, 09:36
Triste

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Re: Diário Headbanger

em 9/7/2018, 12:34
Te indico o site da attraction Institute a ideologia deles é mais focada em buscar afirmação e validação de você mesmo ao invés de buscar isso da atenção e reconhecimento dos outros, de buscar o poder através das suas ações e de como você vive a sua vida ao invés dos resultados dessas ações, enfim, ele foca na independência emocional. Espero que ajude.
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Re: Diário Headbanger

em 10/7/2018, 23:01
vitali escreveu:Te indico o site da attraction Institute a ideologia deles é mais focada em buscar afirmação e validação de você mesmo ao invés de buscar isso da atenção e reconhecimento dos outros, de buscar o poder através das suas ações e de como você vive a sua vida ao invés dos resultados dessas ações, enfim, ele foca na independência emocional. Espero que ajude.

Obrigado pela dica vitali, abs

2º dia limpo hoje. Caminhada que segue.
Essa semana irei fazer minha matrícula em alguma academia de musculação.
Estou meio triste nesses dias que andaram passando. Parece que minha consciência está aumentando, consigo me lembrar de memórias com mais detalhes (isso me deixa triste, dependendo da memória)

E é isso aí. abs

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Re: Diário Headbanger

em 11/7/2018, 23:14
Fala galera.

Ontem tive uma recaída muito besta. Estava indo para o terceiro dia sem PMO, todo feliz, e então decido instalar bloqueadores no meu computador. Até aí beleza, instalei o K9 e ele bloqueou certinho. Acontece que eu fiquei testando o bloqueador por vários minutos até descobrir uma falha! e foi nessa falha que tive a recaída. Não vou dizer que falha encontrei para não prejudicar os outros usuários que usam essa ferramenta, mas fica aí o meu relato Mad

No mais, vou formatar meu computador daqui a pouco e instalar o K9 e dar um jeito de fechar essa vulnerabilidade. Vida que segue Crying or Very sad

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Re: Diário Headbanger

em 13/7/2018, 12:40
Day1. Estou triste. Pensei várias vezes em suicídio. Minha vida é uma merda e pensar no passado me destrói

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Re: Diário Headbanger

em 2/8/2018, 21:36
Fala aí
Voltei. Bati muita punheta e comi umas putas nesses dias. Ontem em particular foi foda demais. Senti a rejeição feminina de uma maneira brutal, pensei fortemente em suicídio, pensei em como seria perder a vida, essas coisas. Aí fui no puteiro, segurando o choro, e saí melhor. o pau não subiu direito porém consegui gozar. Outra coisa que aconteceu foi que uns dias atrás assisti porno na faculdade em 4k. Fiquei abismado com a qualidade da obra. Daí depois fui no puteiro e sentei o ferro em outra puta, comi com gosto. Foi muito bom.

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Re: Diário Headbanger

em 2/8/2018, 21:41
Eu quero sair dessa fossa mas a tristeza de ser rejeitado bate muito forte, então acabo sempre voltando. Eu sou feio e por motivos óbvios não recebo atenção feminina nem companheirismo masculino. Porno e putas são a minha válvula de escape. As vezes nem prostitutas dão jeito, saio de lá pior do que entrei, principalmente quando rola gemidos e elogios falsos.

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