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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 1/8/2019, 19:53
Outro dia movimentado. Serei rápido, pois ainda estou muito atarefado.

Queria falar um pouco mais, todavia o tempo está curto e deverei ser suscinto, apenas informando que estou deveras sob controle em minha luta, que a batalha está sendo bem administrada e minha vitória se consolidando cada dia mais, apesar de alguns problemas pessoais. Não tenho tempo mesmo, estou abarrotado de pendências a resolver e qualquer segundo por ora é precioso. Talvez para amanhã a situação se tranquilize e possa dar melhor conta de minha saga.

Meus votos a todos.

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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 2/8/2019, 21:37
Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

Foi com um ajuda do sobrenatural que permaneci todo sujo andando em círculo pelo quarto por umas duas horas e meia, louco para ir me lavar aos gritos de "Saaaaaaaaaaaaaaai, desgraçaaaaaaaaa!! Vá pro infeeeeeeeeernoooooooo!!" (não, não é engraçado, leiam isto no tom mais dramático e enérgico possível), planejando mil coisas para minha vida e até recitando trechos da Constituição. Com os nervos à flor da pele, daí a um tempo ouvi uns pássaros cantando (moro perto de uns parques aqui na cidade) e acendi novamente a luz: 5:50. Sem conversa, banho e me arrumar para ir trabalhar. Felizmente, desta vez não houve grandes rebuliços com minha mãe. Lá fui eu, assonado e enfurecido, viver minha vida.

Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

Rumo a uma total liberdade e a uma vida de realizações. Ah, se sim!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 3/8/2019, 08:22
Brioso Justiceiro, parabéns por ter superado mais um dia! A sua ira ao lidar com as poluções, de certa forma, é contagiante e me fortalece para encarar com raça os meus desafios diários!

Força para continuar a saga, meu velho!

Sigo na torcida por ti!

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http://www.comoparar.com/t8382-diario-do-seeker

1ª tentativa: 284 dias (30/09/2018 - 11/07/2019)


2ª tentativa: 11 dias (12/07/2019 a 22/07/2019)

3ª tentativa: 52 dias (23/07/2019 a 13/09/2019)

Meta 1:   90 dias   /  Submetas:   10 (  )   30 ( )  60 (  )  90 (  )








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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 3/8/2019, 22:27
Seeker escreveu:Brioso Justiceiro, parabéns por ter superado mais um dia! A sua ira ao lidar com as poluções, de certa forma, é contagiante e me fortalece para encarar com raça os meus desafios diários!

Força para continuar a saga, meu velho!

Sigo na torcida por ti!

Brioso Seeker, agradecimentos pela saudação. Fico mesmo furioso com aquilo pelo que passo e, se isso te motiva, que fique o exemplo de alguém que, tomado por extremo desconforto, quer de qualquer jeito dar uma reviravolta na vida.

Saiba que também tem minha torcida e meus votos de força. Nossos dias chegarão!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 3/8/2019, 22:30
Compenetrado sábado. Manhã de expediente movimentado no trabalho, tarde com algum estudo e ajuda a meu pai em tarefas diárias. Devo viajar a São Paulo para resolver com ele alguns problemas nos próximos dias e verificar algumas questões minhas também, coisas que deverão fazer muito bem à minha cabeça; a cidade aqui onde moro é uma rotina só, uma monotonia da qual, como sabem, espero não demorar muito para me livrar. Além de problemas dos quais já andei falando...

Problemas com instantes contados. Todos eles.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 4/8/2019, 21:14
Domingo muito movimentado. Logo cedo, em meio ao frio que faz na cidade, algum estudo. Depois, reportagens interessantes na TV e a ajuda a meu pai numas questões de interesse dele. No próximo sábado devemos ir a São Paulo para dar uma consolidada na questão.

Limpei os móveis de meu quarto, fiz a barba e lá fui para a dança de salão. Mais uma aula frenética e com muito a interagir. Após, show para praticar. Dancei com algumas garotas, com uma das quais já mantenho certo coleguismo. Aparentemente simpática (bem diferente das meninas daqui...), venho tendo com ela uma relação felizmente estável, a qual sem dúvida ajuda em minha autoestima. Ela é, além de tudo, muito bonita, daquelas que há pouco tempo... melhor nem detalhar. Quer dizer, além de tudo venho tendo sorte. Sejam os próximos episódios no mínimo tão estáveis quanto.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 5/8/2019, 10:15
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

Foi com um ajuda do sobrenatural que permaneci todo sujo andando em círculo pelo quarto por umas duas horas e meia, louco para ir me lavar aos gritos de "Saaaaaaaaaaaaaaai, desgraçaaaaaaaaa!! Vá pro infeeeeeeeeernoooooooo!!" (não, não é engraçado, leiam isto no tom mais dramático e enérgico possível), planejando mil coisas para minha vida e até recitando trechos da Constituição. Com os nervos à flor da pele, daí a um tempo ouvi uns pássaros cantando (moro perto de uns parques aqui na cidade) e acendi novamente a luz: 5:50. Sem conversa, banho e me arrumar para ir trabalhar. Felizmente, desta vez não houve grandes rebuliços com minha mãe. Lá fui eu, assonado e enfurecido, viver minha vida.

Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

Rumo a uma total liberdade e a uma vida de realizações. Ah, se sim!

Caro, Justiceiro.

Que relato acabei de ler. De fato, assim como o colega Seeker, fico inspirado em ver a sua luta contra os resquícios do vício. Sua bravura para se libertar das "pontas soltas" inerentes aos anos de exposição à P são impressionantes. Me faz refletir no quanto preciso marchar rumo à libertação, ainda, mas ao mesmo tempo me traz um senso de comprometimento nessa jornada.

Seu diário é algo valioso.

Desejo-lhe paz para passar pelos seus momentos conflitantes.

Abração.
nikov
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 5/8/2019, 11:12
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

Foi com um ajuda do sobrenatural que permaneci todo sujo andando em círculo pelo quarto por umas duas horas e meia, louco para ir me lavar aos gritos de "Saaaaaaaaaaaaaaai, desgraçaaaaaaaaa!! Vá pro infeeeeeeeeernoooooooo!!" (não, não é engraçado, leiam isto no tom mais dramático e enérgico possível), planejando mil coisas para minha vida e até recitando trechos da Constituição. Com os nervos à flor da pele, daí a um tempo ouvi uns pássaros cantando (moro perto de uns parques aqui na cidade) e acendi novamente a luz: 5:50. Sem conversa, banho e me arrumar para ir trabalhar. Felizmente, desta vez não houve grandes rebuliços com minha mãe. Lá fui eu, assonado e enfurecido, viver minha vida.

Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

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Caro Justiceiro, para além da inspiradora lição que traz, é, deveras, uma bela narração escrita.

Mas tenho uns questionamentos a respeito dessa tua saga com o reboot e essa tua revolta extrema com as poluções noturnas (o que a meu ver é algo extremamente natural): O que pretendes afinal? Torna-se um assexual? Acabar com alguma DE? Buscar um relacionamento saudável com alguma mulher... Sob minha ótica, com o  reboot, pretendemos curar-nos de algum distúrbio ou vício, mas não nos tornarmos celibatos.  A vontade de praticar sexo vai sempre existir; e, se não o fizermos, o nosso corpo procurará meios de aliviar essa tensão.

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em 5/8/2019, 18:48
Jack Teller escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

Foi com um ajuda do sobrenatural que permaneci todo sujo andando em círculo pelo quarto por umas duas horas e meia, louco para ir me lavar aos gritos de "Saaaaaaaaaaaaaaai, desgraçaaaaaaaaa!! Vá pro infeeeeeeeeernoooooooo!!" (não, não é engraçado, leiam isto no tom mais dramático e enérgico possível), planejando mil coisas para minha vida e até recitando trechos da Constituição. Com os nervos à flor da pele, daí a um tempo ouvi uns pássaros cantando (moro perto de uns parques aqui na cidade) e acendi novamente a luz: 5:50. Sem conversa, banho e me arrumar para ir trabalhar. Felizmente, desta vez não houve grandes rebuliços com minha mãe. Lá fui eu, assonado e enfurecido, viver minha vida.

Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

Rumo a uma total liberdade e a uma vida de realizações. Ah, se sim!

Caro, Justiceiro.

Que relato acabei de ler. De fato, assim como o colega Seeker, fico inspirado em ver a sua luta contra os resquícios do vício. Sua bravura para se libertar das "pontas soltas" inerentes aos anos de exposição à P são impressionantes. Me faz refletir no quanto preciso marchar rumo à libertação, ainda, mas ao mesmo tempo me traz um senso de comprometimento nessa jornada.

Seu diário é algo valioso.

Desejo-lhe paz para passar pelos seus momentos conflitantes.

Abração.

Muitíssimo obrigado, Jack Teller. Que essa paz esteja com todos nós.

Com efeito, a luta é muito dura, porém sei que tamanho sacrifício de minha (e nossa) parte será recompensado. No meu caso, é bem isso que você disse: libertar-me das pontas soltas. Ainda sou perseguido por um rescaldo do terrível incêndio que provoquei em minha vida, a fumaça ainda me asfixia e escapar dela é uma tarefa árdua, tomara que de fato seja a última rumo à minha liberdade.

A você meu grande abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 5/8/2019, 20:09
nikov escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

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Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

Rumo a uma total liberdade e a uma vida de realizações. Ah, se sim!



Caro Justiceiro, para além da inspiradora lição que traz, é, deveras, uma bela narração escrita.

Mas tenho uns questionamentos a respeito dessa tua saga com o reboot e essa tua revolta extrema com as poluções noturnas (o que a meu ver é algo extremamente natural):  O que pretendes afinal? Torna-se um assexual? Acabar com alguma DE? Buscar um relacionamento saudável com alguma mulher... Sob minha ótica, com o  reboot, pretendemos curar-nos de algum distúrbio ou vício, mas não nos tornarmos celibatos.  A vontade de praticar sexo vai sempre existir; e, se não o fizermos, o nosso corpo procurará meios de aliviar essa tensão.

Brioso Nikov, antes de qualquer coisa muito obrigado pelas palavras e votos de sucesso em meio a sua luta. Vá que vá.

Quanto a seus questionamentos, respondo a você que quero me ver apto a uma vida saudável em todos os sentidos, o que pode incluir um relacionamento plenamente harmônico. Explicando melhor, já deve ter lido no meu Diário que sofro de mente agitada, desde criança padeço do que parece ser um cérebro acelerado, uma coisa que pode parecer interessante em algumas circunstâncias, entretanto só quem vive sabe o quão complicado se mostra em contextos como o de um viciado. Para ser sincero, você certamente não sabe como é minha mente, aliás ouso afirmar que por vezes nem eu consigo conhecê-la e ter consistente e racional domínio sobre a mesma. É um negócio intrigante e por vezes assustador, e estou tentando simplificar o mais possível nestas minhas palavras, é um negócio nato meu muitíssimo complexo, que costumo dizer que renderia um tratado de psicanálise de umas 1000 páginas ou mais. Sério. Até para redigir textos, como aqui agora, fico por exemplo indo e voltando palavras atrás e o tempo todo retificando palavras e ideias.

Tal modus operandi psíquico faz com que eu esteja absolutamente o tempo todo pensando em algo, e (explicação novamente simplificada) minha condição de viciado, ao fazer com que eu passasse a enxergar praticamente tudo sob uma ótica sexual, aliada a minha agitação mental legou-me de "presente" um trauma medonho, gravado como que a ferro quente em meus miolos feito ressaca do vício, o qual me obriga, através desta minha inquietação cerebral, a um condicionamento mental espartano no sentido de me focar apenas naquilo que é realmente de valor para meu futuro (acho que estou conseguindo ser bem realista agora...), de maneira que o que já costuma me ocorrer, o oneroso fenômeno de elementos cotidianos que para os outros seriam inusitados para mim se transformarem numa galáxia de conjecturas, complexos e outras inquietações, as quais me tiram o foco de atividades cotidianas e a longo prazo se alojam em meu subconsciente, no âmbito sexual alia-se àquilo de ruim que deixei de lado para na vigília me levar a crises de estresse e turbulência psicológica e no sono a pesadelos eróticos com fantasias que praticava e as quais hoje abomino (e são quase sempre as mesmas), pesadelos estes que quase sempre culminam em poluções noturnas. Para mim ejacular, seguidor que sou de certas teorias de bem-estar físico e mental, é uma coisa sagrada, e muitas religiões pensam assim. Perda absurda de energia. Se a polução em si já é um fenômeno, embora natural, pelo menos para mim desconfortável e constrangedor, ter a consciência de que decorrem de todo um meu estado anterior de degradação de hábitos, tudo isto aliado a minha própria trajetória pessoal-profissional, é uma coisa que me causa enorme desgosto. Logo, conseguir condicionar meu cérebro para uma vida perfeitamente harmônica implica em prosseguir ajustando meus pensamentos a lutar bravamente para superar tal trauma, o que portanto me soa como a fronteira final de minha libertação.

Em tempo: enquanto digito estou me sentindo explicando racionalmente um pouco sobre minha condição mental de uma maneira que jamais acreditaria ser capaz! Principalmente no que tange às poluções noturnas.

Saiba, de qualquer maneira, que após tudo o que vivi a sequela dos sonhos molhados ficou como uma espécie de grito desesperado do meu cérebro, numa situação de relaxamento (o sono), para retornar a um estado de prazer anterior ao qual não mais o submeterei. Quer dizer, é o monstro do vício ainda não totalmente dilacerado. Resultado de quê? Além da própria exposição de anos à pornografia, da atividade cerebral certamente muito intensa que sempre tive. Como já disse, ficou a ressaca. Para tentar detalhar um pouco mais: lá em 2006, meus 13-14 anos, num momento de minha vida em que, percebo, o amadurecimento se oferecia a que eu me revelasse um homem disposto a vencer (início da adolescência), preferi o caminho mais fácil, o maldito prazer solitário, e pareço ter deturpado minha visão de mundo de uma forma a calejar consideravelmente minhas massas cerebrais, calejamento difícil, à luz das circunstâncias citadas, de ser revertido. Eu sei que é difícil entender, estou me esforçando para trazer um pouco da minha inata condição mental numa linguagem a mais compreensível possível. Espero que tenham nem que seja uma noção aproximada e consigam nem que em partes compreender como cheguei a tal cenário.

No que vem dizer respeito à DE e ER, embora já houvesse começado a tê-las, só uma oportunidade real de sexo será capaz de mostrar se estou ou não de fato curado, apesar de que acredito que o estou sim. HOCD só tive início, mais por neurose furtiva decorrente de minha inquietação cerebral; nunca cheguei a me expor intencionalmente a material gay, só topei com algumas imagens sem querer, apesar de uma certa curiosidade o nojo violento sempre foi maior. Assexual sei que também não sou, tenho libido por mulheres e esta vem sendo muito bem controlada por minha disciplina mental, poupada para a "hora certa" exatamente como sinto que deveria ter feito lá há 13 anos... quando tinha 13 anos... Enfim, novamente tentando simplificar minha condição psíquica, o que pretendo da vida no citado contexto é regular meu cérebro, máquina-mãe de nosso corpo, para que possa eu levar uma vida regulada e plena em todos os aspectos, fazendo todo o esforço necessário a expurgar para sempre de minha mente tudo aquilo que se relacione ao meu antigo eu, mesmo sabendo que, diante da maldita maneira como durante anos me comportei, com uma mente como a que tenho, seja obrigado a proceder um expediente, digamos, enérgico em alguns momentos. Entendo perfeitamente o que quer dizer a respeito de o corpo liberar a vontade de praticar sexo, todavia acredito que dá para perceber que a maneira como me condicionei a perceber o sexo levou-me à pior idiossincrasia, a pior visão psicológica possível a um homem, com aquele fantasma de há uma dúzia ou mais de anos pulsando lá nas minhas entranhas cerebrais a querer desesperadamente ter o circuito de recompensa novamente "premiado" diante daquele horroroso e distorcido contexto por anos alimentado, tudo isto diante de tudo aquilo que já disse sobre meu comportamento psicológico.

E de tamanha luta faz parte uma minha feroz entrega em exterminar esse fantasma, ocupando minha cabeça do jeito mais decente e eficiente, aguerrido como jamais, como tenho feito, correndo bravo atrás do tempo perdido, nem que seja enfrentando (para matar) esses horríveis efeitos colaterais em meu necessário afã de compensar 12 anos de vício em poucos meses.

No entanto, sei que conseguirei. Novamente espero ter conseguido redigir aqui uma teorização a mais compreensível a quem se dispuser a ler. E, acima de tudo, agradeço um eventual entendimento, que sei que nem para mim é fácil.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 6/8/2019, 19:05
Mais um dia movimentado sob todos os pontos de vista. Dormi bem apesar de novamente sonhar que era abusado por minha mãe... Antes de mais nada, felizmente sem polução. Acordei nervoso e de mau humor, veementemente reprimindo uma maldita ereção, processo de minutos que felizmente se mostrou mais uma vez vitorioso. Agradecendo a Deus e a meu esforço próprio, voltei a dormir. Devo ainda descobrir de onde saem tais pesadelos, tenho já desenvolvido algumas teorias, no entanto não quero falar sobre as mesmas no momento.

Não é que voltando a dormir passei novamente a sonhar com situações sugestivas? Não me lembro exatamente do teor, contudo dá para perceber que havia uma circunstância sexual envolvida. Mais uma vez acordei seco, felizmente, embora com intensa ereção, já ao amanhecer. Fui viver. Sem conversa, sem desculpas, fui viver.

Trabalho. Gente de todo tipo e eis-me lá me superando dia após dia. Estou com a cabeça quente no presente, ainda que num bom sentido. Estou naquela de querer me focar em algo e de tal maneira estou pensativo que acho que devo parar por aqui e ir fazer outras coisas, mesmo porque acho que por hoje nem há tanto mais a declarar.

Meu desejo de sede de vitória a todos.

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em 6/8/2019, 21:06
Foda Justiceiro do Sertão! No sono é quando estamos mais vulneráveis, pois adentramos o mar da inconsciência e por la navegamos sem caminho certo! Siga firme e não deixe se abalar por isso!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 6/8/2019, 21:20
Kusmin escreveu:Foda Justiceiro do Sertão! No sono é quando estamos mais vulneráveis, pois adentramos o mar da inconsciência e por la navegamos sem caminho certo! Siga firme e não deixe se abalar por isso!

Não me abaterei jamais, caro Kusmin! Agradeço o incentivo e vá que vá em sua luta.

Sem compaixão!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/8/2019, 20:30
Hoje voltei a sonhar com fantasias sexuais podres... Novamente, apesar de tudo, graças a Deus e a meu sacrifício, sem ejaculação.

Novamente sonhei que me via numa situação sexual com mulheres feias e de idade avançada, como sempre em meio aos já tão batidos fetiches que por anos alimentei. Tudo como sempre, entretanto com o desfecho menos pior. Acordei atormentado e muito satisfeito por não haver ocorrido polução, apesar de intensa e incômoda ereção que me fez passar quase uma hora respirando e improvisando meditação no sentido de fulminar a nojenta libido. Com o sucesso de mais uma "operação de guerra", voltei a dormir e... novamente sonhei com coisas indesejadas, desta vez com uma de minhas decepções amorosas, aquela a quem me refiro no Diário como a "Fantasma". Menos pior por não haver sido naquela clássica situação da imagem dela que me destruiu por dentro após meu fracasso; sonhei que me encontrava com ela, toda solícita, em em sua casa, a qual nunca cheguei a frequentar, apenas tendo passado em frente algumas vezes (na verdade nem sei naquela rua exatamente qual é a casa dela, da qual aliás já parece até ter saído); ao início de alguma interação, percebi se tratar de um sonho que achava mais confortável não ter e saí disfarçadamente, acordando logo em seguida, providencialmente às 6 da manhã que já eram.

Fui trabalhar, viver minha vida. Tudo certo, tudo tranquilo. Encontrei-me com um ex-professor (cidade pequena é um conhecido por hora), este da faculdade, com o qual tive rápido e saudável diálogo. Com todo o respeito, eu que já sou discreto me sinto por vezes meio desconfortável em dar de cara com certas pessoas pelo fato de me lembrarem os anos nebulosos de minha vida. No entanto, aprendi que todo e qualquer instante de nosso cotidiano, toda situação com a qual nos confrontamos, ainda que por vezes remetente a circunstâncias traumáticas, só nos faz crescer e moldar nossos pensamentos na direção de uma conduta digna. Ponto.

Fantasias e outros perigos bravamente jogados para o esquecimento. Aliás, para meu desconforto, voltei a ser cortejado por uma "madura"... Decididamente não é comigo. Não é preconceito, não é nada, apenas questão de saudável gosto, assim como não sou chegado e outros podem sê-lo em... Evitarei me prolongar no contexto para não suscitar eventuais gatilhos aos colegas.

Voltando a casa, estudei um pouco, e me apresento aqui agora diante dos parceiros de luta. Estou agindo no sentido de evitar a todo custo sonhos que possam me levar a fantasias, atribulações e poluções noturnas. Meus complexos serão explodidos para sempre, não vai haver diálogo. Nessas horas não deve haver diálogo.

Nenhum.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/8/2019, 21:28
Salve Justiceiro! Complicado lidar com os sonhos ne? Eles vem nos atingir justamente no momento em que estamos mais de guarda baixa. Tente limpar a mente antes de dormir, é o que procuro fazer antes de dormir.

Se mantenha firme! Abraços!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/8/2019, 21:44
Fala Justiceiro!
Acompanho seu diário a quase um ano, mesmo apenas recentemente fazer o cadastro aqui no fórum!
Sua luta contra o vício com certeza é incentivo para muita gente e foi um dos motivos para eu começar a escrever um diário também.
Estou na torcida por você para vencer mais esta "fase do vício", as poluções!

Um abraço amigo, força!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 7/8/2019, 22:42
Justiceiro do Sertão escreveu: Hoje voltei a sonhar com fantasias sexuais podres... Novamente, apesar de tudo, graças a Deus e a meu sacrifício, sem ejaculação.

Novamente sonhei que me via numa situação sexual com mulheres feias e de idade avançada, como sempre em meio aos já tão batidos fetiches que por anos alimentei. Tudo como sempre, entretanto com o desfecho menos pior. Acordei atormentado e muito satisfeito por não haver ocorrido polução, apesar de intensa e incômoda ereção que me fez passar quase uma hora respirando e improvisando meditação no sentido de fulminar a nojenta libido. Com o sucesso de mais uma "operação de guerra", voltei a dormir e... novamente sonhei com coisas indesejadas, desta vez com uma de minhas decepções amorosas, aquela a quem me refiro no Diário como a "Fantasma". Menos pior por não haver sido naquela clássica situação da imagem dela que me destruiu por dentro após meu fracasso; sonhei que me encontrava com ela, toda solícita, em em sua casa, a qual nunca cheguei a frequentar, apenas tendo passado em frente algumas vezes (na verdade nem sei naquela rua exatamente qual é a casa dela, da qual aliás já parece até ter saído); ao início de alguma interação, percebi se tratar de um sonho que achava mais confortável não ter e saí disfarçadamente, acordando logo em seguida, providencialmente às 6 da manhã que já eram.

Fui trabalhar, viver minha vida. Tudo certo, tudo tranquilo. Encontrei-me com um ex-professor (cidade pequena é um conhecido por hora), este da faculdade, com o qual tive rápido e saudável diálogo. Com todo o respeito, eu que já sou discreto me sinto por vezes meio desconfortável em dar de cara com certas pessoas pelo fato de me lembrarem os anos nebulosos de minha vida. No entanto, aprendi que todo e qualquer instante de nosso cotidiano, toda situação com a qual nos confrontamos, ainda que por vezes remetente a circunstâncias traumáticas, só nos faz crescer e moldar nossos pensamentos na direção de uma conduta digna. Ponto.

Fantasias e outros perigos bravamente jogados para o esquecimento. Aliás, para meu desconforto, voltei a ser cortejado por uma "madura"... Decididamente não é comigo. Não é preconceito, não é nada, apenas questão de saudável gosto, assim como não sou chegado e outros podem sê-lo em... Evitarei me prolongar no contexto para não suscitar eventuais gatilhos aos colegas.

Voltando a casa, estudei um pouco, e me apresento aqui agora diante dos parceiros de luta. Estou agindo no sentido de evitar a todo custo sonhos que possam me levar a fantasias, atribulações e poluções noturnas. Meus complexos serão explodidos para sempre, não vai haver diálogo. Nessas horas não deve haver diálogo.

Nenhum.

Parabéns por continuar firme no Reboot, Justiceiro.

Eu fico aqui pensando em alguma maneira de te ajudar em relações as poluções, pois entendo como é frustrante a sensação. No entanto, eu ainda não consegui pensar em nada, e peço desculpas por conta disso.

Por hora, só me resta continuar na torcida para que você consiga sair dessa. Mas saber que você está no caminho certo já me anima para eu continuar seguindo os mesmos trilhos.

Forte abraço!

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"Chutando a pornografia para fora da minha vida. Um dia por vez."



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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 39 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 8/8/2019, 21:30
Kusmin escreveu:Salve Justiceiro! Complicado lidar com os sonhos ne? Eles vem nos atingir justamente no momento em que estamos mais de guarda baixa. Tente limpar a mente antes de dormir, é o que procuro fazer antes de dormir.

Se mantenha firme! Abraços!

Salve, Kusmin! Obrigado pela dica, já venho procedendo verdadeira "musculação mental" no sentido de limpar a mente daquilo que não presta. Os resultados devem surgir.

Que nos mantenhamos firmes e abraços!

Ziggy Stardust escreveu:Fala Justiceiro!
Acompanho seu diário a quase um ano, mesmo apenas recentemente fazer o cadastro aqui no fórum!
Sua luta contra o vício com certeza é incentivo para muita gente e foi um dos motivos para eu começar a escrever um diário também.
Estou na torcida por você para vencer mais esta "fase do vício", as poluções!

Um abraço amigo, força!

Caro Ziggy Stardust, meu muito obrigado pela saudação e que você seja feliz em sua empreitada. Vamos seguir juntos em meio a essa batalha, que sejamos todos capazes de destruir qualquer fantasma que surja em nossas vidas.

Meu grande abraço!

TheMan escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Hoje voltei a sonhar com fantasias sexuais podres... Novamente, apesar de tudo, graças a Deus e a meu sacrifício, sem ejaculação.

Novamente sonhei que me via numa situação sexual com mulheres feias e de idade avançada, como sempre em meio aos já tão batidos fetiches que por anos alimentei. Tudo como sempre, entretanto com o desfecho menos pior. Acordei atormentado e muito satisfeito por não haver ocorrido polução, apesar de intensa e incômoda ereção que me fez passar quase uma hora respirando e improvisando meditação no sentido de fulminar a nojenta libido. Com o sucesso de mais uma "operação de guerra", voltei a dormir e... novamente sonhei com coisas indesejadas, desta vez com uma de minhas decepções amorosas, aquela a quem me refiro no Diário como a "Fantasma". Menos pior por não haver sido naquela clássica situação da imagem dela que me destruiu por dentro após meu fracasso; sonhei que me encontrava com ela, toda solícita, em em sua casa, a qual nunca cheguei a frequentar, apenas tendo passado em frente algumas vezes (na verdade nem sei naquela rua exatamente qual é a casa dela, da qual aliás já parece até ter saído); ao início de alguma interação, percebi se tratar de um sonho que achava mais confortável não ter e saí disfarçadamente, acordando logo em seguida, providencialmente às 6 da manhã que já eram.

Fui trabalhar, viver minha vida. Tudo certo, tudo tranquilo. Encontrei-me com um ex-professor (cidade pequena é um conhecido por hora), este da faculdade, com o qual tive rápido e saudável diálogo. Com todo o respeito, eu que já sou discreto me sinto por vezes meio desconfortável em dar de cara com certas pessoas pelo fato de me lembrarem os anos nebulosos de minha vida. No entanto, aprendi que todo e qualquer instante de nosso cotidiano, toda situação com a qual nos confrontamos, ainda que por vezes remetente a circunstâncias traumáticas, só nos faz crescer e moldar nossos pensamentos na direção de uma conduta digna. Ponto.

Fantasias e outros perigos bravamente jogados para o esquecimento. Aliás, para meu desconforto, voltei a ser cortejado por uma "madura"... Decididamente não é comigo. Não é preconceito, não é nada, apenas questão de saudável gosto, assim como não sou chegado e outros podem sê-lo em... Evitarei me prolongar no contexto para não suscitar eventuais gatilhos aos colegas.

Voltando a casa, estudei um pouco, e me apresento aqui agora diante dos parceiros de luta. Estou agindo no sentido de evitar a todo custo sonhos que possam me levar a fantasias, atribulações e poluções noturnas. Meus complexos serão explodidos para sempre, não vai haver diálogo. Nessas horas não deve haver diálogo.

Nenhum.

Parabéns por continuar firme no Reboot, Justiceiro.

Eu fico aqui pensando em alguma maneira de te ajudar em relações as poluções, pois entendo como é frustrante a sensação. No entanto, eu ainda não consegui pensar em nada, e peço desculpas por conta disso.

Por hora, só me resta continuar na torcida para que você consiga sair dessa. Mas saber que você está no caminho certo já me anima para eu continuar seguindo os mesmos trilhos.

Forte abraço!

Valoroso TheMan, primeiramente agradeço pelo suporte, que tudo de bom lhe ocorra e todo seu sacrifício seja recompensado.

Pois é, tenho lutado bravamente contra as poluções via diversos métodos, e não se culpe por não haver buscado algum com que me ajudar. É uma coisa complicada mesmo. Andei e ando testando de tudo um pouco que seria capaz de resolver o problema, como sessões de "quase-meditação", condicionamento mental por domínio de pensamentos, preenchimento da mente com atividades saudáveis e até, aliadas as práticas mentais, receitas culinárias que supostamente diminuiriam a libido por serem vasodilatadoras (reduziriam a tensão nos músculos do corpo, inclusive no pênis), como o chá de gengibre, do qual gosto muito mas que parece carecer de um embasamento científico mais profundo sobre auxiliar no controle de ejaculações noturnas. Andei tomando e os resultados foram parcialmente satisfatórios, devo fazer mais alguns "testes" em breve. Já encontrei Internet adentro algumas "dicas" relacionadas ao problema condensadas em posts até robustos, entretanto prefiro lê-las com mais cuidado depois, crente de que talvez não sejam condizentes com a plena constatação científica. Em tempos de fake news, já sabem.

Apesar de tudo, ainda acredito que o principal fator relacionado é a situação mental mesmo, meu cérebro precisa ser duramente trabalhado na direção e no sentido de uma conduta saudável em todos os sentidos, para expurgar para sempre este incômodo de minha vida.

De todo modo, segurei experimentando estas e outras alternativas que surgirem daqui por diante. Para vencer esta droga só se entregando por completo, custe o que custar. Sem conversa.

Meu forte abraço!

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em 8/8/2019, 21:48
Dia novamente com muita coisa para se conduzir, felizmente tudo ajeitado nos conformes. Já comecei o dia tendo mais um sonho sugestivo... Felizmente não houve polução, apesar de eu acordar um pouco antes do previsto meio incomodado e com forte ereção, que para se dissipar levou vários minutos. Pensei em falar um pouco mais, porém acho melhor não face a algumas coisas que andei pesquisando sobre sonhos eróticos e ejaculações noturnas.

Devem saber por aqui deste meu problema e do quanto tenho lutado para combatê-lo. Acabei de travar enriquecedor diálogo com colegas aqui em meu Diário sobre a questão e talvez amanhã venha falar um pouco mais sobre o assunto, além daquilo que de importante me ocorrer. Por enquanto estou sem tempo.

Nossa luta será recompensada.

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Goku
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em 8/8/2019, 22:59
Salve Justiceiro!

Li sobre sua história e essa me comoveu.
Sua história é muito parecida com a minha, por isso me senti sem seu lugar.
A juventude passou e grande parte dela também perdi para  a P.

Achei também muito interessante essa sua questão de sonhos, com maduras e tal.
Você já pensou em perguntar para algum profissional da mente humana, tipo um psicólogo ou psicanalista?
Digo isso pois faço terapia e análise e já descobri coisas incríveis sobre mim. Além de, claro, encontrar novos caminhos a partir dessas descobertas.

Parabéns pelo seu incrível reboot, sua escrita é maravilhosa e você é uma das minhas inspirações para o reboot.
Grande abraço!

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em 9/8/2019, 19:12
Goku escreveu:Salve Justiceiro!

Li sobre sua história e essa me comoveu.
Sua história é muito parecida com a minha, por isso me senti sem seu lugar.
A juventude passou e grande parte dela também perdi para  a P.

Achei também muito interessante essa sua questão de sonhos, com maduras e tal.
Você já pensou em perguntar para algum profissional da mente humana, tipo um psicólogo ou psicanalista?
Digo isso pois faço terapia e análise e já descobri coisas incríveis sobre mim. Além de, claro, encontrar novos caminhos a partir dessas descobertas.

Parabéns pelo seu incrível reboot, sua escrita é maravilhosa e você é uma das minhas inspirações para o reboot.
Grande abraço!

Salve Goku! Antes de tudo, muito obrigado pelas palavras.

Bem sabe o que a pornografia foi capaz de nos tirar. Oportunidades em todos os campos da vida, do amoroso ao profissional, lembranças que, se não tomarmos cuidado, no mínimo nos farão chorar até hoje.

A respeito de sonhos, andei cogitando de fato procurar um especialista para desvendar as referidas questões, entretanto estou ocupado com outras tarefas. Se bem que, com minha mente inquieta e turbulenta, eu mesmo creio que já andei me autoanalisando! Não duvido nada...

Grande abraço a você!

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em 9/8/2019, 20:44
Novo dia movimentado. Desde cedo. Já comecei com uns sonhos mais ou menos perturbadores, felizmente "secos" e sem implicações problemáticas depois. Se já ia falar sobre o que sonhei ontem, já digo que a mesma coisa me ocorreu hoje, embora de forma menos intensa, levantando-me com uma ereção menos agressiva.

É a segunda noite em que, em meus sonhos, tem me "visitado" uma garota do meu trabalho, atuante no departamento ao lado e com a qual dou de cara todos os dias, embora não costumemos nos falar. Para ser direto, simplesmente a menina mais atraente do presente momento em meu serviço (uma outra, com quem estava tentando travar diálogo, não mais apareceu, não sei se está de férias ou saiu mesmo, não importa). E, para ser mais direto ainda, sobre ela ouvi que está bem comprometida, namorando com o mesmo cidadão desde os 11 anos (ela deve estar com uns 25 hoje), uma coisa que eu até já esperava, diante daquilo a que algumas vezes já me referi aqui em meu Diário, a preferência (ou melhor, verdadeira concorrência) dos homens aqui da cidade por mulheres daquele "tipo", o mesmo de minha predileção. O curioso e ótimo da história é que consigo conviver com aquela imagem diariamente de maneira plena e saudável, embora percebendo sua beleza e sugestionamento. Noto que, há pouco tempo, jamais seria capaz da façanha.

Vale salientar ainda que, a respeito da mesma, também escutei uma história bastante "forte" no refeitório há um tempo. Discreto que sou já não gosto de ficar ouvindo conversas dos outros, e tive que proceder esforço, ainda bem que com sucesso, para na mesa ao lado conseguir almoçar ignorando aquilo que sobre a dita-cuja, na presença da mesma inclusive, era falado. Não entrarei em detalhes por ser uma coisa muito "pesada" tanto para mim como para praticamente qualquer Rebooter, por motivos bem óbvios. A meu respeito, então, suscita uma porrada de fantasias softcore pessoais potencialmente ativadoras de... já sabem.

Esqueçamos tudo isto e lutemos.

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em 10/8/2019, 21:51
Sábado muito agitado. Emoções por toda parte. Estou arrepiado até agora.

Levantei-me cedo e, conforme previsto, fui a São Paulo verificar umas coisas com meu pai. Tudo resolvido e, não me canso de dizer, mais uma vez tive a certeza de que devo voltar para lá. Possuo, devem saber, uma série de planos para me ver empregado na capital paulista. Para ser sincero, já não aguento mais a cidade onde moro, apesar de aqui estar concursado e com um salário razoável, já disse os porquês. Almejo mais do que aquilo que já tenho, almejo a liberdade que paradoxalmente o interior (pelo menos a cidade onde moro) não forncece. Quero, além de ganhar um bom salário e ter uma vida razoável, poder andar na rua sem ninguém ficar reparando em mim, não ser obrigado a me transformar no que tange às regras culturais deles para ser aceito na maioria das situações, não ser o tempo todo indagado (quando não zombado) por minha origem e sotaque diferente, ter acesso relativamente tranquilo a oportunidades diversas quando for o caso, viver uma vida sem "rotina sócio-cultural"... E sei que conquistarei essa tão sonhada liberdade.

Como costumo dizer, na capital tudo mundo é igual e no interior todo mundo é obrigado a ser igual... Reflitam a respeito da diferença.

À tarde uma experiência tremenda. Daquelas para a vida. Acabei ajudando minha mãe numa questão relacionada à sua família, com meu pai levando-a a visitar uns parentes, grande São Paulo, caminho de casa. E lá vivi uma das mais emocionantes experiências de minha vida, estou tremendo até agora e minha mãe ainda está chorando. Minha mãe possui lá um tio idoso, o qual já havia visto rapidamente algumas vezes e do qual ela gosta muito, e que infelizmente está acometido de uma doença degenerativa incurável, sem andar, sem falar, se alimentando por sonda, apenas movimentando um pouco a cabeça e os dedos das mãos. Os filhos dele, primos da minha mãe, os quais um pouco também conheço, moram perto e acudiram para vê-la, da qual aparentemente gostam bastante; minha mãe possui um grande apreço por este tio, com aparente reciprocidade, cresci ouvindo histórias dela na casa dele em sua infância e juventude.

Pois bem, com o pessoal lá reunido, meu pai e eu também por perto (meu pai tem algum coleguismo de anos com aquela família), o cidadão adoentado (aliás, muito adoentado) teve uma reação intensa ao ver minha mãe, chorando sem ter forças para fazê-lo... Minha mãe também não se aguentou e chorou ali mesmo. Meu psicológico já se abalou aí, meu pai e eu chegamos a sair de perto.

Minutos depois, a família passou a travar interessante diálogo comigo e meu pai, na presença do patriarca em sua cadeira de rodas e da esposa deste, que junto com os filhos muito tem se esforçado para garantir o melhor para o sujeito, muito provavelmente em estado terminal. Este, ouvindo a tudo consciente e com seu corpo totalmente debilitado, a tudo percebia visivelmente entristecido e emocionado, sem poder de qualquer maneira se manifestar, apenas de quando em quando gemendo a título de choro, lá indo um dos filhos consolá-lo... Notavelmente comovido com a presença de minha mãe, do qual consta sempre gostara muito e há dezoito anos não via, com o pouco que mexia a cabeça mal podia olhar para a sobrinha que entrava em crise novamente, alterando seu semblante e soluçando convulsivamente, causando enorme consternação no ambiente. Olhos atentos a tudo, meneando a cabeça compreensivo, não podia alguém comentar sobre certos assuntos familiares, sobretudo aqueles relacionados a tempos antigos, que voltava a alterar-se, num clima sinceramente pesadíssimo.

Tivemos que ir. De todos nos despedimos e cumprimentei meu tio-avô, o qual, semblante carregado, com muito esforço foi levantando sua mão direita, na qual segurei dizendo algo como (nem consigo me lembrar direito, tal o "clima"): "Tudo de bom ao senhor, que Deus esteja com o senhor", ao que ele moveu a cabeça afirmativamente, para a seguir entrar em sufocada e dramática crise de choro, envermelhando-se sensivelmente e só tendo forças para chorar, ao minha mãe ir se despedir do mesmo, tanto que ela acabou sendo breve e foi rapidamente se retirando, não sem também chorar copiosamente, deixando para trás os gritos de dor e tristeza do tio. Não me contive.

Emocionei-me e comecei a também ir a prantos, enquanto cumprimentava de saída uma também abalada prima em segundo grau, para a seguir tomarmos o corredor com edificador diálogo sobre fé, saúde e objetivos de vida. Ela, certamente já calejada pela duríssima situação de seu pai, bravamente esboçou seus característicos sorriso e comprometimento, tentando dar uma tranquilizada no ambiente. Saí arrasado de lá. Que dó daquele homem, céus, que pena daquele ser humano! Minha mãe sempre contou sobre o temperamento marcante daquele lavrador nordestino trabalhador dedicado ("Quem diria, meu Deus, aquele homem forte, altão, todo cheio de vivacidade"), que ali se encontrava absolutamente irreconhecível, com o corpo atrofiado e absolutamente desolado com sua condição. Entrou no carro em novo pranto desabalado, quase se ajoelhando no assoalho e destruindo o psicológico também meu e de meu pai. Continuamos consternados até agora, uma boa quantidade de horas depois.

Estou ainda ofegante ao digitar estas palavras, a emoção foi muito forte e voltei a ter princípio de choro mais algumas vezes desde então. O que digo é que tal experiência me serviu para enxergar a vida de uma maneira bastante sensível sob certo ponto de vista, mostrando-me como aproveitar meus momentos de forma saudável e agradecendo por tudo o que por enquanto nos está em frente para encararmos rumo a novas conquistas. Inspiração fantástica. Moldou minhas visões mentais de forma até a me fertilizar a cabeça no sentido de ações que beneficiem não só a mim, como também de todos aqueles que estiverem em meu redor.

Não estou em muitas condições de falar mais que isto. Que prossigamos com um Reboot decente. Eventuais gatilhos que por mim tenham passado hoje (e houve alguns razoáveis, garotas bonitas na rua da família desses parentes da minha mãe) passaram furtivos diante da absurda experiência de vida que hoje vivi. Acho que nem preciso dizer mais nada.

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em 11/8/2019, 15:51
Grande Justiceiro, como sempre um grande e respeitoso homem. Seus textos e experiências de vida me motivam bastante, continue assim que irá mais longe do que está. Meus sinceros incentivos!!

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em 11/8/2019, 22:02
Sincero obrigado, Tommy Shelby. Dias melhores para todos nós. Estou bastante atarefado, sem condições sequer de falar mais sobre meu fim de semana, porém para agradecer percebo que devo encontrar este espremido período de tempo. Tudo de bom a você.

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