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Seeker
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 12/8/2019, 08:40
Marcante experiência mesmo, meu caro Justiceiro! Passar por momentos assim nos leva a profundas reflexões e mudanças de atitudes!

Tenha uma ótima semana!

Abraço!

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Justiceiro do Sertão
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em 12/8/2019, 19:56
Seeker escreveu:Marcante experiência mesmo, meu caro Justiceiro! Passar por momentos assim nos leva a profundas reflexões e mudanças de atitudes!

Tenha uma ótima semana!

Abraço!

Obrigado, Seeker. Minha mãe e eu voltamos a chorar copiosamente ontem durante o almoço, tal foi o impacto daquele caso sobre a família. Meu pai prefere nem comentar o assunto e, se minha mãe começa a falar algo, já vai saindo de perto, negócio que também teria feito ontem não fosse ter que almoçar para ir à aula de dança.

Abraço a você!

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Justiceiro do Sertão
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em 12/8/2019, 20:13
Segunda feira cheia do que fazer. Levantando-me cedo, arrumei umas coisas em casa antes do trabalho e fui então labutar. No horário de almoço contas a pagar, umas questões dos meus pais para resolver, e eis-me agora aqui. Em casa, algum estudo e diálogos enriquecedores com a família.

Até agora estou abalado com a dramática situação pessoal vivida sábado último. Neste exato momento minha mãe está conversando ao telefone com minha tia a respeito do ocorrido, e as duas parecem chorar. Mesmo meu pai, que não guarda qualquer parentesco com o cidadão, tendo-o somente como conhecido de alguma conversa, está visivelmente consternado.

Hoje no trabalho atendi um conhecido (que novidade aqui na cidade...) com o qual travo relação relativamente amigável e nutri saudável diálogo, face ao fraco movimento, após resolver-lhe a demanda pública. Era quase final de meu expediente quando me surgiu à mesa este ex-colega de faculdade, com o qual às vezes dou de cara nas aulas de dança de salão no clube. Da minha faixa etária, creio que um pouco mais velho (tive seu documento em mãos, no entanto não era caso de ficar verificando data de nascimento), está desempenhando outro curso superior, estudando para concursos e praticando dedicadamente a dança; eu que já sabia se tratar de assíduo frequentador de bailes pela cidade agora descobri que o sujeito é um verdadeiro profissional, que está se lapidando cada vez mais no divertido ofício e, pelo que entendi, chegando a ser contratado para dançar em certas festas por aí! Disse-me para de fato aproveitar cada oportunidade do tipo que surgir, recomendando-me (raros) espaços na cidade em que se dança, além de termos tecido considerações sobre implicações de características pessoais em nossas vidas profissionais. Contou-me que sempre percebeu meu tipo ansioso e que também sofre do mal, chegando a passar mal em certos eventos e ser internado para depois receber uma série de diagnósticos relacionados, dos quais não me recordo agora. Chegou a me mostrar a própria mão tremendo na expectativa de ver logo certo problema resolvido.

Enfim, identificamo-nos em alguns pontos, de forma que num apanhado geral me vi satisfeito em tê-lo encontrado e absorvido marcante experiência teórica e prática de convivência. Parece ser uma das poucas pessoas nesta cidade nas quais realmente vale a pena confiar...

Por dias cada vez melhores.

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nikov
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 13/8/2019, 00:54
Justiceiro do Sertão escreveu:
nikov escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia de altas cargas de estresse para minha pessoa. Apesar dos avanços nos últimos anos no que concerne a manter a calma na maioria das situações, hoje surtei por dentro, me segurando, com uma ajuda sobrenatural (Deus, não duvido), para não externar minha fúria.

Como devem saber, tenho em poluções noturnas uma sequela terrível do vício, apesar de estar abstêmio há razoável tempo e não fantasiar, não me masturbar de qualquer modo, não praticar edging, não ficar me entregando a fissuras, não condicionar meu cérebro a atividades fúteis várias (que interferem, segundo descobri, no comportamento posterior do órgão)... Pois mesmo assim hoje aconteceu novamente. Após nove dias "seco", voltei a ejacular impiedosamente enquanto dormia, como sempre sonhando com situação que muito alimentava nos tempos de afundado em PMO. Lá do limbo do meu subconsciente, lá foi minha mente atrás do meu passado infame, como a dizer "você ainda gosta disso, vagabundo, você ainda quer!...", o que felizmente já é mentira.

Sonhei que estava sonhando (isso mesmo) com sexo com uma conhecida, sexo com fetiches que alimentei por anos; ato contínuo, acordava correndo para me banhar após a polução, porém ainda faltava mais uma "camada" para a realidade... Não teve jeito, mais uma vez vivi tal desagradável situação, amanhecendo encolerizado e me segurando para não ir tomar um banho às plenas 3:10. Vontade de correr para o banheiro e entrar debaixo do chuveiro gelado com roupa e tudo (calça, blusa e meias), rasgando tudo e esmurrando as paredes aos berrros: "Até quando, caralho?! Até quando, porra?!!", sem medo de arrumar uma briga feia em casa. Francamente, vou ter que dizer, é foda.

Foi com um ajuda do sobrenatural que permaneci todo sujo andando em círculo pelo quarto por umas duas horas e meia, louco para ir me lavar aos gritos de "Saaaaaaaaaaaaaaai, desgraçaaaaaaaaa!! Vá pro infeeeeeeeeernoooooooo!!" (não, não é engraçado, leiam isto no tom mais dramático e enérgico possível), planejando mil coisas para minha vida e até recitando trechos da Constituição. Com os nervos à flor da pele, daí a um tempo ouvi uns pássaros cantando (moro perto de uns parques aqui na cidade) e acendi novamente a luz: 5:50. Sem conversa, banho e me arrumar para ir trabalhar. Felizmente, desta vez não houve grandes rebuliços com minha mãe. Lá fui eu, assonado e enfurecido, viver minha vida.

Quando tal constrangimento me ocorre passo o resto do dia mal-humorado e passível de arroubos de violência; não adianta, é como um trauma que preciso superar, sinto-me sem conseguir render como deveria no Reboot, sinto-me como se estivesse, perdoem-me citar o meme, "fazendo isso errado", embora saiba que não deve passar tudo de impressão minha. Parece que fui violentado, é uma coisa horrível mesmo (isso quando de fato não sonho que estou sofrendo abusos até de minha mãe, de minha mãe!)

No trabalho, entretanto, consegui cumprir com aquilo que me foi delegado (e vencer uma leva substancial de mulheres atraentes). Além, encontrei uma (felizmente não fisicamente muito chamativa) ex-professora, mestra de Língua Portuguesa dos tempos de colégio, que muito satisfeita se viu com minha presença. Lembro-me dela e agradeço a ela além de tudo devido a um texto que escrevi à época, 1º ano do Ensino Médio, para uma bateria de textos em estilo livre. À época, em meio à minha primeira tentativa de largar o vício, sucumbi com pensamentos semipornográficos inspirados num caso recente de minha vida e escrevi um conto polêmico e perturbador, parcialmente baseado em fatos reais e do qual não trarei pormenores, apenas superficialmente dizendo que se tratava de um romântico-cult com ares de seriado adolescente e elementos muito ingênuos e inverossímeis, além de certo apelo sexual. Tal material, escrito numas 16 páginas de almaço meio a título de macabro desabafo, teria sido inclusive lido por ela em outras classes na escola, para alunos mais jovens. A salvação foi que a docente, pessoa de considerável caráter, tornou-se minha colega e pareceu milagrosamente ter entendido o que se passava comigo, de modo que compreendeu quando, em off, a ela disse que me arrependera do que houvera escrito, que não estava em mim mesmo naquele instante, e que desejaria que ela não passasse adiante aqueles escritos, com os quais inclusive simpatizara, de maneira que ela, solidária do meu caso, garantiu-me, confirmando firmemente depois, que tais folhas de papel teriam sido destruídas e utilizadas em processos de reciclagem/ecológicos diversos na chácara de sua propriedade, na zona rural da cidade. Tive um dos maiores alívios de minha vida. Recordo-me ainda vários trechos do problemático conto (até trilha sonora havia), melhor deixar a questão de lado. Quer dizer, devo à tal professora parte do alicerçe de lutas que me trouxe até o presente ponto. A ela, sem dúvida, meu muito obrigado.

Fora do serviço, ainda resolvi umas pendências para meu pai e agora estou sendo mais ou menos bem-sucedido em terminar de esfriar minha cabeça. Isso tudo o que vivi pela manhã sempre me dá raiva, raiva de mim mesmo, tristeza, vontade de quebrar tudo, vontade de sair destruindo as coisas no meu quarto, chutando tudo pela casa, tomando banho gelado de madrugada sob um frio de menos de 10° C aqui na cidade, vontade de gritar em prantos no meio da noite sob o chuveiro que quero essa merda de vício e todas as suas consequências longe de minha vida, que não aguento mais sofrer com essas sequelas tão maçantes durante tanto tempo... Porém percebo que devo apelar para o racional.

Dói, e como dói. Todavia, a despeito de todo o desconforto, dou-me por satisfeito por estar emplacando um Reboot bastante estável na maioria dos aspectos e que devo, ainda que bastante decepcionado com as consequências de anos a fio de maciça exposição a esta terrível droga e a horrendas fantasias relacionadas, manter uma postura madura e briosa na busca pela total plenitude. E farei dessa minha fúria força para, civilizadamente, buscar aquilo que sem dúvida é o melhor para mim. Estou revoltado? Estou, sem dúvida. Todavia, exige a luta que eu canalize tal furor para agir responsavelmente, de forma que só terei a ganhar. Isto, aliás, é parte, da conduta exigida de alguém que quer chegar a algum lugar na vida. Consigo fundir as frentes, como devem já ter lido em meu Diário, trabalhando exaustivamente meus pensamentos no caminho da "limpeza" total. Assim seguirei até finalmente me ver livre de qualquer situação de fantasia sexual involuntária (entenda-se, sonhos molhados).

Rumo a uma total liberdade e a uma vida de realizações. Ah, se sim!



Caro Justiceiro, para além da inspiradora lição que traz, é, deveras, uma bela narração escrita.

Mas tenho uns questionamentos a respeito dessa tua saga com o reboot e essa tua revolta extrema com as poluções noturnas (o que a meu ver é algo extremamente natural):  O que pretendes afinal? Torna-se um assexual? Acabar com alguma DE? Buscar um relacionamento saudável com alguma mulher... Sob minha ótica, com o  reboot, pretendemos curar-nos de algum distúrbio ou vício, mas não nos tornarmos celibatos.  A vontade de praticar sexo vai sempre existir; e, se não o fizermos, o nosso corpo procurará meios de aliviar essa tensão.

Brioso Nikov, antes de qualquer coisa muito obrigado pelas palavras e votos de sucesso em meio a sua luta. Vá que vá.

Quanto a seus questionamentos, respondo a você que quero me ver apto a uma vida saudável em todos os sentidos, o que pode incluir um relacionamento plenamente harmônico. Explicando melhor, já deve ter lido no meu Diário que sofro de mente agitada, desde criança padeço do que parece ser um cérebro acelerado, uma coisa que pode parecer interessante em algumas circunstâncias, entretanto só quem vive sabe o quão complicado se mostra em contextos como o de um viciado. Para ser sincero, você certamente não sabe como é minha mente, aliás ouso afirmar que por vezes nem eu consigo conhecê-la e ter consistente e racional domínio sobre a mesma. É um negócio intrigante e por vezes assustador, e estou tentando simplificar o mais possível nestas minhas palavras, é um negócio nato meu muitíssimo complexo, que costumo dizer que renderia um tratado de psicanálise de umas 1000 páginas ou mais. Sério. Até para redigir textos, como aqui agora, fico por exemplo indo e voltando palavras atrás e o tempo todo retificando palavras e ideias.

Tal modus operandi psíquico faz com que eu esteja absolutamente o tempo todo pensando em algo, e (explicação novamente simplificada) minha condição de viciado, ao fazer com que eu passasse a enxergar praticamente tudo sob uma ótica sexual, aliada a minha agitação mental legou-me de "presente" um trauma medonho, gravado como que a ferro quente em meus miolos feito ressaca do vício, o qual me obriga, através desta minha inquietação cerebral, a um condicionamento mental espartano no sentido de me focar apenas naquilo que é realmente de valor para meu futuro (acho que estou conseguindo ser bem realista agora...), de maneira que o que já costuma me ocorrer, o oneroso fenômeno de elementos cotidianos que para os outros seriam inusitados para mim se transformarem numa galáxia de conjecturas, complexos e outras inquietações, as quais me tiram o foco de atividades cotidianas e a longo prazo se alojam em meu subconsciente, no âmbito sexual alia-se àquilo de ruim que deixei de lado para na vigília me levar a crises de estresse e turbulência psicológica e no sono a pesadelos eróticos com fantasias que praticava e as quais hoje abomino (e são quase sempre as mesmas), pesadelos estes que quase sempre culminam em poluções noturnas. Para mim ejacular, seguidor que sou de certas teorias de bem-estar físico e mental, é uma coisa sagrada, e muitas religiões pensam assim. Perda absurda de energia. Se a polução em si já é um fenômeno, embora natural, pelo menos para mim desconfortável e constrangedor, ter a consciência de que decorrem de todo um meu estado anterior de degradação de hábitos, tudo isto aliado a minha própria trajetória pessoal-profissional, é uma coisa que me causa enorme desgosto. Logo, conseguir condicionar meu cérebro para uma vida perfeitamente harmônica implica em prosseguir ajustando meus pensamentos a lutar bravamente para superar tal trauma, o que portanto me soa como a fronteira final de minha libertação.

Em tempo: enquanto digito estou me sentindo explicando racionalmente um pouco sobre minha condição mental de uma maneira que jamais acreditaria ser capaz! Principalmente no que tange às poluções noturnas.

Saiba, de qualquer maneira, que após tudo o que vivi a sequela dos sonhos molhados ficou como uma espécie de grito desesperado do meu cérebro, numa situação de relaxamento (o sono), para retornar a um estado de prazer anterior ao qual não mais o submeterei. Quer dizer, é o monstro do vício ainda não totalmente dilacerado. Resultado de quê? Além da própria exposição de anos à pornografia, da atividade cerebral certamente muito intensa que sempre tive. Como já disse, ficou a ressaca. Para tentar detalhar um pouco mais: lá em 2006, meus 13-14 anos, num momento de minha vida em que, percebo, o amadurecimento se oferecia a que eu me revelasse um homem disposto a vencer (início da adolescência), preferi o caminho mais fácil, o maldito prazer solitário, e pareço ter deturpado minha visão de mundo de uma forma a calejar consideravelmente minhas massas cerebrais, calejamento difícil, à luz das circunstâncias citadas, de ser revertido. Eu sei que é difícil entender, estou me esforçando para trazer um pouco da minha inata condição mental numa linguagem a mais compreensível possível. Espero que tenham nem que seja uma noção aproximada e consigam nem que em partes compreender como cheguei a tal cenário.

No que vem dizer respeito à DE e ER, embora já houvesse começado a tê-las, só uma oportunidade real de sexo será capaz de mostrar se estou ou não de fato curado, apesar de que acredito que o estou sim. HOCD só tive início, mais por neurose furtiva decorrente de minha inquietação cerebral; nunca cheguei a me expor intencionalmente a material gay, só topei com algumas imagens sem querer, apesar de uma certa curiosidade o nojo violento sempre foi maior. Assexual sei que também não sou, tenho libido por mulheres e esta vem sendo muito bem controlada por minha disciplina mental, poupada para a "hora certa" exatamente como sinto que deveria ter feito lá há 13 anos... quando tinha 13 anos... Enfim, novamente tentando simplificar minha condição psíquica, o que pretendo da vida no citado contexto é regular meu cérebro, máquina-mãe de nosso corpo, para que possa eu levar uma vida regulada e plena em todos os aspectos, fazendo todo o esforço necessário a expurgar para sempre de minha mente tudo aquilo que se relacione ao meu antigo eu, mesmo sabendo que, diante da maldita maneira como durante anos me comportei, com uma mente como a que tenho, seja obrigado a proceder um expediente, digamos, enérgico em alguns momentos. Entendo perfeitamente o que quer dizer a respeito de o corpo liberar a vontade de praticar sexo, todavia acredito que dá para perceber que a maneira como me condicionei a perceber o sexo levou-me à pior idiossincrasia, a pior visão psicológica possível a um homem, com aquele fantasma de há uma dúzia ou mais de anos pulsando lá nas minhas entranhas cerebrais a querer desesperadamente ter o circuito de recompensa novamente "premiado" diante daquele horroroso e distorcido contexto por anos alimentado, tudo isto diante de tudo aquilo que já disse sobre meu comportamento psicológico.

E de tamanha luta faz parte uma minha feroz entrega em exterminar esse fantasma, ocupando minha cabeça do jeito mais decente e eficiente, aguerrido como jamais, como tenho feito, correndo bravo atrás do tempo perdido, nem que seja enfrentando (para matar) esses horríveis efeitos colaterais em meu necessário afã de compensar 12 anos de vício em poucos meses.

No entanto, sei que conseguirei. Novamente espero ter conseguido redigir aqui uma teorização a mais compreensível a quem se dispuser a ler. E, acima de tudo, agradeço um eventual entendimento, que sei que nem para mim é fácil.

Caro, Guerreiro e Justiceiro do sertão.
Eu li sua dissertação em resposta a minha indagação. Foi uma leitura deveras complexa. Malgrado isso, consegui abstrair o essencial do texto.
Eu compreendi a tua luta e a tua feroz saga, principalmente, no tocante às poluções noturnas e o significado que elas representam para ti. Malgrado as tuas justificativas para empenhar tanto rigor nessa jornada, creio que a grande maioria aqui teve um momento na adolescência em que preferiu o caminho mais fácil para realizar os desejos pelos quais o corpo clama por ocasião dessa fase, e, sem dúvida, degringolaram para o caminho abjeto da pornografia e daí decorrem muitos dos problemas que enfrentam em suas vidas, assim como você diz ter adquirido.
Quanto ao teu empenho, você está correto e tenho certeza que desta luta emergirá um homem forte e capaz de dominar seus impulsos em qualquer situação. Lambro-me de que li um livro sobre Mahatma Gandhi no qual havia um pensamento dele que dizia que só se pode dominar alguém ou um povo aquele que domina a si mesmo. Não me lembro se eram bem com tais palavras. Mas o cerne do pensamento era esse. Este domínio de si liga-se, principalmente, a pulsão sexual, o domínio sobre os ímpetos do sexo.
Entretanto, diante disso tudo, eu acredito que é tempo do velho guerreiro e justiceiro do sertão buscar por uma parceira a fim de que esta luta amenize e te torne mais suave. Eu acho que você deve pensar mais nessa possibilidade. É minha opinião. Eu te apoio, veementemente, em discordar de mim, caso venha ser seu pensamento.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Insigne Nikov

em 13/8/2019, 20:54
Obrigado pelas intensas considerações sobre minha pessoa e por aquilo pelo que passo. Não me acho no ponto de ser chamado de guerreiro, considero-me por ora apenas um cidadão brasileiro como tantos, um humilde caboclo claro considerado branco, buscando desesperadamente recuperar seu tempo perdido na vida após, como você disse, ter escolhido o caminho mais fácil para atingir (?) aquilo que soa até necessário na juventude para a construção de nossa noção de mundo, não apenas no campo sexual e de relacionamentos, como também em se tratando de amadurecimento pessoal como um todo, afinal várias questões relacionadas a convívio social e desenvolvimento pessoal-profissional estão envolvidas no espectro. Corro hoje enlouquecidamente atrás dos meus anos de glória e ainda tenho fé que dá tempo.

Digo a você que, embora houvesse tentado ser bastante criterioso em minha "dissertação" (não, não é para tanto), sei que não consegui dizer tudo o que talvez fosse necessário, em virtude de minha condição mental. O que não significa que não me dou por satisfeito por ter sido capaz de expor uma ideia bastante objetiva, arrazoada e compreensiva para quem a ela tiver acesso.

Você citou providencialmente Mahatma Gandhi, um líder a quem admiro também por ter tido a consciência de que a principal energia do corpo é aquela ligada à produção de uma nova vida, ou seja, a energia sexual. Sempre desconfiei, e andei atestando, que dominar a libido faz com que nossa mente e nosso corpo se vejam dotados de grande volume de energia criativa, necessária para muitos e importantes intentos. Muitos animais chegam a morrer após a cópula, e muitas personalidades geniais de diversas áreas, dentre as quais Gandhi, praticavam a retenção seminal, razão pela qual teriam sido capazes de direcionar seus impulsos vitais para feitos tão impactantes à Humanidade. Retenção seminal que deve ter algumas gradações, creio eu, caso contrário seguiriamos uma rotina verdadeiramente monástica, o que não é minha intenção.

Tudo isto vai cair na sugestão que você me deu e com a qual em partes concordo. Apesar de ser pelo Reboot chamado por alguns de ultrahard, não procuro viver para sempre sem sexo (como o genial e muito metódico Isaac Newton, que não só praticava retenção seminal como nunca se casou, nunca teve filhos e teria inclusive morrido virgem), só não o coloco como algo tão prioritário em minha vida, além obviamente de seguir toda a linha de conduta inerente ao reboot. Reconheço que não é uma tarefa fácil, contudo acredito que estou sendo feliz na empreitada. Venho ocupando minha cabeça com aquilo que realmente interessa: trabalho, estudo, atividades como a dança de salão... Em meio a tudo isto, estou disposto a me envolver em algum relacionamento caso surja oportunidade, caso de todas as formas haja um contexto propício. É aquela coisa, não vou "forçar a barra", ficar procurando, indo a lugares só pensando em mulher, aprendi a não ser carente e a não me comportar como um mero baladeiro, isto não leva a nada. Será naturalmente, se tiver que acontecer acontecerá, se de acordo com a situação ocorrer uma empatia entre nós posso até engatar alguma relação.

Agirei como adulto, adultos agem assim. Primeiro a vida pessoal-profissional e a dignidade, depois o lazer, no qual acredito que de considerável maneira relacionamentos se incluem. Não que a mulher seja um supérfluo nem que eu seja um egoísta, dizer isso seria um disparate, no entanto mais vale pensar primeiro em si, construir uma vida própria próspera e honesta, para depois pensar em se envolver com outra pessoa a título de caso amoroso, afinal de contas um namoro não deixa de ser de certa forma uma vida a dois, você vive por duas pessoas, é uma responsabilidade enorme e muito complexa, com a qual não tenho, com todo o respeito, a plena intenção de me envolver por enquanto. Mas é como disse, aquela coisa, se houver chance nem que seja de um caso rápido, a depender das circunstâncias, estarei sim disposto a trocar uma ideia "além de uma amizade", o que poderia sim incluir sexo. Este, logicamente, da forma mais competente, deve me entender.

Meu grande abraço a você e votos de sucesso.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 13/8/2019, 21:02
Parceiros de luta, digo a vocês que cada vez mais venho melhorando a qualidade de meu sono e meus sonhos, o Reboot parece estar sendo feliz em enterrar minhas fantasias involuntárias. Que assim as coisas sigam. Hoje tive tranquila noite de sono com sonhos vigorosos porém saudáveis. No trabalho, venho dia após dia atando laços de coleguismo com cidadãos de outros setores, que parecem enxergar em mim uma pessoa relativamente digna de nota, o que sinceramente me coloca orgulhoso. Tenho comentado sobre minha mente turbulenta com cada vez mais precisão e exatidão verbais, sem me perder tanto em ideias nem gaguejar como em outros tempos. Percebo que estou sendo até relativamente compreendido no que concerne à minha condição psíquica.

Para variar, mais uma vez recebi em minha mesa um conhecido, e sabem como é cidade pequena, não basta ser um conhecido por dia, tem que ser dois seguidos do mesmo ambiente. E em dose dupla, um deles interessando mais. Após enxergar de longe outro professor dos tempos de faculdade (semana passada tive rápido saudável diálogo com outro), se ontem encontrei um colega das aulas de dança, eis-me outro no presente dia, este a me elogiar por minha performance e dedicação ao hobby, dizendo para seguir me dedicando, buscando eventos pela cidade (aquilo que o outro colega disse ontem), que tenho algum razoável futuro ali (será possível?). Busquei a cordialidade, agradeci e segui minha vida. Não deve ser para tanto, minhas prioridades são outras, porém gosto de dizer com certas ressalvas que nada é impossível. Cabeça levantada e pés no chão, apesar de tudo.

Lutar, apesar de tudo.

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Justiceiro do Sertão
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em 14/8/2019, 21:47
Mais um dia atarefado. Após pesada e tranquila noite, lá fui eu trabalhar e, nos bastidores, novamente trocar ideias com colegas de outros setores sobre minha condição mental, sem explicitar acerca do vício, do qual só alguns mais próximos (e nem minha família) sabem. Durante o almoço, uma questão que só demonstrou a importância de nossa luta. Eu que já não gosto de ficar ouvindo conversa dos outros, sobretudo de mulher (naquele refeitório, então; já contei que há um tempo lá me superei para ignorar uma conversa muito "perigosa"), enquanto comia percebi que uma funcionária de outro setor era consolada pela colega após uma briga com o namorado, adivinhem? Descobrira pornografia e materiais equivalentes no telefone celular do mesmo, e entraram portanto em processo de ruptura. Dizia algo como "Fulana, eu enlouqueci quando vi aquelas fotos, aqueles vídeos, que ele curtia aquelas páginas, e dizia que se elas colocam aquilo é para a gente ver e curtir mesmo... Fui traída, fulana, isso é traição, é muito duro aceitar isso", notavelmente desolada. Não houve como eu não prestar atenção, mesmo sem querer.

Típico exemplo, caros, da degradação sócio-cultural, da destruição de relacionamentos atualmente causada pelo pornô! Traição virtual, é você dedicar artificialmente seu sagrado prazer a outrem, e alguém que talvez nunca verá ao vivo, precisa dizer mais alguma coisa?! O maldito fenômeno diante dos nossos olhos e toda uma geração dando as costas!

Ainda bem que aqui estamos nós, mais aguerridos do que tudo, na disputa por um lugar próspero longe dessa mazela. Maldita seja a pornografia, mil vezes maldita!

Findo o expediente, fui à clínica finalizar a colocação de meu aparelho ortodôntico e realizar a verificação mensal de rotina. A dentista é uma jovem simpática e competente, que jamais despertaria em mim qualquer intenção maliciosa. Vejo-me praticamente imune a mais perigosos estímulos nestes últimos tempos, pareço estar sendo enfim feliz em mandar para sempre toda e qualquer fantasia para o crematório. Claro que com todos os devidos cuidados, praticamente nenhuma mulher me chama a atenção no sentido de estímulo sexual barato. Ontem por exemplo atendi uma jovem fisicamente muito bela e bem no meu "tipo", a qual se mostrou bastante comunicativa e sorridente, apesar da intimidadora presença do companheiro, um negro gigantesco tipo segurança de casa noturna, desses cidadãos cujo vigor físico com todo o respeito assusta de longe. Muito feliz me vejo em ter passado ileso de todas as maneiras pela situação, apesar dos inesperados sorrisos e irreverência da citada, uma daquelas que há pouco tempo eu...

Bem sabem. Melhor olhar para a frente.

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em 15/8/2019, 21:18
Justiceiro do Sertão escreveu: Mais um dia atarefado. Após pesada e tranquila noite, lá fui eu trabalhar e, nos bastidores, novamente trocar ideias com colegas de outros setores sobre minha condição mental, sem explicitar acerca do vício, do qual só alguns mais próximos (e nem minha família) sabem. Durante o almoço, uma questão que só demonstrou a importância de nossa luta. Eu que já não gosto de ficar ouvindo conversa dos outros, sobretudo de mulher (naquele refeitório, então; já contei que há um tempo lá me superei para ignorar uma conversa muito "perigosa"), enquanto comia percebi que uma funcionária de outro setor era consolada pela colega após uma briga com o namorado, adivinhem? Descobrira pornografia e materiais equivalentes no telefone celular do mesmo, e entraram portanto em processo de ruptura. Dizia algo como "Fulana, eu enlouqueci quando vi aquelas fotos, aqueles vídeos, que ele curtia aquelas páginas, e dizia que se elas colocam aquilo é para a gente ver e curtir mesmo... Fui traída, fulana, isso é traição, é muito duro aceitar isso", notavelmente desolada. Não houve como eu não prestar atenção, mesmo sem querer.

Típico exemplo, caros, da degradação sócio-cultural, da destruição de relacionamentos atualmente causada pelo pornô! Traição virtual, é você dedicar artificialmente seu sagrado prazer a outrem, e alguém que talvez nunca verá ao vivo, precisa dizer mais alguma coisa?! O maldito fenômeno diante dos nossos olhos e toda uma geração dando as costas!

Ainda bem que aqui estamos nós, mais aguerridos do que tudo, na disputa por um lugar próspero longe dessa mazela. Maldita seja a pornografia, mil vezes maldita!

Findo o expediente, fui à clínica finalizar a colocação de meu aparelho ortodôntico e realizar a verificação mensal de rotina. A dentista é uma jovem simpática e competente, que jamais despertaria em mim qualquer intenção maliciosa. Vejo-me praticamente imune a mais perigosos estímulos nestes últimos tempos, pareço estar sendo enfim feliz em mandar para sempre toda e qualquer fantasia para o crematório. Claro que com todos os devidos cuidados, praticamente nenhuma mulher me chama a atenção no sentido de estímulo sexual barato. Ontem por exemplo atendi uma jovem fisicamente muito bela e bem no meu "tipo", a qual se mostrou bastante comunicativa e sorridente, apesar da intimidadora presença do companheiro, um negro gigantesco tipo segurança de casa noturna, desses cidadãos cujo vigor físico com todo o respeito assusta de longe. Muito feliz me vejo em ter passado ileso de todas as maneiras pela situação, apesar dos inesperados sorrisos e irreverência da citada, uma daquelas que há pouco tempo eu...

Bem sabem. Melhor olhar para a frente.

Saudações, ilustre Justiceiro do Sertão.

Sua linguagem é peculiar com dois grandes poetas de FPS. Max Payne e Alan Wake, apesar de serem apenas personagens de jogos que, provavelmente você não conhece, me faz lembrar de toda descrição detalhada quando leio seu diário. Com certeza, esses dois personagens me recorda seu nick.

E as semelhanças são incríveis! Quando os personagens narram suas histórias diárias relembrando cenas do passado torna parentesco com sua narrativa.

Agora indo direto ao caso: é interessante o como a pornografia destrói relacionamentos de casados, namorados e até amizades (se não houver colaboração). Mulheres tendo nojo do próprio parceiro por saberem que consomem esse tipo de vício escondidos não é novidade, meu camarada. Se você entrar em uma sala para fazer pesquisas somente com mulheres compromissadas e perguntar oque elas fariam caso seu marido estivesse viciado - poucas assumiriam que ajudaria - pois, as demais sentiria aquilo como "traição".

Fiquei até surpreso pelo fato da mulher sair comentando com os colegas de trabalho sobre esse problema. Provavelmente decepcionou-se com o coitado! Que mundo tecnológico é este, pela qual, somos atraídos por uma imagem sensual que ameaça nossos relacionamentos, triste.

Fico até ligado nas palavras que posto nesta comunidade - para não afetar nenhuma esposa, namorada - até porque possui muitas lendo cada frase que postamos.

Enfim, não sei quem é esta moça. Mas desejo paz e força para ela continuar na vida! Forte abraço, justiceiro.

_______________________________________

Se eu não mudar hoje, amanhã vou continuar a mesma coisascratch


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em 15/8/2019, 21:42
RosseauStrong escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Mais um dia atarefado. Após pesada e tranquila noite, lá fui eu trabalhar e, nos bastidores, novamente trocar ideias com colegas de outros setores sobre minha condição mental, sem explicitar acerca do vício, do qual só alguns mais próximos (e nem minha família) sabem. Durante o almoço, uma questão que só demonstrou a importância de nossa luta. Eu que já não gosto de ficar ouvindo conversa dos outros, sobretudo de mulher (naquele refeitório, então; já contei que há um tempo lá me superei para ignorar uma conversa muito "perigosa"), enquanto comia percebi que uma funcionária de outro setor era consolada pela colega após uma briga com o namorado, adivinhem? Descobrira pornografia e materiais equivalentes no telefone celular do mesmo, e entraram portanto em processo de ruptura. Dizia algo como "Fulana, eu enlouqueci quando vi aquelas fotos, aqueles vídeos, que ele curtia aquelas páginas, e dizia que se elas colocam aquilo é para a gente ver e curtir mesmo... Fui traída, fulana, isso é traição, é muito duro aceitar isso", notavelmente desolada. Não houve como eu não prestar atenção, mesmo sem querer.

Típico exemplo, caros, da degradação sócio-cultural, da destruição de relacionamentos atualmente causada pelo pornô! Traição virtual, é você dedicar artificialmente seu sagrado prazer a outrem, e alguém que talvez nunca verá ao vivo, precisa dizer mais alguma coisa?! O maldito fenômeno diante dos nossos olhos e toda uma geração dando as costas!

Ainda bem que aqui estamos nós, mais aguerridos do que tudo, na disputa por um lugar próspero longe dessa mazela. Maldita seja a pornografia, mil vezes maldita!

Findo o expediente, fui à clínica finalizar a colocação de meu aparelho ortodôntico e realizar a verificação mensal de rotina. A dentista é uma jovem simpática e competente, que jamais despertaria em mim qualquer intenção maliciosa. Vejo-me praticamente imune a mais perigosos estímulos nestes últimos tempos, pareço estar sendo enfim feliz em mandar para sempre toda e qualquer fantasia para o crematório. Claro que com todos os devidos cuidados, praticamente nenhuma mulher me chama a atenção no sentido de estímulo sexual barato. Ontem por exemplo atendi uma jovem fisicamente muito bela e bem no meu "tipo", a qual se mostrou bastante comunicativa e sorridente, apesar da intimidadora presença do companheiro, um negro gigantesco tipo segurança de casa noturna, desses cidadãos cujo vigor físico com todo o respeito assusta de longe. Muito feliz me vejo em ter passado ileso de todas as maneiras pela situação, apesar dos inesperados sorrisos e irreverência da citada, uma daquelas que há pouco tempo eu...

Bem sabem. Melhor olhar para a frente.

Saudações, ilustre Justiceiro do Sertão.

Sua linguagem é peculiar com dois grandes poetas de FPS. Max Payne e Alan Wake, apesar de serem apenas personagens de jogos que, provavelmente você não conhece, me faz lembrar de toda descrição detalhada quando leio seu diário. Com certeza, esses dois personagens me recorda seu nick.

E as semelhanças são incríveis! Quando os personagens narram suas histórias diárias relembrando cenas do passado torna parentesco com sua narrativa.

Agora indo direto ao caso: é interessante o como a pornografia destrói relacionamentos de casados, namorados e até amizades (se não houver colaboração). Mulheres tendo nojo do próprio parceiro por saberem que consomem esse tipo de vício escondidos não é novidade, meu camarada. Se você entrar em uma sala para fazer pesquisas somente com mulheres compromissadas e perguntar oque elas fariam caso seu marido estivesse viciado - poucas assumiriam que ajudaria - pois, as demais sentiria aquilo como "traição".

Fiquei até surpreso pelo fato da mulher sair comentando com os colegas de trabalho sobre esse problema. Provavelmente decepcionou-se com o coitado! Que mundo tecnológico é este, pela qual, somos atraídos por uma imagem sensual que ameaça nossos relacionamentos, triste.

Fico até ligado nas palavras que posto nesta comunidade - para não afetar nenhuma esposa, namorada - até porque possui muitas lendo cada frase que postamos.

Enfim, não sei quem é esta moça. Mas desejo paz e força para ela continuar na vida! Forte abraço, justiceiro.

Obrigado e saudações a você, ilustre RosseauStrong.

Bom, de fato conheço superficialmente os personagens referidos, não sou tão fã de cultura nerd/geek, tão cinéfilo... Acompanho certas artes de maneira não tão entusiasta, quem sabe em qualquer tempo não me aventure. De todo modo, novo obrigado se considera que tenho um estilo de expressão tão cult. Admito que às vezes acabo me inspirando mesmo, sinto possuir uma vertente literária, à qual já tentei inclusive dar vazão, contudo aqui tento ser o mais objetivo possível, porém com minha mente agitada às vezes a empreitada é, digamos, um pouco mais trabalhosa.

De qualquer maneira, vamos lá. Bem percebe o que a pornografia é capaz de fazer com relacionamentos e com o cotidiano de todos nós. Escutei a conversa por acaso, não gosto de ouvir os outros conversando, porém o teor do diálogo das duas colegas ao almoço não poderia não me chegar à audição, é algo muito condizente, em todos os aspectos, com nossa realidade. Percebia-se que estava muito triste, só não chorava porque as mulheres aqui da cidade são meio, digamos, "geladinhas"; se fosse em outro Estado ou mesmo paulistana com certeza já estaria sendo carregada de tanto chorar.

Grande abraço à você e lutemos até o limite de nossos corpos e almas.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 15/8/2019, 21:43
Dia novamente com histórias interessantes. Para meu desenvolvimento e para a contribuição com o trabalho mental dos colegas de batalha.

Logo nas primeiras horas da quinta-feira, polução noturna reprimida. Desta vez, pelo próprio corpo, acredito que cada vez mais se habituando ao esforço que em vigília venho empreendendo. Sonhei que me encontrava com uma ex-colega de escola, das "tops" do meu círculo na época e com a qual andei dando de cara pela cidade nos últimos tempos, e com a mesma saía dando umas voltas para depois iniciarmos uns vigorosos amassos, com os quais eu acabava tendo uma ejaculação precoce, que felizmente ocorreu apenas no sonho. Acordei apreensivo, alta madrugada, e me vi bastante aliviado ao perceber que estava seco, voltando a dormir em seguida.

Essa cidadã, cite-se, foi a responsável por me fazer viver um constrangimento histórico (e merecido) lá nos nossos 16 anos, já andei contando em meu Diário. Foi aquela que, com beleza destacada na cidade, convidou quase toda a classe para seu desfile de formatura do curso de modelo, evento que se converteria numa verdadeira balada cheia de... oportunidades imperdíveis, se me entendem. Quando digo quase toda a classe, é porque provavelmente fui o único, disse o único, da sala a não ter sido chamado. Até aqueles nerds mais estudiosos e antissociais estavam lá trocando ideias com as garotas mais bonitas e elegantes do lugar. De tudo isso só ouvi falar, pois enquanto ela chamava a todos para discutir descontos ou mesmo isenções no valor dos ingressos, toda simpática com a turma, quando eu ousava me aproximar disfarçava rápida e energicamente sua insatisfação com meu comportamento "invasivo". Mas que condição tinha eu de ter um círculo refinado de amigos? Que condição tinha eu de sequer ficar sabendo de festas, de eventos interessantes diversos? Deste eu ainda ouvi falar, de quantos eu não via nem os convites, só as fotos no Orkut e os comentários do pessoal durante um bom tempo? Perder festas, perder oportunidades de convivência em época tão interessante para a práxis me abalou de tal forma que levei anos para administrar minha mente no sentido de superar o traumático desconforto psicológico. É fato que devo esquecer decepções como a referida, entretanto devo deixá-las de certo modo latentes no sentido de jamais repetir semelhantes procedimentos sociais. São lições eternas, não adianta. Eternas.

Aliás, é incrível como quis o destino que, ao longo de minha vida, conhecesse várias garotas de beleza chamativa, "famosas", modeletes, musas disso/daquilo... Conheci e perdi chances incríveis devido ao pornô, diga-se. Inclusive duas colegas minhas conhecidas que recebi em meu trabalho, conforme casos recentes contados no Diário, se encaixavam nesse "seleto grupo". Só não entrarei em pormenores para evitar induções perigosas aos colegas de luta.

Voltando ao dia de hoje: em meio a um expediente bastante tranquilo, com saudáveis diálogos mais uma vez travados com os colegas, uma constatação que mexeu com minha cabeça de uma forma que, graças a um empenho mental bem tangido, acabou soando como uma missão cumprida no que toca a superar certas fantasias. Também diz respeito a mulheres. Lembram-se daquela cidadã à qual andei me referindo, colega de outro setor dotada de estonteante presença física e aparente caráter interior? Aquela com quem andei travando rápidas conversas e que deve ter sido a última pessoa neste mundo que me fez ter violentas ereções em sua discreta presença, lá no começo do ano? Pois bem, a citada, de cuja saída do serviço já desconfiava, fez concretizar minha previsão ao aparecer por lá hoje cumprimentando o pessoal com toda uma papelada em mãos, notavelmente relacionada a alguma nova empreitada em sua vida. Linda e simpática como sempre, não cheguei a falar com ela, porém senti-me mais tranquilo metros que estava de sua pessoa e fui (e estou sendo) capaz de enxergá-la mais humanamente possível. Já não me importo com não voltar mais a vê-la, embora reconheça racionalmente todos os seus "atributos". Assim devem agir os adultos, conscientes das características daquilo que lhes está em redor ao mesmo tempo em que capazes de administrar lógica e racionalmente seus atos no intuito de se desenvolverem plenamente como humanos e contribuírem para o progresso do meio em redor.

Fora isso, nada a declarar. Sejamos adultos.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 15/8/2019, 22:25
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia novamente com histórias interessantes. Para meu desenvolvimento e para a contribuição com o trabalho mental dos colegas de batalha.

Logo nas primeiras horas da quinta-feira, polução noturna reprimida. Desta vez, pelo próprio corpo, acredito que cada vez mais se habituando ao esforço que em vigília venho empreendendo. Sonhei que me encontrava com uma ex-colega de escola, das "tops" do meu círculo na época e com a qual andei dando de cara pela cidade nos últimos tempos, e com a mesma saía dando umas voltas para depois iniciarmos uns vigorosos amassos, com os quais eu acabava tendo uma ejaculação precoce, que felizmente ocorreu apenas no sonho. Acordei apreensivo, alta madrugada, e me vi bastante aliviado ao perceber que estava seco, voltando a dormir em seguida.

Essa cidadã, cite-se, foi a responsável por me fazer viver um constrangimento histórico (e merecido) lá nos nossos 16 anos, já andei contando em meu Diário. Foi aquela que, com beleza destacada na cidade, convidou quase toda a classe para seu desfile de formatura do curso de modelo, evento que se converteria numa verdadeira balada cheia de... oportunidades imperdíveis, se me entendem. Quando digo quase toda a classe, é porque provavelmente fui o único, disse o único, da sala a não ter sido chamado. Até aqueles nerds mais estudiosos e antissociais estavam lá trocando ideias com as garotas mais bonitas e elegantes do lugar. De tudo isso só ouvi falar, pois enquanto ela chamava a todos para discutir descontos ou mesmo isenções no valor dos ingressos, toda simpática com a turma, quando eu ousava me aproximar disfarçava rápida e energicamente sua insatisfação com meu comportamento "invasivo". Mas que condição tinha eu de ter um círculo refinado de amigos? Que condição tinha eu de sequer ficar sabendo de festas, de eventos interessantes diversos? Deste eu ainda ouvi falar, de quantos eu não via nem os convites, só as fotos no Orkut e os comentários do pessoal durante um bom tempo? Perder festas, perder oportunidades de convivência em época tão interessante para a práxis me abalou de tal forma que levei anos para administrar minha mente no sentido de superar o traumático desconforto psicológico. É fato que devo esquecer decepções como a referida, entretanto devo deixá-las de certo modo latentes no sentido de jamais repetir semelhantes procedimentos sociais. São lições eternas, não adianta. Eternas.

Aliás, é incrível como quis o destino que, ao longo de minha vida, conhecesse várias garotas de beleza chamativa, "famosas", modeletes, musas disso/daquilo... Conheci e perdi chances incríveis devido ao pornô, diga-se. Inclusive duas colegas minhas conhecidas que recebi em meu trabalho, conforme casos recentes contados no Diário, se encaixavam nesse "seleto grupo". Só não entrarei em pormenores para evitar induções perigosas aos colegas de luta.

Voltando ao dia de hoje: em meio a um expediente bastante tranquilo, com saudáveis diálogos mais uma vez travados com os colegas, uma constatação que mexeu com minha cabeça de uma forma que, graças a um empenho mental bem tangido, acabou soando como uma missão cumprida no que toca a superar certas fantasias. Também diz respeito a mulheres. Lembram-se daquela cidadã à qual andei me referindo, colega de outro setor dotada de estonteante presença física e aparente caráter interior? Aquela com quem andei travando rápidas conversas e que deve ter sido a última pessoa neste mundo que me fez ter violentas ereções em sua discreta presença, lá no começo do ano? Pois bem, a citada, de cuja saída do serviço já desconfiava, fez concretizar minha previsão ao aparecer por lá hoje cumprimentando o pessoal com toda uma papelada em mãos, notavelmente relacionada a alguma nova empreitada em sua vida. Linda e simpática como sempre, não cheguei a falar com ela, porém senti-me mais tranquilo metros que estava de sua pessoa e fui (e estou sendo) capaz de enxergá-la mais humanamente possível. Já não me importo com não voltar mais a vê-la, embora reconheça racionalmente todos os seus "atributos". Assim devem agir os adultos, conscientes das características daquilo que lhes está em redor ao mesmo tempo em que capazes de administrar lógica e racionalmente seus atos no intuito de se desenvolverem plenamente como humanos e contribuírem para o progresso do meio em redor.

Fora isso, nada a declarar. Sejamos adultos.

Grande, Justiceiro! Parabéns primeiramente por se manter firme no Reboot, grande motivação do fórum. E venho relatar a você, que você sofreu uma grande evolução que todos nós "homens" devemos ter também, que é olhar para o sexo oposto, em determinadas ocasiões ( em minha opinião), com respeito, sendo adulto, ... E não um tarado. Com certeza, algum outro homem comum, que tivesse se comunicado com essa sua ex-colega de trabalho teria se aproximado com intenção de dar em cima dela na maior cara de pau, não que isso seja errado, mas ele agiria na presença dela como um tarado, desejando seu corpo como um objeto e nem sequer possuir a capacidade de falar com ela com a figura de um "homem", olhando para seus olhos e não corpo. Em fim, infelizmente, a pornografia nos traz isso, fora a nossa cultura do século XXI, que levantou isso ainda mais.

Grande abraço, justiceiro!!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 16/8/2019, 10:02
Relato muito contundente e encoberto de um amadurecimento notável Justiceiro! Prova de uma grande evolução pessoal, meus parabéns!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 16/8/2019, 19:23
Caro Justiceiro, acredito que um reboot bem feito reajusta as nossas expectativas sexuais (que foi moldada erroneamente por diversos fatores sociais além da P) e consequentemente passamos a olhar as mulheres como simples seres humanos que são e não como meros meios de obter uma descarga de prazer momentânea (seja com sexo ou M). E você está vivenciando isso!

Sigo na torcida e acompanhando, pois assim como você sinto que meu caso é mais grave do que a maioria.. Abraço!

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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 16/8/2019, 20:11
Tommy Shelby escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Dia novamente com histórias interessantes. Para meu desenvolvimento e para a contribuição com o trabalho mental dos colegas de batalha.

Logo nas primeiras horas da quinta-feira, polução noturna reprimida. Desta vez, pelo próprio corpo, acredito que cada vez mais se habituando ao esforço que em vigília venho empreendendo. Sonhei que me encontrava com uma ex-colega de escola, das "tops" do meu círculo na época e com a qual andei dando de cara pela cidade nos últimos tempos, e com a mesma saía dando umas voltas para depois iniciarmos uns vigorosos amassos, com os quais eu acabava tendo uma ejaculação precoce, que felizmente ocorreu apenas no sonho. Acordei apreensivo, alta madrugada, e me vi bastante aliviado ao perceber que estava seco, voltando a dormir em seguida.

Essa cidadã, cite-se, foi a responsável por me fazer viver um constrangimento histórico (e merecido) lá nos nossos 16 anos, já andei contando em meu Diário. Foi aquela que, com beleza destacada na cidade, convidou quase toda a classe para seu desfile de formatura do curso de modelo, evento que se converteria numa verdadeira balada cheia de... oportunidades imperdíveis, se me entendem. Quando digo quase toda a classe, é porque provavelmente fui o único, disse o único, da sala a não ter sido chamado. Até aqueles nerds mais estudiosos e antissociais estavam lá trocando ideias com as garotas mais bonitas e elegantes do lugar. De tudo isso só ouvi falar, pois enquanto ela chamava a todos para discutir descontos ou mesmo isenções no valor dos ingressos, toda simpática com a turma, quando eu ousava me aproximar disfarçava rápida e energicamente sua insatisfação com meu comportamento "invasivo". Mas que condição tinha eu de ter um círculo refinado de amigos? Que condição tinha eu de sequer ficar sabendo de festas, de eventos interessantes diversos? Deste eu ainda ouvi falar, de quantos eu não via nem os convites, só as fotos no Orkut e os comentários do pessoal durante um bom tempo? Perder festas, perder oportunidades de convivência em época tão interessante para a práxis me abalou de tal forma que levei anos para administrar minha mente no sentido de superar o traumático desconforto psicológico. É fato que devo esquecer decepções como a referida, entretanto devo deixá-las de certo modo latentes no sentido de jamais repetir semelhantes procedimentos sociais. São lições eternas, não adianta. Eternas.

Aliás, é incrível como quis o destino que, ao longo de minha vida, conhecesse várias garotas de beleza chamativa, "famosas", modeletes, musas disso/daquilo... Conheci e perdi chances incríveis devido ao pornô, diga-se. Inclusive duas colegas minhas conhecidas que recebi em meu trabalho, conforme casos recentes contados no Diário, se encaixavam nesse "seleto grupo". Só não entrarei em pormenores para evitar induções perigosas aos colegas de luta.

Voltando ao dia de hoje: em meio a um expediente bastante tranquilo, com saudáveis diálogos mais uma vez travados com os colegas, uma constatação que mexeu com minha cabeça de uma forma que, graças a um empenho mental bem tangido, acabou soando como uma missão cumprida no que toca a superar certas fantasias. Também diz respeito a mulheres. Lembram-se daquela cidadã à qual andei me referindo, colega de outro setor dotada de estonteante presença física e aparente caráter interior? Aquela com quem andei travando rápidas conversas e que deve ter sido a última pessoa neste mundo que me fez ter violentas ereções em sua discreta presença, lá no começo do ano? Pois bem, a citada, de cuja saída do serviço já desconfiava, fez concretizar minha previsão ao aparecer por lá hoje cumprimentando o pessoal com toda uma papelada em mãos, notavelmente relacionada a alguma nova empreitada em sua vida. Linda e simpática como sempre, não cheguei a falar com ela, porém senti-me mais tranquilo metros que estava de sua pessoa e fui (e estou sendo) capaz de enxergá-la mais humanamente possível. Já não me importo com não voltar mais a vê-la, embora reconheça racionalmente todos os seus "atributos". Assim devem agir os adultos, conscientes das características daquilo que lhes está em redor ao mesmo tempo em que capazes de administrar lógica e racionalmente seus atos no intuito de se desenvolverem plenamente como humanos e contribuírem para o progresso do meio em redor.

Fora isso, nada a declarar. Sejamos adultos.

Grande, Justiceiro! Parabéns primeiramente por se manter firme no Reboot, grande motivação do fórum. E venho relatar a você, que você sofreu uma grande evolução que todos nós "homens" devemos ter também, que é olhar para o sexo oposto, em determinadas ocasiões ( em minha opinião), com respeito, sendo adulto, ... E não um tarado. Com certeza, algum outro homem comum, que tivesse se comunicado com essa sua ex-colega de trabalho teria se aproximado com intenção de dar em cima dela na maior cara de pau, não que isso seja errado, mas ele agiria na presença dela como um tarado, desejando seu corpo como um objeto e nem sequer possuir a capacidade de falar com ela com a figura de um "homem", olhando para seus olhos e não corpo. Em fim, infelizmente, a pornografia nos traz isso, fora a nossa cultura do século XXI, que levantou isso ainda mais.

Grande abraço, justiceiro!!

Grande é você, Tommy Shelby! Meu obrigado pelas palavras de consideração.

De fato, a maturidade de um homem pode ser medida pela maneira como ele enxerga e se comporta diante do sexo oposto ao ter contato com este, inclusive e especialmente em situações como aquela a que me referi. Foi um enorme aprendizado em minha vida ter trocado ainda que aquelas poucas palavras com a jovem, sem conseguirmos ter novo diálogo por conta da saída dela do trabalho, de forma que eu conseguisse percebê-la em meus cinco sentidos como um ser humano, nas últimas vezes em que a vi sendo capaz de encará-la sem tão maliciosos pensamentos, manifestações do corpo e do comportamento ou desejo doentio de possuir de uma vez por todas aquela mulher por conta de seus atributos físicos bem adequados à minha "preferência".

Foi um pouco complicado, entretanto considero aquela quase-aventura um marco em minha vida no que concerne a passar por cima do vício. Sabe aquela batalha perdida da qual fica grande lição e experiência para o futuro, a ponto de te fazer seguir lutando sem derramar uma lágrima e até mesmo se ver mais motivado e disciplinado? Aquela prova em que você reprovou por três questões bobas, por exemplo (falo por experiência própria)? Assim foi minha quase-aventura com essa beldade, a qual, agora percebo, inclusive não parecia estar tão interessada em algo mais quando do ponto em que deixamos de nos ver.

E sim, ainda devo ter sido daqueles que com mais caráter agiu estando perto dela, que não pensou, na mesma toada de seu correto pensamento, em "demonstrar masculinidade na situação errada": na cidade onde moro os caras são praticamente todos uns tarados machistas, que cantam mulheres na rua na maior sem-cerimônia, falam de sexo/pornografia/putaria em qualquer lugar sem o menor constrangimento feito adolescentes imaturos, espancam e expulsam de casa filhos gays, fazem comentários maliciosos até com menores de idade em praça pública... e são apatetados como moleques por mulheres do tipo dela. Quer dizer, não precisa nem conjecturar muito para imaginar o que aquela lá não deve passar nos lugares onde trabalha ou mesmo ao andar na rua. Se já é daquelas que chamam a atenção por ser muito bela, unindo-se isto aos fatores elencados... Já dá para perceber o freak show armado.

E digo ainda que sim, como um todo nossa cultura contemporânea ajuda a potencializar todo este lastimável contexto. Apesar de alguns esforços de conscientização nos últimos anos, ainda assim por toda a parte vemos estímulos sexuais anunciados com toda a lamentável pompa e circunstância, como já andaram dizendo por aqui há um tempo, até para anunciar materiais de construção tem que ter uma beldade seminua lá na campanha! Aqui na cidade onde moro, que tem fama de conservadora mas o é só naquilo que não deve ser, aliás o é de maneira distorcida, no que costumo considerá-la pseudoconservadora, ando pelas calçadas tropeçando em flyers de boates, casas de massagem e estabelecimentos relacionados, propagandas massivas de sexo e exploração da libido, sempre com sugestivas imagens femininas. Só entre nós, conheço mais de uma história de figurões do lugar que até largaram a família para ficar com acompanhantes, tudo em nome de mostrar que são "machos". O filho de um deles, a cidade inteira sabe, sofria com piadas na escola porque o pai vivia no puteiro. Que mundo é esse? Que futuro se espera de tudo isso?! Me diga!

Que futuro se pode esperar de uma sociedade na qual quem quer se concentrar para uma tarefa nobre, como estudo, precisa sair na rua com cuidado para não enxergar sugestivas imagens femininas até em embalagens minúsculas de produtos diversos voando levadas pelo vento? Precisa ligar a TV ou entrar num portal de notícias qualquer temendo ser surpreendido por corpos belos a surrupiar seu foco e a inocência de crianças que mal têm noção de como funciona o mundo e do que precisam para se tornarem seres humanos dignos? Que futuro se pode imaginar de uma geração com acesso ilimitado desde tenra idade a pior sorte possível de degradações da intimidade entre dois seres humanos? Torço para que nossos esforços não sejam em vão e, pelo menos nesse (aliás, tão crucial) aspecto, ainda possamos garantir um futuro razoável para os que virão depois de nós.

Grande abraço a você!

Kusmin escreveu:Relato muito contundente e encoberto de um amadurecimento notável Justiceiro! Prova de uma grande evolução pessoal, meus parabéns!

Muito obrigado, Kusmin! Saudações à sua pessoa. Indo até nossos limites, conquistaremos aquilo de que ainda somos dignos.

Wozel escreveu:Caro Justiceiro, acredito que um reboot bem feito reajusta as nossas expectativas sexuais (que foi moldada erroneamente por diversos fatores sociais além da P) e consequentemente passamos a olhar as mulheres como simples seres humanos que são e não como meros meios de obter uma descarga de prazer momentânea (seja com sexo ou M). E você está vivenciando isso!

Sigo na torcida e acompanhando, pois assim como você sinto que meu caso é mais grave do que a maioria.. Abraço!

Meu agradecimento, Wozel. Disse a pura verdade. O reboot nos restaura também no aspecto de percebermos o mundo da maneira mais correta e decente. Nosso cérebro se torna outro. Nossa vida como um todo se torna outra.

A você meu abraço e minha torcida. Vá lá sem dó! No aguardo de seu sucesso.

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Justiceiro do Sertão
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em 16/8/2019, 20:34
Sexta-feira tranquila. Após noite bem-dormida, expediente pouco movimentado no trabalho. Praticamente nada sinto diante das beldades que surgem, sejam as cidadãs, sejam as trabalhadoras dos outros setores, onde se encontram as bonitonas do meu serviço (no meu departamento só há uma mulher no meio de cinco homens, garota inteligente e de aparência física razoável e pouquíssimo perturbadora; as duas que saíram uma era uma nerd magra trivial e a outra uma gordinha, para mim nada preocupante). Cada vez mais passo pelas figuras referidas logo antes dos parênteses com insignificantes reações psíquicas, situações que há pouco tempo me levariam a crises homéricas, aliás sequer teria condição de me aproximar das mesmas, vamos supor, para pedir licença diante da pia do refeitório para lavar as mãos, olhem o que a droga faz conosco...

Luto para que estes dias fiquem para sempre no passado.

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RosseauStrong
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em 17/8/2019, 19:46
Aqui estou eu, Justiceiro do Sertão! Um nobre boinador com muita honra de revê-lo neste belo diário.

Desde já, quero parabenizá-lo por sua notável evolução no Reboot. Li alguns trechos de seu relato de ontem e, conforme o tempo, como disse o amigo Shelby, fostes amadurecimento no Reboot! Meus reconhecimentos, camarada.

Sempre com uma linguagem poética e argumentativa no que tange sua percepção diária no setor a qual convive. Mantem sempre o grau de vigilância para não cair em tais tentações perigosas. 

Me orgulho de sua presença nesta comunidade! Obrigado por está aqui, camarada.

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em 17/8/2019, 22:03
RosseauStrong escreveu:Aqui estou eu, Justiceiro do Sertão! Um nobre boinador com muita honra de revê-lo neste belo diário.

Desde já, quero parabenizá-lo por sua notável evolução no Reboot. Li alguns trechos de seu relato de ontem e, conforme o tempo, como disse o amigo Shelby, fostes amadurecimento no Reboot! Meus reconhecimentos, camarada.

Sempre com uma linguagem poética e argumentativa no que tange sua percepção diária no setor a qual convive. Mantem sempre o grau de vigilância para não cair em tais tentações perigosas. 

Me orgulho de sua presença nesta comunidade! Obrigado por está aqui, camarada.

E aqui estou eu, Nobre RosseauStrong, para agradecer sua presença em meus escritos! Meu desejo para que nossa luta seja convertida em honrada e merecida vitória.

Meus cumprimentos.

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em 17/8/2019, 22:11
Sábado do jeito que eu gosto e que tem que ser. Coisas para se fazer do início ao fim.

Levantando-me cedo, fui trabalhar. Tranquilo expediente, de modo que cheguei a casa e estudei intensamente, parando somente agora há pouco. Minha família não para de me mandar sossegar, ir dormir, estou com sono porém viraria a madrugada sem sustos para atingir meus objetivos. Nessas horas me lembro dos tempos de colégio, em que os nerds da classe competiam para ver quem estudava mais horas por dia, causavam até constrangimento (sobretudo em minha pessoa) destruindo as lições nas aulas sobretudo de Matemática e Física, não me esqueço deles, com seus 14-15 anos, falando com muita propriedade de processos concorridíssimos, de exercícios de matemática os quais orgulhosamente consideravam "muito fáceis", eu me sentia terrivelmente constrangido...

Bem sabem o motivo. Maus tempos aqueles.

Dane-se para sempre o passado.

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em 18/8/2019, 21:52
Domingo ocupado e ocupado e ocupado. Felizmente ocupado.

Já levantando cedo para ajudar meu pai. Depois, bateria de estudos, incluindo uma redação, rascunho e passada a limpo. Após, ajudar meu pai com outras tarefas. Logo depois, dar uma limpada no quarto, fazer a barba e ir almoçar para comparecer novamente à dança de salão no clube.

Cada vez melhor física e psicologicamente me sinto quando da prática citada, apesar de não ser nenhum dançarino, e olhe que o pessoal até parece ter por mim certo prestígio, outro dia encontrei no trabalho um desses colegas de clube e ele, sem dúvidas temerário, disse que tenho tudo para ainda ser um bom professor de dança!... E não parecia estar com piada, juro. Fiquei na minha, agradeci e segui minha vida. Não deve ser para tanto. Tenho a dança por enquanto apenas como um hobby sensacional que me traz paz e satisfação por dentro e por fora. Vejo-me muito disposto a resolver meus problemas, com a cabeça mais aberta para o mundo, em linhas gerais. Inclusive, e talvez sobretudo, devido ao recondicionamento sexual que a atividade me proporciona, devem me entender diante daquilo de que já andei tratando neste Diário.

Em seguida à dança, aproveitei para empreender uma caminhada de final de tarde por umas áreas verdes aqui da cidade, senti que me faria bem. Pouca gente nas ruas, pouco risco de ser reconhecido, lá fui eu. Tive que passar por umas duas tradicionais buzinadas, costume local ao encontrar conhecidos, gente que nem conheço mas sei que me conhece sempre me faz isso, aprendi a ignorar; tempos depois aparece um ex-colega de escola do Ensino Médio: "Ê, fulano, te vi passando em frente à Prefeitura esses dias, buzinei e você nem olhou...", ou meus pais: "Fulano (a) disse que te viu não sei aonde..." Consegui sair relativamente ileso, acredito.

Não tanto de outra situação vivida, com a qual tento me acostumar e não consigo. Confesso que acho incoveniente, tento lutar contra esta minha tendência. Fui cantado na rua, e adivinhem? Por uma coroa, como sempre! Sempre elas, sempre elas! Tenho, com todo o respeito, histórico de receber cantadas de mulheres maduras, desde quando era bem novo, algumas inclusive bem agressivas. Dificilmente recebo elogios de mulheres no cotidiano, entretanto uns 80-90 % das vezes são das referidas (talvez até mais, acho que posso contar nos dedos as vezes em que fui cortejado em ruas ou outros ambientes públicos por mulheres jovens). Não me sinto bem, não adianta.

No meu antigo trabalho cheguei a ser assediado sexualmente por uma, uma cidadã mal-encarada (e, acima de tudo, casada e com duas filhas adolescentes) de outro setor, a qual vivia me fazendo piadas e propostas sexuais, esquivando-se ao perceber que eu intencionava denunciar o caso à Administração, o que acabei fazendo e ela "sossegando". Até hoje me lembro com nojo do cheiro de cigarro dela com que tentava me beijar à força. Pois hoje, ao andar pela rua, no que dei de cara com três "tiazonas", uma das quais não poupou termos insinuantes direcionados à minha pessoa, mesmo eu ignorando e atravessando a rua. Não ouso transcrever os termos. Parece uma coisa, parece que eu atraio esse tipo de mulher. Costumo brincar que, se curtisse mulheres mais velhas, seria um dos maiores pegadores da cidade. Não sei se é só aqui onde moro, não sei se a "teoria da loba" é válida em qualquer situação, não sei se é meu "efeito babyface"... Mas vou dizer, sinceramente não gosto. Me incomoda.

Não que eu quisesse ser cantado por novinhas (que aliás quase sempre me ignoram, naquele furor de querer homem mais velhos devem pensar que sou contemporâneo delas, pondo de lado estereótipos como o de que "novinhas são frescas") ou por mulheres que fazem meu tipo, porém julgo enjoativo. Inclusive acho ser cortejado na rua um tanto supérfluo e insuficiente para definir o sucesso social de um homem. De qualquer modo, creio que minha não-atração pelo tipo citado, aliado à facilidade que tenho para chamar a atenção delas, são fatores decisivos para os constantes pesadelos que andei tendo ao longo de minha vida nos quais sofro abusos sexuais de mulheres de idade avançada, por várias vezes tendo sonhado com que era molestado inclusive por minha mãe. Só eu sei das vezes em que acordei sujo e furioso, chorando e com vontade até de matar minha mãe; em sonho até já investi violentamente contra a própria ao perceber que o cenário de horrores estava prestes a se repetir. Se bem que felizmente esses sonhos tem desaparecido de meu dia a dia e tudo tenho feito para que o cenário continue daí para melhor.

Enfim, devo ter andado umas duas horas, cerca de dez quilômetros, chegando em casa já noite fechada e ainda com tempo de cumprir com mais algumas obrigações. Por ora, sinto-me bem e satisfeito em ter concluído algumas metas propostas. Já estou até com sono enquanto digito estas palavras, que devem ser as últimas de hoje. Por um amanhã digno para todos nós.

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Kusmin
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em 19/8/2019, 06:34
Salve Justiceiro ! Complicado essa questão do assedio, doravante o assedio feminino é repudiado na sociedade, ao homem é considerado normal, inclusive incentivado. Ja fui assediado por colegas da faculdade, que sabem que minha namorada não esta perto no momento, me tomando por um homem que coloca seus principios de lado frente as tentaçoes e desejos carnais.

Lidou bem com a situaçao! Parabens!

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em 19/8/2019, 07:12
Saudações Justiceiro.

Como sempre, uma ótima linguagem e textos complexos.

Parabéns por adicionar um novo hobby em sua caminhada, vejo que estás gostando de dançar e conhecer novas pessoas nesse ambiente agradável - se assim considera. Espero que não tenha tais tentações nesse recinto, como aquelas moças de roupas desagraveis, se é que me entende.

A respeito dos assédios. Isso é errado, eu sei. Mas não é de hoje que sofre esses tipos de coisa. Por outro lado, tais inconveniências permite compreender sua modificação na aparência, auto-estima e a diferença neste mundo atual. Não sei se isso está ligado com a energia sexual que tens, mas quem sabe explicar perfeitamente isto é você.

O que fizeste para entrar nesse salão de dança? É pago? Os professores ensinam bem? Você foi selecionado para dançar com uma moça? Fiquei curioso. 

No mais, parabéns e um grande abraço, amigo.

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em 19/8/2019, 20:08
Kusmin escreveu:Salve Justiceiro ! Complicado essa questão do assedio, doravante o assedio feminino é repudiado na sociedade, ao homem é considerado normal, inclusive incentivado. Ja fui assediado por colegas da faculdade, que sabem que minha namorada não esta perto no momento, me tomando por um homem que coloca seus principios de lado frente as tentaçoes e desejos carnais.

Lidou bem com a situaçao! Parabens!

Salve você, Kusmin! Obrigado pelas palavras e digo a você que, mais complicado do que ser assediado é ser assediado por tipos que não agradam! São sempre as mesmas figuras que me atiçam, para ser preciso onde vou velhotas me enchem o saco, parece que sou um babyface dos sonhos para elas. E não gosto de coroas, com todo o respeito. Gays também mexem muito comigo, mas aí é outra história (e façamos o favor de, nesse caso, não entrarmos em estereótipos preconceituosos).

É como disse, não que eu quisesse ser cantado por gostosas/novinhas (já aconteceu pouquíssimas vezes), mas convenhamos que seria um pouco menos pior. Escaparia menos incomodado. Não é preconceito nem egoísmo, é questão de gosto. Porque sempre tem que ser tiazonas? O que será que eu tenho que as atrai? Minha cara de estagiário? Cultura da cidade? Ou será que, estereótipos à parte, são mais safadas mesmo? De qualquer modo, sigo minha vida. Cresci e aprendi a lidar, isso é o que importa.

Já houve um tempo em que desejava ser desejado, em que pirava de vontade de ser olhado e cortejado nas ruas, desde que por mulheres que condissessem com minha preferência. Invejava relatos de contemporâneos meus se dizendo, por vezes até irritados, perseguidos por jovens imaturas e assanhadas, quando não via os episódios ocorrendo diante de mim. Como certa vez em que participei de uma peça de teatro na escola e ouvi gritos intensos das meninas quando entrei para minha curta participação na encenação; pensei empolgado comigo "Será possível?" Meu ego deu uma inflada para só depois me lembrar que era o coadjuvante numa cena triunfalmente protagonizada por um colega de classe... galã do colégio, maior "pegador" do nosso tempo, daqueles que devia até levar as meninas para o banheiro...

Hoje nada disso me importa mais, não obstante certo incômodo. Vou triturando tudo feito um rolo compressor, não tenho mais tempo a perder na vida. Quanto a sofrer intimidações sexuais em situações emblemáticas como a que você citou, nunca me aconteceu, mesmo porque nunca engatei plenamente sequer uma ficada (apenas transei algumas vezes com acompanhantes e tive algumas oportunidades com garotas vergonhosamente abortadas por minha incompetência).

De todo modo, a você meus parabéns por ter agido com dignidade face às situações vividas. Honrando seus compromissos como homem de caráter. Muitos nessas horas pensariam coisas como "O negócio é ir pro fight, tá dando mole vou passar o rodo e se dane o resto, toda mulher gosta é assim": acho muito arriscado adotar comportamento cafajeste, sobretudo nos dias de hoje, tão marcados pelo politicamente correto. Poderia arruinar sua reputação tanto na vida amorosa quanto na profissional, poderia perder todas na intenção de abocanhar duas. Hoje os tempos, sendo sincero, jogam duro contra nós homens. Para não falar de eventuais acusações, mal-entendidos, se é que me entende.

Meus cumprimentos a você.


RosseauStrong escreveu:Saudações Justiceiro.

Como sempre, uma ótima linguagem e textos complexos.

Parabéns por adicionar um novo hobby em sua caminhada, vejo que estás gostando de dançar e conhecer novas pessoas nesse ambiente agradável - se assim considera. Espero que não tenha tais tentações nesse recinto, como aquelas moças de roupas desagraveis, se é que me entende.

A respeito dos assédios. Isso é errado, eu sei. Mas não é de hoje que sofre esses tipos de coisa. Por outro lado, tais inconveniências permite compreender sua modificação na aparência, auto-estima e a diferença neste mundo atual. Não sei se isso está ligado com a energia sexual que tens, mas quem sabe explicar perfeitamente isto é você.

O que fizeste para entrar nesse salão de dança? É pago? Os professores ensinam bem? Você foi selecionado para dançar com uma moça? Fiquei curioso. 

No mais, parabéns e um grande abraço, amigo.

A você minhas saudações, nobre Boinador.

Gosto de escrever e, apesar de ir contra minha tendência tradicional, tento simplificar ao máximo minhas mensagens. Para ter uma ideia, se um dia me encontrar pessoalmente notará que até para falar sou complicado: minha mente pensa mais rápido do que minha capacidade de me expressar e acabo muitas horas gaguejando e/ou falando rápido e/ou com dificuldade de encontrar palavras. Tanto que às vezes acho que me expresso melhor escrevendo do que falando, o que, entretanto, me coloca de novo no círculo... do qual, felizmente, venho aprendendo dia após dia a sair; acredito que minha comunicabilidade está se aprimorando conforme o tempo foi passando, tanto na escrita quanto na fala, as próprias pessoas tem percebido isso. Que continue assim.

Bom, sobre dançar digo que é um ambiente realmente agradável, uma experiência para mim em muitos sentidos enriquecedora. Em muito mesmo, inclusive no que diz respeito a ter passado por cima de tentações. Meu processo de condicionamento mental fez com que eu enxergasse aquele recinto, aquele contexto, da real e decente maneira que a ele compete. Lá há gente de vários tipos, incluindo-se muita mulher bonita. Graças à meu esforço, logo nas primeiras aulas já fui percebendo o espaço de dança da forma correta, se me entende. No começo ainda tinha umas ereções violentas, relacionadas a tudo o que os sentidos captam ali e que me deixavam com razão muito envergonhado. Ainda bem que foram desaparecendo e hoje quase inexistem, mesmo com a constante presença de belas mulheres em perigosos trajes, sobretudo quando depois há show no recinto inferior e o pessoal desce para praticar. As próprias professoras de dança que andei tendo são fisicamente muito atraentes e correspondentes inclusive à minha "preferência"; já andei, no melhor sentido, até praticando com elas, quando de momentos mais descontraídos no clube e até em instantes mais soltos durante as aulas. E cada vez mais enxergo-as como gente, um negócio que seria impossível, admito, há coisa de um ano.

E mais, minha atual professora de dança é fisicamente muito parecida com uma das decepções amorosas que tive em minha vida, história desagradável que já contei no meu Diário. Até os trejeitos, voz e jeito de falar são parecidos. Nem isso, entretanto, graças à meu brio, me tem feito enxergá-la de maneira distorcida. Confesso que, por vezes penso rapidamente: "E pensar que eu perdi uma dessas, pensar que eu perdi de comer uma dita-cuja que era a cara dela, que me deu maior mole, por ser um crianção incompetente..." Por mais que seja verdade, aprendi a colocar uma pedra e pisar sobre. A lembrança paira por ali, eu vou, faço minha parte e me garanto como humano em cada atitude, aula após aula. Quer dizer, o ambiente é para os fortes, e surgiu em minha vida justo quando eu percebi estar forte, ter condições para vivê-lo. Porque, como falei, há um ano jamais teria a maturidade para viver aquela experiência como um homem de verdade.

Quanto a haver ingressado nas aulas, trata-se do Sesc, uma das poucas coisas que dão certo neste País (e com o qual queriam acabar...) e que felizmente tem sua unidade em meio ao marasmo aqui da cidade onde moro. Já há alguns anos fiz meu cadastro e posso aproveitar, por vezes até de graça, muitas das atividades que lá ocorrem, incluindo-se a dança de salão, que todos os domingos vou praticar, com revezamento de ritmos. Os professores são muito bons, dão aula em outros espaços pela cidade e região, conheço várias pessoas e tomamos umas aulas bastante animadas, com interação entre homens e mulheres, troca de pares (no bom sentido, façam-me o favor...) e, por vezes, até shows ao vivo na sequência, para treinarmos passos. Por enquanto, estou praticando salsa e ritmos latinos, tem sido sensacional, nutritivo para meu corpo e meu espírito. De todas as formas.

Antes de tudo me ajuda a enxergar a mulher de maneira ao mesmo tempo graciosa e compenetrada, algo que não tem preço e dispensa maiores falatórios. Já pratiquei e pratico com mulheres de todo o tipo, desde senhoras até mulheres mais jovens, desde mulheres refinadas até umas mais despojadas (e até meio antipáticas, apesar da aparência física), de umas bem simples e "fora do mainstream" (se me entendem) até damas de grande beleza física e certa cordialidade, com as quais jamais imaginaria um dia travar algum contato físico sem pagar (novamente, se me entende) e nunca teria condições de semelhante cadenciada vivência não fosse ter parado com a pornografia. Sobre essas últimas serei direto: não fosse o reboot, por melhor que me saísse nas aulas, cometeria o ultraje de objetificá-las, praticando a dança apenas para satisfazer infames fantasias, e mesmo se não estivesse pleno, graças à minha disposição em mudar de vida, passaria por tal vexame em termos de ereções durante as práticas que rápida e merecidamente teria o correto destino naquele ambiente. É para a vida, não adianta.

A propósito de ser assediado, onde quero chegar é que acho uma coisa chata mesmo (sobretudo porque sou quase sempre cantado por estratos femininos que não me agradam), entretanto uma coisa chata com que tenho aprendido também a lidar e que vai ter relação com aquilo que você disse, com o fato de eu estar sem dúvidas com melhor aparência física e melhores trejeitos devido a haver largado a pornografia. Tudo faz sentido, nosso corpo de todas as formas passa a se comportar emanando mais energia e disposição, inclusive sexual, não duvido que também por feromônios animais que só as fêmeas percebem. Quanto a ser preferencialmente visado por coroas, isso já é outra história. Meio aborrecido (e, como digo, não que quisesse que fossem garotas), tento encontrar motivos para que assim seja, os quais, dotados de razão ou não, apesar de um eventual incômodo de minha parte acabam sendo suplantados pela minha vontade de ser alguém nesse mundo de forma que os ignoro e vou correndo atrás de conquistas das quais ainda acredito ser digno.

Novamente obrigado e grande abraço, estimado colega.

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Wozel
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em 20/8/2019, 19:44
Fala, Justiceiro!

Complementando a resposta no meu diário: percebi que você não se identifica muito com o lugar em que mora. Entendo perfeitamente. Eu moro no centro da cidade desde que nasci e numa fase da minha vida saí de casa e morei com um familiar numa comunidade e foi horrível. Nada contra a comunidade, mas a maioria das pessoas são preconceituosas, possuem pouco ou nenhum conhecimento de mundo. A sensação era de que eu tava numa bolha e no final eu que era visto como pessoa estranha. Acabei voltando pra casa dos meus pais que é no Centro da cidade e aqui consigo conviver com as pessoas normalmente. Enfim. O que eu quero dizer com isso é: você vai se sentir melhor quando conviver com pessoas com quem você se identifica, socializar vai se tornar automático e isso vai ter um impacto muito positivo no seu psicológico e você vai perceber que muito dos seus incômodos vão simplesmente sumir

E sobre as coroas: também entendo. Sou cantado frequentemente por gays e hoje lido melhor com isso. Penso que se alguém me canta, independente da pessoa, é pq eu tenho algum atributo positivo. Certo? É só levar na esportiva. As "novinhas/gostosas" não costumam abordar nessa cara de pau pois geralmente ela já tem os homens nos pés delas. No máximo elas dão sinais

E parabéns pela sua maturidade nas aulas de dança. Certamente é um discernimento que a maioria dos homens não teriam

Torcendo por você! Abraço

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em 21/8/2019, 18:29
Wozel escreveu:Fala, Justiceiro!

Complementando a resposta no meu diário: percebi que você não se identifica muito com o lugar em que mora. Entendo perfeitamente. Eu moro no centro da cidade desde que nasci e numa fase da minha vida saí de casa e morei com um familiar numa comunidade e foi horrível. Nada contra a comunidade, mas a maioria das pessoas são preconceituosas, possuem pouco ou nenhum conhecimento de mundo. A sensação era de que eu tava numa bolha e no final eu que era visto como pessoa estranha. Acabei voltando pra casa dos meus pais que é no Centro da cidade e aqui consigo conviver com as pessoas normalmente. Enfim. O que eu quero dizer com isso é: você vai se sentir melhor quando conviver com pessoas com quem você se identifica, socializar vai se tornar automático e isso vai ter um impacto muito positivo no seu psicológico e você vai perceber que muito dos seus incômodos vão simplesmente sumir

E sobre as coroas: também entendo. Sou cantado frequentemente por gays e hoje lido melhor com isso. Penso que se alguém me canta, independente da pessoa, é pq eu tenho algum atributo positivo. Certo? É só levar na esportiva. As "novinhas/gostosas" não costumam abordar nessa cara de pau pois geralmente ela já tem os homens nos pés delas. No máximo elas dão sinais

E parabéns pela sua maturidade nas aulas de dança. Certamente é um discernimento que a maioria dos homens não teriam

Torcendo por você! Abraço

Fala, Wozel!

É exatamente isso. No meu caso sou paulistano, filho de nordestinos, e nem na época em que morei na precária região de origem de minha família, interior da Bahia (com todo o respeito), me senti tão mal quanto aqui na cidade onde me encontro, que prefiro não revelar, lugar que considero bom para morar porém péssimo para se viver. É uma cidade muito conservadora, com a qual não me identifico em praticamente nada. Apesar de trabalhar num bom emprego público, sendo bem tratado por meu superior (uma pessoa sensacional e das poucas que sabem de meu drama), colegas de serviço, maior parte do público e ter coleguismo com algumas pessoas de aparente caráter e fonte de inspiração, em termos de relações sociais gerais sou visto como estranho, como "frio, bruto, cheio de frescura" e já fui até chamado, em lugares onde estive, de coisas como "paulista veado" (não sou homossexual, tenho respeito, porém aqui quem não sai laureando masculinidade aos quatro ventos leva “má fama”), paulistinha (no mesmo tom pejorativo) e humilhado publicamente de várias maneiras por minha condição de forasteiro. Confesso que é muito difícil viver aqui, muito mesmo. Minha família e eu, aqui há 17 anos, modéstia à parte somos verdadeiros sobreviventes. Meu pai já arrumou confusão com várias pessoas em vários lugares da cidade devido ao choque cultural, sujeito estressado que é, e minha mãe, trabalhando numa casa de família, andou sendo destratada com termos xenófobos pela filha da patroa, com o perdão da palavra uma pentelha de 11 anos que a ofendia com palavras preconceituosas referentes ao fato de minha mãe ser nordestina; a mãe até parece ter sido uma boa pessoa, porém se a criança aprendeu aqueles “dizeres” já é possível deduzir sobre de onde veio o exemplo.

O povo aqui é extremamente bairrista e orgulhoso da cidade, debochado, faz graça com tudo o tempo todo, impõe a cultura local sem qualquer remorso contra quem é de fora, faz verdadeiro circo de horrores para com quem não é do lugar, conheço casos até de depressão de gente que veio morar aqui, com direito a filhos sendo perseguidos na escola. Cidade muito monótona, com pouquíssimas opções no que quer que seja, fora o Sesc (salvação do lugar, com um pessoal incrível), em mais de 90 % dos casos ou é show de sertanejo (que com todo o respeito odeio) ou uns eventos bregas com aquela cara de coluna social, sempre aquele mesmo cenário de há décadas, dos quais não vale a pena nem passar perto. Costumo dizer que é uma cidade feita só para eles, na qual gente de fora definitivamente não é aceita, ou no mínimo tem que se transformar em comportamento e sotaque para ser aceita, coisa com a qual não concordo. Até as meninas daqui são, em sua grande maioria, insuportáveis: metidas, indiferentes, sempre com aquela pose social de “filha de fulano”, estilo sinhazinha de engenho. Não devem mudar o semblante nem no velório do pai. Decididamente, não suporto. Com todo o respeito àqueles que aqui me ajudaram, me concedem respeito e consideração, meus colegas do trabalho e alguns outros poucos de minha confiança (alguns a quem devo imensa gratidão, aliás), a maioria não colabora.

A coisa não rende, meu esforço parece ser muito mais e melhor rentável em outras paragens. Para ser sincero, costumo dizer que não há ar puro que pague a satisfação de poder ser quem você quiser, quando quiser, sem ser julgado, sem todo mundo ficar te olhando na rua. Por isso tenho estudado para concursos públicos em São Paulo, não vejo a hora de um dia voltar a ser livre para ser quem sou e o que quiser. Sem repararem no meu jeito de falar, sem ficarem me secando, sem ser reconhecido e azucrinado em cada esquina e com oportunidades para tudo a relativamente tranquilo alcance. No meu Diário há mais, leia à vontade.

E quanto às cantadas, boa pontuação a sua. Tenho aprendido, embora meio aborrecido, a lidar com cantadas, que denunciam de fato alguma qualidade nossa e, não só no meu caso, como num âmbito até aparentemente amplo, costumam com todo o respeito vir "mais de quem a gente menos deseja que venha". No meu caso as velhotas, no seu os gays (também já fui assediado por gays algumas vezes, inclusive no trabalho e de forma bem sugestiva). E isso que você disse sobre novinhas/gostosas é a mais pura verdade. Elas são menos "empolgadas" porque de fato só a beleza delas já chama a atenção de longe, não sendo necessários maiores esforços para conseguirem o homem destacado que quiserem. Estereótipos à parte, só o jeito como andam nas ruas, inflamadas de autoestima, chega a ser intimidador.

Obrigado pelas palavras a respeito de minha atitude nas aulas de dança. Maturidade é uma coisa que busco em tudo na vida, e num contexto tão emblemático como aquele não poderia ser diferente. Há coisa de um ano minha cabeça já teria entrado num colapso deplorável só de passar diante daquela sala envidraçada...

Muito obrigado pela torcida e receba também meu abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 40 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 21/8/2019, 18:39
Depois de uma correria tremenda, com direito a Internet oscilando, venho prestar contas de meus dois últimos dias de guerra.

Terça-feira turbulenta. Embora praticamente não tenha mais o que se poderia chamar de fissuras/crises de abstinência, infelizmente as poluções noturnas seguem infernizando minha vida.

Não obstante todo o esforço mental, todo meu duro processo de recondicionamento cerebral para a vida, o efeito colateral de anos de fantasias ainda se manifesta. Foi por pouco, foi quase, mas fui vencido. Já às cinco e pouco da manhã. Como quando no futebol um time perde com um gol nos acréscimos. Tive uma noite de sono intenso e agradável, a qual tinha que se encerrar comigo sonhando com que conversava com uma cidadã do outro setor de meu trabalho, ela com a qual em vigília vez ou outra troco cumprimentos e outras rápidas palavras. Malgrado não faça meu tipo, reconheço que é muito bela, daquelas que chamam a atenção de todos e todos dela falam muito, inclusive cidadãos que atendemos, e certa vez na sala de descanso fiquei até meio sem jeito quando ela se colocou a ler perto de mim por alguns instantes; diante daquele cenário, se me entendem, senti-me dentro de outdoor publicitário. Caso superado, apesar de tudo.

Diferentemente desta terça pela manhã, em que ela, em vigília uma pessoa relativamente compenetrada e mais expansiva apenas com seu restrito grupo, com o qual dialoga ruidosamente nos horários de descanso, surgiu-me bastante simpática e comunicativa a tratar de qualquer assunto com minha pessoa, e de repente nos pegamos em intenso abraço fraternal, ao qual meu cérebro, ainda não completamente cicatrizado de pensamentos subconscientes, mais uma vez aplicou-me a vingança que tão incomodado me coloca. Enxurrei a roupa de baixo, acordando furioso e dessa vez não me contive. Soltando fogo pelos poros como um vulcão em erupção, acendi a luz. Percebendo que já eram quase 5:30, não quis nem saber: mandei tudo para o inferno. Fui lá e me enfiei irado sob o chuveiro quase frio, xingando e aos protestos de meus pais. Só assim para se motivar, se disciplinar e de alguma forma disciplinar o cérebro. Nem conseguiria ir trabalhar se assim não agisse.

Enfim, adiantei minha higiene matinal e fui à vida. Fui à luta. Dia tranquilo no trabalho, comigo vacinado contra qualquer gatilho que ouse aparecer. Inclusive é o segundo dia seguido em que dou de cara, ao sair do expediente, com uma ex-funcionária de outro departamento, a qual desconfio que está trabalhando ali por perto. Essa sim, confesso, bem "a minha cara". Já falei um pouco sobre ela em meu Diário, não quero repetir, apenas pontuando que já a considero um marco no que toca a resistir a certas tentações. Ela é uma das mulheres mais lindas que já vi, bem aquilo "que sempre sonhei", daquelas que há poucos anos afundaria minha vida mais afundada do que esta já estava. Consigo dar de cara com aquela figura, com a qual já troquei rapidíssimas palavras (e às vezes ainda aparece lá no seu antigo local de trabalho), e seguir minha vida ao mesmo tempo consciente daquela beleza e mais determinado do que tudo para chegar aonde quero.

Ainda me livro dessas poluções noturnas. Ainda me livro dessa porra (em todos os sentidos). Já estão bem menos frequentes; chegava a ter três na semana e até três numa mesma noite, estando hoje em cerca de três por mês, meu recorde é de cerca de 30 dias, ou um mês exato sem. Este mês já é a segunda, a outra foi na manhã do dia 02/08. Agora vai, agora é para sempre.

Chego, assim, à presente quarta-feira. Menos a falar.

Depois de tranquila (e seca) noite de sono, fui com tudo viver mais um dia de batalha em vários sentidos. Tentando não exagerar, dei vazão a meu instinto acelerado e cheguei ao trabalho em passos rápidos e cadenciados, para encarar mais um expediente tranquilo como o que venho tendo nos últimos tempos. Imagens insinuantes me surgem, como um público por vezes belo (hoje mesmo chegou em outro setor uma colega nova, que um tanto me chamaria a atenção em outras épocas), todavia minha mente cada vez mais calejada exorcisa resiliente qualquer possibilidade de me entregar a fantasias. Não tem conversa, comigo é assim. Comigo sempre será assim.

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