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Vontade de mudar!

em 14/8/2018, 18:49
Olá pessoal, hoje finalmente resolvi escrever alguma coisa aqui. Digo "finalmente" porque acompanho o fórum há algum tempo, acho que meu primeiro contato foi em 2015. Vou tentar resumir a minha história com bastante detalhes e espero que meu texto não seja confuso para vocês.
Tenho 28 anos, e sou viciado em PMO há uns 15 anos, isso mesmo comecei bem cedo ????, mas o minha primeira experiência com pornografia explícita foi bem antes do 13 anos, aos 6 pra 8 anos já fui exposto à pornografia com umas revistas que uns meus primos e colegas deles tinham. E também fui obrigado a "fazer" sexo com a minha "meio-prima".
Mesmo nessa época eu ainda não sabia nem ao menos me masturbar acho que esses acontecimentos logo nos primeiros anos de vida ajudou a desencadear uma compulsão futura por pornografia.
Aos 12 para os meus 13 anos é que começou a pornografia fazer parte da minha vida, foi quando encontrei algumas revistas pornôs jogadas em um lote baldio que ficava aos fundos da minha casa quando eu morava no interior. E o pior de tudo, essas revistas eram todas de teor homossexual lésbico. Eu guardei aquelas revistas durante meses com medo de minha mãe, meu pai ou alguns dos meu irmãos podessem acha-la. Por tanto as minhas seções de masturbação eram sempre o mais rápido possível, acredito que isso que ajudou desenvolver em mim a maldita EP (falarei dela mais adiante). Me sentia ótimo com aquela sensação, para mim foi a melhor coisa da vida, todos os dias não via a hora de ficar sozinho em casa ou ir para o terreno que eu encontrei as revistas para poder me masturbar (mal sabia que aquilo iria destruir a minha vida).
Houve dias que cheguei a praticar PMO por mais de 10 vezes.
E como diz aquele velho ditado que diz "que não a nada ruim que não possa piorar..." Descobri que um dos meus amigos tinha um irmão maior de idade que tinha assinatura da Playboy e outras que não me recordo o nome... Agora eu tinha acesso aquelas gostosas que eu via todos os domingos na "banheira do Gugu", aquelas que eu ficava imaginando e me masturbando enquanto assistia aquele lixo de programação, mas para mim isso era normal, afinal a nossa cultura valoriza esse tipo de coisa não é mesmo? Carnaval, programas de TV, entretenimento etc...
O tempo foi passando, e de repente comecei a notar coisas diferentes em mim, eu era diferente dos demais adolescentes da minha idade na escola, eu era um cara introvertido, introspectivo, retraído, com dificuldade de me relacionar com as pessoas e principalmente com o sexo oposto, embora elas sempre me olhavam, escreviam cartinhas, jogava indiretas (pois me considero um cara arrumadinho KKK) cheguei a ficar com várias, porém tive muita dificuldade nos relacionamentos, pois eu fugia várias vezes de lugares que eu sabia que teria uma interação social.
(Me questiono se eu era/sou autista ou se foi o vício em PMO que me fez ser assim. Já que muitas pessoas relatam que sofrem de ansiedade social e se afastando por alguns dias se sentem melhor no quesito socialização. Eu também sinto uma melhora de quando fico longe dessa desgraça).
Então meus relacionamentos não eram nem duradouros e muito menos profundos, tanto no campo emocional como amizades mesmo. As pessoas até me chamavam para fazer alguma coisa com elas, me queriam perto delas, mas de alguma maneira eu acabava afastando as pinga de mim.
O tempo continua passando, agora estou com os meus 16 pra 18 anos, e nessa época chega a internet, foi daí pra frente que minha vida se afundou de vez na pornografia, agora além de poder ver sexo lésbico que era o único tipo de pornô que me satisfazia, (creio que isso aconteceu por conta das tais revistas que mencionei anteriormente, sempre achei conteúdo pornográficos heterossexuais muito sem graça) a posição que eu queria, a imagem perfeita, eu tinha descoberto outro tipo de categoria. Categoria essa que me fezia sentir nojo de mim só em pensar que eu estava consumindo esse tipo de material, estou falando dos "shemales". Incrível como eu me sentia tão depressivo, com repousa de mim, arrependido por ter feito aquilo; mas mesmo assim uma força sempre me levava a praticar o mesmo ato tornando um circulo vicioso.
Agora vem uma das piores partes, uma mãe de um colega meu, ficou interessado em mim, ela era uma coroa de 32 anos, bonita, inteligente, comunicativa e viúva rsrs. A princípio achei bem estranho ficar/namorar uma mãe e amigo meu, mas bem...
Já na primeira noite que ficamos juntos aconteceu algo que para mim era natural pois nunca tive uma vida sexual ativa, fiquei com umas meninas mas eram todas inexperiente igual a mim, e gozar com alguns segundos de penetração nunca pasou pela minha cabeça que era uma coisa anormal!
Ela me perguntou coisas como, "você está nervoso?", "Nunca tinha ficado com uma mulher mais velha?", "Você é egoísta?", "Você bate muita punheta?". Essa foi a pergunta que me intrigou! Respondi que "às vezes..." Ela me falou que homem que bate muita punheta era ruim de cama.
Ainda bem com a experiência que ela tinha ela foi bem paciente comigo, foi uma época de grande aprendizado para minha vida sexual. Porém todas às vezes que nós íamos fazer sexo a mesma coisa se repetia de novo e de novo... Ficamos juntos uns 3 meses e depois nos separamos pois não tinha como dá certo.
Mas ainda fiquei com aquilo que ela disse martelando na minha cabeça por muito tempo "homem que bate muita punheta é ruim de cama". Foi aí que conheci um livro de um pastor chamado Cláudio Rufino -Batalha contra a pornografia-. E me fez abrir os olhos para os malefícios do vício em PMO. Ele trata de praticamente todos os assuntos do site "como parar".
De lá pra cá foram mais de 10 anos nessa de ficar um tempo sem PMO e recaída. O máximo que consegui ficar sem foi pouco mais de 60 dias, mas sempre volto para o mesmo lugar.
Hoje tenho 28 anos, me casei, tenho uma filha de 1 ano, e ela é a principal razão de eu querer largar esse vício mais do que nunca.
Ainda tenho problemas com a EP, é isso me trás certa insegurança em meu casamento. Tenho dúvidas se o Reboot consegue reverter este problema que me tira a paz.
Até esta tarde estava limpo da PMO por 17 dias, tive uma recaída e acabei de zerar o contador e criei coragem de compartilhar com vocês um pouco de minha vida com este mau que atrasa minha vida.
Pra finalizar, vou deixar alguns dos problemas que eu acho que foram anos de PMO que causaram em mim:
Anseidade social (as vezes penso que sou autista)
Dificuldade de concentração
EP
Procrastinação execiva
Baixo líbido
Isolamento
Timidez
Dificuldade de manter relacionamentos
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Re: Vontade de mudar!

em 14/8/2018, 19:55
Olá, DiegoRP!

Seja bem-vindo ao fórum!

Para ajudar no seu Reboot:

1 - Leia o novo Guia Introdutório – Vício em Pornografia. Como Parar?
Link: http://vicioempornografiacomoparar.com/ebook/ebook-introdutorio/

2 - Instale bloqueadores no pc/notebook e celular:
Link da seção Ferramentas e Bloqueadores: Ferramentas e Bloqueadores

3 – Utilize um Contador de Dias para acompanhar o seu progresso:
Link: Como Instalar Um Contador de Dias Alternativo

Desejo sucesso na sua jornada!

* O seu diário foi movido para a seção Idade de 25 - 29 anos.
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Re: Vontade de mudar!

em 14/8/2018, 21:51
DiegoRP escreveu:   Olá pessoal, hoje finalmente resolvi escrever alguma coisa aqui. Digo "finalmente" porque acompanho o fórum há algum tempo, acho que meu primeiro contato foi em 2015. Vou tentar resumir a minha história com bastante detalhes e espero que meu texto não seja confuso para vocês.
   Tenho 28 anos, e sou viciado em PMO há uns 15 anos, isso mesmo comecei bem cedo ????, mas o minha primeira experiência com pornografia explícita foi bem antes do 13 anos, aos 6 pra 8 anos já fui exposto à pornografia com umas revistas que uns meus primos e colegas deles tinham. E também fui obrigado a "fazer" sexo com a minha "meio-prima".
  Mesmo nessa época eu ainda não sabia nem ao menos me masturbar acho que esses acontecimentos logo nos primeiros anos de vida ajudou a desencadear uma compulsão futura por pornografia.
  Aos 12 para os meus 13 anos é que começou a pornografia fazer parte da minha vida, foi quando encontrei algumas revistas pornôs jogadas em um lote baldio que ficava aos fundos da minha casa quando eu morava no interior. E o pior de tudo, essas revistas eram todas de teor homossexual lésbico. Eu guardei aquelas revistas durante meses com medo de minha mãe, meu pai ou alguns dos meu irmãos podessem acha-la. Por tanto as minhas seções de masturbação eram sempre o mais rápido possível, acredito que isso que ajudou desenvolver em mim a maldita EP (falarei dela mais adiante). Me sentia ótimo com aquela sensação, para mim foi a melhor coisa da vida, todos os dias não via a hora de ficar sozinho em casa ou ir para o terreno que eu encontrei as revistas para poder me masturbar (mal sabia que aquilo iria destruir a minha vida).
  Houve dias que cheguei a praticar PMO por mais de 10 vezes.
   E como diz aquele velho ditado que diz "que não a nada ruim que não possa piorar..." Descobri que um dos meus amigos tinha um irmão maior de idade que tinha assinatura da Playboy e outras que não me recordo o nome... Agora eu tinha acesso aquelas gostosas que eu via todos os domingos na "banheira do Gugu", aquelas que eu ficava imaginando e me masturbando enquanto assistia aquele lixo de programação, mas para mim isso era normal, afinal a nossa cultura valoriza esse tipo de coisa não é mesmo? Carnaval, programas de TV, entretenimento etc...
  O tempo foi passando, e de repente comecei a notar coisas diferentes em mim, eu era diferente dos demais adolescentes da minha idade na escola, eu era um cara introvertido, introspectivo, retraído, com dificuldade de me relacionar com as pessoas e principalmente com o sexo oposto, embora elas sempre me olhavam, escreviam cartinhas, jogava indiretas (pois me considero um cara arrumadinho KKK) cheguei a ficar com várias, porém tive muita dificuldade nos relacionamentos, pois eu fugia várias vezes de lugares que eu sabia que teria uma interação social.
 (Me questiono se eu era/sou autista ou se foi o vício em PMO que me fez ser assim. Já que muitas pessoas relatam que sofrem de ansiedade social e se afastando por alguns dias se sentem melhor no quesito socialização. Eu também sinto uma melhora de quando fico longe dessa desgraça).
  Então meus relacionamentos não eram nem duradouros e muito menos profundos, tanto no campo emocional como amizades mesmo. As pessoas até me chamavam para fazer alguma coisa com elas, me queriam perto delas, mas de alguma maneira eu acabava afastando as pinga de mim.
  O tempo continua passando, agora estou com os meus 16 pra 18 anos, e nessa época chega a internet, foi daí pra frente que minha vida se afundou de vez na pornografia, agora além de poder ver sexo lésbico que era o único tipo de pornô que me satisfazia, (creio que isso aconteceu por conta das tais revistas que mencionei anteriormente, sempre achei conteúdo pornográficos heterossexuais muito sem graça) a posição que eu queria, a imagem perfeita, eu tinha descoberto outro tipo de categoria. Categoria essa que me fezia sentir nojo de mim só em pensar que eu estava consumindo esse tipo de material, estou falando dos "shemales". Incrível como eu me sentia tão depressivo, com repousa de mim, arrependido por ter feito aquilo; mas mesmo assim uma força sempre me levava a praticar o mesmo ato tornando um circulo vicioso.
  Agora vem uma das piores partes, uma mãe de um colega meu, ficou interessado em mim, ela era uma coroa de 32 anos, bonita, inteligente, comunicativa e viúva rsrs. A princípio achei bem estranho ficar/namorar uma mãe e amigo meu, mas bem...
  Já na primeira noite que ficamos juntos aconteceu algo que para mim era natural pois nunca tive uma vida sexual ativa, fiquei com umas meninas mas eram todas inexperiente igual a mim, e gozar com alguns segundos de penetração nunca pasou pela minha cabeça que era uma coisa anormal!
 Ela me perguntou coisas como, "você está nervoso?", "Nunca tinha ficado com uma mulher mais velha?", "Você é egoísta?", "Você bate muita punheta?". Essa foi a pergunta que me intrigou! Respondi que "às vezes..." Ela me falou que homem que bate muita punheta era ruim de cama.
  Ainda bem com a experiência que ela tinha ela foi bem paciente comigo, foi uma época de grande aprendizado para minha vida sexual. Porém todas às vezes que nós íamos fazer sexo a mesma coisa se repetia de novo e de novo... Ficamos juntos uns 3 meses e depois nos separamos pois não tinha como dá certo.
  Mas ainda fiquei com aquilo que ela disse martelando na minha cabeça por muito tempo "homem que bate muita punheta é ruim de cama". Foi aí que conheci um livro de um pastor chamado Cláudio Rufino -Batalha contra a pornografia-. E me fez abrir os olhos para os malefícios do vício em PMO. Ele trata de praticamente todos os assuntos do site "como parar".
 De lá pra cá foram mais de 10 anos nessa de ficar um tempo sem PMO e recaída. O máximo que consegui ficar sem foi pouco mais de 60 dias, mas sempre volto para o mesmo lugar.
 Hoje tenho 28 anos, me casei, tenho uma filha de 1 ano, e ela é a principal razão de eu querer largar esse vício mais do que nunca.
  Ainda tenho problemas com a EP, é isso me trás certa insegurança em meu casamento. Tenho dúvidas se o Reboot consegue reverter este problema que me tira a paz.
   Até esta tarde estava limpo da PMO por 17 dias, tive uma recaída e acabei de zerar o contador e criei coragem de compartilhar com vocês um pouco de minha vida com este mau que atrasa minha vida.
  Pra finalizar, vou deixar alguns dos problemas que eu acho que foram anos de PMO que causaram em mim:
Anseidade social (as vezes penso que sou autista)
Dificuldade de concentração
EP
Procrastinação execiva
Baixo líbido
Isolamento
Timidez
Dificuldade de manter relacionamentos

DiegoRP, boa noite meu caro.

Realmente, sua história é recheada de momentos que lhe moldaram para ser quem és hoje.

Assim como você, também tive momentos na adolescência que fora me afundando mais e mais na pornografia, na ansiedade social, ao ponto de eu me achar insuficiente para estar próximo aos amigos que possuía, e com isso me mantive muito recluso em casa.

Sobre os problemas que relatou, são realmente horríveis para nós. Sabemos do nosso problema, e não queremos isso na vida, mas o vício, sejam no que for, é de uma capacidade destrutiva e de controle de nossas ações surpreendente.

Por experiência própria, já sofri e ainda sou atacado por muitos pensamentos de procrastinação e preguiça, e este dois, se deixarmos, nos impedem de agira de forma positiva, buscando o melhor para nós, e acabamos cedendo para PM, uma vez que construirmos um caminho de vício durante mais de 15 anos.

Eu tenho vencido a cada dia diversos demônios, mas tive muitas atitudes ruins ainda, não perdendo totalmente para o vício, mas subestimando o poder dele, achando que estava ganhando mesmo antes de 30 dias, e o vício mais ferrar com a gente justamente no momento de subestimar, e depois que você machuca sua esposa, emocionalmente, amorosamente e sentimentalmente, você cai na real com muito custo, e ai chegam os sentimentos negativos, onde o vício também vai tentar de todo jeito de pegar.

Somos viciados, e iremos nos tornar ex-viciados, mas temos que ter noção de que podem passar 10 anos de sobriedade, mas se cedermos 1 dia para restaurar o caminho do vício, estaremos novamente jogando tudo fora, ainda mais depois de tanta restauração e recuperação.

Por fim, pense um pouco em tudo que você já perdeu, todos que você já machucou, e se você quer seguir na auto-destruição.

Minha observação: Não vale a pena gastar 1 minutos mais dando ouvidos ao vício.

Seja forte, seja firme, acredite no teu potencial de recuperação e siga em frente respeitando seus limites e respeitando o poder que o vício tem. Leia sobre o assunto, mantenha viva sua batalha, e a cada dia lembre-se que será mais uma vitória, e ao final, lembre-se que você conseguiu completar com vitória.

Lhe desejo muita positividade e melhorar na vida e acredite no processo, vale a pena, está funcionando comigo e sei que me livrará do vício.

Forte abraço !!




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Meu Diário: http://www.comoparar.com/t7964-diario-do-abreu-em-rumo-da-vida-extraordinaria.
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Re: Vontade de mudar!

em 14/8/2018, 23:58
Opa!! Que bom que começou! Tudo de bom no seu reboot! Já instalou os bloqueadores em todos os aparelhos que você usa a internet?

Abraço!

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