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Desabafo

em 28/8/2018, 10:12
Olá a todos!

Estive há dias tentando juntar forças pra poder conseguir postar esse meu relato aqui. Eu tenho 31 anos, sou casada há 10. No primeiro ano morando juntos, com pouco mais de 1 mês de convivência, descobri sem querer, no computador dele, uma pasta com muito material pornô (chegava a 3gb!). Na hora aquilo me doeu, senti meu ego ferido e na raiva, apaguei tudo. Quando ele chegou em casa, percebeu isso, mas sem tocar no assunto comigo, ”se vingou” de mim apagando minha pasta de download de animes que eu via na época (quanta maturidade, não?). Depois de uns dias, passado a raiva, comentei com ele, e ele disse que eu tinha apagado material acumulado de anos, que ele tinha desde a adolescência. Na hora, nós até rimos disso e ficamos de boa, pq claro, eu  inocente achei que isso pararia ali, nem desconfiei de que fosse um problema.

Uns meses depois, sem eu nunca mais ter fuçado e nem desconfiado de nada, deitada na cama “dormindo” depois de termos transado, percebi que ele estava se masturbando no pc. Aquilo me deixou tão mal, senti uma coisa muito ruim, uma sensação mista de angústia  e nojo enormes. Se ele estava se satisfazendo daquela forma logo depois de termos transado, então quer dizer que eu não era boa o suficiente pra ele? Me senti extremamente humilhada.... Disfarcei que havia percebido o que ele estava fazendo e levantei, mas não saí do quarto pra ver se ele teria a cara de pau de continuar e ele não levantou da cadeira até eu sair do quarto, ficou esperando pra poder se vestir (acho que era pra eu não perceber que ele estava ereto). Eu não sei se ao longo de todos esses anos juntos eu fui tentando me proteger fingindo acreditar que isso que ele fazia não era nada demais, ou que simplesmente ele havia parado, ou se foi por minha lerdeza mesmo, mas eu não fucei mais nada naquele computador por muito tempo. A gente transava de vez em quando e embora a frequência já não fosse a mesma que do início, eu achava que estava tudo “bem”. Mal sabia eu quanta humilhação ainda estava por vir...

Nos mudamos pra uma cidade nova e nessa casa o computador ficou na sala por algum tempo, pois ele usava a tv como monitor para “jogar”, já que a tela maior ficaria melhor pro “jogo”. Eu passava a maior parte do tempo no nosso quarto, no notebook, e ele na sala “jogando”. Assim foi, por bastante tempo, a nossa rotina de casal quando estávamos em casa (que estimulante, não?) Num desses dias eu vim pra sala e consegui ver antes que ele fechasse a tela, era um vídeo de uma mulher seminua na cama. Ele tentou desligar a cpu de todo jeito, nós praticamente entramos em luta corporal aqui, sério! Ele ficou desesperado pra que eu não conseguisse ver e como eu não consegui ter mais forças pra impedir que ele alcançasse o botão , ele conseguiu desligar a cpu. Só de lembrar disso meu coração dói pra caralho, minhas mãos estão aqui geladas e estou me tremendo, isso ainda me dói muito. Eu lembro que consegui ver o site, pesquisei e pelo o que eu entendi ele devia estar conversando com aquela mulher, na hora. (Aliás, gostaria de perguntar pra alguém aqui futuramente se for possível, só pra eu poder confirmar se estou certa mesmo ou não.) Fiquei magoada por um tempão ainda depois disso, mas passou. Um dia, numa loja, passei mais uma humilhação que essa eu considero ter sido a pior de todas, a que mais me doeu e dói até hoje. Estávamos aguardando a nossa vez na fila do caixa de uma loja e tinha 2 meninas na nossa frente. Eu do lado dele, percebi que a menina falou algo no ouvido da outra e olhou pra nós. Foi aí que fui perceber que ele estava de olho na bunda dessa menina. Quando a menina saiu, ainda olhou pra ele, correspondendo a olhada. Eu quis me matar. Saí da loja pro estacionamento querendo que algum carro me atropelasse ali, de verdade mesmo. Mas ele me puxou na hora.  
Hoje eu não me sinto bem nem quando saímos juntos pra qualquer lugar que seja, pois fiquei traumatizada com esse episódio. É bem desconfortável pra mim quando estamos na rua e passa alguma mulher de shortinho, aquela dor que senti naquele dia volta à tona na hora. É uma sensação muito ruim. Eu que sempre tive minha autoestima baixa desde a infância, percebo que ao longo desse casamento isso só foi arruinando ainda mais comigo. Ele ainda vê pornografia, mesmo reconhecendo que isso faz mal pra nós. Como se não bastasse toda a minha vida como sempre foi, sozinha, sem amigos, sem ninguém pra conversar, pois só tenho a ele mesmo, como se não bastasse minha depressão e constante vontade de morrer(algo que estou cada vez mais perto de concretizar) como se não bastassem outros problemas nossos,(toda a humilhação que passo com a família dele, nunca me trataram bem e ele nunca se posicionou do meu lado, nunca me defendeu) como se não bastasse essa vida enfadonha que temos juntos pq ele nunca tem vontade de sair de casa, viajar, fazer nada... como se não bastasse tudo isso, ainda tenho que suportar essa humilhação dentro de casa.

Há poucos dias,  falamos sobre isso de novo e eu o questionei pq, se ele reconhece que tem um problema (o vício) como diz ter, porque nunca foi procurar ajuda? Por que nunca marcou um psicólogo, como tantas vezes eu sugeri? Pq nunca procurou grupos como esse aqui? (eu tenho certeza de que ele não conhece esse fórum). Sinceramente, eu já não tô aguentando mais essa dor. Desculpem se estou sendo dramática demais, mas eu me sinto mal de verdade mesmo, me sinto traída toda vez que acho aquelas fotos e vídeos no computador ou no celular dele. Percebo que ele salva mais fotos do que vídeos, e são fotos de mulheres que são o oposto de mim. É como se eu levasse uma facada toda vez que acabo achando essas coisas e vendo que sou trocada por fotos de mulheres que nem precisam estar nuas pra satisfazerem a ele.  Fico me sentindo um verdadeiro lixo, só quero morrer. Me sinto tão mal que hoje não consigo pensar em sexo sem sentir uma tristeza profunda. Fico pensando se das últimas vezes que a gente conseguiu transar se ele realmente estava pensando em mim ou nessas mulheres que ele vê na pornografia. Se é que pensou em mim alguma vez... às vezes penso se vale a pena continuar com ele, as vezes penso se não é o empurrãozinho que faltava pra eu me matar logo... Há uns dias pesquisei sobre esse vício e achei esse fórum. Eu sei que não é tão simples se livrar de um vício, mas como faço para que ele queira realmente se livrar disso? Como faço pra que ele queira mesmo ser ajudado?

Agradeço a quem leu até aqui.


Última edição por April Wheeler em 2/9/2018, 13:23, editado 1 vez(es)
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Re: Desabafo

em 28/8/2018, 10:52
Olá April,
Seja bem vinda ao fórum!
Em primeiro lugar, recomendo que você leia os relatos de outras mulheres que estão passando pelo mesmo problema que o seu e você verá que não está sozinha. trata-se de um problema muito comum hoje em dia e conhecer outras histórias pode ser útil para você compreender melhor o assunto.
Quanto ao que você escreveu, eu realmente sinto muito pela situação que você está passando e tento me colocar ao máximo no seu lugar, afinal eu também um dia já fui viciado e compreendo a situação do ponto de vista do homem, mas não sei como seria a experiência se tivesse uma parceira viciada.
Mas o que eu posso dizer, do ponto de vista de quem já esteve viciado, é que o fato do seu marido assistir vídeos com outras mulheres diferentes de você ou se excitar mais com pornografia do que com você, certamente não é culpa sua e nem da sua aparência, falta atratividade ou qualquer outro problema que você crê possuir.
Como explicamos muitas vezes aqui no fórum e no nosso site e materiais que disponilizamos, isso se deve ao efeito quimico induzido pelo vício e é chamado de escalada.
Ou seja, mais ou menos como acontece com outros vícios, uma pessoa viciada em pornografia, vai precisar cada vez mais de materiais variados para poder se excitar e isso não tem nada a ver com você e sua atratividade.
Recomendo a leitura desse nosso artigo para compreender isso melhor:
http://vicioempornografiacomoparar.com/11-sinais-de-que-o-seu-marido-esta-viciado-em-pornografia/
É claro que certas situações como "paquerar outras mulheres descaradamente na sua frente", apesar de poder sim ter uma certa influência do vício, são situações que não podem ser justificadas apenas devido ao vício em pornografia.
Em minha opinião, isso é um grande falta de respeito, que eu dificilmente toleraria em um relacionamento, sob qualquer justificativa e não tem a ver só com o vício, mas também com outras questões.
Por exemplo: conheço vários relatos do fórum de maridos viciados (a maioria, aliás) que jamais humilhariam suas esposas dessa forma, pois eles realmente respeitam as suas esposas, sentem vergonha do vício e só consumiam pornografia porque não sabiam como parar até nos encontrar. Então, é bom ficar atenta à esses detalhes, pois esse tipo de comportamento não é justificável, mesmo para quem está viciado e você não é obrigada a tolerar isso, sob nenhum argumento.
No mais, acredito que apesar de você não ter culpa nenhuma nisso, é óbvio que isso deve ser bem chato de lidar e acaba te afetando muito, pois acaba por reforçar as crenças negativas que todos nós temos sobre nós mesmos e ainda ampliá-las.
Então a primeira coisa que eu sempre recomendo para parceiras e esposas que tem um marido viciado em pornografia, é que procurem um psicólogo ou terapeuta para auxiliá-las. Não no sentido de ajudar o marido, mas sim ajudar à vocês mesmas a passarem por essa situação, sem que o problema do marido, acabe com suas auto-estimas e com a fé de vocês em vocês mesmas, na sua beleza, atratividade e muitas outras qualidades que tenho certeza que você possui.
Esse é o primeiro passo: cuidar de você e se proteger para que o problema do seu marido não te afete e nao te cause danos. Essa é a única forma que você poderá ajudá-lo: se ajudando primeiramente!
Quanto à ele, isso é com a gente. Você pode passar o fórum e o site e será um prazer ajudar. Mas isso vai depender dele. Dele compreender que precisa de ajuda e principalmente de permitir essa ajuda. E isso pode levar um tempinho de maturação.
Em breve outras pessoas irão responder aqui.
No que estiver ao nosso alcance te ajudar ou confortar, pode contar conosco.

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Re: Desabafo

em 28/8/2018, 14:16
Boa tarde, April. Seja bem-vinda ao fórum.

Além das ótimas considerações do Projeto, vou tentar te ajudar da melhor forma aqui. Apoio é fundamental nessa e em todas as horas.

O caso do seu marido não é o único. Eu mesmo sou casado e magoei muito minha esposa com o vício em pornografia. Agora, se o problema é o mesmo, as reações são diferentes. Há muita gente que reconhece o problema, há aqueles que negam o vício e há aqueles que lutam contra isso e outros que simplesmente convivem com o problema. Pelo que li, seu marido se enquadra nesse último grupo, o das pessoas que, mesmo reconhecendo o problema, não fazem absolutamente nada pra lutar contra ele.

Vou ser bem sincero contigo: o vício é gravíssimo, mas é possível vencê-lo. Minha esposa tem sido fundamental na minha luta. Ela teria todo o direito de terminar o casamento, porque pornografia é traição sim (sim, não adianta negar, pornografia é traição tão grave quando um caso "de verdade"). Ela escolheu manter o casamento e eu decidi lutar contra isso. É possível superar, mas a decisão do viciado é crucial. Se seu marido não tomar uma decisão definitiva, não adianta se iludir achando que qualquer coisa que você fizer irá mudá-lo.

Dito isso, estou sendo sincero contigo ao afirmar que você tem total condição de terminar essa relação e viver sua vida, com um companheiro que verdadeiramente esteja ao seu lado, ou mesmo sozinha - o que é preferível a estar numa condição dessas.

Pode parecer que estou sendo hipócrita, afinal eu também sou casado e errei nisso. Mas volto a repetir: o que determina a diferença é o viciado escolher mudar ou aceitar conviver com isso. Dê um ultimato ao seu marido: ou ele vive contigo, ou com o vício, mas não com os dois ao mesmo tempo. Você não pode e não deve aceitar dividir espaço com isso. Numa relação saudável, ou os dois se doam integralmente, ou não há relação de verdade.

Se ele não aceitar e não lutar contra isso, aceite meu conselho: não se mate psicológica e fisicamente por causa disso. Não seja destruída por algo que não é sua culpa. O vício dele nada tem a ver com sua aparência, com seu desempenho sexual ou nada disso. É culpa exclusivamente dele. Meu vício é minha culpa, não da "sociedade", da minha mulher, dos meus amigos, etc. Assim, o ônus de lutar contra isso é nosso. Apoio é fundamental, mas a decisão, no fim das contas, é nossa.

Cuide da sua autoestima. Socialize, faça amizades e mude sua rotina. Não gire em torno dele e do vício. Você merece e tem direito a gostar de si mesma. Pode parecer fácil pra mim falar isso, afinal não estou vivendo seu problema na sua pele, mas você precisa ter gosto pela vida e isso foi drenado e está sendo destruído pelo problema, pela corrupção do seu marido.

Se minha esposa tivesse aguentado tudo de cabeça baixa, provavelmente eu ainda estaria afundado nessa porcaria. Ela me deu duas opções: ou ela e o casamento, ou o vício e o divórcio. Se seu marido realmente te ama ainda, ele não terá dúvidas em tomar a decisão certa.

Espero poder ajudá-la. Não suma do fórum, porque, sem apoio, ninguém sai do lugar. Espero e desejo que ele mude de rumo e que a união de vocês seja restaurada, mas espero que você retome o prazer de viver e recupere seu amor próprio.


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Re: Desabafo

em 28/8/2018, 15:52
Olá April !
Li seu relato com muita atenção e confesso a você que cheguei a ficar emocionado.
É muito grande o poder de destruição que a pornografia tem, algo que muitas vezes é tratado como inofensivo pela mídia em geral tem acabado com tantas famílias ao redor do mundo.
Realmente é triste ver o que essa praga tem feito na vida de tanta gente, e o mais complicado talvez é que devido a essa pouca discussão da sociedade, quem tem esse vício não consegue reconhecer que o tem.
Hoje eu posso dizer a você que sou um viciado, mas demorou muito tempo até que eu chegasse a essa conclusão, vou te contar como aconteceu isso:

Eu costumava olhar demais para as mulheres na rua, sempre para suas partes íntimas e ficava com muito tesão, achava que isso era algo normal de homem (hoje sei que isso é atitude de moleque).

Não tinha vontade de fazer amor com minha esposa, ela sempre linda, cheirosa e afim mas eu não sentia vontade alguma, mas quando pegava o telefone e via uma foto de uma mulher de shortinho ou decote ficava louco.

Cheguei ao ponto de fazer perfis fake e trocar fotos e vídeos com mulheres sinto muita culpa e vergonha por isso.

Então comecei a notar que tinha algo errado, mas o click mesmo foi quando minha esposa teve uma conversa bem franca comigo.

" você não me ama mais?"
" por que não sente tesão por mim?"
" por que vive nesse telefone?"

Não tinha resposta para essas perguntas, fiquei envergonhado demais e nessa hora resolvi dá um basta na minha situação.
Lendo a bíblia encontrei o relato em que Jesus disse que quem olha para uma mulher a ponto de sentir paixão por ela já cometeu adultério no coração com ela, depois que meditei nessas palavras vi que ao ficar vidrado numa tela eu estava traindo minha querida esposa. A ficha havia caído e agora o que fazer ?

Resolvi estudar sobre o vício em pornô, nessa pesquisa encontrei o site como parar, ai tudo começou a fazer sentido.

As coisas estão começando a melhorar muito na minha vida, a caminhada vai ser longa mas estou muito determinado.

O que eu posso te dizer é que tanto você como seu esposo são vítimas, se você concorda que vale a pena tentar o primeiro passo é conversar com ele sobre o vício, se for preciso pode dizer com todas as letras: VOCÊ ME MACHUCOU, VOCÊ NÃO AMA MAIS, VOCÊ ESTÁ DEIXANDO DE FAZER AMOR COMIGO POR CAUSA DE UMA TELA.

É duro? pode ser, mas foi isso que me fez acordar.

É isso, espero que leia e estou aqui pode perguntar o que quiser.
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Re: Desabafo

em 30/8/2018, 06:42
Projeto, Beren Erchamion e Luca29514, muito obrigada pelo apoio! Me desculpem a demora, só agora consegui voltar aqui.

Eu consegui ler todos os relatos das mulheres aqui e me vi em cada uma delas. Senti na pele a dor de todas elas e chorei muito. Impressionante como o comportamento dos nossos maridos viciados é o mesmo. Muitas coisas que elas relataram, o meu marido já fez/faz igualzinho. Confesso que nesse momento me sinto meio confusa... estou enojada, revoltada, angustiada ao mesmo tempo em que me sinto amparada aqui. Parece que eu estou vendo meu passado, presente e futuro com ele em cada caso relatado. Essa é a sensação que fica, por enquanto.
Eu venho remoendo tanto as coisas que ultimamente tenho apelado pros remédios pra conseguir parar minha cabeça, já que me distrair assistindo ou lendo alguma coisa não tem funcionado, não tenho conseguido me concentrar de verdade em nada mais (foi bem difícil me concentrar até pra responder a vcs aqui agora). Estar acordada tem sido uma tortura, só tenho paz dormindo.

Levantei agora há pouco, esperei ele sair e liguei o pc dele. Abri o outro navegador e já dei de cara com um download de mais um vídeo, que ele baixou no início do mês. Olha como já comecei bem o dia? Dói demais.
Anteontem ele ia levando o celular pro banheiro mais uma vez e eu o questionei. Ele não gostou, mas acabou deixando em cima da mesa. Desde então venho observando que ele ta evitando fazer isso. Talvez ele já tenha me visto acessando o fórum aqui, por isso ta sendo mais cuidadoso, vai saber.
Eu cadastrei o e-mail dele pra receber o e-book no dia que descobri esse fórum, o avisei que havia mandando um e-mail e até hoje ele não olhou. Hoje a noite quando ele chegar, vou tentar conversar sobre isso tudo, mais uma vez. Vamos ver como ele vai reagir...
Estou tentando ficar bem, ja vou retornar à terapia essa semana... Mais tarde volto pra responder melhor a vcs.

Mais uma vez muito obrigada pelo apoio, de coração!
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Re: Desabafo

em 30/8/2018, 10:00
April, procure criar uma nova rotina, Não gire exclusivamente em torno desse vício. Ajude seu companheiro mas deixe claro a ele que ou ele escolhe o casamento de vocês, ou o vício. Você tem que deixar claro que não há espaço pras duas coisas e que você não vai competir com isso. Você tem que fazer uma "intimação".

Procure estudar coisas que te interessam, fazer um curso, praticar esportes, criar amizades, fazer exercícios, assistir conteúdos que você gosta, se aprofundar na sua religião (caso tenha uma), meditar (uma atividade importantíssima, que ainda estou tentando colocar mais em prática). Enfim, crie atividades que te façam sentir prazer em viver e valorizar sua vida.

Isso pode ajudar seu companheiro, mas o objetivo principal é ajudar você mesma. E não adie isso, não conviva passivamente com o vício dele. Tome uma postura ativa e deixe claro a ele que ele tem que fazer uma escolha; a partir do momento em que ele se comprometer, será mais fácil vocês superarem isso.

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Re: Desabafo

em 31/8/2018, 11:10
Acho que o mais angustiante, infelizmente... Que sempre acontece nesses diários é o "abandono" no sentido das postagens pararem em determinado momento, chega uma hora que as esposas ou namoradas desistem... E isso de forma alguma é egoísmo ou está errado! Muitas relataram meses e meses de sofrimento e nada de iniciativa dos namorados/maridos.
Sei como esse vício é desgraçado e me fez perder pessoas maravilhosas na minha vida, mas agora estou disposto a sair de vez, amanhã chego no meu dia 50. Mas te peço que não pare de postar alguma coisa... e Não pense em suicídio ou nada do tipo por um problema que NÃO É SEU, esse problema é do seu marido que está doente, mas se não quiser ajuda, você tem direito de ser feliz com outra pessoa.

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Re: Desabafo

em 2/9/2018, 09:45
Oi pessoal.

Na quarta-feira depois de ter postado aqui, ainda continuei fuçando o computador pra ver se achava mais alguma coisa e achei um arquivo do bloco de notas com uns sites de encontros de vários países, desses tipo tinder, eu acho. Na hora já gelei, um monte de coisas começa a passar na minha cabeça. Daí lembrei de um antigo e-mail que ele usava e resolvi olhar. Logo de cara, um milhão de e-mails de matérias de uma certa revista pornô, um monte de e-mails em inglês de mulheres falando sobre sexo (aparentemente eram vírus, mas da pra imaginar pq chegaram pra ele) e um site com confirmação de dados cadastrais. Tudo isso desde 2006 a 2014 e eu nunca percebi. Nunca olhei os e-mails dele, nem nada. Sinto como se ter sido uma esposa que sempre respeitou a privacidade dele só me prejudicou, só fez ele se sentir mais seguro pra sustentar esse vício. Ou seja, eu ainda colaborei pra ele me trair. Me sinto uma trouxa.
Quando ele chegou eu já fui puxando o assunto, mostrei o vídeo que achei e ele logo se defendeu dizendo que não olha P desde o dia 18 e que já tinha apagado tudo, que esse vídeo era só rastro que havia ficado sem ele perceber e quanto ao arquivo do bloco de notas era alguma porcaria que veio junto quando ele instalou o programa do teclado (realmente estava na mesma pasta, agora se isso é verdade mesmo, não sei.) Aí fui mostrar o que eu achei no tal e-mail, ele confirmou que as mensagens eram vírus, que nunca falou com aquelas mulheres, e que tb nunca usou bate papo de site nenhum, apesar do cadastro. Eu não acreditei e continuo não acreditando em nada do que ele disse.  Aí comecei a falar do vício, comentei sobre o fórum e mandei ele olhar o e-book. Ele abriu do meu lado e começou a ler, mas o tempo inteiro com certo desconforto, que pelo que entendi estava incomodado por estar tendo que fazer aquilo. Enquanto ele lia , falei sobre os bloqueadores, ele me mandou instalar. Cheguei a instalar o do cel, mas desisti de fazer o resto pq me bateu uma frustração. Não vi nenhum interesse real nele em fazer isso, e olha que já deveria partir dele pelo menos querer pesquisar e instalar esses bloqueadores. A propósito, ele já está aqui no fórum. Fez o cadastro ontem mas usou um nome tão patético que quase brigamos por isso tb. Ele justificou a escolha por esse apelido pq  “sempre foi isso. Sempre fez tudo que os outros queriam, sempre ignorando a vontade dele”. Ou seja, vir pra ca e tentar parar com esse vício nojento não é vontade dele, está fazendo isso por minha causa?  Isso só me reforça o quanto ele é imaturo com nossas questões. Ele parece não querer enxergar que estou magoada de verdade, isso é muito frustrante. Mas estou observando o tempo inteiro o comportamento dele, tô vigiando a postura que ele vai ter a partir de agora.

Depois dessa conversa ele saiu pra trabalhar novamente e quando chegou eu estava dormindo aqui no sofá( eu havia tomado remédio pra isso). Quando acordei (hoje), perguntei pq ele tinha ido pro quarto e ele falou que não queria me acordar me ajeitando no sofá pra conseguir espaço pra ele. Será mesmo que foi por isso ou ele simplesmente achou mais uma oportunidade pra ver P? Eu não duvido.

E ontem a tarde só me lembro de ter perguntado pra ele se tem mais alguma coisa que eu não sei, e olha que ainda tinha , e muita! Como se não bastasse xvideos e cia, até conta no instagram, twitter e Pinterest como essa finalidade ele tem! Até no Pinterest gente! Nojento demais!! E isso desde 2015 e a trouxa aqui nunca desconfiou de nada.

Na hora já me exaltei tanto que fui logo tomando algum remédio pra me acalmar e dormir pra esquecer esse inferno(acordei gora)

A minha maior vontade de verdade nesse momento é de ir embora daqui, mas infelizmente ainda sou obrigada a tolerar essas coisas (que espero não ver de novo), pois no momento dependo dele financeiramente e eu nem teria para onde ir. Não posso contar com minha família pra nada, nunca pude esperar deles qualquer apoio emocional, moral, nem financeiro, nada. Não tenho amigos, sempre fui muito solitária... Sabe essas mulheres que apanham dos maridos mas que mesmo assim continuam na casa com ele? Pois é exatamente como me sinto. Confesso que por conta de tanto sofrimento que esse relacionamento já me trouxe, sinto vontade de sair daqui e ir viver sozinha mesmo.  A minha vontade de morrer é antiga e oriunda de vários fatores, esse vício dele é só a cereja do bolo...  mas fui deixar a minha vida chegar a esse ponto lastimável...

Ignorem os erros , ainda estou sob efeito dos remédios


Última edição por April Wheeler em 2/9/2018, 15:16, editado 1 vez(es)
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Re: Desabafo

em 2/9/2018, 15:15
Estou olhando todas as coisas que descobri que meu marido viu na internet. Ainda estou achando que tem mais coisa escondida e vou encontrar tudo. Estou desconfiando que ele pagou prostitutas.
O site Hustler é pra isso?Acabei de achar um e-mail desse site, o remetente é "Vendo Services"
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Re: Desabafo

em 2/9/2018, 15:43
Olá
Se não me engano esse site é de conteúdo Pornô mesmo.

Olha como um viciado em tratamento eu acredito que esse momento está sendo duro tanto para você quanto para ele.
Como está a disposição dele de se curar desse vício?

Enviado pelo Topic'it
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Re: Desabafo

em 2/9/2018, 15:59
Eu sou nova aqui no fórum. Postarei minha história em breve. Mas, antes de mais nada, pense em como VOCÊ irá viver depois dessa descoberta. Eu ainda acho que fuçar, instigar e querer um réu confesso nesse momento não vai adiantar muito. No meu caso, eu observei comportamentos inapropriados e comecei a prestar muita atenção, fiz pesquisas, descobri o fórum e fiz a intimação. A partir daí, minha vida começou a mudar. Quando vi que não queria admitir o vício, eu comecei a me afastar, aí como eles veem q estão perdendo a pessoa amada para o vício, começam a revelar coisas. Depois vem a negação. Fiz isso a vida toda, não posso me livrar assim do dia p a noite, vc não me ajuda, quando vc quer conversar, diz que precisa dar espaço. Então, o que fiz... terminei meu noivado. Eu disse, não posso me casar com vc e o vício. A partir daí, ele começou a tomar atitudes para querer se livrar do vício assim acho que tem feito, não moramos perto um do outro. Estamos separados. Eu, que já fazia exercícios físicos, comecei a procurar mais atividades p fazer, falei p ele que pretendo viajar por uns meses, fui fazer meus exames de DSTs pq eu acho que é muito importante vc prezar pela sua saúde física e começar a cuidar de si mesma. O fundo do poço serve p nos levantarmos e seguir em frente com ou sem ele. O que não posso aceitar é me casar com um vício. Isso, não. Quem já está casada, é tentar resgatar a auto estima e a dignidade. Paz no seu coração!
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Acho que estou enlouquecendo

em 3/9/2018, 10:11
Não estou sabendo lidar com isso. Estou tendo crises de choro o tempo todo.
Agora o remédio não faz mais efeito pra dormir e não consigo parar minha cabeça. Só penso em me cortar, algo que nunca pensei que fosse passar pela minha cabeça um dia, mas eis que cheguei a esse ponto.
Me sinto destruída.
Acho que agora entendo quem consegue se matar. Não é simplesmente uma questão de coragem, a gente chega a esse ponto anestesiado, pq a dor emocional é tanta que vc não sente mais nenhuma dor física., conseguindo ficar insano o suficiente pra conseguir se machucar.
Ele sempre foi um amor de pessoa com todo mundo, sempre um excelente filho, irmão, amigo, colega, vizinho... mas como marido sempre deixou a desejar. Nunca se dedicou a me amar de verdade. Posso afirmar com convicção absoluta que sou a única pessoa que ele faz sofrer. Me sinto destruída.
Enfim, só mais um desabafo.

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Re: Desabafo

em 3/9/2018, 10:35
Eu entendo que nesse momento vc está se sentindo destruída, frustrada e com muita raiva. Tem o direito de ficar, sim! Mas, olhe p SEU futuro. Olhe para VOCÊ daqui p a frente. O que VOCÊ vai fazer para se reerguer. Procure um psicanalista e tente uma terapia cognitiva. SUA saúde é o que importa. Nosso amor deve vir de dentro p fora. Não falaremos mais sobre o problema do seu marido que há tanto tempo trouxe distanciamento e sofrimento para sua vida. Vc importa agora e seu comprometimento c sua vida daqui para a frente. Só desejo paz e auto-conhecimento p vc, April!
Empoderamento feminino é isso. Gostar-se primeiro e conseguir amar em volta, amar e ser amada em retorno. Vc é mulher, e por isso, já possui uma força que vc ainda não sabe que tem, mas que pode encontrar! Jogue fora esses remédios e venha viver a vida!
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Re: Desabafo

em 3/9/2018, 11:02
April, você não vai sair desse limbo enquanto não tomar uma atitude de protagonista. Você virou espectadora do vício e de um viciado, e sua vida gira exclusivamente em torno disso. Eu volto a afirmar: só ajude seu marido se ele demonstrar o mínimo de interesse. Caso contrário, você só vai se afogar com ele.

Você não precisa e não deve se suicidar. A solução não é a morte, é uma nova Vida. Você não pode destruir seus sonhos e seus potenciais por um problema que não é seu e por uma culpa que não é sua.

Se você depende dele financeiramente, se não tem apoio da família e não tem amigos, comece a construir essas ciosas. Elas não são dadas, elas são erguidas ao longo da nossa vida. Conheça novas pessoas, pratique alguma atividade física, esporte, meditação, procure grupos de ajuda, procure terapia em grupo, grupos de ajudas de mulheres, qualquer coisa, ONG's de cuidado com crianças, idosos e animais, mas qualquer coisa mesmo que te faça sair dessa condição. Você não pode continuar assim.

Esse vício não está destruindo apenas seu marido. Aliás, ele parece confortável com isso e te ver assim não tem afetado muito a pessoa dele. Eu espero estar errado, mas se realmente estiver ele vai demonstrar um mínimo de comprometimento.

Siga o conselho da Masala. Vou conversar com minha esposa e, se for possível (e se ela quiser), ela passa um e-mail pra te ajudar também.

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Re: Desabafo

em 3/9/2018, 13:53
Beren, vc fez uma postagem incrível em algum relato aqui, que não me lembro ao certo qual é, mas que me deu mais ânimo para seguir em frente. Não podemos deixar nossos sonhos, esperanças e fé na vida ir embora com esse vício. Não somos muletas de alguém que não quer sair desse vício. Admitir o vício e não fazer esforços sinceros p sair dessa escravidão, não adianta. Prolonga nosso sofrimento e existência nessa Terra. A libertação desse vício demora meses, anos, uma vida inteira. Eu quero viver a vida ao lado de quem me ama de verdade, que diz que me ama e AGE como alguém que me ama. Sabotar nossa existência nesse planeta em função de alguém que não quer sair desse mundo perverso, doentio e que destrói famílias, não é vida para ninguém. Deus nos criou com o propósito de sermos felizes, ter uma família imperfeita (todos nós erramos muitas vezes) , mas que demonstra amor uns com os outros. Respeito, admiração e carinho. Eu acho que todos nós merecemos isso. Bem, eu penso assim, posso estar errada.
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Re: Desabafo

em 3/9/2018, 15:07
Você não está errada, Masala.

Eu procuro focar muito no apoio na seção de mulheres e esposas/namoradas porque, mesmo sendo homem (e, portanto, não sabendo da realidade do que vocês passam), aprendi a ter um mínimo de empatia. A situação da minha esposa não podia ser essa, então assumi a responsabilidade em mudar minha vida porque minha mulher não merece isso (nenhuma mulher merece). Eu não tirei ela da casa dos pais e não coloquei um anel no dedo dela pra fazê-la viver uma vida medíocre de humilhação e infelicidade.

As pessoas merecem oportunidades de mudar? Sim, merecem. Mas, a partir do momento em que elas escolhem não mudar (sim, não é todo mundo que luta contra um vício; aliás, a maior parte das pessoas não luta pra confrontar seus problemas e dramas e superar seus erros, já que vivemos na cultura da auto-justificação, da autopiedade), a outra parte não é obrigada a se afundar junto. Não mesmo.

É só olhar os relatos aqui. Quantos desses homens estariam ao lado das esposas nisso? Quantos perdoariam contatos, conversas sexuais, encontros sexuais, casos extraconjugais, sessões de horas a fio de masturbação e pornografia? Eu não vou ser hipócrita, eu não sei como reagiria com minha esposa. Então o mínimo que tenho que fazer é escolher me livrar disso.

Ajuda é bem-vinda. Mas é impossível (e contraproducente) ajudar quem não quer ser ajudado. Quantas mulheres aqui relataram sucesso em seus processos? Um dos casos icônicos é o da Domi1, a qual eu admiro e que tem me ajudado no meu diário. Tirando o dela, dá pra contar nos dedos. Na maioria dos casos, as mulheres vêm aqui, choram, sofrem, se doem, se entregam, se abrem, e seus "companheiros" permanecem incólumes, imóveis, indiferentes..

O amor não é um mero sentimento. É um gesto. Amar é um ato. Amor sem atitudes não é amor, é ilusão. Não é difícil perceber se alguém nos ama, basta observar os gestos da pessoa.

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Re: Desabafo

em 3/9/2018, 15:58
“É só olhar os relatos aqui. Quantos desses homens estariam ao lado das esposas nisso? Quantos perdoariam contatos, conversas sexuais, encontros sexuais, casos extraconjugais, sessões de horas a fio de masturbação e pornografia? Eu não vou ser hipócrita, eu não sei como reagiria com minha esposa. Então o mínimo que tenho que fazer é escolher me livrar disso.”

Exatamente. Eu mencionei isso em uma das minhas conversas com meu ex noivo. Veja se fosse oposta a situação. Eu, com o vício e com todos os comportamentos destrutivos da PMO. O que vc faria? Provavelmente estaria bem longe de mim tenho quase certeza. Fiquei sem resposta. Aliás, sempre ficarei. Vida que segue sem o vício, porque isso nos torna codependentes e mais ainda, como vc mesmo colocou com toda sabedoria, vivendo uma vida medíocre sem propósito nenhum. Vivendo para ser dependente de um viciado que não quer se curar.
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Re: Desabafo

em 5/9/2018, 09:28
Exatamente, Masala. Eu tenho aprendido que só temos o direito de exigir dos outros o que nós mesmos podemos oferecer. Você está disposto a abdicar de absolutamente tudo para ajudar alguém? Não? Então não exija isso dos outros. A maioria das esposas, namoradas e noivas que vêm até aqui abandonam o fórum. Não dá nem pra saber o que aconteceu, como foi o desfecho. Foram elas que "desistiram"? Ou foram os "companheiros" que não assumiram a responsabilidade? Eu fico com a segunda opção. Pode perceber: a maioria deles sequer aceita o Reboot ou participa do fórum. São elas, isoladas, lutando contra isso.

April, como você está? Apareça pra contar como estão as coisas, esse é um momento onde toda ajuda é bem-vinda.

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Re: Desabafo

em 11/9/2018, 21:33
Olá April, acredito que a  Masala e o Beren Erchamion já disseram tudo o que era essencialmente importante para você nessa situação.

O que eu tenho à contribuir além disso é descrevendo um padrão que tenho percebido nessa relação de namoradas e esposas de maridos viciados, que pode ser útil você observar.

O padrão é o seguinte:

1) Muitos maridos viciados não assumem o vício ou então demoram para amadurecer o problema.

2) A esposa "crê" que cabe à ela cobrá-lo, convencê-lo do problema ou então "fazer o tratamento por ele".

3) O resultado disso é: um relacionamento abalado, uma esposa frustrada, com a auto-estima arrasada e um marido viciado e rebelde cada vez mais resistente ao tratamento.

Como reverter essa situação?

1) Dando um ultimato à ele sobre o vício, no estilo "ou o vício ou nosso casamento" (para fazer isso você deve estar emocionalmente forte e não deve blefar, por isso sempre indico uma terapeuta para acompanhá-la antes de tomar qualquer decisão).

2) Uma vez realizado o primeiro passo, fazer um acordo com ele sobre uma forma de vocês poderem "mensurar" objetivamente o vício ou que está lhe incomodando na relação, sem que você tenha que invadir a privacidade dele ou tenha que ficar cobrando ele toda hora nesse nesse sentido.

3) Esquecer temporariamente a questão e ir cuidar de você e das suas emoções, das metas de vida e  de seus interesses. Enquanto o seu marido, o terapeuta dele ou nós aqui do fórum cuidamos do vício dele.

Porque isso é indicado?

Porque essa é a única forma de:

1) Você não assumir a responsabilidade por um problema que não é seu e da qual você não tem responsabilidade e muito menos especialidade para tratar.

2) Você parar ficar na mão dele se sentindo impotente e tentando mudar algo que não depende de você.

3) De salvar o seu casamento, pois quanto mais você tentar fugir do papel de esposa e assumir o papel de terapeuta dele, mais vocês irão se distanciar e confundir os papéis da relação, até o ponto dela não existir mais.

4) De ajudá-lo realmente. Pois quanto mais você tentar cobrá-lo ou mais você ficar em cima vigiando ou punindo-o pelo vício, mais ele vai se rebelar e se distanciar do tratamento.

5) De se auto-ajudar. Pois ao se separar do vício dele e passar a perceber que muitas das crenças negativas que você possui sobre você mesma, apesar de terem sido eliciadas com a ajuda do vício dele, já existiam em você e apenas saíram para fora devido à essa situação,   você terá uma chance de tornar essas crenças conscientes e superá-las, de forma que mesmo com um marido viciado, à longo prazo nada mais do que ele fizer externamente  irá lhe afetar, pois você terá mais consciência sobre quem você realmente é e liberdade para decidir qual futuro será melhor para você.

Aí lhe restarão apenas 2 opções:

1) Se ele começar a fazer a parte dele e tomar a iniciativa para mudar essa situação, buscando ajuda e começando a tratar o vício com humildade e auto-compaixão, ambos irão crescer muito com a situação e ao final terão uma relação fortificada, mais intima e amadurecida.

Ou

2) Se ele não aceitar e decidir se manter no vício, você saberá que fez tudo o que estava ao seu alcance para ajudá-lo e que ele conscientemente não desejou tal ajuda, sendo que você não é obrigada a se submeter à uma relação que não lhe é saudável e que apenas te coloca para baixo e terá mais clareza para decidir o que é melhor para você (você tem opções!).

Em ambas as situações, vocês terão superado o problema.

Sei que não é fácil, mas esse caminho é o que melhor tem funcionado.

Abaixo um vídeo para reflexão:

https://www.youtube.com/watch?v=CKCeKHlpylA

No que mais nós pudermos ajudá-la, estamos à disposição.

Um Abraço fraterno e desejo de bem!

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Re: Desabafo

em 13/9/2018, 01:50
Amigos, estou aqui. Tive uma leve melhora do meu estado mais ainda não estou bem. Ainda não tenho condições de escrever aqui como tem sido esses dias, passei rapidinho só pra "dar noticias" mesmo. Tem alguma forma de algum de vcs entrarem em contato comigo par eu poder tirar uma dúvida?

Volto amanhã quando eu estiver mais calma e respondo melhor a vcs. Agradeço o apoio de coração, eu ja teria enlouquecido se não fossem vcs aqui... eu nesse momento estou me termendo com umas coisas que acabei de descobrir... quando penso que acabou, la vem mais podridão...
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Re: Desabafo

em 13/9/2018, 10:36
April Wheeler escreveu: Tem alguma forma de algum de vcs entrarem em contato comigo par eu poder tirar uma dúvida?

Você pode encaminhar sua dúvida para [email protected]


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