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Falta de sexo no casamento

em 20/2/2019, 18:46
Boa tarde!
Gostaria de compartilhar minha situação com meu companheiro e obter pontos de vista dos membros do fórum. Tentarei resumir toda a situação.
Ele tem 43 anos. Estamos juntos há 3 anos e meio. Só tivemos sexo semanal no primeiro ano do relacionamento, com o passar do tempo as relações for ficando mais esparsas e insatisfatórias. Estamos a cerca de 4 meses sem transar. Ele fez Reboot durante cerca de um ano, sem resposta. Ele não sente nenhum tesão por mim, mas sente por outras mulheres e tem certeza que com qualquer outra conseguiria ter relações sexuais. Há 7meses ele faz terapia com um sexólogo e psiquiatra e há 2 anos ele toma venlafaxina com acompanhamento psiquiátrico. Atualmente ele segue com esse tratamento, mas voltou ao pornô porque sentiu que o Reboot não ajudou.
Enfim. Esse é o resumo da ópera. No mais, nosso relacionamento é saudável, temos companheirismo e não falta nada além de sexo.
Eu tenho que lidar diariamente com a sensação de rejeição e isso tem sido realmente pesado. Passa pela minha cabeça terminar uma relação realmente boa por essa questão e me vejo criando desconfianças que estão longe de serem da minha personalidade. Tenho cada vez mais a sensação de que é irreversível o desinteresse dele por mim e tenho medo de acabar com minha sanidade mental enquanto espero que ele se trate.
Adoraria ouvir a experiência e opinião de pessoas, dos dois lados da relação, sobre isso.
Agradeço pelo espaço.
Abraços
Seeker
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Re: Falta de sexo no casamento

em 21/2/2019, 08:15
Olá, k38!

Bom, a sua situação é complicada, serei franco e objetivo: por que você mantém esse relacionamento? Por que carregar esse fardo, sentindo-se rejeitada? Ora, se ele tem a certeza de que conseguiria manter relações com outras mulheres, resta evidente que você não o seduz mais! Simples assim!
Claro que não posso avaliar a contento este seu drama, mas, com base apenas nessa narrativa resumida do caso, só me resta concluir o seguinte: você é a única responsável pelas suas escolhas, não transfira a ele o poder de fazê-las, muito menos espere eternamente que ele se cure para, enfim, resgatar a normalidade sexual no relacionamento de vocês! Quem garante que ele, uma vez curado, irá continuar contigo?
É isso, não me leve a mal, muito provavelmente você não irá gostar do meu comentário e até poderá ficar assustada, mas apenas opino quando solicitado.

Seja feliz!

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Beren Erchamion
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Re: Falta de sexo no casamento

em 21/2/2019, 11:55
Bem-vinda, K38. Concordo em grande parte com o Seeker e vou fazer algumas considerações aqui.

Perdão, mas o que você descreve parece estar muito longe de ser um relacionamento "realmente muito bom". Você não se sente desejada, não se sente atraente diante do seu marido e isso é fundamental pra autoestima de uma mulher. Ficar quatro meses sem relações sexuais, exceto por alguma motivação realmente muito grave (o que não parece ser o caso), não é nada saudável.

Não é "" sexo que está faltando. Falta cumplicidade, intimidade, atração, desejo. O sexo, numa relação, não é só a atividade sexual em si, mas toda uma conexão entre as duas partes, e é essencial pra sentir uma boa conexão. Ele não é menos importante nem menos sagrado que a amizade, o respeito, a cumplicidade, o compartilhamento de ideias e objetivos em comum, etc. Ele é um elemento fundamental. Se não fosse, se esse fosse apenas um ponto secundário ou dispensável, você não estaria aqui, seu marido não estaria fazendo Reboot e nem procuraria tratamento com especialistas. Aliás, se ele não se importasse com isso, não sentiria atração por ninguém nesse mundo.

Vocês precisam resolver esse ponto fundamental. Eu não concordo que uma relação seja medida exclusivamente por sexo, nem acho que quantidade importe, mas a relação sexual saudável de qualidade é sim um dos pontos fundamentais pra um bom relacionamento, principalmente um matrimônio. Questione-o e veja os motivos dele. Não aceite ficar nessa situação porque isso não é nem de longe uma coisa normal.

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Re: Falta de sexo no casamento

em 23/2/2019, 16:32
Olá k38! Consigo ver o quão equilibrada e mentalmente forte vc é pelo seu relato aqui. Desculpe aí o primeiro comentário do usuário, que me soou grosseiro e insensível. Engraçado que com os homens, ele se comporta bem diferente. Se compadece, acha que tudo isso vai passar e tals. Enfim, dois pesos e duas medidas deste usuário. O seu companheiro está no nível crítico do vício, que é o uso de medicamentos p reduzir a tensão sexual e ansiedade pelo visto. Este transtorno/vício está catalogado no DSM-2018 (Manual de Transtornos Mentais) de 2018 e não tem cura, apenas controle (que pelo visto, seu companheiro não tem). Aquele freio moral que um cérebro totalmente viciado não tem mais. Sua vida importa daqui para a frente, e como vc sabiamente colocou, sua sanidade mental e paz de espírito vem em primeiro lugar. Sua auto-estima foi esmagada, assim como a minha e das demais esposas, noivas, companheiras foram também. Eu, na minha condição de ex-noiva de um viciado, o deixei. Ele precisa encontrar o caminho da abstinência, se conseguir, sozinho. Espero que vc consiga resgatar sua auto-estima! Paz no seu coração!
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Re: Falta de sexo no casamento

em 23/2/2019, 20:29
Prezada masala,

Fico feliz que você tenha se manifestado neste tópico, pois, infelizmente, são poucas as mulheres que aqui participam. Espero que possa ajudar a k38 a refletir melhor sobre a situação em que se encontra.

Quanto à sua opinião sobre o meu comentário e à minha participação no fórum em geral, eu discordo completamente de tudo quanto alegado, tenho a impressão que você não acompanha os meus posts o suficiente para ter chegado a tal conclusão. Respeito o seu direito de expressão, embora, repito, considere infundado o teor do teu comentário. Para não desvirtuar o sentido do tópico, não entrarei no mérito da questão, de modo a não prejudicar a avaliação da k38 sobre os pontos de vista aqui exposados.

Cordialmente,

Seeker

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Re: Falta de sexo no casamento

em 23/2/2019, 23:03
Verborrágico, vc hein usuário Seeker? Continue com seu belo trabalho em moderar este site e ajude as companheiras/esposas de viciados com suas palavras de conforto e compreensão.
Passar bem!
Baggins
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Re: Falta de sexo no casamento

em 25/2/2019, 00:05
Spoiler:

k38 escreveu:Boa tarde!
Gostaria de compartilhar minha situação com meu companheiro e obter pontos de vista dos membros do fórum. Tentarei resumir toda a situação.
Ele tem 43 anos. Estamos juntos há 3 anos e meio. Só tivemos sexo semanal no primeiro ano do relacionamento, com o passar do tempo as relações for ficando mais esparsas e insatisfatórias. Estamos a cerca de 4 meses sem transar. Ele fez Reboot durante cerca de um ano, sem resposta. Ele não sente nenhum tesão por mim, mas sente por outras mulheres e tem certeza que com qualquer outra conseguiria ter relações sexuais. Há 7meses ele faz terapia com um sexólogo e psiquiatra e há 2 anos ele toma venlafaxina com acompanhamento psiquiátrico. Atualmente ele segue com esse tratamento, mas voltou ao pornô porque sentiu que o Reboot não ajudou.
Enfim. Esse é o resumo da ópera. No mais, nosso relacionamento é saudável, temos companheirismo e não falta nada além de sexo.
Eu tenho que lidar diariamente com a sensação de rejeição e isso tem sido realmente pesado. Passa pela minha cabeça terminar uma relação realmente boa por essa questão e me vejo criando desconfianças que estão longe de serem da minha personalidade. Tenho cada vez mais a sensação de que é irreversível o desinteresse dele por mim e tenho medo de acabar com minha sanidade mental enquanto espero que ele se trate.
Adoraria ouvir a experiência e opinião de pessoas, dos dois lados da relação, sobre isso.
Agradeço pelo espaço.
Abraços

Oi K38

Lamento muito por essa questão em seu relacionamento, o vício em pornografia continua (e infelizmente continuará) destruindo muitos relacionamentos.

Antes de deixar meu ponto de vista sobre  a situação descrita, é importante ressaltar que a culpa por isso não é sua. Estar a quatro meses sem relações com seu companheiro é um duro golpe na sua autoestima, mas tenha em mente que nada tem a ver com sua aparência ou sensualidade. O problema está nele, não em você, portanto qualquer mulher em seu lugar, por mais bonita que fosse, teria a mesma reação por parte dele.

Bem, quanto ao meu ponto de vista, não posso dar um parecer muito preciso por que há coisas muito vagas em seu relato:

k38 escreveu: Ele fez Reboot durante cerca de um ano, sem resposta.

Aí, por exemplo, entram importantes questões. Ele se considera mesmo um viciado? Qual a frequência que ele acessa pornografia? Como ele fez o reboot? Ele teve recaídas no processo? Qual foi o maior período que ele ficou sem acessar pornografia? Ele foi honesto com ele mesmo durante o processo ou caiu nas próprias mentiras, racionalizações e meias-verdades? Ele instalou bloqueadores de forma eficiente nos dispositivos mais usados? Praticou algum tipo de atividade de religação, como atividades físicas, hobbies e outros?

Entende, k38, que você pode estar baseando sua visão do problema somente no que ele te relata? Você disse que ele voltou a assistir pornografia porque "sentiu" que o reboot não funcionou. Quem tirou essa conclusão, ele ou o lado viciado?

De nada vai adiantar ele tomar remédios e fazer terapia se ele continua com o vício "por debaixo dos panos". Ele deve colocar em mente que só se para de forma definitiva. É um caminho que pode ser difícil, mas certamente é recompensador.

Levando em consideração tudo o que eu disse acima, o que eu acho mais provável é que ou ele subestima o problema e não acredita que o simples fato de parar possa ajudá-lo de alguma forma ou ele sabe realmente o que está enfrentando mas não consegue se imaginar longe do vício, num sufocante "desamparo aprendido". Ou seja, em qualquer das hipóteses, ele apresenta comportamentos típicos de um viciado.

k38 escreveu:Ele não sente nenhum tesão por mim, mas sente por outras mulheres e tem certeza que com qualquer outra conseguiria ter relações sexuais.

Pra mim, esta é a parte que mais evidencia que ele não combateu o vício como deveria ou não entendeu muito bem os preceitos do reboot. Viciados em pornografia são, por natureza, viciados em novidade e fantasia. Nos vídeos ele pode visualizar uma variedade de mulheres praticamente ilimitada, um universo onde nenhuma mulher pode competir. Com isso ele passa a procurar cada vez menos a companheira e diante de uma visão condicionada e distorcida da realidade, começa a fantasiar com qualquer mulher que ele veja e chame sua atenção. Ao não concretizar suas fantasias, se sente frustrado e busca mais porno.

Quando se faz um bom reboot, essa visão doentia de enxergar mulheres como meros objetos vai diminuindo gradativamente e o interesse pela companheira vai retornando. Por isso ele afirma com tanta certeza que conseguiria ter relações com qualquer outra. Isso seria só até essa outra parar de ser novidade para ele. Mas a depender do estágio do problema, o máximo que ele conseguiria é uma brochada. Já li relatos aqui de pessoas viciadas que tentavam suprir essa necessidade por novidade com garotas de programa e o resultado é que esse desespero nunca tem fim.

Eu realmente não acredito que uma relação como a que você descreve, de três anos e meio, saudável e com companheirismo, com sexo semanal durante um ano, acabe assim de forma tão aleatória. Pra mim o vício em pornografia explica muita coisa. Portanto k38, ainda há esperança. Mas pra dar certo, a iniciativa de fazer um reboot "de acordo com o figurino" deve partir dele. O máximo que você pode fazer é guiá-lo, conversar bastante e de forma franca e ser dura e exigente quando necessário.

Falo isso por experiência própria. Sempre amei minha esposa, mas nos meus piores tempos de vício era assim: era gentil, romântico, companheiro, parceiro, mas cada vez mais distante e insatisfeito sexualmente e internamente atribuía a culpa a ela: ela nunca estava "a ponto de bala", não sabia fazer tal posição direito, não fazia isso ou aquilo, enfim, tudo o que fui condicionado por anos a querer fazer na cama. Um mundo irreal e de sofrimento.

Só você pode ponderar se vale a pena continuar k38. Só você sabe sua história com ele, quais foram os momentos bons e ruins, as alegrias e tristezas. Mas se optar em continuar, tenha fé que isso ainda há de se resolver. Desculpe o texto grande  e se fiz você ter mais dúvidas do que antes, mas aos poucos você vai conseguir organizar seus pensamentos.

Continuo acompanhando. Um grande abraço!

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