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Plínio Zurc
Mensagens : 2
Data de inscrição : 06/01/2020

Em busca de uma nova vida Empty Em busca de uma nova vida

em 7/1/2020, 00:35
Boa noite, pessoal!

Meu pseudônimo é Plínio e venho contar um pouco da minha história com PMO e de como cheguei até aqui.

Como muitos relatos por aqui, comecei a minha vida com MO quando criança, aos 11 anos de idade, e estou nessa até hoje, prestes a completar 30 anos. No começo, início dos anos 2000, praticava apenas MO com pensamentos nas garotas da escola, pois como todos sabem a internet era coisa rara naqueles tempos. Assim prossegui até os 13 anos, quando tive contato com a pornografia por de meio de revistas que encontrei em casa, o famoso Cine Privé e anúncios de conteúdo sexual nas madrugadas da TV. Praticava PMO todos os dias, mais de uma vez por dia, sempre que arrumava alguma privacidade e isso se perpetuou pelas anos seguintes. Durante esse tempo eu havia ficava com poucas garotas e meu primeiro contato sexual foi um evento bem ruim, com uma pessoa aleatória, aos 17 anos. Aos 19, já com acesso a internet comecei a escalada em PMO, pois agora eu tinha onde conseguir meus estímulos intermináveis. Primeiro foram as fotos, depois vídeos curtos, passei a ler contos eróticos e também conversar sobre sexo no bate papo da UOL, inclusive com homens. Tudo isso me estimulava a passar horas e horas das noites em longas sessões PMO. Dos 19 aos 23, tive pouquíssimos contatos reais com garotas e hoje, após ter conhecimento dos males do vício em PMO, creio que meu distanciamento das experiências reais já eram um sintoma de que isso me prejudicava. Outra questão que me fez refletir sobre os possíveis males que já me acometiam, foi que durante estes anos da juventude, muitas vezes eu me senti depressivo, muitas vezes chorei minha solidão nas madrugadas adentro. Mas nem imaginava que isso poderia ser resultado da prática compulsiva de PMO. Aos 23 anos, comecei a ficar com uma garota 4 anos mais nova que e que havia conhecido na faculdade um ano antes. Já éramos amigos e a paixão foi surgindo quando começamos a ficar. No entanto, nas primeiras vezes que tentamos ter relações sexuais eu tive meus primeiros contatos com a DE, mas coloquei a culpa na inexperiência e no nervosismo. Nas próximas tentativas eu consegui ter ereções razoáveis, mas não conseguia chegar ao O. Assim fomos, até que meu cérebro foi se acostumando àquela nova forma de prazer e passei a não ter mais problemas com a DE. O namoro durou 2 anos e meio, tempo em que fui muito feliz, mas a prática de PMO sempre esteve presente e eu não via problemas nisso. Solteiro de novo e agora com algumas experiência, fui em busca de novas garotas e logo voltaram minhas frustrações com a DE. Eu conseguia conversar e marcar de sair sem muitos problemas com algumas das garotas as quais eu me interessava, mas na hora de rolar algo mais eu falhava. Poucas vezes tive sucesso, na maioria eu falhei e perdi a oportunidade de viver experiências com pessoas legais. Com isso eu me afundava cada vez mais em PMO, era a forma que eu tinha de aliviar momentaneamente meus fracassos. Praticava todos os dias, mais de uma vez por dia e cada vez buscando conteúdos mais bizarros, até mesmo experiências homossexuais. Eu sentia prazer praticando M e conversando com homens pelo bate papo, mas nas poucas vezes que me expus ao contato real não senti prazer algum e terminei com um sentimento horrível sobre a minha pessoa. Nestes últimos anos, com os inúmeros fracassos com as mulheres, fui deixando de buscar contato real, com medo de falhar de novo. Mas as práticas compulsivas de PMO sempre continuaram. A cada sessão finalizada o prazer dava lugar ao sentimento de alma suja, me sentia no fundo do poço, um ser desprezível. Não sou religioso e não tenho tabu nenhum com o sexo, mas a experiência real, saudável entre duas pessoas que estão dispostas a dar prazer uma a outra. O que me ocorria era algo distante disso. Em julho do ano passado, no meio de uma crise a respeito da minha vontade quase nula de procurar me envolver com mulheres reais, eu comecei a pesquisar sobre a existência de possíveis males da prática compulsiva de M, pois já vinha desconfiando que isso poderia ser o meu problema. Assim descobri este site e o fórum. A cada relato que eu lia, me via representado em cada história, cada sofrimento. O que eu vivi durante todo esse tempo era algo comum entre os homens que possuíam o vício em PMO. Foi um lampejo em meus pensamentos, uma porta se abriu para a mudança! Depois de ler inúmeras histórias decidi iniciar o meu reboot. Baixei o e-book e iniciei minha primeira tentativa. De início não me senti confortável e nem achei necessário criar aqui um perfil e compartilhar minha história e o progresso em minha nova empreitada, também não segui os conselhos de colocar bloqueadores nos navegadores e nem excluir minhas redes sociais. Fui mesmo na força de vontade, apenas com um contador que fiz em uma folha de papel pregada na parede do meu quarto escrito "REBOOT - 90 DIAS, FORÇA E FOCO!", onde eu marcava os dias prosseguidos. Junto do reboot iniciei também a prática de exercícios físicos na academia e me propus a ter mais contatos reais com meus amigos e com novas pessoas, tudo numa tentativa de habituar meu cérebro a ter novas e saudáveis fontes de prazer. Devido à ausência de libido que já me acometia, não tive muitos problemas em atingir 39 dias, recaindo apenas por que cedi à ideia de me testar. Alguns dos benefícios relatados nas histórias de sucesso eu pude ter contato logo na primeira tentativa, como maior foco e vontade para fazer diversas outras atividades, mais vontade de socializar e até mesmo aqueles dias ruins, de tristeza, se tornaram menos frequentes. Imediatamente após minha recaída iniciei outra tentativa. Nesse tempo durante meu segundo reboot, conheci uma garota através do Tinder. Marcamos de sair pra conversar e tudo ocorreu bem. Fomos nos envolvendo aos poucos. Nisso eu já sentia que o toque da pele era algo mais prazeroso, coisa que eu não sentia a algum tempo. No entanto, por me achar em uma flatline, me sentia inseguro em relação a tentar algo mais. Mas não tive escolha, as coisas foram ficando intensas e resolvi me arriscar. Comecei a ter ereções, mas nada satisfatório para a relação acontecer. Mas não me senti frustrado, haviam sinais de que as coisas estavam melhorando. A moça então me convidou para um jantar em sua casa, quando eu estava no dia 25º dia da minha segunda tentativa. Suas segundas intenções comigo eram evidentes. Apesar da insegurança, me arrisquei mais uma vez. Dessa vez consegui atingir um O como a muito tempo não conseguia, porém com ela praticando M em mim. Me senti muito feliz e ela também. Com a segurança de volta, as coisas foram acontecendo naturalmente e logo consegui ter relações com ela sem problemas. Vi que o reboot funcionava. Quando meu contador contava 45 dias, tive outra recaída, creio que devido ao efeito caçador. Daí em dia diante começou minha dificuldade. Eu passei a ter ereções espontâneas com muita facilidade, parecia um adolescente de 15 anos. Eu nem lembrava mais como era isso. No entanto, isso foi uma felicidade e ao mesmo tempo um problema. Desde então eu venho tendo dificuldades de prosseguir com o reboot, dificilmente passando dos 15 dias. Hoje, após mais uma recaída, nos meus 21 dias, decidi tentar de uma maneira diferente. Resolvi contar a minha história aqui e criar um diário, na esperança de conseguir finalizar meu processo, que acredito que seja para o resto da vida. Eu já vi a luz no fim do túnel, sei que o reboot funciona e quero todos os benefícios como parte de uma nova vida.

Tô na reta final de uma pós-graduação, tempo muito corrido, mas vou tentar ser regular aqui no diário.

Abração galera, sucesso pra nós!

Sevenfalls
Sevenfalls
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Em busca de uma nova vida Empty Re: Em busca de uma nova vida

em 7/1/2020, 07:59
Seja muito bem vindo ao fórum Plínio!
Que bom que resolveu compartilhar sua história através de um diário. Por experiência própria, posso dizer que isso faz toda a diferença. Acompanhei o fórum aqui durante uns dois anos, sem ter um diário. Só tentando fazer o reboot sozinho mesmo. Nunca deu certo. Mas na primeira tentativa depois de começar meu diário, atingi mais de 100 dias limpo. O apoio aqui ajuda muito.

Força nessa batalha. Sigo por aqui te acompanhando e torcendo pela sua vitória.
Abraços.

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Meu diário
http://www.comoparar.com/t6843-diario-sevenfalls
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Plínio Zurc
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Data de inscrição : 06/01/2020

Em busca de uma nova vida Empty Re: Em busca de uma nova vida

em 11/1/2020, 12:04
Obrigado Sevefalls!

Depois que publiquei minha história ainda recaí no dia seguinte de madrugada. Estava bastante ansioso e acabei cedendo a M como válvula de escape. Mas depois disso já me firmei no reboot, estou indo pro meu 3° dia completo.

Desativei meu Instagram, a única rede social que eu utilizava, pois percebi que ali existem inúmeros gatilhos.

Agora tô tranquilo, sem nenhum estímulo.

É isso.

Força pra nós!

Abraços!

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