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13/11/2020, 05:47
Grande Ulissis, parabéns por suas vitórias, aos poucos vc esta se descobrindo e se conhecendo, isso é bom, feliz por você.

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13/11/2020, 19:24
Obrigado Lutador, você e a sua fé são uma inspiração. Obrigado por tudo e que Deus te ilumine.

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13/11/2020, 22:03
ulissis escreveu:No mundo de hoje, ser macho é 'foda', em muito por causa dos casos de mulher solteira que cria o filho. Isso é um grande problema que a maioria ainda não acordou para ver e criticar. Todas as vezes que o casal se separa - mesmo que o homem seja responsável - o filho fica com a mãe. Isso é realmente uma "merda do caralho". A mulher acaba tendo que criar o filho, mas o garoto passará a ter apenas a figura da mãe como referencia, tornando-o vitima da suavização que é normal a todos os criados por mãe (e por vó).

"ah, mas fui criado pela minha mamãe e sou homem", sim é, mas não é o homem que deveria ser. Quando era o homem que cuidava da criança, geralmente era um guerreiro que surgia, não os moderninhos que ficam com saudades de Chaves e Pica-Pau. Os semi-gays (nada contra, mas falo de uma perspectiva masculina dentro do tópico) de hoje, são os fracos que não estão nem lá, nem cá, mas no meio de um tornado sem fim, imersos na merda, sem pulso firme e com graves problemas para resolver - FALO PELA 'PORRA' DA EXPERIÊNCIA PRÓPRIA.

Por quê, então, os homens estão tendo tanto problema com HOCD? Primeiro por causa do P, depois pela própria criação. Estive lendo uma análise psicológica sobre mães abusivas (agora a merda entra no tubo de vento). Eu tive uma e hoje estou dentro do olho do furacão. Vamos aos fatos, ou sintomas:
1 - Homens fracos, sem iniciativa e indecisos.
2 - Homens cheio de medos irracionais
3 - Síndrome do pânico, distúrbios do sono
4 - culpa eterna
5 - auto estima que parece um esquilo pisoteado por um elefante

o que elas fazem:

ameaçam, impõe as vontades e ideias, culpam os filhos por tudo, destroem a privacidade (e relacionamentos), desconfiança extrema, subestimação das capacidades do filho, não pedem desculpa (sacro santas), agridem (quase sempre com tapas na cara).

Mesmo assim, passam uma imagem de que está tudo bem. Minha vida está aí, mas nem arranhei a superfície. No caso, estou tendo que APRENDER A SER MACHO. Eu nunca soube o que é isso, pois eu fui feito para ser uma menina, com valores de menina. Se você tem HOCD, investigue se isso não foi uma coisa do seu passado. O meu foi esse.

Não sinta vergonha de nada, mesmo que você tenha tido os episódios mais sujos, pois você é tão vítima da situação atual quanto se pode afirmar que o céu é azul. Apenas vá se concertar e passe a ser o homem macho que você enxerga. 'Foda-se' o que aconteceu, o que importa é o agora.

Olá Ulissis,

Gostei do seu relato, acho que tem muito a ver com a minha situação.

Só me explica uma coisa, por favor, o que você quis dizer com a expressão "mãe abusiva".

Abraço.

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14/11/2020, 18:23
euvouvencer escreveu:
ulissis escreveu:No mundo de hoje, ser macho é 'foda', em muito por causa dos casos de mulher solteira que cria o filho. Isso é um grande problema que a maioria ainda não acordou para ver e criticar. Todas as vezes que o casal se separa - mesmo que o homem seja responsável - o filho fica com a mãe. Isso é realmente uma "merda do caralho". A mulher acaba tendo que criar o filho, mas o garoto passará a ter apenas a figura da mãe como referencia, tornando-o vitima da suavização que é normal a todos os criados por mãe (e por vó).

"ah, mas fui criado pela minha mamãe e sou homem", sim é, mas não é o homem que deveria ser. Quando era o homem que cuidava da criança, geralmente era um guerreiro que surgia, não os moderninhos que ficam com saudades de Chaves e Pica-Pau. Os semi-gays (nada contra, mas falo de uma perspectiva masculina dentro do tópico) de hoje, são os fracos que não estão nem lá, nem cá, mas no meio de um tornado sem fim, imersos na merda, sem pulso firme e com graves problemas para resolver - FALO PELA 'PORRA' DA EXPERIÊNCIA PRÓPRIA.

Por quê, então, os homens estão tendo tanto problema com HOCD? Primeiro por causa do P, depois pela própria criação. Estive lendo uma análise psicológica sobre mães abusivas (agora a merda entra no tubo de vento). Eu tive uma e hoje estou dentro do olho do furacão. Vamos aos fatos, ou sintomas:
1 - Homens fracos, sem iniciativa e indecisos.
2 - Homens cheio de medos irracionais
3 - Síndrome do pânico, distúrbios do sono
4 - culpa eterna
5 - auto estima que parece um esquilo pisoteado por um elefante

o que elas fazem:

ameaçam, impõe as vontades e ideias, culpam os filhos por tudo, destroem a privacidade (e relacionamentos), desconfiança extrema, subestimação das capacidades do filho, não pedem desculpa (sacro santas), agridem (quase sempre com tapas na cara).

Mesmo assim, passam uma imagem de que está tudo bem. Minha vida está aí, mas nem arranhei a superfície. No caso, estou tendo que APRENDER A SER MACHO. Eu nunca soube o que é isso, pois eu fui feito para ser uma menina, com valores de menina. Se você tem HOCD, investigue se isso não foi uma coisa do seu passado. O meu foi esse.

Não sinta vergonha de nada, mesmo que você tenha tido os episódios mais sujos, pois você é tão vítima da situação atual quanto se pode afirmar que o céu é azul. Apenas vá se concertar e passe a ser o homem macho que você enxerga. 'Foda-se' o que aconteceu, o que importa é o agora.

Olá Ulissis,

Gostei do seu relato, acho que tem muito a ver com a minha situação.

Só me explica uma coisa, por favor, o que você quis dizer com a expressão "mãe abusiva".

Abraço.

Meu grande, a mãe abusiva é, para todos os efeitos, uma pessoa de dupla face que parece santa, mas é uma pessoa tirânica dentro de casa. Existem muitos vídeos disso no YouTube. Veja lá, por favor, e tente entender isso, pois nem todos podem compreender isso, a menos que tenham uma. Elas abusam literalmente do fato de serem mães e sugam a vida do filho. Analise isso de mente aberta, pois muitas pessoas jamais compreenderão isso se tiveram uma mãe amorosa e cuidadosa.

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16/11/2020, 15:09
Olá amigo,

Te perguntei porque justamente eu acho que tive uma mãe assim, como você descreveu.

E isso pode ter favorecido a minha inserção nesse mundo tenebroso da PMO.

Eu possuo todos esses sintomas que você descreveu dos filhos de uma mãe abusiva.

Paciência, vamos nos ajudando mutuamente, e vamos compartilhando experiências.

Forte abraço amigo.

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18/11/2020, 14:35
Fala Ulisses, beleza?

Cara me identifiquei com seu relato pelo fato da mãe abusiva. Não posso dizer que minha mãe foi como a sua, mas eu passei uns bons perrengues na mão dela. Meu pai sempre trabalhou fora e ela que cuidava de mim, meu pai abaixava a cabeça pq ele é mais calado, na dele, e evitava a treta com ela pq ele já conhecia a fera né. Eu como uma criança besta que me fodia.

Ela me batia por qualquer coisa, estava sempre em uma bipolaridade, mas existia muito mais cobrança e ataque do que carinho, eu tinha q estudar mais, decorar os livros, se não fazia apanhava. Não tinha privacidade alguma pq ela investigava até minhas cuecas. Quando eu trabalhei pela primeira vez fora, com meus 14 anos, todo o mísero dinheiro que eu ganhava ficava guardado por ela e eu tinha que pedir pra usar meu próprio dinheiro e justificar com o que ia usar. Cresci com medo, tinha medo de fazer tudo por achar que ela iria reprovar, que eu nunca seria bom o suficiente. Não brincava na rua por medo dela ir atrás de mim e me passar vergonha na frente da molecada (isso aconteceu algumas vezes). Não arrumava nada com as meninas pois ela me passava medo, dizia que eu tinha que estudar e não namorar, e que se eu aparecesse lá com mulher ela ia me bater, que não ia cuidar de filho meu e mais um monte de terror. Eu tinha medo de levar minha primeira namorada lá, pois ela fazia grosserias com ela, sem nenhuma empatia comigo. Era um inferno. Além de tudo ela questionava minha orientação sexual várias vezes, só por eu ter alguns "trejeitos" como por a mão na cintura.

Com uns 14 anos comecei a me drogar e só aí eu me sentia liberto. Maconha, cigarro, cachaça e pornografia.
Pouco tempo depois começaram as crises de ansiedade, síndrome do panico. Pois ela me passava mais medo ainda, eu tinha medo dela me descobrir fumando maconha, e quando ela descobriu fez um inferno em minha vida, tocava o terror dizia que a polícia ia me pegar e que ela mesmo ia mandar eles atrás de mim. Aí era batata, bastava fumar um que vinham as paranóias.

Pra você ter noção cara, eu não tenho religião como você, respeito qualquer religião, mas não tenho, só tenho fé na vida e em um mundo melhor, mas nunca desrespeito nenhuma crença. Ela descobriu que eu era assim com 12 anos e chorou, disse que eu tinha acabado com a vida dela, simplesmente pq eu não era cristão cara, mas no fundo eu seguia muito mais a filosofia de Cristo que ela rs.
Era comum ela me culpar todo dia por ela sofrer, frases como "filho não gosta de mãe", "você quer me ver morrer de desgosto", "você não ama ninguém, nem sua própria mãe" eram comuns, todo santo dia.

Enfim, tive síndrome do Pânico, mais tarde entrei em uma paranóia imensa de que eu realmente não amava ninguém, pelas coisas q ela me falava, fiquei meses achando q eu era um psicopata, pensei até em me internar. Depois na faculdade tomei uma droga sintética e fiquei muito louco, e então desenvolvi uma paranóia de que eu tinha ficado louco pra sempre. Essa paranóia durou uns 7 meses, foi um dos meus piores infernos, cogitei suicídio várias vezes, a sorte que minha atual namorada já estava comigo na época e me ajudou, me levou em uma psicóloga e um mês depois eu estava "curado". Bastou ela me dizer "se você fosse louco não questionaria isso". Tenho certeza que tive tanto medo de ficar esquizofrênico pq minha mãe sempre dizia q um dia eu ia ficar louco pra sempre por fumar maconha...

Tempos depois tive algumas paranóias de achar q eu era pedofilo, ou que tinha câncer, pois sou fumante de cigarro. Até que desenvolvi uma paranóia de achar que não amo minha namorada. Essa tem culpa na pornografia, pois eu ficava fetichizando tudo q é mulher e acabei achando que não amava a minha, nunca achava q ela era "libertina" o suficiente, eu queria mais e mais. Só que ao mesmo tempo eu só namorei com ela por ela ser menos promíscua kkk pois não gosto de gente promíscua demais, não sinto confiança, sei lá.

Quando me toquei q minha namorada era a mulher ideal pra mim, desenvolvi a paranóia de ser homossexual, bi ou trans. Pois pensei "se ela é perfeita, então só pode ser que eu não seja hétero!"

Aí já era amigão, tô numa bosta com esses pensamentos a quase 2 anos, as vezes eles somem, tinham ficado mais calados, mas agora na pandemia o bicho pegou, vieram com tudo.

E parece que agora eu nem penso mais em questão sexual. Fico questionando o tempo todo "será que eu gostaria de levar uma vida com um homem?" "Será que não gosto das mulheres" e etc e tal... 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Chegou ao ponto de uma ansiedade tão extrema que não consigo tocar minha namorada sem me sentir culpado, sem sentir que estou "forçando" minha heterossexualidade, e aí é um ciclo, pois quanto menos toco ela, mais sinto que não gosto e isso nunca termina. Já conversei com ela e ela me apoia acima de tudo, é uma mulher incrível. Mas essa dúvida me mata.

Nunca fui diagnosticado com TOC, pois só fui uma vez ao psiquiatra e foi na adolescência quando ele me deu diagnóstico de TAG e Síndrome do Pânico.
Apesar disso disconfio muito que eu esteja sofrendo apenas uma paranóia pois meu histórico é bem expressivo nesse sentido né.
Mesmo assim não consigo me convencer, fico pensando que essa coisa de HOCD é coisa de quem nega a própria orientação, quem não se aceita e etc, penso isso sobre mim e sobre os outros, mas de forma meio "irracional", afinal dúvido de tudo o que penso o tempo todo, sofro constantemente com despersonalização, não sei quem sou eu, não sei oq é verdade ou mentira, etc.

Atualmente fico o tempo todo pensando que tenho que assumir minha homossexualidade que eu nem consigo acreditar que seja real, mas parece que criei uma compulsão de precisar me assumir para acabar com isso, para me libertar dessa dúvida cruel. Estou num poço de merda amigo, mas lutando pra não me afogar.

Desculpe o enorme texto em deu diário, sinta-se a vontade para ler o meu. Boa sorte pra nós, que perdoemos nossas mães pois somos seres melhores que éramos ontem e o perdão é evolução. Que consigamos vencer a luta.

PS: Sou mais novo que vocês um pouco. Estou chegando aos 24. Minha maior dificuldade tem sido não me testar com pornografia ou imagens pra tentar sanar a dúvida da orientação sexual. Pois de resto não quero nunca mais me envolver com essa industria suja.
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20/11/2020, 14:56
Seu Madruga escreveu:Fala Ulisses, beleza?

Cara me identifiquei com seu relato pelo fato da mãe abusiva. Não posso dizer que minha mãe foi como a sua, mas eu passei uns bons perrengues na mão dela. Meu pai sempre trabalhou fora e ela que cuidava de mim, meu pai abaixava a cabeça pq ele é mais calado, na dele, e evitava a treta com ela pq ele já conhecia a fera né. Eu como uma criança besta que me fodia.

Ela me batia por qualquer coisa, estava sempre em uma bipolaridade, mas existia muito mais cobrança e ataque do que carinho, eu tinha q estudar mais, decorar os livros, se não fazia apanhava. Não tinha privacidade alguma pq ela investigava até minhas cuecas. Quando eu trabalhei pela primeira vez fora, com meus 14 anos, todo o mísero dinheiro que eu ganhava ficava guardado por ela e eu tinha que pedir pra usar meu próprio dinheiro e justificar com o que ia usar. Cresci com medo, tinha medo de fazer tudo por achar que ela iria reprovar, que eu nunca seria bom o suficiente. Não brincava na rua por medo dela ir atrás de mim e me passar vergonha na frente da molecada (isso aconteceu algumas vezes). Não arrumava nada com as meninas pois ela me passava medo, dizia que eu tinha que estudar e não namorar, e que se eu aparecesse lá com mulher ela ia me bater, que não ia cuidar de filho meu e mais um monte de terror. Eu tinha medo de levar minha primeira namorada lá, pois ela fazia grosserias com ela, sem nenhuma empatia comigo. Era um inferno. Além de tudo ela questionava minha orientação sexual várias vezes, só por eu ter alguns "trejeitos" como por a mão na cintura.

Com uns 14 anos comecei a me drogar e só aí eu me sentia liberto. Maconha, cigarro, cachaça e pornografia.
Pouco tempo depois começaram as crises de ansiedade, síndrome do panico. Pois ela me passava mais medo ainda, eu tinha medo dela me descobrir fumando maconha, e quando ela descobriu fez um inferno em minha vida, tocava o terror dizia que a polícia ia me pegar e que ela mesmo ia mandar eles atrás de mim. Aí era batata, bastava fumar um que vinham as paranóias.

Pra você ter noção cara, eu não tenho religião como você, respeito qualquer religião, mas não tenho, só tenho fé na vida e em um mundo melhor, mas nunca desrespeito nenhuma crença. Ela descobriu que eu era assim com 12 anos e chorou, disse que eu tinha acabado com a vida dela, simplesmente pq eu não era cristão cara, mas no fundo eu seguia muito mais a filosofia de Cristo que ela rs.
Era comum ela me culpar todo dia por ela sofrer, frases como "filho não gosta de mãe", "você quer me ver morrer de desgosto", "você não ama ninguém, nem sua própria mãe" eram comuns, todo santo dia.

Enfim, tive síndrome do Pânico, mais tarde entrei em uma paranóia imensa de que eu realmente não amava ninguém, pelas coisas q ela me falava, fiquei meses achando q eu era um psicopata, pensei até em me internar. Depois na faculdade tomei uma droga sintética e fiquei muito louco, e então desenvolvi uma paranóia de que eu tinha ficado louco pra sempre. Essa paranóia durou uns 7 meses, foi um dos meus piores infernos, cogitei suicídio várias vezes, a sorte que minha atual namorada já estava comigo na época e me ajudou, me levou em uma psicóloga e um mês depois eu estava "curado". Bastou ela me dizer "se você fosse louco não questionaria isso". Tenho certeza que tive tanto medo de ficar esquizofrênico pq minha mãe sempre dizia q um dia eu ia ficar louco pra sempre por fumar maconha...

Tempos depois tive algumas paranóias de achar q eu era pedofilo, ou que tinha câncer, pois sou fumante de cigarro. Até que desenvolvi uma paranóia de achar que não amo minha namorada. Essa tem culpa na pornografia, pois eu ficava fetichizando tudo q é mulher e acabei achando que não amava a minha, nunca achava q ela era "libertina" o suficiente, eu queria mais e mais. Só que ao mesmo tempo eu só namorei com ela por ela ser menos promíscua kkk pois não gosto de gente promíscua demais, não sinto confiança, sei lá.

Quando me toquei q minha namorada era a mulher ideal pra mim, desenvolvi a paranóia de ser homossexual, bi ou trans. Pois pensei "se ela é perfeita, então só pode ser que eu não seja hétero!"

Aí já era amigão, tô numa bosta com esses pensamentos a quase 2 anos, as vezes eles somem, tinham ficado mais calados, mas agora na pandemia o bicho pegou, vieram com tudo.

E parece que agora eu nem penso mais em questão sexual. Fico questionando o tempo todo "será que eu gostaria de levar uma vida com um homem?" "Será que não gosto das mulheres" e etc e tal... 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Chegou ao ponto de uma ansiedade tão extrema que não consigo tocar minha namorada sem me sentir culpado, sem sentir que estou "forçando" minha heterossexualidade, e aí é um ciclo, pois quanto menos toco ela, mais sinto que não gosto e isso nunca termina. Já conversei com ela e ela me apoia acima de tudo, é uma mulher incrível. Mas essa dúvida me mata.

Nunca fui diagnosticado com TOC, pois só fui uma vez ao psiquiatra e foi na adolescência quando ele me deu diagnóstico de TAG e Síndrome do Pânico.
Apesar disso disconfio muito que eu esteja sofrendo apenas uma paranóia pois meu histórico é bem expressivo nesse sentido né.
Mesmo assim não consigo me convencer, fico pensando que essa coisa de HOCD é coisa de quem nega a própria orientação, quem não se aceita e etc, penso isso sobre mim e sobre os outros, mas de forma meio "irracional", afinal dúvido de tudo o que penso o tempo todo, sofro constantemente com despersonalização, não sei quem sou eu, não sei oq é verdade ou mentira, etc.

Atualmente fico o tempo todo pensando que tenho que assumir minha homossexualidade que eu nem consigo acreditar que seja real, mas parece que criei uma compulsão de precisar me assumir para acabar com isso, para me libertar dessa dúvida cruel. Estou num poço de merda amigo, mas lutando pra não me afogar.

Desculpe o enorme texto em deu diário, sinta-se a vontade para ler o meu. Boa sorte pra nós, que perdoemos nossas mães pois somos seres melhores que éramos ontem e o perdão é evolução. Que consigamos vencer a luta.

PS: Sou mais novo que vocês um pouco. Estou chegando aos 24. Minha maior dificuldade tem sido não me testar com pornografia ou imagens pra tentar sanar a dúvida da orientação sexual. Pois de resto não quero nunca mais me envolver com essa industria suja.

Que relato parceiro, que relato!!! Quero te dizer umas palavras. Você é forte e nao precisa ficar nesses pensamentos de "assumir". Você é foda e saiba que é. Gostaria de indicar a voce e aos meus amigos aqui O Corpo Explica. Vou atender profissionalmente a pessoas com isso em breve, pois estou na formação. Posso ajudar você pq estou ME AJUDANDO. Me procure e passarei meu contato a você.

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20/11/2020, 20:17
Seu Madruga escreveu:Fala Ulisses, beleza?

Cara me identifiquei com seu relato pelo fato da mãe abusiva. Não posso dizer que minha mãe foi como a sua, mas eu passei uns bons perrengues na mão dela. Meu pai sempre trabalhou fora e ela que cuidava de mim, meu pai abaixava a cabeça pq ele é mais calado, na dele, e evitava a treta com ela pq ele já conhecia a fera né. Eu como uma criança besta que me fodia.

Ela me batia por qualquer coisa, estava sempre em uma bipolaridade, mas existia muito mais cobrança e ataque do que carinho, eu tinha q estudar mais, decorar os livros, se não fazia apanhava. Não tinha privacidade alguma pq ela investigava até minhas cuecas. Quando eu trabalhei pela primeira vez fora, com meus 14 anos, todo o mísero dinheiro que eu ganhava ficava guardado por ela e eu tinha que pedir pra usar meu próprio dinheiro e justificar com o que ia usar. Cresci com medo, tinha medo de fazer tudo por achar que ela iria reprovar, que eu nunca seria bom o suficiente. Não brincava na rua por medo dela ir atrás de mim e me passar vergonha na frente da molecada (isso aconteceu algumas vezes). Não arrumava nada com as meninas pois ela me passava medo, dizia que eu tinha que estudar e não namorar, e que se eu aparecesse lá com mulher ela ia me bater, que não ia cuidar de filho meu e mais um monte de terror. Eu tinha medo de levar minha primeira namorada lá, pois ela fazia grosserias com ela, sem nenhuma empatia comigo. Era um inferno. Além de tudo ela questionava minha orientação sexual várias vezes, só por eu ter alguns "trejeitos" como por a mão na cintura.

Com uns 14 anos comecei a me drogar e só aí eu me sentia liberto. Maconha, cigarro, cachaça e pornografia.
Pouco tempo depois começaram as crises de ansiedade, síndrome do panico. Pois ela me passava mais medo ainda, eu tinha medo dela me descobrir fumando maconha, e quando ela descobriu fez um inferno em minha vida, tocava o terror dizia que a polícia ia me pegar e que ela mesmo ia mandar eles atrás de mim. Aí era batata, bastava fumar um que vinham as paranóias.

Pra você ter noção cara, eu não tenho religião como você, respeito qualquer religião, mas não tenho, só tenho fé na vida e em um mundo melhor, mas nunca desrespeito nenhuma crença. Ela descobriu que eu era assim com 12 anos e chorou, disse que eu tinha acabado com a vida dela, simplesmente pq eu não era cristão cara, mas no fundo eu seguia muito mais a filosofia de Cristo que ela rs.
Era comum ela me culpar todo dia por ela sofrer, frases como "filho não gosta de mãe", "você quer me ver morrer de desgosto", "você não ama ninguém, nem sua própria mãe" eram comuns, todo santo dia.

Enfim, tive síndrome do Pânico, mais tarde entrei em uma paranóia imensa de que eu realmente não amava ninguém, pelas coisas q ela me falava, fiquei meses achando q eu era um psicopata, pensei até em me internar. Depois na faculdade tomei uma droga sintética e fiquei muito louco, e então desenvolvi uma paranóia de que eu tinha ficado louco pra sempre. Essa paranóia durou uns 7 meses, foi um dos meus piores infernos, cogitei suicídio várias vezes, a sorte que minha atual namorada já estava comigo na época e me ajudou, me levou em uma psicóloga e um mês depois eu estava "curado". Bastou ela me dizer "se você fosse louco não questionaria isso". Tenho certeza que tive tanto medo de ficar esquizofrênico pq minha mãe sempre dizia q um dia eu ia ficar louco pra sempre por fumar maconha...

Tempos depois tive algumas paranóias de achar q eu era pedofilo, ou que tinha câncer, pois sou fumante de cigarro. Até que desenvolvi uma paranóia de achar que não amo minha namorada. Essa tem culpa na pornografia, pois eu ficava fetichizando tudo q é mulher e acabei achando que não amava a minha, nunca achava q ela era "libertina" o suficiente, eu queria mais e mais. Só que ao mesmo tempo eu só namorei com ela por ela ser menos promíscua kkk pois não gosto de gente promíscua demais, não sinto confiança, sei lá.

Quando me toquei q minha namorada era a mulher ideal pra mim, desenvolvi a paranóia de ser homossexual, bi ou trans. Pois pensei "se ela é perfeita, então só pode ser que eu não seja hétero!"

Aí já era amigão, tô numa bosta com esses pensamentos a quase 2 anos, as vezes eles somem, tinham ficado mais calados, mas agora na pandemia o bicho pegou, vieram com tudo.

E parece que agora eu nem penso mais em questão sexual. Fico questionando o tempo todo "será que eu gostaria de levar uma vida com um homem?" "Será que não gosto das mulheres" e etc e tal... 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Chegou ao ponto de uma ansiedade tão extrema que não consigo tocar minha namorada sem me sentir culpado, sem sentir que estou "forçando" minha heterossexualidade, e aí é um ciclo, pois quanto menos toco ela, mais sinto que não gosto e isso nunca termina. Já conversei com ela e ela me apoia acima de tudo, é uma mulher incrível. Mas essa dúvida me mata.

Nunca fui diagnosticado com TOC, pois só fui uma vez ao psiquiatra e foi na adolescência quando ele me deu diagnóstico de TAG e Síndrome do Pânico.
Apesar disso disconfio muito que eu esteja sofrendo apenas uma paranóia pois meu histórico é bem expressivo nesse sentido né.
Mesmo assim não consigo me convencer, fico pensando que essa coisa de HOCD é coisa de quem nega a própria orientação, quem não se aceita e etc, penso isso sobre mim e sobre os outros, mas de forma meio "irracional", afinal dúvido de tudo o que penso o tempo todo, sofro constantemente com despersonalização, não sei quem sou eu, não sei oq é verdade ou mentira, etc.

Atualmente fico o tempo todo pensando que tenho que assumir minha homossexualidade que eu nem consigo acreditar que seja real, mas parece que criei uma compulsão de precisar me assumir para acabar com isso, para me libertar dessa dúvida cruel. Estou num poço de merda amigo, mas lutando pra não me afogar.

Desculpe o enorme texto em deu diário, sinta-se a vontade para ler o meu. Boa sorte pra nós, que perdoemos nossas mães pois somos seres melhores que éramos ontem e o perdão é evolução. Que consigamos vencer a luta.

PS: Sou mais novo que vocês um pouco. Estou chegando aos 24. Minha maior dificuldade tem sido não me testar com pornografia ou imagens pra tentar sanar a dúvida da orientação sexual. Pois de resto não quero nunca mais me envolver com essa industria suja.

Olá amigo,

Minha mãe foi bem parecida com a sua. Identifiquei várias semelhanças.

É uma situação complicada. Que Deus te ajude.

Abraço.

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20/11/2020, 21:48
euvouvencer escreveu:
Seu Madruga escreveu:Fala Ulisses, beleza?

Cara me identifiquei com seu relato pelo fato da mãe abusiva. Não posso dizer que minha mãe foi como a sua, mas eu passei uns bons perrengues na mão dela. Meu pai sempre trabalhou fora e ela que cuidava de mim, meu pai abaixava a cabeça pq ele é mais calado, na dele, e evitava a treta com ela pq ele já conhecia a fera né. Eu como uma criança besta que me fodia.

Ela me batia por qualquer coisa, estava sempre em uma bipolaridade, mas existia muito mais cobrança e ataque do que carinho, eu tinha q estudar mais, decorar os livros, se não fazia apanhava. Não tinha privacidade alguma pq ela investigava até minhas cuecas. Quando eu trabalhei pela primeira vez fora, com meus 14 anos, todo o mísero dinheiro que eu ganhava ficava guardado por ela e eu tinha que pedir pra usar meu próprio dinheiro e justificar com o que ia usar. Cresci com medo, tinha medo de fazer tudo por achar que ela iria reprovar, que eu nunca seria bom o suficiente. Não brincava na rua por medo dela ir atrás de mim e me passar vergonha na frente da molecada (isso aconteceu algumas vezes). Não arrumava nada com as meninas pois ela me passava medo, dizia que eu tinha que estudar e não namorar, e que se eu aparecesse lá com mulher ela ia me bater, que não ia cuidar de filho meu e mais um monte de terror. Eu tinha medo de levar minha primeira namorada lá, pois ela fazia grosserias com ela, sem nenhuma empatia comigo. Era um inferno. Além de tudo ela questionava minha orientação sexual várias vezes, só por eu ter alguns "trejeitos" como por a mão na cintura.

Com uns 14 anos comecei a me drogar e só aí eu me sentia liberto. Maconha, cigarro, cachaça e pornografia.
Pouco tempo depois começaram as crises de ansiedade, síndrome do panico. Pois ela me passava mais medo ainda, eu tinha medo dela me descobrir fumando maconha, e quando ela descobriu fez um inferno em minha vida, tocava o terror dizia que a polícia ia me pegar e que ela mesmo ia mandar eles atrás de mim. Aí era batata, bastava fumar um que vinham as paranóias.

Pra você ter noção cara, eu não tenho religião como você, respeito qualquer religião, mas não tenho, só tenho fé na vida e em um mundo melhor, mas nunca desrespeito nenhuma crença. Ela descobriu que eu era assim com 12 anos e chorou, disse que eu tinha acabado com a vida dela, simplesmente pq eu não era cristão cara, mas no fundo eu seguia muito mais a filosofia de Cristo que ela rs.
Era comum ela me culpar todo dia por ela sofrer, frases como "filho não gosta de mãe", "você quer me ver morrer de desgosto", "você não ama ninguém, nem sua própria mãe" eram comuns, todo santo dia.

Enfim, tive síndrome do Pânico, mais tarde entrei em uma paranóia imensa de que eu realmente não amava ninguém, pelas coisas q ela me falava, fiquei meses achando q eu era um psicopata, pensei até em me internar. Depois na faculdade tomei uma droga sintética e fiquei muito louco, e então desenvolvi uma paranóia de que eu tinha ficado louco pra sempre. Essa paranóia durou uns 7 meses, foi um dos meus piores infernos, cogitei suicídio várias vezes, a sorte que minha atual namorada já estava comigo na época e me ajudou, me levou em uma psicóloga e um mês depois eu estava "curado". Bastou ela me dizer "se você fosse louco não questionaria isso". Tenho certeza que tive tanto medo de ficar esquizofrênico pq minha mãe sempre dizia q um dia eu ia ficar louco pra sempre por fumar maconha...

Tempos depois tive algumas paranóias de achar q eu era pedofilo, ou que tinha câncer, pois sou fumante de cigarro. Até que desenvolvi uma paranóia de achar que não amo minha namorada. Essa tem culpa na pornografia, pois eu ficava fetichizando tudo q é mulher e acabei achando que não amava a minha, nunca achava q ela era "libertina" o suficiente, eu queria mais e mais. Só que ao mesmo tempo eu só namorei com ela por ela ser menos promíscua kkk pois não gosto de gente promíscua demais, não sinto confiança, sei lá.

Quando me toquei q minha namorada era a mulher ideal pra mim, desenvolvi a paranóia de ser homossexual, bi ou trans. Pois pensei "se ela é perfeita, então só pode ser que eu não seja hétero!"

Aí já era amigão, tô numa bosta com esses pensamentos a quase 2 anos, as vezes eles somem, tinham ficado mais calados, mas agora na pandemia o bicho pegou, vieram com tudo.

E parece que agora eu nem penso mais em questão sexual. Fico questionando o tempo todo "será que eu gostaria de levar uma vida com um homem?" "Será que não gosto das mulheres" e etc e tal... 24 horas por dia, 7 dias por semana.

Chegou ao ponto de uma ansiedade tão extrema que não consigo tocar minha namorada sem me sentir culpado, sem sentir que estou "forçando" minha heterossexualidade, e aí é um ciclo, pois quanto menos toco ela, mais sinto que não gosto e isso nunca termina. Já conversei com ela e ela me apoia acima de tudo, é uma mulher incrível. Mas essa dúvida me mata.

Nunca fui diagnosticado com TOC, pois só fui uma vez ao psiquiatra e foi na adolescência quando ele me deu diagnóstico de TAG e Síndrome do Pânico.
Apesar disso disconfio muito que eu esteja sofrendo apenas uma paranóia pois meu histórico é bem expressivo nesse sentido né.
Mesmo assim não consigo me convencer, fico pensando que essa coisa de HOCD é coisa de quem nega a própria orientação, quem não se aceita e etc, penso isso sobre mim e sobre os outros, mas de forma meio "irracional", afinal dúvido de tudo o que penso o tempo todo, sofro constantemente com despersonalização, não sei quem sou eu, não sei oq é verdade ou mentira, etc.

Atualmente fico o tempo todo pensando que tenho que assumir minha homossexualidade que eu nem consigo acreditar que seja real, mas parece que criei uma compulsão de precisar me assumir para acabar com isso, para me libertar dessa dúvida cruel. Estou num poço de merda amigo, mas lutando pra não me afogar.

Desculpe o enorme texto em deu diário, sinta-se a vontade para ler o meu. Boa sorte pra nós, que perdoemos nossas mães pois somos seres melhores que éramos ontem e o perdão é evolução. Que consigamos vencer a luta.

PS: Sou mais novo que vocês um pouco. Estou chegando aos 24. Minha maior dificuldade tem sido não me testar com pornografia ou imagens pra tentar sanar a dúvida da orientação sexual. Pois de resto não quero nunca mais me envolver com essa industria suja.

Olá amigo,

Minha mãe foi bem parecida com a sua. Identifiquei várias semelhanças.

É uma situação complicada. Que Deus te ajude.

Abraço.


É MANO. QUERO MUITO DAR UMA VIRADA NA VIDA. VOCÊ E EU VENCEREMOS ISSO CUSTE O QUE CUSTAR

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21/11/2020, 01:06
Olá ulissis.

Vou descordar um pouco de você, sempre no bom respeito, tudo bem?

Já tive depressão, síndrome de HOCD (inclusive já tentei relacionamento homo na adolescência para me descobrir), tenho TDAH, usava drogas (só não usei crack), consumia PMO de 2 a 3 vezes por dia e até mais. Bebia quase todos os dias (quase virei alcoólatra), além da droga, cheguei num período da minha vida que fumava quase um maço de cigarro por dia. Não tinha amigos e fui ter minha primeira namoradinha mesmo no inicio do ensino médio, e isso foi por causa que ela tinha pedido. Falta de confiança para qualquer coisa, além que me achava incapaz de tudo que eu fazia. Ansiedade para quase ter um treco. Indecisões, inseguranças, medos e muito mais que poderia ficar escrevendo um livro.

E sabe quem foi o principal causador disso tudo? O meu pai extremamente abusivo e autoritário. Sim eu tive um pai até que presente na minha vida, porém era um pai apenas que me trouxe bens materiais. Tive que aprender a ser homem por mim mesmo e exatamente todos os comportamentos que ele tinha com os filhos e com a ex-esposa eram exatamente um exemplo de como não ser um pai de família. Apanhei bastante viu.

Inclusive ainda hoje em dia, mesmo eu tendo 27 anos ele ainda tenta controlar a minha vida e quando ele não consegue ele faz o possível me deixar para baixo e desprezar todas as minhas conquistas. Nunca me deu um parabéns ou me incentivou de nada, na verdade ele diz que não faço qualquer diferença em casa. Minha faculdade finalizada, minha empresa, meu apartamento, minha moto e outra coisas que consegui, ele diz que não é nada e despreza toda e qualquer conquista. Minha namorada? Ele nem toca no nome ou pede que almoçamos juntos com ele num domingo por exemplo. E tudo isso conquistei por próprio mérito e esforço, principalmente na faculdade que trabalhava de dia e estudava de noite, ficava no final do mês com 20 a 30 reais de saldo ainda.

E sinceramente se não fosse minha mãe para me dar apoio e me defender quando eu precisei na infância, era bem possível que já teria me matado e não estaria aqui escrevendo isso para você. E hoje em ele dia está colhendo os frutos, já tendo no currículo duas ex-esposas, 3 de 4 filhos que nem conversam com ele direito, um ainda resiste bravamente fazendo almoço para ele. Uma casa e praticamente morando sozinho.

Quero chegar com tudo isso que não é a figura materna ou paterna que causa tudo isso e sim a criação, seja de pai ou de mãe.  Se um dos dois tem problemas mentais/emocionais e desconta esses problemas nos filhos, é bem provável que filho desenvolva também desordens mentais e se não tratar, leva isso para a vida inteira.

Desculpa desabafar assim no seu diário, mas eu senti que precisa falar isso apenas para que você tenha consciência de que seja com o pai ou sem o pai, com a mãe ou sem mãe, se a criação for tumultuada e bagunçada, estará criando um filho no mesmo caminho.

Grande abraço.

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Começando do Zero. - Página 5 Empty Re: Começando do Zero.

21/11/2020, 19:15
parbat escreveu:Olá ulissis.

Vou descordar um pouco de você, sempre no bom respeito, tudo bem?

Já tive depressão, síndrome de HOCD (inclusive já tentei relacionamento homo na adolescência para me descobrir), tenho TDAH, usava drogas (só não usei crack), consumia PMO de 2 a 3 vezes por dia e até mais. Bebia quase todos os dias (quase virei alcoólatra), além da droga, cheguei num período da minha vida que fumava quase um maço de cigarro por dia. Não tinha amigos e fui ter minha primeira namoradinha mesmo no inicio do ensino médio, e isso foi por causa que ela tinha pedido. Falta de confiança para qualquer coisa, além que me achava incapaz de tudo que eu fazia. Ansiedade para quase ter um treco. Indecisões, inseguranças, medos e muito mais que poderia ficar escrevendo um livro.

E sabe quem foi o principal causador disso tudo? O meu pai extremamente abusivo e autoritário. Sim eu tive um pai até que presente na minha vida, porém era um pai apenas que me trouxe bens materiais. Tive que aprender a ser homem por mim mesmo e exatamente todos os comportamentos que ele tinha com os filhos e com a ex-esposa eram exatamente um exemplo de como não ser um pai de família. Apanhei bastante viu.

Inclusive ainda hoje em dia, mesmo eu tendo 27 anos ele ainda tenta controlar a minha vida e quando ele não consegue ele faz o possível me deixar para baixo e desprezar todas as minhas conquistas. Nunca me deu um parabéns ou me incentivou de nada, na verdade ele diz que não faço qualquer diferença em casa. Minha faculdade finalizada, minha empresa, meu apartamento, minha moto e outra coisas que consegui, ele diz que não é nada e despreza toda e qualquer conquista. Minha namorada? Ele nem toca no nome ou pede que almoçamos juntos com ele num domingo por exemplo. E tudo isso conquistei por próprio mérito e esforço, principalmente na faculdade que trabalhava de dia e estudava de noite, ficava no final do mês com 20 a 30 reais de saldo ainda.

E sinceramente se não fosse minha mãe para me dar apoio e me defender quando eu precisei na infância, era bem possível que já teria me matado e não estaria aqui escrevendo isso para você. E hoje em ele dia está colhendo os frutos, já tendo no currículo duas ex-esposas, 3 de 4 filhos que nem conversam com ele direito, um ainda resiste bravamente fazendo almoço para ele. Uma casa e praticamente morando sozinho.

Quero chegar com tudo isso que não é a figura materna ou paterna que causa tudo isso e sim a criação, seja de pai ou de mãe.  Se um dos dois tem problemas mentais/emocionais e desconta esses problemas nos filhos, é bem provável que filho desenvolva também desordens mentais e se não tratar, leva isso para a vida inteira.

Desculpa desabafar assim no seu diário, mas eu senti que precisa falar isso apenas para que você tenha consciência de que seja com o pai ou sem o pai, com a mãe ou sem mãe, se a criação for tumultuada e bagunçada, estará criando um filho no mesmo caminho.

Grande abraço.

Mano, voce está corretíssimo. Na psicoliogia, a figura materna, quando entra na questão ou espectro do abuso, ela pode feminilizar o filho. Deixei links úteis sobre os estudos desse comportamento, mas não exclui a figura do pai. A tirania do pai (seu caso é exemplo superlativo do caso concreto) faz as vezes de mãe abusiva. Vi inumeros casos de pessoas que desenvolveram o homosexualismo e se metiam em lugares sujos para transar, dos piores possiveis. quando viam o histórico, o pai era um tirano. no caso, a parafilia tem um caminho bem semelhante, mas no caso das mães, o filho homem se liga a ela, assim como a filha se liga ao pai. no fim, a parafilia se desenvolve por caminhos parecidos, mas aqui eu quis expor a sacrosantidade materna e hipocrita que nos cerca, onde várias pessoas endeusam as mães com frases:

mãe é sagrada.

são homens que ainda não cresceram mentalmente (na maioria dos casos). As pessoas ainda não acordaram para a realidade. Precisamos quebrar esse conceito de familia acima de tudo. Isso cria uma falsidade projetada em cima de algo real. Família é importante, mas se supervalorizarmos ela, nos tornaremos escravos disso, como crianças acima dos 30 anos. Quem mais usa isso é a figura materna, e temos um país de casos semelhantes, dentro do aspecto de MÃES ABUSIVAS. Pesquise sobre esse tipo de coisa e verá que é assustador o numero de casos de pessoas que sofreram dentro dessa sombra, mas nunca exclui a figura do pai-deus, onde o que ele diz é necessário registrar num livro sagrado maior que a Bíblia, já que dentro de casa ele é deus.

Assim, ao nos depararmos com casos como o seu, vemos a simples verdade: as pessoas se esqueceram de como criar filhos!!!
aproveitando, estou me especializando nesse tipo de analise que farei on line. quero ajudar as pessoas com o mesmo problema que eu tenho. mas foi de grande valor o seu relato e ele só adiciona valor ao caso. Obrigado por ter passado aqui e deixar sua opinião. foi bem salutar.

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Começando do Zero. - Página 5 Empty o caso do parbat

21/11/2020, 19:35
Galera, o caso do nosso irmão parbat é de extrema importância.

quero explanar isso aqui. Vemos uma figura paterna que é de extrema resistência. O sujeito coleciona desafetos mesmo em casa. Ja vi isso em tantos lugares que nem posso narrar. Mas eu vi algo interessante. Ainda tem filho ajudando o sujeito. Alguns de voces falarão:
"ah, mas não se pode abandonar o sujeito". De fato, não se pode abandonar, mas quando nos tornamos adultos, temos que lembrar de duas coisas:

1 temos vida propria.
2 nossos pais tem a vida deles.

mas fica aquela coisa de tentar tornar nossos pais de filhos. Gente, vivam as suas vidas! deixem seus pais serem independentes. "ah, mas meu papai (mamãe) tem que receber de volta o amor que ele(a) me deu". sim, mas não pessem que voces podem assumir a vida deles. eu, qualquer coisinha, ligava pra minha mãe, mesmo sabendo das coisas erradas que ela fez comigo. quando percebi que eu ainda não havia cortado o cordão umbilical, parei com isso. sou casado e tenho esposa. Seus pais não são seus filhos, nem maridos/esposas de voces. esqueçam isso e vivam.

Não pensem mais no passado e nos abusos. não tente ressucitar o morto. esqueçam o que passou. esqueçam os abusos. esqueçam o que já não existe mais. vivam o agora e permaneçam buscando o progresso. matem o morto bem matado e se certifiquem que será esquecido, no caso, o passado. A menos que seus pais estejam morrendo, continuem a viver suas vidas.

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22/11/2020, 20:39
Gostaria de falar um pouco sobre o meu progresso. Recentemente eu iniciei uma formação profissional na area de analise. Para quem não sabe existe uma tecnica chamada analise corporal. Dificilmente conseguirei explicar isso aqui. No fim do relato, colocarei o link e analisem vocês mesmos. Eu identifiquei os problemas da minha formação e analisei o meu passado inteiro. Descobri mais do que o abuso da minha mãe. Vi que esse abuso moldou minha mente de uma forma que eu tenho vários problemas, inclusive a Ansiedade e os ataques de pânico.

É claro que isso tudo é tratavel com especialistas da area psicológica, mas geralmente os analistas demoram tempo suficiente para que:
1 os pacientes percam a paciência.
2 os pacientes percam dinheiro
3 os pacientes ate mesmo se matem (alguns casos literalmente)

eu comecei a usar a Desvenlafaxina, como já havia dito antes, mas esta substância é muito forte e, advinhem, tive pensamentos suicidas por causa dela. Por duas vezes sufoquei. Meu sono desregulou e me senti mais confuso do que o Sergio Malandro tentando reaver a carteira de habilitação. Muitas outras coisa vieram depois disso, mas minha decepção começou quando a mesma deixou de fazer o efeito desejado, a saber, controlar minha vontade de PMO. Ela falou miseravelmente.

No entanto, comecei a aplicar meus novos conhecimentos na área de analise em mim mesmo e, adivinhem... Funcionou maravilhosamente. Nem posso narrar todos os benefícios aplicados e a quantidade de problemas que resolvi em questão de semana. Para testar meus novos poderes, decidi derrubar os bloqueios. minha decepção maior foi ter conseguido derrubá-los. Mas o desejo de ver PMO foi menor que minha determinação e dos recursos adquiridos com essa técnica poderosa. Ainda estou caminhando dentro do programa mas estou perto de concluir o curso e retirar minha certificação internacional.

Em breve poderei até mesmo atender os casos das pessoas com problemas tais como esse. Haja visto que a melhora de um problema geralmente cria um novo, como eu havia comprovado anteriormente na minha vida, quando deixei de roubar calcinhas no varal para me masturbar. Sempre fui piorando. Mas isso não se dá no programa. Minhas ideias agora estão liberadas, meu potencial esta maior e parei de ficar 24hs do dia na cama. Tudo em mim mudou drasticamente e estou superconfiante. O sexo mudou. Tudo mudou da agua para a Perrie (poderia ser vinho, mas seria Sangue de Boi).

Imagino que os nobres colegas irão ligar o ceticismo, mas garanto que mudei radicalmente. Estou totalmente descoberto, sem nenhum bloqueador e não procurei P, nem me aventurei no MO. Deixo link útil para a pesquisa. Tirem suas conclusões.

+[SEARCH]+[LEAD]&utm_content=AD&utm_medium=[CA01]+-+O+Corpo+Explica&utm_source=ADW]https://lp.ocorpoexplica.com.br/inscricao-v12?gclid=CjwKCAiAtej9BRAvEiwA0UAWXhNodm28bYgt7OEzaFKySdI-zkuVh6XeJt8aBc0NvyxPqgZim7tEUBoCSm8QAvD_BwE&utm_campaign=%5BOCE%5D+%5BSEARCH%5D+%5BLEAD%5D&utm_content=AD&utm_medium=%5BCA01%5D+-+O+Corpo+Explica&utm_source=ADW


Instruções: O programa está funcionando como workshop e é gratuito até dia 24. Se inscreva e assista os 4 vídeos, sem custo. O link do Youtube ajuda a ter um panorama.

https://www.youtube.com/channel/UCTlqNHmHCDSqaxPDNqFS-fA

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Começando do Zero. - Página 5 Empty Re: Começando do Zero.

23/11/2020, 07:23
ulissis escreveu: Galera, o caso do nosso irmão parbat é de extrema importância.

quero explanar isso aqui. Vemos uma figura paterna que é de extrema resistência. O sujeito coleciona desafetos mesmo em casa. Ja vi isso em tantos lugares que nem posso narrar. Mas eu vi algo interessante. Ainda tem filho ajudando o sujeito. Alguns de voces falarão:
"ah, mas não se pode abandonar o sujeito". De fato, não se pode abandonar, mas quando nos tornamos adultos, temos que lembrar de duas coisas:

1 temos vida propria.
2 nossos pais tem a vida deles.

mas fica aquela coisa de tentar tornar nossos pais de filhos. Gente, vivam as suas vidas! deixem seus pais serem independentes. "ah, mas meu papai (mamãe) tem que receber de volta o amor que ele(a) me deu". sim, mas não pessem que voces podem assumir a vida deles. eu, qualquer coisinha, ligava pra minha mãe, mesmo sabendo das coisas erradas que ela fez comigo. quando percebi que eu ainda não havia cortado o cordão umbilical, parei com isso. sou casado e tenho esposa. Seus pais não são seus filhos, nem maridos/esposas de voces. esqueçam isso e vivam.

Não pensem mais no passado e nos abusos. não tente ressucitar o morto. esqueçam o que passou. esqueçam os abusos. esqueçam o que já não existe mais. vivam o agora e permaneçam buscando o progresso. matem o morto bem matado e se certifiquem que será esquecido, no caso, o passado. A menos que seus pais estejam morrendo, continuem a viver suas vidas.


Sábias palavras, é isso mesmo Ulissis.

Forte abraço.

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26/11/2020, 21:27
Olá meu caro.

Primeiramente gostaria de pedir desculpas por demorar tanto a responder. Estive tão ocupado ultimamente que mal tive tempo de atualizar meu próprio diário.

Suas respostas foram tão complexas que vou precisar quebra-las em partes para responde-las como um todo. Vamos lá.

ulissis escreveu:[...]
mãe é sagrada.

são homens que ainda não cresceram mentalmente (na maioria dos casos). As pessoas ainda não acordaram para a realidade.
[...]

Não pude deixar de notar que há uma certa rejeição de sua parte (e até compreensível) de ver o lado sagrado que as mulheres tem no mundo. Principalmente para a questão sentimentalista e intuitiva, ainda mais quando é ligado a natureza e a consciência. Logicamente quando há problemas psicológicos com a mulher inevitavelmente isso transpassará para o filho. Assim como é quando a figura paterna tem problemas.

Concordo plenamente que precisamos crescer e evoluir mentalmente para nos tornar sagrados também. Já somos, mas de certa forma nos desligamos desta natureza sagrada, seja por guerras, ganancia e poder. Há com toda certeza mulheres com essas características destrutivas, mas em grande maioria quem tem esses sentimentos é o homem (querem ver quem tem o membro maior). Estamos dominando o mundo a quantos milênios?

Tenho tentado estudar sobre o sagrado masculino e um dia pretendo montar grupos de reuniões para conseguirmos nos curar, para conseguirmos conversar sobre nossa natureza, sobre como podemos curar o mundo também. Aliais, o planeta precisa muito que nos curamos.

ulissis escreveu:[...]
Precisamos quebrar esse conceito de familia acima de tudo. Isso cria uma falsidade projetada em cima de algo real. Família é importante, mas se supervalorizarmos ela, nos tornaremos escravos disso, como crianças acima dos 30 anos. Quem mais usa isso é a figura materna, e temos um país de casos semelhantes, dentro do aspecto de MÃES ABUSIVAS. Pesquise sobre esse tipo de coisa e verá que é assustador o numero de casos de pessoas que sofreram dentro dessa sombra, mas nunca exclui a figura do pai-deus, onde o que ele diz é necessário registrar num livro sagrado maior que a Bíblia, já que dentro de casa ele é deus.
[...]

Acredito que precisamos evoluir e equilibrar o conceito de família, pois com toda certeza que quando há a super valorização da família a pessoa torna-se um filho de 30 anos que mal sabe cozinhar um arroz ou passar uma camiseta, ou mesmo lavar um banheiro. Quando os pais estão em harmonia consigo mesmo e um com o outro, é um excelente ambiente para o crescimento de um filho, ainda mais quando há o incentivo de ambas as partes para que o filho voe, se torne alguém e evolua pessoalmente sem a dependência dos pais, esse que acredito ser o melhor caminho para evitar tanta porcaria que vemos por aí.

ulissis escreveu:[...]
Assim, ao nos depararmos com casos como o seu, vemos a simples verdade: as pessoas se esqueceram de como criar filhos!!!
[...]

Sinceramente, para mim a humanidade nunca soube como criar filhos. Falei de meu pai e como ele me criou, mas a forma como ele foi criado foi horrorosa. Imagine a 70 anos atrás um menino de 8 anos sendo o mais velho de 7 irmãos, tendo que trabalhar incansavelmente e incessantemente para colocar algo em que comer em casa, numa família pobre, com um pai extremamente abusivo e autoritário (a 100, 200 anos atrás o pai era uma figura-deus dentro da família e as mulheres sequer tinham os direitos que tinham hoje). Lembro de algo que minha avó me contou que uma vez meu pai estava com uma dor tremenda nos dentes e meu avô colocou uma faixa em volta da boca e mandou ele trabalhar... Só imagine como eram as coisas antigamente, só imagine... Será mesmo que um dia soubemos como criar filhos?

ulissis escreveu:[...]
mas fica aquela coisa de tentar tornar nossos pais de filhos. Gente, vivam as suas vidas! deixem seus pais serem independentes. "ah, mas meu papai (mamãe) tem que receber de volta o amor que ele(a) me deu". sim, mas não pessem que voces podem assumir a vida deles. eu, qualquer coisinha, ligava pra minha mãe, mesmo sabendo das coisas erradas que ela fez comigo. quando percebi que eu ainda não havia cortado o cordão umbilical, parei com isso. sou casado e tenho esposa. Seus pais não são seus filhos, nem maridos/esposas de voces. esqueçam isso e vivam.
[...]

Com toda certeza os filhos precisam cortar o cordão umbilical para poder um dia ser pais também, é necessário sim. Concordo plenamente com você de que temos que viver nossas vidas independente de como os pais pensam de nós mesmo.

Precisamos aprender a quebrar a cara nos muros da vida, aprender a lidar com as nossas próprias dificuldades e principalmente aprender a vencer sem depender dos pais.

Só gostaria de deixar uma pequena reflexão. Como é que pretendemos criar nossos filhos e a próxima geração?

Meu caro, um grande abraço e parabéns por todo o seu progresso longe da PMO, mesmo que seja de pais de gêneros diferentes, tivemos sim uma criação em que nossos responsáveis foram abusivos e super protetores, gerando sequelas negativas e feridas profundas. Mas uma coisa eu aprendi, podemos culpar nossos país pela criação que tivemos, mas jamais podemos culpar nossos pais pelos que somos hoje em dia, pois somos responsáveis pelo que desejamos ser do presente em diante. Devemos buscar nos curar dessas chagas independente de como nós fomos criados.

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