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em 17/4/2020, 00:36
Boa noite, pessoal! Vou começar falando o que a maioria aqui fala: meu contato com a pornografia começou no final da infância/começo da adolescência, por volta dos 9/10 anos. Eram tempos onde a pornografia não estava tão enraizada como está hoje e também não era fácil de encontrar como hoje. Existia a internet, mas eu não tinha acesso a ela, então eu tinha esse contato apenas quando algum amigo mostrava. Comecei a ter contato realmente quando meu pai me emprestou o notebook dele, eu devia ter uns 12 anos e não sabia o que era masturbação ainda, e a primeira frase dele quando me emprestou foi: tem uns filmes ai mas não é para você assistir. Bom, falar isso pra alguém é pedir para ela ir atrás, independente do conteúdo, e nem estava bem escondido, estava na pasta Vídeos em documentos. Eu comecei a masturbação com pornografia desde essa época, mas pelo que eu me lembro eu nunca entrava em vídeos online, eu sempre olhava fotos, como playboy, revista sexy, etc. Creio que eu tenha continuado assim até os meus 17 anos, depois disso eu comecei ir atrás dos vídeos e talvez tenha sido essa época que começou o que ocasionou a minha vinda aqui.

Entrei em uma faculdade em outro estado, cerca de 500km de distância da família e isso até que nunca foi um problema. Sempre fui muito tímido, um pessoal da escola me zuava bastante com coisas bestas que até hoje nunca entendi, nunca tinha beijado alguém até os meus 18 anos, situação que mudou quando conheci uma garota na faculdade. Enquanto escrevo isso e escuto uma versão jazz da música Gypsy Woman, eu lembro exatamente do dia: 24 de janeiro de 2014, foi um dos melhores dias da minha vida, além disso nós também transamos nessa data. Vou cortar uma parte que não faz sentido contar aqui. Comecei namorar essa garota no final deste mesmo ano e ocorreu tudo bem na minha sexual por um bom tempo mesmo, até que um dia depois de cerca de 1 ano de relacionamento eu percebi que eu não conseguia mais transar com tanta frequência, sendo que eu escolhia os dias que eu iria ver pornografia e os dias que iria transar e eu tinha percebido que eu tinha que deixar 1 ou 2 dias de "descanso" para tudo funcionar no sexo, como a gente se encontrava em casa apenas nos finais de semana, isso era fácil. Eu tinha uma tabela mental: segunda, terça e quarta: pornografia liberada, quinta: descanso, sexta, sábado e domingo: transávamos pelo menos 1 vez no total nesses 3 dias. E muitas vezes eu consumia pornografia no domingo, após ela ir embora de casa. Quando ela ia em casa durante a semana, eu ficava tenso, pois eu não iria conseguir transar. Eu tinha percebido que isso não era saudável, mas não pensava em como parar facilmente, apenas seguia a vida. Outra coisa que eu tinha percebido é que eu precisava ver vários vídeos para enfim ter prazer. Tudo isso mesmo sabendo de toda a violência que existe na pornografia e era uma coisa que me deixava muito mal mesmo, que vai totalmente contra o que eu penso e defendo. Um dia, rolando o feed do Facebook eu vi um vídeo do Terry Crews falando sobre um vício em pornografia e isso mexeu comigo, pois até então eu não sabia que eu podia ser um viciado. Como eu admiro muito o Terry, tanto pelos trabalhos quanto pela pessoa que ele é, eu levei muito a sério e pensei: poxa, se esse cara passou por isso, como que eu não passaria? Bom, a partir disso eu decidi parar com pornografia e consegui ficar um bom tempo sem, cerca de quase 1 ano. Não posso afirmar que parei 100%, mas reduzi cerca de 95% no mínimo. Nunca soube dessa prática de reboot, estou conhecendo hoje apenas.

Seguindo com o meu relato: uma coisa que eu percebi era que o sexo tinha tornado-se uma obrigação, tanto que eu amava fazer pela manhã para poder ver pornografia depois com a consciência limpa. Caraca, escrevendo tudo isso aqui eu percebo o quanto isso me fez mal e fez eu ficar do jeito que estou hoje. Voltando ao assunto, eu voltei a consumir pornografia no começo de 2018, eu já estava formado, morando com a minha companheira, com um cachorro adotado, um carro (no caso um carro ano 98, mas era um carro) comprado e uma casa montada, tudo com nosso esforço. Não lembro o motivo de ter voltado com a pornografia, talvez pelo estresse de uma vida adulta, pela cobrança dos outros, pela cobrança interna, mas eu sei que nada justifica. Lembro que eu assistia um e pensava: não vou me viciar, é só uma vez e quando me dei conta eu estava tendo uma discussão novamente com a minha companheira sobre eu não querer transar com ela. Eu sempre desviava dessas discussões, mas eram inevitáveis. Transar ficou muito como uma obrigação, o prazer era apenas um detalhe insignificante. Eu lembro que tinha que ter a condição perfeita para transar: dia sem estresse, casa limpa, banho tomado, etc, sendo que antes era só olhar para minha companheira que já estávamos na cama. Aconteceu o que eu mais temia: terminamos o relacionamento de quase 4 anos, pois brigavamos muito por causa disso e uma briga levava a outra que não tinha sentido e isso desgastou muito a gente. Ela sempre tentou entender o motivo de tal desinteresse pelo sexo, ela realmente sempre foi muito compreensiva comigo e eu ficava mal várias vezes por sentir que ela pensava que o problema era ela. Como estávamos quase casados, a separação é mais longa e eu acabei indo viajar para deixar ela mais tranquila. Com isso, nos aproximamos novamente e acabamos voltando, isso foi no final de 2018.

Agora eu começo a encerrar minha história. Eu havia prometido a minha companheira que iria melhorar e entender o meu desinteresse pelo sexo. Coisa que eu não fiz, caso contrário não estaria aqui. Bom, continuei com o consumo de pornografia e comecei a questionar minha orientação sexual e tenho isso até o dia de hoje. Como era de se esperar, o meu relacionamento não continuou e acabamos terminando em agosto de 2019. Isso fez eu me afundar mais na pornografia, pois eu pensei: já estou solteiro mesmo, então que se foda tudo isso. Fui bem irresponsável e acabei sofrendo mais pra frente. No final de 2019, já na cidade onde minha mãe mora, eu conheci uma garota pelo Tinder e começamos a conversar, achei e ainda acho ela incrível e assustadoramente parecida comigo com os pensamentos e jeito de agir. Ela também estava se recuperando de um relacionamento e decidimos que não era bom a gente se envolver e eu achei legal, já que eu realmente não estava ok com tudo ainda. Acabei mudando de cidade novamente, no finalzinho de 2019, por causa de um trabalho. No carnaval deste ano, essa garota que conheci veio aqui me ver e eu não consegui transar com ela, mesmo ficando excitado enquanto nos beijamos, eu me senti tão mal com isso (a garota é incrível e eu acho ela linda) que acabei tomando um remédio para disfunção erétil e por fim consegui transar no outro dia. Com isso tudo, eu comecei a pensar que eu tinha algum problema, com testosterona ou algo no coração que faz minha circulação não funcionar direito, mas com pornografia nunca tive problema, principalmente com vídeos com trans, coisa que faz eu duvidar da minha orientação sexual. O que não seria problema algum eu descobrir/perceber que não sou apenas hetero, mas sim bisexual. Porém, eu nunca tive prazer em olhar pornografia assim e nem ao mesmo tenho interesse em me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Felizmente, hoje, enquanto eu estava no youtube apareceu um video do TEDx Talks com o título: "Como A Pornografia Quase Me Matou Como Artista", como eu não tinha nada pra fazer eu assisti o video e descobri essa técnica de reboot. Pesquisei no google e achei esse fórum, li sobre tudo que vocês recomendam e fiz meu contador, bloquiei os sites que eu acessava, no próprio sistema operacional (nunca vi pornografia no celular, então não vi necessidade de ir atrás disso), desinstalei o Tinder e talvez eu desative o Instagram (voltei essa semana pra ele, pois eu tinha desativado já, mas como só sigo contas de amigos muito próximos, tirinhas, tatuagens e cachorros, não vejo necessidade disso), não tenho Facebook faz um tempo também. Estou determinado a fazer o reboot. Meu único medo é essa quarentena que enfrentamos, não tenho onde descarregar minhas energias, eu escalava toda semana e isso está fazendo MUITA falta, talvez eu tente em andar de patins na quadra do prédio (se permitirem).

Pessoal, desculpe o texto longo, mas escrever tudo isso fez eu tirar uma tensão enorme, é como desabafar, coisa que eu nunca fiz sobre esse assunto. Caso tenham dicas para enfrentar um reboot, 100% em casa trabalhando no computador, eu aceito e agradeço de coração.

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em 17/4/2020, 09:13
Blz Colorado, os moderadores vão passar as instruções básicas. Que bom que percebeu o vício em PMO. Indico começar o reboot,  a P embaralha nossos pensamentos. Com um bom tempo de reboot sua mente ira limpar e vc terá mais ciência das suas escolhas. Foca na recuperação.

Acompanhando,
Abraço.

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em 17/4/2020, 13:19
Colorado escreveu:Boa noite, pessoal! Vou começar falando o que a maioria aqui fala: meu contato com a pornografia começou no final da infância/começo da adolescência, por volta dos 9/10 anos. Eram tempos onde a pornografia não estava tão enraizada como está hoje e também não era fácil de encontrar como hoje. Existia a internet, mas eu não tinha acesso a ela, então eu tinha esse contato apenas quando algum amigo mostrava. Comecei a ter contato realmente quando meu pai me emprestou o notebook dele, eu devia ter uns 12 anos e não sabia o que era masturbação ainda, e a primeira frase dele quando me emprestou foi: tem uns filmes ai mas não é para você assistir. Bom, falar isso pra alguém é pedir para ela ir atrás, independente do conteúdo, e nem estava bem escondido, estava na pasta Vídeos em documentos. Eu comecei a masturbação com pornografia desde essa época, mas pelo que eu me lembro eu nunca entrava em vídeos online, eu sempre olhava fotos, como playboy, revista sexy, etc. Creio que eu tenha continuado assim até os meus 17 anos, depois disso eu comecei ir atrás dos vídeos e talvez tenha sido essa época que começou o que ocasionou a minha vinda aqui.

Entrei em uma faculdade em outro estado, cerca de 500km de distância da família e isso até que nunca foi um problema. Sempre fui muito tímido, um pessoal da escola me zuava bastante com coisas bestas que até hoje nunca entendi, nunca tinha beijado alguém até os meus 18 anos, situação que mudou quando conheci uma garota na faculdade. Enquanto escrevo isso e escuto uma versão jazz da música Gypsy Woman, eu lembro exatamente do dia: 24 de janeiro de 2014, foi um dos melhores dias da minha vida, além disso nós também transamos nessa data. Vou cortar uma parte que não faz sentido contar aqui. Comecei namorar essa garota no final deste mesmo ano e ocorreu tudo bem na minha sexual por um bom tempo mesmo, até que um dia depois de cerca de 1 ano de relacionamento eu percebi que eu não conseguia mais transar com tanta frequência, sendo que eu escolhia os dias que eu iria ver pornografia e os dias que iria transar e eu tinha percebido que eu tinha que deixar 1 ou 2 dias de "descanso" para tudo funcionar no sexo, como a gente se encontrava em casa apenas nos finais de semana, isso era fácil. Eu tinha uma tabela mental: segunda, terça e quarta: pornografia liberada, quinta: descanso, sexta, sábado e domingo: transávamos pelo menos 1 vez no total nesses 3 dias. E muitas vezes eu consumia pornografia no domingo, após ela ir embora de casa. Quando ela ia em casa durante a semana, eu ficava tenso, pois eu não iria conseguir transar. Eu tinha percebido que isso não era saudável, mas não pensava em como parar facilmente, apenas seguia a vida. Outra coisa que eu tinha percebido é que eu precisava ver vários vídeos para enfim ter prazer. Tudo isso mesmo sabendo de toda a violência que existe na pornografia e era uma coisa que me deixava muito mal mesmo, que vai totalmente contra o que eu penso e defendo. Um dia, rolando o feed do Facebook eu vi um vídeo do Terry Crews falando sobre um vício em pornografia e isso mexeu comigo, pois até então eu não sabia que eu podia ser um viciado. Como eu admiro muito o Terry, tanto pelos trabalhos quanto pela pessoa que ele é, eu levei muito a sério e pensei: poxa, se esse cara passou por isso, como que eu não passaria? Bom, a partir disso eu decidi parar com pornografia e consegui ficar um bom tempo sem, cerca de quase 1 ano. Não posso afirmar que parei 100%, mas reduzi cerca de 95% no mínimo. Nunca soube dessa prática de reboot, estou conhecendo hoje apenas.

Seguindo com o meu relato: uma coisa que eu percebi era que o sexo tinha tornado-se uma obrigação, tanto que eu amava fazer pela manhã para poder ver pornografia depois com a consciência limpa. Caraca, escrevendo tudo isso aqui eu percebo o quanto isso me fez mal e fez eu ficar do jeito que estou hoje. Voltando ao assunto, eu voltei a consumir pornografia no começo de 2018, eu já estava formado, morando com a minha companheira, com um cachorro adotado, um carro (no caso um carro ano 98, mas era um carro) comprado e uma casa montada, tudo com nosso esforço. Não lembro o motivo de ter voltado com a pornografia, talvez pelo estresse de uma vida adulta, pela cobrança dos outros, pela cobrança interna, mas eu sei que nada justifica. Lembro que eu assistia um e pensava: não vou me viciar, é só uma vez e quando me dei conta eu estava tendo uma discussão novamente com a minha companheira sobre eu não querer transar com ela. Eu sempre desviava dessas discussões, mas eram inevitáveis. Transar ficou muito como uma obrigação, o prazer era apenas um detalhe insignificante. Eu lembro que tinha que ter a condição perfeita para transar: dia sem estresse, casa limpa, banho tomado, etc, sendo que antes era só olhar para minha companheira que já estávamos na cama. Aconteceu o que eu mais temia: terminamos o relacionamento de quase 4 anos, pois brigavamos muito por causa disso e uma briga levava a outra que não tinha sentido e isso desgastou muito a gente. Ela sempre tentou entender o motivo de tal desinteresse pelo sexo, ela realmente sempre foi muito compreensiva comigo e eu ficava mal várias vezes por sentir que ela pensava que o problema era ela. Como estávamos quase casados, a separação é mais longa e eu acabei indo viajar para deixar ela mais tranquila. Com isso, nos aproximamos novamente e acabamos voltando, isso foi no final de 2018.

Agora eu começo a encerrar minha história. Eu havia prometido a minha companheira que iria melhorar e entender o meu desinteresse pelo sexo. Coisa que eu não fiz, caso contrário não estaria aqui. Bom, continuei com o consumo de pornografia e comecei a questionar minha orientação sexual e tenho isso até o dia de hoje. Como era de se esperar, o meu relacionamento não continuou e acabamos terminando em agosto de 2019. Isso fez eu me afundar mais na pornografia, pois eu pensei: já estou solteiro mesmo, então que se foda tudo isso. Fui bem irresponsável e acabei sofrendo mais pra frente. No final de 2019, já na cidade onde minha mãe mora, eu conheci uma garota pelo Tinder e começamos a conversar, achei e ainda acho ela incrível e assustadoramente parecida comigo com os pensamentos e jeito de agir. Ela também estava se recuperando de um relacionamento e decidimos que não era bom a gente se envolver e eu achei legal, já que eu realmente não estava ok com tudo ainda. Acabei mudando de cidade novamente, no finalzinho de 2019, por causa de um trabalho. No carnaval deste ano, essa garota que conheci veio aqui me ver e eu não consegui transar com ela, mesmo ficando excitado enquanto nos beijamos, eu me senti tão mal com isso (a garota é incrível e eu acho ela linda) que acabei tomando um remédio para disfunção erétil e por fim consegui transar no outro dia. Com isso tudo, eu comecei a pensar que eu tinha algum problema, com testosterona ou algo no coração que faz minha circulação não funcionar direito, mas com pornografia nunca tive problema, principalmente com vídeos com trans, coisa que faz eu duvidar da minha orientação sexual. O que não seria problema algum eu descobrir/perceber que não sou apenas hetero, mas sim bisexual. Porém, eu nunca tive prazer em olhar pornografia assim e nem ao mesmo tenho interesse em me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Felizmente, hoje, enquanto eu estava no youtube apareceu um video do TEDx Talks com o título: "Como A Pornografia Quase Me Matou Como Artista", como eu não tinha nada pra fazer eu assisti o video e descobri essa técnica de reboot. Pesquisei no google e achei esse fórum, li sobre tudo que vocês recomendam e fiz meu contador, bloquiei os sites que eu acessava, no próprio sistema operacional (nunca vi pornografia no celular, então não vi necessidade de ir atrás disso), desinstalei o Tinder e talvez eu desative o Instagram (voltei essa semana pra ele, pois eu tinha desativado já, mas como só sigo contas de amigos muito próximos, tirinhas, tatuagens e cachorros, não vejo necessidade disso), não tenho Facebook faz um tempo também. Estou determinado a fazer o reboot. Meu único medo é essa quarentena que enfrentamos, não tenho onde descarregar minhas energias, eu escalava toda semana e isso está fazendo MUITA falta, talvez eu tente em andar de patins na quadra do prédio (se permitirem).

Pessoal, desculpe o texto longo, mas escrever tudo isso fez eu tirar uma tensão enorme, é como desabafar, coisa que eu nunca fiz sobre esse assunto. Caso tenham dicas para enfrentar um reboot, 100% em casa trabalhando no computador, eu aceito e agradeço de coração.

Boa tarde Colorado, vi que você comentou lá no meu tópico falando que tínhamos histórias semelhantes, e realmente eu vi muitos pontos de interseção no que você relatou. Eu tive também um relacionamento (com a minha ex namorada), que durou 4 anos, chegamos a morar junto uma época (na casa dela, ela era 10 anos mais velha que eu). O sexo foi se deteriorando aos poucos e quando percebi só conseguia transar com ela com uso de estimulantes sexuais, ela até descobriu isso e foi muito constrangedor. Com ela eu cheguei a mencionar a pornografia, mas não tinha maturidade pra me abrir de verdade, aí acabou de uma forma bem ruim a nossa relação. Eu me mudei pra outro estado pra fazer faculdade e ela continuou vindo me visitar por quase 1 ano, mas nesse meio tempo ela descobriu todas as minhas traições da cidade que morava antes, que não eram poucas. Foi uma falha moral muito grande que eu decidi nunca mais fazer em outros relacionamentos, a sensação de trair e infidelidade era muito parecida com a adrenalina/dopamina da PMO.
Vou te falar uma coisa meu amigo, não importa quem conheçamos ou nos relacionamos, qual seja a nossa condição financeira ou social, nosso emprego, se a gente continuar utilizando a P, nossa vida vai tender pro mesmo caminho: ansiedade, frustrações, relacionamentos destruídos, tudo o que já sabemos bem.  Também acabei "evoluindo" pra gêneros de pornografia mais pesados, como trans, e em um dia que estava bêbado acabei ficando e transando com uma mulher trans. Naquele dia eu lembro que falei "eu preciso saber se é isso mesmo que eu gosto, tem tanto tempo que eu vejo P trans, tenho que tirar essa dúvida", e apesar de estar excitado por fazer algo diferente/proibido/novo, depois percebi que a experiência em si não tinha sido nem de perto tão recompensante quanto uma sessão de PMO com vídeos trans. Desse dia em diante cheguei a conclusão que sou viciado em vídeos, pornografia, não na coisa real. Sinceramente, eu não recomendo a ninguém que chegue a esse extremo. Fazer o reboot vai te mostrar que sexo é intimidade, uma troca, com uma pessoa especial, em um momento de comunhão mútua. E tudo bem se for com outro homem, uma mulher trans, qualquer que seja, mas só tem como saber isso de verdade estando livre de PMO.
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em 17/4/2020, 14:43
Parabéns pela iniciativa.
Esse vídeo é como um furacão, que atinge não somente a nós, mas afeta as pessoas ao redor. Infelizmente você perdeu um relacionamento por conta disto. Felizmente você encontrou este fórum. Eu to nessa luta há mais de 5 anos, não tem sido fácil, é uma luta contínua, mas persevere sempre.

Realmente, enfrentar o vício nesse periodo de quarentena vai ser difícil, mas busque aproveitar esse tempo o máximo possível fazendo tarefas de casa, lendo livros, estudando, não meça esforços para bloquear pornografia e tentações para recaídas.

Boa sorte!

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em 18/4/2020, 00:47
rb1994 escreveu:
Colorado escreveu:Boa noite, pessoal! Vou começar falando o que a maioria aqui fala: meu contato com a pornografia começou no final da infância/começo da adolescência, por volta dos 9/10 anos. Eram tempos onde a pornografia não estava tão enraizada como está hoje e também não era fácil de encontrar como hoje. Existia a internet, mas eu não tinha acesso a ela, então eu tinha esse contato apenas quando algum amigo mostrava. Comecei a ter contato realmente quando meu pai me emprestou o notebook dele, eu devia ter uns 12 anos e não sabia o que era masturbação ainda, e a primeira frase dele quando me emprestou foi: tem uns filmes ai mas não é para você assistir. Bom, falar isso pra alguém é pedir para ela ir atrás, independente do conteúdo, e nem estava bem escondido, estava na pasta Vídeos em documentos. Eu comecei a masturbação com pornografia desde essa época, mas pelo que eu me lembro eu nunca entrava em vídeos online, eu sempre olhava fotos, como playboy, revista sexy, etc. Creio que eu tenha continuado assim até os meus 17 anos, depois disso eu comecei ir atrás dos vídeos e talvez tenha sido essa época que começou o que ocasionou a minha vinda aqui.

Entrei em uma faculdade em outro estado, cerca de 500km de distância da família e isso até que nunca foi um problema. Sempre fui muito tímido, um pessoal da escola me zuava bastante com coisas bestas que até hoje nunca entendi, nunca tinha beijado alguém até os meus 18 anos, situação que mudou quando conheci uma garota na faculdade. Enquanto escrevo isso e escuto uma versão jazz da música Gypsy Woman, eu lembro exatamente do dia: 24 de janeiro de 2014, foi um dos melhores dias da minha vida, além disso nós também transamos nessa data. Vou cortar uma parte que não faz sentido contar aqui. Comecei namorar essa garota no final deste mesmo ano e ocorreu tudo bem na minha sexual por um bom tempo mesmo, até que um dia depois de cerca de 1 ano de relacionamento eu percebi que eu não conseguia mais transar com tanta frequência, sendo que eu escolhia os dias que eu iria ver pornografia e os dias que iria transar e eu tinha percebido que eu tinha que deixar 1 ou 2 dias de "descanso" para tudo funcionar no sexo, como a gente se encontrava em casa apenas nos finais de semana, isso era fácil. Eu tinha uma tabela mental: segunda, terça e quarta: pornografia liberada, quinta: descanso, sexta, sábado e domingo: transávamos pelo menos 1 vez no total nesses 3 dias. E muitas vezes eu consumia pornografia no domingo, após ela ir embora de casa. Quando ela ia em casa durante a semana, eu ficava tenso, pois eu não iria conseguir transar. Eu tinha percebido que isso não era saudável, mas não pensava em como parar facilmente, apenas seguia a vida. Outra coisa que eu tinha percebido é que eu precisava ver vários vídeos para enfim ter prazer. Tudo isso mesmo sabendo de toda a violência que existe na pornografia e era uma coisa que me deixava muito mal mesmo, que vai totalmente contra o que eu penso e defendo. Um dia, rolando o feed do Facebook eu vi um vídeo do Terry Crews falando sobre um vício em pornografia e isso mexeu comigo, pois até então eu não sabia que eu podia ser um viciado. Como eu admiro muito o Terry, tanto pelos trabalhos quanto pela pessoa que ele é, eu levei muito a sério e pensei: poxa, se esse cara passou por isso, como que eu não passaria? Bom, a partir disso eu decidi parar com pornografia e consegui ficar um bom tempo sem, cerca de quase 1 ano. Não posso afirmar que parei 100%, mas reduzi cerca de 95% no mínimo. Nunca soube dessa prática de reboot, estou conhecendo hoje apenas.

Seguindo com o meu relato: uma coisa que eu percebi era que o sexo tinha tornado-se uma obrigação, tanto que eu amava fazer pela manhã para poder ver pornografia depois com a consciência limpa. Caraca, escrevendo tudo isso aqui eu percebo o quanto isso me fez mal e fez eu ficar do jeito que estou hoje. Voltando ao assunto, eu voltei a consumir pornografia no começo de 2018, eu já estava formado, morando com a minha companheira, com um cachorro adotado, um carro (no caso um carro ano 98, mas era um carro) comprado e uma casa montada, tudo com nosso esforço. Não lembro o motivo de ter voltado com a pornografia, talvez pelo estresse de uma vida adulta, pela cobrança dos outros, pela cobrança interna, mas eu sei que nada justifica. Lembro que eu assistia um e pensava: não vou me viciar, é só uma vez e quando me dei conta eu estava tendo uma discussão novamente com a minha companheira sobre eu não querer transar com ela. Eu sempre desviava dessas discussões, mas eram inevitáveis. Transar ficou muito como uma obrigação, o prazer era apenas um detalhe insignificante. Eu lembro que tinha que ter a condição perfeita para transar: dia sem estresse, casa limpa, banho tomado, etc, sendo que antes era só olhar para minha companheira que já estávamos na cama. Aconteceu o que eu mais temia: terminamos o relacionamento de quase 4 anos, pois brigavamos muito por causa disso e uma briga levava a outra que não tinha sentido e isso desgastou muito a gente. Ela sempre tentou entender o motivo de tal desinteresse pelo sexo, ela realmente sempre foi muito compreensiva comigo e eu ficava mal várias vezes por sentir que ela pensava que o problema era ela. Como estávamos quase casados, a separação é mais longa e eu acabei indo viajar para deixar ela mais tranquila. Com isso, nos aproximamos novamente e acabamos voltando, isso foi no final de 2018.

Agora eu começo a encerrar minha história. Eu havia prometido a minha companheira que iria melhorar e entender o meu desinteresse pelo sexo. Coisa que eu não fiz, caso contrário não estaria aqui. Bom, continuei com o consumo de pornografia e comecei a questionar minha orientação sexual e tenho isso até o dia de hoje. Como era de se esperar, o meu relacionamento não continuou e acabamos terminando em agosto de 2019. Isso fez eu me afundar mais na pornografia, pois eu pensei: já estou solteiro mesmo, então que se foda tudo isso. Fui bem irresponsável e acabei sofrendo mais pra frente. No final de 2019, já na cidade onde minha mãe mora, eu conheci uma garota pelo Tinder e começamos a conversar, achei e ainda acho ela incrível e assustadoramente parecida comigo com os pensamentos e jeito de agir. Ela também estava se recuperando de um relacionamento e decidimos que não era bom a gente se envolver e eu achei legal, já que eu realmente não estava ok com tudo ainda. Acabei mudando de cidade novamente, no finalzinho de 2019, por causa de um trabalho. No carnaval deste ano, essa garota que conheci veio aqui me ver e eu não consegui transar com ela, mesmo ficando excitado enquanto nos beijamos, eu me senti tão mal com isso (a garota é incrível e eu acho ela linda) que acabei tomando um remédio para disfunção erétil e por fim consegui transar no outro dia. Com isso tudo, eu comecei a pensar que eu tinha algum problema, com testosterona ou algo no coração que faz minha circulação não funcionar direito, mas com pornografia nunca tive problema, principalmente com vídeos com trans, coisa que faz eu duvidar da minha orientação sexual. O que não seria problema algum eu descobrir/perceber que não sou apenas hetero, mas sim bisexual. Porém, eu nunca tive prazer em olhar pornografia assim e nem ao mesmo tenho interesse em me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Felizmente, hoje, enquanto eu estava no youtube apareceu um video do TEDx Talks com o título: "Como A Pornografia Quase Me Matou Como Artista", como eu não tinha nada pra fazer eu assisti o video e descobri essa técnica de reboot. Pesquisei no google e achei esse fórum, li sobre tudo que vocês recomendam e fiz meu contador, bloquiei os sites que eu acessava, no próprio sistema operacional (nunca vi pornografia no celular, então não vi necessidade de ir atrás disso), desinstalei o Tinder e talvez eu desative o Instagram (voltei essa semana pra ele, pois eu tinha desativado já, mas como só sigo contas de amigos muito próximos, tirinhas, tatuagens e cachorros, não vejo necessidade disso), não tenho Facebook faz um tempo também. Estou determinado a fazer o reboot. Meu único medo é essa quarentena que enfrentamos, não tenho onde descarregar minhas energias, eu escalava toda semana e isso está fazendo MUITA falta, talvez eu tente em andar de patins na quadra do prédio (se permitirem).

Pessoal, desculpe o texto longo, mas escrever tudo isso fez eu tirar uma tensão enorme, é como desabafar, coisa que eu nunca fiz sobre esse assunto. Caso tenham dicas para enfrentar um reboot, 100% em casa trabalhando no computador, eu aceito e agradeço de coração.

Boa tarde Colorado, vi que você comentou lá no meu tópico falando que tínhamos histórias semelhantes, e realmente eu vi muitos pontos de interseção no que você relatou. Eu tive também um relacionamento (com a minha ex namorada), que durou 4 anos, chegamos a morar junto uma época (na casa dela, ela era 10 anos mais velha que eu). O sexo foi se deteriorando aos poucos e quando percebi só conseguia transar com ela com uso de estimulantes sexuais, ela até descobriu isso e foi muito constrangedor. Com ela eu cheguei a mencionar a pornografia, mas não tinha maturidade pra me abrir de verdade, aí acabou de uma forma bem ruim a nossa relação. Eu me mudei pra outro estado pra fazer faculdade e ela continuou vindo me visitar por quase 1 ano, mas nesse meio tempo ela descobriu todas as minhas traições da cidade que morava antes, que não eram poucas. Foi uma falha moral muito grande que eu decidi nunca mais fazer em outros relacionamentos, a sensação de trair e infidelidade era muito parecida com a adrenalina/dopamina da PMO.
Vou te falar uma coisa meu amigo, não importa quem conheçamos ou nos relacionamos, qual seja a nossa condição financeira ou social, nosso emprego, se a gente continuar utilizando a P, nossa vida vai tender pro mesmo caminho: ansiedade, frustrações, relacionamentos destruídos, tudo o que já sabemos bem.  Também acabei "evoluindo" pra gêneros de pornografia mais pesados, como trans, e em um dia que estava bêbado acabei ficando e transando com uma mulher trans. Naquele dia eu lembro que falei "eu preciso saber se é isso mesmo que eu gosto, tem tanto tempo que eu vejo P trans, tenho que tirar essa dúvida", e apesar de estar excitado por fazer algo diferente/proibido/novo, depois percebi que a experiência em si não tinha sido nem de perto tão recompensante quanto uma sessão de PMO com vídeos trans. Desse dia em diante cheguei a conclusão que sou viciado em vídeos, pornografia, não na coisa real. Sinceramente, eu não recomendo a ninguém que chegue a esse extremo. Fazer o reboot vai te mostrar que sexo é intimidade, uma troca, com uma pessoa especial, em um momento de comunhão mútua. E tudo bem se for com outro homem, uma mulher trans, qualquer que seja, mas só tem como saber isso de verdade estando livre de PMO.

Valeu pelas palavras, me ajuda a ficar mais tranquilo com isso tudo.

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em 18/4/2020, 00:49
Cavaleiro Oculto 2.0 escreveu:Parabéns pela iniciativa.
Esse vídeo é como um furacão, que atinge não somente a nós, mas afeta as pessoas ao redor. Infelizmente você perdeu um relacionamento por conta disto. Felizmente você encontrou este fórum. Eu to nessa luta há mais de 5 anos, não tem sido fácil, é uma luta contínua, mas persevere sempre.

Realmente, enfrentar o vício nesse periodo de quarentena vai ser difícil, mas busque aproveitar esse tempo o máximo possível fazendo tarefas de casa, lendo livros, estudando, não meça esforços para bloquear pornografia e tentações para recaídas.

Boa sorte!

Valeu! Vou tentar me concentrar nas outras coisas para não ficar pensando em pornografia enquanto tenho que ficar em casa na quarentena, o bom é que eu moro com outras pessoas, então não é tão solitário.

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em 18/4/2020, 00:54
DIA 1:

Acordei com esse assunto de parar com a pornografia na cabeça. Fiz minha rotina normal quando acordo, ligo o computador, vejo se tem algo de errado no trabalho, vou tomar um banho, preparo um café e vou trabalhar de fato. De manhã eu costumo ficar bem lerdo, eu fico mais ligado só de tarde mesmo. Então eu acabei resolvendo coisas simples do trabalho pela manhã e na hora do almoço surgiu um problema pra resolver que eu acabei 15 minutos atrás, às 00:30. Com isso, eu não pensei em nada além de resolver o problema do trabalho, estou tão cansado que talvez eu escreva algo sem sentido por aqui.

É isso ai pessoal, estou motivado para continuar e obter os resultados que eu quero.

Valeu! Cool

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em 18/4/2020, 01:59
Colorado escreveu:Boa noite, pessoal! Vou começar falando o que a maioria aqui fala: meu contato com a pornografia começou no final da infância/começo da adolescência, por volta dos 9/10 anos. Eram tempos onde a pornografia não estava tão enraizada como está hoje e também não era fácil de encontrar como hoje. Existia a internet, mas eu não tinha acesso a ela, então eu tinha esse contato apenas quando algum amigo mostrava. Comecei a ter contato realmente quando meu pai me emprestou o notebook dele, eu devia ter uns 12 anos e não sabia o que era masturbação ainda, e a primeira frase dele quando me emprestou foi: tem uns filmes ai mas não é para você assistir. Bom, falar isso pra alguém é pedir para ela ir atrás, independente do conteúdo, e nem estava bem escondido, estava na pasta Vídeos em documentos. Eu comecei a masturbação com pornografia desde essa época, mas pelo que eu me lembro eu nunca entrava em vídeos online, eu sempre olhava fotos, como playboy, revista sexy, etc. Creio que eu tenha continuado assim até os meus 17 anos, depois disso eu comecei ir atrás dos vídeos e talvez tenha sido essa época que começou o que ocasionou a minha vinda aqui.

Entrei em uma faculdade em outro estado, cerca de 500km de distância da família e isso até que nunca foi um problema. Sempre fui muito tímido, um pessoal da escola me zuava bastante com coisas bestas que até hoje nunca entendi, nunca tinha beijado alguém até os meus 18 anos, situação que mudou quando conheci uma garota na faculdade. Enquanto escrevo isso e escuto uma versão jazz da música Gypsy Woman, eu lembro exatamente do dia: 24 de janeiro de 2014, foi um dos melhores dias da minha vida, além disso nós também transamos nessa data. Vou cortar uma parte que não faz sentido contar aqui. Comecei namorar essa garota no final deste mesmo ano e ocorreu tudo bem na minha sexual por um bom tempo mesmo, até que um dia depois de cerca de 1 ano de relacionamento eu percebi que eu não conseguia mais transar com tanta frequência, sendo que eu escolhia os dias que eu iria ver pornografia e os dias que iria transar e eu tinha percebido que eu tinha que deixar 1 ou 2 dias de "descanso" para tudo funcionar no sexo, como a gente se encontrava em casa apenas nos finais de semana, isso era fácil. Eu tinha uma tabela mental: segunda, terça e quarta: pornografia liberada, quinta: descanso, sexta, sábado e domingo: transávamos pelo menos 1 vez no total nesses 3 dias. E muitas vezes eu consumia pornografia no domingo, após ela ir embora de casa. Quando ela ia em casa durante a semana, eu ficava tenso, pois eu não iria conseguir transar. Eu tinha percebido que isso não era saudável, mas não pensava em como parar facilmente, apenas seguia a vida. Outra coisa que eu tinha percebido é que eu precisava ver vários vídeos para enfim ter prazer. Tudo isso mesmo sabendo de toda a violência que existe na pornografia e era uma coisa que me deixava muito mal mesmo, que vai totalmente contra o que eu penso e defendo. Um dia, rolando o feed do Facebook eu vi um vídeo do Terry Crews falando sobre um vício em pornografia e isso mexeu comigo, pois até então eu não sabia que eu podia ser um viciado. Como eu admiro muito o Terry, tanto pelos trabalhos quanto pela pessoa que ele é, eu levei muito a sério e pensei: poxa, se esse cara passou por isso, como que eu não passaria? Bom, a partir disso eu decidi parar com pornografia e consegui ficar um bom tempo sem, cerca de quase 1 ano. Não posso afirmar que parei 100%, mas reduzi cerca de 95% no mínimo. Nunca soube dessa prática de reboot, estou conhecendo hoje apenas.

Seguindo com o meu relato: uma coisa que eu percebi era que o sexo tinha tornado-se uma obrigação, tanto que eu amava fazer pela manhã para poder ver pornografia depois com a consciência limpa. Caraca, escrevendo tudo isso aqui eu percebo o quanto isso me fez mal e fez eu ficar do jeito que estou hoje. Voltando ao assunto, eu voltei a consumir pornografia no começo de 2018, eu já estava formado, morando com a minha companheira, com um cachorro adotado, um carro (no caso um carro ano 98, mas era um carro) comprado e uma casa montada, tudo com nosso esforço. Não lembro o motivo de ter voltado com a pornografia, talvez pelo estresse de uma vida adulta, pela cobrança dos outros, pela cobrança interna, mas eu sei que nada justifica. Lembro que eu assistia um e pensava: não vou me viciar, é só uma vez e quando me dei conta eu estava tendo uma discussão novamente com a minha companheira sobre eu não querer transar com ela. Eu sempre desviava dessas discussões, mas eram inevitáveis. Transar ficou muito como uma obrigação, o prazer era apenas um detalhe insignificante. Eu lembro que tinha que ter a condição perfeita para transar: dia sem estresse, casa limpa, banho tomado, etc, sendo que antes era só olhar para minha companheira que já estávamos na cama. Aconteceu o que eu mais temia: terminamos o relacionamento de quase 4 anos, pois brigavamos muito por causa disso e uma briga levava a outra que não tinha sentido e isso desgastou muito a gente. Ela sempre tentou entender o motivo de tal desinteresse pelo sexo, ela realmente sempre foi muito compreensiva comigo e eu ficava mal várias vezes por sentir que ela pensava que o problema era ela. Como estávamos quase casados, a separação é mais longa e eu acabei indo viajar para deixar ela mais tranquila. Com isso, nos aproximamos novamente e acabamos voltando, isso foi no final de 2018.

Agora eu começo a encerrar minha história. Eu havia prometido a minha companheira que iria melhorar e entender o meu desinteresse pelo sexo. Coisa que eu não fiz, caso contrário não estaria aqui. Bom, continuei com o consumo de pornografia e comecei a questionar minha orientação sexual e tenho isso até o dia de hoje. Como era de se esperar, o meu relacionamento não continuou e acabamos terminando em agosto de 2019. Isso fez eu me afundar mais na pornografia, pois eu pensei: já estou solteiro mesmo, então que se foda tudo isso. Fui bem irresponsável e acabei sofrendo mais pra frente. No final de 2019, já na cidade onde minha mãe mora, eu conheci uma garota pelo Tinder e começamos a conversar, achei e ainda acho ela incrível e assustadoramente parecida comigo com os pensamentos e jeito de agir. Ela também estava se recuperando de um relacionamento e decidimos que não era bom a gente se envolver e eu achei legal, já que eu realmente não estava ok com tudo ainda. Acabei mudando de cidade novamente, no finalzinho de 2019, por causa de um trabalho. No carnaval deste ano, essa garota que conheci veio aqui me ver e eu não consegui transar com ela, mesmo ficando excitado enquanto nos beijamos, eu me senti tão mal com isso (a garota é incrível e eu acho ela linda) que acabei tomando um remédio para disfunção erétil e por fim consegui transar no outro dia. Com isso tudo, eu comecei a pensar que eu tinha algum problema, com testosterona ou algo no coração que faz minha circulação não funcionar direito, mas com pornografia nunca tive problema, principalmente com vídeos com trans, coisa que faz eu duvidar da minha orientação sexual. O que não seria problema algum eu descobrir/perceber que não sou apenas hetero, mas sim bisexual. Porém, eu nunca tive prazer em olhar pornografia assim e nem ao mesmo tenho interesse em me relacionar com pessoas do mesmo sexo. Felizmente, hoje, enquanto eu estava no youtube apareceu um video do TEDx Talks com o título: "Como A Pornografia Quase Me Matou Como Artista", como eu não tinha nada pra fazer eu assisti o video e descobri essa técnica de reboot. Pesquisei no google e achei esse fórum, li sobre tudo que vocês recomendam e fiz meu contador, bloquiei os sites que eu acessava, no próprio sistema operacional (nunca vi pornografia no celular, então não vi necessidade de ir atrás disso), desinstalei o Tinder e talvez eu desative o Instagram (voltei essa semana pra ele, pois eu tinha desativado já, mas como só sigo contas de amigos muito próximos, tirinhas, tatuagens e cachorros, não vejo necessidade disso), não tenho Facebook faz um tempo também. Estou determinado a fazer o reboot. Meu único medo é essa quarentena que enfrentamos, não tenho onde descarregar minhas energias, eu escalava toda semana e isso está fazendo MUITA falta, talvez eu tente em andar de patins na quadra do prédio (se permitirem).

Pessoal, desculpe o texto longo, mas escrever tudo isso fez eu tirar uma tensão enorme, é como desabafar, coisa que eu nunca fiz sobre esse assunto. Caso tenham dicas para enfrentar um reboot, 100% em casa trabalhando no computador, eu aceito e agradeço de coração.

Bom dia colorado, me vejo no seu relato principalmente na parte de relacionamento. Minha esposa também ficava frustrada por eu não querer sexo ela me procurava mas eu sempre dava desculpas. Eu felizmente ainda consegui continuar o relacionamento. Continue firme.

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em 20/4/2020, 00:03
DIA 3

Estou me sentindo bem e não estou tenho vontade de abrir material de P. Porém, aparecem certos flashes relacionados a isso, é um coisa chata as vezes ter que lutar contra isso, quando tenho isso estou procurando fazer outras coisas.

Outra coisa que gostaria de relatar, hoje comecei a ter certos sonhos que eu tinha quando não era viciado em P. Sonhos com fantasias com pessoas que eu estou interessado, eu lembro que isso acontecia bastante antes e sempre achei normal, pois refletia algo que eu queria de verdade. Além disso, também estou tendo ereções matinais bem mais frequentes. Quando eu estava consumindo P, dificilmente eu estava tendo, o que foi um dos motivos a ficar preocupado com minha saúde. Em contrapartida, não estou tendo ereções ao longo do dia, uma coisa que já estava acontecendo faz bastante tempo e também me incomodava, pois eu lembro de que antes do vício em P, eu tinha ereções involuntárias e muitas por querer transar com minha namorada na época. A libido continua igual antes, estava baixa e continua a mesma coisa. É possível a flatline no começo?

Tirando uma leve ansiedade de que isso passe logo, está tudo ocorrendo bem, eu costumo me livrar da ansiedade pensando no benefício que terei no futuro, com as minhas escolhas e procura de melhora na minha vida.

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em 21/4/2020, 20:17
DIA 5

Feriado, dia parado e com bastante sono. Li umas páginas de um livro e percebi que minha concentração está melhor e eu gostei bastante, já que eu sempre gostei de ler e nos últimos anos eu li muito pouco. Ainda tenho praticamente zero libido, o que eu to achando bom, já que não tenho vontade de nada relacionado a isso. Irei assistir um filme agora, ler e depois dormir para amanhã voltar a rotina de trabalho normal.

Rumo a 1a semana!

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Diário Colorado Empty 1 SEMANA

em 23/4/2020, 20:18
7 DIAS - 1 SEMANA

Completei uma semana sem PMO e estou bem feliz com essa marca. Hoje não consegui fazer muita coisa pq deu uns problemas no trabalho e acabei ficando tenso o dia todo, mas fazer o que, coisas assim acontecem. Ainda estou passando por uma flat-line (eu acho), já que não tenho libido, mas eu já estava assim antes, só tinha um certo prazer com P.

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