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Pakit
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 09:10
Urso polar, eu tive bastante dores de cabeça quando parei com o PMO. E é algo que não é bem naturalizado nos fóruns. Ok que aqui sempre comenta sobre abstinência, e a maioria é a ansiedade e estresse crônico e a fadiga que toma conta do corpo. Mas irmão, eu nunca tive uma dor de cabeça tão forte. E olha que eu RARAMENTE tenho enxaqueca e coisas do tipo. Mas o lado bom é que para com o tempo. E concordo com tudo que você falou, não adianta ficar pensando nessa energia sobre humana. Isso é papo pseudocientifico que a comunidade nofap começou a espalhar. O negócio é acreditar: se você tá parando de ter dopamina por conta de P, e começar a ter dopamina com coisas socialmente legais e aceitas, isso torna a gente mais sensível a receber esses hormônios que são o combustível da vida. Conseguiremos tirar a dopamina vindo do P, e direcionar ela pra séries,livros,amigos,relacionamentos e etc. Vamos seguindo firme!

MegaDrive, eu me familiarizei com sua história. Eu sou jovem, relativamente bonito, faço musculação, tenho uma vida saudável e faço uma boa faculdade. Qual sempre foi minha maior pedra no caminho!? O PMO. Eu tbm não tenho muitos amigos e nunca tive super interesse em relacionamentos, sempre fui muito independente. Sempre achei que ser livre de relações afetivas e sociais, era realmente ser uma pessoa liberta. E como fui tolo de pensar assim hahaha hoje eu percebo que o P tira muito da gente, inclusive, nossa personalidade. Nós sentimos mais fracassados e não conseguimos se relacionar naturalmente com as outras pessoas e os outros estímulos de prazer. Ficamos numa bolha confortável.
Tbm tive uma indução de fetiches pesados e fantasias bizarras, que foram cada vez mais naturalizadas no meu comportamento sexual e que eu agradeço muito ter conhecido esse fórum para eu consegui ser autocritico da onde eu estava caminhando tendo esse tipo de ideais (admito, me assusta pensar que tem muitos viciados em P soltos pelo o mundo, se preparando pra realizar seus comportamentos perversos que foram induzidas pela a P). A questão é: se apegue aos benefícios que você vai ter pós reboot, e começar a ser quem realmente você sempre foi e ficou escondendo por conta dessa prática. Não fique se demonizando pelo os fetiches que você teve, isso só acaba te deixando complexado e atrapalha sua chance de colocar seu vício em pespectiva. Aceite que foi uma fase sua e que você está pronto pra muda-la, sem julgamento ou valores. Boa sorte, não desista do Reboot! Reflete sobre os gatilhos que fizeram você cair, e comece a trabalhar corrigindo eles! Segui firme,cara.

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 09:51
Urso Polar escreveu:
Spoiler:
Posso parecer um babaca agora, mas estou em uma fase em que enxergo que isso aqui é um processo de mudanças bem complexo. Não tem uma receita. Minto, tem uma coisa que podemos fazer: durante esse processo ir aprendendo máximo que pudermos e voltar para dentro de nós mesmos, nós conhecendo o melhor que conseguir.

O campo de batalha, a frente de combate mais primordial é a nossa mente. É o que entendemos, o que acreditamos e o que vivemos. Posso me despojar de todo estímulo pornográfico e erótico, mas no momento de fissura, ALERTA DE GATILHO, uma foto inocente de Instagram ou o catálogo da Avon podem desencadear uma sequência de movimentos que quando percebemos estamos em uma sessão de PMO. Aí, a gente se pergunta: - Como vim parar aqui?

Ontem e hoje tive provas de fogo que achei que ia largar tudo e tocar uma. Estou com uma insônia desgraçada. Uma dor de cabeça que não passa. São 4h19min quando te escrevo essa resposta e tem um cachorro que está latindo sem parar desde 3h. Ele que me acordou. Mas se eu caísse, não seria por agora.

Olhando nossos diários teremos a resposta. Eu estou reclamando de desânimo já tem pelo menos um mês. Estou sofrendo com ataques mais pesados das fantasias desde domingo.

Superpoderes: Sou chato em relação a isso porque eu prefiro pensar que o maior benefício que podemos tirar do Reboot é que aprendemos a canalizar melhor nossa energia para atividades mais construtivas e não usamos mais a p e a m como remédio ou "bengala/muleta" emocional. Quanto aos outros que a galera fala e que você mesmo sentiu como melhor disposição, autoconfiança, humor melhor, etc, se pautarmos apenas neles vamos cair. Eles oscilam demais e podem estar em alta em um dia, sumirem no outro e voltar uma semana depois. Eles não são o principal, são efeitos de algo mais positivo que, na minha opinião, é não ser mais refém emocional da p e da m.

Mano, desculpa o textão. Tem hora que eu empolgo. Isso que escrevi vale demais para mim também porque sinto como um lembrete de mim para mim mesmo.

Você é capaz. Uma derrota não te define. Reagrupe-se e reorganize suas defesas. Conheça o campo de batalha e lute. As vitórias o aguardam além da colina.

Abraço

Cara esse negócio é difícil, não tem 2 + 2 = 4, fórmula pronta que você aplica e dá certo. Na verdade eu estou numa boa porque acho que caí por um negócio que eu não conseguiria ter evitado sem saber. Entrando em detalhes (GATILHOS): A minha queda começou quando eu fui no banheiro com o celular na mão, pesquisei o nome de uma quenga lá que tirava fotos meio sensuais. Meu celular está com a busca segura, então não aparecia nada +18, mas é gatilho mano. Eu já subi até o meu quarto com outra cabeça, tentando pesquisar o nome da mina no meu computador dessa vez, igualmente bloqueado.

Para você ver, eu busquei o maldito 2x. Só não caí porque era realmente material leve, mas prosseguimos. Fui tomar um banho e quando voltei até estava numa boa, decidi jogar um game para me distrair. O jogo tava uma merda e comecei a ficar entediado, isso tipo, 22:30 da noite ainda, cedo demais para ir dormir. Nessa hora comecei a ficar preocupado, porque tédio era algo que eu não tinha pensado, além de não ter exatamente uma saída. O Hopper falou para eu pensar em alguma coisa para matar o tédio, mas daí eu fiquei imaginando: Poxa vida, o pré-requisito para se estar entediado é justamente não conseguir pensar em nada para matar o tédio! Mas continuando.

A vontade aumentou e consegui rodar outro game, dessa vez um pouco mais interessante. Eu estava indo bem cara, tinha esquecido a vontade e até a ereção passou.

Se eu te falar como eu caí...lá vai...

Fui até o meu PC entregar a senha do meu bloqueador para o hopper, enviei o arquivo para ele pelo whatsapp e apaguei aqui logo depois, fiquei com medo de cair no meio da noite caso a tivesse. Infelizmente eu tinha mais 2 arquivos de senha no PC, e é claro que o idiota decidiu abrir para ver o que era...acho que a queda já foi aí, porque eu busquei a pornografia. Numa cagada ridícula, consegui acertar a merda da senha. Destravei o console e o resto já sabe...Perdi mais ou menos 1h na brincadeira até cair.

O que você disse era verdade, a queda começa muito mais cedo. Também deveria ter tido pulso mais forte com relação a fotos sensuais, acabei sendo permissivo demais. No fim descobri que a raiva definitivamente não funciona, eu tenho que guardar essa merda de senha em um lugar melhor, a queda começa bem antes e que preciso aprender a lidar com tédio. Talvez algumas coisas além, mas enfim.

Valeu pela força cara, mas não se preocupa não. Não vou desistir. Fiquei bem nos últimos dias e eu preciso desses benefícios. Não to aqui pra pegar mulher. Sabe o que quero poder fazer depois do reboot?

Trabalhar, fazer academia, estudar muito em casa e estudar na faculdade..Na verdade eu quero ter energia para isso tudo. Queria tipo, poder produzir por muitas horas sabe. Eu faço uma parada que gosto demais, e sei que se eu me dedicasse 100%, eu teria tudo para me dar bem pra caramba. Então eu preciso do benefício, é algo importante pra mim. Mas vai muito além claro. O lance é tentar aprender alguma coisa com cada queda. Um abraço irmão, valeu pela força!

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em 17/7/2020, 09:59
Pakit escreveu:
Spoiler:
Urso polar, eu tive bastante dores de cabeça quando parei com o PMO. E é algo que não é bem naturalizado nos fóruns. Ok que aqui sempre comenta sobre abstinência, e a maioria é a ansiedade e estresse crônico e a fadiga que toma conta do corpo. Mas irmão, eu nunca tive uma dor de cabeça tão forte. E olha que eu RARAMENTE tenho enxaqueca e coisas do tipo. Mas o lado bom é que para com o tempo. E concordo com tudo que você falou, não adianta ficar pensando nessa energia sobre humana. Isso é papo pseudocientifico que a comunidade nofap começou a espalhar. O negócio é acreditar: se você tá parando de ter dopamina por conta de P, e começar a ter dopamina com coisas socialmente legais e aceitas, isso torna a gente mais sensível a receber esses hormônios que são o combustível da vida. Conseguiremos tirar a dopamina vindo do P, e direcionar ela pra séries,livros,amigos,relacionamentos e etc. Vamos seguindo firme!

MegaDrive, eu me familiarizei com sua história. Eu sou jovem, relativamente bonito, faço musculação, tenho uma vida saudável e faço uma boa faculdade. Qual sempre foi minha maior pedra no caminho!? O PMO. Eu tbm não tenho muitos amigos e nunca tive super interesse em relacionamentos, sempre fui muito independente. Sempre achei que ser livre de relações afetivas e sociais, era realmente ser uma pessoa liberta. E como fui tolo de pensar assim hahaha hoje eu percebo que o P tira muito da gente, inclusive, nossa personalidade. Nós sentimos mais fracassados e não conseguimos se relacionar naturalmente com as outras pessoas e os outros estímulos de prazer. Ficamos numa bolha confortável.
Tbm tive uma indução de fetiches pesados e fantasias bizarras, que foram cada vez mais naturalizadas no meu comportamento sexual e que eu agradeço muito ter conhecido esse fórum para eu consegui ser autocritico da onde eu estava caminhando tendo esse tipo de ideais (admito, me assusta pensar que tem muitos viciados em P soltos pelo o mundo, se preparando pra realizar seus comportamentos perversos que foram induzidas pela a P). A questão é: se apegue aos benefícios que você vai ter pós reboot, e começar a ser quem realmente você sempre foi e ficou escondendo por conta dessa prática. Não fique se demonizando pelo os fetiches que você teve, isso só acaba te deixando complexado e atrapalha sua chance de colocar seu vício em pespectiva. Aceite que foi uma fase sua e que você está pronto pra muda-la, sem julgamento ou valores. Boa sorte, não desista do Reboot! Reflete sobre os gatilhos que fizeram você cair, e comece a trabalhar corrigindo eles! Segui firme,cara.

Valeu pela força mano, to na boa. A gente consegue fazer certas coisas da forma certa, tipo a faculdade, e aí fazemos merda na parte de se relacionar. É uma bosta cara, mas o jeito é tentar se recuperar. Tenho feito o meu reboot desde o começo do ano pelo menos (tentado) e tenho experimentado coisas novas e tal, já evolui bastante. Falo pra ti que só de ter começado a tentar o reboot, muitos daqueles desejos e degenerações foram embora. Últimas quedas foram com coisas relativamente leves, mas não é essa a questão porque ainda é estímulo artificial e o sentimento após elas ainda é péssimo.

Importante que eu falei da expressão facial. Estava literalmente me sentindo mais bonito antes da minha queda. Eu tenho um espelho no meu quarto e logo depois que eu terminei a cagada lá, que tive que zerar o meu contador, parei na frente dele foi incrível: eu estava um MERDA. Chega a ser mágico, então os benefícios definitivamente existem e eu não vou mentir, quero eles pra caramba.

Faça um diário brother, vou acompanha-lo. Começa com você se livrando dessa merda. A gente cai, cai e cai mas no fim é assim mesmo. Sempre aprendendo. Um abraço e valeu pela força!

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Pakit
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 11:34
Muito obrigado, MegaDrive. Eu só não faço um diário, porque sou estudante de psicologia, e já tenho a prática de escrever as coisas num diário particular, não necessariamente somente sobre o vício. Mas em compensação fico feliz de acompanhar, escrever e apoiar vocês aqui! Então, sempre quando puder, venho aqui pra te apoiar.
Estou quase um mês sem PMO, e concordo com tudo que você falou. Não sou da área cognitiva dentro da psicologia, e sim, da Análise do Comportamento. Porém, fico encantado com a teoria da dopamina e de como ela faz milagres e estragos na nossa psique. Quando liberamos muito dopamina, ficamos tão relaxados que parecemos mais fadigados, tontos e sonolentos, que com certeza afeta nossa aparecia física (como qualquer outro viciado em estímulos). Eu sempre tive problemas com olheiras, e depois de um tempo de Reboot, melhoraram e muito.
Fico feliz que você não tá pensando em desistir e que está de boa. Diga-se de passagem que eu admiro o jeito que você escreve: muito coerente, reflexivo e coeso, dá para ver que é uma pessoa inteligente.
Abraços! Continua nos atualizando em, até a proxima.

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 11:56
Pakit escreveu:Urso polar, eu tive bastante dores de cabeça quando parei com o PMO. E é algo que não é bem naturalizado nos fóruns. Ok que aqui sempre comenta sobre abstinência, e a maioria é a ansiedade e estresse crônico e a fadiga que toma conta do corpo. Mas irmão, eu nunca tive uma dor de cabeça tão forte. E olha que eu RARAMENTE tenho enxaqueca e coisas do tipo. Mas o lado bom é que para com o tempo. E concordo com tudo que você falou, não adianta ficar pensando nessa energia sobre humana. Isso é papo pseudocientifico que a comunidade nofap começou a espalhar. O negócio é acreditar: se você tá parando de ter dopamina por conta de P, e começar a ter dopamina com coisas socialmente legais e aceitas, isso torna a gente mais sensível a receber esses hormônios que são o combustível da vida. Conseguiremos tirar a dopamina vindo do P, e direcionar ela pra séries,livros,amigos,relacionamentos e etc. Vamos seguindo firme!


Pakit,
A fisiologia do vício em cada rebooter é realmente variada.  Eu te reações, mas acho que são como você escreveu: ansiedade e estresse. Mas como eu tenho outros fatores de estresse no meu dia a dia, não saberia separar ao certo o que vem de um ou de outro.  Que bacana que você é estudante de psicologia. Essa era uma das áreas que eu pensei em ir na vida e que me interesso.
Eu realmente não me atenho muito à promessa dos superpoderes porque eles são resultados que podem vir ou não. Eu já passei a marca dos 90 dias 2 vezes. Não senti nada disso. Pode ser que no meu caso venha ou não. Se vier, talvez, com muito tempo e muita terapia.
Meu foco tornou-se não ser mais refém da p e da m. Ter uma vida de verdade.
Obrigado pelo comentário.
Abraço.

MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Cara esse negócio é difícil, não tem 2 + 2 = 4, fórmula pronta que você aplica e dá certo. Na verdade eu estou numa boa porque acho que caí por um negócio que eu não conseguiria ter evitado sem saber. Entrando em detalhes (GATILHOS): A minha queda começou quando eu fui no banheiro com o celular na mão, pesquisei o nome de uma quenga lá que tirava fotos meio sensuais. Meu celular está com a busca segura, então não aparecia nada +18, mas é gatilho mano. Eu já subi até o meu quarto com outra cabeça, tentando pesquisar o nome da mina no meu computador dessa vez, igualmente bloqueado.

Para você ver, eu busquei o maldito 2x. Só não caí porque era realmente material leve, mas prosseguimos. Fui tomar um banho e quando voltei até estava numa boa, decidi jogar um game para me distrair. O jogo tava uma merda e comecei a ficar entediado, isso tipo, 22:30 da noite ainda, cedo demais para ir dormir. Nessa hora comecei a ficar preocupado, porque tédio era algo que eu não tinha pensado, além de não ter exatamente uma saída. O Hopper falou para eu pensar em alguma coisa para matar o tédio, mas daí eu fiquei imaginando: Poxa vida, o pré-requisito para se estar entediado é justamente não conseguir pensar em nada para matar o tédio! Mas continuando.

A vontade aumentou e consegui rodar outro game, dessa vez um pouco mais interessante. Eu estava indo bem cara, tinha esquecido a vontade e até a ereção passou.

Se eu te falar como eu caí...lá vai...

Fui até o meu PC entregar a senha do meu bloqueador para o hopper, enviei o arquivo para ele pelo whatsapp e apaguei aqui logo depois, fiquei com medo de cair no meio da noite caso a tivesse. Infelizmente eu tinha mais 2 arquivos de senha no PC, e é claro que o idiota decidiu abrir para ver o que era...acho que a queda já foi aí, porque eu busquei a pornografia. Numa cagada ridícula, consegui acertar a merda da senha. Destravei o console e o resto já sabe...Perdi mais ou menos 1h na brincadeira até cair.

O que você disse era verdade, a queda começa muito mais cedo. Também deveria ter tido pulso mais forte com relação a fotos sensuais, acabei sendo permissivo demais. No fim descobri que a raiva definitivamente não funciona, eu tenho que guardar essa merda de senha em um lugar melhor, a queda começa bem antes e que preciso aprender a lidar com tédio. Talvez algumas coisas além, mas enfim.

Valeu pela força cara, mas não se preocupa não. Não vou desistir. Fiquei bem nos últimos dias e eu preciso desses benefícios. Não to aqui pra pegar mulher. Sabe o que quero poder fazer depois do reboot?

Trabalhar, fazer academia, estudar muito em casa e estudar na faculdade..Na verdade eu quero ter energia para isso tudo. Queria tipo, poder produzir por muitas horas sabe. Eu faço uma parada que gosto demais, e sei que se eu me dedicasse 100%, eu teria tudo para me dar bem pra caramba. Então eu preciso do benefício, é algo importante pra mim. Mas vai muito além claro. O lance é tentar aprender alguma coisa com cada queda. Um abraço irmão, valeu pela força!

MegaDrive,
A gente concorda em muita coisa e gosto de vir no seu diário porque me identifico com muita coisa que você escreve. Parece realmente que fui eu que escrevi muita coisa aqui.
Não tem muita saída, a não ser a honestidade do enfrentamento. E encarar as coisas como elas são.
Eu acredito demais na sua força mano. Eu não sou das exatas, sou de humanas, então não sei o que é o prazer de fazer um calhamaço de contas. Sou mais da formulação de conceitos e doutrinas, discussões epistemológicas, etc.
Vamos continuar, uma queda não nos define.
Forte abraço irmão.


_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 12:11
Saudações, MegaDriver!

Incrível a sensação de sentir na pele alguns benefícios, né? Agora imagina aí, se com 10 dias você está sentindo isso, imagina só após o reboot. Costumo dizer que chegar ao reboot é tentar imaginar que do outro lado da ponte há algo incrível que nos espera, mesmo sem saber o que há lá, mas eu tenho certeza que é algo bem melhor do que a fase atual.

Continue firme, meu caro.

Abraço

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Acesse o meu diário.
Lembre-se da pessoa que você vai se tornar após se libertar desse vício, acredite em si, você é bem MAIOR do que simples doses de prazer.
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 17/7/2020, 12:54
Eai cara como vai? sinto muito pela sua recaída, se eu pudesse te dar uma dica seria vá viver sua vida e tente esquecer da PMO eu fiz isso e estou me dando muito bem, outra coisa que fiz foi criar um novo hábito em cima do habito de PMO no meu caso foi assistir filmes. (geralmente comédia romântica e comédia) filmes leves sem teor sexual. eu decidi largar o fórum e só voltar quando sentir necessidade. Até agora está funcionando muito bem pra mim mas se tu acha que n consegue ficar sem o fórum tudo bem desejo força ai na caminhada.

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 18/7/2020, 12:03
Saudações, Mega.

Já tinha o visto aqui no Fórum já fazia um tempo, mas nunca cheguei a comentar no seu diário, sendo hoje a primeira vez.

Primeiramente, eu lamento pela recaída, visto que uma galera aqui na comunidade também recaiu, eu vejo isso como um ponto positivo para seguirmos uma luta juntos e não ficar se lamentando pós-recaída. O importante é ver os erros da falha e não cometê-los novamente.

E a perca dos beneficios é realmente notório. Uma das coisas que percebo, após uma recaída, é a perda da habildade de interagir com as pessoas. Uma hora você fala com todo mundo, o imenso de conversar com as mulheres, mas quando comete uma falha, esse desejo cai por água abaixo.

Vamos lutar juntos, campeão. Uma mão ajuda a outra, meu boinador!

Um forte abraço.
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 18/7/2020, 17:18
MegaDrive escreveu:Salve caras, fiquei feliz de poder me inscrever no site, nas últimas semanas por alguma razão as novas inscrições estavam proibidas, mas agora estou aqui. A história é sempre a mesma, a gente vai procurar a maldita por curiosidade e acaba caindo no fundo do poço. Tudo começou com 12 anos, até agora com 19. Tentei algumas vezes realizar o reboot, a maioria sem sucesso, meu recorde é 16 dias e nada além disso. Eu peguei esses últimos dias para refletir a razão de eu querer isso.

Eu venho de uma ótima família, tanto do lado financeiro quanto no educacional. Faço engenharia em uma federal,  por enquanto apenas estudando, mas sou apaixonado pelo que faço. Sempre sonhei alto e digo que um dia terei um Porsche 911. Posso ser considerado bonito (só não muito alto) e estava indo bem na musculação antes da pandemia. Mas, tendo em vista tudo o que eu falei, qual é o meu problema? Se eu tenho tudo isso, por que estou aqui mais uma vez tentando o reboot?

Porque caras eu cheguei a conclusão que a parte minha que se relaciona com outras pessoas está morta. Eu tenho pouquíssimos amigos, uns 3, e 2 moram em outra cidade. Não me relaciono com mulheres, nunca fiquei com nenhuma e nunca saio de casa. Todas as mulheres que alguma vez na vida eu tive algum interesse, eu não consegui tê-las. Algumas comprometidas, saliento, mas outras foram chances perdidas. Eu venho consumando o vício desde meus 12 anos praticamente todos os dias da minha vida. Eu não sei o que ter uma relação genuína com uma garota, de amizade inclusive. Eu fico nervoso, com medo, me martirizo e não consigo ficar bem perto de nenhuma. Já tive moças interessadas em mim, mas nunca consegui tê-las, apesar de querer. Nunca fiz nada.

Eu tenho a  impressão que a minha vida estava dando certo demais, alguma coisa precisava acontecer para eu ter algum problema, e essa coisa foi o vício em PMO. Eu comecei a encarar como diversão, na verdade. Eu precisarei de uma história para contar algum dia. E vou ter uma, de quando venci junto com os senhores o demônio mais perverso da atualidade. Há alguns dias me peguei chorando por nenhuma razão em meu quarto, como se fosse uma angústia sem nenhum ponto. Também estou com transtornos nas coisas que me atraio, ainda tenho fantasias perversas. Eu tenho o desejo de falar sobre uma delas, um dia ainda conto.

Caras eu consumi  conteúdos insanos, coisas ilegais inclusive. Fetichismo, cuckold, hentai e daí para baixo, a minha mente tem um problema grave ao fantasiar pessoas que eu conheço. Além de tudo eu nunca tive muitos amigos, sempre fui bem só. Por um lado isso me ensinou a ser uma mais resiliente, eu consigo ficar sozinho por muito tempo sem afetar a minha saúde mental. Eu tenho muitos sonhos como já disse, e talvez fugir de festas seja uma parte deles, mas eu cansei de mentir. Não é como se eu não quisesse ter uma vida, eu só não consigo.

Agora, exatamente agora, estou me sentindo bem mal. Escrevendo isso sinto que estou abrindo uma ferida. Eu desejo relatar um pouco da minha história nos próximos dias, tenho tentado o nofap há um bom tempo, descobri algumas coisas. Eu acho que eu não mereço o que esse vício faz em mim, e ninguém merece. Às vezes eu me pego vendo pornografia, mas chega um momento em que simplesmente desisto no meio do caminho. Eu desisto por ódio. Eu estou sentindo que meu reboot vai acontecer,  minha mente não aguenta mais, ou eu faço isso ou irei quebrar. Desejo compartilhar algumas coisas com os senhores, o que for ajuda-los em seus caminhos também.

Eu quero muito que vocês saiam dessa, caras. Postarei minhas experiências aqui, se eu conseguir que apenas um de vocês consiga ficar apenas um dia a mais sem cair no vício, já estarei realizado por ora. Eu não sou nenhuma referência, não fiquei 1000 e tantos dias sem consumir, mas se tem uma coisa nesse mundo que eu entendo é da dor. Essa dor que tirou muita coisa de mim. Mas vamos lutar juntos!

Valeu galera, do seu irmão de batalha. MegaDrive.
só tenho uma coisa p falar vc não está sozinho irmão conta comigo blza sei que não sou exemplo mais posso te dar uma força mesmo sendo fraco como sou abraço brother tmj
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 19/7/2020, 07:49
Saudações, Mega.

Aguardo por novas atualizações em seu diário, espero que tudo esteja bem, meu boinador.

Aquele abraço, estamos juntos.
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 19/7/2020, 22:43
Urso Polar escreveu:
Spoiler:
Pakit escreveu:Urso polar, eu tive bastante dores de cabeça quando parei com o PMO. E é algo que não é bem naturalizado nos fóruns. Ok que aqui sempre comenta sobre abstinência, e a maioria é a ansiedade e estresse crônico e a fadiga que toma conta do corpo. Mas irmão, eu nunca tive uma dor de cabeça tão forte. E olha que eu RARAMENTE tenho enxaqueca e coisas do tipo. Mas o lado bom é que para com o tempo. E concordo com tudo que você falou, não adianta ficar pensando nessa energia sobre humana. Isso é papo pseudocientifico que a comunidade nofap começou a espalhar. O negócio é acreditar: se você tá parando de ter dopamina por conta de P, e começar a ter dopamina com coisas socialmente legais e aceitas, isso torna a gente mais sensível a receber esses hormônios que são o combustível da vida. Conseguiremos tirar a dopamina vindo do P, e direcionar ela pra séries,livros,amigos,relacionamentos e etc. Vamos seguindo firme!


Pakit,
A fisiologia do vício em cada rebooter é realmente variada.  Eu te reações, mas acho que são como você escreveu: ansiedade e estresse. Mas como eu tenho outros fatores de estresse no meu dia a dia, não saberia separar ao certo o que vem de um ou de outro.  Que bacana que você é estudante de psicologia. Essa era uma das áreas que eu pensei em ir na vida e que me interesso.
Eu realmente não me atenho muito à promessa dos superpoderes porque eles são resultados que podem vir ou não. Eu já passei a marca dos 90 dias 2 vezes. Não senti nada disso. Pode ser que no meu caso venha ou não. Se vier, talvez, com muito tempo e muita terapia.
Meu foco tornou-se não ser mais refém da p e da m. Ter uma vida de verdade.
Obrigado pelo comentário.
Abraço.
MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Cara esse negócio é difícil, não tem 2 + 2 = 4, fórmula pronta que você aplica e dá certo. Na verdade eu estou numa boa porque acho que caí por um negócio que eu não conseguiria ter evitado sem saber. Entrando em detalhes (GATILHOS): A minha queda começou quando eu fui no banheiro com o celular na mão, pesquisei o nome de uma quenga lá que tirava fotos meio sensuais. Meu celular está com a busca segura, então não aparecia nada +18, mas é gatilho mano. Eu já subi até o meu quarto com outra cabeça, tentando pesquisar o nome da mina no meu computador dessa vez, igualmente bloqueado.

Para você ver, eu busquei o maldito 2x. Só não caí porque era realmente material leve, mas prosseguimos. Fui tomar um banho e quando voltei até estava numa boa, decidi jogar um game para me distrair. O jogo tava uma merda e comecei a ficar entediado, isso tipo, 22:30 da noite ainda, cedo demais para ir dormir. Nessa hora comecei a ficar preocupado, porque tédio era algo que eu não tinha pensado, além de não ter exatamente uma saída. O Hopper falou para eu pensar em alguma coisa para matar o tédio, mas daí eu fiquei imaginando: Poxa vida, o pré-requisito para se estar entediado é justamente não conseguir pensar em nada para matar o tédio! Mas continuando.

A vontade aumentou e consegui rodar outro game, dessa vez um pouco mais interessante. Eu estava indo bem cara, tinha esquecido a vontade e até a ereção passou.

Se eu te falar como eu caí...lá vai...

Fui até o meu PC entregar a senha do meu bloqueador para o hopper, enviei o arquivo para ele pelo whatsapp e apaguei aqui logo depois, fiquei com medo de cair no meio da noite caso a tivesse. Infelizmente eu tinha mais 2 arquivos de senha no PC, e é claro que o idiota decidiu abrir para ver o que era...acho que a queda já foi aí, porque eu busquei a pornografia. Numa cagada ridícula, consegui acertar a merda da senha. Destravei o console e o resto já sabe...Perdi mais ou menos 1h na brincadeira até cair.

O que você disse era verdade, a queda começa muito mais cedo. Também deveria ter tido pulso mais forte com relação a fotos sensuais, acabei sendo permissivo demais. No fim descobri que a raiva definitivamente não funciona, eu tenho que guardar essa merda de senha em um lugar melhor, a queda começa bem antes e que preciso aprender a lidar com tédio. Talvez algumas coisas além, mas enfim.

Valeu pela força cara, mas não se preocupa não. Não vou desistir. Fiquei bem nos últimos dias e eu preciso desses benefícios. Não to aqui pra pegar mulher. Sabe o que quero poder fazer depois do reboot?

Trabalhar, fazer academia, estudar muito em casa e estudar na faculdade..Na verdade eu quero ter energia para isso tudo. Queria tipo, poder produzir por muitas horas sabe. Eu faço uma parada que gosto demais, e sei que se eu me dedicasse 100%, eu teria tudo para me dar bem pra caramba. Então eu preciso do benefício, é algo importante pra mim. Mas vai muito além claro. O lance é tentar aprender alguma coisa com cada queda. Um abraço irmão, valeu pela força!

MegaDrive,
A gente concorda em muita coisa e gosto de vir no seu diário porque me identifico com muita coisa que você escreve. Parece realmente que fui eu que escrevi muita coisa aqui.
Não tem muita saída, a não ser a honestidade do enfrentamento. E encarar as coisas como elas são.
Eu acredito demais na sua força mano. Eu não sou das exatas, sou de humanas, então não sei o que é o prazer de fazer um calhamaço de contas. Sou mais da formulação de conceitos e doutrinas, discussões epistemológicas, etc.
Vamos continuar, uma queda não nos define.
Forte abraço irmão.


Te considero demais mano, demais mesmo. Gosto do jeito que você lida com as coisas, sem escrúpulos para falar sobre o que é ruim, sem ter medo de chatear alguém. Tento ao máximo absorver o que você passa para a galera porque as palavras são carregadas de muita força de vontade. Tenho certeza que quando diz ter sofrido as mesmas dores que eu, sei que não o fala só para me apoiar, porque motivação barata pra mim não vale nada. Coloquei na cabeça que isso talvez não aconteça rapidamente e na primeira tentativa, pois comecei da maneira certa apenas no começo desse ano e tenho muito o que aprender ainda, Não tenho mais subestimado o meu vício como antes, pensando que só raiva bastava, pelo menos agora pretendo tentar melhorar no que fala. Se você não tivesse me motivado naquela segunda feira junto com o Logan e o Hopper, talvez eu ainda estaria em queda atrás de queda atrás de queda. Sem muito conhecimento para acrescentar ainda, o que posso fazer é agradecer pela força.

Valeu por tudo meu amigo. Fiquei afastado nesse fim de semana pois estive viajando e estava sem acesso ao fórum. No fim estou levando novamente, tentando sempre aprender alguma coisa. Tamo junto, fique com Deus irmão!

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em 19/7/2020, 22:45
HarveySpecter escreveu:Saudações, MegaDriver!

Incrível a sensação de sentir na pele alguns benefícios, né? Agora imagina aí, se com 10 dias você está sentindo isso, imagina só após o reboot. Costumo dizer que chegar ao reboot é tentar imaginar que do outro lado da ponte há algo incrível que nos espera, mesmo sem saber o que há lá, mas eu tenho certeza que é algo bem melhor do que a fase atual.

Continue firme, meu caro.

Abraço

Com certeza cara, o vazio de ter caído fica junto com a vontade de ter uma vida e os benefícios novamente. Valeu pela força amigo, um forte abraço!

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em 19/7/2020, 22:47
Revy escreveu:Eai cara como vai? sinto muito pela sua recaída, se eu pudesse te dar uma dica seria vá viver sua vida e tente esquecer da PMO eu fiz isso e estou me dando muito bem, outra coisa que fiz foi criar um novo hábito em cima do habito de PMO no meu caso foi assistir filmes. (geralmente comédia romântica e comédia) filmes leves sem teor sexual. eu decidi largar o fórum e só voltar quando sentir necessidade. Até agora está funcionando muito bem pra mim mas se tu acha que n consegue ficar sem o fórum tudo bem desejo força ai na caminhada.

Tava sumido hein parceiro? Está erguendo geral, 25 dias! Parabéns mano! Eu digo que não abandono o fórum pois é algo que definitivamente funciona para mim, mas se para ti o afastamento tem mostrado resultados melhores, melhor assim então! Muito importante achar outros passatempos, no seu caso, os filmes. Sabe que qualquer coisa pode dar um grito para todos nós que estaremos aqui para dar um apoio. Força meu bom, se cuide e vê se não assista o anime dessa Revy aí.

Tem gatilho tipo, DEMAIS, nesse negócio Hahaha Tamo junto cara, forte abraço!!

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em 19/7/2020, 22:52
RosseauStrong escreveu:Saudações, Mega.

Já tinha o visto aqui no Fórum já fazia um tempo, mas nunca cheguei a comentar no seu diário, sendo hoje a primeira vez.

Primeiramente, eu lamento pela recaída, visto que uma galera aqui na comunidade também recaiu, eu vejo isso como um ponto positivo para seguirmos uma luta juntos e não ficar se lamentando pós-recaída. O importante é ver os erros da falha e não cometê-los novamente.

E a perca dos beneficios é realmente notório. Uma das coisas que percebo, após uma recaída, é a perda da habildade de interagir com as pessoas. Uma hora você fala com todo mundo, o imenso de conversar com as mulheres, mas quando comete uma falha, esse desejo cai por água abaixo.

Vamos lutar juntos, campeão. Uma mão ajuda a outra, meu boinador!

Um forte abraço.

Boinador? Uau,

Valeu pela força meu amigo! Então, eu enxergo a recaída como um jeito de aprender alguma coisa sempre. Isso foi um dos frutos de ter interagido com a galera daqui do fórum, que numa das piores horas que tive durante meu vício, me deram uma força e desde aquela época tenho seguido em frente, mesmo com outras recaídas. Passei o fim de semana em viagem, então estive afastado do meu diário e consequentemente da maioria dos gatilhos também, mas já estou de volta e além de, infelizmente, precisar brigar com as vontades de sempre, voltarei a atualizar o meu canto aqui.

Tudo de bom amigo, darei uma conferida no seu diário! Obrigado por tudo, "Boinador"!

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em 19/7/2020, 22:56
Pakit escreveu: Muito obrigado, MegaDrive. Eu só não faço um diário, porque sou estudante de psicologia, e já tenho a prática de escrever as coisas num diário particular, não necessariamente somente sobre o vício. Mas em compensação fico feliz de acompanhar, escrever e apoiar vocês aqui! Então, sempre quando puder, venho aqui pra te apoiar.
Estou quase um mês sem PMO, e concordo com tudo que você falou. Não sou da área cognitiva dentro da psicologia, e sim, da Análise do Comportamento. Porém, fico encantado com a teoria da dopamina e de como ela faz milagres e estragos na nossa psique. Quando liberamos muito dopamina, ficamos tão relaxados que parecemos mais fadigados, tontos e sonolentos, que com certeza afeta nossa aparecia física (como qualquer outro viciado em estímulos). Eu sempre tive problemas com olheiras, e depois de um tempo de Reboot, melhoraram e muito.
Fico feliz que você não tá pensando em desistir e que está de boa. Diga-se de passagem que eu admiro o jeito que você escreve: muito coerente, reflexivo e coeso, dá para ver que é uma pessoa inteligente.
Abraços! Continua nos atualizando em, até a proxima.

Legal cara, curto escrever para mim também por me dar a oportunidade de refletir algumas coisas. A parte legal do fórum é poder conhecer a história dos outros, o que me motiva bastante para continuar e acabar encontrando os benefícios uma hora ou outra. O visual definitivamente muda após alguns dias com a cabeça limpa. É até engraçado que mesmo com um reboot conturbado com muita angústia, os benefícios inesperadamente aparecem. Acho isso um ponto positivo, pois seria bem mais complicado se conseguíssemos extrair alguma coisa disso apenas com uma recuperação limpa!

Valeu pela força e pode ter certeza que continuarei atualizando meu diário1 Tamo junto meu amigo, se cuide!

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em 20/7/2020, 15:56
Eu não sei, às vezes existem gatilhos que a gente não consegue evitar, coisas como YouTube ou às vezes o próprio google. (GATILHOS, LEIA COM CUIDADO). Acho que minha parte que interpreta a atração pelas pessoas está muito hipertrofiada, tenho preferências pessoais para mulheres que por muito tempo foram estouradas pelo vício em pornografia, mas que hoje talvez esteja voltando ao normal. Mas, por exemplo, se eu vejo uma moça japonesa (eu definitivamente acho mulheres asiáticas lindíssimas, uma coisa de outro mundo), às vezes com peito grande e coisa parecida, o estrago deveria ser tão grande?

Eu não consigo simplesmente olhar para mulher, continuar achando bonito e...e só?

Não é muito prático ter que evitar ter contato visual com qualquer moça que possa se tornar um gatilho para mim, mas isso é necessário pois minha última queda se deu por conta disso e ela não foi a única. Já bati para vídeos de ensaios no YouTube que nem +18 eram. Sabe. por um lado eu me sinto bem dizendo isso. Meu cérebro ainda se atrai com coisas mais simples e mundanas, algo meio desconhecido para muitos viciados. Tem cara que consome tanto pornô que para de sentir tesão em mulheres reais, sintomas da escalada de gênero. Eu fiquei assim, claro. Mas depois de alguns meses tentando fazer o reboot que nem gente, me afastei muito da pornografia tradicional. Mesmo em meio a algumas recaídas, eu engato outra tentativa de reboot e não consumo mais por uns dias. Quando caio, tem sido por conteúdo leve, por assim dizer. Isso já é positivo! Apesar de minhas tentativas terem sido falhas, uma parte do meu vício, mesmo que pequena acho que já curou: eu sinto atração por mulheres reais, de volta. As loucuras de se imaginar em outro gênero também sumiram caras, é algo que não tenho mais fantasiado com frequência alguma.

Mas eu não quero meia cura! Da mesma maneria que o urso abria ferida por ferida para suturar, não tenho como consumir apenas conteúdo leve e achar que é normal. Isso ainda ativa algum traço de perversidade dentro da minha cabeça, que eu preciso controlar, mas é FODA. Como eu disse, eu estou "curado" do meu vício se considerar a atração por mulheres. Mas ainda falta muita coisa. Minha mente ainda não está preparada, eu me distraio um bocado pensando em pornografia, minha ansiedade não foi embora e tenho certeza que posso despencar de volta em um turbilhão de sucessivas quedas! Não me entenda mal, só por estar melhor em um aspecto, não digo que meu caminho acaba por aqui, pois isso me fez ter uma queda e essa queda me fez ficar uma merda em certa segunda-feira aqui registrada.

Cara, não tem perdão. Eu preciso parar com essa falsidade. Minha cabeça é incapaz de distinguir o que é afeito real (que por um acaso eu nunca tive) dessa frieza virtual. Só com mais recuperação para saber. Lamento muito nunca ter passado de duas semanas sem quedas.

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em 20/7/2020, 17:19
MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Eu não sei, às vezes existem gatilhos que a gente não consegue evitar, coisas como YouTube ou às vezes o próprio google. (GATILHOS, LEIA COM CUIDADO). Acho que minha parte que interpreta a atração pelas pessoas está muito hipertrofiada, tenho preferências pessoais para mulheres que por muito tempo foram estouradas pelo vício em pornografia, mas que hoje talvez esteja voltando ao normal. Mas, por exemplo, se eu vejo uma moça japonesa (eu definitivamente acho mulheres asiáticas lindíssimas, uma coisa de outro mundo), às vezes com peito grande e coisa parecida, o estrago deveria ser tão grande?

Eu não consigo simplesmente olhar para mulher, continuar achando bonito e...e só?

Não é muito prático ter que evitar ter contato visual com qualquer moça que possa se tornar um gatilho para mim, mas isso é necessário pois minha última queda se deu por conta disso e ela não foi a única. Já bati para vídeos de ensaios no YouTube que nem +18 eram. Sabe. por um lado eu me sinto bem dizendo isso. Meu cérebro ainda se atrai com coisas mais simples e mundanas, algo meio desconhecido para muitos viciados. Tem cara que consome tanto pornô que para de sentir tesão em mulheres reais, sintomas da escalada de gênero. Eu fiquei assim, claro. Mas depois de alguns meses tentando fazer o reboot que nem gente, me afastei muito da pornografia tradicional. Mesmo em meio a algumas recaídas, eu engato outra tentativa de reboot e não consumo mais por uns dias. Quando caio, tem sido por conteúdo leve, por assim dizer. Isso já é positivo! Apesar de minhas tentativas terem sido falhas, uma parte do meu vício, mesmo que pequena acho que já curou: eu sinto atração por mulheres reais, de volta. As loucuras de se imaginar em outro gênero também sumiram caras, é algo que não tenho mais fantasiado com frequência alguma.

Mas eu não quero meia cura! Da mesma maneria que o urso abria ferida por ferida para suturar, não tenho como consumir apenas conteúdo leve e achar que é normal. Isso ainda ativa algum traço de perversidade dentro da minha cabeça, que eu preciso controlar, mas é FODA. Como eu disse, eu estou "curado" do meu vício se considerar a atração por mulheres. Mas ainda falta muita coisa. Minha mente ainda não está preparada, eu me distraio um bocado pensando em pornografia, minha ansiedade não foi embora e tenho certeza que posso despencar de volta em um turbilhão de sucessivas quedas! Não me entenda mal, só por estar melhor em um aspecto, não digo que meu caminho acaba por aqui, pois isso me fez ter uma queda e essa queda me fez ficar uma merda em certa segunda-feira aqui registrada.

Cara, não tem perdão. Eu preciso parar com essa falsidade. Minha cabeça é incapaz de distinguir o que é afeito real (que por um acaso eu nunca tive) dessa frieza virtual. Só com mais recuperação para saber. Lamento muito nunca ter passado de duas semanas sem quedas.

MegaDrive,

Acho que a nossa mente ficou por tanto tempo recebendo estímulos e aprendendo a lidar com as informações de um jeito que é difícil simplesmente parar de agir do jeito como agimos. É preciso criar uma nova rotina, introduzir outros elementos que nos ajudem a manter a cabeça no lugar e que possamos aprender a enxergar as coisas por outro ponto.

Mas essa caminhada exige muito porque temos que parar de dar os estímulos da PMO enquanto alimentamos a mente com outros. Os gatilhos sempre vão estar aí porque sexo vende, a erotização sempre vendeu muito nos anúncios publicitários e na mídia. Na internet não é diferente. Quantas vezes, eu estou vendo uma série que penso ser de boa, uma comédia mais leve e do nada, um baita nu frontal, tetas, etc. Eu fico pensando: não vou poder ver mais nada porque até nas coisas mais simples tem erotização.

Cara, eu acredito que o mundo não vai mudar. Pode parecer clichê, mas eu realmente acredito que só vai funcionar se a nossa cabeça mudar nesse processo, só se a gente se fortalecer em todos os pontos.

Penso que a nossa mente com a PMO é igual a pele que foi queimada no sol. Não dá para sair, vestir uma roupa ou tomar banho quente enquanto a pele não melhorar. Temos que também tomar cuidado para não nos queimar de novo. E sempre se hidratar.

Eu e minhas metáforas. Mas o que eu quero dizer é que temos que trabalhar tanto de dentro para fora, quanto de fora para dentro e ir construindo um espaço seguro na nossa mente.

Você está no caminho certo, mas esse caminho é bem exigente com a gente.

Grande abraço

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"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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em 21/7/2020, 23:46
Eu queria falar de ansiedade.

Sei lá, queria entender o que é. Queria entender por quê a voz sai trêmula, não sabemos o que falar, as piores palavras saem da nossas bocas disparadas da pior forma, olhamos pelo nosso entorno procurando algum sustento que talvez seja capaz de nos tirar desse vexame. E no fim não consigo dizer o que sinto de verdade. É medo de ser achado estranho, impróprio, perturbador, um distúrbio à aparência belíssima do mundo real, onde pensamos que devemos ser impressionantes a todo instante, estarmos em destaque e mostrarmos o quão poderosos e "cheios de moral" somos. "Porque homem tem que ter papo".

Inferno.

Talvez esse problema nem existe, talvez o mundinho de perfeição onde todas as pessoas são bonitas seja apenas invenção de minha mente contaminada. Parece que estamos tão preocupados em parecer bem na foto que esquecemos como nos sentimos. Pois, eu não consegui falar a verdade ao telefone para alguém próxima. E quem era alguém? Uma paixão? Alguém que eu quero ter? Porra nenhuma.

Só uma prima pela qual só sinto, sei lá, carinho de prima? Eu sou incapaz de dizer o que sinto. O que tem de mais? Ela simplesmente estava de aniversário, e eu travei! O que eu não pude falar? Porra, eu gosto pra caramba dela, a gente se diverte muito. Só queria desejar os parabéns e dizer que amo ela como uma irmã. Mas eu tremi, falei um monte de merda aleatória com um som terrível que um primo mais velho e "bonito" nunca faria.

Qual é a porra do meu problema? Eu não funciono. Mas sei lá, talvez eu tenha uma ideia do que deu errado na conversa...talvez não me senti a vontade de falar a verdade para ela, pois não sei se ela me perdoaria pelas sessões em que me masturbei pensando em seu corpo. Uma "irmã mais nova" de certa forma, que inclusive vi nascer, e nem ela passou pelo crivo. O que será que eu sinto? Será que estou tão ferrado assim no meu vício ao ponto de não poder demonstrar afeto pela minha própria família? Eu adoraria que sim. Porque dessa forma eu tenho solução. Porque dessa forma eu faço o reboot e sigo em frente.

O problema é se não for.

O problema é se eu for apenas um fudido que fica nervoso com as coisas mais fáceis da vida e não vai ter PORRA nenhuma do mundo, porque é um baita de um covarde que se tranca no próprio quarto e vira madrugada se masturbando pra vadia de site pornô tapando o rosto imaginando ser alguém da própria família! Eu imaginei minhas primas, eu imaginei a minha MÃE! Isso me dá ranço!

"STEPSISTER" "STEPDAD" "STEPMOTHER"

MALDITO!

Essa merda aqui é feia. Não tem heroísmo, nem honra no meu reboot. Isso tem mais cara de serviço sujo, de limpar com um paninho um abismo imundo cheio de sujeira conservada por 7 anos de vida jogados no inferno. Ser incapaz de falar umas verdades pra alguém que gosto...eu odeio quem me tornei, odeio com muita força. Talvez possa estar sendo duro comigo mesmo, mas não poder vivenciar as coisas mais simples, a porra das COISAS MAIS SIMPLES, é o que faz a vida ser uma merda em muitos sentidos.
É muito duro, velho...ser quem não é. Dormir todas as noites pensando em todas as vezes que eu quis dizer alguma coisa mas fui incapaz. De querer sair mais cedo do passeio por ser o único cara da mesa que não fala merda nenhuma, de ignorar mensagens de antigos amigos querendo sair por estar com vergonha de interagir, de ignorar a amiga da academia por ter vergonha de sua possível recepção e de ir para o carro no intervalo da faculdade por vergonha de interagir com quem não conheço.

Eu fechei a minha cara enquanto fazia curso pré-vestibular, e mesmo estudando com mais de 150 pessoas na mesma sala, eu passei o ano todo sem um amigo sequer. Não conversei com ninguém. Um ano de solidão extrema. De ir para aulões de véspera, ver a galera interagindo e dando risada entre si, enquanto eu me sentia VAZIO lá dentro, torcendo para ir embora logo. E eu simplesmente guardava tudo...sentimentos terríveis que eu fui deixando de lado pelos meus objetivos, mas que agora são jogados na minha cara.

Disse para mim mesmo que era porque "eu estava focado", "que o estudo é mais importante agora". Não. Eu fechei a cara porque tinha vergonha, porque pensava que tirariam onda com o meu papo horrível de quem nunca sai de casa, por não ser tão alto e me arrumar toda manhã para sair e continuar se achando horrível. De sempre achar que o cara da frente era mais interessante que eu. E tudo isso se masturbando TODO DIA. TODO DIA. TODO DIA. Sem fôlego para estudar, mas sedento por esse lixo virtual.

E pra todos que já imaginaram que o que sinto é "frescura" ou algo parecido, eu quero que...eu quero que não aconteça nada. Que vivam suas vidas felizes e equilibradas. São tolos demais, mas eu não os culpo porque no fundo a culpa nunca foi do mundo. Não quero que a sociedade mude para me aceitar, seres humanos ou não, ainda somos selvagens e movidos pela mãe natureza. Ninguém tem o dever de me aceitar, isso nem sequer é um direito que temos. Eu não me acho a vítima aqui. Se essa foi a luta que a vida me deu, o que posso fazer? Né?

É covardia minha. Nesse ponto o meu desabafo nem é mais sobre pornografia e eu sei muito bem disso. Posso ter pego muito pesado comigo mesmo, mas é algo que me serve como reflexão. A noite está terrível. Na verdade eu esperava o momento em que a tristeza mesmo ia chegar e a vontade também. Desejo só que tanto tempo e emoções negativas que eu fui apenas deixando de lado tenham servido para me ensinar a superar mais essa. Os dias ruins vieram...

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em 22/7/2020, 01:11
MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Eu queria falar de ansiedade.

Sei lá, queria entender o que é. Queria entender por quê a voz sai trêmula, não sabemos o que falar, as piores palavras saem da nossas bocas disparadas da pior forma, olhamos pelo nosso entorno procurando algum sustento que talvez seja capaz de nos tirar desse vexame. E no fim não consigo dizer o que sinto de verdade. É medo de ser achado estranho, impróprio, perturbador, um distúrbio à aparência belíssima do mundo real, onde pensamos que devemos ser impressionantes a todo instante, estarmos em destaque e mostrarmos o quão poderosos e "cheios de moral" somos. "Porque homem tem que ter papo".

Inferno.

Talvez esse problema nem existe, talvez o mundinho de perfeição onde todas as pessoas são bonitas seja apenas invenção de minha mente contaminada. Parece que estamos tão preocupados em parecer bem na foto que esquecemos como nos sentimos. Pois, eu não consegui falar a verdade ao telefone para alguém próxima. E quem era alguém? Uma paixão? Alguém que eu quero ter? Porra nenhuma.

Só uma prima pela qual só sinto, sei lá, carinho de prima? Eu sou incapaz de dizer o que sinto. O que tem de mais? Ela simplesmente estava de aniversário, e eu travei! O que eu não pude falar? Porra, eu gosto pra caramba dela, a gente se diverte muito. Só queria desejar os parabéns e dizer que amo ela como uma irmã. Mas eu tremi, falei um monte de merda aleatória com um som terrível que um primo mais velho e "bonito" nunca faria.

Qual é a porra do meu problema? Eu não funciono. Mas sei lá, talvez eu tenha uma ideia do que deu errado na conversa...talvez não me senti a vontade de falar a verdade para ela, pois não sei se ela me perdoaria pelas sessões em que me masturbei pensando em seu corpo. Uma "irmã mais nova" de certa forma, que inclusive vi nascer, e nem ela passou pelo crivo. O que será que eu sinto? Será que estou tão ferrado assim no meu vício ao ponto de não poder demonstrar afeto pela minha própria família? Eu adoraria que sim. Porque dessa forma eu tenho solução. Porque dessa forma eu faço o reboot e sigo em frente.

O problema é se não for.

O problema é se eu for apenas um fudido que fica nervoso com as coisas mais fáceis da vida e não vai ter PORRA nenhuma do mundo, porque é um baita de um covarde que se tranca no próprio quarto e vira madrugada se masturbando pra vadia de site pornô tapando o rosto imaginando ser alguém da própria família! Eu imaginei minhas primas, eu imaginei a minha MÃE! Isso me dá ranço!

"STEPSISTER" "STEPDAD" "STEPMOTHER"

MALDITO!

Essa merda aqui é feia. Não tem heroísmo, nem honra no meu reboot. Isso tem mais cara de serviço sujo, de limpar com um paninho um abismo imundo cheio de sujeira conservada por 7 anos de vida jogados no inferno. Ser incapaz de falar umas verdades pra alguém que gosto...eu odeio quem me tornei, odeio com muita força. Talvez possa estar sendo duro comigo mesmo, mas não poder vivenciar as coisas mais simples, a porra das COISAS MAIS SIMPLES, é o que faz a vida ser uma merda em muitos sentidos.
É muito duro, velho...ser quem não é. Dormir todas as noites pensando em todas as vezes que eu quis dizer alguma coisa mas fui incapaz. De querer sair mais cedo do passeio por ser o único cara da mesa que não fala merda nenhuma, de ignorar mensagens de antigos amigos querendo sair por estar com vergonha de interagir, de ignorar a amiga da academia por ter vergonha de sua possível recepção e de ir para o carro no intervalo da faculdade por vergonha de interagir com quem não conheço.

Eu fechei a minha cara enquanto fazia curso pré-vestibular, e mesmo estudando com mais de 150 pessoas na mesma sala, eu passei o ano todo sem um amigo sequer. Não conversei com ninguém. Um ano de solidão extrema. De ir para aulões de véspera, ver a galera interagindo e dando risada entre si, enquanto eu me sentia VAZIO lá dentro, torcendo para ir embora logo. E eu simplesmente guardava tudo...sentimentos terríveis que eu fui deixando de lado pelos meus objetivos, mas que agora são jogados na minha cara.

Disse para mim mesmo que era porque "eu estava focado", "que o estudo é mais importante agora". Não. Eu fechei a cara porque tinha vergonha, porque pensava que tirariam onda com o meu papo horrível de quem nunca sai de casa, por não ser tão alto e me arrumar toda manhã para sair e continuar se achando horrível. De sempre achar que o cara da frente era mais interessante que eu. E tudo isso se masturbando TODO DIA. TODO DIA. TODO DIA. Sem fôlego para estudar, mas sedento por esse lixo virtual.

E pra todos que já imaginaram que o que sinto é "frescura" ou algo parecido, eu quero que...eu quero que não aconteça nada. Que vivam suas vidas felizes e equilibradas. São tolos demais, mas eu não os culpo porque no fundo a culpa nunca foi do mundo. Não quero que a sociedade mude para me aceitar, seres humanos ou não, ainda somos selvagens e movidos pela mãe natureza. Ninguém tem o dever de me aceitar, isso nem sequer é um direito que temos. Eu não me acho a vítima aqui. Se essa foi a luta que a vida me deu, o que posso fazer? Né?  

É covardia minha. Nesse ponto o meu desabafo nem é mais sobre pornografia e eu sei muito bem disso. Posso ter pego muito pesado comigo mesmo, mas é algo que me serve como reflexão. A noite está terrível. Na verdade eu esperava o momento em que a tristeza mesmo ia chegar e a vontade também. Desejo só que tanto tempo e emoções negativas que eu fui apenas deixando de lado tenham servido para me ensinar a superar mais essa. Os dias ruins vieram...

Cara,

tem horas que a gente olha para tudo mesmo e parece que somos um monte de escombros do nosso passado. De um monte de arrependimentos e de coisas que consideramos horríveis. O que poderíamos ter feito para termos uma vida diferente dessa merda? Mano, muita coisa para pensar, esse peso nos ombros e aquele vazio que parece nos dominar.

Muitas vezes eu senti vontade de voltar no tempo e me dá muitas porradas e falar: seu imbecil, porque fica fazendo essas merdas?

Cara, quantas vezes eu vi diante da tela de um computador, com os fetiches e me perguntava: por quê?

Mano, esses dias de sombra fazem parte, a sombra sempre está ali esperando o momento para jogar na nossa cara todas as coisas que consideramos vergonhosas. Mas ela não é nossa dona e nem é a verdade. Não é para sempre. Existe horas de claridade.

O PASSADO É PASSADO e não adianta ficar se torturando.

Força irmão. Abraço

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"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4
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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 22/7/2020, 14:14
Por que eu faço tantas perguntas? São coisas difíceis.

Por que eu me viciei? Por que eu fiquei assim? Por que eu não consigo ter ninguém? Quando isso acaba? Existe alguma lição? Existe algum lucro em ter sido um viciado em Pornografia?

Eu sinto que estou mergulhado nisso. Fico questionando algumas coisas que há alguns dias eu nem sonhava em fazer e...é muito ruim cara. São coisas terríveis que nos acontecem diariamente e não sabemos mais como evitar e nem porquê elas estão lá! "Ah faça ao reboot, Mega"!

Eu sei. Eu sei que preciso fazer o reboot e passar um bom tempo sem essa merda para a minha cabeça se curar mas, "fazer reboot" não é resposta. Isso ainda não me mostra se tudo acabará um dia e se eu poderei ser alguém normal. Talvez eu fantasiei por muito tempo a minha imagem de pegador e nunca solitário, mas o que acontece é exatamente o oposto! Como a vida se tornou tão complexa? Eu percebi hoje que definitivamente não entendi nada ainda e que talvez aquele futuro todo bonito que sempre planejei para mim talvez não aconteça. E como termina?

É tanta pergunta que confesso nem ter vontade de cair. Desde ontem eu me sinto cansado, como se...a vida não tivesse um propósito definido. Para não dizer que estou nas últimas, estou muito surpreso com o reboot. Como isso tem me feito pensar tanto? Será que todos que eu conheço fazem isso? Será que tem tanta pergunta não respondida na cabeça das pessoas? O momento complicado do meu caminho não é exatamente como eu imaginava. Pensei que sentiria muita vontade, mas é justamente o contrário. Eu queria dar um pause, respirar um pouco, e talvez depois voltar. São tantos mistérios, confusões que nós não sabemos exatamente qual estrada trilhar. Ando meio perdido...

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em 22/7/2020, 15:09
Oi, parceiros Mega e Urso, espero que esteja tudo bem, apesar dos obstáculos.

Concordo com tudo que foi falado por ambos.
E sobre sua reflexão Mega:
É engraçado, porque mesmo sendo estudante de Psicologia, e lendo estudos de casos de pessoas com fobia social gravíssimas, que acabam desenvolvendo Agorafobia e não saem de casa para nada. Como também já li sobre pessoas que são super extrovertidas, que deram ''certo'' na vida (que tem família,casa e são bem sucedidas), e quando chegam em casa, se sentem o maiores fracassos que já existiu. É...a vida não é fácil. Mesmo assim, quando leio esses casos sinto que é muito abstrato e pouco concreto. Sinto que não são pessoas reais, sabe?

Porém, quando li o que você escreveu, sentir que poderia ser eu relatando a mesma sensação da minha autoestima e da minha percepção sobre os outros. Eu tenho um negocio de me individualizar muito, de achar que somente eu que sou assim: uma pessoa travada, desconfiada, medo de ser submetido aos outros e que não consegue relatar o que sente para as pessoas que gosta. Tenho uma visão que eu sou muito ''robótico'', como se todas minhas reações fossem  controladas. E ao entrar em conflito socialmente com algo que eu não esperava, eu surtasse. Vem a ansiedade, medo, sentimento de fuga e esquiva.
Me individualizo porque sempre quando eu olho para o lado na vida pessoal, eu vejo pessoas extrovertidas, bonitas, legais e interessantes. Talvez seja um pouco da ''grama do vizinho é mais verde'', mas mesmo assim, é como se o ditado do ''faltando o parafuso'' não fosse tão metafórica assim, para mim. Parece realmente que somente eu que sou assim.
Antes de fazer Psicologia, já procurei tantas doenças psicológicas que eu poderia ter para me aliviar, dizer para sociedade ''eu nasci problemático, VOCÊ QUE NÃO ENTENDE'' Desde autismo, a algum transtorno físico ou psicologo. A unica diferença minha e do seu relato, é que você não tem uma postura vitimista. Em contrapartida, eu sempre tive. O que causa uma síndrome de perseguição insuportável ( de achar que todos estão contra mim, que eu sou mais feio do que os outros por isso não tenho boas relações afetivas, que minha dicção é péssima). E acabou, como falei aqui no tópico, gerando uma postura de independência: achar que eu não precisava dos outros para viver. Eu achando que eu era rebelde do mundo capitalista liquido moderno, a nova encarnação do Buda haha. Enquanto na verdade: ter relação social virou um estimulo totalmente aversivo para mim.

Cara, é difícil. Eu queria dizer para você com o Reboot, sua vida social e ansiedade vão melhorar. Mas estaria mentindo. Pelo o pouco que percebo do seu repertorio comportamental (baseado no meu também), o vicio em P não explicaria tudo. E deficit sociais não aparecem de um dia do outro, se não forem praticados.  
Porém, tem um lado bom nisso: Se relacionar com as pessoas é algo SOCIALMENTE APRENDIDO (PS: Vocês sabiam que pessoas que falam diferentes línguas, mudam a personalidade de acordo com a língua falada? interessante pensar que somos de certa forma: o que falamos e deixamos de falar), então, tem como usar nossos comportamentos poucos integrativos para virar novas habilidades. E nisso, conseguir se abrir mais, melhorar nossas relações afetivas e sociais, sermos mais assertivos e objetivos. Consequentemente, o sentimento de ansiedade vai ser superado. Enfim, antes meu sonho era explicar meus comportamentos baseados no inatismo. Hoje me alivia: pensar que são habilidades que estão potencialmente em mim e que não foram praticadas, por conta do vicio. Entretanto, agora fora do vicio, temos tempo e clareza para perceber e se importar com isso.

E esse termo''se importar com isso'' é interessante: A gente sempre se importou mesmo durante nossa vida? sofrir sim, mas parece que nunca me importei. Sempre banalizei e racionalizei minha insegurança e fobia social. Você também ao falar que estava no pre-vestibular somente para estudar. Mas a gente ta realmente agora de fato se INCOMODADO. E se incomodar é o primeiro passo, porque só assim podemos causar mudanças num comportamento que não gostamos, não é? Parece papo de Coach e eu sempre reviro os olhos quando falam isso, entretanto, tem um pouco de verdade: Nossa vida é tentar superar nossos conflitos. O cidadão que não tem problema ou conflito no mundo louco que vivemos, com certeza está no caixão.

Fazer o Reboot é nossa saída. Quando superar esse bendito vicio, podemos conseguir perceber em nós comportamentos que não são agradáveis. Tirar essa merd...de dopamina que sugam a energia e faz que sermos prisioneiros de nós mesmo. Sairemos da bolha e conformismo. A consequência vai depender de: Criar repertórios mais adaptativos e honestos com nós mesmo. É o lema da vida, de qualquer forma. Os organismos são resilientes.
 
E acabo perguntando para vocês: Já pensaram fazer terapia com psicólogos?
Sei que nem todos acreditam no poder da terapia, ou já tiveram experiencias negativas com psicólogos. Mesmo assim, convido vocês a talvez dá uma chance quando puderem, e eu recomendaria vocês procurarem a abordagem de terapeutas analistas do comportamento/ terapeutas comportamentais. Talvez seja bastante agregador (admito que eu sou suspeito para falar kakaka)

Torço muito para que dê certo o reboot para vocês, sigam firme! Abraços.


Última edição por Pakit em 22/7/2020, 17:43, editado 1 vez(es)

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 22/7/2020, 15:29
Suas perguntas sobre si mesmo são coerentes sim, Mega. Tem diferença entre REFLETIR e ser PESSIMISTA.
Penso que quando tiramos a dopamina do nosso corpo, vai acontecer duas coisas: Um desequilíbrio hormonal terrível. Ficamos estressados, nosso corpo fica mais intolerante a outras substancias, e como consequência biológica, o cérebro vai fazer de tudo para fazer você voltar para essa dopamina fácil (Parece estranho, eu sei. Mas se a gente substituir isso com ''comida'' ou ''beber água'', quando ficamos muito tempo sem, percebemos o que nosso corpo é capaz de fazer para ter o que ele quer). Sentimentos depressivos são normais, porque o corpo não quer dopamina vindo do trabalho,das relações familiares ou de ler um livro. Ele quer o de P.
E outra consequência, penso eu, é o aflito moral que temos. O que é bem angustiante. Porque ao parar você começa a se separar do que é o ''seu eu'' de antes; o Mega de hoje tentando tratamento, não é o mesmo de um ano atras. Isso da culpa e vergonha. No mesmo tempo que parece duas pessoas diferentes, mesmo assim, como podemos ter pensando em tal fetiche? ou de ter feito isso de tal maneira? A famosa ressaca moral, mas infelizmente, sem a parte boa da festa de ontem.
Acaba que esses dois efeitos acaba virando uma racionalização: Eu não tenho tratamento, preciso voltar para o P e que se foda o mundo.

O que eu posso dizer? permaneça firme no Reboot e começar a naturalizar as suas autocriticas. Elas podem ser caminhos para futuras mudanças que talvez você está sentindo importante serem feitas e que agora podem ser realizadas. Ter culpa e vergonha é normal em certa medida, e pensar que sempre superamos nossas fases conflituosas. E obviamente, temos boas qualidades também. Que somos maior do que o P.

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 23/7/2020, 01:56
MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Por que eu faço tantas perguntas? São coisas difíceis.

Por que eu me viciei? Por que eu fiquei assim? Por que eu não consigo ter ninguém? Quando isso acaba? Existe alguma lição? Existe algum lucro em ter sido um viciado em Pornografia?

Eu sinto que estou mergulhado nisso. Fico questionando algumas coisas que há alguns dias eu nem sonhava em fazer e...é muito ruim cara. São coisas terríveis que nos acontecem diariamente e não sabemos mais como evitar e nem porquê elas estão lá! "Ah faça ao reboot, Mega"!

Eu sei. Eu sei que preciso fazer o reboot e passar um bom tempo sem essa merda para a minha cabeça se curar mas, "fazer reboot" não é resposta. Isso ainda não me mostra se tudo acabará um dia e se eu poderei ser alguém normal. Talvez eu fantasiei por muito tempo a minha imagem de pegador e nunca solitário, mas o que acontece é exatamente o oposto! Como a vida se tornou tão complexa? Eu percebi hoje que definitivamente não entendi nada ainda e que talvez aquele futuro todo bonito que sempre planejei para mim talvez não aconteça. E como termina?

É tanta pergunta que confesso nem ter vontade de cair. Desde ontem eu me sinto cansado, como se...a vida não tivesse um propósito definido. Para não dizer que estou nas últimas, estou muito surpreso com o reboot. Como isso tem me feito pensar tanto? Será que todos que eu conheço fazem isso? Será que tem tanta pergunta não respondida na cabeça das pessoas? O momento complicado do meu caminho não é exatamente como eu imaginava. Pensei que sentiria muita vontade, mas é justamente o contrário. Eu queria dar um pause, respirar um pouco, e talvez depois voltar. São tantos mistérios, confusões que nós não sabemos exatamente qual estrada trilhar. Ando meio perdido...

Grande MegaDrive,

A nossa mente gira nessas perguntas em busca de um sentido e algo para se apoiar. Em busca da legitimação de um sonho ou de uma busca. Quando vamos ver estamos tontos caídos sentados depois de tanto girar em torno do próprio eixo. O que quero dizer que talvez não tenhamos a ferramenta de entender o todo e que talvez você só vai ter as respostas para as perguntas de hoje no futuro.

O reboot é parte do processo e algo positivo em meio ao caos. Sair da p e da m para que pelo menos um ponto da vida seja mais claro. Não é fácil,mas acredito de verdade que seja possível. O reboot não é para resolver todos os problemas, mas para resolver um muito sério, para que assim tenhamos força para resolver os outros.

Força irmão, aos poucos vamos aprendendo mais nessa jornada. Um dia por vez.

Abraço

_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 23/7/2020, 02:06
Pakit escreveu:
Spoiler:
Oi, parceiros Mega e Urso, espero que esteja tudo bem, apesar dos obstáculos.

Concordo com tudo que foi falado por ambos.
E sobre sua reflexão Mega:
É engraçado, porque mesmo sendo estudante de Psicologia, e lendo estudos de casos de pessoas com fobia social gravíssimas, que acabam desenvolvendo Agorafobia e não saem de casa para nada. Como também já li sobre pessoas que são super extrovertidas, que deram ''certo'' na vida (que tem família,casa e são bem sucedidas), e quando chegam em casa, se sentem o maiores fracassos que já existiu. É...a vida não é fácil. Mesmo assim, quando leio esses casos sinto que é muito abstrato e pouco concreto. Sinto que não são pessoas reais, sabe?

Porém, quando li o que você escreveu, sentir que poderia ser eu relatando a mesma sensação da minha autoestima e da minha percepção sobre os outros. Eu tenho um negocio de me individualizar muito, de achar que somente eu que sou assim: uma pessoa travada, desconfiada, medo de ser submetido aos outros e que não consegue relatar o que sente para as pessoas que gosta. Tenho uma visão que eu sou muito ''robótico'', como se todas minhas reações fossem  controladas. E ao entrar em conflito socialmente com algo que eu não esperava, eu surtasse. Vem a ansiedade, medo, sentimento de fuga e esquiva.
Me individualizo porque sempre quando eu olho para o lado na vida pessoal, eu vejo pessoas extrovertidas, bonitas, legais e interessantes. Talvez seja um pouco da ''grama do vizinho é mais verde'', mas mesmo assim, é como se o ditado do ''faltando o parafuso'' não fosse tão metafórica assim, para mim. Parece realmente que somente eu que sou assim.
Antes de fazer Psicologia, já procurei tantas doenças psicológicas que eu poderia ter para me aliviar, dizer para sociedade ''eu nasci problemático, VOCÊ QUE NÃO ENTENDE'' Desde autismo, a algum transtorno físico ou psicologo. A unica diferença minha e do seu relato, é que você não tem uma postura vitimista. Em contrapartida, eu sempre tive. O que causa uma síndrome de perseguição insuportável ( de achar que todos estão contra mim, que eu sou mais feio do que os outros por isso não tenho boas relações afetivas, que minha dicção é péssima). E acabou, como falei aqui no tópico, gerando uma postura de independência: achar que eu não precisava dos outros para viver. Eu achando que eu era rebelde do mundo capitalista liquido moderno, a nova encarnação do Buda haha. Enquanto na verdade: ter relação social virou um estimulo totalmente aversivo para mim.

Cara, é difícil. Eu queria dizer para você com o Reboot, sua vida social e ansiedade vão melhorar. Mas estaria mentindo. Pelo o pouco que percebo do seu repertorio comportamental (baseado no meu também), o vicio em P não explicaria tudo. E deficit sociais não aparecem de um dia do outro, se não forem praticados.  
Porém, tem um lado bom nisso: Se relacionar com as pessoas é algo SOCIALMENTE APRENDIDO (PS: Vocês sabiam que pessoas que falam diferentes línguas, mudam a personalidade de acordo com a língua falada? interessante pensar que somos de certa forma: o que falamos e deixamos de falar), então, tem como usar nossos comportamentos poucos integrativos para virar novas habilidades. E nisso, conseguir se abrir mais, melhorar nossas relações afetivas e sociais, sermos mais assertivos e objetivos. Consequentemente, o sentimento de ansiedade vai ser superado. Enfim, antes meu sonho era explicar meus comportamentos baseados no inatismo. Hoje me alivia: pensar que são habilidades que estão potencialmente em mim e que não foram praticadas, por conta do vicio. Entretanto, agora fora do vicio, temos tempo e clareza para perceber e se importar com isso.

E esse termo''se importar com isso'' é interessante: A gente sempre se importou mesmo durante nossa vida? sofrir sim, mas parece que nunca me importei. Sempre banalizei e racionalizei minha insegurança e fobia social. Você também ao falar que estava no pre-vestibular somente para estudar. Mas a gente ta realmente agora de fato se INCOMODADO. E se incomodar é o primeiro passo, porque só assim podemos causar mudanças num comportamento que não gostamos, não é? Parece papo de Coach e eu sempre reviro os olhos quando falam isso, entretanto, tem um pouco de verdade: Nossa vida é tentar superar nossos conflitos. O cidadão que não tem problema ou conflito no mundo louco que vivemos, com certeza está no caixão.

Fazer o Reboot é nossa saída. Quando superar esse bendito vicio, podemos conseguir perceber em nós comportamentos que não são agradáveis. Tirar essa merd...de dopamina que sugam a energia e faz que sermos prisioneiros de nós mesmo. Sairemos da bolha e conformismo. A consequência vai depender de: Criar repertórios mais adaptativos e honestos com nós mesmo. É o lema da vida, de qualquer forma. Os organismos são resilientes.
 
E acabo perguntando para vocês: Já pensaram fazer terapia com psicólogos?
Sei que nem todos acreditam no poder da terapia, ou já tiveram experiencias negativas com psicólogos. Mesmo assim, convido vocês a talvez dá uma chance quando puderem, e eu recomendaria vocês procurarem a abordagem de terapeutas analistas do comportamento/ terapeutas comportamentais. Talvez seja bastante agregador (admito que eu sou suspeito para falar kakaka)

Torço muito para que dê certo o reboot para vocês, sigam firme! Abraços.

Pakit escreveu:
Spoiler:
Suas perguntas sobre si mesmo são coerentes sim, Mega. Tem diferença entre REFLETIR e ser PESSIMISTA.
Penso que quando tiramos a dopamina do nosso corpo, vai acontecer duas coisas: Um desequilíbrio hormonal terrível. Ficamos estressados, nosso corpo fica mais intolerante a outras substancias, e como consequência biológica, o cérebro vai fazer de tudo para fazer você voltar para essa dopamina fácil (Parece estranho, eu sei. Mas se a gente substituir isso com ''comida'' ou ''beber água'', quando ficamos muito tempo sem, percebemos o que nosso corpo é capaz de fazer para ter o que ele quer). Sentimentos depressivos são normais, porque o corpo não quer dopamina vindo do trabalho,das relações familiares ou de ler um livro. Ele quer o de P.
E outra consequência, penso eu, é o aflito moral que temos. O que é bem angustiante. Porque ao parar você começa a se separar do que é o ''seu eu'' de antes; o Mega de hoje tentando tratamento, não é o mesmo de um ano atras. Isso da culpa e vergonha. No mesmo tempo que parece duas pessoas diferentes, mesmo assim, como podemos ter pensando em tal fetiche? ou de ter feito isso de tal maneira? A famosa ressaca moral, mas infelizmente, sem a parte boa da festa de ontem.
Acaba que esses dois efeitos acaba virando uma racionalização: Eu não tenho tratamento, preciso voltar para o P e que se foda o mundo.

O que eu posso dizer? permaneça firme no Reboot e começar a naturalizar as suas autocriticas. Elas podem ser caminhos para futuras mudanças que talvez você está sentindo importante serem feitas e que agora podem ser realizadas. Ter culpa e vergonha é normal em certa medida, e pensar que sempre superamos nossas fases conflituosas. E obviamente, temos boas qualidades também. Que somos maior do que o P.  
 

Pakit,

Respondendo sua pergunta: estou fazendo terapia e tem me ajudado muito. Encontrei uma profissional que realmente tem me orientado.

Acho que com a terapia o reboot se torna algo mais profundo porque lido que possíveis causas que me fazem ir para a PMO.

Sua descrição de personalidade, quanto a do MegaDrive também se encaixam na minha vida. Esse mundo em somos nossos carrascos e a dor de não nós encaixarmos. Uma coisa que aprendi é que mesmo que a realidade seja ruim é nela que devemos ficar. Com ela é devemos aprender a lidar. A fantasia é um doce que deixa gosto ruim na boca.

Não sei se o que escrevi faz sentido, pq são duas da manhã e não consigo dormir. Mano, se vc não tiver feito um diário, faça por favor. Vai nos ajudar muito.

Abraço

_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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O que eu sinto é ódio - Página 6 Empty Re: O que eu sinto é ódio

em 23/7/2020, 10:03
Pakit escreveu:Oi, parceiros Mega e Urso, espero que esteja tudo bem, apesar dos obstáculos.

Concordo com tudo que foi falado por ambos.
E sobre sua reflexão Mega:
É engraçado, porque mesmo sendo estudante de Psicologia, e lendo estudos de casos de pessoas com fobia social gravíssimas, que acabam desenvolvendo Agorafobia e não saem de casa para nada. Como também já li sobre pessoas que são super extrovertidas, que deram ''certo'' na vida (que tem família,casa e são bem sucedidas), e quando chegam em casa, se sentem o maiores fracassos que já existiu. É...a vida não é fácil. Mesmo assim, quando leio esses casos sinto que é muito abstrato e pouco concreto. Sinto que não são pessoas reais, sabe?

Porém, quando li o que você escreveu, sentir que poderia ser eu relatando a mesma sensação da minha autoestima e da minha percepção sobre os outros. Eu tenho um negocio de me individualizar muito, de achar que somente eu que sou assim: uma pessoa travada, desconfiada, medo de ser submetido aos outros e que não consegue relatar o que sente para as pessoas que gosta. Tenho uma visão que eu sou muito ''robótico'', como se todas minhas reações fossem  controladas. E ao entrar em conflito socialmente com algo que eu não esperava, eu surtasse. Vem a ansiedade, medo, sentimento de fuga e esquiva.
Me individualizo porque sempre quando eu olho para o lado na vida pessoal, eu vejo pessoas extrovertidas, bonitas, legais e interessantes. Talvez seja um pouco da ''grama do vizinho é mais verde'', mas mesmo assim, é como se o ditado do ''faltando o parafuso'' não fosse tão metafórica assim, para mim. Parece realmente que somente eu que sou assim

Cara eu compreendo muito isso. Assim como o ursão tinha esse pensamento de que quando ficasse mais velho seria um imã de mulher e teria toda a satisfação pelo mundo que pudesse querer, acho que imagino o mesmo no fim das contas. Posso ser sincero? Isso nem culpa da pornografia é. Acho que a gente viveu a geração instagram, onde todo mundo parece mais feliz que você, parece mais bonito que você, parece ser mais rico que você e, em resumo, parece ter uma vida melhor do que a sua. Nem uso mais essas redes, mas sinto que fui contaminado de certa forma. A razão disso é que as imagens que formo na minha mente ainda são muito relacionadas com o tipo de conteúdo publicado nesse tipo de lugar.

No fim, é realmente isso: A grama do vizinho parece mais verde.


Pakit escreveu: Antes de fazer Psicologia, já procurei tantas doenças psicológicas que eu poderia ter para me aliviar, dizer para sociedade ''eu nasci problemático, VOCÊ QUE NÃO ENTENDE'' Desde autismo, a algum transtorno físico ou psicologo. A unica diferença minha e do seu relato, é que você não tem uma postura vitimista. Em contrapartida, eu sempre tive. O que causa uma síndrome de perseguição insuportável ( de achar que todos estão contra mim, que eu sou mais feio do que os outros por isso não tenho boas relações afetivas, que minha dicção é péssima). E acabou, como falei aqui no tópico, gerando uma postura de independência: achar que eu não precisava dos outros para viver. Eu achando que eu era rebelde do mundo capitalista liquido moderno, a nova encarnação do Buda haha. Enquanto na verdade: ter relação social virou um estimulo totalmente aversivo para mim.

Cara, é difícil. Eu queria dizer para você com o Reboot, sua vida social e ansiedade vão melhorar. Mas estaria mentindo. Pelo o pouco que percebo do seu repertorio comportamental (baseado no meu também), o vicio em P não explicaria tudo. E deficit sociais não aparecem de um dia do outro, se não forem praticados.  
Porém, tem um lado bom nisso: Se relacionar com as pessoas é algo SOCIALMENTE APRENDIDO (PS: Vocês sabiam que pessoas que falam diferentes línguas, mudam a personalidade de acordo com a língua falada? interessante pensar que somos de certa forma: o que falamos e deixamos de falar), então, tem como usar nossos comportamentos poucos integrativos para virar novas habilidades. E nisso, conseguir se abrir mais, melhorar nossas relações afetivas e sociais, sermos mais assertivos e objetivos. Consequentemente, o sentimento de ansiedade vai ser superado. Enfim, antes meu sonho era explicar meus comportamentos baseados no inatismo. Hoje me alivia: pensar que são habilidades que estão potencialmente em mim e que não foram praticadas, por conta do vicio. Entretanto, agora fora do vicio, temos tempo e clareza para perceber e se importar com isso.

Olha, eu tinha medo que você dissesse isso kkkk Mas é um pouco libertador de certa forma. Li seu cometário ontem e fiquei refletindo nesse momento e posso te confirmar, a minha infância diz muito sobre quem eu sou hoje. Cara, eu nunca liderei nada e nunca fui seguido. Ninguém era meu amigo, eu era amigo deles. Eu não tive primos da minha idade, apenas mais velhos. Tenho um irmão mais velho, que apesar de ter sido uma ótima companhia, eu apenas o seguia. Meu amigo de infância era meu vizinho, uns 4 anos mais velho do que eu. Soma tudo isso e você tinha uma criança que se tornou um adolescente acostumado a viver em amizades tóxicas, onde ele não tinha boca para nada, apenas seguia outros indivíduos para reconfortar o seu interior, sendo que na verdade tudo era uma ilusão.

Cara, eu definitivamente não tenho motivos para culpar ninguém por isso. Não foi culpa dos meus pais, nem dos meus falsos amigos. Minha incapacidade de exercer alguma influência sobre as outras pessoas me parece ter saído simplesmente do acaso. Foi um conjunto de fatores incontroláveis que uma criança sofreu que culminaram no que aconteceu hoje. Talvez não seja apenas isso. Era o baixinho da turma, um pouco gordinho também, um ano mais novo do que todos. Nunca foi o cara da influência. Isso me fez criar sentimentos meio ruins pelas pessoas em geral, não raiva, talvez isso teria sido melhor, mas tristeza mesmo. Não consigo pensar em muitas relações genuínas que estabeleci com as pessoas. Elas existem claro, mas foram poucas. Muito complicado porque eu nunca tinha pensado por esse lado.

Essas reflexões estão me fazendo passar por umas emoções difíceis. De questionar algumas coisas, de sentir um frio na barriga toda a hora. Está difícil. Mas eu não vou mentir dizendo que eu não esperava isso, se essa for definitivamente a verdade, eu vou precisar aprender a conviver com ela, apesar de não te dar certeza que sou capaz. É como se minha mente fosse um bolo de linha todo embaralhado.

Pakit escreveu:E esse termo''se importar com isso'' é interessante: A gente sempre se importou mesmo durante nossa vida? sofrir sim, mas parece que nunca me importei. Sempre banalizei e racionalizei minha insegurança e fobia social. Você também ao falar que estava no pre-vestibular somente para estudar. Mas a gente ta realmente agora de fato se INCOMODADO. E se incomodar é o primeiro passo, porque só assim podemos causar mudanças num comportamento que não gostamos, não é? Parece papo de Coach e eu sempre reviro os olhos quando falam isso, entretanto, tem um pouco de verdade: Nossa vida é tentar superar nossos conflitos. O cidadão que não tem problema ou conflito no mundo louco que vivemos, com certeza está no caixão.

Fazer o Reboot é nossa saída. Quando superar esse bendito vicio, podemos conseguir perceber em nós comportamentos que não são agradáveis. Tirar essa merd...de dopamina que sugam a energia e faz que sermos prisioneiros de nós mesmo. Sairemos da bolha e conformismo. A consequência vai depender de: Criar repertórios mais adaptativos e honestos com nós mesmo. É o lema da vida, de qualquer forma. Os organismos são resilientes.
 
E acabo perguntando para vocês: Já pensaram fazer terapia com psicólogos?
Sei que nem todos acreditam no poder da terapia, ou já tiveram experiencias negativas com psicólogos. Mesmo assim, convido vocês a talvez dá uma chance quando puderem, e eu recomendaria vocês procurarem a abordagem de terapeutas analistas do comportamento/ terapeutas comportamentais. Talvez seja bastante agregador (admito que eu sou suspeito para falar kakaka)

Torço muito para que dê certo o reboot para vocês, sigam firme! Abraços.

Eu tenho esperanças que a saída seja essa mesmo, mas concorda comigo que não é algo muito claro? Porra, nunca me falaram que eu deveria me preocupar com a minha saúde mental dessa forma. Eu sempre pensava que estava tudo normal e que tudo era uma fase, mas me parece que não é. São questionamentos que me machicam, estou sentindo uma ansiedade fora do comum aqui, e é difícil adotar novas medidas durante a quarentena, sem poder interagir principalmente com meus colegas da faculdade. Falando em faculdade, acho que é uma das únicas partes integralmente boas da minha vida. Eu me arrebento de estudar, mas faço o que eu amo, então é muito bom pertencer. Além das companhias. Lembra que eu saí solitário pra caramba do cursinho? Entrei na faculdade muito nervoso e com medo de interagir com a galera, medo de ser novamente o seguidor de todos.

Meu comportamento era terrível cara, eu sempre me rebaixei indiretamente e nunca percebi isso. Por sorte, conheci ótimas pessoas na faculdade, indivíduos parecidos comigo que me dão amizades genuínas, onde ninguém parece apenas seguir ninguém. Confesso que ficar longe delas pode ter agravado o que sinto.

Não estou verdadeiramente bem agora, os oceanos da minha mente estão inquietos. Mas, eu queria agradecer pelo papo. Você tem o dom para isso e me fez refletir um bocado. Muito obrigado pela força, mesmo. Um abraço amigo, tudo de bom! E faça também o que o ursão falou: Crie um diário! Vai nos ajudar muito (parece mesquinho sim kkkk Mas ajudar os outros melhora o coração então eu recomendo!).

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Zero

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