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Red Angus
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em 18/6/2020, 14:06
Vício, segundo definição extraída do dicionário Michaelis, é um defeito físico ou moral; uma imperfeição grave de uma pessoa ou coisa. Ainda, pode ser reputado como a disposição natural ou tendência para praticar o mal; qualquer ação ou comportamento nocivo motivado por essa tendência; depravação; qualquer costume condenável ou prejudicial; costume ou hábito persistente de fazer algo; mania.

De maneira simplificada, ao meu sentir, vício é a incapacidade de abandonar alguma conduta maléfica ou prejudicial mesmo quando não temos mais vontade de persistir em tal prática.

Foi justamente com base nessa premissa que comecei a me considerar uma pessoa viciada em PMO.

Não vou nem mesmo adentrar nos prolegômenos sobre como acabei caindo nesse universo deplorável, pois soaria repetitivo.  Após ler muitos dos relatos, ao que me parece, todos nós acabamos seguindo mais ou menos o mesmo roteiro, composto por timidez, masturbação, pornografia, problemas pessoais e dificuldades de aceitação. Comigo não foi diferente.

Pretendo, sim, me focar na parte em que comecei a perder o controle sobre os meus atos e sentir que isso estava prejudicando muito a minha vida, o que começou depois dos trinta.

Felizmente, ao contrário do que aconteceu com diversos dos confrades que aqui postam, não cheguei a sofrer efeitos extremos, como DE ou HOCD, mas tenho certeza de que estava navegando de forma desgovernada para tais abismos.

Atualmente tenho trinta e cinco anos e, há pelo menos quatro, já estava começando a notar alguma tendência a ER e a gozar de uma satisfação maior na masturbação do que no sexo real com minha esposa.

Após perceber que estava acontecendo isso comigo, me flagrei que havia algo errado e, mesmo tendo vontade de abandonar determinadas condutas, eu não conseguia de forma alguma largar o hábito. Foi aí que no ano 2019 passei a acreditar que isso pudesse ser alguma espécie de vício ou disfunção. Então, comecei a pesquisar e ler um pouco sobre o assunto.

Diversamente do que li em diversos relatos aqui no fórum, meu maior problema nunca foi o descontrole com a pornografia propriamente dita, mas sim com o ato da masturbação. Ao longo dos últimos dez, talvez quinze anos, foram poucos os dias em que não pratiquei o ato pelo menos uma vez por dia.

Só que a prática do ato não se dava através de fotos e vídeos, mas sim de uma tendência a fantasiar, puxar da mente cenas e pessoas que me excitavam.

Desde cedo, descobri que possuo um bizarro fetiche por mulheres fumantes e buscava nas cenas com cigarro satisfazer minha lascívia. Inicialmente, contentava-me ao apreciar a imagem de uma fumante na rua ou mesmo em filmes comuns na televisão e fantasiar a respeito.

Posteriormente, descobri os sites de chat e lá passei a buscar incessantemente o contato com pessoas com essa característica para satisfazer meus desejos.

Até tinha quem gostasse da ideia, mas como sempre temi expor qualquer coisa sobre minha sexualidade, sempre me mantive afastado de atos mais íntimos na internet.

Prosseguindo na escalada do vício, por ter uma tendência a manter relações platônicas e devido ao fato de existirem cada vez menos interlocutoras que compactuavam com essa perversão bizarra, passei a mentir e fingir ser quem eu não era nesses espaços, tudo para buscar a excitação.

Isso começou a atrapalhar muito minha vida, pois já estava em um estágio que preferia ficar conversando com estranhos e me automanipulando do que trabalhando, estudando, assistindo televisão ou fazendo qualquer coisa útil para mim e para a sociedade.

Mesmo tendo no meu íntimo plena ciência de que o que estava fazendo era errado e contrariava tudo o que tenho por honesto e adquado, persistia na conduta, apresentando justificativas para mim mesmo: “faço porque o sexo com minha esposa não é satisfatório, faço porque meu trabalho é uma merda e então pelo menos posso ter um momento de satisfação”.

Acontece que, vivendo cada vez mais tempo nessa rede de mentiras e objetificação das pessoas, que passaram a ser apenas um meio para que eu alcançasse um fim, após o término de cada uma das longas sessões, comecei a sentir severas crises morais e de consciência, que começaram a corroer a minha alma cada vez mais profundamente.

A percepção que passei a ter de mim mesmo foi se deteriorando de tal maneira que a cada dia estava perdendo mais meu amor próprio. Sentia-me como um lixo, como um ser nojento, mas mesmo assim prosseguia chafurdando no hábito.

Essa falta de dignidade passou a irradiar efeitos nas pessoas que mais amo, pois, mesmo na presença delas, passava a maior parte do tempo distante, irritadiço com todos a minha volta, e sem vontade para fazer nada. É lamentável para um homem casado e com família buscar propositadamente se manter afastado da esposa por não ter vontade de ter relações com ela, se culpar por isso e não ter mais nem paciência para brincar com a sua própria filha.

Após diversas tentativas frustradas de largar o vício da masturbação ou, pelo menos, afastar-se do fetichismo por fumantes ou do hábito de frequentar chats, acabei tomando conhecimento do curso do Pe. Paulo Ricardo sobre o assunto, que assisti integralmente e tentei colocar em prática.

Em fevereiro desse ano, mudei meus computadores de lugar. Instalei um bloqueador tanto no meu computador de casa quanto no do trabalho, colocando senhas aleatórias, que anotei e deixei em lugares inacessíveis. Deixei de frequentar as salas de bate-papo e não me masturbei por exatos 22 dias.

No entanto, não havia identificado corretamente todos os gatilhos para a minha conduta e persisti seguindo alguns perfis de redes sociais muito nocivos para o meu vício, que fatalmente me levaram a recair na conduta.

Estando no auge da fissura, dei um jeito de aprender a burlar os bloqueadores instalados e novamente consegui entrar nos chats e naufragar na imundice. Era para ser apenas uma vez, só para matar a vontade, mas, lógico que a queda veio contudo e o habito novamente se tornou diário.

Logo após, surgiu o caos do Covid e, sem nenhuma cobrança no trabalho, no período de quarentena basicamente passei a frequentar meu emprego somente para satisfazer minha lascívia. Explico, desde já, que isso era possível porque, estando em uma posição razoável na empresa, tenho o luxo de ter uma sala própria, usufruindo desses momentos de solidão improdutiva.

Vestindo a carapuça da hipocrisia que permeia a vida de todo o viciado, seja em drogas, álcool ou PMO, passei a trajar a máscara de trabalhador esforçado com o único intuito de sair de casa e me deslocar à empresa, onde tinha todo o tempo do mundo para deleitar na nojeira. Meus patrões achavam o máximo eu estar na empresa me esforçando durante a pandemia, minha esposa se enchia de satisfação, eu mesmo acreditava na mentira e achava estar fazendo uma grande coisa. Só que da consciência ninguém foge e as cobranças da alma vinham fortes...

Nesse espaço de tempo, até tentei abandonar o hábito por alguns períodos, mas raramente ficava três dias longe e voltava à minha rotina de masturbação, fingimento e crise de consciência.

Recomposto de mais um insucesso, como se lutasse sozinho contra moinhos de vento, em maio tentei novamente largar o vício e fiquei “longos” 12 dias afastado de qualquer ato, até que em uma véspera de feriado bebi pra caramba, fiquei com ressaca moral e, incapaz fisicamente de raciocinar adequadamente no meu trabalho, sentindo-me um nada, fiz o que todo o lixo faz: recair e afundar no vício novamente.

Foi aí que compreendi uma das lições mais importantes do Pe. Paulo Ricardo: não podemos dar a menor brecha para o pecado. O pecado deve ser integralmente extirpado. Isso não é nem por uma questão religiosa, e sim física mesmo. O viciado deve de toda a forma se manter longe do agente de sua vicissitude, pois ao menor contato com esta, vai recair. Isso é o que venho tentando fazer desde então.

Após mais essa recaída, passei basicamente uma semana nadando no mar de lama da PMO e novamente resolvi me encorajar a largar. Isso foi no dia 29/05.

No terceiro ou quarto dia de abstinência, lendo notícias aleatórias, esbarrei em uma reportagem falando sobre grupos de viciados em amor e sexo e como eles estavam funcionando durante o período de quarentena. Considerei que a temática pudesse ter algo a ver com o meu desvio de caráter e fui pesquisar um pouco mais sobre o assunto. Li alguns panfletos e até mesmo parte do livro que é base do programa, muito me identificando com as condutas descritas por esses dependentes. Desde então, o que era uma possibilidade se tornou uma certeza e assumi para mim mesmo a condição patológica de viciado, passando a ler e tentar colocar em prática o que aquelas pessoas chamam de programa de 12 passos.

Poucos dias após, em um esquete de humor ridículo veiculado no site do Uol, onde agora só frequento para ler notícias, tomei conhecimento de pessoas adeptas ao chamado “NoFap” (que, obviamente, estavam sendo ironizadas pelos “humoristas”). Notando que, mesmo sem saber, eu também estava tentando ser um adepto a essa prática, tentei aprofundar um pouco mais no tema, o que me trouxe a este fórum.

Foi justamente aqui que percebi ter a companhia de muitas pessoas que se sentem mal tanto psicologicamente quanto fisicamente por conta desse vício maldito. Ao ler diversos diários e relatos, vislumbrei neste espaço a possibilidade de me compartilhar sobre esse vício, o que nunca fiz antes com ninguém. Essa abertura, inclusive, é uma das bases daquele programa de 12 passos que mencionei linhas acima, que achei que jamais conseguiria conseguir colocar em prática, já que não podia conciliar o meu anonimato com as reuniões on-line dos grupos de viciados.

Esse cuidado com o anonimato e com a discrição, a propósito, é um dos motivos pelo qual afundei tanto nesse universo. Apesar de, nos últimos tempos, estar levando uma vida totalmente voltada à satisfação do vício, as pessoas que me cercam nem imaginam que tenho esse grave desvio de caráter, pois acabei me especializando em mentir, enganar, fingir e omitir.

Quando já estava no décimo segundo dia de abstinência, quase perdendo o controle e recaindo, por ter me identificado bastante com o relato do confrade Brewer, acabei postando um comentário no diário dele. O desabafo que lá fiz me ajudou bastante e mantive-me forte e hígido naquele dia difícil.

Hoje, no vigésimo primeiro dia de abstinência de todo e qualquer contato com masturbação e pornografia, seguindo o conselho que recebi do companheiro Brewer, resolvi tomar coragem de pagar a dívida de gratidão que tenho com vocês, colegas de jornada, e também escrever um diário para expor a minha história. Neste espaço, espero encontrar apoio de pessoas muito mais fortes do que eu e também poder compartilhar as dores, angustias e dificuldades que encontramos a cada dia, mantendo-me afastado da PMO ao longo de todo o programa e, quiçá-, por toda a vida.

Estando afastado da prática nociva da PMO a apenas vinte dias, já consigo sentir alguns dos tão propagados efeitos benéficos do Reboot, dentre os quais enumero uma maior disposição para fazer minhas atividades, menor tendência a procrastinar e um prazer maior em ter relações sexuais de verdade, das quais não pretendo me afastar. Meu desempenho no trabalho e minha concentração também melhoraram.

No entanto, além destes, não posso deixar de registrar que a maior recompensas que tenho recebido, é ter mais paciência com minha filha e esposa, nas quais eu estava descontando todas minhas frustrações, e usufruir de uma satisfação maior em ficar na companhia delas, o que penso ser fruto de estar tentando viver na verdade e sem estar contrariando meus princípios éticos.

Não estou usando bloqueadores, pois já dei um jeito de burlá-los uma vez. Também não estou usando um contador digital, pois tenho meu calendário físico. Mesmo assim, vou tentar mantê-los a par da evolução ou do fracasso através desse espaço e, se Deus quiser, permanecer afastado do PMO pelo maior período de tempo possível.

Agradeço a leitura desse texto longo e enfadonho, justificando-o no argumento de que a confissão sobre um problema tão grave, que perdura a tantos anos, não poderia ocorrer de maneira diversa.

Obrigado para quem leu tudo isso e até a próxima.

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Guerreiro73
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em 18/6/2020, 15:07
Seja bem vindo, amigo. A luta é árdua. Me identifiquei em alguns pontos pois tb smp fui mais de praticar a M com a fantasia. A P nem era tanto, mas consumia tb. Era viciado nas salas de BP, e de anos que passei la, so tive no máximo 2 transas reais e mt horrivel por sinal devido ao vicio. É tao forte q passamos anos afundado sem perceber. Mentiras atras de mentiras. Eu msm acreditava nas historias que contava. No momento estou a 216 dias. A meta é 365 dias e se deus quiser, sou um homem liberto desse mal. Conte comigo!
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em 18/6/2020, 17:54
Guerreiro73 escreveu:Seja bem vindo, amigo. A luta é árdua. Me identifiquei em alguns pontos pois tb smp fui mais de praticar a M com a fantasia. A P nem era tanto, mas consumia tb. Era viciado nas salas de BP, e de anos que passei la, so tive no máximo 2 transas reais e mt horrivel por sinal devido ao vicio. É tao forte q passamos anos afundado sem perceber. Mentiras atras de mentiras. Eu msm acreditava nas historias que contava. No momento estou a 216 dias. A meta é 365 dias e se deus quiser, sou um homem liberto desse mal. Conte comigo!

Obrigado pela recepção, Guerreiro73!

Não tenho como deixar de lhe parabenizar por 216 dias longe do demônio da PMO. Quem sabe eu também consiga trilhar o seu caminho, apesar de que, hoje, busco mesmo é ficar mais dois dias sem e, com isso, superar meu maior período de abstinência.

Sabe que concordo contigo quanto ao que diz. Após entrar no universo de mentiras, vamos começando a nos especializar tanto que passamos mesmo a acreditar no que falamos. No fim, diante das frustrações da vida real, essa vida fictícia parece ser muito mais agradável, e vamos afundando cada vez mais, até perceber que jogamos tudo o que tínhamos de bom fora.

Grande abraço e sucesso para nós todos.

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Guerreiro73
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em 18/6/2020, 21:42
Um dia de cada vez. Foi assim que consegui. Meditação, leitura, exercicios fisicos, boa música, buscar a espiritualidade tb é um grande aliado. Os primeiros meses eliminei todos os gatilhos. Não precisei de bloqueador até pq meu vicio maior era M com fantasias. Acredito que o que me fez não cair mais foi lembrar das dezenas de transas q tive sem sucesso, quase todas meia bomba ou com ereção q n durava 1 minuto. So em pensar na DE eu nem cogitava a opcao de cair. Acredito que essa tatica ajuda bastante. Quando eu lembrava da sensação q tinha logo apos uma sessao de PMO, me sentindo um lixo, eu nem se quer toco no minino. Outra coisa é viver um dia de cada vez e esquecer de contar pq gera ansiedade. Estou no hard mode. To na fase querendo o sexo real. Mas sempre controlado. Um abraço e vamos pra cima!
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em 19/6/2020, 17:18
Seguindo meu relato acerca da experiência visando abandonar o hábito/vicio da pornografia e masturbação, tenho a alegria de registrar que na data de hoje alcancei a marca de 22 dias totalmente afastado dessa conduta nociva.

Pode até parecer pouco, mas, desde que descobri essa forma de autodestruição, isso com meus 13-14 anos, em apenas uma oportunidade consegui ficar tanto tempo sem praticar o ato.

Na outra ocasião, que se deu em fevereiro deste ano, eu estava muito confiante e considerava já estar livre do problema, porém foi dar uma pequena brecha para um dos gatilhos (maldito Instagram) que acabei recaindo.

Já hoje, diferente daquela vez, apesar de também estar me sentindo confiante, percebo que essa confiança está acompanhada tanto de uma força advinda do prévio conhecimento sobre as fraquezas e também de mais ferramentas para me auxiliar no desiderato.

A essa hora do dia posso afirmar taxativamente que vou ultrapassar esse ponto de resistência dos 22 dias e, a partir daqui seguir por um caminho que nunca explorei antes.

Sigo vivendo um dia de cada vez, hora a hora, mas sem deixar de visualizar à frente minha próxima submeta, que é de 30 dias.

Novamente agradeço a força do Guerreiro73 e comprometo-me a mandar mensagens de apoio também aos demais companheiros, quando ler seus relatos.

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em 23/6/2020, 18:05
Vigésimo sexto dia longe de PMO.

Ontem estava complicado, pois o tédio bateu forte. Como diz o ditado, a cabeça vazia é a oficina do diabo e, para me salvar das tentações, uma mudança de foco quando a vontade veio ajudou a resolver a situação.

Já hoje, com a cabeça bem ocupada, foi tranquilo.

Após quase um mês afastado da prática, percebo que minha esposa está bem mais atraente aos meus olhos, o que é bem interessante. Afora isso e o que já ressaltei tópicos antes, não notei outras grandes alterações.

Seguirei ao próximo degrau da minha jornada, que é sustentar um mês, UM LONGO MÊS longe da PMO, o que, se Deus quiser (e ele vai querer), acontecerá sábado.

Desejo força a todos os companheiros de jornada!

Stealthyman
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em 23/6/2020, 20:57
Red Angus, inicialmente gostaria de parabeniza-lo pela marca, e de também me colocar na torcida pelo seu progressivo sucesso na superação desta horrível condição que todos nós aqui compartilhamos.

Eu precisei recorrer aos bloqueadores (não os havia considerado antes de chegar aqui) e tenho, apesar dos pesares, perseverado sobre as tentações e o comportamento compulsivo. Um dia de cada vez, e mesmo minuto a minuto, precisamos estar vigilantes a como reagimos ao mundo, para não recorrermos aos velhos hábitos como válvulas de escape aos percalços da vida.

Por fim, me alegra saber que você está recuperando seu entrosamento familiar e que a vida volta a ganhar colorido e graça. Espero que isto só melhore em sua vida.

Um abraço, e continue firme! Estamos do seu lado.

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em 26/6/2020, 18:07
Boa noite,

Estou quase no fim do 29º dia longe da funesta prática da PMO. A essa hora, certamente posso afirmar que vencerei esse dia e amanhã, sábado, alcançarei um mês totalmente afastado de P. e M.

Essa será uma marca bastante simbólica e indica que há luz no fim do túnel. O sucesso é possível.

Ontem, esvaziei minha energia sexual do jeito certo: transando com minha esposa e posso dizer que isso ajuda bastante para se manter longe da P. e da M.

Constatei que, diferente do que ocorria em outros tempos, hoje não senti nenhum “efeito caçador”, passando um dia muito tranquilo e sem correr basicamente nenhum risco de recair.

Seguirei relatando e novamente agradeço ao Stealthyman pelas palavras de apoio. Onde eu puder ser útil, coloco-me a disposição.

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em 29/6/2020, 18:16
Passo para escrever nesse exato momento para evitar recair. Não sei exatamente qual está sendo meu gatilho agora, o que é bem complicado, porque desse jeito não sei contra o que estou lutando. Depois de quebrar a barreira dos 30 dias, desde hoje pela manhã estou revisitando muitas vezes a história mentirosa muitas vezes contadas pelos chats afora e está sendo difícil demais segurar a vontade. Depois de 30 dias, pela primeira vez entrei no tal site e busquei certa palavra no buscador. Felizmente, soou o alarme do bom senso e virei as costas e saí. Se eu der a menor margem, a merda está feita.

Estou confabulando conversas, fatos, novidades, tudo para reavivar o monstro e eu não posso fazer isso. São 32 dias longe dessa peste. Falta apenas um dia para que, depois de anos, eu consiga vencer um mês, do dia 1º ao dia 30, sem P., sem M., sem mentira. E nesse instante eu estou precisando mais do que nunca de força para isso.

Além desses 32 dias longe do demônio, depois de muito tempo eu vislumbro um “que” de organização na minha mesa de trabalho, de força de vontade na minha vida, e sinto que estou no caminho certo. Só que, apesar disso, essa sombra que me acompanha a tantos anos quer voltar e fazer com que eu bote tudo a perder. Achei mesmo que estava ficando livre disso, mas pelo visto não.

Será que algum dia vou conseguir me livrar?

Já ensinou o Pe. Paulo Ricardo: não posso dar a menor margem para o pecado, pois junto com ele vem o demônio, o maligno, e eu não quero mais ele na minha vida.

Assumi a porra de um compromisso comigo mesmo, com Deus, com os confrades do fórum, e hoje estou “on the edge”, no fio da navalha, pronto para jogar tudo fora. Não posso ser e viver a falsidade.

O capeta as vezes até parece tem razão”. Mag, in São Paulo.


Última edição por Red Angus em 30/6/2020, 09:21, editado 1 vez(es)

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Shelby032
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em 29/6/2020, 18:54
Boa noite Red Angus,li sua historia ( e que historia hein),primeiro quero te parabenizar pela sua meta dos 32 dias,é bastante ja contra esse vicio que nos assombra,segundo e que vou acompanhar seu diario a partir de hj e orar por vc tbm,e terceiro ( nao leve como um desanimo),mas se caso vc recair,saiba que vc ja tem as cartas certas para erguer a cabeca e seguir em frente,se caso precisar passar pelo deserto novamente vc estara bem mais forte,e isso que acredito,fique com Deus e forca e fe em seu reboot
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Guerreiro73
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em 29/6/2020, 18:56
Força irmão! Estamos contigo!
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em 30/6/2020, 09:06
Bom dia,

Por primeiro, venho a agradecer as mensagens de apoio do Shelby032 e do Guerreiro73. O compromisso que assumi com os demais companheiros de jornada ajuda nas horas difíceis, como vou escrever adiante.

Felizmente, consegui superar os maus bocados de ontem a tarde e mantenho-me de pé e firme em meu propósito. Saí vivo do combate e estou pronto para as próximas batalhas que virão.

Do obstáculo e da dificuldade que surgiu eu tirei duas lições importantes: a primeira é a importância de manter esse diário e a segunda é a necessidade de termos um compromisso não apenas com nós mesmos, mas também com outras pessoas.

Quanto a primeira, a importância do diário se revelou quando, ao parar tudo e começar a escrever o relato, a “fissura” se dissipou, o tédio passou e, assim, consegui dar meia-volta, retornar ao caminho certo e vencer o confronto.

Já a mantença de um compromisso com terceiros, no caso com vocês, por sua vez, foi de grande valia a partir do momento que desse compromisso eu extraí a força necessária para virar as costas no exato momento que estava prestes a escorregar. A queda de um é a queda de todos.

Não pude, por fim, deixar de perceber como o fracasso está sempre a espreita. É bom ter muito cuidado com a autoconfiança e, principalmente, com o tédio.

Obrigado novamente.

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Stealthyman
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em 30/6/2020, 19:40
Red Angus escreveu:Bom dia,

Felizmente, consegui superar os maus bocados de ontem a tarde e mantenho-me de pé e firme em meu propósito. Saí vivo do combate e estou pronto para as próximas batalhas que virão.

Do obstáculo e da dificuldade que surgiu eu tirei duas lições importantes: a primeira é a importância de manter esse diário e a segunda é a necessidade de termos um compromisso não apenas com nós mesmos, mas também com outras pessoas.

Quanto a primeira, a importância do diário se revelou quando, ao parar tudo e começar a escrever o relato, a “fissura” se dissipou, o tédio passou e, assim, consegui dar meia-volta, retornar ao caminho certo e vencer o confronto.

Já a mantença de um compromisso com terceiros, no caso com vocês, por sua vez, foi de grande valia a partir do momento que desse compromisso eu extraí a força necessária para virar as costas no exato momento que estava prestes a escorregar. A queda de um é a queda de todos.

Não pude, por fim, deixar de perceber como o fracasso está sempre a espreita. É bom ter muito cuidado com a autoconfiança e, principalmente, com o tédio.

Olá Red Angus, parabéns pela sua conquista! Continue assim, sempre vigilante e compartilhando conosco a sua trajetória.

Você vai longe!

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2ª Tentativa: 07/07/2020.
Red Angus
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Ontem à(s) 09:16
Eu caí.
Não quero adentrar o motivo, mas no dia 06/07/2020 eu caí. Na verdade, já havia caído dias antes, quando, apesar de estar fisicamente mantendo o propósito, eu já havia perdido a guerra mental.
Desde então, estava no mar de lama.
Ontem, até me mantive afastado de PMO, mas foi algo circunstancial e não de caso pensado. Hoje retorno à batalha, depois de ver toda a evolução que tive jogada no lixo após uma semana.

"Situa tuas tropas em um ponto que não tenha saída, de maneira que tenham
que morrer antes de poder escapar. O que, ante a possibilidade da morte, não
estarão dispostas a fazer? Os guerreiros dão então o melhor de suas forças.
Quando se acham ante um grave perigo, perdem o medo. Quando não há nenhum
local onde ir, permanecem firmes; quando estão totalmente implicados em um
terreno, se aferram a ele. Se não têm outra opção, lutarão até o final
". (SUN TZU)

Vou instalar bloqueadores, vou me colocar em um ponto sem saída.
Obrigado.

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