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Neto Survivor
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23/9/2020, 09:13
Saúdo a todos que possam ler este diário!
Sou um homem de 50 anos que teria todos os motivos para ser feliz, a não ser pela minha vida sexual.
Desde a minha infância, a minha família detectou que eu seria uma criança diferente. Meu pai era repressivo quanto ao meu jeito de ser. O resto da família trata-me com aceitação ou zombaria.
Eu era considerado uma criança mimada, dengosa. Mas , na verdade, eu era educado rigorosamente. Enquanto criança, não tive maiores problemas.
Contudo, impulsos sexuais surgiram bem cedo na minha vida. Em forma de uma urgência que eu não entendia. Eu nem conhecia ainda masturbação, e nem mesmo eu tinha ejaculação. Não obstante, a pressão mental em procura de um prazer que eu não sabia o que era , mas sabia que estava ligado aos meus órgãos genitais e os órgãos genitais de outros homens e isso me trazia grande agitação e, como ocorre em periferias e zonas rurais, eu me sentia atraído por animais. Eu não tinha consciência se era algo reprovável ou não. O que eu me lembro é que era inevitável. Patos, galinhas, gatos e cães me atraíam. Eu bolinava esses animais. Não me orgulho dessas ações da minha infância. Minha família jamais imaginaria que aquela criança quietinha fazia tais coisas.
A pornografia, no final dos anos 70 e início dos anos 80 não era tão fácil de chegar às nossas mãos. Porém, na casa dos meus avós, havia meus tios solteiros. Debaixo do colchão deles havia dezenas de revistas pornográficas. Eu descobri a pornografia ali. Eu fazia de tudo para ficar sozinho no quarto dos meus tios e ter acesso àquelas imagens que me excitavam ainda mais.
Continuo outo dia...


Última edição por Neto Survivor em 23/9/2020, 22:20, editado 2 vez(es)
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23/9/2020, 09:21
Olá
Seja bem vindo!
Estarei acompanhando.
Você é solteiro?
Abraços!

_______________________________________
Recordes:
Primeiro reboot - 90 dias em 2015
Segundo reboot - 114 dias em 2020
______
Início do meu diário:
1ª parte: https://www.comoparar.com/t206-reboot-de-david-silva
2ª parte: https://www.comoparar.com/t7812-reboot-de-david-silva?highlight=david+silva
(Porque ficou muito grande e foi separado pelo próprio fórum)

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Neto Survivor
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23/9/2020, 09:23
Eu estou em processo de divórcio.
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Diário do Neto Survivor Empty BEM VINDO!!!

23/9/2020, 11:12
Olá ,primeiramente bem vindo,sinta-se acolhido e saiba que pode contar com a gente nesse processo de reboot,mas tarde algum moderador vai vir te auxiliar melhor ,mas já te parabenizo por vim ao fórum e reconhecer que há um problema que é o vício.Conte mais sobre como começou esse vício e nos atualize sobre suas batalhas diárias .E mais mais uma vez bem vindo Wink .

_______________________________________




Meu diário  part 1: https://www.comoparar.com/t7653-relato-diario
Meu diário part 2:  

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23/9/2020, 12:58
Neto Survivor escreveu:Saúdo a todos que possam ler este diário!
Sou um homem de 50 anos que teria todos os motivos para ser feliz, a não ser pela minha vida sexual.
Desde a minha infância, a minha família detectou que eu seria uma criança diferente. Meu pai era repressivo quanto ao meu jeito de ser. O resto da família trata-me com aceitação ou zombaria.
Eu era considerado uma criança mimada, dengosa. Mas , na verdade, eu era educado rigorosamente. Enquanto criança, não tive maiores problemas.
Contudo, impulsos sexuais surgiram bem cedo na minha vida. Em forma de uma urgência que eu não entendia. Eu nem conhecia ainda masturbação, e nem mesmo eu tinha ejaculação. Não obstante, a pressão mental em procura de um prazer que eu não sabia o que era , mas sabia que estava ligado aos meus órgãos genitais e os órgãos genitais de outros homens e isso me trazia grande agitação e, como ocorre em periferias e zonas rurais, eu me sentia atraído por animais. Eu não tinha consciência se era algo reprovável ou não. O que eu me lembro é que era inevitável. Patos, galinhas, gatos e cães me atraíam. Eu bolinava esses animais. Não me orgulho dessas ações da minha infância. Minha família jamais imaginaria que aquela criança quietinha fazia tais coisas.
A pornografia, no final dos anos 70 e início dos anos 80 não era tão fácil de chegar às nossas mãos. Porém, na casa dos meus avós, havia meus tios solteiros. Debaixo do colchão deles havia dezenas de revistas pornográficas. Eu descobri a pornografia ali. Eu fazia de tudo para ficar sozinho no quarto dos meus tios e ter acesso àquelas imagens que me excitavam ainda mais.
Continuo outo dia...

Olá, seja bem-vindo. A sexualidade é algo muito complexo! O passado está lá atrás e é importante exercitar o autoperdão. Continue, conte sua história.

_______________________________________

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24/9/2020, 01:09
Oi, Neto Survivor!

Que bom que você chegou! Seja muito bem-vindo ao Fórum "Vício em Pornografia, Como Parar?". Aqui, ao mesmo tempo em que construímos um novo caminho por meio da reversão do vício, também construímos uma família. Por isso, desejamos que você se sinta bem entre nós, ao mesmo tempo que encontre oportunidades e condições para aprender e crescer.

Confira algumas orientações, caso já esteja adotando algumas delas, parabéns!

  • Conheça a legislação do Fórum: Regras de Participação, Orientações Básicas e Proibições.

  • Veja como gerenciar seu diário em Como criar um diário no Fórum.

  • Conheça o Guia Introdutório e aprenda o básico sobre o processo de reversão do vício ou adquira o Curso Online Programa Revert (Super Recomendado) para ter acesso a informações mais completas.

  • Confira o arsenal tecnológico para te auxiliar na proteção contra o vício: Configuração do Clean Browsing; Bloqueamento via Hosts; Inter App Control Pro (Pago); Blok Supreme (Pago); Download do Qustodio (A versão gratuita já é suficiente). Para maiores informações e/ou encontrar outras opções acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Conheça os navegadores (para smartphone) que já vem com proteção contra o vício e escolha um: Spin, Kids Safe Browser (Pago) e Mobicip. Instale o NetAngel para bloquear a pornografia em seu smartphone, bem como o AppLock que pode ser utilizado para bloquear o serviço de distribuição de aplicativos, as configurações do smarthpone, dentre outras coisas. Para maiores informações e/ou encontrar outras opções para Android, iOS ou Windows Phone acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Dica: Cadastre um e-mail temporário descartável em seus softwares, pois, assim, você evita uma possível recuperação da senha. Utilize também um método de ocultação de senha, para evitar que você desative os bloqueadores em um momento de fissura. Acesse: Método para esconder a senha.

  • Instale um contador de dias: Tutorial Contador de Dias, para te situar em sua jornada.

    Avalie também a necessidade de abandono de outros vícios que podem de alguma forma te atrapalhar no processo, como masturbação, álcool, outras drogas lícitas e ilícitas, games, comidas e outros.

  • Priorize as atividades de religação, tais como: socialização, trabalho voluntário, trabalho manual prazeroso, leitura de livros, mindfulness, meditação, yoga, musculação, natação, ciclismo, pilates, hidroginástica, crossfit, boxe, lutas diversas, dança, caminhada, corrida, zumba, voleibol, futebol e muitas outras. Não foque muito em quantidade, mas na qualidade.

  • Não desperdice o seu tempo em redes sociais, pois muitas delas atuam como verdadeiras "playboys digitais", tais como: facebook, instagram, twitter, pinterest e outras. Evite também a navegação a esmo.

  • Não abandone o fórum, atualize constantemente o seu diário. Certifique-se de ter relatado toda a sua história de envolvimento com a PMO, para que, assim, possamos ajudá-lo(a) da melhor forma. Iremos empenhar todos os nossos esforços para te assistir, e sempre que puder ajude outros aqui também.

Abraços!
Vitoriosa

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Neto Survivor
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24/9/2020, 05:21
É o meu primeiro dia afastado do meu sistema de compensações, que funciona assim:
- procura por um relacionamento romântico. Não começava pelo sexo. Eu costumava (vou usar o pretérito) procurar possíveis parceiros no Facebook, no Man Hunt, em anúncios do Vivalocal e, finalmente, nas salas de bate-papo do Uol. Isso poderia durar algumas horas ou alguns dias. Não ia para a procura de sexo necessariamente, mas de um relacionamento romântico.
- procura por imagens de homens desnudos na internet (fotos ou vídeos),
- finalmente, a pornografia. Mas eu ia atrás de ver corpos masculinos. As mulheres, ali, para mim, eram desnecessárias e até indesejáveis. Há tempos que só via pornografia gay, exclusivamente,
- ultimamente isso não terminava, geralmente, em masturbação. Na maioria das vezes, a fissura ficava a nível cerebral mesmo.Ultimamente, venho enfrentando um problema de ressecamento da pele do pênis e até formação de cisto cebáceo no mesmo. Isso me fez evitar a masturbação, porque causa dor. Em grande parte, por isso, não tenho me masturbado tanto no último ano.

Ontem  à noite, senti uma carência, um vazio interior. Senti vontade de comer doces. Eram quase 22:00H. Eu ia sair para comprar açaí, mas me lembrei que eu havia comprado um pão doce (marta rocha) mais cedo. Comi-o. Inteiro. Eu não costumo comer doces em quantidade, muito menos à noite. Mas eu senti, e estou sentindo ainda, uma carência, um vazio. Por isso, vou comprar algum doce e deixar na geladeira, para essas ocorrências.

Ontem, eu tinha sessão marcada com o meu psicólogo. Estou relatando para ele uma característica minha: uma certa insensibilidade e distanciamento em ocorrências extremas, por exemplo, a morte de alguém. Eu desenvolvi esse mecanismo de sobrevivência durante a vida. Se morre alguém próximo, eu me exilo em uma insensibilidade desconcertante, não me permito sentir aquela dor. Estamos trabalhando em como desarmar esse mecanismo psíquico, pois isso está me incomodando. Também contei para ele que conheci este site e que estou escrevendo neste fórum. Pedi para ficar um mês fazendo a experiência aqui, antes de marcar a próxima sessão.

Arrow Voltando a falar da minha infância.
Eu fui crescendo muito isolado das outras crianças. Eu gostava mais de ler e de inventar histórias no meu mundo solitário do que brincar com as outras crianças. Isso foi ficando mais constante na proporção em que eu ia crescendo. Nesse mundo solitário que eu criei, minha principal ocupação era assistir a televisão, ler e inventar histórias. Não era ruim, mas quando olho para trás, vejo que não vivi a infância e a adolescência. Não construí memórias o suficiente desse período. Em compensação, desenvolvi habilidades na escrita criativa, hoje, sou - além de outras coisas - escritor. Mas só comecei a socializar o que escrevo há 7 anos Mas isso não aliviou o meu problema. nas madrugadas, eu acabava gastando as noites nas salas de bate papo, sonhando em encontrar um parceiro.
Chegando à adolescência, enfrentei dois problemas relacionados ao meu corpo: a ginecomastia (crescimento das mamas) e o meu pênis não se desenvolveu tanto quanto eu esperava. Resumindo: desenvolvi mamas, bem bonitinhas, e meu pênis ficou pequeno. No começo dos anos 80, as pessoas da minha classe social só iam a médicos em caso de extrema necessidade. Isso foi horrível, agora já consigo me lembrar desse período sem muito sofrimento, porém eu queria morrer naquela época. O zueira (bullying) era demais. Isso  fez eu me isolar mais ainda. Eu evitava toda situação que me obrigasse a tirar a camisa (e até hoje evito) e não fico nu perto de ninguém de jeito nenhum. Meu pênis, flácido, é muito pequeno. Ereto, fica bem grosso e de um tamanho aceitável para os padrões brasileiros, mas flácido só deixo o médico ver , mais ninguém. Isso tudo foi muito pesado para mim: ser uma criança/adolescente diferente (homossexualidade, mas eu ainda não sabia o que era), ginecomastia e pênis pequeno. Eu pensava: "Por que eu não morro???".
Devido ao meu isolamento, eu era bastante desinformado. Eu não conversava com ninguém sobre nada relativo a sexo. Eu sentia aquelas fissuras por sexo, ver os animais cruzarem me causava ereções. Para me aliviar, eu me esfregava nas cobertas, mas não tinha ejaculação. Outra coisa me atrapalhava, na época: fimose. Liberar a glande era muito difícil e doía muito, então eu não manipulava muito o pênis por causa da dor. Não sei como meus pais não percebiam os meus problemas e intervinham. Era a pobreza, as pessoas precisavam sobreviver, essas coisas eram vistas como "frescura". Meu contato com sexo era nas vezes que eu ia à casa dos meus avós e via as revistas pornográficas que os meus tios guardavam em lugares de fácil acesso e me esfregar nas cobertas à noite.
Depois vieram as poluções noturnas. Por não saber como fazer e por medo de me machucar, eu só me masturbei pela primeira vez aos 16 anos. Não sei dizer se a masturbação foi algo exacerbado na minha vida. Hoje, pelo que converso com meus amigos, até hoje, eu me masturbei na média das outras pessoas mesmo. Não identifico a masturbação como um problema sério na minha vida. Já a minha carência emocional, sim. Essa carência congrega num só sentimento a necessidade de carinho-companhia-sexo. Por esse sentimento eu sempre me arrisquei e já fiz algumas "loucuras; isso me arrastou para a pornografia, para cines pornôs onde o sexo é hiperfácil, a locais de "pegação" em praias e banheiros públicos, a saunas gays, a conhecer estranhos por telefone (145) no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 e nas redes sociais, com o advento da internet. Eu quero sair desse ciclo vicioso. Não quero mais viver assim.
Continuo em outro momento.
Hoje vou comprar doces!


Última edição por Neto Survivor em 28/9/2020, 04:00, editado 1 vez(es)
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24/9/2020, 06:56
É o meu primeiro dia afastado do meu sistema de compensações, que funciona assim:
- procura por um relacionamento romântico. Não começava pelo sexo. Eu costumava (vou usar o pretérito) procurar possíveis parceiros no Facebook, no Man Hunt, em anúncios do Vivalocal e, finalmente, nas salas de bate-papo do Uol. Isso poderia durar algumas horas ou alguns dias. Não ia para a procura de sexo necessariamente, mas de um relacionamento romântico.

É a tal da carência. Percebi que é um gatilho bem frequente por aqui.

- ultimamente isso não terminava, geralmente, em masturbação. Na maioria das vezes, a fissura ficava a nível cerebral mesmo.Ultimamente, venho enfrentando um problema de ressecamento da pele do pênis e até formação de cisto cebáceo no mesmo. Isso me fez evitar a masturbação, porque causa dor. Em grande parte, por isso, não tenho me masturbado tanto no último ano.

Você só contemplava as imagens?

Ontem, eu tinha sessão marcada com o meu psicólogo. Estou relatando para ele uma característica minha: uma certa insensibilidade e distanciamento em ocorrências extremas, por exemplo, a morte de alguém. Eu desenvolvi esse mecanismo de sobrevivência durante a vida. Se morre alguém próximo, eu me exilo em uma insensibilidade desconcertante, não me permito sentir aquela dor. Estamos trabalhando em como desarmar esse mecanismo psíquico, pois isso está me incomodando. Também contei para ele que conheci este site e que estou escrevendo neste fórum. Pedi para ficar um mês fazendo a experiência aqui, antes de marcar a próxima sessão.

Terapia ajuda muito, não deixe de frequentar.

Arrow Voltando a falar da minha infância.
Eu fui crescendo muito isolado das outras crianças. Eu gostava mais de ler e de inventar histórias no meu mundo solitário do que brincar com as outras crianças. Isso foi ficando mais constante na proporção em que eu ia crescendo. Nesse mundo solitário que eu criei, minha principal ocupação era assistir a televisão, ler e inventar histórias. Não era ruim, mas quando olho para trás, vejo que não vivi a infância e a adolescência. Não construí memórias o suficiente desse período. Em compensação, desenvolvi habilidades na escrita criativa, hoje, sou - além de outras coisas - escritor.

Eu me identifiquei completamente aqui. Mas minhas habilidades de escrita decaíram ao longo dos anos, provavelmente por falta de prática. Hoje não consigo escrever da forma com que escrevia há alguns anos.

Eu evitava toda situação que me obrigasse a tirar a camisa (e até hoje evito) e não fico nu perto de ninguém de jeito nenhum. Meu pênis, flácido, é muito pequeno. Ereto, fica bem grosso e de um tamanho aceitável para os padrões brasileiros, mas flácido só deixo o médico ver , mais ninguém. Isso tudo foi muito pesado para mim: ser uma criança/adolescente diferente (homossexualidade, mas eu ainda não sabia o que era), ginecomastia e pênis pequeno. Eu pensava: "Por que eu não morro???".

Você já tratou a ginecomastia? Sei que tem tratamento medicamentoso e também cirúrgico (um amigo teve). Quanto ao pênis, também me identifico, é o mesmíssimo caso, apesar que minha obesidade ajuda a diminuí-lo.

Devido ao meu isolamento, eu era bastante desinformado. Eu não conversava com ninguém sobre nada relativo a sexo.


Idem.

Eu sentia aquelas fissuras por sexo, ver os animais cruzarem me causava ereções. Para me aliviar, eu me esfregava nas cobertas, mas não tinha ejaculação. Outra coisa me atrapalhava, na época: fimose. Liberar a glande era muito difícil e doía muito, então eu não manipulava muito o pênis por causa da dor. Não sei como meus pais não percebiam os meus problemas e intervinham. Era a pobreza, as pessoas precisavam sobreviver, essas coisas eram vistas como "frescura". Meu contato com sexo era nas vezes que eu ia à casa dos meus avós e via as revistas pornográficas que os meus tios guardavam em lugares de fácil acesso e me esfregar nas cobertas à noite.

Também penso que tenha sido por ignorância, passei pelo mesmo. Fui operar quando comecei a trabalhar. Cheguei a ter problemas por conta da sujeira que se acumulava pois não conseguia fazer a higiene apropriadamente.

Essa carência congrega num só sentimento a necessidade de carinho-companhia-sexo. Por esse sentimento eu sempre me arrisquei e já fiz algumas "loucuras; isso me arrastou para a pornografia, para cines pornôs onde o sexo é hiperfácil, a locais de "pegação" em praias e banheiros públicos, a saunas gays, a conhecer estranhos por telefone (145) no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 e nas redes sociais, com o advento da internet. Eu quero sair desse ciclo vicioso. Não quero mais viver assim.

O primeiro passo você já deu: reconheceu o problema. Agora é trabalhá-lo.

Hoje vou comprar doces!

Indago: os doces para ti também não fazem parte do sistema de recompensas do cérebro?

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24/9/2020, 07:23
darthvader escreveu:
É o meu primeiro dia afastado do meu sistema de compensações, que funciona assim:
- procura por um relacionamento romântico. Não começava pelo sexo. Eu costumava (vou usar o pretérito) procurar possíveis parceiros no Facebook, no Man Hunt, em anúncios do Vivalocal e, finalmente, nas salas de bate-papo do Uol. Isso poderia durar algumas horas ou alguns dias. Não ia para a procura de sexo necessariamente, mas de um relacionamento romântico.

É a tal da carência. Percebi que é um gatilho bem frequente por aqui.

- ultimamente isso não terminava, geralmente, em masturbação. Na maioria das vezes, a fissura ficava a nível cerebral mesmo.Ultimamente, venho enfrentando um problema de ressecamento da pele do pênis e até formação de cisto cebáceo no mesmo. Isso me fez evitar a masturbação, porque causa dor. Em grande parte, por isso, não tenho me masturbado tanto no último ano.

Você só contemplava as imagens?

Ontem, eu tinha sessão marcada com o meu psicólogo. Estou relatando para ele uma característica minha: uma certa insensibilidade e distanciamento em ocorrências extremas, por exemplo, a morte de alguém. Eu desenvolvi esse mecanismo de sobrevivência durante a vida. Se morre alguém próximo, eu me exilo em uma insensibilidade desconcertante, não me permito sentir aquela dor. Estamos trabalhando em como desarmar esse mecanismo psíquico, pois isso está me incomodando. Também contei para ele que conheci este site e que estou escrevendo neste fórum. Pedi para ficar um mês fazendo a experiência aqui, antes de marcar a próxima sessão.

Terapia ajuda muito, não deixe de frequentar.

Arrow Voltando a falar da minha infância.
Eu fui crescendo muito isolado das outras crianças. Eu gostava mais de ler e de inventar histórias no meu mundo solitário do que brincar com as outras crianças. Isso foi ficando mais constante na proporção em que eu ia crescendo. Nesse mundo solitário que eu criei, minha principal ocupação era assistir a televisão, ler e inventar histórias. Não era ruim, mas quando olho para trás, vejo que não vivi a infância e a adolescência. Não construí memórias o suficiente desse período. Em compensação, desenvolvi habilidades na escrita criativa, hoje, sou - além de outras coisas - escritor.

Eu me identifiquei completamente aqui. Mas minhas habilidades de escrita decaíram ao longo dos anos, provavelmente por falta de prática. Hoje não consigo escrever da forma com que escrevia há alguns anos.

Eu evitava toda situação que me obrigasse a tirar a camisa (e até hoje evito) e não fico nu perto de ninguém de jeito nenhum. Meu pênis, flácido, é muito pequeno. Ereto, fica bem grosso e de um tamanho aceitável para os padrões brasileiros, mas flácido só deixo o médico ver , mais ninguém. Isso tudo foi muito pesado para mim: ser uma criança/adolescente diferente (homossexualidade, mas eu ainda não sabia o que era), ginecomastia e pênis pequeno. Eu pensava: "Por que eu não morro???".

Você já tratou a ginecomastia? Sei que tem tratamento medicamentoso e também cirúrgico (um amigo teve). Quanto ao pênis, também me identifico, é o mesmíssimo caso, apesar que minha obesidade ajuda a diminuí-lo.

Devido ao meu isolamento, eu era bastante desinformado. Eu não conversava com ninguém sobre nada relativo a sexo.


Idem.

Eu sentia aquelas fissuras por sexo, ver os animais cruzarem me causava ereções. Para me aliviar, eu me esfregava nas cobertas, mas não tinha ejaculação. Outra coisa me atrapalhava, na época: fimose. Liberar a glande era muito difícil e doía muito, então eu não manipulava muito o pênis por causa da dor. Não sei como meus pais não percebiam os meus problemas e intervinham. Era a pobreza, as pessoas precisavam sobreviver, essas coisas eram vistas como "frescura". Meu contato com sexo era nas vezes que eu ia à casa dos meus avós e via as revistas pornográficas que os meus tios guardavam em lugares de fácil acesso e me esfregar nas cobertas à noite.

Também penso que tenha sido por ignorância, passei pelo mesmo. Fui operar quando comecei a trabalhar. Cheguei a ter problemas por conta da sujeira que se acumulava pois não conseguia fazer a higiene apropriadamente.

Essa carência congrega num só sentimento a necessidade de carinho-companhia-sexo. Por esse sentimento eu sempre me arrisquei e já fiz algumas "loucuras; isso me arrastou para a pornografia, para cines pornôs onde o sexo é hiperfácil, a locais de "pegação" em praias e banheiros públicos, a saunas gays, a conhecer estranhos por telefone (145) no final dos anos 90 e começo dos anos 2000 e nas redes sociais, com o advento da internet. Eu quero sair desse ciclo vicioso. Não quero mais viver assim.

O primeiro passo você já deu: reconheceu o problema. Agora é trabalhá-lo.

Hoje vou comprar doces!

Indago: os doces para ti também não fazem parte do sistema de recompensas do cérebro?


Vou tentar responder as suas perguntas:
eu identifico, em mim, a procura por parceiro e sexo algo muito mais relevante do que a masturbação. Nesse sentido, olhar vídeos de bailarinos, de atletas ou mesmo nudez total e sexo explícito é mais urgente do que me masturbar. Mas tenho que colocar nessa conta que fiquei casado com mulher por 10 anos e fiquei 7 anos  como membro de uma igreja evangélica fundamentalista. Então, nesses 7 anos na igreja, eu fiquei afastado da pornografia. E durante os 10 anos do casamento, que aconteceu no contexto dos casamentos das igrejas fundamentalistas, eu não não me masturbei. E nesse período de 7 anos na igreja e no casamento, eu não vi pornografia. Somente depois que eu saí da igreja é que eu fui, aos poucos, voltando a esse vício. Mas eu nunca na minha vida, desde que eu despertei para a sexualidade, fiquei sem pensar em homem, seja romanticamente ou por puro tesão. Eu tentei sufocar isso por anos, seguindo os preceitos da igreja e neste casamento com mulher. Hoje, não assinei o divórcio, mas vivemos em casas separadas. Passo os finais de semana e férias com ela e minha filha. Eu e a mãe da minha filha estamos nos relacionando como amigos. Eu tenho um quarto na nossa casa. Todo final de semana, sem falta, eu estou lá com elas. Mas não fazemos sexo, não temos intimidade, há mais de um ano. Quanto aos doces, é algo que eu tenho controle. Comida não é o meu problema. Estou em uma experiência vegetariana há uma ano e eu me preocupo com a relação peso/altura, eu controlo isso. Relatei porque foi algo fora do comum, essa vontade de comer doce à noite e em quantidade mais exagerada. Mas eu vou ficar atento, vou voltar a caminhar, que gosto muito, não vou sucumbir à glicose. Agradeço a sua solidariedade!
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24/9/2020, 08:05
eu identifico, em mim, a procura por parceiro e sexo algo muito mais relevante do que a masturbação. Nesse sentido, olhar vídeos de bailarinos, de atletas ou mesmo nudez total e sexo explícito é mais urgente do que me masturbar.

Nossa, te entendo perfeitamente! Shocked

Mas tenho que colocar nessa conta que fiquei casado com mulher por 10 anos e fiquei 7 anos como membro de uma igreja evangélica fundamentalista. Então, nesses 7 anos na igreja, eu fiquei afastado da pornografia. E durante os 10 anos do casamento, que aconteceu no contexto dos casamentos das igrejas fundamentalistas, eu não não me masturbei. E nesse período de 7 anos na igreja e no casamento, eu não vi pornografia. Somente depois que eu saí da igreja é que eu fui, aos poucos, voltando a esse vício. Mas eu nunca na minha vida, desde que eu despertei para a sexualidade, fiquei sem pensar em homem, seja romanticamente ou por puro tesão. Eu tentei sufocar isso por anos, seguindo os preceitos da igreja e neste casamento com mulher. Hoje, não assinei o divórcio, mas vivemos em casas separadas. Passo os finais de semana e férias com ela e minha filha. Eu e a mãe da minha filha estamos nos relacionando como amigos. Eu tenho um quarto na nossa casa. Todo final de semana, sem falta, eu estou lá com elas. Mas não fazemos sexo, não temos intimidade, há mais de um ano.

Fico feliz que você tenha se libertado e que tenha uma relação pacífica com a mãe da sua filha.

Quanto aos doces, é algo que eu tenho controle. Comida não é o meu problema. Estou em uma experiência vegetariana há uma ano e eu me preocupo com a relação peso/altura, eu controlo isso. Relatei porque foi algo fora do comum, essa vontade de comer doce à noite e em quantidade mais exagerada. Mas eu vou ficar atento, vou voltar a caminhar, que gosto muito, não vou sucumbir à glicose. Agradeço a sua solidariedade!

Comida não é meu problema, os doces é que são um transtorno. Como alguém que começou devagar nesse assunto e foi ao descontrole, fique atento! Estamos juntos.

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24/9/2020, 08:37
darthvader escreveu:
eu identifico, em mim, a procura por parceiro e sexo algo muito mais relevante do que a masturbação. Nesse sentido, olhar vídeos de bailarinos, de atletas ou mesmo nudez total e sexo explícito é mais urgente do que me masturbar.

Nossa, te entendo perfeitamente!  Shocked

Mas tenho que colocar nessa conta que fiquei casado com mulher por 10 anos e fiquei 7 anos  como membro de uma igreja evangélica fundamentalista. Então, nesses 7 anos na igreja, eu fiquei afastado da pornografia. E durante os 10 anos do casamento, que aconteceu no contexto dos casamentos das igrejas fundamentalistas, eu não não me masturbei. E nesse período de 7 anos na igreja e no casamento, eu não vi pornografia. Somente depois que eu saí da igreja é que eu fui, aos poucos, voltando a esse vício. Mas eu nunca na minha vida, desde que eu despertei para a sexualidade, fiquei sem pensar em homem, seja romanticamente ou por puro tesão. Eu tentei sufocar isso por anos, seguindo os preceitos da igreja e neste casamento com mulher. Hoje, não assinei o divórcio, mas vivemos em casas separadas. Passo os finais de semana e férias com ela e minha filha. Eu e a mãe da minha filha estamos nos relacionando como amigos. Eu tenho um quarto na nossa casa. Todo final de semana, sem falta, eu estou lá com elas. Mas não fazemos sexo, não temos intimidade, há mais de um ano.

Fico feliz que você tenha se libertado e que tenha uma relação pacífica com a mãe da sua filha.

Quanto aos doces, é algo que eu tenho controle. Comida não é o meu problema. Estou em uma experiência vegetariana há uma ano e eu me preocupo com a relação peso/altura, eu controlo isso. Relatei porque foi algo fora do comum, essa vontade de comer doce à noite e em quantidade mais exagerada. Mas eu vou ficar atento, vou voltar a caminhar, que gosto muito, não vou sucumbir à glicose. Agradeço a sua solidariedade!

Comida não é meu problema, os doces é que são um transtorno. Como alguém que começou devagar nesse assunto e foi ao descontrole, fique atento! Estamos juntos.


Quanto à ginecomastia, quando eu fico no meu peso ideal, fica bem discreto. O problema é chegar ao peso ideal. A ginecomastia não é mais problema para mim, aos 50 anos isso não tem mais peso, a não ser estético. Não penso em cirurgia. Saindo dessa eterna procrastinação, vou me dedicar a exercícios físicos e reeducação alimentar, para o meu caso já vai ser o suficiente.
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Diário do Neto Survivor Empty 2º dia: Diário do Neto Survivor

25/9/2020, 06:26
Hoje é o 2º dia desde que conheci este grupo. Ontem, durante o dia, me senti tendo olhares "interessados" para alguns homens que vi nas ruas e no trabalho. Olhei discretamente, principalmente para o "bulto" (volume na barguilha) e nas nádegas. São olhares rápidos e disfarçados. Não comprei os doces que pretendia. Como tenho mel e granola em casa, decidi me satisfazer com eles.
Talvez pareça que eu não dê tanta importância para a pornografia e a masturbação. No entanto, há algo que eu considero mais grave na minha vida: a carência afetiva. Eu temo ela muito mais que a PM, pois a carência me escraviza à pornografia e por ela eu me rendo não só à masturbação, mas ao sexo descontrolado.
E eu sei o que pode desencadear um descontrole na minha vida sexual: uma humilhação, uma agressão, um sentimento de abandono ou de perda. Isso pode, a qualquer momento, me levar de volta à procura de pornografia e a ter relação sexual até com um estranho. E quem neste mundo está livre de uma humilhação, agressão ou perda?
Tenho lido relatos aqui no Fórum. Uma coisa em comum que tenho com os outros relatos: a procrastinação. Tenho ótima saúde física, mas a procrastinação -  agora - me parece ser a doença que me acompanha a vida toda.

Voltando a falar da minha infância:
Eu era muito tímido e vivia mais isolado, por vontade própria. Uma coisa eu percebia: meninas não me atraíam. Enquanto outros meninos já começavam a se interessar pelas garotas. Eu sentia fissura por sexo, mas não atração pelo sexo oposto.
Certo dia, a primeira vez que eu fui sozinho à igreja para receber a Eucaristia, vi entrar um rapaz muito bonito. Ao vê-lo, senti um torpor. Olhei para o crucifixo no altar para afastar aquele sentimento de mim. Porém, no crucifixo havia um corpo masculino. Foi pior ter olhado. Saí da igreja apressadamente. Nunca mais busquei a Eucaristia. Eu tinha cerca de 11 anos.
Daquele dia em diante, percebi que mulheres não me despertavam interesse, mas homens me causavam torpor. Eu tinha 11 anos, aproximadamente. Aquilo era terrível para mim, pois naquele tempo, o dito popular dizia "Bicha tem que morrer". Eu não sabia ainda o que era "bicha" ou "viado", mas eu desconfiava que tinha a ver com o que eu sentia.

Vou parar por aqui, hoje. Meu medo é o meu "telhado de vidro". É eu sentir uma carência mais forte. É eu sofrer uma agressão verbal. Isso vai abalar a minha resistência. Outro medo é algum  homem se interessar por mim. Se eu receber um convite ou uma cantada, uma paquera,  vai ser difícil.

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Diário do Neto Survivor Empty 3º dia: Diário do Neto Survivor

26/9/2020, 19:54
Mais um dia sem entrar em sites de pornografia, salas de bate papo ou contatos por meio de Facebook ou zap.
Por enquanto, a carência ainda não é forte.
Tenho comido um pouco a mais do que o comum.
Sinto vontade de comer doce, mas é controlável.
Contudo, sei que preciso vigiar a carência. Também, meu mau hábito de procurar sexo para lidar com frustrações.

Lembrando da minha infância/adolescência.
Fui entrando na adolescência com poucos amigos e muito desorientado por conta da ginecomastia e do pênis pequeno, além de que meus vizinhos e parentes me achavam "afeminado".
Sentia fissura, vontade de experimentar sexo. Era algo forte. Eu começava a tentar minha primeira experiência, tentativas desastrosas. Quando eu tinha 15 anos, um primo distante, que morava no interior, veio morar perto da minha casa. Ele tinha  21 anos e já tinha experiências sexuais com homens e mulheres, e gabava-se disso para mim, meu irmão e meus primos. Ele percebeu a minha situação, quem eu era e  como eu era. Ele propôs termos relações. Eu aceitei. Na época, para mim, tanto fazia se a minha primeira experiência seria com homem ou mulher, se fosse com homem, tanto faz se seria ativo ou passivo, tanto fazia. Ele era mais velho que eu e mais experiente, ele me conduziu em tudo. Eu sabia o que seria aquilo teoricamente, mas não na prática. Foi muito estranho. Doeu terrivelmente. Mas pelo menos eu tive alguém interessado em mim. Alguém me queria. Então, continuamos com aquela relação. O que ajudou foi que começamos a nos relacionar como namorados. No caso, ele me tratava como uma "namorada". Por mais que doesse e fosse invasivo, eu aceitava. Eu tinha alguém interessado em mim. Foi nessa época que  comecei a trabalhar. Eu trabalhava durante o dia e fazia o ensino médio à noite.
Contudo, antes de começar essa relação com o meu primo, eu tive uma experiência com um homem mais velho que eu. Ele não chegou a me penetrar. Só roçou em mim, mas nisso eu contraí uma uretrite não gonocócica. Não doía, não ardia, não sentia nada, mas havia uma alteração na uretra. Eu não quis contar para o meu primo. Repentinamente, rompi com ele e fui fazer o tratamento para essa uretrite.
Descobrir essa uretrite foi um drama. Eu não sabia com quem falar, queria pedir orientação para um colega da escola, mas tive vergonha. Não fazia ideia do que eu iria fazer. Eu tinha 16 anos e estava com uma alteração na uretra. Como eu iria explicar isso? Contei para a minha mãe. A princípio, ela ficou brava. Disse que eu tinha feito "cachorrada". Eu não respondia nada. Só chorava. Ela me levou para um ginecologista, porque ela não fazia ideia do que deveria fazer. Meu pai era muito intransigente e incompreensivo. O ginecologista indicou o urologista. Daí em diante, com 16 anos, eu fui sozinho e fiz tudo sozinho. Ia para o centro de São Paulo sozinho, procurava clínicas, marcava consultas, pagava as consultas, os exames, comprava os remédios. Fiz o tratamento em uma clínica especializada. A infecção foi vencida, mas a  uretra ficou alterada. Eu sei porque eu me lembro de como era e como ficou. Tem manchas, mas nunca senti nada.
Nessa época,  buscando entender o que estava acontecendo comigo, procurei um centro espírita Kardecista. Fui ler os livros da codificação espírita e os livros psicografados por Chico Xavier. Fiquei um ano e meio envolvido com os trabalho desse centro espírita. Fiz amigos com os quais mantenho contato até hoje. Eu tinha 16-17 anos e fiz sozinho, sem minha família participar, dessas experiências.

Voltando ao hoje: caminhei, adiantei tarefas do meu emprego e fiquei feliz por isso. Estou me sentindo mais vivo!
Amanhã é outro dia!

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27/9/2020, 09:51
rapaz bem complicada essa adolescência. eu lembro de ser um adolescente bem tímido e retraído, e por isso passei batido de maiores pertubações. apenas foi período meio solitário, mas ok. parabéns pelo dia. uma dúvida: você costuma praticar MOs?

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27/9/2020, 13:14
sbtrktr escreveu:rapaz bem complicada essa adolescência. eu lembro de ser um adolescente bem tímido e retraído, e por isso passei batido de maiores pertubações. apenas foi período meio solitário, mas ok. parabéns pelo dia. uma dúvida: você costuma praticar MOs?
Eu tenho 50 anos, então o certas coisas são mais controláveis para mim. Na adolescência, eu só descobri a masturbação aos 16 anos, naquela época não havia informação como atualmente. Eu tive fimose moderada até os 34 anos, talvez - por isso - eu não tenha tido M com tanta frequência. Pelo que eu leio e converso, a masturbação na minha vida foi dentro do padrão da população mesmo.
Durante muito tempo eu passei por sérias dificuldades sócio-econômicas, isso foi um freio para a PMO, a necessidade para a sobrevivência me obrigou a canalizar energia para outras áreas. Mas a carência afetiva me empurra para a P.
Começa assim:
1.olhar fotos de jogadores, bailarinos,vlogs, propaganda de cueca, etc;
2. salas de bate-papo, grupos gays no Facebook, sites de relacionamento;
3. contactar pessoas por zap;
4. marcar encontro;
5. relação sexual.
Recomeça tudo de novo, pois essas relações não criam raízes. É um ciclo vicioso.
A M pode fazer parte disso ou não. A P sempre faz parte disso.
Quando solteiro, já levei vários desconhecidos para casa, pessoas alcoólatras, pessoas quase em situação de rua.
Já fui dormir em casa de pessoas desconhecidas.
Eu tenho os meus limites, tanto no sentido de preservar a saúde quanto a minha integridade física e a minha autoestima.
Enquanto eu for vulnerável a esta carência, vou estar vulnerável a P.
Por exemplo, já fui muitas vezes a cines eróticos, mas não para ver o filme, mas para fazer o filme ao vivo. Não me orgulho disso nem um pouco. É a mesma coisa de ser viciado em drogas, mas o vício está em mim mesmo, no meu corpo e na minha alma.
Agradeço a sua atenção.
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29/9/2020, 10:23
Caramba, é foi uma vida difícil,não imagino a intensidade e os problemas que você passou,mas sempre é hpra de recomeçar e ter uma nova vida.E então,como tem sido seus dias, quais atividades começou recentemente e tals ?

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29/9/2020, 16:32
Josuez escreveu:Caramba, é foi uma vida difícil,não imagino a intensidade e os problemas que você passou,mas sempre é hpra de recomeçar e ter uma nova vida.E então,como tem sido seus dias, quais atividades começou  recentemente e tals ?

Olá, Josuez!
Esses dias afastados de salas de bate-papo e pornografia me deixaram mais vivo, mais perspicaz. Há coisas na minha casa que eu não via, problemas que precisavam ser sanados, mas eu não encontrava a solução.
No meu caso, vejo que a questão primordial não era a frequência, mas a INTENSIDADE. Estou lendo vários relatos aqui. Embora eu não identifique a frequência, percebo que a intensidade da minha carência é bastante preocupante. Por ela é que eu perco tempo imensurável nas salas de bate-papo, às vezes, atravessando a madrugada.
Estou bem mais ativo, resolvendo os meus problemas cotidianos. Eu sempre que posso, caminho; quero manter e intensificar isso. Já leio bastante e quero intensificar.
Agradeço a sua atenção.
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29/9/2020, 21:28
Mais um dia sem pornografia ou salas de bate-papo e sites de relacionamento.

Estou mais produtivo e percebo melhor as coisas ao meu redor. Isso significa que eu não estava vivendo plenamente.
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30/9/2020, 09:22
Que bom que está conseguindo se desperta para a vida real e enxergando problemas antes ocultos pela pmo.A carência realmente é algo que nos atrapalha muito ,mas já tentou trabalhar isso, o mais indicado seria uma terapia e tals , porém, pode começar aos poucos , em vez de procurar curar a carência nos outros , procure curar em si mesmo , fazendo coisas saudáveis que te deixa feliz, se valorize ,se auto elogie , eleve sua autoestima .Comecei assistir Rupaul e lembrei da frase mestre que ela sempre fala e que faz todo sentido : SE VOCÊ NÃO SE AMA ,COMO PODERÁ AMAR ALGUÉM? Espero que possa alcançar uma semana e mais e mais .Abraços e forças Wink .

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30/9/2020, 18:43
Josuez escreveu:Que bom que está conseguindo se desperta para a vida real e enxergando problemas antes ocultos pela pmo.A carência  realmente é algo que nos atrapalha muito ,mas já tentou trabalhar isso, o mais indicado seria uma terapia  e tals , porém, pode começar aos poucos , em vez de procurar curar a carência nos outros , procure curar em si mesmo , fazendo coisas saudáveis que te deixa feliz, se valorize  ,se auto elogie , eleve sua  autoestima .Comecei  assistir Rupaul e lembrei da frase mestre que ela sempre fala e que faz todo sentido : SE VOCÊ NÃO SE AMA ,COMO PODERÁ AMAR ALGUÉM? Espero que possa alcançar uma semana e mais e mais .Abraços e forças Wink .

Josuez, eu estou sendo acompanhado por um psicólogo.
Agradeço a sua atenção..
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30/9/2020, 19:08
Um homem que eu conheci no ano passado,  por meio de um anúncio, entrou em contato comigo. Ele tem uma situação matrimonial parecida com a minha: casado no papel e separado de fato. Ele está passando esse período de isolamento em uma casa de campo. Ficamos juntos uma vez só, mas mantivemos contato durante esse período de um ano porque ele é uma pessoa que tem vários interesses em comum, na vida profissional, comigo. É uma pessoa muito inteligente, vibrante e interessante para se passar horas conversando. Mas sexo mesmo, foi um encontro só. Ele entrou em contato, insinuou para eu ir lá. Mas eu não vou. Minha relação com ele ficou dúbia, uma mescla de amizade com desejo sexual. Decidi não estimular essa amizade. Tem uma coisa que ele fala ao telefone que me assusta: "Deixa eu viciar no seu pau". Quando ele fala isso, me faz pensar em drogas, em álcool. Enfim, aconteceu não posso negar, mas não quero repetir.

Voltando à minha adolescência.
Em busca de respostas, frequentei um centro espírita por cerca de um ano. Não encontrei as respostas que eu procurava. Eu já estava com quase 18 anos e trabalhava há dois anos em um empresa, em um trabalho maçante, enjoativo, queria sair de lá. Às vezes, um dono de uma banca de revista, que ficava no trajeto do meu serviço, tentava me seduzir quando eu parava para olhar as publicações. Me excitava, mas eu tinha medo. Quando ele me assediava, eu saía apressadamente. Depois, tive que mudar de trajeto e não o vi mais.
Aquele meu primo com quem eu tinha iniciado minha medíocre vida sexual estava casado nesta época e já tinha um filho. Depois de pouco mais de um ano sem nos relacionarmos, ele começou a me convidar para voltarmos a transar. Eu me senti excitado e tentado, mas me apeguei ao que tinha aprendido no Espiritismo.
Mais alguns meses se passaram e ele continuou a insistir. Ele inventou uma desculpa para eu ir à casa dele, em um dia que a esposa dele estava fora, visitando uma irmã dela. Nossa relação reatou. Tinha coisas boas nessa relação, nos beijávamos e nos acariciávamos como namorados, mas no final, ele me penetrava e eu sentia imensa dor. Isso aconteceu algumas vezes. Em uma delas, não tenho orgulho disso, o bebê dele estava na casa, enquanto a mulher dele tinha saído para fazer alguma coisa, creio que não houve a penetração, mas nos beijamos e creio que pratiquei sexo oral nele. Já se passaram 32 anos, mas  me envergonho como se fosse ontem. Desse modo, dos 16 aos 18 anos, o único cara com quem eu transei mesmo, foi esse meu primo. Antes e depois do casamento dele.
Nessa época, meus pais se divorciaram e eu fui morar em outro estado. Nos distanciamos por  isso.

Outro dia continuo essa história. Está sendo interessante revirar todo esse entulho na minha memória.
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1/10/2020, 10:05
Quantos anos sua filha tem? Você só tem uma filha?
Sua ex-esposa sabe da sua homossexualidade? É assim que você se considera? Homo? Ou bi?
E hoje como está o seu lado Espiritual, adotou a Doutrina Espírita de fato ou não?
Desculpe se vc já tenha dito nos posts anteriores, eu acho que não li seu diário por completo, se puder responder, ficarei grato.

_______________________________________
Recordes:
Primeiro reboot - 90 dias em 2015
Segundo reboot - 114 dias em 2020
______
Início do meu diário:
1ª parte: https://www.comoparar.com/t206-reboot-de-david-silva
2ª parte: https://www.comoparar.com/t7812-reboot-de-david-silva?highlight=david+silva
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1/10/2020, 15:25
David Silva escreveu:Quantos anos sua filha tem? Você só tem uma filha?
Sua ex-esposa sabe da sua homossexualidade? É assim que você se considera? Homo? Ou bi?
E hoje como está o seu lado Espiritual, adotou a Doutrina Espírita de fato ou não?
Desculpe se vc já tenha dito nos posts anteriores, eu acho que não li seu diário por completo, se puder responder, ficarei grato.

David Silva, respondo sim. Sem problemas.
Minha filha tem 15 anos. Única filha.
Nunca contei para minha esposa. Mas creio que ela saiba. As pessoas que convivem conosco percebem, intuem.
Eu me considero homossexual. Só fui bi, na vida, por curiosidade e no caso do casamento, por pressão da igreja e porque eu me envolvi com a história de sofrimento que minha esposa trazia, na época. Nessas igrejas fundamentalistas, casamentos por solidariedade são muito comuns. Muitíssimo comuns. As pessoas têm que se casar em poucos meses. Não dá tempo para refletir.
Hoje, me considero agnóstico e não frequento igreja ou religião nenhuma. Leio textos de várias vertentes, escuto músicas gospel, etc. Mas sou agnóstico, graças a Deus.
Não adotei a Doutrina Espírita. Sou consciente da realidade da reencarnação e da possibilidade de comunicação entre os dois planos da existência. Costumo reler os livros psicografados por Chico Xavier. Ouço palestras de estudiosos espíritas, porém sou cada dia mais agnóstico. Agnóstico teísta, mas agnóstico.
Vale ressaltar que todo o conhecimento adquirido me ajudam a não chegar ao fundo do poço, mas não chegam a impedir que eu entre nele.
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1/10/2020, 15:49
Espero que você se supere.
Conte comigo.

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Recordes:
Primeiro reboot - 90 dias em 2015
Segundo reboot - 114 dias em 2020
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Início do meu diário:
1ª parte: https://www.comoparar.com/t206-reboot-de-david-silva
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7/10/2020, 20:42
Neste final de semana, como sempre, passei com a minha filha e a mãe dela. Foi bom, mas aconteceram algumas situações que me irritaram muito. Resultado: na segunda-feira, fui tomado por forte prostração. Procrastinei tudo, da limpeza da casa aos deveres do meu emprego. Pior, recorri à pornografia. Pior, voltei a frequentar as salas de bate-papo.
Me masturbei algumas vezes nesses dias. Enfim, fiquei descompensado. No próximo final de semana, passaremos juntos novamente e a mãe da minha filha tem a habilidade de me deixar irritado, causar atrito por motivos banais... Assim, passaram-se 3 dias perdidos na minha vida...
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