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Seu Madruga
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Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.  Empty Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.

em 23/10/2020, 05:43
Olá a todos, tenho acompanhado alguns diários do fórum, principalmente os que relatam casos de HOCD, em busca de respostas para minha angústia. Também lí o ebook do guia introdutório, mas só agora tive coragem e forças para começar meu diário, espero que seja algo que me ajude a ficar um pouco mais em paz.
 Tenho 23 anos, e nunca antes havia me considerado um viciado em P, pois não sabia como se dava tal diagnóstico e talvez por ter extrema vergonha de me reconhecer como tal. Só comecei a me perceber assim depois de passar por períodos de extrema angústia mental, e até mesmo pensamentos suicidas, por criar duvidas e compulsões para ter 100% de certeza da minha verdadeira sexualidade. Vou contar um pouco da minha história e dos meus problemas.
 Sempre me considerei um homem hétero sexual, tinha desejos por mulheres (e hoje em dia continuo tendo esses desejos), namorei algumas vezes e atualmente me encontro em um relacionamento que ja dura em torno de 4 anos, amo muito minha namorada, somos muito companheiros, conversamos muito, moramos juntos inclusive, praticamente casados, mas de um jeito informal. Nos relacionamentos que tive quando era mais novo, sempre sofri demais pelas meninas, levava um pé na bunda e chorava demais rs, sempre muito ciumento, de uma maneira que não era nem saudável.
 Quando criança tive episódios do famoso "troca-troca". Aconteceu algumas poucas vezes quando eu me mudei de casa, e conheci a mulecada da rua nova em que fui morar. Um menino da minha idade (uns 9 anos eu acho, não me recordo bem) e um mais velho uns 4 anos que nós, brincavam em minha casa a tarde, e minha mãe estava trabalhando bem perto de casa, mas ficávamos sozinhos. Numa dessas os dois começaram a fazer o ato, e eu meio receoso, aos poucos entrei na experiência, muito inseguro, não sabia direito oque era aquilo, mas acho que por uma questão de aceitação do grupo, resolvi participar, novamente reitero que eu não fazia ideia do que era sexo, nem nada do tipo, mas sabia q era meio "estranho" toda aquela situação. Como o outro menino era mais velho, considero até uma espécie de abuso que sofri. Aquilo aconteceu algumas vezes, e eu acho q tínhamos os membros tão pequenos por sermos crianças, que nem entrava em lugar nenhum, ficamos naquela esfregação, apenas. Passado isso, parei de brincar com aqueles meninos e nem me lembrava mais do fato, porém sinto que aos poucos minha mente havia mudado.
 Me lembro depois de sentir tesão imaginando um casal de pessoas negras, um homem e uma mulher, altos e magros transando, um sexo hétero, mas uma coisa meio alienígena pra mim, pois eu era um garotinha branco de uns 10 anos que imaginava dois adultos negros transando. Não sei oque me induziu a tal imaginação, mas alguma coisa rolou e eu não lembro... Devo ter visto alguma coisa na TV, algo meio proibido, não me lembro... Mas eu não me M, apenas ficava deitado no sofá imaginando isso. Tenho memórias vagas, pois era muito criança ainda.
 Por volta dos 11 anos (não lembro se era isso, mas eu era novo a ponto de ainda não ejacular), eu costumava viajar nas ferias para casa da minha tia e ficava la por volta de uma semana, duas vezes ao ano, ou uma. Eu tinha um primo mais velho, e como qualquer criança mais nova, via nele um herói, o "adulto" que eu queria ser... nada de anormal, crianças mais novas tendem a se espelhar em crianças mais velhas. Porém o moleque ja era uns 4 anos mais velho que eu, e novamente caí em uma cilada. Um belo dia, ele e um primo dele, mais novo q eu alguns meses, estavam comigo no quarto, quando ele decide nos mostrar P. Essa foi minha introdução a esse mundo macabro, ele acessou um site e nos mostrou diversos vídeos. Isso começou a ser habitual, até q um dia, numa espécie de jogo criado por ele, meio que um joguinho de consequências, começou uma espécie de "troca-troca", quem perdia no jogo tinha que pegar no genital do outro, por a boca, a bunda, blá blá blá... Eu novamente receoso, mas com medo de não ser aceito no grupo, caí no abuso (Pelo menos eu considero como tal. Pois o muleque novamente era mais velho e ludibriava bem os mais novos). Isso aconteceu algumas vezes, não lembro quantas pra ser exato, e depois paramos. Com o tempo isso nem me incomodava, e pra falar a verdade eu era indiferente a tais experiências, pelo que me lembro.
 Assim como na primeira vez, nenhuma dessas relações tiveram iniciativas minhas, os outros dois moleques, em ambas situações ja praticavam o ato entre eles, e eu adentrei por conta de uma espécie de "aceitação". Sempre me senti muito inferior e queria fazer parte dos grupos, me provar capaz. E por mais contraditório que seja, parece q aquilo era um teste para eu me provar homem para eles, ou pelo menos, me provar igual a eles. Por isso mesmo não me lembrando com clareza dos fatos, não consigo considerar que aquilo tenha partido de um desejo meu, ou de uma orientação sexual minha. Só depois de algum tempo, já mais velho, é que percebi que aquilo não era legal, que eu era apenas uma criança que tinha sofrido uma espécie de abuso, e então me senti um pouco sujo e mal com aquilo, mas passou. Tive um irmão mais novo, e fui amigo de outras crianças, e mesmo assim nunca pratiquei o ato com elas, nem mesmo me passava pela cabeça tal crueldade. Tenho muito orgulho principalmente pelo meu irmão mais novo, de não ter reproduzido com ele o que fizeram comigo.
 Depois desses ocorridos, ainda na adolescência, me apaixonei pro garotas, mas eu era tímido e então não levava os flertes adiante, ou amarelava na hora do "vamo ver" kkk. Sinto que muitas dessas amareladas era pela minha extrema vergonha em beijar na frente dos outros, e vcs sabem, beijo de pré-adolescente quase sempre tem platéia rs. Mesmo assim tinha sentimentos pelas meninas, gostava de algumas e tal, de uma maneira que eu não tinha pelos meninos. Mas sempre fui uma pessoa que não ligava tanto pra sexo e tudo mais, era mais interessado em ciência, música, artes, outras coisas malucas da vida, sempre fui um sujeito meio maluco, curioso. Comecei a beber, fumar e fumar maconha bem muleque, e isso também fazia eu não ligar muito para namoros e tudo mais, queria mesmo era chapar, jogar video game e tal.
 Aos 15 anos mais ou menos foi que eu comecei a me apaixonar mais seriamente por meninas, mas sempre por meninas menos "princesinhas" demais, sempre umas mina meio alternativas, umas eram bissexuais, umas apenas emo mesmo kkk outras roqueiras, enfim, não curtia essa parada muito barbie, afinal eu era esquisitão e não me via do lado de uma mina muito padrão. Tive meus primeiros namoricos, umas 2 minas diferentes, sofria, chorava e entrava em tristeza profunda por conta dos pé na bunda que elas me davam kkk fiquei com algumas outras poucas, bem poucas mesmo. E logo depois aos 17 comecei meu primeiro namoro sério, perdi a virgindade, com uma mina q era minha amiga, isso durou pouco mais de um ano, até eu me mudar de cidade e começar umas brigas entre nós dois. Novamente sofri muito, mas o termino aconteceu, e aos poucos fui esquecendo tudo. Comecei a flertar com as mina da facul, rolaram varias pegações e algumas transas. Como meu curso era um curso de artes, tinham muitas pessoas LGBT e a maioria da galera muito mente aberta, mesmo os héteros como eu.
 Então as vezes eu beijei homens pra parecer mais "desconstruidão" pras pessoas acreditarem q eu não era homofóbico e tal, muita viagem rs, não sei se faria denovo, mas eu tinha a necessidade de me provar legal pra esse novo ciclo social, afinal eu era um caipira vindo estudar numa universidade numa cidade 10x maior que a minha, e estava sem amigos, perdidão... Entrei na onda. Mas sempre sem maldade, aquilo nem me incomodava, eu achava meio estranho, me dava um certo "nojinho" mas eu tava me provando mente aberta e tal, então nem ligava muito, era meio indiferente, no fundo eu queria beijar as minas, mas beijava um cara ou outro só como um "olhem aqui, sou legalzão, não ligo pra nada gente". Nessa época, eu nem pensava sobre aquilo me transformar em algo, nem nada, nem questionava minha heterosexualidade, afinal eu ainda me fantasiava com meninas, queria ter uma namorada, não um namorado, e depois de beijar algum homem, sentia um alívio quando ele desencostava aquela cara peluda de mim kkk.
 Um dia, em uma festa, melhor dizendo, no fim de uma festa, estavamos indo dormir, era uma casa de republica e uma mina disse que ia dormir la fora, pra ver a lua, deitada num colchão... eu querendo transar, logo me animei e disse que ia tbm, e nessa veio um cara tbm, que era gay. Não me lembro se mais alguém veio junto, nem se de fato aconteceu assim, estava bêbado e chapado de maconha e talvez até de LSD, (época conturbada, hoje sou careta rs). O fato é que a mina do nada manda um "vou pra dentro, to com frio" e eu vi minha transa escorrer pelo ralo, porém, não querendo parecer um tarado, decidi não segui-la, e fiquei la fora fumando meu cigarrinho, não queria dar tanto na cara assim q só tinha ido pra fazer sexo com ela rs. O problema é que o maluco ficou tbm (o cara gay que eu falei). Ele ficou la deitado do meu lado e do nada ele falou pra mim que queria me chupar e pediu até "por favor", na hora eu travei maluco. Nem saia som da minha boca, fiquei nervoso como nunca e disse que não. Ele insistiu dizendo que não contaria pra ninguém, oque me manipulou totalmente, pois eu não queria q parecesse que o problema fosse contar pra alguém, e sim q eu n queria, e então eu disse "não é isso", quando eu vi ele tava pegando meu genital, e começou a tirar minha cueca. Eu fiquei travado, mas ele começou a me chupar e eu ejaculei extremamente rápido. Lembro q senti nojo e tristeza, porém aquilo sumiu da minha mente uns dias depois, e eu não questionava minha orientação sexual por isso. Só deixei pra lá e segui em frente minha vida, transei com garotas e tal, até q conheci minha namorada atual e começamos a ter nossa relação.
 Estou com ela a 4 anos já, e as coisas mudaram, o desejo mudou e tudo mais, só que normal, isso acontece mesmo depois de um tempo, mas ainda sinto desejo por ela, e a amo demais. Nunca fui um cara quadradão demais, respeito os gays e as mulheres, e nunca tive problema com minha orientação, nem medo, nem nada, eu era bem deboa quanto a isso, sempre me vi hétero e estava bem. Até que começaram a surgir paranóias. Primeiro me veio algumas sobre minha relação, eu me questionava:
- Será que amo mesmo minha namorada?
- Sinto mesmo atração por ela?
- Eu seria mais feliz com outra?
- O sexo me satisfaz?
- Acho ela atraente?
 E por aí vai... paranoias muito loucas, como se do nada eu percebesse que fui "obrigado" a estar com ela e que na verdade não a amava a ponto de ficar triste ao ouvir um "eu te amo" pois achava que estava vivendo uma mentira. Porém não conseguia acreditar nisso e quando pensava em deixar ela, ficava muito mal, triste mesmo, e até me abri com ela sobre isso, e ela me tranquilizou. Uma mulher muito incrível, compreensiva, tenho muita sorte de estar ao lado dela.
 Isso sumia, e voltava as vezes, sempre me fazia chorar, ficar afundado, era infernal. Nessa época eu comecei a ver mais P, e isso só piorou a situação, pois no começo da relação eu assistia muito raramente, pois achava já que os ideais da P não batiam com meus ideais, aquilo era deplorável demais, eu não concordava com o jeito com que a mulher era tratada nos videos e com toda aquela bizarrice, mas meu cérebro queria mesmo assim.
 Um pouco depois começaram a me vir as paranóias sobre minha orientação sexual. Pensei "se minha namorada é legal e eu a amo, pq acho q não sou feliz com ela? Só posso ser gay, e vou ser o amigo gay dela". Comecei então a me testar, ler relatos de pessoas que se descobriram gays, e etc, e aquilo me doía demais, pois meu cérebro me fazia acreditar que eu seria assim, lia relatos de homens que eram casados e se descobriram gays, e etc e tal, e me via nessa situação, me imaginava decepcionando ela e minha familia, e tudo mais, mas nem acontecia fantasias homo nem nada, apenas essa tristeza por achar que eu era enrustido toda a vida e não tinha percebido ainda. Lembrava de tudo que eu vivi, os "troca-troca" o oral que recebi de um cara, e tudo aquilo me dizia "você sempre foi gay, só não percebia"
 Quando via filmes com coisas gays no meio, me sentia extremamente abalado, sempre me colocava no lugar daqueles personagens, achava q um dia eu seria assim. Vi o filme do Queen e quando Freddie Mercury começava a ficar com homens eu pensava que seria assim no futuro, que eu ia trair minha namorada com homens, e etc. Chorava, me angustiava e até pensei em suicídio. Mas isso passou por um tempo, e eu fiquei bem.
 De uns tempos pra cá, tudo veio novamente, e eu estou em uma depressão profunda, me sinto um merda, um mentiroso, um medroso, enrustido, sinto que toda minha vida foi uma mentira e que eu fui tão imbecil a ponto de não perceber por todo esse tempo que eu era gay. Até que li sobre HOCD e isso me deixou um pouco aliviado pois me identifiquei. E então por uns dias deu uma melhorada, mas vai e volta... Em um momento estou bem, transo com minha namorada e acho uma delícia, em outro estou afundado em depressão, fazendo testes constantes, vejo fotos de homem e  fico nervoso com medo, vejo mulheres e não sinto nada, e isso me apavora demais, mesmo eu nunca tendo esse medo durante toda a vida.
 Eu ja estava um tempo sem P e comecei a contar o reboot a partir do dia 12 do mês passado, porém hoje em um quase surto de ansiedade me testei lendo relatos de "homens que tiveram experiencias gays". Num deles o cara relatava um oral que recebeu de outro homem, e aquilo me deixou excitado, oq só piorou tudo, fiquei mal demais e comecei a ver gifs de P pra me testar, vi de hetero e me excitei, e depois vi de Homo e me excitei também, fiquei triste novamente, pois acho muito estranho isso me excitar, dois homens bombados, é um mix de nojo com excitação, nem sei mais oq sinto. Pra piorar vi gifs lesbicos e aquilo não me excitou (nunca tive hábito de P lésbico.) Estou extremamente triste e muito tentado a me M para P hétero. Mas vou começar o reboot novamente, e conto com vcs.

 PS: Quando era adolescente vi muita P, fui escalando, para mulheres mais velhas, gordinhas, negras, e cheguei até a ver trans algumas vezes e gays outras vezes menos que trans. Mas parece que precisava de algo diferente pra me satisfazer sempre, já não conseguia ejacular com P padrão com mulheres padrão, fui criando fetiches malucos. Tudo começou quando eu sentia tesão em professoras no meu ensino médio, e elas obviamente eram já meio quarentonas.
 PS-2: Já tive outras paranoias antes, eu tive já muito medo de morrer do coração, ia constantemente pra hospital pra ouvir que eu não tinha nada, ficava checando meu pulso e meus batimentos, tinha formigamento no braço e sensação de desmaio, e só melhorava no consultório medico. Sempre ouvia que eu era perfeitamente saudável do coração, até que fui no psiquiatra e me entupi de remédios, eu tinha uns 17 anos. Parei com isso quando botei em minha cabeça que era só uma loucura pois já havia sido diagnosticado. Depois ja na faculdade, após tomar uma droga lisergica, fiquei uns 5 meses achando que tinha virado a chave e ficado louco pra sempre, esquisofrenico, sei lá, tive que fazer terapia por um bom tempo, e um belo dia a psicologa disse: "Se você fosse louco você não perceberia, se você questiona quer dizer que você não é". Bastou isso pra eu voltar a ser normal kkk, fiquei deboa e até larguei a terapia. Também tive algumas paranoias achando q eu era pedófilo apos lembrar dos "troca-troca" da infancia. O problema agora é que orientação sexual é muito mais complexo, pois não é algo "errado" e muito mais difícil de ser "diagnosticado".

Posso ter esquecido de algo, mas meu relato ja está enorme, se alguem tiver paciencia de ler, me de uma luz. Vocês acham q sou gay? Bi? Ou apenas um paranoico?

Também me ajudem, não sei como ativar o cronometro do reboot pra conseguir contar, vou ativar a partir da próxima postagem se alguém puder me informar como faz isso.
Obrigado à todos e desculpem a bíblia que eu escrevi rs.
Seu Madruga
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em 23/10/2020, 06:57
Pesquisei melhor no fórum como ativar o contador de dias, porém vi que precisa estar registrado a no mínimo 7, vou começar a contar a partir de agora, e assim que der certo vínculo ele à minha assinatura.

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em 23/10/2020, 07:27
Vou deixar aqui outras coisas que sinto que confundem bastante minha cabeça, sobre meu possível hocd. (Digo possível pois nunca fui diagnosticado de fato, e só tenho tanta angustia inclusive pela dúvida de não saber se tenho esse problema ou se de fato tenho uma orientação sexual que não compreendia antes, ou coisa do tipo, aproveito para pedir novamente a opinião de vocês, inclusive se ouver gays no fórum também seriam bem vindas as suas opiniões a respeito do meu caso, pois estou muito angustiado atrás de uma resposta)

- Comecei a perceber que sou mais "afeminado" que a maioria dos meus amigos, menor fisicamente, e reparo mais nos meus trejeitos agora, achando que sou gay por isso.
- Vejo homens na rua, ou fotos de homens no Instagram, mesmo só o rostinho no ícone de perfil, até mesmo aqui no fórum e fico nervoso, sinto vontade de olhar novamente, reparo demais ao mesmo tempo que quero fugir daquela imagem.
- Parei de reparar tanto em fotos de mulheres, parece que sou indiferente a beleza delas ou algo do tipo e que não me atrai mais.
- Gosto de transar com minha namorada, mas tenho medo de transar e pensar em homens durante o sexo, ou algo do tipo, ou transar e não gostar e isso me faz ficar nervoso e meio depre depois do sexo.
- Tenho medo de me apaixonar pelos meus amigos de infância ou da faculdade, mesmo tendo sempre convivido com eles deboa, as vezes fico obsessivo pensando em algum e acho que estou apaixonado, mesmo não fantasiando nada.
- Depois do que acontece acima e percebo que não fantasiei nada, aí parece q liga um gatilho em mim e eu começo imaginar eu dormindo com eles, de conchinha, beijando, de mãos dadas, etc. No começo tinha certa repulsa, agora parece q sou indiferente, as vezes essa indiferença me faz achar q estou gostando de pensar nisso.
- As vezes do nada me imagino me assumindo gay pras pessoas, e me imagino vivendo como gay, namorando um homem, casando, etc. As vezes isso me faz chorar, as vezes fico indiferente, as vezes acho q estou gostando.
- Vejo gays, escuto voz, ou algo do tipo e fico extremamente ansioso, parece q ativa um gatilho dizendo "você devia ser assim, seu enrustido"
- Parece q acho tudo q é homem bonito, fico reparando o corpo, o rosto e não sei dizer oq sinto, se sinto atração ou não, e fico muito confuso. Sou artista visual, sempre precisei observar as pessoas e isso era normal pra mim, agora sempre acho que sou gay por isso.
- Tenho medo de na verdade ser o "melhor amigo gay da minha namorada" e um dia ela me apresentar um cara ou eu apresentar um pra ela, fico muito triste, e as vezes indiferente.
- As vezes sinto atração por mulheres e me sinto feliz, até dou risada pensando "e eu achando q sou gay kkkk adoro uma gatinha". Meia hora depois tô em depressão profunda achando q sou gay novamente.
- Começo a pensar ou fantasiar com mulheres e do nada vem flash de homem e acho q na verdade estava gostando o tempo todo daquele flash.
- Acho q minha vida foi uma mentira e que todo meu tesão por mulheres é na verdade por que eu estou imaginando um homem no corpo delas (?!)
- Gosto de transar com minha namorada de quatro e começo a achar q é pq sou gay e isso é uma posição gay (?!)
- Começo a duvidar dos meus gostos de roupa, música, jogos, tudo... Estilo de vida. Pois acho q se sou gay então gosto de outro estilo de vida.
- Tenho amigos gays, apoio muito eles pelo meu ciclo social, tenho empatia com eles e carinho, nunca fui um cara homofóbico e começo a pensar q sou gay por isso.
- Sou artista visual, meu trabalho é delicado, desenho, tenho leveza com as mãos, delicadeza com trabalhos manuais e sensibilidade mental para observar diversos temas no mundo, e por isso acho q sou gay.
- Sou delicado com minha namorada, não falo grosso, não pego ela muito bruscamente, faço carícias leves na pele dela, trato ela bem, por isso acho q sou meio "feminino" ou gay. (Obs: ela gosta de ser tratada assim e estamos a 4 anos juntos)
- Começo a achar q os jogos de vídeo game q eu jogo são "jogos gays" por serem títulos Indie e terem temáticas visuais mais "fofinhas" ou infantis, ou pq não costumo jogar jogos de tiro ou futebol.
- Não piro em carros e futebol, sou mais da música, filmes, arte, etc. E acho q por isso não sou "macho". Sempre fui meio nerd e prefiro RPG de universos fantásticos q a porra do futebol kk, mesmo assim começou a surgir essa paranóia.
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Enfim, essas são algumas das neuras que eu criei, tem muito mais, afinal estou sofrendo a cerca de 3 anos com isso, nesse tempo fiquei bem em alguns períodos, e só de uns 2 meses pra cá está extremamente devastador a ponto de eu viver 24 horas pensando nisso.
Conforme for lembrando mais vou relatando aqui embaixo.

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Levi Ackerman
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em 23/10/2020, 08:57
Vc se ver constantemente e espontaneamente abraçado com homem, colando rosto, beijando e admirando músculos com vontade de tocar neles ? Caso não sinta isto com frequência e de modo espontâneo tem boa chance de vc não ser gay ou bissexual. Mas atenção, eu sei que Vc beijou um cara no passado pelo que li, mas minha pergunta não se refere a este contexto, na qual vc fez isto para experimentar e pela necessidade de pertencimento a um grupo. Me refiro ao fato se vc sente constantemente esta vontade quando ver homens na rua, igual com mulher? Se vc sentiu este "nojinho" após bjar igual vc mencionou , td indica que é hetero.

Tb esteja atento ao fato q eu mencionei o termo espontâneamente acima, pois vc no seu conflito de proibir pensamento pode achar q quer bjar e fazer carinho, mas não é algo genuíno. Já com mulheres na rua e de modo geral, é algo extremamente natural, vc sente e pronto. Vc não pensa se sente ou não, entende?

Mas veja se se vc fosse lgbt , não alimente tanto sofrimento nesse tema, pois seria algo normal. Boa parte do seu conflito é ansiedade e medo . Estive no vício durante 14 anos e o meu hocd, pra vc ter ideia, me fazia ter até sexo virtual na webcam com homens na net, dançava funk e tudo, mas tenho certeza ao ver homens na rua q não me imagino beijando e namorando um cara. Essa ideia de se sentir lgbt produz uma vibe q pode te convidar ao novo, ao proibido, isto aliado ao vício gera isto. Eu mesmo me fingia lgbt para entrar em grupos virtuais sobre o assunto, adorava fantasiar e dizer que era bi. Conseguia até contato de mulheres bi. Mas isto é diferente de querer constantemente intimidade afetuosa com homem. Creio q seu caso é hocd msm.

Td q falo é pessoal , e por mts relatos q já vi. Pode ser q tenha hocd q faça cara querer namorar ou intimidade com afeto , mas confesso q acho suspeito de ser de fato culpa do porno. Algo mt forte me repele a isto e não me causa conflito pois quando vc olhar mulher na rua vc percebe nitidamente a diferença do q vc sente se vc for hetero. Agora se for somente uma fantasia sexual ou ligado ao genital dos caras tem boa chance de ser algo induzido pelo porno. Oq vai além de algo sexual, no caso se vc sentir vontade de fazer carinho e bjar homem, a meu ver é medo de se assumir por algo social ou interno. É mesmo q seja, vc terá q avaliar se ficar sem homens está te causando sofrimento real na sua vida. Não tô falando q é seu caso até por td q vc citou

A maioria do fórum tem hocd mesmo, mas já vi alguns que é repressão, mas é bem raro. Digo isto pq já me formei em psicologia, mas não atuo.

Isto td q vc citou, por exemplo, os games, é a sua ansiedade e conflito em ação, pois não há relação direta com nd de sexualidade. Tb trato minha parceira como vc trata a sua. Ter um lado carinhoso é um traço de verdadeiros homens. O estereótipo social q fez pensarmos o oposto. Mesma coisa é chorar, já chorei MT ouvindo até música. Oq quero dizer e q mesmo eu tendo feito td isso q mencionei com homens na net tenho certeza q sou hetero pois há rua tô cagando pra homens. Ainda tô em tratamento com 30 dias, quando vem algo é ligado ao genital somente, mas nd q gere conflito. Faça reboot q isso some de vez.

Abraço.
MT força na luta.

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em 23/10/2020, 12:51
Fala Levi, obrigado pela resposta.
Sobre ter essa atração genuína por homens e tudo mais, não consigo mais saber. É difícil explicar, mas no começo sinto que eu nem ligava pra homens, mas depois que essa ansiedade começou eu venho desenvolvendo coisas que eu não sentia antes. No começo eu olhava e imaginava "e se eu ficasse com ele?", "será que gostaria de beijar esse cara?", "gostaria de tocar ele?" etc. Mas fugia do pensamento pois me causava muita ansiedade e uma certa repulsa. Depois parece que fui me forçando a aceitar mais aqueles pensamentos, pois sentia q devia não ter medo deles. Mas parece q isso me fez ficar pior, pois não sinto mais tanto medo parece, e isso me confunde, não sei se tô gostando ou não, ou se só estou mais tranquilo, etc e tal. E isso chega a meio que "apagar" meu passado. Tudo é confuso, já não me lembro direito qual minha verdadeira memória da minha vida antes disso, não me lembro se só sentia isso por mulheres ou se só me "enrustia". Tudo parece muito maluco em minha mente. As vezes já nem sei mais se sinto atração por minha namorada, no outro momento já estou louco por ela, não sei explicar. Parece q tem 2 "eus" brigando em minha mente. Não chego a pensar muito nas genitálias masculinas, nem q estou chupando homem ou sendo penetrado, porém se penso em uma boca me chupando ou eu penetrando alguém, já fico excitado. Como se eu fosse um adolescente tarado cheio de libido, independente de ter uma mulher ou uma cabrita em minha frente rs. Não entendo mais nada meus sentimentos, não sei oq é real e oq não é. E em outros momentos não sinto tesão em nada, nem mulher, nem homem.
Lembro que quando beijei alguns colegas meus de faculdade eu sentia algo estranho, meio ruim, uma sensação de não querer aquilo, mas ao mesmo tempo minha mente me prega peças, dizendo q na verdade eu gostei e que aquela sensação era puro tabu ou preconceito e etc, e q agora eu me descobri e sei na verdade q gosto. Em momentos eu acredito nisso, em outros parece q acordo de um sonho e penso "caramba, tô viajando, eu não gosto disso".
Outra coisa q me perturba é o porque sinto tanto tesão em pensar num homem submisso a mim? Parece algum trauma as vezes, um bloqueio, um fetiche. E em outras só parece q eu gosto mesmo...
Tentei me aceitar bi, mas parece q não ingulo isso, uma hora meu cérebro diz, "bi nada, você é gay e não gosta de mulheres", em outro momento eu tô desejando uma mulher e penso de novo q sou bi, em outro, desejo tanto mulheres q penso "sou hétero só tava viajando". Parece q acordei de uma onda de droga com uma grande ressaca moral arrependido do q fiz ou do que pensei. É muito cruel, e sinto extrema vontade de assistir P só pra me testar, parece q nem ligo mais pro desejo, só quero é saber se gosto ou não de um e de outro.
As vezes sinto tbm q não amo minha namorada e que não vou sentir nenhum prazer com ela, mas ela mora comigo, e se eu vejo ela na minha frente 5 minutos depois já sobe um fogo maluco e eu só quero devora-la.
Tô sofrendo, parece q vivo um sonho ambíguo com dois eus.
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em 23/10/2020, 13:08
Conversando recentemente com minha namorada, ouvi um relato bem interessante dela. Ela sofreu um abuso sexual quando criança, coisa de pedofilia mesmo, muito triste, e ela carrega esse trauma até hoje. Mas ela disse que quando escuta ou lê algum relato de abuso sexual que ela começa a ficar excitada algumas vezes. Parece q aquilo ficou preso no subconsciente dela como algo prazeroso. E eu comparei muito isso ao meu caso de me excitar muito lendo sobre sexo gay ou vendo P gay, por ter também sofrido como relatei em meu texto, uma certa espécie de abuso sexual, muito menos grave q o dela claro. Será q faz sentido ou tô só viajando muito? As vezes penso q crio essas teorias só pra continuar no "armário"... Sei lá, minha mente já está muito perturbada e afetada.

Outra coisa q me lembrei foi que as vezes tenho o frequente pensamento que todo meu interesse por mulheres q durou toda minha vida praticamente é simplesmente um fetiche criado pela P e que na verdade sempre fui gay, e não o contrário. Que loucura cara, não sei mais qual a realidade.

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Levi Ackerman
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em 23/10/2020, 14:51
Mano que complexo. Uma terapia poderia ajudar. São mts pontos. Aparentemente é tão simples, ou gosta ou não. Mas nossa mente é fogo mesmo. Mas considerando o vício, vc só saberá melhor suas respostas quando se restaurar. Se isso continuar após o vício vc e bi sim. Gay não, senão vc nem estaria com ela tanto tempo e não sentiria nunca nada por mulher. Oscilações de desejo e normal, e igual na fatline. Haverá hora q vc vai olhar pra ela e não sentir nd. Aí vem o vício porno com suas fantasias falsas, pois o desejo pelo real ainda não está bem estabelecido antes da restauração. Só faria sentido vc ser gay, se o porno gay fosse seu gosto inicial e preferido e não um escalonamento do vício como costuma ser com os hetero. Sobre bissexualidade não sei definir minha opinião ao certo , eu respeito e sei q existe os q são de verdade pq já vi mts relatos , embora eu ache q alguns se diga como sendo, devido o vício, por modinha ou promiscuidade. Pra mim senão houver afeto e emoção não é bem bissexualidade. Geralmente a pessoa desde infância apresenta isto, no caso dos lgbt.ideal seria analisar se é algo q a pessoa já tinha antes do vício, mas como mts se viciam de modo precoce, aí fica difícil avaliar. É confuso pra mim Tb. Mas independente disto vc poderá manter oq vc tem com a namorada se houver amor. Sobre o abuso há mecanismos de defesa sim. Mas seu caso envolve o vício porno, a raiz é esta e não o abuso em si. Pois foi o vício q certamente te levou a essa busca de novidades e de pertencimento a um grupo. Faça o reboot e terá a sua resposta. Abraço.

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em 23/10/2020, 19:04
Valeu pela força Levi. Estou no Reboot desde que postei nesse tópico pela primeira vez, vou seguir nele com todas as minhas forças e vou vencer. Estou passando pelo abandono de outro vício também: 3 meses sem cigarro!
Se posso abandonar o cigarro também posso me controlar em relação a esses testes com P.
Eu nunca na minha vida tinha me visto questionando minha orientação sexual, sempre me identifiquei como hétero e me sentia tranquilo assim, era tão seguro quanto a isso e sem nenhum medo que até não me importava em nada oq as outras pessoas pensavam. Lembro que eu estava no meu primeiro namoro, perdidamente louco de amor (coisa de primeira relação) pela minha namorada, e uma mina deu em cima de mim, quando ela viu q eu não ia ficar com ela, ela disse: "você é gay?" e eu não estava nem aí, disse pra ela "quem sabe?" só pra tirar uma onda, pois a real é q eu não queria trair minha namorada.
Me apaixonava pelas meninas na adolescência e as vezes tinha fetiches com as mães delas. Vivia me M pras professoras quarentonas do ensino médio. E não lembro se isso foi um fetiche induzido pela P ou se foi o contrário, pois lembro que foi aí que se iniciou minha escalada. Assistia sempre P com coroas, chegou ao ponto que eu queria sempre mais e comecei a ver mulheres realmente velhas e aquilo me excitava, talvez por causar aquela sensação de proibido, de pegar uma mulher muita mais velha que eu e tal. Até hoje quando penso em uma coroa quase perco o controle.
Depois disso fui escalando pra outras categorias e nisso era tudo q é tipo de fetiche q vai contra minha moral, sexualizava mulheres negras e me sentia um racista de merda, sexualizava as gordas também, imaginando elas como muito libertinas pois não tinham sexo como as mulheres no padrão, e que seriam mais promíscuas na cama, fui desenvolvendo só fetiches doentios, e minha moral era contra tudo aquilo. Sempre apoiei lutas sociais por igualdade e tudo mais, mas na P, eu me sentia um verme, contrário a tudo aquilo que eu era na realidade.
Nessas escaladas fui chegando nos P de trans, e aquilo me dava muito prazer, acho q novamente por essa sensação do proibido, do errado. Algo q eu só faria alí no meu intimo, trancado sozinho no meu quarto, parece q era essa adrenalina do errado q me dava prazer.
Lembro que nessa época, viajei de ônibus e no banco de trás tinham duas mulheres Trans. Eu não tinha nem coragem de olhar pra elas, mas fui sentindo sono e os flashs começaram, fui ficando excitado, e acabei me M no banheiro do ônibus em movimento imaginando aquela situação proibida de f**** aquelas duas. Lembro que me senti um lixo, um pervertido louco, me questionava "quem faz isso no banheiro de um ônibus? é doentio"
Mas mesmo hoje, se começo a relembrar me vem excitação, mesmo sendo totalmente contrário e me achando um ser desprezível por aquela atitude.
Antes da fissura por trans, eu era fissurado por c*, só via P anal com mulheres, nada mais me excitava tanto. Daí fui pras trans, e em pouco tempo pros gays. Quando me toquei do que estava fazendo pensei "pq tô vendo isso?" sempre vinha uma tristeza e culpa após o O.
pouco tempo decidi que nunca mais assistiria aquilo, pois não era eu, não queria me sentir assim.
Eu também era e acho q ainda sou (?!) louco pela posição em que alguém fica de 4 na minha frente, não me lembro se a P que induziu isso. Mas isso fez com o tempo que eu não ligasse mais pra figura que estava lá, bastava ter uma munda empinada e estar nessa posição. Não destinguia mais homem, mulher, mulher trans, anã, e outras coisas mais. Desenvolvi tbm o fetiche pela violência, me via sempre dominando alguém, enforcando, xingando, batendo na cara, chamando de p*** e por aí vai. (Desculpem os detalhes mas precisava por isso pra fora).
Observando esses fatos acho que posso dizer então que minha atração por homens nunca foi genuína, mas sim um fetiche desse campo do proibido, do sujo, que me excita. Racionalmente isso me enoja.
Foi isso que me causou inclusive o medo de em algum momento fetichizar crianças, mas isso nunca aconteceu, graças a deus.

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em 23/10/2020, 23:02
Pelo q vc falo certeza que seu caso é hocd Tb. Força aí. Vencera. Abraço
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em 24/10/2020, 01:34
Valeu cara, ler isso me conforta um pouco. Estou um pouco melhor nesse momento, e quando estou assim até releio as coisas que escrevi e sinto um pouco de vergonha, também me imagino transando com homens e sou neutro nesses momentos, indiferente. Mas creio q seja uma queda na libido mesmo, pois até com mulheres não fico imaginando nada. Acho que preciso me aceitar melhor, e não digo no sentido sexual, mas sim geral. Aceitar que posso ser um homem mais delicado e tudo bem, q isso sou eu e pronto, q não preciso ser masculo, forte e falar grosso, que não preciso ser o típico neandertal kkkk. Posso ser eu mesmo, ser um cara mais intelectual, mais delicado, é só minha essencia e preciso aceita-la.

Na minha mensagem anterior eu disse que posso considerar que minha "atração" por homens nunca foi genuína. Quero dizer que eu acho que nunca foi, mas volto a dizer que minhas memórias ja estão muito perturbadas, e confundo ja oque é real e oq é paranoia. Mas me conforta lembrar que passei por quadros bem parecidos de paranoia em minha vida, e que a sensação era parecida com a que sinto agora. Obsessões, despersonalização, etc. Sou extremamente ansioso. Já tive paranoia q ia morrer, que ia ficar louco, que estava sendo perseguido, que não amava ninguem, nem meus pais e irmão, que era psicopata, que era pedófilo, que não amava minha namorada, etc, etc. E por esse histórico meio que me sinto confortável pois me da mais probabilidade dessa sensação de ser gay, ser só mais uma paranoia por medo extremo do desconhecido.

Não me importaria tanto se fosse gay de fato ou bi, sei como é dificil e como o mundo é preconceituoso e isso é cruel. Porém eu já me encarei diversas vezes na situação de ser diferente e fui em frente. O lance mesmo é que a dúvida que me perturba, essa coisa de não ter certeza. Parece q queria um tipo de diagnostico saca? kkk um exame médico q me dissesse "você é hétero", ou "você é gay" ou bi, ou qualquer coisa, desde q me desse certeza. Acho que no fundo, quero ter o controle demais de tudo, por ter medo de perder o controle de alguma forma ou em alguma situação. Sempre fico viajando pensando sobre se alguém tentasse entrar em minha casa pra roubar, oq eu faria, e coisas desse tipo onde eu perderia o controle e seria uma vitima, ou humilhado, morto, violentado, enfim, situações onde eu estaria fragilizado e sem controle dos acontecimentos.

Não tenho certeza se sou hétero, mas tenho certeza pelo menos que bastante paranoico e ansioso eu sou kkk, aliviei isso na maconha e no cigarro durante 10 anos inclusive rs.

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em 24/10/2020, 02:34
Tem uma paranoia tbm que não se cala em minha mente. Quando me testei da ultima vez, lembro que não senti excitação vendo P lésbico. E daí lembrei que nunca curti assistir essa categoria, mesmo no começo. Talvez por não conseguir me colocar naquela cena e não me sentir representado? Talvez. Mas isso me perturba, como posso ser hétero e não curtir assistir isso? Será que é normal? Enfim, essa dúvida é um dos meus gatilhos ultimamente.

Outra coisa que observei tbm mesmo antes de ficar paranoico, é que eu n curtia ver P hetero que o penis do cara era muito fino, pois me dava sensação que não preenchia direito a vagina ou sei lá oq, parecia q tava sendo um negocio sem graça, que não tava "apertado". Na época nem liguei isso à minha orientação nem nada, achava deboa, não questionei. Mas agora tbm tenho a paranoia de ficar com a constante duvida: "Será então que eu sou gay e oque me satisfazia naquele P era o penis do cara e por isso eu queria que fosse grosso? Ou será apenas que eu fantasiava muito essa coisa de ter que ser apertado, ou da mulher sentir mais prazer assim ou algo do tipo e isso q me dava o prazer, da mesma maneira isso explicaria o porque do meu fetiche em querer fazer anal? (Sendo ativo).
É essa constante duvida, essa constante vontade de ter a certeza sobre algo q senti, se era algo normal, um fetiche heterossexual, ou se foi algo homossexual...
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em 24/10/2020, 12:08
Fala amigão! Td certo?
Então cara, as vezes nós não temos a idéia do quanto nossa mente é poderosa, mas ela é, inclusive para nos pôr em conflito existencial.
Vou tentar expressar algumas coisas que notei e também passei na infância, estou tratando hj, por isso sinto-me confortável em tentar ajudá-lo, pois é um pouco da minha realidade também. Vamos lá.
Primeiro que você tem que entender que a primeira figura visual/sexual que você tem na infância é de um órgão sexual masculino, ponto.
A primeira experiência erótica também é masculina/homoafetiva.
Então a sua mente guardou no seu inconsciente essa lembrança, essa estímulo, faz parte da nossa evolução! Isso é um problema? Não.
Você só precisa entender isso e aceitar que foi um fato na sua vida.
Agora, isso tem aplicações, porquê não parou por aí. Vou tentar detalhar de acordo com suas colocações ok.
Existencialmente tem muitas pessoas que identificam-se como hétero, mas sentem que não são "masculinizados"( pois ser homem e macho é apenas um conceito social/moral), como acontece com vc, pelo que me parece. Mano, isso é extremamente normal, tratar uma mulher bem, ser delicado, cuidadoso, gentil, leve, sutil, isso é sinal que você é Homem de verdade, não um macho, entende a diferença?. Isso tudo vem à tona, em uma sociedade onde o "normal" é "homem tem que ser macho, tem que coçar o saco mesmo, falar grosso, comer a mulher" e por aí vai...
Outra experiência que você teve foi o troca-troca ou meinha, como chamamos por aqui rss, foi outro choque existencial pra você, porquê no sentido moralista do negócio, homem que se esfrega em outro homem, so pode ser gay, isso não tem lógica alguma pra uma criança. Você estava se descobrindo, aprendendo o que é prazer, sexo, não tinha nem idéia do que era sexualidade, estava preocupado naquela sensação gostosa que tudo aquilo trazia. E é aí que o bicho pega, pois foi a única experiência "sexual" que você teve e isso gera um conflito. Mas cá entre nós, a verdade é que esse assunto virou um tabu entre os homens, lembro que conversando com um amigo meu, falei a respeito do troca-troca, que já havia feito na infância e ele ficou horrorizado, como se fosse um assunto proibido, mas viu a bobagem que era e confessou tbm depois e conversamos sobre. Enfim, tudo moralismo bobo, puro machismo. Então aceite isso.
Outro ponto é que pelo que parece, você sofreu sim algum tipo de abuso sexual, pois essas experiências eram forçadas por meninos mais velhos que você, sem sua inteira vontade no ato, isso gera um trauma, como aconteceu com sua namorada por exemplo, é um fato cientificamente provado. Por se tratar de um trauma, é preciso tratamento se vc acha que deva procurar, se não conseguir se livrar disso apenas aceitando e colocando pra fora. Já aconselhei um parceiro aqui do fórum, à fazer um exercício de maluco rsrs, sente-se em um lugar tranquilo, em silêncio; ou vire-se de frente à um espelho e faça um diálogo consigo mesmo.
O que aconteceu comigo?, Qual o meu trauma?, Qual a origem disso?, Por conta disso, sou gay?, É uma experiência que eu quero viver, ou foi um episódio da minha vida que de certa forma me "traumagaytizou"?. Fazendo isso, se descubra, se aceite, se resolva!.
Seguindo, você teve outra experiência traumática.
Um homem, homoxessual te assediou sim, se não era do seu consentimento, vontade..isso foi sim um abuso, que igualmente ao outro, te gerou culpa. Isso se agrava ainda mais se você for religioso, pois gera mais culpa ainda, repúdio, por conta da questão do pecado. Entende como é o processo? Você foi traumatizado desde pequeno, então precisa livrar-se disso pra poder viver em paz!
Você tem uma namorada, isso ajuda muito no processo, valorize isso, pelo que vi, parece ser uma pessoa muito boa pra você, compreensiva..isso é ouro hoje em dia! Então faça isso por ela tbm.
Então meu amigo não me parece que vc seja homossexual. Ser gay não é só sentir tesão em pessoas do mesmo sexo, beijar na boca, pegar no P**, ver fotos..isso é homossexualismo, não homossexualidade. Entenda tbm esse processo.
Se for o caso, novamente pergunte-se, "Tenho vontade existencial de me relacionar com homens, de amar um homem como meu homem, de viver ao lado de um homem, de ter uma vida com outro homem?", ou isso é apenas estereotipação sexual pelo que vivi, perversão...defina essas coisas em você.
Você está há 4 anos com uma pessoa, seja justo com você e com ela.
Só como curiosidade, o programa de TV que você pôde ter assistido (pela nossa idade que é parecida), foi o Sexo frágil, com Lázaro Ramos, descobri o mundo erótico rss com esse programa, vai que é uma coincidência..kk
Outro ponto aqui, pelo que você relatou, você sempre foi introvertido, tímido..
Isso definitivamente atrasa o processo de sexualização da gente, menos oportunidades, menos coragem, menos safadeza...
Eu por exemplo, sou virgem por conta disso.
Aí junta seu jeito tímido, menos masculinizado, mais amante das artes, cultura, música, parece até sagitariano kkk.
Tudo isso que você chama por paranóia é fruto de uma árvore que foi plantada em você forçadamente.
Que gerou frutos de necessidade de aceitação entre as pessoas, ansiedade, depressão, conflitos sexuais/existenciais, enfim..
Seu relacionamento está em 4 anos, de fato cai no óbvio, no costume, na chatice...
Se você ama ela de verdade, mude a postura disso.
Reinvente, saiam mais, dêem um gás na relação, mude o sexo, seja mais atrativo, mais irresistível, mulher( e homem também) gosta disso. Relacionamento é assim mesmo, vcs tem que ser uma eterna metamorfose um para o outro, senão, cai no costume da relação. Façam novos planos, novas metas, talvez seja momento disso!
Desculpa pelo textão kkk, mas ainda têm outras coisas, vou tentar ajudar..
Esse conflito seu de "Acho que sou gay pq vejo homens, corpos gostosos de homens, fotos e me dão T". Isso é fruto do seu trauma e do uso da P gay tbm. Chega um nível do nosso vício que a adrenalina em vídeos convencionais já não são mais suficientes, então você parte pra algo mais prazeroso possível. E aí quando vc assiste esses vídeos onde as posições sexuais são diferentes das que você está acostumado, gera outro conflito...viu como é um efeito dominó, só pare de pensar nessas coisas, aquieta sua mente! Pare de assistir P, isso pôde ter te tirado o instinto real do sexo. O órgão da mulher no P, é diferente do real, o órgão do homem no P, é diferente do real, nem todos são grandes e grossos..
Foque na sua mulher, na sensualidade dela, no que te dar prazer nela, isso é o real.
Força meu amigo!




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em 24/10/2020, 13:21
Caraca q texto bom do karnall. Parece um psicólogo de anos. Não tô sendo irônico. Eu tô engatilhado e esse tema do hocd ainda é confuso pra mim Tb. Ótimo ler isso. Excelente.

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Esta cena aqui foi um divisor de aguas na vida do Levi, quem conhece sabe. Espero ter o mesmo odio contra o gigante PMO.


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em 24/10/2020, 15:53
Obrigado Levi!!
Vamos trocar idéias!

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em 24/10/2020, 16:43
Obrigado pela até e pela resposta amigo Karnall.
Cara, de fato sou uma pessoa extremamente traumatizada, além de todos esses acontecimentos, cresci sendo criado por uma mãe muito rígida, em uma cidadezinha muito pequena. Lembro-me até hoje de levar um tapão da minha mãe quando eu era bem criança (uns 4 anos), simplesmente por ter notado a mão na cintura e ela ter considerado um gesto "gay", lembro que na época até meu pai achou aquilo muito desnecessário e questionou ela. Também ouvem episódios em que ela dizia que duvidava da minha orientação sexual, como quando eu arrumei minha primeira namorada aos 17, ela não gostava da menina (que já era minha amiga) e por a menina ter ficado e namorado outras meninas antes, ela desconfiava q eu era gay e estava junto com uma lésbica somente pra fumar maconha... Não fazia sentido, mas ela tinha essa teoria.
Até hoje essas coisas mexem comigo, me pergunto "será que minha mãe tinha razão?", "Será que ela sabia e eu não?", etc etc. Parece q não tenho autoconfiança e que comecei a confiar mais no que me dizem q em mim mesmo.
Sobre me questionar, sempre faço isso, me pergunto quem sou? Porquê sou assim? O que me atrai de fato? e etc. Tenho quase certeza de tudo isso. Digo quase certeza, pq existe sim um pouco das dúvidas existenciais, acho q isso é normal, e até saudável, afinal um sujeito com dúvidas é menos perigoso que um sujeito cheio de certezas convenhamos rs.
A questão é que mesmo não sendo diagnosticado por um profissional, sinto que sou portador de algum distúrbio obsessivo compulsivo, o famoso Toc. Não tenho mania de limpeza nem nada dessas coisas q são comuns em pessoas assim, mas tenho manias de organização mental. Parece que a dúvida em mim, faz mais estrago que em alguém sem esse problema, sempre quero ter certeza, controle, organização das idéias, etc. Sou extremamente ansioso como já citei. Então basta um pequeno gatilho para me levar até um poço de dúvidas que me criam até uma sensação de despersonalização, onde me perco de quem sou eu, e me encontro em algo que parece mais um sonho que minha vida real.
A propósito cara, não tem problema o textão, também escrevo assim, ler e escrever faz bem, ainda mais nesse mundo tão imediatista.

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em 24/10/2020, 17:32
Isso é ótimo!! Você já conhece a origem do negócio então. Essa plataforma é bom para isso, as vezes não temos pra quem falar e só precisamos de um desabafo.
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em 24/10/2020, 20:45
Sobre a questão de ser sincero com minha namorada, tento ao máximo fazer isso, inclusive isso parece até me dar mais paranóias, pois sinto que nunca sou sincero de verdade, me dá a sensação de estar mentindo, mesmo não estando. Mas como meu cérebro está muito confuso, não consigo de fato saber se sinto algo verdadeiro por ela, ou se tenho atração por homens e blá blá blá... Porém creio que se eu não sentisse de fato algo por ela não teria namorado com ela tanto tempo, não teria nem mesmo começado. Mas enfim, cérebro muito maluco, preciso ir com calma.

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em 24/10/2020, 21:09
Hoje o dia foi mais tranquilo, senti atração sexual em alguns momentos pela minha namorada, mas preferi não levar muito adiante pelo medo de fantasiar. Senti também bastante carinho e atração pela beleza e personalidade dela, algo que para outras pessoas pode demonstrar que de fato não sou gay, mas que pra minha mente conturbada pode ter outros significados. Penso "e se a admiro pq quero ser como ela? Será q sou trans? e se a admiro como amiga apenas?" enfim, várias neuras, mas tô tentando deixar de lado e ficar tranquilo por agora.

Me lembrei tbm, que só comecei a questionar tanto minha orientação e sexualidade após estar a mais ou menos um ano nessa relação com ela, talvez por ansiedade, medo de estragar as coisas, de ter feito merda, enfim. Desenvolvi na época uma compulsão por analisar o tempo todo se eu realmente a amava, e me sentia assustado se em qualquer momento não sentisse vontade de ficar com ela ou transar, me assustava também se ficava com uma paixãozinha platônica por outra garota. Já pensava que não gostava dela e tudo mais.

No início do nosso namoro, ela começou a ter certas dúvidas sobre se daria certo e tal, e ficava meio angustiada, ansiosa, eu conversei com ela de forma leve e ela percebeu que de fato era isso que ela queria, e depois nunca mais ela repensou a relação e parece ser bem feliz ao meu lado. Mas eu, depois de um tempo comecei a entrar na noia, acho que vi que ela era feliz e comecei a me questionar se era tão feliz quanto ela, se a amava mesmo, e me vinha uma culpa como se eu tivesse convencido ela a ficar comigo e depois não gostava dela... Loucuras e mais loucuras.

Quando analisei, percebi que eu estava maluco, pois ela era linda, companheira, compreensiva, eu adorava viver ao lado dela, conversar e tudo mais, era uma mulher que eu não daria a sorte de achar uma tão legal assim tão cedo. E foi aí que me questionei: "Se ela é tudo isso, pq tenho dúvidas se a amo?" e daí vcs sabem, veio a minha mente o famoso "E se eu for gay?".

Sofri um tempo com isso, mas passou e voltei a ficar mais tranquilo, nessa época nem percebia que eu era viciado em porno.
Quando um dia tive uma conversa com ela sobre o quanto essa industria é problemática, e aí q me veio o click. Percebi que eu era maluco, assistia porno na madrugada enquanto ela dormia, que preferia as vezes ver porno que fazer sexo com ela, que havia fetichizado gordas, negras, trans, gays, tudo. Me senti sujo, percebi q tudo aquilo ia na contramão do homem que eu era pra ela, e até pra mim mesmo. Me toquei que eu era um viciado e que não iria nunca mais assistir. Fiquei um mês mais ou menos e recaí. Na época nem conhecia o Reboot ou o fórum, só queria parar, mas nunca consegui. Até que as dúvidas da orientação sexual voltaram, pois eu não sentia mais muita atração por mulheres, acho q banalizei o corpo feminino ao extremo. Não via mais graça nas fotos, não queria transar com minha namorada. Só fantasiar, com outras mulheres e fantasias podres que me davam vergonha. Comecei a pensar que amava os homens e que só via as mulheres como objetos de prazer. E estou nesse limbo. Vieram os questionamentos do porque me excito com porno gay e blá blá blá. Comecei a ficar nervoso vendo fotos de homens e tal e tudo o mais que contei nos outros posts.

A ajuda de vocês tem sido muito boa, obrigado.
Sei que seria muito interessante procurar ajuda de um psicólogo, porém com essa pandemia e falta de grana, anda meio complicado, correria da faculdade com trabalho de conclusão de curso e tudo mais. Mas pelo menos, sinto que aqui no fórum tenho desabafado e estou fazendo quase que uma "auto-terapia" rs.

Obrigado amigos vamos vencer! Somos mais fortes que os nossos vícios e neuras.

"O pior dos temporais aduba o jardim"

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em 25/10/2020, 00:52
Isso aí meu amigo, vc sabe como fazer!
Cuide do seu jardim!
Quanto ao seu processo de identidade sexual, não sei nem mais o que dizer, isso é vc com vc. Se for homo, hétero, trans...você tem que se achar. Na verdade, você já se achou, você sabe disso.
As vezes me parece que você não aceita sua própria heterossexualidade quando fica nesses questionamentos, como se dissesse "não é possível eu ser hétero, só posso ser gay gente, olha isso, olha aquilo..". Como se fosse válido a teoria de causa e efeito(eu sinto tesão em alguns casos que envolvam homens, sou mais feminino que o "normal", perdi interesse no sexo real, por isso posso ser gay, bi, trans..). Pra mim, tudo isso tem uma origem, bem clara. Mas como você disse, pare de pensar um pouco nisso e parta pra ação no dia a dia. Força!

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em 25/10/2020, 16:15
Terceiro dia de Reboot, me sinto até tranquilo, as testagens vêm as vezes a minha mente de forma um pouco inconsciente. Ansiedade e foco constante em questões sobre minha orientação sexual, mas estou tentando pensar em outras coisas e passar mais tempo com minha namorada pra conversar e dar carinho pra ela.
No geral tem sido mais tranquilo, e mesmo ansioso e com o cérebro querendo fazer constantes testes, tenho me mantido calmo e focando em outras atividades. Os flashs continuam vindo em minha mente e as dúvidas também, mas não vou me deixar abalar.

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em 25/10/2020, 23:58
É isso aí parceiro, agora são os efeitos do processo. Dia após dia vc irá se desintoxicar dos efeitos, mantenha o foco!
Vai ser muito bom pra você experimentar o seu eu real um pouco, pra poder definir as coisas.
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em 26/10/2020, 00:41
Seu Madruga escreveu:Terceiro dia de Reboot, me sinto até tranquilo, as testagens vêm as vezes a minha mente de forma um pouco inconsciente. Ansiedade e foco constante em questões sobre minha orientação sexual, mas estou tentando pensar em outras coisas e passar mais tempo com minha namorada pra conversar e dar carinho pra ela.
No geral tem sido mais tranquilo, e mesmo ansioso e com o cérebro querendo fazer constantes testes, tenho me mantido calmo e focando em outras atividades. Os flashs continuam vindo em minha mente e as dúvidas também, mas não vou me deixar abalar.

Irmão, me identifiquei muito com sua história, nos seus relatos têm muita coisa que esqueci de mencionar no meu, mas o que mais me deixa assustado é o possível fato de não amar minha namo, toda aquela paixão e desejo ter sido falso, saca, as vezes tratava ela mal, falava alguma besteira que fazia ela ficar triste, já fiz ela chorar algumas vezes, mas ainda tava imaturo sobre relacionamentos, primeira namorada que levei a sério, começamos no primeiro ano do médio, saca como é o ensino médio, tantas garotas, puberdade, mas com o tempo isso passou, tivemos alguns outros problemas que conseguimos contornar, tudo por paranóias minhas, desde sempre arrumei muita nóia em coisas bestas, coisas que apenas eu enxergava, fiquei um tempo com raiva por ela ter me escondido algumas coisas, mas era algo super idiota, de antes de nós dois estarmos juntos, no início da quarenta fui na casa dela, tivemos um dia lindo comemorando o niver da menina, foi a melhor sensação que tive, depois disso foram só coisas boas, com o tempo senti que nossa relação estava caminhando, a muito tempo estava mais carinhoso, mesmo que ela não gostasse de muita melação eu adorava abraçar ela, fazer carinhos e saber de tudo sobre ela, daí a pouco tempo fiquei sabendo que ela tinha saído pra uma festa com o primo dela, daí fiquei Full triste, mulher vontade de chorar, na minha cabeça tinha sido a pior coisa que ela poderia ter feito, sei que ela nunca me traiu com outra pessoa, ela me ama tanto, mas esse fato começou a me levantar outras questões, medo e raiva, pra piorar tinha acabado de ter a primeira crise de identidade pessoal, tava super perdido e pra variar uma dessa, mano, daí começou esse HOCD, a cada dia tentava pensar menos e isso cada vez ficava maior, agora na minha cabeça é como se eu nunca tivesse amado ela, as vezes chego a xingar ela mentalmente, mesmo me deixando muito triste, é como uma voz que diz em segundo plano coisas ruins, de outro lado tem uma vozinha falando "cara que merda você tá pensando?". Eu adoro ficar com ela, a muié ama dormir agarradinha em mim, muitas vezes vou na casa dela só pra realizar esse desejo, mas agora esses bagulhos tão parecendo super forçados, o medo de não gostar me consome, os pensamentos que gostaria se fosse com um homem ou o medo de nunca conseguir ser feliz com ela. Sinto que estou colocando minha relação a perder, não sei como voltar a amar ela, talvez conversando com ela, sei que ela vai entender super, mas tenho muito medo.
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Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.  Empty Re: Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.

em 26/10/2020, 04:34
Fala Luka, firmeza mano?
Cara, muito complicada mesmo essa situação, ainda mais num caso de primeiro namoro sério.
Eu ja tinha tido outro relacionamento antes desse que estou agora. Gostava bastante da menina e tal, mas por imaturidade, mudanças de vida e outros fatores acabamos por nos distanciar, mudei de cidade, enfim...
Acho que essa questão que temos, pelo menos tentando analisar racionalmente pela minha experiência, é um questão de muita ansiedade, essa ansiedade nos causa medo e aí vem as paranoias.
Na minha primeira relação eu era muito ciumento, por medo de perder a menina, medo de ser traído, etc. Acabei estragando o rolê por ciúmes.
Agora nessa, estou mais maduro e um pouco mais velho e já não pilho demais nisso, mas meu foco virou esse medo de estragar as coisas por "não gostar dela o suficiente", "não gostar de mulher", essas paranoias, vc sabe bem como é.
O conselho que te dou, e que tento seguir é: Faça o possível para analisar sua vida, mas com muita calma. Analise de forma racional. Porque você teria criado uma relação se você de fato não gostasse dela? Algo te obrigou a fazer isso? Entende o ponto que quero chegar? Não faz sentido.
Eu mesmo, antes de namorar minha atual, tive algumas que queriam me namorar, ou serem ficantes minhas, e como eu não curtia tanto a menina, pulei fora, sem culpa e sem remorso, falei "não rola" e é isso, pronto. Porque então eu teria ficado com minha atual? Se com as outras pulei fora? Obviamente, alguma coisa foi diferente, rolou algum sentimento. E sinceramente, mesmo eu estando perdido em meus pensamentos, o meu maior medo é de estragar as coisas com ela pq sinto ainda algo por ela, pois se eu não sentisse, não estaria preocupado, ia tacar o foda-se... Se preocupar com o fim pra mim tem pelo menos um mínimo significado de que você sente algo pela pessoa. Me questiono sobre minha orientação, mas racionalmente eu penso: "Por que diabos, um gay, se preocuparia tanto com sua namorada?" "Por que ele em algum momento teria começado um namoro?". Enfim... as vezes o nosso medo nos impede de viver cara, respire fundo, se acalme, tudo no seu tempo. (Dou esse conselho à você mas também estou dando para mim mesmo.) A ansiedade é uma fera, mas ela não vai te vencer, domine-a.

Se em algum momento, com calma você for percebendo que não ama mais sua namorada, ou que não gosta de mulher, acredite, você não vai mais se preocupar em ficar com ela ou não.
Um dia de cada vez irmão, aproveite esse momento para pensar sobre você. Se pergunte, do que mais você ja teve medo na vida? Esse medo te venceu? Ele mudou quem você era?
Não podemos ser dominados tão fácil assim. Força mano, respire fundo e vá com calma, aos poucos tudo irá se esclarecer. E não recorra como eu as armadilhas da P. Não fique se testando, quando o pensamento vier tente deixa-lo ir, não se concentre nele, por mais difícil que seja. (Também é difícil pra mim, também perco o controle as vezes, mas não desista).

E o mais importante de tudo, você não é anormal, você não é o único que sofre, e assim como os outros, você também pode vencer. Força na batalha! Nosso maior inimigo, a gente é quem cria e alimenta, deixe-o passar fome aos poucos e ele irá morrer.

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Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.  Empty Re: Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.

em 26/10/2020, 06:55
Seu Madruga escreveu:Fala Luka, firmeza mano?
Cara, muito complicada mesmo essa situação, ainda mais num caso de primeiro namoro sério.
Eu ja tinha tido outro relacionamento antes desse que estou agora. Gostava bastante da menina e tal, mas por imaturidade, mudanças de vida e outros fatores acabamos por nos distanciar, mudei de cidade, enfim...
Acho que essa questão que temos, pelo menos tentando analisar racionalmente pela minha experiência, é um questão de muita ansiedade, essa ansiedade nos causa medo e aí vem as paranoias.
Na minha primeira relação eu era muito ciumento, por medo de perder a menina, medo de ser traído, etc. Acabei estragando o rolê por ciúmes.
Agora nessa, estou mais maduro e um pouco mais velho e já não pilho demais nisso, mas meu foco virou esse medo de estragar as coisas por "não gostar dela o suficiente", "não gostar de mulher", essas paranoias, vc sabe bem como é.
O conselho que te dou, e que tento seguir é: Faça o possível para analisar sua vida, mas com muita calma. Analise de forma racional. Porque você teria criado uma relação se você de fato não gostasse dela? Algo te obrigou a fazer isso? Entende o ponto que quero chegar? Não faz sentido.
Eu mesmo, antes de namorar minha atual, tive algumas que queriam me namorar, ou serem ficantes minhas, e como eu não curtia tanto a menina, pulei fora, sem culpa e sem remorso, falei "não rola" e é isso, pronto. Porque então eu teria ficado com minha atual? Se com as outras pulei fora? Obviamente, alguma coisa foi diferente, rolou algum sentimento. E sinceramente, mesmo eu estando perdido em meus pensamentos, o meu maior medo é de estragar as coisas com ela pq sinto ainda algo por ela, pois se eu não sentisse, não estaria preocupado, ia tacar o foda-se... Se preocupar com o fim pra mim tem pelo menos um mínimo significado de que você sente algo pela pessoa. Me questiono sobre minha orientação, mas racionalmente eu penso: "Por que diabos, um gay, se preocuparia tanto com sua namorada?" "Por que ele em algum momento teria começado um namoro?". Enfim... as vezes o nosso medo nos impede de viver cara, respire fundo, se acalme, tudo no seu tempo. (Dou esse conselho à você mas também estou dando para mim mesmo.) A ansiedade é uma fera, mas ela não vai te vencer, domine-a.

Se em algum momento, com calma você for percebendo que não ama mais sua namorada, ou que não gosta de mulher, acredite, você não vai mais se preocupar em ficar com ela ou não.
Um dia de cada vez irmão, aproveite esse momento para pensar sobre você. Se pergunte, do que mais você ja teve medo na vida? Esse medo te venceu? Ele mudou quem você era?
Não podemos ser dominados tão fácil assim. Força mano, respire fundo e vá com calma, aos poucos tudo irá se esclarecer. E não recorra como eu as armadilhas da P. Não fique se testando, quando o pensamento vier tente deixa-lo ir, não se concentre nele, por mais difícil que seja. (Também é difícil pra mim, também perco o controle as vezes, mas não desista).

E o mais importante de tudo, você não é anormal, você não é o único que sofre, e assim como os outros, você também pode vencer. Força na batalha! Nosso maior inimigo, a gente é quem cria e alimenta, deixe-o passar fome aos poucos e ele irá morrer.

Mano, nosso começou foi muito estranho, ela diz ter gostado desde a primeira vez que me viu, saca, eu tava fazendo baderna no primeiro dia de aula e por acaso ficamos na mesma sala.Na nossa turma tinha outras garotas, meninas bonitas e atraentes, não notava tanto ela, tava naquela de só querer mesmo é prazer pois na real eu tava muito apaixonado em uma amiga antiga, passei uns 4 anos nutrindo esses sentimentos por essa muié, terminou que quando comecei a me preparar pra o ensino médio já tinha esquecido quase que por completo dela. Por ter crescido no mesmo bairro conheço grande parte das pessoas da minha idade, isso me fez ser um cara até que cobiçado entre as garotas, mas tinha vergonha de chegar nas muié, as pernas já começavam a bambear kkkkk, saca só, quando começou o ensino médio criei objetivos encima de algumas garotas, mas não me achava bonito o suficiente pra concluí-los, mesmo assim comecei a conversar com as garotas da sala e interagir mais com o pessoal, tinha uma mina que eu tava xonadinho nela, achava ela gata, comecei a falar com ela e em pouco tempo perdi o interesse, terminou que viramos amigos, nesse meio comecei a conversar com a amiga dela e outra menina que vivia no meu pé ( é até engraçado de dizer, mas sempre fui um cara desejado, não sei nem o motivo, só sei que era assim.) daí suave, a mina que vivia no meu pé mostrando maior interesse, puxava assunto, mandava mensagem e eu nem dava bola, até tentava, mas era zero vontade, enquanto isso a outra mina chegava de mansinho, manda só um 'oi' e acabava aqui o nosso assunto, ficou assim por um bom tempo, por mais que não achasse ela tão bonita na época, não sei se é por ter medo de chegar em outras mais bonitas, mas tinha uma mina mó gata nos meus pés, então essa parte não faz muito sentido, curtia pra caramba ficar perto dela, ela nunca curtiu falar muito sobre o passado, mas eu sou super curioso pra saber destas coisas e o interesse ficava ainda maior nela por sermos da mesma sala, já tinha percebido que ela gostava de mim, fingia que não sabia, mas tava na cara. Um dia fui em uma festa de 15anos de uma amiga e minha paixão anterior estava lá, por mais que não tenha rolado nada entre nós ainda somos amigos, daí nesse dia sentamos na mesma mesa pra conversar, ela foi perguntando sobre a escola e eu respondendo, daí um amigo falou pra ela que tinha um monte no meu pé, nessa ideia ela ficou curiosa, comecei a mostrar as mensagens pra ela, ela olhou assim e disse: "Tem uma mina aqui que puxava uns papos super interessantes e tu nem responde, essa outra não fala quase nada e tu não passa de 5minutos pra responder.", Não sei o motivo, apenas era assim, um dia estávamos em call no discord e essa muié se declarou pra mim na cara dura, fiquei em shock um silêncio tomou conta da sala, não vou mentir, já tava com vontade de ficar com ela, por mais que agora minha mente diga que não, lembro que queria sim, na hora mandei mó textão dizendo que não queria nada, pra ela não criar expectativas em mim, mas na hora foi da boca pra fora, mas pelo menos deixou esse assunto morto um tempo. Essa mesma garota da declaração de tornou minha vice-lider de sala, enquanto eu o líder, nisto a gente começou a conversar mais, era uma desculpa pra ficar perto dela, algumas nóias minhas sobre HPV não me deixavam criar coragem pra ficar com alguém, saca, mas a gente foi se envolvendo, começou com um carinho, meus amigos diziam que eu nem ligava pra ela, mas na minha cabeça uma vozinha lá no fundo fala outra coisa, por mais que no mundo exterior algumas pessoas incentivassem a relação, eu tentava me esquivar, mas não deu, um dia fiquei sabendo que ela tava ficando com outro cara, nossa senhora, isso me deu um aperto no peito, morri de ciúmes, nessa época já tinha criado uma esfera de afeição entre nós dois, só tava esperando a coragem pra tascar um beijo na boca dela, mas depois dessa notícia perdi o ânimo, mas mesmo assim na sala de aula tá lá do lado dela, sentia que era de mim que ela realmente gostava, dizíamos estarmos apenas como amigos, mesmo ela ficando com outros caras nossa troca de carinhos era um tanto diferente, tinha beijo no pescoço, mão na cintura, colava meia-boca, dormíamos juntos, véi, era só criar coragem pra assumir, por mais que eu tentasse escapar dela, eu tava lá, caidinho, os outros falavam de nós dois e eu: "que nada pow, só amizade." Nesse papo um dia na aula olhei pra boca dele e senti um mulher desejo de beijar ela, daí foi que o bagulho ficou doido, segurava a cabeça dela coladinha na minha, sentia uma troca de energias que me arrepiava, dava um frio na barriga, subia uma vontade de abraçar e beijar, um dia uma professora viu e perguntou se éramos namorados, eu todo sem jeito falei que não, mas com aquele aperto no coração, nesse meio tempo ela voltou a falar com o outro carinha lá, muleque gostava pakas dela, nessa eu pensei que não dava mano, tinha que fazer algo, tasquei um beijo na morena(é branquinha mas vamo chamar de morena), depois disso a gente passou um tempão ficando escondidos, ninguém sabia, tava me preparando pra contar pra os meus amigos oque aconteceu, na cabeça deles eu e ela éramos só amigos akakak, daí um dia eu tava lá no meio dos brodis, ela chegou e me tascou um beijão na frente dos mlks, galera ficou em shock, passaram uma semana sem falar comigo, com raiva por não ter contado antes, daí pedi ela em namoro, falei com a mãe dela, mesmo com um mulher medo, contei pra minha mãe, por mais que algumas vezes tenha passado pela minha cabeça em terminar com ela, muitas vezes por ter desejo em outras garotas, não achava que seria algo bom, ficar com ela era bom demais, aquela conexão que te dá um choque na espinha, saca, ela me fez algumas raivas, eu também fiz algumas, mas era começo de relacionamento, nenhum dos dois com experiência, a gente nunca foi de se agarrar muito, ficava mais no selinho, acho que ela sabia que sou meio tarado, mas era bom, não reclamava, mas de uns dias pra cá a gente começou a apimentar mais o bagulho, daí começou o medo de não conseguir ser feliz, não conseguir satisfazer e se minha praia for outra e blablabla... tudo isso me gerou um conflito interno que tá me tirando o desejo nela, antes eu olhava e já tava naquele pick, hoje parece forçado, meus planos de começar a trabalhar, comprar um cantinho pra nós dois tá indo com o vento e eu aqui sem conseguir fazer nada pra reverter a situação, já chorei pakas em pensar que não amo ela ou que a gente vai ter que terminar, tanto que agora parece normal, já tentei terminar sério com ela, mas não sinto nenhuma vontade, na real meu maior desejo antes disso era colocar ela dentro um potinho pra proteger ela do mundo, cuidar da minha princesinha como ninguém nunca cuidou, mas agora, pareço ser outra pessoa.
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Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.  Empty Re: Luta contra a angústia, procurando entender minha verdadeira sexualidade e orientação.

em 27/10/2020, 01:09
Cara, pelo seu relato, me parece que você é uma pessoa muito ansiosa assim como eu. Inclusive quando você diz que queria saber do passado dela e tal me lembra muito eu em meu primeiro relacionamento. Tinha uma espécie de "preocupação" para saber com quem a mina tinha ficado além de mim, por quem ela foi apaixonada, etc e tal. Isso é obsessão, você acaba se tornando possessivo demais se não tomar cuidado. O passado das pessoas não importa. Tente trocar os papéis e reflita, faria algum sentido se você ter ficado com alguém no passado ou gostasse de alguém, fizesse ela pensar que você gosta menos dela ou é mais propenso a trair e tal? Não. Do mesmo jeito, o contrário tbm não faz. Desencana disso cara. Você é assim como eu, inseguro demais e ansioso. Quando você diz que é um cara até "desejado" e na sequência diz "nem sei o porquê", isso demonstra sua insegurança e baixo auto-estima, assim como eu. Também falo isso quando sinto que alguma mina tava afim de mim. Isso é foda. Você provavelmente tem tanto medo de estragar tudo, ou dela achar alguém melhor que você que seu cérebro te joga nessas armadilhas de achar que você não gosta dela, ou de achar que você é gay, só pq seu subconsciente acha que se você terminar sua relação, você não vai sofrer mais com as paranóias, pelo menos as paranóias que são relacionadas à ela saca?
No meu caso sinto que é a mesma coisa, só que no meu caso as inseguranças são outras, pois sou um pouco mais velho e estou nessa relação já a 4 anos. Mas o que é comum nos nossos casos é, ansiedade, baixo autoestima, insegurança, medo de estragar tudo, etc. Enfim, preocupação excessiva com a relação. E nosso cérebro nós jogou nas mesmas armadilhas: "Gosto dela? Sou gay?".

Ansiedade é treta mano, misturada então com insegurança, pensamentos obsessivos, baixa autoestima etc, nem se fala. Você acaba esquecendo quem é você em certos momentos e se torna uma grande neura. Fica tranquilo mano, respira, troca uma ideia com ela se for necessário e deixa esses pensamentos pra lá um pouco, dê tempo ao tempo (falando parece fácil kkkk). E se necessário e vc tiver condições, procure um psicólogo pra te acompanhar.

Lembrando que isso é só minha opinião mano, cada cabeça um universo né... Não sou um profissional. Mas talvez meus conselhos te ajudem, são eles que tenho seguido. Se com o tempo você ver que não consegue sem ajuda, busque ajuda. Por agora tente só respirar e deixar a mente ir voltando pro lugar, pois quanto mais vc se forçar a achar uma resposta, mais confuso vc pode ficar, apenas dê um tempo de pensar nisso, foque em outras coisas.

Abraço

_______________________________________

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