Abstinência não é recuperação.

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Seg 23 Ago - 15:28
Salve, meu querido Parmera!

Cara, o melhor que a gente pode fazer é controlar o nosso primeiro impulso, seja pra P ou pra M, não se deixar levar por aqueles pensamentos e cortar o mal pela raiz. Quanto mais você consome, mais você quer consumir, ou seja, não ceda aos primeiros impulsos. Fácil falar, difícil praticar, mas seguimos na luta.

MEU DIÁRIO: https://www.comoparar.com/t11579p300-desistir-nao-e-uma-opcao

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Seg 6 Set - 11:49
Fala, pessoal. Boa semana a todos. Estive ausente do fórum por um tempo devido a algumas situações pessoais. Apesar de tudo, tenho me mantido firme nos meus propósitos. Uns dias são mais produtivos, outros totalmente preguiçosos; uns dias são mais tranquilos, outros mais agitados; em uns dias estou calmo, em outros fico bem ansioso. É realmente como uma montanha russa e lidar com isso é bem complicado. Alguns dias levo de boa, em outros sou levado e isso me prejudica. Se livrar de um vício é procurar a todo instante estar no controle da situação, mas além de tudo é também aprender que algumas coisas fogem do nosso alcance. O fundamental nisso tudo é encontrarmos uma maneira saudável de lidar com isso tudo. É bem difícil, mas é possível. Tenho notado alguns progressos. Nesse tempo em que estive ausente, por diversos motivos consegui me manter aproximadamente 1 mês distante da PMO, acho que o mês de agosto todo. Foi um período muito bom pra mim, mas que por um deslize acabei recaindo e coloquei muita coisa a perder. A partir desse dia, tenho tentado retomar o controle da situação e realmente tem sido difícil, recaí 2 vezes desde o início do mês. Estou tentando não pirar com isso tudo, manter a calma e seguir a vida como tenho feito há um tempo, seja firme no reboot ou após alguma queda. Isso é o mais importante, pelo menos pra mim.

A situação do mundo todo não é das melhores e além de tudo ainda estamos nessa luta por nos curarmos do vício. Acho extremamente importante que tenhamos um pouco mais de compaixão com a gente mesmo, não se afobar, sempre se respeitar e respeitar os nossos processos. É possível, apesar de dar muito trabalho e ser bastante cansativo.

Agradeço a quem permanece me acompanhando. Volto em breve pra retomar a leitura dos diários dos outros usuários. Espero que estejam todos bem, firmes e progredindo. Muita força pra nós nessa luta terrível! Abração.

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Seg 4 Out - 11:29
parmera escreveu:Fala, pessoal. Boa semana a todos. Estive ausente do fórum por um tempo devido a algumas situações pessoais. Apesar de tudo, tenho me mantido firme nos meus propósitos. Uns dias são mais produtivos, outros totalmente preguiçosos; uns dias são mais tranquilos, outros mais agitados; em uns dias estou calmo, em outros fico bem ansioso. É realmente como uma montanha russa e lidar com isso é bem complicado. Alguns dias levo de boa, em outros sou levado e isso me prejudica. Se livrar de um vício é procurar a todo instante estar no controle da situação, mas além de tudo é também aprender que algumas coisas fogem do nosso alcance. O fundamental nisso tudo é encontrarmos uma maneira saudável de lidar com isso tudo. É bem difícil, mas é possível. Tenho notado alguns progressos. Nesse tempo em que estive ausente, por diversos motivos consegui me manter aproximadamente 1 mês distante da PMO, acho que o mês de agosto todo. Foi um período muito bom pra mim, mas que por um deslize acabei recaindo e coloquei muita coisa a perder. A partir desse dia, tenho tentado retomar o controle da situação e realmente tem sido difícil, recaí 2 vezes desde o início do mês. Estou tentando não pirar com isso tudo, manter a calma e seguir a vida como tenho feito há um tempo, seja firme no reboot ou após alguma queda. Isso é o mais importante, pelo menos pra mim.

A situação do mundo todo não é das melhores e além de tudo ainda estamos nessa luta por nos curarmos do vício. Acho extremamente importante que tenhamos um pouco mais de compaixão com a gente mesmo, não se afobar, sempre se respeitar e respeitar os nossos processos. É possível, apesar de dar muito trabalho e ser bastante cansativo.

Agradeço a quem permanece me acompanhando. Volto em breve pra retomar a leitura dos diários dos outros usuários. Espero que estejam todos bem, firmes e progredindo. Muita força pra nós nessa luta terrível! Abração.
Como estão as coisas amigo?

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Sab 16 Out - 13:27
Kaneki escreveu:Como estão as coisas amigo?
Olá, Kaneki. Estamos caminhando. As coisas não estão boas, é preciso dar um tempo até conseguir se estabilizar sentimental, emocional e até mesmo quimicamente. Até umas 2 semanas atrás, mais ou menos, estava num ciclo pavoroso de recaídas. Estava bem difícil me manter por mais de 3 dias sem PMO. Tem sido uma tortura ficar até mesmo 2 dias sem P, o nosso cérebro nos prega muitas peças. Mas é o que eu sempre comento, a recuperação de um vício é sempre um processo de aprendizado emocional e eu tenho me disposto a lidar com as minhas emoções boas e ruins. De qualquer forma, estou caminhando, tentando levar isso tudo da maneira mais inteligente possível.

Agradeço pela companhia e preocupação de sempre. Um abraço e muita força.

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Seg 18 Out - 7:40
Entendo amigo, bora pra frente; sempre que puder apareça por aqui, abraços.

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Sex 29 Out - 6:50
Olá parmera!

Também estou em um ciclo de oscilações. Como você disse: é difícil ter controle nessas situações. Mas sigamos fazendo o que está ao nosso alcance!

Anseio pelo seu progresso hoje, para que o sucesso possa vir amanhã!

Nos atualize na medida do possível Wink
Força meu jovem!

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Qua 3 Nov - 12:29
Ontem tive uma recaída grave que me fez refletir sobre algumas coisas que talvez eu não tenha comentado por aqui ainda, então decidi escrever pra deixar registrado de modo que me ajude e também ajude a quem me acompanha.

Talvez nós ainda não tenhamos vencido o vício ainda porque não o encaramos com a seriedade adequada. E trago duas hipóteses pra isso, ambas aparentemente "sociais" mas que impactam profundamente o nosso psicológico e a nossa visão de mundo, além das nossas atitudes. Vou tentar explicar melhor.

A primeira hipótese é que os vícios contemporâneos, como são chamados os vícios que surgiram ou se consolidaram simultaneamente à expansão da internet (como o vício em celular, redes sociais, PMO etc) são bastante recentes, o que quer dizer que os estudos sobre eles ainda estão engatinhando. O número e a qualidade dos estudos sobre vício em PMO, por exemplo, são bem baixos se comparados ao vício em drogas ilícitas. Não temos tantos estudos sistemáticos como os do Gary Wilson, por exemplo. Isso quer dizer que o debate sobre vício em PMO ainda é um tanto pobre na nossa sociedade, o que impede que a gente encare a situação de uma maneira mais sóbria.
A minha segunda hipótese é de que as questões relacionadas à sexualidade são por vezes tratadas de dois modos totalmente opostos: ou é tudo natural demais ou é tudo um tabu e a palavra "s*x*" não pode sequer ser mencionada. Se pesquisarmos as opiniões dos urologistas sobre M, por exemplo, são sempre na base do "não faz mal". Só que também existe o lado oposto, geralmente os mais "puritanos" e conservadores, que dizem que é pecado ou coisa do tipo. Não estou de um lado e nem do outro, acredito que precisamos enxergar a questão de uma maneira crítica. O mais adequado, na minha visão, seria dizer "não faz mal, mas..." e aí trazer todos problemas que a M pode causar na vida de quem a pratica sem moderação.

E por que eu tô dizendo isso? Como isso afeta nosso psicológico?
Digo isso porque esses dois modos de enxergar a sexualidade podem fazer com que a gente encare o vício em PMO de uma maneira muito ilusória e ineficiente. A opinião de que "é natural", por exemplo, pode fazer com que a gente aja de dois jeitos, sendo um jeito leva a outro. Em primeiro lugar, a gente pode pensar que tá tudo bem, já que é natural então vou continuar. Em segundo lugar, como consequência, já que tá tudo bem, eu posso parar a qualquer hora, no momento em que eu quiser já que não faz mal. Quando estou assistindo P não é raro que eu pense, por exemplo, "só vou assistir mais uma vez e paro já que tá tudo bem me M". E isso faz com que eu nunca pare.
Por outro lado, também não acho produtivo que a gente pense como os puritanos e os conservadores, colocando a M no campo do "pecado", do "nojento" etc. Porque se nós pensarmos desse modo, acho que nos esquecemos de ter compaixão com a gente mesmo. Me sinto um ser desprezível, sem valor, sujo etc e isso só prejudica nossa caminhada rumo à recuperação. Acho importante que a gente se enxergue como um ser humano falho mas que pode sempre se policiar e consertar as coisas. Se enxergar como um monstro é desmotivador. Já repararam que quando os colegas do fórum caem nós somos o primeiro a dar apoio, a dar força, mas que quando somos nós que caímos a gente se sente um lixo que não merece perdão? Por que, então, não nos tratamos como tratamos aos outros? Claro que é preciso ser exigente consigo próprio, mas ser exigente e rigoroso não é ser cruel. E essa monstruosidade que a gente se atribui é crueldade.

Essa era a contribuição que eu tinha pra dar hoje. Não espero que concordem, mas que pelo menos sirva pra que quem leia reflita sobre essas coisas.

Pretendo dar notícias nos próximos dias.
Um abração e muita força para todos!
Um dia após o outro.

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Qua 3 Nov - 19:40
Boa reflexão parmera
Muito bom.

Forças ae amigo

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Qua 3 Nov - 20:55
Muito boa a reflexão, PARMERA.
Concordo totalmente com ela!

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Qua 3 Nov - 20:55
Muito boa a reflexão, PARMERA.
Concordo totalmente com ela!

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Qui 4 Nov - 9:26
parmera escreveu:Ontem tive uma recaída grave que me fez refletir sobre algumas coisas que talvez eu não tenha comentado por aqui ainda, então decidi escrever pra deixar registrado de modo que me ajude e também ajude a quem me acompanha.

Talvez nós ainda não tenhamos vencido o vício ainda porque não o encaramos com a seriedade adequada. E trago duas hipóteses pra isso, ambas aparentemente "sociais" mas que impactam profundamente o nosso psicológico e a nossa visão de mundo, além das nossas atitudes. Vou tentar explicar melhor.

A primeira hipótese é que os vícios contemporâneos, como são chamados os vícios que surgiram ou se consolidaram simultaneamente à expansão da internet (como o vício em celular, redes sociais, PMO etc) são bastante recentes, o que quer dizer que os estudos sobre eles ainda estão engatinhando. O número e a qualidade dos estudos sobre vício em PMO, por exemplo, são bem baixos se comparados ao vício em drogas ilícitas. Não temos tantos estudos sistemáticos como os do Gary Wilson, por exemplo. Isso quer dizer que o debate sobre vício em PMO ainda é um tanto pobre na nossa sociedade, o que impede que a gente encare a situação de uma maneira mais sóbria.
A minha segunda hipótese é de que as questões relacionadas à sexualidade são por vezes tratadas de dois modos totalmente opostos: ou é tudo natural demais ou é tudo um tabu e a palavra "s*x*" não pode sequer ser mencionada. Se pesquisarmos as opiniões dos urologistas sobre M, por exemplo, são sempre na base do "não faz mal". Só que também existe o lado oposto, geralmente os mais "puritanos" e conservadores, que dizem que é pecado ou coisa do tipo. Não estou de um lado e nem do outro, acredito que precisamos enxergar a questão de uma maneira crítica. O mais adequado, na minha visão, seria dizer "não faz mal, mas..." e aí trazer todos problemas que a M pode causar na vida de quem a pratica sem moderação.

E por que eu tô dizendo isso? Como isso afeta nosso psicológico?
Digo isso porque esses dois modos de enxergar a sexualidade podem fazer com que a gente encare o vício em PMO de uma maneira muito ilusória e ineficiente. A opinião de que "é natural", por exemplo, pode fazer com que a gente aja de dois jeitos, sendo um jeito leva a outro. Em primeiro lugar, a gente pode pensar que tá tudo bem, já que é natural então vou continuar. Em segundo lugar, como consequência, já que tá tudo bem, eu posso parar a qualquer hora, no momento em que eu quiser já que não faz mal. Quando estou assistindo P não é raro que eu pense, por exemplo, "só vou assistir mais uma vez e paro já que tá tudo bem me M". E isso faz com que eu nunca pare.
Por outro lado, também não acho produtivo que a gente pense como os puritanos e os conservadores, colocando a M no campo do "pecado", do "nojento" etc. Porque se nós pensarmos desse modo, acho que nos esquecemos de ter compaixão com a gente mesmo. Me sinto um ser desprezível, sem valor, sujo etc e isso só prejudica nossa caminhada rumo à recuperação. Acho importante que a gente se enxergue como um ser humano falho mas que pode sempre se policiar e consertar as coisas. Se enxergar como um monstro é desmotivador. Já repararam que quando os colegas do fórum caem nós somos o primeiro a dar apoio, a dar força, mas que quando somos nós que caímos a gente se sente um lixo que não merece perdão? Por que, então, não nos tratamos como tratamos aos outros? Claro que é preciso ser exigente consigo próprio, mas ser exigente e rigoroso não é ser cruel. E essa monstruosidade que a gente se atribui é crueldade.

Essa era a contribuição que eu tinha pra dar hoje. Não espero que concordem, mas que pelo menos sirva pra que quem leia reflita sobre essas coisas.

Pretendo dar notícias nos próximos dias.
Um abração e muita força para todos!
Um dia após o outro.
fico feliz por sua presença, bora pra frente abraços.

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Qui 4 Nov - 17:53
Druidzin escreveu:Boa reflexão parmera
Muito bom.

Forças ae amigo

Valeu, Druidzin! Força!

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Qui 4 Nov - 17:53
Vencedor disciplinado escreveu:Muito boa a reflexão, PARMERA.
Concordo totalmente com ela!

Obrigado, Vencedor disciplinado. Muita força, sempre em frente!

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Qui 4 Nov - 17:54
Kaneki escreveu:
fico feliz por sua presença, bora pra frente abraços.

Agradeço pela força de sempre, Kaneki! Abração.

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Qui 4 Nov - 18:10
Dando certa continuidade ao que postei ontem sobre encarar o vício com seriedade, quero dizer algo pra complementar. Levar o processo de recuperação a sério exige muita disciplina, dedicação e organização. Claro que é importante demais que tenhamos metas e saber onde queremos chegar, mas tão importante quando os resultados é refletir com muito cuidado sobre quais caminhos tomaremos pra atingir a essa meta. É fundamental pensar nos resultados sem esquecer dos processos.

A maioria de nós tem a meta de se livrar do vício e estabelecem uma média de 90 dias de nofap pra que o reboot do cérebro seja concluído. Mas quais são as estratégias adotadas? Como ocuparemos o espaço vazio deixado pelo vício? Como resistiremos aos impulsos? Como lidaremos com as recaídas? Como evitaremos as recaídas? Como organizaremos os nossos dias? Não podemos negligenciar nenhum desses pontos. Precisamos nos adiantar aos imprevistos e deixar as estratégias bem definidas e claras pra quando as adversidades vierem. E isso precisa ser feito com antecedência, como uma prevenção. Precisamos realmente nos prevenir e não deixar para a última hora. Por exemplo, não é quando vier uma vontade quase incontrolável de PMO que vamos parar pra pensar no que fazer porque nesses momentos a gente simplesmente não consegue pensar com clareza e bate uma ansiedade gigantesca. É nesse momento que precisamos recorrer ao planejamento elaborado anteriormente e que precisa estar de fácil acesso. E aí respirar fundo e se concentrar em realizar alguma das atividades que planejamos fazer nos momentos em que a recaída é iminente.

É importante entender que nem tudo o que eu acho válido pra mim pode ser válido para o outro. E é importante entender também que esse planejamento pode ser sempre modificado de acordo com as nossas experiências e com as recaídas que talvez aconteçam no meio do caminho.
De qualquer maneira, o mais importante é se planejar e antever. Precisamos retomar com calma o controle da situação, sem desespero e afobação. Sem autossabotagem.

Talvez nos próximos dias eu compartilhe o meu planejamento com vocês, aceitando sempre sugestões.

Um abraço em todos.

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Qui 4 Nov - 22:52
Você deu uma aula agora! muito bom!


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Sex 5 Nov - 8:27
parmera escreveu:Dando certa continuidade ao que postei ontem sobre encarar o vício com seriedade, quero dizer algo pra complementar. Levar o processo de recuperação a sério exige muita disciplina, dedicação e organização. Claro que é importante demais que tenhamos metas e saber onde queremos chegar, mas tão importante quando os resultados é refletir com muito cuidado sobre quais caminhos tomaremos pra atingir a essa meta. É fundamental pensar nos resultados sem esquecer dos processos.

A maioria de nós tem a meta de se livrar do vício e estabelecem uma média de 90 dias de nofap pra que o reboot do cérebro seja concluído. Mas quais são as estratégias adotadas? Como ocuparemos o espaço vazio deixado pelo vício? Como resistiremos aos impulsos? Como lidaremos com as recaídas? Como evitaremos as recaídas? Como organizaremos os nossos dias? Não podemos negligenciar nenhum desses pontos. Precisamos nos adiantar aos imprevistos e deixar as estratégias bem definidas e claras pra quando as adversidades vierem. E isso precisa ser feito com antecedência, como uma prevenção. Precisamos realmente nos prevenir e não deixar para a última hora. Por exemplo, não é quando vier uma vontade quase incontrolável de PMO que vamos parar pra pensar no que fazer porque nesses momentos a gente simplesmente não consegue pensar com clareza e bate uma ansiedade gigantesca. É nesse momento que precisamos recorrer ao planejamento elaborado anteriormente e que precisa estar de fácil acesso. E aí respirar fundo e se concentrar em realizar alguma das atividades que planejamos fazer nos momentos em que a recaída é iminente.

É importante entender que nem tudo o que eu acho válido pra mim pode ser válido para o outro. E é importante entender também que esse planejamento pode ser sempre modificado de acordo com as nossas experiências e com as recaídas que talvez aconteçam no meio do caminho.
De qualquer maneira, o mais importante é se planejar e antever. Precisamos retomar com calma o controle da situação, sem desespero e afobação. Sem autossabotagem.

Talvez nos próximos dias eu compartilhe o meu planejamento com vocês, aceitando sempre sugestões.

Um abraço em todos.
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Fico feliz que esteja engajado com o reboot, a disciplina é fundamental para vitória amigo. não se esqueça de encaixar momentos de lazer, socialização e dos bloqueadores para você encarar sua jornada, abraços.

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Sex 5 Nov - 10:09
Vash escreveu:Você deu uma aula agora! muito bom!


Estamos juntos, Vash! Muita força na sua jornada!

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Sex 5 Nov - 10:11
Kaneki escreveu:
Fico feliz que esteja engajado com o reboot, a disciplina é fundamental para vitória amigo. não se esqueça de encaixar momentos de lazer, socialização e dos bloqueadores para você encarar sua jornada, abraços.

Pois é, Kaneki, precisamos encontrar o equilíbrio mesmo! Abração.

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Sex 5 Nov - 11:03
Comentei ontem sobre planejamento e sobre não deixar brechas para as possíveis recaídas, hoje vou tentar expôr algumas bases da estratégia que pretendo aplicar no meu dia a dia. Pode ser que o texto fique um pouco longo, mas espero que ajude de alguma maneira àqueles que lerem.

O princípio fundamental do dia deve ser se manter produtivo, mas sem excessos, sem neurose, com muito equilíbrio. E "ser produtivo" não significa ser produtivo como querem que sejamos no sentido de workaholic, viver para trabalhar ou coisas desse tipo. Ser produtivo, na minha visão, é estar sempre fazendo algo. Além das responsabilidades, é importante realizar as "atividades de religação" e estabelecer uma espécie de cronograma. Usando outras palavras: ocupar a mente. É importante recuperar a prática de atividades que antes davam prazer mas que se tornaram entediantes por causa do desquilíbrio de dopamina causado pelo vício em PMO. Voltar a desenhar, a escrever, a praticar exercícios e esportes, a jogar video-game, a acompanhar esportes, assistir filmes etc. É bem possível que no início a gente sinta uma angústia ou tédio fazendo essas coisas, mas é só respirar fundo e seguir se dando essa oportunidade. Nosso cérebro é um músculo e precisamos treiná-lo, depois de alguns dias longe da PMO e praticando essas novas atividades poderemos perceber que está voltando o prazer de praticáa-las. Mas nos primeiros dias vai ser preciso controlar a ansiedade e seguir firme no que a gente se propôs a fazer ali naquele momento. Uma das coisas que me ajuda a controlar a ansiedade é focar na minha respiração, existem vários exercícios meditativos e instruções no YouTube que ajudam a focar.

Quando falamos do vício em PMO, estamos falando também do circuito de dopamina, que é a substância liberada no nosso cérebro quando sentimos algum prazer. É exatamente nessa substância que estamos viciados. E essa substância é liberada em várias atividades que fazemos durante o dia. A dopamina por si só não é prejudicial, mas alguns estímulos artificiais e digitais que liberam dopamina no nosso cérebro podem ser bastante ruins. Eles se tornam ruins na medida em que fazem com que a gente deixe de cumprir com as nossas responsabilidades pra ficar horas rolando a linha do tempo sem realmente fazer nada que agregue. As redes sociais e os celulares, por exemplo, liberam bastante dopamina no nosso cérebro e por isso alguns de nós somos viciados neles. É importante dizer que não é necessário se afastar totalmente deles, apesar de eu achar importante que façamos isso nas primeiras semanas de reboot. Mas é claro que pra alguns isso é impossível, então é importante que a gente controle bem o tempo e o número de vezes que checamos o celular e as redes, por exemplo. Para quem quiser, existe um método chamado "jejum de dopamina". Pesquisem por isso no Google, caso interessar, porque pode ser um bom começo. Não adianta nada, ao meu ver, nos afastarmos de um vício e caírmos em outro. A minha estratégia para lidar com o celular e as redes sociais tem sido a seguinte:

- Não acessar o celular ou as redes sociais por pelo menos 30 minutos após acordar. Uso o computador caso precise fazer algo como meditação, yoga, exercício físico ou ouvir música. Se eu não estiver com um computador, desligo as notificações e faço o que tiver que fazer, mas tudo bem cronometrado.
- Não acessar o celular ou as redes sociais por pelo menos 1h antes de dormir. De novo, uso o computador caso precise fazer alguma coisa. Ou então pego o celular de outra pessoa emprestado.
- Limitar o número de vezes que desbloqueio o celular durante o dia e o tempo que vou passar em cada rede social, que geralmente é de 5 a 30 minutos.
- Usar o celular só para o estritamente necessário: fazer uma ligação, mandar uma mensagem urgente para alguém ou coisa do tipo.

Conforme os dias vão passando, a angústia causada pelo descontrole do uso vai diminuindo e a gente pode afrouxar um pouco, mas é importante que no começo sejamos bem rigorosos. Com o passar dos dias, caso decidamos afrouxar, precisamos estar bem atentos aos nossos padrões. Antes de desbloquear o celular, por exemplo, se perguntar: o que eu vou fazer? Eu realmente preciso fazer isso ou é só o meu cérebro ansioso e pedindo por dopamina? É urgente ou posso fazer em outra hora? Caso possa fazer em outra hora, anotar em uma folha de papel como lembrete.

Além dessa nova forma de encarar a relação com o celular, é importante encarar dessa mesma forma todas as atividades que estimulam a nossa procrastinação, como assistir a séries, ouvir músicas, ficar navegando na internet sem rumo e coisas desse tipo. Percebi que a minha inquietação e os motivos da minha recaída era a falta de foco. De novo, não preciso trabalhar a toda hora, estudar a todo instante, mas preciso focar em uma coisa a fazer e tentar levá-la até o final. A sensação de "dever" cumprido (não sei se essa é a palavra mais adequada para usar) é algo que mostra pra gente que é possível estar no controle, que temos um rumo, que as coisas podem fazer sentido. Mais importante de tudo: fazer uma coisa de cada vez mas fazer essa coisa bem, se dedicar a ela.

Se organizar, evitar a procrastinação, estar em dia com as responsabilidades pode nos ajudar bastante. Acho que ajuda muito se cada um de nós tirar algumas horas do dia ou até mesmo um dia inteiro só pra traçar essas estratégias, registrá-las, pensar sobre as brechas que deixamos, quais hábitos de autossabotagem temos cultivado etc. Isso é muito pessoal, só nós sabemos realmente da nossa rotina, então só nós somos responsáveis em alguma medida para poder mudá-la.

Grande abraço a todos e um excelente final de semana.

Ontem foi o meu segundo dia sem PMO, hoje estou indo para o meu terceiro. Há mais ou menos 1 mês não consigo atingir essa marca. Espero que hoje seja o dia.

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Dio
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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Sex 5 Nov - 13:00
parmera escreveu:Comentei ontem sobre planejamento e sobre não deixar brechas para as possíveis recaídas, hoje vou tentar expôr algumas bases da estratégia que pretendo aplicar no meu dia a dia. Pode ser que o texto fique um pouco longo, mas espero que ajude de alguma maneira àqueles que lerem.

O princípio fundamental do dia deve ser se manter produtivo, mas sem excessos, sem neurose, com muito equilíbrio. E "ser produtivo" não significa ser produtivo como querem que sejamos no sentido de workaholic, viver para trabalhar ou coisas desse tipo. Ser produtivo, na minha visão, é estar sempre fazendo algo. Além das responsabilidades, é importante realizar as "atividades de religação" e estabelecer uma espécie de cronograma. Usando outras palavras: ocupar a mente. É importante recuperar a prática de atividades que antes davam prazer mas que se tornaram entediantes por causa do desquilíbrio de dopamina causado pelo vício em PMO. Voltar a desenhar, a escrever, a praticar exercícios e esportes, a jogar video-game, a acompanhar esportes, assistir filmes etc. É bem possível que no início a gente sinta uma angústia ou tédio fazendo essas coisas, mas é só respirar fundo e seguir se dando essa oportunidade. Nosso cérebro é um músculo e precisamos treiná-lo, depois de alguns dias longe da PMO e praticando essas novas atividades poderemos perceber que está voltando o prazer de praticáa-las. Mas nos primeiros dias vai ser preciso controlar a ansiedade e seguir firme no que a gente se propôs a fazer ali naquele momento. Uma das coisas que me ajuda a controlar a ansiedade é focar na minha respiração, existem vários exercícios meditativos e instruções no YouTube que ajudam a focar.

Quando falamos do vício em PMO, estamos falando também do circuito de dopamina, que é a substância liberada no nosso cérebro quando sentimos algum prazer. É exatamente nessa substância que estamos viciados. E essa substância é liberada em várias atividades que fazemos durante o dia. A dopamina por si só não é prejudicial, mas alguns estímulos artificiais e digitais que liberam dopamina no nosso cérebro podem ser bastante ruins. Eles se tornam ruins na medida em que fazem com que a gente deixe de cumprir com as nossas responsabilidades pra ficar horas rolando a linha do tempo sem realmente fazer nada que agregue. As redes sociais e os celulares, por exemplo, liberam bastante dopamina no nosso cérebro e por isso alguns de nós somos viciados neles. É importante dizer que não é necessário se afastar totalmente deles, apesar de eu achar importante que façamos isso nas primeiras semanas de reboot. Mas é claro que pra alguns isso é impossível, então é importante que a gente controle bem o tempo e o número de vezes que checamos o celular e as redes, por exemplo. Para quem quiser, existe um método chamado "jejum de dopamina". Pesquisem por isso no Google, caso interessar, porque pode ser um bom começo. Não adianta nada, ao meu ver, nos afastarmos de um vício e caírmos em outro. A minha estratégia para lidar com o celular e as redes sociais tem sido a seguinte:

- Não acessar o celular ou as redes sociais por pelo menos 30 minutos após acordar. Uso o computador caso precise fazer algo como meditação, yoga, exercício físico ou ouvir música. Se eu não estiver com um computador, desligo as notificações e faço o que tiver que fazer, mas tudo bem cronometrado.
- Não acessar o celular ou as redes sociais por pelo menos 1h antes de dormir. De novo, uso o computador caso precise fazer alguma coisa. Ou então pego o celular de outra pessoa emprestado.
- Limitar o número de vezes que desbloqueio o celular durante o dia e o tempo que vou passar em cada rede social, que geralmente é de 5 a 30 minutos.
- Usar o celular só para o estritamente necessário: fazer uma ligação, mandar uma mensagem urgente para alguém ou coisa do tipo.

Conforme os dias vão passando, a angústia causada pelo descontrole do uso vai diminuindo e a gente pode afrouxar um pouco, mas é importante que no começo sejamos bem rigorosos. Com o passar dos dias, caso decidamos afrouxar, precisamos estar bem atentos aos nossos padrões. Antes de desbloquear o celular, por exemplo, se perguntar: o que eu vou fazer? Eu realmente preciso fazer isso ou é só o meu cérebro ansioso e pedindo por dopamina? É urgente ou posso fazer em outra hora? Caso possa fazer em outra hora, anotar em uma folha de papel como lembrete.

Além dessa nova forma de encarar a relação com o celular, é importante encarar dessa mesma forma todas as atividades que estimulam a nossa procrastinação, como assistir a séries, ouvir músicas, ficar navegando na internet sem rumo e coisas desse tipo. Percebi que a minha inquietação e os motivos da minha recaída era a falta de foco. De novo, não preciso trabalhar a toda hora, estudar a todo instante, mas preciso focar em uma coisa a fazer e tentar levá-la até o final. A sensação de "dever" cumprido (não sei se essa é a palavra mais adequada para usar) é algo que mostra pra gente que é possível estar no controle, que temos um rumo, que as coisas podem fazer sentido. Mais importante de tudo: fazer uma coisa de cada vez mas fazer essa coisa bem, se dedicar a ela.

Se organizar, evitar a procrastinação, estar em dia com as responsabilidades pode nos ajudar bastante. Acho que ajuda muito se cada um de nós tirar algumas horas do dia ou até mesmo um dia inteiro só pra traçar essas estratégias, registrá-las, pensar sobre as brechas que deixamos, quais hábitos de autossabotagem temos cultivado etc. Isso é muito pessoal, só nós sabemos realmente da nossa rotina, então só nós somos responsáveis em alguma medida para poder mudá-la.

Grande abraço a todos e um excelente final de semana.

Ontem foi o meu segundo dia sem PMO, hoje estou indo para o meu terceiro. Há mais ou menos 1 mês não consigo atingir essa marca. Espero que hoje seja o dia.

Boa tarde, prezado. Parabéns pela lucidez. As estratégias e a consciência do que se fará é fundamental.

Acho que o mais importante nesse estágio inicial é lembrar que as primeiras semanas serão muito difíceis. Bastante difíceis, afinal se trata de um vício assim como se fosse qualquer outra droga. Mesmo munido de estratégias, seu cérebro sempre tentará burlá-las. Invariavelmente, o vício é maior que o foco [no início]. Será uma dura batalha contra seu corpo e sua mente. Mas aqui somos todos guerreiros!

Ter a lucidez dessa dificuldade durante o início o ajudará a ter foco na meta e resistir. Superadas essas primeiras semanas, tudo ficará muito mais simples! Acredite!

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Dom 7 Nov - 13:10
Latin escreveu:

Boa tarde, prezado. Parabéns pela lucidez. As estratégias e a consciência do que se fará é fundamental.

Acho que o mais importante nesse estágio inicial é lembrar que as primeiras semanas serão muito difíceis. Bastante difíceis, afinal se trata de um vício assim como se fosse qualquer outra droga. Mesmo munido de estratégias, seu cérebro sempre tentará burlá-las. Invariavelmente, o vício é maior que o foco [no início]. Será uma dura batalha contra seu corpo e sua mente. Mas aqui somos todos guerreiros!

Ter a lucidez dessa dificuldade durante o início o ajudará a ter foco na meta e resistir. Superadas essas primeiras semanas, tudo ficará muito mais simples! Acredite!

Perfeitamente, Latin. Estar consciente das dificuldades é fundamental para ser bem sucedido. Pisar com calma, sabendo onde se está pisando. Vamos com calma e perseverança que conseguiremos! É possível. Um abração e muita força!

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Dom 7 Nov - 13:16
Hoje estou no meu 5º dia sem PMO. Me sinto tranquilo e motivado, aprendendo a lidar com as oscilações características dos primeiros dias de recuperação. Às vezes é difícil estar 100% atento, uma hora ou outra me pego "alimentando" alguns gatilhos, mas logo respiro fundo e tento voltar ao meu foco. De qualquer forma, 5 dias é uma marca que merece ser comemorada por mim pois foram poucas as vezes nesse ano em que consegui ficar limpo por tanto tempo. Nos últimos dois meses, por exemplo, raramente passava de 2 dias sem ver P, embora conseguisse ficar sem MO. Dessa vez, estou a 5 dias sem PMO. É um pouco estranho e até mesmo assustador, às vezes me pego pensando que é impossível viver sem isso, que já está enraizado nos meus hábitos, no meu dia a dia, mas conforme os dias vão passando e eu vou me distanciando da prática esse sentimento já não se faz tão presente, muito pelo contrário, começo a pensar que é possível sim viver sem isso e é até melhor viver sem. Enfim, estou tranquilo e disposto a me manter firme. Um dia após o outro dia.

Abraço para todos e força total para essa semana!

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Abstinência não é recuperação.  - Página 12 Empty Re: Abstinência não é recuperação.

Seg 8 Nov - 8:43
bora pra frente amigo, sempre é possível chegar na vitória, abraços.

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Ter 9 Nov - 0:28
parmera escreveu:Hoje estou no meu 5º dia sem PMO. Me sinto tranquilo e motivado, aprendendo a lidar com as oscilações características dos primeiros dias de recuperação. Às vezes é difícil estar 100% atento, uma hora ou outra me pego "alimentando" alguns gatilhos, mas logo respiro fundo e tento voltar ao meu foco. De qualquer forma, 5 dias é uma marca que merece ser comemorada por mim pois foram poucas as vezes nesse ano em que consegui ficar limpo por tanto tempo. Nos últimos dois meses, por exemplo, raramente passava de 2 dias sem ver P, embora conseguisse ficar sem MO. Dessa vez, estou a 5 dias sem PMO. É um pouco estranho e até mesmo assustador, às vezes me pego pensando que é impossível viver sem isso, que já está enraizado nos meus hábitos, no meu dia a dia, mas conforme os dias vão passando e eu vou me distanciando da prática esse sentimento já não se faz tão presente, muito pelo contrário, começo a pensar que é possível sim viver sem isso e é até melhor viver sem. Enfim, estou tranquilo e disposto a me manter firme. Um dia após o outro dia.

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