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VeedonFleece
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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

26/1/2021, 11:25
Olá, pessoal.

Meu pseudônimo é Veedon Fleece, tenho 28 anos e sou viciado em pornografia.

A seguir, está a primeira postagem de meu diário. Para organizar a história, comecei cronologicamente, abordando meu primeiro contato até o momento em que me dei conta do vício e como comecei a tentar reverter esse quadro.

Vi a primeira cena pornográfica aos 11 ou 12 anos. Alguém esqueceu de bloquear os canais adultos que tínhamos num pacote de televisão a cabo, e eu e um amigo (vizinho) acabamos assistindo a uma cena pesada. Soltamos risadinhas, e a falta de entendimento travestida em curiosidade juvenil nos constrangeu, pois a cena, imagino hoje, pareceu estarrecedora tanto a mim quanto a ele. Antes disso, porém, já havia tido contato com pornografia: lembro de esperar até tarde para ver os programas da Band (acho que era da Band).

Aos 12 ou 13, comecei a usar internet discada, e talvez tenha sido aí que a pornografia tomou minha vida (nunca tive playboy ou outras revistas), nem sei muito bem como cheguei à pornografia. É engraçado como a pornografia, especialmente na faixa de idade entre 11 e 20 anos, se confunde um pouco com a descoberta da sexualidade. Não tenho como saber como é a experiência de cada um, mas tenho a impressão de que a conversa sobre sexualidade em casa, justamente nesse período crucial, é muito ocasional ou muitas vezes nula. Ainda não tenho filhos, mas acho que um dos ensinamentos que esses anos de vício me ensinou é que pornografia não é sexo, muito menos uma porta de entrada para a descoberta da sexualidade humana. É uma pena, mas parem para pensar no acesso extremamente facilitado que as crianças têm nesse momento (e que alguns de nós tivemos). Ninguém enxera a pornografia como quem mais sofre com isso, e acho que temos o dever de educar quem quer que seja sobre os malefícios da pornografia. Quando digo isso, não estou falando de banimento ou censura, mas de política pública, educação sexual e restrição.

Iniciei com fotos, os vídeos ainda eram muito raros pois a velocidade de download os tornava praticamente impossíveis. Como a conexão de internet era precária e reduzida, me fixei em fotos de mulheres após o money shot (talvez uma fixação por aquela primeira cena pesada). Aos poucos, comecei a fantasiar cenas com a mãe desse meu amigo-vizinho que assistiu àquela cena comigo (um fetiche por mulheres mais velhas que carrego até hoje), embora não saiba identificar se foi induzido pela pornografia ou criado e expandido por ela.

Tive uma infância boa, porém complicada. Embora nunca tenha passado nenhum tipo de dificuldade maior, meu pai era muito ausente e machucou minha mãe fisicamente e psicologicamente, algumas vezes na minha presença. A violência contra mulher é estrutural, e a pornografia atual se alimenta e reforça essa atitude ao extremo. Aliás, esse tipo de trauma infantil (especialmente em relação ao pai) deve ter uma impacto profundo na constituição do sujeito e na forma como ele se relaciona com as mulheres e se estabelece em um convívio social (várias vezes preferi deixar uma festa para chegar em casa e assistir pornografia).

Eu não compartilho e abomino qualquer tipo de violência, mas a violência contra mulheres talvez seja o que mais me “excita”. Possivelmente, esse comportamento foi induzido por cerca de 15 anos de vício. Imagino que essa busca por conteúdos violentos tenha sido amplamente criado pelo escalonamento (combo cortisol + dopamina), mas não posso descartar o fator psicológico como uma possível porta de entrada para a busca desse conteúdo, em razão do meu histórico infantil de violência doméstica: odiava meu pai por bater na minha mãe e, embora todo meu repúdio, me excito e tenho pensamentos compulsivos com mulheres subjugadas e violentadas.

Na casa da minha mãe, onde morei fixamente até os 18 anos, não foi até os 15 ou 16 anos que comecei a consumir vídeos com maior frequência. Nessa época, e mesmo antes, já havia em mim uma compulsão sexual muito forte. Chegava a fantasiar sexo oral com minha cunhada, e uma irmã de um amigo da família. Por essas razões, ainda tenho muitas dúvidas sobre como esse comportamento sexual/pornográfico começou e quais são suas raízes. Até meus 16 anos, a enxurrada de vídeos mais pesados não tinha aparecido numa quantidade considerável, mas, ainda assim, fantasiava e agia de forma compulsiva.

Não foi só o conteúdo que escalonou. Durante esses anos, dos 11 até o presente momento, ou até julho de 2020, a PMO foi parte inata da minha vida e se intensificou com o passar dos anos. Embora nunca passasse muitas horas assistindo à pornografia, a intensidade com que o ciclo era realizado se tornou uma prática muito danosa. Em alguns dias, me masturbava 6 ou 7 vezes, e não havia rotina sem PMO. Os resultados, todos conhecemos bem: uma espécie de névoa constante, como se os sentidos fossem diminuídos, dificuldade de concentração, falta de motivação, queda no rendimento no trabalho e acadêmico, problemas de atração em relação à minha companheira e ejaculação retardada. Além disso, toda a carga emocional de viver uma constante desonestidade e perceber que, no fundo, a vida está escapando.

Confesso que demorei a perceber que esses sintomas eram efeito da pornografia. Como disse, só apenas no ano passado, aos 27 anos, trancafiado em casa pela pandemia, me dei conta de que essa compulsão, naquela intensidade, era um vício, e um vício sério. Mesmo após ler algumas informações no fórum e na internet, subestimei o vício. Não assisti à pornografia por quatro dias e, no quinto, num gatilho avassalador, assisti a um vídeo e me masturbei. Ali percebi que o vício era real e eu deveria fazer algo real para contê-lo. Li o e-book e comecei a fazer minhas contagens. Por uns dois ou três meses, não conseguia ficar mais do que cinco dias, e cheguei a me desesperar em um reset. É muito fácil nos punirmos no início, mas precisamos entender que o ciclo de culpa e punição só nos desfavorece e alimenta ainda mais a confusão de sentimentos que leva à PMO. Hoje, porém, entendo que a contagem de dias é importante mas não crucial. Acredito que conseguimos algum progresso quando aprendemos a lidar com os gatilhos (os problemas que nos induzem a buscar pornografia vão continuar existindo, a diferença é como respondemos às emoções e estímulos). Instalei bloqueadores, tanto na minha máquina quanto no roteador de casa. De qualquer forma, mesmo assim, pedia (estou há algumas semanas sem fazer isso) o celular ou o computador da minha namorada para digitar um site ou buscar algum vídeo/foto (tentando não olhar). Aliás, minha namorada sabe do problema e está me ajudando, embora eu sinta que ela não queira se envolver muito. Talvez ela espere que eu faça algo para resolver.

Para resumir, desde de julho, já fiquei mais 31 dias sem PMO, mas em janeiro tive dois resets. Em questões de segurança, a TV é o dispositivo menos seguro (mesmo com o roteador bloqueado), mas os outros dispositivos estão seguros. Bloqueei o navegador da TV com senha, mas descobri uma forma de alterar. Se alguém souber uma maneira efetiva de bloquear esse dispositivo, agradeço. Em relação às minhas atitudes e iniciativas, além do e-book e do fórum, em setembro de 2020, me juntei a uma plataforma chamada Fortify. Para aqueles que têm um razoável domínio de inglês, a ferramenta é gratuita e oferece treinamento para se libertar da pornografia, além de opções para criar um diário e analisar estatísticas sobre a recuperação. Na própria plataforma, existem opções de coach individual e também grupos de conversa pagos. Eu participo de um grupo semanal e está ajudando muito. Eu adoraria que tivéssemos um grupo ao estilo AA para conversamos (é possível fazer isso, alguém toparia?).

Para essa nova fase, montei um plano (se quiserem posso compartilhar com vocês) para fortalecer alguns pilares importantes: 1) Exercícios físicos: vou inciar corrida e academia em breve; 2) Bons hábitos diários: ler, escrever, postar no fórum, comer bem e se hidratar, etc); 3) Espiritualidade: não sou religioso, mas venho praticando 10 minutos de meditação quase diariamente e tem ajudado muito; 4) Conexão humana: terapia semanal, grupo de conversa, alguém para ser um aliado, buscar ser honesto comigo e com os outros); 5) Plano de emergência ao sentir gatilhos: uma lista de ações passo a passo para quando sentir um gatilho, ensaiar e saber de cor o que fazer; 6) Recompensa: montei uma lista de pequenas recompensas que eu sorteio caso eu consiga driblar um gatilho — por exemplo, listei dez pequenas recompensas com seus respetivos números, como uma barra de chocolate, um livro de até 50 reais, uma doação de cesta básica, etc, e aí cada vez que eu consigo driblar um gatilho, sorteio um número entre 1 e 200. O legal é ter um grande prêmio dentro da lista, o meu é um curso que quero muito fazer.

Percebi que essa jornada é menos sobre quantos dias estamos sem pornografia, mas sim a possibilidade de criar uma vida mais plena, honesta e substancial com nós mesmos e com outros.

As minhas principais dificuldades no momento são focar nos exercícios e parar de usar os dispositivos da minha namorada quando houver gatilho (o Open DNS ajuda, mas não plenamente). Já conversei conversamos sobre instalar bloqueadores nos aparelhos dela, mas isso seria complexo e limitador para ela. Pretendo colocar meus planos em ação e atingir uma meta de 15 dias (nessa momento já estou há 10 dias). A partir de hoje, quero postar diariamente pelos próximos 15 dias e também começar a acompanhar o diário do pessoal com mais afinco.

Conteúdos relevantes que encontrei até o momento:

Fight the new drug
Your brain on porn (site e livro)
Fortify
Covenent Eyes
Consider before consuming (podcast)
Porn escape, de Luke Knight
Homem também chora (podcast)
Prazerele
O silêncio dos homens (documentário)
The mask we live in (documentário)


Obrigado.




Última edição por VeedonFleece em 28/5/2021, 19:06, editado 1 vez(es)
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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

26/1/2021, 22:52
Oi, VeedonFleece!

Que bom que você chegou! Seja muito bem-vindo ao Fórum "Vício em Pornografia, Como Parar?". Aqui, ao mesmo tempo em que construímos um novo caminho por meio da reversão do vício, também construímos uma família. Por isso, desejamos que você se sinta bem entre nós, ao mesmo tempo que encontre oportunidades e condições para aprender e crescer.

Confira algumas orientações, caso já esteja adotando algumas delas, parabéns!

  • Conheça a legislação do Fórum: Regras de Participação, Orientações Básicas e Proibições.

  • Veja como gerenciar seu diário em Como criar um diário no Fórum.

  • Conheça o Guia Introdutório e aprenda o básico sobre o processo de reversão do vício ou adquira o Curso Online Programa Revert (Super Recomendado) para ter acesso a informações mais completas.

  • Confira o arsenal tecnológico para te auxiliar na proteção contra o vício: Configuração do Clean Browsing; Bloqueamento via Hosts; Inter App Control Pro (Pago); Blok Supreme (Pago); Download do Qustodio (A versão gratuita já é suficiente). Para maiores informações e/ou encontrar outras opções acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Conheça os navegadores (para smartphone) que já vem com proteção contra o vício e escolha um: Spin, Kids Safe Browser (Pago) e Mobicip. Instale o NetAngel para bloquear a pornografia em seu smartphone, bem como o AppLock que pode ser utilizado para bloquear o serviço de distribuição de aplicativos, as configurações do smarthpone, dentre outras coisas. Para maiores informações e/ou encontrar outras opções para Android, iOS ou Windows Phone acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Dica: Cadastre um e-mail temporário descartável em seus softwares, pois, assim, você evita uma possível recuperação da senha. Utilize também um método de ocultação de senha, para evitar que você desative os bloqueadores em um momento de fissura. Acesse: Método para esconder a senha.

  • Instale um contador de dias: Tutorial Contador de Dias, para te situar em sua jornada.

    Avalie também a necessidade de abandono de outros vícios que podem de alguma forma te atrapalhar no processo, como masturbação, álcool, outras drogas lícitas e ilícitas, games, comidas e outros.

  • Priorize as atividades de religação, tais como: socialização, trabalho voluntário, trabalho manual prazeroso, leitura de livros, mindfulness, meditação, yoga, musculação, natação, ciclismo, pilates, hidroginástica, crossfit, boxe, lutas diversas, dança, caminhada, corrida, zumba, voleibol, futebol e muitas outras. Não foque muito em quantidade, mas na qualidade.

  • Não desperdice o seu tempo em redes sociais, pois muitas delas atuam como verdadeiras "playboys digitais", tais como: facebook, instagram, twitter, pinterest e outras. Evite também a navegação a esmo.

  • Não abandone o fórum, atualize constantemente o seu diário. Certifique-se de ter relatado toda a sua história de envolvimento com a PMO, para que, assim, possamos ajudá-lo(a) da melhor forma. Iremos empenhar todos os nossos esforços para te assistir, e sempre que puder ajude outros aqui também.

Abraços!
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27/1/2021, 19:53
Oi, pessoal. Como prometido, estou voltando aqui para reafirmar minha posição em relação a um vida livre de PMO. Hoje foi um dia complicado por aqui. Acredito que esteja sentindo alguns sintomas de abstinência, especialmente insônia (é comum, certo?). Não tenho nenhum problema para dormir, mas as últimas três noites foram complicadas: acabo acordando muito cedo e tendo sono durante o dia, o que dificulta no trabalho. Hoje vou tentar dormir mais cedo. Em relação aos gatilhos e a fissuras, não tenho tido muitos em relação a imagens virtuais, mas tenho percebido uma objetificação muito maior de mulheres que eventualmente vejo na rua. Ainda não comecei meus exercícios, o que me angustia um pouco. De qualquer forma, um dia sem pornografia é sempre uma vitória.

Força pra todos!

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28/1/2021, 22:19
VeedonFleece escreveu:Oi, pessoal. Como prometido, estou voltando aqui para reafirmar minha posição em relação a um vida livre de PMO. Hoje foi um dia complicado por aqui. Acredito que esteja sentindo alguns sintomas de abstinência, especialmente insônia (é comum, certo?). Não tenho nenhum problema para dormir, mas as últimas três noites foram complicadas: acabo acordando muito cedo e tendo sono durante o dia, o que dificulta no trabalho. Hoje vou tentar dormir mais cedo. Em relação aos gatilhos e a fissuras, não tenho tido muitos em relação a imagens virtuais, mas tenho percebido uma objetificação muito maior de mulheres que eventualmente vejo na rua. Ainda não comecei meus exercícios, o que me angustia um pouco. De qualquer forma, um dia sem pornografia é sempre uma vitória.

Força pra todos!


Para controlar os efeitos da abstinência, são essenciais as atividades de religação, uma boa prática diária de exercícios físicos, por exemplo, pode nos ajudar a dopamina da qual realmente precisamos, na medida certa.
Tmj!!

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1/2/2021, 16:33
Boa, Drew. Obrigado por comentar no diário. Não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas fiquei felizão com tua mensagem. Montei um plano de treinos de corrida e já está em fase de implementação, o que com certeza vai ajudar bastante. Valeu. Tamo junto!

Nos últimos dias, não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas tentarei durante a semana. Hoje, especialmente, quase tive um gatilho, mas consegui fazer minha respiração e controlar os pensamentos. No mais, sigo com o instinto predador apurado em relação às mulheres que eventualmente vejo na rua, mas tentando não olhar e, mais importante, não objetificar. Além disso, não tenho vontade ou desejo de me masturbar e, para ser sincero, acho que estou experimentando a famosa flat line, porque não tenho sentido nenhuma atração por minha namorada (e mesmo as mulheres não rua não me fazem levantar). Talvez sejam indícios de que o reboot está agindo.


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1/2/2021, 19:39
Fala, Veedon! Parabéns pela sua força de vontade de iniciar nesse caminho. Estamos juntos nessa!
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nathan1
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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

1/2/2021, 22:04
Concordo com tudo que você disse, a mudança tem que ser radical, mudar o estilo de vida todo, infelizmente a pornografia faz a gente objetificar as mulheres de uma maneira surreal, o pior é que nos nem percebemos isso, tem cenas de violências implicitas (as vezes explicitas) todo hora e isso cresce na gente, não tem como ficar assistindo aquelas paradas e não absorver nada, mas eu percebo que isso vem saindo de dentro de mim, estou conseguindo olhar e conversar com mulheres sem imaginar nada, isso pra mim já é incrivel.

Espero que você continue focado e determinado!

Se vc quiser e tiver tempo para ler: https://medium.com/@beatriznobile/como-a-pornografia-desumaniza-as-mulheres-por-meio-da-objetifica%C3%A7%C3%A3o-sexual-7f9df478d329
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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

2/2/2021, 16:54
VeedonFleece escreveu:Boa, Drew. Obrigado por comentar no diário. Não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas fiquei felizão com tua mensagem. Montei um plano de treinos de corrida e já está em fase de implementação, o que com certeza vai ajudar bastante. Valeu. Tamo junto!

Nos últimos dias, não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas tentarei durante a semana. Hoje, especialmente, quase tive um gatilho, mas consegui fazer minha respiração e controlar os pensamentos. No mais, sigo com o instinto predador apurado em relação às mulheres que eventualmente vejo na rua, mas tentando não olhar e, mais importante, não objetificar. Além disso, não tenho vontade ou desejo de me masturbar e, para ser sincero, acho que estou experimentando a famosa flat line, porque não tenho sentido nenhuma atração por minha namorada (e mesmo as mulheres não rua não me fazem levantar). Talvez sejam indícios de que o reboot está agindo.



Quando eu sinto desejo por uma mulher que eu vejo eu procuro lembrar o porquê de eu sentir esse desejo, relembrar o verdadeiro propósito do desejo sexual, que é a reprodução, por mais que o mundo não queira aceitar isso.
Pensando nisso eu me pergunto "Eu quero ou vou reproduzir com aquela mulher?" A resposta para 99% das vezes é não, sendo assim eu volto a cuidar da minha vida.
Claro que hoje em dia toda essa associação acontece em menos de um segundo na minha cabeça.
Caso aquela garota seja o 1% de mulheres no seu dia a dia que são realmente opção, tome alguma atitude aqui na vida real.
É isso!

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2/2/2021, 21:54
Sepulveda Fux escreveu:Fala, Veedon! Parabéns pela sua força de vontade de iniciar nesse caminho. Estamos juntos nessa!

Boa, Sepulveda. Obrigado por aparecer. Boa sorte nessa tua jornada!

Qualquer coisa, estamos aqui.

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2/2/2021, 22:10
nathan1 escreveu:Concordo com tudo que você disse, a mudança tem que ser radical, mudar o estilo de vida todo, infelizmente a pornografia faz a gente objetificar as mulheres de uma maneira surreal, o pior é que nos nem percebemos isso, tem cenas de violências implicitas (as vezes explicitas) todo hora e isso cresce na gente, não tem como ficar assistindo aquelas paradas e não absorver nada, mas eu percebo que isso vem saindo de dentro de mim, estou conseguindo olhar e conversar com mulheres sem imaginar nada, isso pra mim já é incrivel.

Espero que você continue focado e determinado!

Se vc quiser e tiver tempo para ler: https://medium.com/@beatriznobile/como-a-pornografia-desumaniza-as-mulheres-por-meio-da-objetifica%C3%A7%C3%A3o-sexual-7f9df478d329

E aí, Nathan1. Pois então, a misoginia/ódio às mulheres é um problema estrutural (está em vários lugares de nossa vida cotidiana) e histórico (se arrasta por séculos em diferentes culturas). Grande parte dos conteúdos pornográficos disponíveis na internet hoje alimenta, expande e perpetua a submissão e a violência contra a mulher de uma forma extremamente abusiva (sem falar nos inúmeros casos tráfico de mulheres que, entre outras violências, podem ser impingidas a "atuar" em filmes pornográficos). Nós, como viciados conscientes do problema, precisamos entender que esse tipo de conteúdo altera e eleva esse tipo de visão. Umas formas fora do vício é se conscientizar em relação a isso e  lutar contra essas formas de abuso, em todos os aspectos em que ele se manifesta.

Fico muito feliz de saber que tu tá conseguindo não fantasiar com as mulheres. Geralmente, quando enxergamos as mulheres como seres humanos e não como objetos, conseguimos controlar melhor. É o que estou tentando fazer (não é fácil).

Muito obrigado pela mensagem positiva, e espero que tu também encontre teu caminho nessa jornada.

Abraço.

PS: Obrigado pelo link.


Última edição por VeedonFleece em 3/2/2021, 10:03, editado 1 vez(es)

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2/2/2021, 22:21
[quote="Drew"]
VeedonFleece escreveu:Boa, Drew. Obrigado por comentar no diário. Não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas fiquei felizão com tua mensagem. Montei um plano de treinos de corrida e já está em fase de implementação, o que com certeza vai ajudar bastante. Valeu. Tamo junto!

Nos últimos dias, não consegui cumprir a promessa de postar todos os dias, mas tentarei durante a semana. Hoje, especialmente, quase tive um gatilho, mas consegui fazer minha respiração e controlar os pensamentos. No mais, sigo com o instinto predador apurado em relação às mulheres que eventualmente vejo na rua, mas tentando não olhar e, mais importante, não objetificar. Além disso, não tenho vontade ou desejo de me masturbar e, para ser sincero, acho que estou experimentando a famosa flat line, porque não tenho sentido nenhuma atração por minha namorada (e mesmo as mulheres não rua não me fazem levantar). Talvez sejam indícios de que o reboot está agindo.



Quando eu sinto desejo por uma mulher que eu vejo eu procuro lembrar o porquê de eu sentir esse desejo, relembrar o verdadeiro propósito do desejo sexual, que é a reprodução, por mais que o mundo não queira aceitar isso.
Pensando nisso eu me pergunto "Eu quero ou vou reproduzir com aquela mulher?" A resposta para 99% das vezes é não, sendo assim eu volto a cuidar da minha vida.
Claro que hoje em dia toda essa associação acontece em menos de um segundo na minha cabeça.
Caso aquela garota seja o 1% de mulheres no seu dia a dia que são realmente opção, tome alguma atitude aqui na vida real.
É isso!


Boa, Drew. Concordo contigo que o desejo existirá, porque o sexo é uma recompensa natural e nossos hormônios trabalham para que isso aconteça (como forma, também, de perpetuar a espécie). A tua ação é legítima e racional, já que, embora tenhamos esse impulsos, temos a escolha de não levá-los a cabo.

Acho que se excitar com uma mulher é algo totalmente normal e natural; o problema ocorre quando vemos as mulheres como objetos de nossas fantasias pornográficas, sejam essas taras adquiridas ou desenvolvidas pela pornografia. Não sei como acontece/acontecia contigo, mas antes de eu tomar consciência do vício, minhas olhadas (e mesmo em conversas com amigas e conhecidas) para as mulheres eram repletas de fantasias pornográficas. Hoje, já consigo razoavelmente admirar a beleza de uma mulher pela beleza que ela me provoca (olhos, rosto, boca, etc), mas não é tarefa fácil.

Valeuzão pela dica. Força!


Última edição por VeedonFleece em 24/2/2021, 10:19, editado 1 vez(es)

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2/2/2021, 22:27
Hoje foi um dia complicado, mas obtive um sucesso grande.

Tenho instalado em meu computador dois bloqueadores: Blok Supreme e Kapersky Kids. Muito raramente, devido ao antivírus, o Blok Supreme dá um tilte e para de bloquear as páginas, palavras e imagens do navegador. Como eu trabalho com tradução, procurei a imagem de um lugar determinado e percebi que a imagem abria. No mesmo instante, testei digitar um site pornográfico para ver se o bloqueador estava funcionado: não estava. Mantive a calma, terminei o que estava fazendo, e reiniciei o computador. Geralmente, quando acontece isso, reiniciar faz o bloqueador voltar ao normal. Foi um momento de perigo, mas também um momento de reafirmação.

Como recompensa, sorteei um dos meus números e, acreditem, fui sorteado com algo que queria fazer há muito tempo: arrumar meu violão. Assim que tiver condições, vou me dar esse presente.

Uma possibilidade de vida.

Abraços a todos e força força força!

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7/2/2021, 19:43
E aí, galerinha.

Depois de alguns dias fora do fórum, vou deixar aqui um resumo dos meus últimos dias.

Sigo firme no reboot, embora os dos últimos dias tenham sido muito difíceis. De modo geral, tenho lidado com pensamentos e fantasias recorrentes, e uma leve, porém poderosa, vontade de assistir P.

Os dois últimos dias foram estressantes por causa do trabalho. Sou tradutor freelancer e, algumas vezes, preciso trabalhar nos finais de semana. Não gosto de fazer isso, e tento organizar minha semana para ter sábados e domingos livres. Nesse fim de semana, porém, não foi possível.

É engraçado como as emoções estão diretamente ligadas à vontade e consumo de pornografia. Fiquei estressado, triste e cansado com o trabalho e percebi que a vontade, os desejos e os pensamentos aumentaram proporcionalmente.

De qualquer modo, consegui driblar esse período mantendo minha rotina de exercícios e meditação, além de executar parcialmente meu plano (descrito na minha primeira mensagem no fórum).

Uma boa semana e força!

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7/2/2021, 22:17
VeedonFleece escreveu:E aí, galerinha.

Depois de alguns dias fora do fórum, vou deixar aqui um resumo dos meus últimos dias.

Sigo firme no reboot, embora os dos últimos dias tenham sido muito difíceis. De modo geral, tenho lidado com pensamentos e fantasias recorrentes, e uma leve, porém poderosa, vontade de assistir P.

Os dois últimos dias foram estressantes por causa do trabalho. Sou tradutor freelancer e, algumas vezes, preciso trabalhar nos finais de semana. Não gosto de fazer isso, e tento organizar minha semana para ter sábados e domingos livres. Nesse fim de semana, porém, não foi possível.

É engraçado como as emoções estão diretamente ligadas à vontade e consumo de pornografia. Fiquei estressado, triste e cansado com o trabalho e percebi que a vontade, os desejos e os pensamentos aumentaram proporcionalmente.

De qualquer modo, consegui driblar esse período mantendo minha rotina de exercícios e meditação, além de executar parcialmente meu plano (descrito na minha primeira mensagem no fórum).

Uma boa semana e força!

Esses gatilhos de estresse ou tristeza são muito comuns, apesar de ser o caminho mais fácil e o primeiro que a nossa mente vai sugerir para "aliviar as tensões", não vale a pena. O vício não vai entregar o que promete, ele vai piorar as nossas angustias.
Força!
Tmj!

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17/2/2021, 15:33
Então, galerinha.

Depois de alguns dias sem postar e após 32 dias de reboot, venho aqui para resetar meu contador. Hoje pela manhã tive um reset.

Ainda estou tentando entender o que me levou a isso, o que deu errado, o que falhou, como eu deixei acontecer. Não posso dizer que não vi os sinais na última semana (muito pensamentos pornográficos). Percebi que o estresse no trabalho talvez tenha me afetado, mas também não consegui colocar em prática meu plano de emergência como tinha planejado. Durante os 32 dias de sucesso, consegui ligeiramente me livrar das pulsões e dos desejos, mas desde que minha namorada foi para praia (ela foi no domingo e ficarei sozinho em casa pelos próximos 14 dias), a vontade se intensificou bastante até alcançar o ponto do reset. Descobri que meu antivírus às vezes interrompe o funcionamento do Blok, o que foi suficiente para que eu passasse algumas horas procurando e assistindo vídeos.

Já resolvi o problema do antivírus, mas preciso refletir sobre o que levou ao reset. De modo geral, houve algumas mudanças e interrupções na última semana, e talvez elas tenham contribuído para o reset. Aqui vão alguns pontos:

- Parei minha rotina de corrida nos últimos 5 dias
- Me senti um pouco no piloto automático (talvez uma subestimação do poder do vício)
- Diminuí a frequência da meditação
- Parei de acessar o fórum com frequência
- Fiquei sozinho em casa
- Não apliquei meu plano de emergência durante o período de gatilho forte

Talvez tenha aprendido uma lição: qualquer mudança ou interferência na rotina pode causar uma dificuldade e preciso dedicar um tempo para minha recuperação todos os dias.

Seguimos.

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

17/2/2021, 17:20
Olá, Veedon, seu relato de hoje contêm muito autoconhecimento e aprendizado para nós que o lemos, triste pelo seu Reset mas você parace ser um Homem bem esclarecido, só questão de corrigir os erros e voltar mais firme, não caia na armadilha mental de cair varias vezes em pmo por causa desse reset, siga em frente imediatamente.

Confesso que nos ultimos dias venho tendo esse padrão de muitos pensamentos sexuais e eles quase explodiram hoje também...a mente humana é uma loucura, força na jornada, abraço.
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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

17/2/2021, 18:29
VeedonFleece escreveu:Então, galerinha.

Depois de alguns dias sem postar e após 32 dias de reboot, venho aqui para resetar meu contador. Hoje pela manhã tive um reset.

Ainda estou tentando entender o que me levou a isso, o que deu errado, o que falhou, como eu deixei acontecer. Não posso dizer que não vi os sinais na última semana (muito pensamentos pornográficos). Percebi que o estresse no trabalho talvez tenha me afetado, mas também não consegui colocar em prática meu plano de emergência como tinha planejado. Durante os 32 dias de sucesso, consegui ligeiramente me livrar das pulsões e dos desejos, mas desde que minha namorada foi para praia (ela foi no domingo e ficarei sozinho em casa pelos próximos 14 dias), a vontade se intensificou bastante até alcançar o ponto do reset. Descobri que meu antivírus às vezes interrompe o funcionamento do Blok, o que foi suficiente para que eu passasse algumas horas procurando e assistindo vídeos.

Já resolvi o problema do antivírus, mas preciso refletir sobre o que levou ao reset. De modo geral, houve algumas mudanças e interrupções na última semana, e talvez elas tenham contribuído para o reset. Aqui vão alguns pontos:

- Parei minha rotina de corrida nos últimos 5 dias
- Me senti um pouco no piloto automático (talvez uma subestimação do poder do vício)
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- Parei de acessar o fórum com frequência
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Talvez tenha aprendido uma lição: qualquer mudança ou interferência na rotina pode causar uma dificuldade e preciso dedicar um tempo para minha recuperação todos os dias.

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Você percebeu algo muito importante e que eu já saquei há tempos, um bom reboot vai muito além de não praticar PMO, ele passa pelas mais diversas áreas da vida e principalmente pela disciplina com a qual realizamos as nossas atividades. Lembre-se de continuar sempre mantendo o foco naquilo que te faz uma pessoa melhor e a cura do vicio será mais uma entre as muitas coisas nas quais você terá progredido.
Força!!

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

18/2/2021, 16:39
Alexander The GREAT escreveu:Olá, Veedon, seu relato de hoje contêm muito autoconhecimento e aprendizado para nós que o lemos, triste pelo seu Reset mas você parace ser um Homem bem esclarecido, só questão de corrigir os erros e voltar mais firme, não caia na armadilha mental de cair varias vezes em pmo por causa desse reset, siga em frente imediatamente.  

Confesso que nos ultimos dias venho tendo esse padrão de muitos pensamentos sexuais e eles quase explodiram hoje também...a mente humana é uma loucura,  força na jornada, abraço.

E aí, Alexander. Cara, obrigado pelas palavras. Essa coisa da armadilha de "já afundei o pé na lama, então vou me fartar" é real. Me policiei para que isso não acontecesse. Hoje me muito mais centrado e tranquilo.

É ótimo você estar atento para esses pensamentos sexuais; demonstra que você alcançou certo autoconhecimento nessa caminhada. Boa sorte e força!

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

18/2/2021, 16:43
Drew escreveu:
VeedonFleece escreveu:Então, galerinha.

Depois de alguns dias sem postar e após 32 dias de reboot, venho aqui para resetar meu contador. Hoje pela manhã tive um reset.

Ainda estou tentando entender o que me levou a isso, o que deu errado, o que falhou, como eu deixei acontecer. Não posso dizer que não vi os sinais na última semana (muito pensamentos pornográficos). Percebi que o estresse no trabalho talvez tenha me afetado, mas também não consegui colocar em prática meu plano de emergência como tinha planejado. Durante os 32 dias de sucesso, consegui ligeiramente me livrar das pulsões e dos desejos, mas desde que minha namorada foi para praia (ela foi no domingo e ficarei sozinho em casa pelos próximos 14 dias), a vontade se intensificou bastante até alcançar o ponto do reset. Descobri que meu antivírus às vezes interrompe o funcionamento do Blok, o que foi suficiente para que eu passasse algumas horas procurando e assistindo vídeos.

Já resolvi o problema do antivírus, mas preciso refletir sobre o que levou ao reset. De modo geral, houve algumas mudanças e interrupções na última semana, e talvez elas tenham contribuído para o reset. Aqui vão alguns pontos:

- Parei minha rotina de corrida nos últimos 5 dias
- Me senti um pouco no piloto automático (talvez uma subestimação do poder do vício)
- Diminuí a frequência da meditação
- Parei de acessar o fórum com frequência
- Fiquei sozinho em casa
- Não apliquei meu plano de emergência durante o período de gatilho forte

Talvez tenha aprendido uma lição: qualquer mudança ou interferência na rotina pode causar uma dificuldade e preciso dedicar um tempo para minha recuperação todos os dias.

Seguimos.

Você percebeu algo muito importante e que eu já saquei há tempos, um bom reboot vai muito além de não praticar PMO, ele passa pelas mais diversas áreas da vida e principalmente pela disciplina com a qual realizamos as nossas atividades. Lembre-se de continuar sempre mantendo o foco naquilo que te faz uma pessoa melhor e a cura do vicio será mais uma entre as muitas coisas nas quais você terá progredido.
Força!!

Exatamente, Drew. Poxa, é exatamente como me sinto desde que comecei a tentar me livrar do vício, como se estivesse "consertando" minha vida, mais do que simplesmente me livrando da pornografia. A pornografia sempre foi nosso escapismo, mas o reboot, como tu lembra bem, é sobre criar uma outra vida possível. Obrigado pela força. Abraço!

PS: onde encontro teu diário?

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

24/2/2021, 10:29
Oi, galerinha.

Novo reset depois de alguns dias. É incrível como um reset depois de um longo tempo pode alimentar poderosamente o vício e resets seguidos. Dessa vez, não consegui controlar de nenhuma forma nem colocar meu plano de emergência em prática. Talvez o fato de estar sozinho nos últimos dias tenha contribuído para isso. Desde que minha namorada foi viajar, já tive dois resets. Além disso, tenho dormido mal, e isso com certeza tem influenciado negativamente. Nesse último reset, acordei com muita vontade e em nenhum momento consegui controlá-la. A sensação de não controle é realmente horrível. Tenho o Blok pago, mas ainda assim percebi que consigo desativar alguns componentes no antivírus e às vezes ele falha, mas, mesmo assim, vi que consigo abrir e fechar abas rapidamente para olhar fotos ou vídeos. No momento, tenho dois bloqueadores no pc (Kapersky Kids e o Blok), além do Open DNS no roteador. O Open DNS é um benção. No mais, estou com minha TV como um possível risco, porque já descobri como desbloquear a senha e acessar o navegador (alguém sabe como resolver isso?). A questão é que gostaria de bloquear mais sites no Open DNS, mas o Kapersky Kids trava a página. Ontem consegui recuperar a senha do Blok para bloquear a desbloquear coisas importantes. Alguém mais usa o Blok, descobri que o suporte deles envia a senha para o e-mail incluído no cadastro (pedi pra eles tirarem meu e-mail pessoal e colocar só no e-mail que criei para isso). Vou esperar minha namorada voltar para configurar da melhor maneira possível o Open DNS no computador dela.

No mais, é repensar o que levou a isso e o que pode ser mudado.

Força, pessoal!

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

24/2/2021, 19:14
VeedonFleece escreveu:Oi, galerinha.

Novo reset depois de alguns dias. É incrível como um reset depois de um longo tempo pode alimentar poderosamente o vício e resets seguidos. Dessa vez, não consegui controlar de nenhuma forma nem colocar meu plano de emergência em prática. Talvez o fato de estar sozinho nos últimos dias tenha contribuído para isso. Desde que minha namorada foi viajar, já tive dois resets. Além disso, tenho dormido mal, e isso com certeza tem influenciado negativamente. Nesse último reset, acordei com muita vontade e em nenhum momento consegui controlá-la. A sensação de não controle é realmente horrível. Tenho o Blok pago, mas ainda assim percebi que consigo desativar alguns componentes no antivírus e às vezes ele falha, mas, mesmo assim, vi que consigo abrir e fechar abas rapidamente para olhar fotos ou vídeos. No momento, tenho dois bloqueadores no pc (Kapersky Kids e o Blok), além do Open DNS no roteador. O Open DNS é um benção. No mais, estou com minha TV como um possível risco, porque já descobri como desbloquear a senha e acessar o navegador (alguém sabe como resolver isso?). A questão é que gostaria de bloquear mais sites no Open DNS, mas o Kapersky Kids trava a página. Ontem consegui recuperar a senha do Blok para bloquear a desbloquear coisas importantes. Alguém mais usa o Blok, descobri que o suporte deles envia a senha para o e-mail incluído no cadastro (pedi pra eles tirarem meu e-mail pessoal e colocar só no e-mail que criei para isso). Vou esperar minha namorada voltar para configurar da melhor maneira possível o Open DNS no computador dela.

No mais, é repensar o que levou a isso e o que pode ser mudado.

Força, pessoal!

Isso é o efeito caçador, certamente tem algum conteúdo sobre isso aqui no fórum.
Força!!

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

26/5/2021, 16:18
Oi, pessoal.

Depois de dois meses, estou de volta ao fórum. Nesse período que estava aqui, de janeiro até início de março, consegui ficar 40 dias sem PMO, mas depois entrei numa derrocada horrível. Durante esse período fora, fiquei no máximo 10 a 11 dias e tive diversas recaídas. No momento, estou fazendo alguns ajustes e espero que o fórum me ajude (e espero ajudar mais o pessoal aqui também). Minha meta é manter os próximos 15 dias — escrevendo no fórum ao menos uma vez ao dia.

Abraços.

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

27/5/2021, 14:34
Olá amigo, que bom que voltou.
Agora é o momento de reforçar o seu propósito e começar novamente rumo a mais uma grande marca.
Agora é buscar superar esses 40 dias, mas indo um passo de cada vez, com pequenas metas.
Força! Tmj!!

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

28/5/2021, 19:06
Drew escreveu:Olá amigo, que bom que voltou.
Agora é o momento de reforçar o seu propósito e começar novamente rumo a mais uma grande marca.
Agora é buscar superar esses 40 dias, mas indo um passo de cada vez, com pequenas metas.
Força! Tmj!!

Dale, Drew. Que bom q tu tá por aqui. Obrigado por comentar.

Sim, acho que sempre dá pra aprender alguma coisa que esses nossos tombos. Força, cara. Grande abraço! Qualquer coisa, tamo aí

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Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida Empty Re: Don't pull no punches — a possibilidade de uma vida

28/5/2021, 19:27
Bom, ontem acabei não conseguindo escrever por aqui. Sigo firme nesses últimos dias. Hoje tive alguns pensamentos (fracos) e consegui controlá-los fazendo um exercício de respiração. Ainda estou com problemas nos bloqueadores e não sei como resolver, mas me sinto tranquilo em relação a isso. Estou tentando focar mais nas situações pré-gatilho para não cair no gatilho.

Abraços e força pra nós.

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