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Finn
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1/11/2021, 23:24
Olá, boa noite!

Me chamo Finn e estou tomando uma atitude para acabar com essa compulsão pela pornografia. Acredito que não irei relatar toda a minha história com PMO nesse primeiro post, então esta será a parte 1...
Eu tenho 25 anos e sou do interior de um estado do Nordeste, mas atualmente faço pós-graduação em uma cidade do sul do Brasil. Sou bissexual, mas resolvi relatar no tópico "homossexuais" para ler um pouco sobre a vivência dos leitores.

Acho que devo começar o relato na infância, pois foi a época que fui inserido no mundo sexual. Eu fui abusado sexualmente por uma cuidadora quando tinha entre 7 e 9 anos (obs.: ela era menor de idade, tinha entre 14 e 16 anos). Na época eu não entendia direito o que eu sentia em relação a ela (óbvio), mas parecia algum tipo de amor/paixão, pois eu gostava de acariciar seu corpo e sentia ciúmes (após imaginar ela fazendo o que fazíamos com outros homens).
Mas enfim, entendo hoje que devo ter sofrido uma série de abusos por ela, mas apenas me recordo de um onde ela e sua irmã me vestiram com roupas femininas (o que me deixou muito desconfortável na época).

De alguma forma, os primeiros sinais de que eu sentia algo por homens surgiram nessa época também, mas só se tornou mais claro na pré-adolescência.

Alguns anos depois eu fui introduzido no sexo entre homens, masturbação e a pornografia com alguns amigos da rua e da escola, entre os 11 e 14 anos. No início consumíamos apenas conteúdo heterossexual com dvds piratas e "brincávamos" de nos tocar e sexo oral, até eu ter acesso a internet, onde passou a ser algo mais solitário. Passei a pesquisar conteúdo homossexual nessa fase e o uso de pornografia se tornou mais intenso quando tive meu primeiro orgasmo, porque eu gostei bastante da sensação e era algo que eu queria sentir todos os dias.

Nesse época também comecei a me afastar dos eventos da família para ficar em casa sozinho e acessar o conteúdo sem medo de ser flagrado. Além dos conteúdos de fotos e vídeos também entrei em plataformas de bate-papo, interagir com caras mais velhos e usar webcam. Além disso também comecei a colecionar fotos e gifs de caras da minha cidade e famosos para me masturbar quando não tivesse acesso a internet. (obs.: as fotos dos conhecidos não eram íntimas, todo o conteúdo estava disponível em redes sociais). O intuito nessa época e ainda hoje era ser/imitar as performances dos atores, principalmente no que se referia a masturbação. Por exemplo, quantos jatos eu conseguia ejacular, o que levou ao edging, acumulando por esperma por alguns dias.

Não tive nenhum relacionamento nesse período, mas minha primeira relação sexual foi com um desses amigos de infância. Mas depois do ato eu me senti muito nojento, fiquei com "nojo" do que eu fiz e depois disso a pornografia se tornou algo ainda mais recorrente. Comecei a experimentar conteúdos mais fortes, como amarrações (bonding), anéis penianos e uso de objetos não convencionais para masturbação (meias, travesseiros, etc.) sem preservativo, o que acabou me machucando em algumas situações. Até vesti roupa íntima feminina, pois vi um vídeo que um cara sentia muito prazer assim, daí resolvi tentar.

Acredito que por vergonha e muito preconceito não tomei iniciativa para relacionamentos com mulheres, por achar que estaria mentindo para elas já que me atraído por homens, nem fazer coisas escondidas com homens por medo de ser descoberto. Levando ainda mais ao uso de PMO. Durante a fase de adolescência, até os 16 anos, eu me chamaria de stalker, por expressar minha atração pelos caras da escola descobrindo os nomes deles, buscando as redes sociais e colecionando suas fotos, ou até seguindo alguns no caminho para casa.

Depois eu entrei para faculdade, mas acho que minha mentalidade não acompanhou bem isso, pois ainda via a faculdade como um "ensino médio". Não tive aquele alívio de que poderia ser quem eu quisesse. Mas no primeiro ano da graduação tive minha segunda experiência sexual, porém hoje percebo que também foi um abuso sexual, desta fez feito por um cara. Nós dividíamos apartamento e ele namorava uma mulher, mas um dia ele entrou no meu quarto a noite e começou a me tocar... Eu não entendi o que estava acontecendo, pois nós brigávamos bastante por questões da casa, ele namorava e a noite vinha para o meu quarto. Até que dei um basta, quase agredi ele. A situação pirou com a convivência e ele saiu do apartamento.

Entre os 17 e 21 anos eu tentei investir em relacionamentos com algumas mulheres, que eu tinha verdadeiramente me interessado, mas o relacionamento nunca avançava para os finalmentes por que eu achava que não daria conta ou que elas iriam descobrir a "verdade". Eu não queria "enganar" elas por ser enrustido. Naquela época eu não ainda não me identificava como bissexual. Também não investi em caras por medo. Devido a todas essas inseguranças a PMO estava sempre ali como algum tipo de suporte. No meu último ano de graduação, tomei coragem e fui na casa de um carinha que estava interessado a bastante tempo.

Porém surgiram os primeiros sinais que a PMO tinham deixado suas sequelas. Eu não entendi bem onde eu sentia prazer. Não houve penetração, mas quando eu fui colocado em uma posição de passividade eu broxei. Comecei a ficar ansioso, imaginado que ele ia passar do limite, que iria me penetrar... Pedi para parar e conversamos, ele foi super compreensível, mas fiquei com isso na cabeça. Passei um ano depois disso sem relações com ninguém, pois tinha mudado para a capital do estado e ainda estava muito assustado com o ritmo do lugar. Comecei a entrar em um ritmo mais equilibrado de pornografia, devido as altas demandas da pós graduação e o tempo de transporte, eu só consumia a noite, dia sim, dia não. Não via nada muito extremo, só mais do mesmo, sempre. Ainda não entendia a importância de lubrificantes e sempre fazia M sem, o que me deixava bastante dolorido.

Até que me apaixonei por um colega do trabalho e a gente até dividiu o quarto em um pensionato. Mas dessa vez meu modo stalker entrou na mais alta potencia. Eu já estava me aceitando quanto a sexualidade, porém ele ainda era um homossexual "no armário". Eu achava que ele tinha vergonha de si mesmo e que era como eu nessa insegurança. Pensei que podíamos construir algo legal, se apoiando um no outro. Mas por essas dúvidas que ele me gerou, eu comecei a investigar sobre a vida dele, ouvir conversas e invadi sua privacidade, sentia muito ciúmes. Mas não podia ser direto com ele, até por que eu também estava no armário ainda. Até que descobri várias conversas e que ele na verdade curtia coisas no sigilo e não estava disposto a fazer nada com pessoas do trabalho pra não vazar. Porém todo meu interesse sumiu quando descobri. Acho que deixou de ser uma paixão e virou um desafio.

Depois disso, resolvi aceitar minha sexualidade e experimentar, fiquei com uma garota, estava bem intenso porém o medo de sermos pegos pelo colega de quarto nos inibiu. Pouco tempo depois marquei com um carinha para ele dormir na minha casa. Tudo pareceu que ia dar certo e finalmente eu teria uma relação sexual, sem amarras, mas sequelas da PMO e dos abusos se tornaram mais claras. Em uma situação onde ele pediu uma camisinha, voltou todo o medo de ser penetrado e abusado. Broxei novamente e não senti mais prazer nenhum. Passei semanas com isso na cabeça. Comecei a entender porque eu broxava e não sentia mais prazer no pênis, tentei fazer sexo novamente com a garota com camisinha, mas não senti absolutamente nada físico, um grande falta de sensibilidade.

Tentei parar a PMO justamente pra ter essas relações que eu tinha bloqueado a vida toda, porém eu sempre saia frustrado e acabava retornando para ela. Nessa período as coisas ficaram piores na pós-graduação, eu fiquei muito tempo isolado na pesquisa, me assumi para os meus pais e estava insatisfeito com o meu trabalho. Daí a pornografia passou a ser inserida durante o trabalho, para de alguma forma eu conseguir ter algum prazer no que eu estava fazendo, algum tipo de distração. O nível só tem piorado desde então. Inventei de perder o medo com a penetração e estimulo da próstata, inclusive com objetos não convencionais, e já me machuquei várias vezes... Com a pandemia as coisa pioraram ainda mais, pois estou muito mais isolado em outro estado, sem amigos ou conhecidos próximos. Se fico em casa, vejo pornografia assim que acordo e até antes de dormir. Tento controlar o ritmo para a cada um ou dois dias para não me machucar, mas não estou mais conseguindo.

Estou ficando realmente assustado com essa intensa necessidade de prazer, a qualquer momento e de qualquer forma.

Quero dar um fim nisso, mas acho que não consigo fazer mais sozinho.

Perdão pelo relato grande, mas já são quase 15 anos nessa situação.

Qualquer palavra de apoio e experiências semelhantes são bem vindas.

Valeu!

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Josuez
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2/11/2021, 07:31
Ola,bem vindo ao fórum, sinta-se acolhido! E parabéns, você entender que isso é um vício,que te faz mal e que tem esse desejo de mudar ,já é uma grande vitória. Estarei acompanhando, então não deixe de nos atualizar sobre suas batalhas e vitórias. No mais ,forças para você nesse reinício de uma nova vida!

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Finn
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3/11/2021, 07:07
Obrigado, Josuez!


Então, hoje é o meu terceiro dia sem masturbação, porém não sem pornografia.
Quando escrevi o primeiro relato ainda não tinha excluido o twitter, onde consumia rapidamente esse conteúdo. Então por habito abri o aplicativo, mas me arrenpendi rapidamente, assim que vi as primeiras imagens.

Ainda estou investigando quais são os meus gatilhos. Geralmente no segundo ou terceiro dia sem masturbação, a vontade vem mais forte e tenho a sensação constante de que preciso "esvaziar", onde os testiculos ficam doloridos. Geralmente eu não busco os conteúdos para rapidamente me masturbar. Eu vou assistindo sem me tocar por um longo tempo até eu já está todo "molhado" e dai eu começo. Nos últimos meses/anos esse tem sido o padrão, eu não me masturbo enquanto assisto, me estimulo bastante antes e depois vou ao banheiro ou pra cama.
Eu usava essa desculpa de que era só pra dar o pontapé inicial, assim o risco de vício era menor. Totalmente iludido kkk

Todo o conteúdo que tenha alguma cena de sexo ou apenas corpos que me atraem parecem engatilhar a vontade de PMO, mas não sei se ou como devo separar isso. O conteúdo mais family friendly e a pornografia prejudicial. Devo colocar tudo no mesmo pacote e me não consumir, ou não? Gostaria de saber a opinião de vocês.
Além disso, como lidar com minha imaginação, pois antigamente eu costumava imaginar situações e contos sexuais para me estimular, hoje geralmente penso ou relembro sexo com meu namorado. Devo evitar isso também, pelo menos na fase inicial?

Enfim, no geral estou bastante ansioso essa semana, tive terapia na segunda onde conversamos sobre o nível da minha ansiedade e como ela me trava nas socializações, não tenho mais energia para desenvolver novas amizades ou até sair de casa para ir no cinema, no parque, etc. Provavelmente terei que consultar com algum psiquiatra e começar a tomar medicação. Desde essa sessão meu corpo está bastante agitado, minha perna não para de balançar... Só parava um pouco quando eu tento me concentrar no trabalho, em video games ou na pornografia...

Tem sido bastante cansativo tudo isso

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3/11/2021, 12:29
Os primeiros dias são assim mesmo. Sobre os conteúdos, o indicado é que você evite ao máximo do máximo as coisas que contém gatilhos,infelizmente  vivemos num mundo cheio de conteúdos P seja implícito ou explícito, então alguma hora você vai se deparar com algum acidentalmente, o jeito é lidar da melhor maneira possível, como ignorar. A imaginação era pra ser algo natural, mas com esse vício ela foi totalmente distorcida ,então não é bom usar elas nesse início, foque em coisas reais, no caso ,foque nas relações entre você e seu namorado. Enfim, espero que dê certo, estou torcendo muito por você!!

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Finn
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5/11/2021, 21:27
Olá!

Finalizando o 5 dia sem PMO, mas enquanto escrevo essa mensagem a vontade está mais forte do que nunca.... Tenho a impressão que meu sexo chama por isso, sabe?
Não sei se vou resistir até a amanhã, mas estou literalmente segurando o impulso, um segundo de cada vez.

Mas enquanto isso só quero deixar um relato das minhas experiências sem PMO. Desde que descobri meus problemas de insensibilidade, DE desencadeada por gatilhos emocionais e ER eu tentei algumas vezes parar.

Acho que consegui intencionalmente ficar sem PMO por no máximo 10 dias, porém sempre acabava voltando, com a ideia de que se não me masturbasse enquanto assistia o dano seria menor. Em outras situações ficava 7 ou 5 dias, mas isso ocorria apenas quando o trabalho estava muito intenso ou longe de casa. Não era pela vontade de parar, era apenas por exaustão física. Então assim que as coisas voltavam a "normalidade" a prática retornava.

A situação mais longa que fiquei sem P foi no primeiro semestre de 2019, acho que uns 2 ou 3 meses. Porém toda a energia foi direcionar para os "contatinhos". Hoje vejo que isso não foi saudável para mim. Eu tentava desenvolver algo com caras heteros, com pessoas que estavam muito distantes e com pessoas que eu não tava realmente interessado (só pela possibilidade de ter alguém disponível)... Eu conversava com 5 pessoas ao mesmo tempo, cheguei a transar com duas delas, mas no final não tive nada sério com nenhuma. Não rolava química.

Fiquei muito mal com isso tudo, pois via que não tinha valido a pena. Hoje percebo que para ter uma relação sexual que me satisfaça (mesmo que não inteiramente, por causa da P), que tenho que confiar muito na pessoa e tenho que ter construído algo mais profundo.

Começei a namorar no final dessa fase e conseguir experimentar um sexo mais tranquilo e sem pressões me ajudou bastante. Embora a P ainda estivesse presente, principalmente quando estava só, sob o estresse da pós graduação. Porém, com o inicio da pandemia e tive que me separar fisicamente do meu namorado, estamos literalmente a 2.300 km de distância. Daí a pornografia se estabeleceu novamente e se intensificou. Infelizmente devido a alguns traumas do passado do meu namorado, o sexo virtual não é uma opção na nossa relação.

Mas enfim, amanhã terei uma sessão de terapia com um psicologo que já trabalhou com as questões relacionadas a pornografia. Amanhã tendo detalhar um pouco sobre essa experiência.

Abraços!

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6/11/2021, 07:33
As vontades vem mais forte no início, procure canalizar esse tesão todo ,seja em atividades físicas ,ou forcar em outras coisas, como algum hobbie que você tem,mas o importante é não ceder a elas.

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7/11/2021, 07:46
7 dias sem PMO!

Uma conquista! Mas também uma provação kkk

Nos últimos dias tenho acordado com muito tesão e hoje sonhei com fazia sexo com um antigo amigo. Mas consegui resistir a tentação
Já tive muito sonhos eróticos nos períodos mais longo sem M. Uma época até achei que tinha algum espirito obsessor pois sonhei com um demônio com o sexo gigantesco kkk. Acredito que fruto do consumo de desenhor eróticos que exageram essas partes.

Nesse tempo comecei a incluir coisas na rotina, como ir ao cinema e trabalhos manuais, que me distrairam um pouco. Também tenho observado melhor o meu corpo, tocando-o sem o objetivo do orgasmo, mas toque exploratórios mesmo, de reconhecimento. Talvez me ajudem também.

Bom, sobre a terapia... Não correu nada bem, não me senti muito acolhido durante a sessão. Fiquei me perguntando se ou o quanto os esteriótipos de homens gays são gatilhos para mim. Eu senti tive amigos gays e mulheres, uma vez que nunca me senti confortável em rodas heterossexuais. Porém entender minha bissexualidade e minha personalidade nesse meio sempre foi dificil. Diversas vezes pessoas sugeriram que eu estava me enganando: "tem certeza mesmo que você gosta de mulher", "tá vendo, você sempre fala de macho...", "mas no final você tá namorando um cara...". Isso vai minando sua confiança e colocando mais barreiras na sua vida.

Outra coisa que nunca consegui lidar nesse meio é o assédio. Por isso evito ir em festas de rua e boates de maioria gay, pois caras já me perseguiram, entraram no banheiro que eu estava, tentaram me segurar, me beijar e enfiaram as mãos nas minhas calças... Esses tipos de traumas estão presentes até hoje.

Peço desculpa se essas palavras podem ser gatilhos para alguém, mas eu senti a necessidade de colocar isso pra fora. Todo esse medo guardado não tem sido bom para mim.

Rumo aos 10 dias!

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15/11/2021, 19:20
Olá!

Da última vez que escrevi aqui estava completando a primeira semana de PMO. Porém as coisas mudaram um pouco...

Acho que deve ser comum o cérebro induzir alternativas para esse vício. No mesmo dia eu pratiquei M, não induzida pela pornografia, eu tava bem comigo mesmo, tava com vontade e não tava me sentindo culpado por ter assistido P. Pensei que podia funcionar dessa forma, realizar M uma vez por semana, só eu comigo mesmo, tentando descobrir meu prazer e ir aumentando o tempo, "passo 7 dias sem M, depois 10 dias e tal..."

Porém dois dias atrás realizei novamente, já quebrando esse minha "regra" mental. Hoje fiz novamente. Acabei de deparando com um conta com fotos eróticas antigas, nada explicito, mas me deu o desejo de me sentir erótico como caras das fotos. Até tirei umas fotos nu enquanto tomava sol e pratiquei M.

Não sinto que preciso considerar uma recaída, não to me sentido mal por ter feito, só pelo intervalo ter diminuído.

Não sei se estou me enganando, algum efeito subconsciente do vício, mas vou prestar mais atenção nesses gatilhos e aumentar esse intervalo.

No meu placar de dias sem PMO, estou à

15 dias sem P
0 dias sem MO



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Ontem à(s) 09:31
Assisti pornografia...

Aconteceu a dois dias atrás. Foi um dia bastante cansativo, onde eu tinha várias coisas para fazer e tinha que dar conta.

Parece que entrei de modo automático, no caminha que sempre fazia. Só queria ver se o mude de algum famoso tinha vazado, daí quando vi já tinha aberto várias abas, com coisas diferentes.

Durante isso não me masturbei, mas tive sonhos eróticos com duas pessoas. Tentei concentrar minha imaginação no meu namorado, mas fiquei com a constante sensação de que estava errando. E no final não foi tão prazeroso.

Acho que isso tbm foi o ápice de alguns outros estímulos. Assistir romances LGBT, até filmes com essa temática um pouco mais sexuais.

Então, assim eu reinício meu processo, um pouco desestimulado, mas ainda com vontade de por um fim nisso

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Ontem à(s) 11:11
Finn escreveu:Assisti pornografia...

Aconteceu a dois dias atrás. Foi um dia bastante cansativo, onde eu tinha várias coisas para fazer e tinha que dar conta.

Parece que entrei de modo automático, no caminha que sempre fazia. Só queria ver se o mude de algum famoso tinha vazado, daí quando vi já tinha aberto várias abas, com coisas diferentes.

Durante isso não me masturbei, mas tive sonhos eróticos com duas pessoas. Tentei concentrar minha imaginação no meu namorado, mas fiquei com a constante sensação de que estava errando. E no final não foi tão prazeroso.

Acho que isso tbm foi o ápice de alguns outros estímulos. Assistir romances LGBT, até filmes com essa temática um pouco mais sexuais.

Então, assim eu reinício meu processo, um pouco desestimulado, mas ainda com vontade de por um fim nisso

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Olá, comecei a acompanhar seus relatos, bom a Pornografia propriamente dita pode ser para alguns mais fácil de superar do que o que nossa mente pode considerar pornografia, os chamados substitutos, fotos em redes sociais, séries, filmes com cenas sensuais, lembro que em junho resetei várias vezes quando assisti a temporada 4 de Elite, as cenas de Ander, Omar e Patrick. Talvez você deva começar a pensar que talvez tenha de instalar Bloqueadores, não só para Porn, mas também para substitutos: Redes sociais, sites de encontro e chats, sites de contos eróticos, app como o Grindr, se você precisa de redes sociais para trabalhar então deve ter muito controle, caso não, talvez seja hora de infelizmente ver se está valendo à pena tal coisa, os substitutos de Porn tem um problema, ao consumirmos por um tempo prolongado fica na nossa memória por um bom tempo, então em dois, três dias ainda podemos fazer MOE fantasiando com aquela lembrança de três dias atrás, esse é o problema. No mais te desejo forças para continuar, não desista, não importa quantas vezes cair, estamos todos juntos nessa luta contra esse mal, Você não está sozinho,paz, Shalom.

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