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vierkenes
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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

17/4/2021, 03:56
Amigos, chego ao dia 41 do reboot, um pouco aflito.

Anteontem, fiz uma trilha bate e volta, dando um total de 6 horas. Uma cachoeira. Foi bom e tudo o mais, só fui sentir o cansaço bem depois.

Apesar do sucesso da trilha, eu me senti muito mal no dia posterior - ou seja, ontem.

Caras, fui abatido por um sentimento de depressão profundo. Senti como se meu corpo tivesse morto. Se levantar estava muito difícil. Comi só banana, o dia todo. Bom, a trilha me deixou cansado, mas não explica isso. Na verdade, é algo mais profundo. Bem mais profundo mesmo.

Eu fiquei muito mal. Até um pouco desesperado. Eis as coisas que eu pensei: "putz cara, olha a merda que você fez com sua vida. Como cheguei aqui adoecido desse jeito? Como me curo? Qual o tratamento ou prática que vai melhorar minha vida? Tem jeito?". Eu passei a duvidar que meu caso tem solução. Comecei a bolar na minha cabeça tudo que preciso fazer para ficar BEM. Lógico, não é fácil (quem disse que era fácil? kkkk). Mas funciona, sem dúvidas. Possível é, e todo mundo sabe disso.

Sabem qual o grande barato disso tudo? Que está tudo nas nossas mãos. Basta mobilizar a vontade do jeito certo e pronto.

Fiquei deitado e fiquei ereto. Não por excitação nem nada. Sabem, veio a palavra P, na minha cabeça. E vejam o nível do meu diálogo. "Cara, é isso mesmo que você quer? Consumir porn? Você é algum animal imbecil? Quer destruir sua vida, broxar, viver no pânico? Não, claro que não. Você não é um completo retardado pra querer viver nessa. Ao contrário, é um cara ótimo. Só precisa de uma chance....de mim mesmo." "Do que eu tenho medo? Rapaz, seja lá o que for, não é pior do que viver atolado na P. Vai se foder, porra".

Levantei, tomei banho, comi algo.

Aparentemente, é mais um daqueles momentos em que me parece absolutamente impossível continuar a levar a minha existência do jeito que tenho levado até aqui. Impossível, insustentável. Etc. Não preciso de um desfecho trágico. Por outro lado, as arapucas mentais são fodidas, e podem realmente te prender uma vida inteira, desperdiçar uma vida inteira nessa brincadeira.

Eu tenho total e plena consciência de que vivo absurdamente iludido em relação a uma série de coisas. E essas coisas me sugam energia. Muita. Muita mesmo.

Eu me preocupo com coisas que simplesmente nem existem, sabem. Cara. É um nível de ilusão mental absurdo e extremo. E minha energia só sendo sugada por isso.

Mas refleti fumando na janela, que não dá pra continuar a viver assim. Tem que alterar o rumo das coisas, na marra.

Caso eu não faça isso, prevejo consequência trágicas pra minha vida futura. Um corpo podre. Muita frustração, pesada mesmo. Muito fumo no peito. Até recaída com porn. Tudo de ruim que vocês possam imaginar.

Enquanto isso, eu consideravelmente refém do medo.

Está com a faca no meu pescoço, ameaçando me matar caso eu faça tais e tais coisas (que são ótimas, maravilhosas pra mim).

Muitas vezes sinto que meu corpo é morto. Vocês não tem noção.

O mindset deu uma boa abalada, admito.

Hoje de noite sai com uns amigos e acabei bebendo - devia ter uns 30 dias sem beber, eu acho. No início deu até uma sensação boa - desinibição mesmo. A questão é a quantidade. É preciso ter muito controle e equilíbrio emocional pra usar drogas e ficar bem. Não é meu caso. Tenho feridas emocionais muito profundas, que me sangram muito, então não tenho como ter um uso realmente seguro dessas coisas. No entanto, creio estar ficando cada vez melhor com o tempo.

Bom, bebi a mais dessa dose "prudente". Mas só um pouco. O negócio é a hora que to indo dormir.

Amanhã, ressaca - leve. Ou seja, zona de risco.

Não vou cair, amigos. Quero me dar os 90 dias de presente, e seguir adiante.

Mas é foda, porque eu sinto que eu tenho traumas muito profundos, que me deixam um buraco no peito. Porra. Essa merda me pesa demais, caras. Eu quero muito resolver isso. Muitas vezes eu me sinto um sobrevivente de guerra. Sei lá.

Acima de tudo, entendo que nesse momento, o reboot, para mim, é um compromisso com a mudança.

Ou muda de atitude e vai pra cima, ou as coisas não vão dar certo. Isso é tão obvio quanto 2 e 2 são 4. Não tem jeito. Não tem escapatória.

Quanto tempo mais essa minha parte vai resistir? Por quanto tempo mais vou aguentar ser infeliz e viver oprimido?

Vai cair, meus companheiros. Sim, isso vai passar.

Vou ficar por aqui, pois é tarde.

A situação não é favorável, mas vou levar essa barco adiante por mais dias. Não vou sucumbir agora.

Como medida emergencial, guardar o computador na mochila, longe da vista, ficar zerado de computador. E manter o celular em outro compartimento. Isso ajuda demais.

Bom reboot pra todos.

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17/4/2021, 21:01
vierkenes escreveu:Amigos, chego ao dia 41 do reboot, um pouco aflito.

Anteontem, fiz uma trilha bate e volta, dando um total de 6 horas. Uma cachoeira. Foi bom e tudo o mais, só fui sentir o cansaço bem depois.

Apesar do sucesso da trilha, eu me senti muito mal no dia posterior - ou seja, ontem.

Caras, fui abatido por um sentimento de depressão profundo. Senti como se meu corpo tivesse morto. Se levantar estava muito difícil. Comi só banana, o dia todo. Bom, a trilha me deixou cansado, mas não explica isso. Na verdade, é algo mais profundo. Bem mais profundo mesmo.

Eu fiquei muito mal. Até um pouco desesperado. Eis as coisas que eu pensei: "putz cara, olha a merda que você fez com sua vida. Como cheguei aqui adoecido desse jeito? Como me curo? Qual o tratamento ou prática que vai melhorar minha vida? Tem jeito?". Eu passei a duvidar que meu caso tem solução. Comecei a bolar na minha cabeça tudo que preciso fazer para ficar BEM. Lógico, não é fácil (quem disse que era fácil? kkkk). Mas funciona, sem dúvidas. Possível é, e todo mundo sabe disso.

Sabem qual o grande barato disso tudo? Que está tudo nas nossas mãos. Basta mobilizar a vontade do jeito certo e pronto.

Fiquei deitado e fiquei ereto. Não por excitação nem nada. Sabem, veio a palavra P, na minha cabeça. E vejam o nível do meu diálogo. "Cara, é isso mesmo que você quer? Consumir porn? Você é algum animal imbecil? Quer destruir sua vida, broxar, viver no pânico? Não, claro que não. Você não é um completo retardado pra querer viver nessa. Ao contrário, é um cara ótimo. Só precisa de uma chance....de mim mesmo." "Do que eu tenho medo? Rapaz, seja lá o que for, não é pior do que viver atolado na P. Vai se foder, porra".

Levantei, tomei banho, comi algo.

Aparentemente, é mais um daqueles momentos em que me parece absolutamente impossível continuar a levar a minha existência do jeito que tenho levado até aqui. Impossível, insustentável. Etc. Não preciso de um desfecho trágico. Por outro lado, as arapucas mentais são fodidas, e podem realmente te prender uma vida inteira, desperdiçar uma vida inteira nessa brincadeira.

Eu tenho total e plena consciência de que vivo absurdamente iludido em relação a uma série de coisas. E essas coisas me sugam energia. Muita. Muita mesmo.

Eu me preocupo com coisas que simplesmente nem existem, sabem. Cara. É um nível de ilusão mental absurdo e extremo. E minha energia só sendo sugada por isso.

Mas refleti fumando na janela, que não dá pra continuar a viver assim. Tem que alterar o rumo das coisas, na marra.

Caso eu não faça isso, prevejo consequência trágicas pra minha vida futura. Um corpo podre. Muita frustração, pesada mesmo. Muito fumo no peito. Até recaída com porn. Tudo de ruim que vocês possam imaginar.

Enquanto isso, eu consideravelmente refém do medo.

Está com a faca no meu pescoço, ameaçando me matar caso eu faça tais e tais coisas (que são ótimas, maravilhosas pra mim).

Muitas vezes sinto que meu corpo é morto. Vocês não tem noção.

O mindset deu uma boa abalada, admito.

Hoje de noite sai com uns amigos e acabei bebendo - devia ter uns 30 dias sem beber, eu acho. No início deu até uma sensação boa - desinibição mesmo. A questão é a quantidade. É preciso ter muito controle e equilíbrio  emocional pra usar drogas e ficar bem. Não é meu caso. Tenho feridas emocionais muito profundas, que me sangram muito, então não tenho como ter um uso realmente seguro dessas coisas. No entanto, creio estar ficando cada vez melhor com o tempo.

Bom, bebi a mais dessa dose "prudente". Mas só um pouco. O negócio é a hora que to indo dormir.

Amanhã, ressaca - leve. Ou seja, zona de risco.

Não vou cair, amigos. Quero me dar os 90 dias de presente, e seguir adiante.

Mas é foda, porque eu sinto que eu tenho traumas muito profundos, que me deixam um buraco no peito. Porra. Essa merda me pesa demais, caras. Eu quero muito resolver isso. Muitas vezes eu me sinto um sobrevivente de guerra. Sei lá.

Acima de tudo, entendo que nesse momento, o reboot, para mim, é um compromisso com a mudança.

Ou muda de atitude e vai pra cima, ou as coisas não vão dar certo. Isso é tão obvio quanto 2 e 2 são 4. Não tem jeito. Não tem escapatória.

Quanto tempo mais essa minha parte vai resistir? Por quanto tempo mais vou aguentar ser infeliz e viver oprimido?

Vai cair, meus companheiros. Sim, isso vai passar.

Vou ficar por aqui, pois é tarde.

A situação não é favorável, mas vou levar essa barco adiante por mais dias. Não vou sucumbir agora.

Como medida emergencial, guardar o computador na mochila, longe da vista, ficar zerado de computador. E manter o celular em outro compartimento. Isso ajuda demais.

Bom reboot pra todos.

Esses momentos são realmente imprevisíveis, nos pegam de surpresa. Faz parte do processo.

Mas sabe? Gosto de ver que você se mantém consciente e, sobretudo, que consegue combater sua própria mente quando o desejo vem, coisa que eu tenho imensa dificuldade. É louvável o nível que você alcançou, meu caro Vierkess.

No entanto, é só uma fase. Creio que amanhã esses pensamentos vão passar, pois você está ficando cada vez mais forte e sua confiança aumentou absurdamente. Fico feliz por isso.

Continue combatendo forte.


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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

18/4/2021, 13:49
Amigo Vierkenes, não passava aqui faz algum tempo e digo-te que fico feliz por te ver a lutar e, sempre com uma grande analise, com honestidade explanar os problemas que enfrentas, principalmente o que interiormente te abala de alguma forma. Tudo o que sentes é legitimo e pode ser aproveitado de um modo construtivo, embora possa parecer, à partida, destrutivo. Ou seja, o que sentes é, em si mesmo, uma imagem interna de algo, ou seja, não é algo real, que te limite em termos concretos mas acaba por ter impacto na forma como lidas com essas realidades concretas, no caso, as adversidades naturais da vida e aí por diante. Aceitar essas fragilidades e que existem algumas "ilusões" que te desiludem é o passo certo pois a aceitação pressupõem um tipo de paz que não é pacifista mas que apazigua e ordena melhor o teu ser nos momentos de luta. É, digamos, uma paz diante do caos, não aceitando esse caos mas assimilando-o e lutando contra ele, aceitando que ele existe, que ele é uma parte e não o todo, que ele pode ser um reflexo da realidade mas não é a realidade efetiva e que a naturalidade da existência desse caos não pressupõem uma paralisação. Se existe uma velocidade inferior, ou momentos de tensão, claro. É natural que assim seja. Quando sentes esse peso sobre ti, não tomes como algo absoluto ou fatal, mas antes como uma adversidade a ser resolvida a longo prazo. Tu vais sentir-te desconfortável com esse peso, triste, perdido. Pensa que isso é normal, pois afinal, não há formulas mágicas para lidar com isso e, quando há essas "formulas milagrosas" desconfia, pois PMO, alcool, drogas, tudo isso entra nessa categoria de "magia anti-adversidades da vida" que nos enganam como um qualquer charlatão que quer vender a sua mentira e, com ela nos consumir e nos destruir cada vez mais, como um parasita. Não nascemos para isso e, por mais pesado que seja o fardo que carregamos, é bom fortalecer a consciência de que esse não é o caminho que nos leva a sermos quem queremos ser, ou que nos trará alguma felicidade. Eu gostaria de deixar um tema para reflexão, e apesar de ser algo relacionado com religião, não leves para esse ponto. É simplesmente algo que eu penso que pode ajudar e como tu tens uma forma de pensar bastante profunda e analítica, eu penso que poderá trazer algum sentido extra a muito do que sentes e que, de facto, não estás sozinho nesse caminho. Assim, se tiveres interesse e possibilidade, procura ler um pouco os evangelhos biblicos de João, Mateus, Lucas e Marcos. Todos eles relatam a passagem de Jesus pela existência humana e, mesmo para um não crente, existem ali muitos exemplos, histórias e ensinamentos interessantes sobre a vida e a morte, sobre o sofrimento, a alegria e a tristeza, a honra, a coragem, a amizade. Deixo-te esse desafio. Smile E mando um grande abraço, com força! É diante da adversidade que o sentido deste reboot ganha mais sentido e, estando em momentos desses só há uma coisa a fazer: "Seguir em frente, sem olhar para trás."

_______________________________________


---------------->     Diário de VanGogh     <----------------


Se você perdeu dinheiro, perdeu pouco.
Se perdeu a honra, perdeu muito.
Se perdeu a coragem, perdeu tudo.
Vincent Van Gogh


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02.06.2020 - 25.06.2020
26.06.2020 - 05.07.2020
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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

18/4/2021, 16:51
vierkenes escreveu:Amigos, chego ao dia 41 do reboot, um pouco aflito.

Anteontem, fiz uma trilha bate e volta, dando um total de 6 horas. Uma cachoeira. Foi bom e tudo o mais, só fui sentir o cansaço bem depois.

Apesar do sucesso da trilha, eu me senti muito mal no dia posterior - ou seja, ontem.

Caras, fui abatido por um sentimento de depressão profundo. Senti como se meu corpo tivesse morto. Se levantar estava muito difícil. Comi só banana, o dia todo. Bom, a trilha me deixou cansado, mas não explica isso. Na verdade, é algo mais profundo. Bem mais profundo mesmo.

Eu fiquei muito mal. Até um pouco desesperado. Eis as coisas que eu pensei: "putz cara, olha a merda que você fez com sua vida. Como cheguei aqui adoecido desse jeito? Como me curo? Qual o tratamento ou prática que vai melhorar minha vida? Tem jeito?". Eu passei a duvidar que meu caso tem solução. Comecei a bolar na minha cabeça tudo que preciso fazer para ficar BEM. Lógico, não é fácil (quem disse que era fácil? kkkk). Mas funciona, sem dúvidas. Possível é, e todo mundo sabe disso.

Sabem qual o grande barato disso tudo? Que está tudo nas nossas mãos. Basta mobilizar a vontade do jeito certo e pronto.

Fiquei deitado e fiquei ereto. Não por excitação nem nada. Sabem, veio a palavra P, na minha cabeça. E vejam o nível do meu diálogo. "Cara, é isso mesmo que você quer? Consumir porn? Você é algum animal imbecil? Quer destruir sua vida, broxar, viver no pânico? Não, claro que não. Você não é um completo retardado pra querer viver nessa. Ao contrário, é um cara ótimo. Só precisa de uma chance....de mim mesmo." "Do que eu tenho medo? Rapaz, seja lá o que for, não é pior do que viver atolado na P. Vai se foder, porra".

Levantei, tomei banho, comi algo.

Aparentemente, é mais um daqueles momentos em que me parece absolutamente impossível continuar a levar a minha existência do jeito que tenho levado até aqui. Impossível, insustentável. Etc. Não preciso de um desfecho trágico. Por outro lado, as arapucas mentais são fodidas, e podem realmente te prender uma vida inteira, desperdiçar uma vida inteira nessa brincadeira.

Eu tenho total e plena consciência de que vivo absurdamente iludido em relação a uma série de coisas. E essas coisas me sugam energia. Muita. Muita mesmo.

Eu me preocupo com coisas que simplesmente nem existem, sabem. Cara. É um nível de ilusão mental absurdo e extremo. E minha energia só sendo sugada por isso.

Mas refleti fumando na janela, que não dá pra continuar a viver assim. Tem que alterar o rumo das coisas, na marra.

Caso eu não faça isso, prevejo consequência trágicas pra minha vida futura. Um corpo podre. Muita frustração, pesada mesmo. Muito fumo no peito. Até recaída com porn. Tudo de ruim que vocês possam imaginar.

Enquanto isso, eu consideravelmente refém do medo.

Está com a faca no meu pescoço, ameaçando me matar caso eu faça tais e tais coisas (que são ótimas, maravilhosas pra mim).

Muitas vezes sinto que meu corpo é morto. Vocês não tem noção.

O mindset deu uma boa abalada, admito.

Hoje de noite sai com uns amigos e acabei bebendo - devia ter uns 30 dias sem beber, eu acho. No início deu até uma sensação boa - desinibição mesmo. A questão é a quantidade. É preciso ter muito controle e equilíbrio  emocional pra usar drogas e ficar bem. Não é meu caso. Tenho feridas emocionais muito profundas, que me sangram muito, então não tenho como ter um uso realmente seguro dessas coisas. No entanto, creio estar ficando cada vez melhor com o tempo.

Bom, bebi a mais dessa dose "prudente". Mas só um pouco. O negócio é a hora que to indo dormir.

Amanhã, ressaca - leve. Ou seja, zona de risco.

Não vou cair, amigos. Quero me dar os 90 dias de presente, e seguir adiante.

Mas é foda, porque eu sinto que eu tenho traumas muito profundos, que me deixam um buraco no peito. Porra. Essa merda me pesa demais, caras. Eu quero muito resolver isso. Muitas vezes eu me sinto um sobrevivente de guerra. Sei lá.

Acima de tudo, entendo que nesse momento, o reboot, para mim, é um compromisso com a mudança.

Ou muda de atitude e vai pra cima, ou as coisas não vão dar certo. Isso é tão obvio quanto 2 e 2 são 4. Não tem jeito. Não tem escapatória.

Quanto tempo mais essa minha parte vai resistir? Por quanto tempo mais vou aguentar ser infeliz e viver oprimido?

Vai cair, meus companheiros. Sim, isso vai passar.

Vou ficar por aqui, pois é tarde.

A situação não é favorável, mas vou levar essa barco adiante por mais dias. Não vou sucumbir agora.

Como medida emergencial, guardar o computador na mochila, longe da vista, ficar zerado de computador. E manter o celular em outro compartimento. Isso ajuda demais.

Bom reboot pra todos.

Oh Vierkenes Tudo bem?

Cara me identifiquei muito com a sua história. Eu sinto que as feridas são muito profundas pra serem curadas apenas com motivação ou com o NoFap... Não que seja impossível, mas acho que a nossa complexidade interna é tão grande e tão intrincada, os circuitos de medo e ansiedade são tão complexos que precisamos de uma ajuda profissional especializada pra encontrar o caminho certo.

Eu sinto que a mente é um grande novelo de lã e que eu nunca vou achar o caminho pra desfazer ele sozinho. Por esse motivo essa semana procurarei um bom psicólogo. Depois que voltar da consulta com ele te conto a minha experiência e veja se é valida pra você também

Um grande abraço e parabéns pelo tempo conseguido!
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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

20/4/2021, 01:26
Primeiro, as respostas.

Caro Justiceiro, é sempre um prazer ter você por aqui. Me sinto honrado por ter contribuído pra sua caminhada de alguma forma, pois você é uma lenda desse fórum! Um mestre do reboot, hehe! Estamos por aqui, sempre.

Mike, suas palavras foram maravilhosas, e me deram um novo ânimo, além de corrigir minha perspectiva. É realmente um momento que vai passar....e o barco segue. Muitíssimo obrigado por essa ajuda!

Van Gogh, suas palavras são profundas....e eu consegui entender tudo. Palavras muito sábias e sensatas. E que novamente, contribuem enormemente pra corrigir minha perspectiva. Incrível!

Origami, sim, você está certo. É importante não colocar expectativas falsas em cima do reboot....ele é só uma base onde vamos aos poucos corrigindo nossas vidas. É assim que gosto de pensar, ao menos. Sobre terapia, vou falar sobre isso no post. Obrigado pela passagem aqui, e pelo seu comentário!

Dia 44 do reboot

Bom, eu estava mesmo precisando de apoio. Acho que fiquei muito alarmado com sintomas que tenho a muito tempo....e que são mesmo assustadores. Porém, nada como se acalmar, ver as coisas como elas são. Não vou morrer agora (só se Deus quiser, kkk, mas a principio não). Ainda dá pra corrigir minha conduta. Ainda posso ter um boa saúde, e gozar das coisas boas da vida. Etc. Ainda tenho tempo, porém, é bom não ficar vacilando. Se não dá ruim mesmo.

Basicamente, eu sinto que sofro de uma severa depressão, que se manifesta fortemente na parte do peito.

Uma vez uma mulher muito atraente deu em cima de mim, porém, ao longo da conversa, ele disse que "seu peito está morto". Sabem, ela é uma mulher gostosa (eu nem gosto desse termo, acho-o machista, mas dizer o que?). Atraente, sim. Mas as palavras dela me feriram muito, principalmente pelo jeito que foram ditas. De modo que realmente, perdi 100% do interesse.

Claro, essa frase foi um exagero. Uma hipérbole, pra ser mais exato. Não é que eu estivesse morto - senão, estaria enterrado, né? Mas sofro de um desequilíbrio muito grave nessa região, um desequilíbrio energético, que se torna notável nas minhas atitudes e na minha postura, ao ponto de vir alguém e me dizer essas palavras.

Sendo uma hipérbole, ela estava certa na fala. Eu só não gosto de usar essa expressão porque mesmo sendo uma figura de linguagem, não expressa o que eu quero. Eu não to morto, porra. Nem no literal nem no metafórico.

Um outro dia, um senhor que conheço da cidade, virou pra mim educadamente e disse que eu deveria levantar a cabeça. Corrigir a postura. E estufar o peito. Me disse pra eu ter ânimo e coragem.

Entendem? Chega o ponto em que as pessoas percebem esse meu estado "doentio", digamos assim, e simplesmente vem me falar o que fazer pra ficar bem. Elas conseguem ver, sentir, que tem algo errado comigo. Que estou angustiado. Que estou preso a algo ilusório. Etc.

São essas coisas que eu gostaria de curar. Coisas que vem de problemas emocionais graves, até da infância mesmo. Era a essa opressão do peito que eu me referia. Não aguento e não quero mais viver assim.

É um longo caminho. O reboot não cura isso. Porém, o reboot é a esteira básica, em cima do qual o trabalho deve ser feito.

Se tratando com psicólogo ou não, malhando ou não, etc, tem que estar no reboot. Todo mundo aqui tem experiência suficiente pra entender como esse troço de pornografia destrói e extermina tudo o que toca. Não sobra nada. Então o reboot é a esteira básica do processo. É a condição básica do bem estar. Não existe bem estar consumindo P. Nem amor. Nada.

Eu tenho uma ideia muito boa do que devo fazer. Continuar com zero P é uma delas. Chegar aos 90 dias e adiante. Mas não é só isso.

Sobre psicólogo, etc, eu senti mesmo falta de um terapeuta. Porém, não quero um psicólogo. Quero e preciso de uma terapia que mexa com o corpo, porque é aí que sinto que está meu grande problema. Preciso do corpo. Não preciso que ninguém me fale coisas, e que atue apenas no campo mental/intelectual. Não que seja inútil, mas não é isso que eu mais preciso agora. Entendem? De modo que estou indo atrás de alguém pra me ajudar, sim.

Na verdade, apenas alongamentos já me seriam de grande valia.

Sou um cara um tanto quanto enrijecido. Não a toa, fiz pouco sexo na minha vida, e também, dancei pouco.

No mais, bebi de novo esses dias, mas cheguei a conclusão totalmente definitiva de que não dá mais.

Acabou essa porra de álcool.

Reservado para 1% de ocasiões ou coisas altamente específicas. Nunca mais a regra, e sim a exceção da exceção. Passar no mercado e pegar 1 ou 2 duas latas de cerveja pra beber em casa? Eu não quero mais isso, companheiros. Estou muito bem resolvido e determinado em relação ao álcool. Foi bom (e ruim, muitas vezes), enquanto durou. Boa sorte pra quem bebe.

Tenho pensando muito em sexo. Bom, eu saí da flatline. Tenho algumas ereções ao longo do dia. Porém, para além de realmente precisar transar mesmo (é, vamos viver as coisas boas da vida, né? Negar essas coisas não dá nem um pouco certo), isso se deve a outro fator.

Eu estou muito ocioso. Não trabalho.

Sabem, também me bateu um pouco de desespero esses dias por não trabalhar. E nem falo só desse período de pandemia. Infelizmente, eu sou um cara que quase não tem essa noção, de trabalho. Nem de produção. Porra, eu poderia estar usando todo esse tempo de pandemia pra produzir coisas. Mas quem disse que eu faço algo? Ou se faço, só faço 1% da minha capacidade. O que me deixa mal de qualquer modo.

Então preciso urgentemente me ocupar. Rápido. Pra ontem.

Pode parecer absurdo, mas muitas vezes perco o dia inteiro na depressão, na procrastinação e na especulação mental.

Sabem o que é passar uma manhã e uma tarde sem fazer absolutamente nada? Pois é, isso acontece constantemente comigo. Nem lavar louça. Fazer comida. Nada. AÍ eu sinto essa depressão pesada no peito (algo me deixa curvado e me pesa, não sinto força pras coisas, nem ânimo pra nada). A especulação mental extrema. Etc. Quando vou ver, já é quase de noite. E aí o desespero me pega.

É meio foda. É meu desafio.

No que diz respeito a trabalho, falei com um amigo, para me ajudar a desenvolver um produto meu. Preciso da ajuda dele. Depois disso, vou ter meu produto, pra vender por aí. Vou poder trabalhar por conta própria, sem depender de ninguém, e ganhar uma grana. Perfeito. Isso é absolutamente vital pra mim. Muito mesmo. Tanto quanto, ou até mais, do que sexo. (isso considerando que estou numa situação financeira estável, tranquilo nesse sentido, pelo menos por enquanto). São tempos de insegurança, não é mesmo? Até quando serei privilegiado? Me pergunto isso, mas vamos vivendo um dia de cada vez, não é?

Pois bem, o fato de não ter uma vida e uma rotina produtiva me leva muitas vezes a pensar excessivamente em sexo. Sem dúvidas, eu sinto isso acontecer comigo.

To louco pra trabalhar na rua. Ainda mais agora, que o movimento aqui retornou um pouco. Bem tímido, mas já é alguma coisa.

Sobre sexo, não tenho muito o que falar. Nunca mais falei com a menina com quem transei uma única vez. Uma hora vou encontrar com ela na rua, e aí podemos bater um papo, descontraído. Eu perdi o interesse de dar em cima dela (não completamente, mas em boa parte sim). Mas pode ser que se encontrando pessoalmente, isso se torne possível. De qualquer modo, não estou pensando nisso, nem nela.

Porém, tem uma outra que me atrai absurdamente. Bom, andamos muito juntos, e concluo todos os dias que essa mulher me atrai de uma forma absurda. Hoje mesmo estávamos com uns amigos, começamos a falar de sexo, e eu fiquei levemente excitado vendo ela falar disso. Ela não falou nada demais, mas me excitou. Encostar nela então, nossa senhora. As vezes a gente se toca né, é normal. Mas eu me excito mesmo, caso minha pele encoste na dela.

Bom, além dela ser um tanto quanto fechada, ainda estou em dúvidas se darei em cima dela ou não, ou como farei isso. De qualquer modo, enxergo como uma possibilidade.

Uma coisa eu digo: nunca mais na minha vida eu quero passar 4 anos sem fazer sexo nem beijar na boca, que foi o que aconteceu comigo. É uma bosta. A auto estima cai. E a gente não sente muito prazer nas coisas. É péssimo caras, vocês não tem noção. Uma merda mesmo. Sexo é vida, então é fundamental fazer sexo de vez em quando, sabem? E não se reprimir, caso alguém mexa com a gente. Ter coragem de ir lá e expressar esse desejo.

Mais uma coisa, sobre masturbação.

Esses dias eu me masturbei umas duas ou três vezes, quase que seguidamente.

É curioso, porque isso se deu uma maneira que vocês vão achar absurda.

Estava no auge da carência (e da mente vazia também) quando comecei a pesquisar colegas do ensino médio no facebook. Cheguei a um perfil de uma menina que sempre me atraiu de forma extrema, e fiquei vendo as fotos dela. Um monte de foto na Europa. Várias festas. Etc. Típica felicidade de rede social. Mas o fato é que ela me excita demais, tudo. Até fotos normais me deixavam excitado, só pra vocês terem ideia. Fiquei passando, procurando uma que desse pra me masturbar.

Curiosamente, o desejo por porn era zero. Podem acreditar. Eu estava no controle da situação, de verdade.

Quando eu tava quase me masturbando com uma das fotos no perfil dela, eu desliguei o computador, pensando: "porra, essa menina até falava comigo, mas certeza de que ela nunca ficaria comigo. Na verdade, ela tem muito pouco a ver comigo, com meu mundo, etc. Nada a ver mesmo. Pra que me masturbar pra uma mulher que nunca vai transar comigo? Desnecessário". Fechei tudo, mas aí pensei na ex namorada - sim, aquela de 4 anos atrás, que se satisfazia fazendo sexo comigo. Pensei nela e já foi. Não satisfeito, me masturbei uma segunda vez, também pensando no sexo com ela.

Bom, como eu disse, tenho uma posição clara em relação a masturbação. Mas noto o seguinte: quando me masturbo, especialmente se for mais de uma vez, eu percebo mesmo uma queda na energia e no ânimo. Isso é notório. Logo, minha conclusão é de que o hard mode é o melhor. Se cair ocasionalmente, pra mim não tem problema. Mas quanto mais tempo ficar sem, melhor.

Masturbação deve ser exceção.

Minha experiência me diz que a partir do dia 60 do reboot, a energia começar a subir bastante...

O grande desafio mesmo é ficar sem se masturbar, e fazendo um manejo dessa energia.

Amigos, possível é.

Eu os primeiros 30 dias dessa tentativa em hard mode.

Sabem, eu estava muito disposto no dia 30. Muito animado mesmo. Mas percebo que minha motivação caiu muito em relação a 14 dias atrás. Claro, eu ainda quero muito, mas não tanto quanto 14 dias atrás.

Está nas nossas mãos, companheiros.

O quanto você está se esforçando? Na resposta dessa pergunta, pode ser medido o sucesso do reboot.

Eu digo aos senhores que ainda não estou me esforçando o suficiente. Ficar parado, ficar me masturbando quando eu tiver parado, não vai dar certo. Ainda não consegui retomar os exercícios físicos, que ao menos pra mim, são uma chave totalmente fundamental do processo.

Portanto, seguirei no hard mode até onde der. Me esforçando pra usar essa energia em outro lugar. Malhando, por exemplo.

Creio ser isso, amigos.

Pretendo retornar aqui no dia 50.

Bom reboot pra todos.

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22/4/2021, 01:31
Dia 46 do reboot

Jogo segue, mas sinto um perigo a rondar.

As coisas estão sob controle, mas o que me vem na mente é: MUDE E SE MEXA, OU AS COISAS VÃO DAR ERRADO.

Outra frase, que gostaria até de pendurar na parede do quarto (as duas, na verdade) é: O PODER DE MUDANÇAS ESTÁ EM SUAS MÃOS E DEPENDE SÓ DE VOCÊ.]

Ainda muito deprimido. Retornei a usar o computador com mais frequência. Bom, isso não é do meu feitio, tem um tempo já que me proponho a ser radical e a cortar tudo. Porque não quero ser o cara que passa 2 ou 3 horas no facebook, ou no youtube assistindo vídeos. Mesmo nada tendo a ver com P, eu não quero isso pra mim. De certo modo está cômodo, mas vou ter que mexer nessa comodidade em algum momento.

As vezes, quando fico algum tempo no computador (geralmente ouvindo música enquanto faço outras coisas), eu sinto o fantasma da P rondar muito sutilmente em mim. Assim que sinto isso, desligo tudo, rapidamente. E aí fico mais tranquilo. Porém, hoje ainda estou aqui. Apenas no fórum, e ouvindo Bjork.

Ontem, fiz uma sessão de alongamento, e senti que me fez um bem muito grande. Porém, hoje eu não fiz.

Aqui tá chovendo muito, a uns dias. Isso muda tudo.

Estou sozinho na casa. Isso pode ser interessante, mas as vezes bate uma certa ansiedade.

É quando estamos sozinhos numa casa que podemos avaliar bem nosso estado geral.

Se ficamos ansiosos em excesso, algo está errado. Se ao contrário, ficamos tranquilamente sozinhos em casa (por uns dias, sei lá), as coisas estão bem.

Eu estou deprimido, e ontem tive mais umas crises, mas terminou tudo bem.

Tenho sentido muito a falta de uma amante. Ou namorada. Alguém pra transar e ficar tranquilo, sabem?

Em relação a isso, é fundamental não colocar expectativa em algo externo. Também, não é como se eu esperasse que surgisse alguém - apesar de que isso até pode acontecer, kkk. Porém, são coisas sobre as quais eu não tenho controle.

É fundamental viver a vida baseada no que podemos efetivamente fazer. No nosso campo de ação. Existem coisas que não nos competem. Como o governo federal, por exemplo. Ou a pandemia. Ou o fato de que minha mãe adoeceu esses dias. Não posso fazer nada em relação a essas coisas. Assim como não posso fazer surgir alguém que eu vá me apaixonar.

A propósito, colocar expectativas em coisas externas é um erro básico, que leva a muito sofrimento. Quem dera a gente pudesse ter essa clareza desde sempre. Eu mesmo ainda me iludo em relação a isso, as vezes.

De modo que estou a uns 2 ou 3 dias em casa, sozinho. Se sai, foi pra comprar alguma coisa e só.

Também vejo com clareza que o hard mode é o caminho. Pois ele tira do conforto e me força ao movimento. Sem dúvidas.

Não dá pra ficar no hard mode sem fazer umas boas flexões! Acho que é disso que estou precisando. E não ficar me masturbando pensando na ex namorada (já perdi as contas em quantas vezes me masturbei pensando nas minhas relações sexuais com ela, a 4 anos atrás).

Percebo que a ânsia por experimentar isso de novo é grande. Talvez seja normal até certo ponto, porque é algo MUITO BOM MESMO. Namorar alguém que a gente gosta? Transar e dormir junto? Ficar assistindo filme e depois transar de novo? Putz, é algo realmente maravilhoso, incrível, sem palavras que possam descrever.

Talvez (e apenas talvez) essa ânsia tenha a ver com o meu histórico.

Hoje eu tava pensando no meu passado, e não foi nada fácil permanecer virgem até os 28 anos, viciado em pornografia até o talo, e passando por muitas situações constrangedoras. Como por exemplo, estar no quarto consumindo porn e começar a ouvir meus colegas de república fazendo sexo. Isso não aconteceu só uma vez, mas muitas. É um baque muito grande na auto estima.

Só Deus sabe o quanto eu me reprimi e me violentei, ao me impedir de vivenciar certas coisas da vida. Isso por fatores psicológicos, os quais até hoje eu ainda não desvendei. Embora essas estruturas tenham afrouxado um pouco, elas ainda existem.

De um certo modo, sexo pra mim é curativo. (sim, isso que eu estou falando é muito sério). Claro que não qualquer sexo (tipo transar com uma usuária de crack por 10 reais). Mas sexo pra mim é sim, curativo. Eu consigo sentir uma liberação monstruosa de energia reprimida ao fazer isso. Senti isso da última vez.

Como diz um amigo: aquilo de que você tem mais medo é o que você mais precisa fazer. Acho que ele está totalmente certo nisso.

O bom é que o tamanho do medo diminui, conforme você se expõe. A segunda exposição vai sentir menos medo que na primeira, e assim segue. Isso é fácil de comprovar.

Apesar de todos os pesares, é um fato de que isso tudo envolvendo sexo tem sido um fator de constante ansiedade pra mim. Ok, é bom, faz falta, tenho traumas com isso, ok. Porém, eu não posso permitir que essa ansiedade atrapalhe a minha vida! Sem dúvidas gasto uma quantidade muito grande de energia nisso. Não quero que as coisas continuem assim. Me empenharei em investigar e entender esses sentimentos e sensações, onde eu estou gravemente iludido, etc.

Melhor remédio que tem pra parar de pensar em mulher ou em sexo é puxar uns pesos e ir malhar. Eis um fato! Está na hora de usar isso a meu favor!

Retomei a leitura de um livro muito valioso, que se chama: Não Temas o Mal.

Quer mudar completamente de vida? Leia esse livro. Porém, não espere facilidades. Ao contrário, o caminho é extremamente árduo, meus amigos.

Só pra vocês terem ideia, o "autor" diz que no plano material, ninguém espera comprar uma mansão pelo preço de um casebre. Isso é fato. Quem vai chegar numa empreendedora de luxo com mil reais? Ninguém, de fato. Porém, no plano espiritual, é muito comum a gente querer as coisas por um preço baixíssimo. As vezes até de graça.

Se trata de um livro do mais elevado valor, porém, extremamente denso, e que requer releituras constantes afim de realmente internalizar aquele conhecimento.

Sinto que o caminho que o livro indica é autêntico, e o seguirei o quanto puder. Espero ter coragem pra me confrontar e jogar luz sobre minhas sombras.

Espero usar todo o meu poder e conhecimento pra me mexer e levar esse barco adiante.

A qualidade do meu reboot caiu de um modo impressionante de 15 dias pra cá.

E a coisa ainda vai pegar mais. A partir do dia 60 minha energia sobe demais. Fico fogo! Ai o reboot complica também. Ou seja, é preciso combater melhor a mente, força-la a meu favor.

Tenho fumado maconha esses dias, e avalio que também não está contribuindo. É importante ter controle dos fatores gerais, pra entender a situação. Faço um uso esporádico da erva, e nem sempre consigo controlar. Pode ser facilmente uma faca de dois gumes.

No mais, se lembrem que A VIDA DE VOCÊS É UM BARCO, E VOCÊS SÃO OS ÚNICOS RESPONSÁVEIS PELO LEME. NINGUÉM MAIS.

Pra quem estiver pensando em cair, DESISTA DESSA IDEIA, PORQUE SÃO 3 SEGUNDOS DE PRAZER E DIAS OU ATÉ SEMANAS DE ARREPENDIMENTO. PROFUNDO.

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24/4/2021, 09:19
Vierkenes, eu vejo que você apenas sente a falta de uma companheira e só.

Seus fantasmas já foram embora, graças a Deus e agora, é apenas o desejo masculino e principalmente humano que todos nós temos, né? Precisamos compartilhar coisas com alguém na intimidade. E em se tratando da relação homem e mulher mais ainda. É uma questão de você conhecer alguém interessante, aliás, essa pessoa, seja ela para namoro ou para ficar, virá no momento certo. O mais importante é que você está tranquilo para ter relações.

Agora, indo para o combate direto, quero falar sobre o fato de você usar maconha. Direto ao ponto, se mantenha limpo. Sei que não é fácil, pois eu mesmo tenho tentado evitar consumir açúcar com muito custo, mas combata isso. Ainda mais para você que está a tantos dias limpo e caminha a passos largos para concluir o Reboot. Vale lembrar também, você já conseguiu anular o consumo de bebidas alcoólicas, ok, isso foi absolutamente excelente e te impulsionou 10 vezes mais. Agora, elimine a maconha. Combata mesmo.

No mais, vejo que você vem controlando muito bem seu Reboot e quando se chega a esse ponto, 90 dias é questão de tempo. Mais uma coisa, tem os exercícios, né? Treinar é ótimo! Pena que estou lesionado e vou ter que ficar uns dias de molho, mas puxe os ferros por mim! rsrsrs.

Grande abraço.

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A dor é passageira, mas a glória será eterna.

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26/4/2021, 00:50
Caro Mike, suas mensagens sempre me colocam pra cima! Vai ver que é porque eu estou mesmo mais pra cima! De modo que vocês corrigem meu senso de realidade, o que me deixa muito feliz. Como não ficar feliz com suas palavras? Obrigado, companheiro! Me ajuda MUITO MESMO! Em breve irei no seu diário te fortalecer também!

Pretendo responder alguns pontos que você colocou ao longo do post. Vamos lá.

Dia 50 do reboot

É, dia 50. Excelente marca!

Sabem, eu estava aqui pensando em como estou feliz, pois percebo que finalmente atingi um patamar razoável e aceitável de saúde emocional e psicológica.

Cheguei nessa cidade a cerca de 1 ano e meio atrás, e sabem como eu cheguei aqui? Pensando as seguintes coisas: "eu sou um lixo. Eu nem mereço estar vivo. Eu não mereço mulher nenhuma, o que eu mereço é lamber uma garrafa de cerveja e me acabar no porn depois. Eu devia estar morto. Eu não consigo fazer nada, nem varrer um chão, nada. Sou totalmente e absolutamente inútil. Vai ser um alívio pro mundo quando eu me matar. Vou bater 20 punhetas, fumar um beck, beber umas cervejas e me enforcar depois. É isso que vou fazer".

Ou seja, eu cheguei aqui GRAVEMENTE ADOECIDO, do ponto de vista emocional. Incapacitado mesmo, de verdade. Só quem chegou nesse nível, quem experimentou essas coisas, sabe como isso é REALMENTE INCAPACITANTE. E o que é pior, eu já vinha de MUITOS ANOS COM ESSA MENTALIDADE.

Eu vim com 2 objetivos: transar (porque tinha mais de 30 anos, e experiência sexual quase zero, exceto com uma menina com quem namorei por 6 meses) e trabalhar - porque trabalhar é bom, é necessário, porque eu quero ter autonomia e não depender de meus pais, me desenvolver, etc.

Pois é, transar e trabalhar, foi o que eu pensei.

Mas com essa mentalidade adoecida que eu estava, essas duas coisas são 100% impossíveis.

Fui logo atrás de trabalho, mas eu simplesmente saia correndo do estabelecimento pouco tempo depois de entrar. Gaguejava. Me batia um pouco de pânico. Eu olhava pra baixo, mal conseguia olhar no rosto de quem tava na gerência. Como eu ia atender cliente assim? Impossível.

Como eu tinha uma fonte de renda pra ficar aqui sem trabalhar, fiquei um tempo tentando me curar dessas coisas. "me curar, me curar, ficar bem, ficar bem, retornar ao normal, parar de sofrer, porra. Parar de sofrer, recuperar a harmonia, sim, é isso". Eis o que eu pensava.

Passei mais de 6 meses pra começar a desenvolver um trabalho por conta própria. Foi um salto gigantesco. Me fez muito bem. Daí veio a pandemia.

Fazer sexo, só depois de 1 ano e 6 meses aqui. E olha que aqui tem MUITO turista, de todo lugar, de tudo que é tipo. Aqui dá pra transar fácil com gente que tá de passagem, mas como eu era gravemente adoecido, essas coisas estavam fora de cogitação pra mim.

Depois de 1 ano e meio na cidade, praticamente, que eu fui fazer sexo. Isso depois de 4 anos sem transar. E olha que eu ADORO sexo. Pra quem não gosta muito, não faz diferença, mas pra quem gosta, sabe o quanto é torturante passar 4 anos sem tocar absolutamente ninguém.

Transei com uma mulher, apenas uma vez. Senti uma grande liberação de energia, mesmo sendo uma transa absolutamente casual.

Sou extremamente grato a ela, porque com a ajuda dela, eu recuperei o senso de realidade. É como se ela (ou eu mesmo, sei lá), tivesse me dito: "olha, você pode sim fazer sexo, não há problema com isso, nenhum! Sim, você pode! Vamos transar! Me toca, me penetra! Eis a prova!". Mais ou menos isso.

Bom, isso foi só uma introdução ao post, pra situar um pouco meu percurso pra vocês.

Em resumo, estou MUITO FELIZ, POIS SINTO QUE FINALMENTE RECUPEREI MINHA SAÚDE EMOCIONAL E PSICOLÓGICA. AGORA EU CONSIGO TRABALHAR COM ABSOLUTAMENTE QUALQUER COISA, ASSIM COMO CONSIGO PERFEITAMENTE FAZER SEXO COM QUEM QUER QUE SEJA (embora isso ainda seja um pouco difícil pra mim, é verdade, MAS CONSIGO SIM, PERFEITAMENTE).

Claro, o reboot foi A BASE PARA TUDO ISSO. PORQUE SEM O REBOOT, NADA DISSO TERIA SIDO POSSÍVEL.

Se eu estivesse consumindo porn esse tempo todo, com esses problemas que eu tinha, não duvido nada que eu tivesse simplesmente me matado mesmo.

Vejam, o reboot foi a base, mas não a solução. Isso é FUNDAMENTAL. Porque eu digo isso?

Porque apenas o reboot - acabar com o vício em pornografia - não é suficiente para curar feridas tão profundas quanto as que eu tinha. Ou seja, eu poderia até ficar longe do vício, mais certamente iria estar bebendo todos os dias, sangrando. Provavelmente eu ia acabar voltando ao vício. Sei lá. Com esse nível grave de doença emocional, tudo fica impossível, companheiros. Acreditem em mim.

Portanto, um alerta.

QUEM TIVER SÉRIOS PROBLEMAS EMOCIONAIS, PSICOLÓGICOS, FÍSICOS, ETC, VÃO SE TRATAR, PORQUE O REBOOT É OURO, MAS NÃO É A CURA PRA TUDO. GRAVEMENTE ADOECIDO, AS COISAS NÃO VÃO PRA FRENTE. VÃO SE TRATAR!!

Por fim, como diz Einstein (se não me engano): "uma mente que se expandiu jamais retorna pro mesmo ponto de antes". Ou algo do tipo. O que eu conquistei é meu, ninguém tira, jamais vou perder esse conhecimento, que no fundo, é um auto conhecimento.

Agora, responderei o Mike, e ainda pretendo falar algumas coisas sobre como estão meus dias.

Cara, eu tenho outros problemas fora esse, de ter uma parceira.

Minha questão é que muitas vezes, a minha sede de sexo e de relacionamento é devido ao meu histórico (é o que acho, pelo menos). Sabe, eu não vivi isso na "primeira" juventude. Aos 27 anos, por exemplo, eu tava afundando no porn, não ficava com ninguém, nunca. Nunca tinha beijado uma mulher. E ouvia meus colegas transando. Via meus amigos namorando. Todo mundo ficando com alguém de vez em quando, e eu no zero, sempre. Sabe? Até filhos alguns tinham. Foram muitos verões, invernos, outonos e primaveras na total seca. Então, muitas vezes eu sinto como se essa sede tivesse simplesmente se acumulado.

Em resumo, é algo do tipo: agora eu quero viver o que eu não pude viver antes.

Se antes eu não pude transar, agora eu quero transar.

Se antes eu não pude namorar, agora eu quero.

Se antes não pude ter experiências ocasionais, fazer umas "safadezas", etc, agora eu quero fazer essas coisas.

Se antes não pude expressar meu desejo pra alguém que eu era afim ou me sentia atraído, agora eu quero mesmo ser bem cara de pau e dar em cima, chegar chegando.

Apesar do fato de que (prestem atenção nesse ponto), o que eu mais quero não é transar (chegar as vias de fato), mas obter tal domínio de mim mesmo que eu NÃO FIQUE NUNCA MAIS REFÉM DO MEDO. Não sendo refém do medo, eu não tenho o que temer, pois sei que pode rolar, a qualquer hora, a qualquer momento.

Mais importante do que transar é ACABAR COM A ÂNSIA. TOTALMENTE.

Eu quero FICAR TRANQUILO, CONFIANDO NO MEU TACO, SABENDO QUE MINHA ENERGIA ESTÁ CIRCULANDO CORRETAMENTE, SABER QUE EU NÃO VOU HESITAR EM FALAR COM UMA MULHER QUE REALMENTE ME ATRAIA. Deu pra entender?

Eu honestamente, acho que entraria em desespero se o medo voltasse a se manifestar nessas situações sexuais, meus amigos. Vocês não tem noção do que já passei. Porém, essas coisas parecem estar cada vez mais distante. Eu amadureci. Eu recuperei minha auto estima. Minha saúde está de volta. Meu cérebro já entendeu que não há o que temer. Só falta praticar mais, pra chegar com uma pegada boa. Firme. Tranquilo. Etc. E ter mais experiência com mulher também né.

E fundamental, de novo: ACABAR COM A ÂNSIA. Obter uma certa tranquilidade em relação as coisas. Estou precisando muito disso, mas creio que até nesse ponto, estou indo bem.

Agora sobre os últimos dias (ainda falarei sobre a erva adiante).

Como disse, estou me sentindo feliz, pois sinto que empoderei de mim mesmo. Consigo ver minha auto estima novamente. Agora ela está clara.

To me achando bonito, atraente, etc. Show de bola.

Tenho usado o computador muito mais do que eu planejava. Acho isso um ponto negativo, embora não tenha oferecido risco até então.

SOBRIEDADE é uma palavra chave.

Dia desses bebi cerveja, depois bebi de novo no dia seguinte. Meu sinal de alerta ligou. "Bem que um amigo disse, é muito fácil retornar pros velhos hábitos novamente".

Álcool? De jeito nenhum. E como é fácil e rápido retornar, vou ficar mais tempo ainda longe. Só pra garantir. Estou a muito pouco tempo sem beber. Quero ficar firme, bem firme mesmo. Todo cuidado é pouco.

Em relação a erva, ela também afeta a sobriedade, embora de um modo completamente diferente do álcool.

Muito mais difícil pra mim largar a erva do que o álcool. Fora que a erva é muito menos prejudicial pra mim.

Rapaz, eu reconheço que seu conselho é bom e justo. Porém, é muito difícil pra mim. No fundo, eu ainda não estou 100% convicto e firme de que tenho que parar de fumar maconha. Mas reconheço que tem me atrapalhado sim. Não sempre, mas as vezes sim.

Prometo refletir bem sobre esse tema com o máximo de honestidade possível, ok? Adianto que provavelmente você está certo, mas minha mente ainda não conseguiu internalizar totalmente esse fato. Preciso de mais auto conhecimento e mais auto desenvolvimento.

No mais, ainda tem MUITA COISA PRA MUDAR.

Decidi que vou entrar no hard mode, o quanto der.

Eu não quero mais me masturbar pra ex namorada. O que isso vai me trazer? Nada. Fora que a masturbação dá uma baixa na energia. Claro, não é igual ao porn, mas também abaixa a energia. Eu sinto isso.

O hard mode, se levado a sério, é a chave pro sucesso, amigos.

Sei lá, se eu colocar mesmo na cabeça que é hard mode, eu não vou conseguir ficar nessa zona de conforto em que ainda estou, de um certo modo.

Portanto, HARD MODE AQUI! Acho que é a saída pra potencializar meu reboot, ir mais longe.

No mais, pretendo continuar um certo trabalho interno que tenho feito. Psicológico mesmo. To tentando arrumar minha cabeça.

Tenho sentido uma falta enorme de trabalhar. Estou esperando algumas coisas, pra trabalhar por conta própria, timidamente, por causa do pouco movimento. Evidentemente, não conto com emprego de ninguém. Os tempos estão difíceis.

Quero também, em breve, investir em um curso, numa área que já tenho conhecimento. O curso é a segurança que me falta pra trabalhar nisso. Não quero ser um autodidata que oferece seus serviços por ai. Até posso (a lei permite), mas não me sinto seguro. Sei lá.

Fico com a impressão de que poderia estar aproveitando melhor esses tempos. Estou num lugar maravilhoso!

Hoje pensei em visitar minha família, mas além da situação da pandemia lá estar muito pior, temo por minha saúde emocional.

O ambiente familiar foi muito tóxico pra mim. Então, eu realmente tenho um pouco de pânico daquele lugar. Sofri muito ali, sabem? Além disso, minha mãe e meu irmão não estão muito bem. Quase não estão saindo. Eu fico com receio de ser uma experiência densa pra mim. Bom, em algum momento irei visita-los. Só não sei se agora, ou se espero um pouco mais, pra ver se a situação geral melhora.

Dia 50. Dia de fazer mudanças e firmar compromissos.

Muita coisa pela frente.

Vamos que vamos.

Post ficou longo, mas é isso aí. Bom reboot pra todos!

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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

30/4/2021, 12:13
Caro Pilgim, sua mensagem foi, verdadeiramente e autenticamente, da maior valia pra mim. Diria até mesmo que vital. Eu cheguei a ler a outra também, que foi excluída. Recebi a mensagem. Sou extremamente grato pelo seu reconhecimento, você nem sabe o quanto. Foi realmente vital mesmo. Nem tenho como descrever aqui nesse fórum.

Bom, você deve estar lendo essas palavras. Pena que você foi expulso do fórum. Confio nos moderadores, mesmo que eu nunca tenha precisado de uma intervenção deles. Não sei o que você fez, mas se errou, é bom tentar aprender com os erros....

Eles vão ficar se repetindo até a gente aprender. Acho que esse é um mecanismo básico da vida.

Se não aprendeu agora, vai ter outra oportunidade logo mais. Pode anotar o que eu estou dizendo. Vai acontecer de novo, e de novo, e de novo, até o dia que a gente tiver uma reação diferente, até a gente conseguir enxergar de forma clara. O próprio reboot não é isso? A vida também é assim.

Eu também, fico quebrando a cara nos mesmos muros, até hoje. Ainda me falta um bocado mais de sofrimento, até que eu possa romper esses muros e parar de sofrer pelos mesmos motivos. Estou aqui sangrando. Me lamentando porque cometi o mesmo erro pela milionésima vez. Bom, vamos que vamos.

Sorte no seu caminho! Mesmo que fora do fórum! Sei que você continuara lutando contra o vício, pois é nossa única possibilidade.

Dia 54 do reboot

Os últimos dias foram terríveis, de grandes provações, muitos erros, um pouco de auto destruição, etc. Porém, estou firme no reboot.

Tudo começou quando eu estava trabalhando com mais duas pessoas. Até aí, tirando o fato de que eu tava me sentindo meio fraco e não estava rendendo tanto no trabalho, tudo certo. Não estava com energia, mas estava fazendo o que tinha que ser feito. Sem problemas. É normal render mais uns dias, menos nos outros. Nem sempre a gente dorme bem e acorda disposto, não é?

Pois bem, eu tinha reparado em uma mulher muito bonita, que estava do outro lado da rua. Ela olhava direto pra gente. Achei que devia conhecer alguém ali - não eu, kkk, mas outra pessoa. Em um breve intervalo, um dos meus colegas de trabalho atravessou a rua e foi lá falar com ela. Se beijaram. Se agarraram. Se tocaram. Ele se enganchou nos braços dela. Se encheram de carinho. E mais beijo na boca.

Sabem, eu tive a reação emocional e psicológica de passar mal. Sim, eu passei mal. O mesmo cara que muitas vezes fazia carinho nos cachorros de rua, chorando, porque não tinha isso de absolutamente ninguém. Carinho e contato físico, só dos cachorros. De gente mesmo, quase zero.

É sério, eu passei mal. Sabem, foi uma reação forte. Muito difícil pensar de forma racional quando somos confrontados com algo que nos machuca, com algo que nos remete a algum trauma ou situação, etc.

Pois bem, fumei um cigarro, depois tentei respirar fundo. Desviei completamente o olhar deles, não olhava pra eles pra nada. E pensava "foca no trabalho, foca no trabalho, esquece todo o resto".

Aí pouco tempo depois chega outra mulher, que eu descubro ser a ficante do meu outro colega de trabalho. Também foi dar um tempo com ela na ponte, ficar "tranquilo" com ela. Carinho. Beijo na boca. Etc. Dois casais lá do outro lado da ponte.

Aí ferrou caras. Meu estado piorou ainda mais.

Eu estava no meio do trabalho, ajudando um pessoal, mas eu senti minha energia ser completamente drenada, meus músculos ficarem fracos, e eu perdi 100% da vontade de estar ali trabalhando. Pensei, "porra, vou embora, vai se foder o pagamento, não vou ficar aqui e foda-se". Claro, eu sabia que essa era a voz da resistência. Que eu tinha sim, a força pra terminar o que tava fazendo. Mas rapidamente, minha auto estima foi abalada. Pensamentos clássicos vieram na cabeça. Sabem, eu acabei terminando o serviço, mas completamente meia boca. As pessoas que estavam lá perceberam isso. Que eu estava praticamente de má vontade. Eu basicamente tentei fingir que eu estava ali disponível e disposto pra alguma coisa, mas na verdade não estava. Só fingi que estava ajudando, e acabou que deu tudo certo. Recebi uma grana (pouca coisa, porque foi só uma ajuda mesmo) e pronto.

Fui embora, mas eu já estava abalado. Não estava o mesmo. Estava pior, sabem?

Depois, envolto em uma enorme ânsia, ferido de morte (por algumas questões pessoais), fui pra casa de um amigo.

Gosto desse amigo, mas eu já vinha percebendo que a casa dele carrega uma energia muito forte de vício.

Fumamos um beck, e de repente eu me peguei pensando: "putz, sabe, não é que seja errado fumar um beck, tem a sua hora, mas esse esquema da casa dele não é nada bom. Parece com quando eu entrei na universidade, que todo mundo se juntava o tempo todo na casa de alguém só pra ficar chapado, com maconha a vontade, com várias pessoas chegando só pra fumar. Porra. Isso é esquema de moleque, sei lá. Porque eu to nessa? Isso tem pouco sentido, na atual fase em que eu me encontro".

Sim, foi isso que eu pensei. Mas ai conclui que eu estava numa ânsia absurda - faz algum tempo que me sinto assim! Um estado de instabilidade psíquica mesmo. Eu estava tenso. Com a auto estima baixa - é, sabem como foi meu passado, as vezes os pensamentos voltam.

Fumei vários becks, e me deparei com a verdade óbvia e evidente que o Mike falou, e a qual eu ainda tento negar.

Cairão, meus amigos, essas barreiras. Cada coisa a seu tempo. Estou vendo elas, não estou cego. Pelo menos isso.

Voltei pra casa, nesse mesmo estado de ânsia. Pensamentos repetitivos. Ilusão de que preciso de algo externo. Falta mortífera de toque e intimidade. Incapacidade de mobilizar minhas energias pra ir malhar. Etc.

No dia seguinte, sai de casa a noite, nesse mesmo estado. Acabei encontrando uns amigos, incluindo a menina com quem transei pela última vez. Ela me ofereceu cerveja, e eu não resisti. Vou falar mais sobre o álcool.

Conversei um bocado com essa menina. Gosto de estar com ela, de conversar com ela. Mas desencanei completamente dela. Acho isso bom, de um certo modo, pois não fico naquela expectativa, sabem? Estou sem expectativas em relação a ela. Admito também que não cheguei a ser direto com ela - chamar ela pra cá pra casa, ou pra qualquer outro lugar, deixando implícito ou até explícito mesmo, que quero transar com ela de novo. Bom, não pensei nisso. Não estou pensando nela. O que não quer dizer que não possa acontecer de novo. Se for sem ansiedade e sem expectativa, é até melhor!

Tudo ocorreu bem, eu bebi umas cervejas em boa companhia e fui pra casa.

Ai eu entrei em um loop de álcool e maconha. Pois é. Eu que fiquei sem beber por mais ou menos 1 mês.

Eu tava me sentindo MUITO BEM SEM ÁLCOOL. E sim, VOU PARAR DE BEBER, SIM, PORQUE EU NÃO QUERO ISSO PRA MIM.

Sabem, eu peguei um pouco do jeito. Eu consigo ficar sem beber. É só retornar pro foco que eu estava a um tempo atrás. Eu consigo, perfeitamente,

O pior foi um outro dia, em que cometi um erro simplesmente fatal.

Fraquejei contra mim mesmo, em todos os sentidos possíveis. E acabei caindo em um vício psicológico brutal, que me faz um mal INCALCULAVEL. Sério mesmo.

Minha auto estima despencou a níveis baixíssimos. Eu fiquei como se tivesse acabado de ter várias recaídas. Me sentindo um lixo. Um merda, etc.

Foi instrutivo, pois quando estava "no ato" (que eu não quero falar aqui o que é), eu sabia que aquilo iria me custar muito caro. Mas já era, né. Fazer o que? Arcar com as consequências e seguir em frente.

Prometi a mim mesmo em outro momento me ater de forma detalhada a esse vício psicológico, afim de não repeti-lo mais.

Isso é muito difícil pra mim, pois envolve o contato com uma parte de mim mesmo que não é boa. Envolve eu ver as minhas fraquezas, minhas mentiras, o quanto eu sou vulnerável, infantil, imaturo, etc. É difícil mesmo! Porém, é o caminho da verdade. É o único jeito deu não cometer o mesmo erro de novo. Olhar de frente pra essas coisas. Com medo, com nojo, com tudo. Mas tem que olhar.

Acabei indo parar numa reunião pela parte da noite, mas minha auto estima estava um lixo. Comparável aos dias de queda em porn.

Senti um pouco todos aqueles sintomas, de quando caímos repetidamente no vício.

Auto estima muito baixa.
Me desculpando por tudo.
Achando que sou um inútil.
Que minha presença não é querida.
Que todo mundo tá apontando pra mim, reparando em mim.

Etc.

São coisas passageiras, devido a um erro que eu cometi. Se eu não cometer esses mesmos erros, isso não vai acontecer de novo.

Enchi a cara. Fiquei muito chapado. Etc.

E aqui estou.

Mesmo tendo bebido e tudo o mais, acordei firmemente disposto a varrer completamente esse espírito derrotista, e seguir em frente no meu reboot.

Me desenvolver ao máximo.

Estamos tendo uma nova oportunidade, hein amigos.

Hoje eu sonhei que estava consumindo pornografia. Eu lembro que era um vídeo que eu gostava muito, na época. Porém, depois que acordei, a lembrança se desvaneceu completamente da minha cabeça.

Mais algumas coisas.

Sinto que o risco maior de cair não está tão presente, graças aos 54 dias.

Ou seja, meu controle sobre o vício está aumentando. Meu controle sobre minhas escolhas.

O negócio é tomar cuidado com os gatilhos.

Algo que me ajuda muito é SEMPRE desligar completamente o computador e todos os dispositivos, sempre que sinto que o perigo está rondando de longe. Eu desligo TUDO NA HORA, SEM CHORO. Isso tem o poder de varrer completamente qualquer coisa relacionada a P.

Bom, no mais...

Meu reboot claramente caiu de qualidade, entre o dia 30 e o dia 50.

Eu tive uma instabilidade emocional considerável nos últimos 4 dias.

Bebi algumas vezes, o que NÃO FAZ PARTE DOS MEUS PLANOS. Quero muito, e preciso permanecer mais um tempo sem beber. Eu tinha esquecido quem eu era sem beber, sabem? E eu estava gostando do que eu estava descobrindo. Portanto, ficar mais sem beber. Sinto que isso é muito importante pra mim no momento.

Continuar no hard mode, sem me masturbar pra ex namorada - a única mulher que tenho pra me masturbar, praticamente.

Analisar a fundo o motivo da minha ânsia em relação a contato e a toque. Tem que acabar com essa ânsia, pois ela está se mostrando tóxica e destrutiva pra mim. Não dá. Está me causando um grande tormento emocional e mental.

Retornar o mais rápido possível pros remédios que vão me trazer bem estar emocional.

Continuar correndo atrás dos meus meios de trabalhar por conta própria. As coisas ainda não estão prontas, mas é correr atrás para que fiquem.

Bom, não estou no melhor dos momentos, mas estou aqui com 54 dias.

Rumo aos 90. Me darei isso de presente.

Vamos que vamos.

Bom reboot pra todos, e obrigado pela ajuda valiosa de quem acompanha.

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Justiceiro do Sertão
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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

30/4/2021, 20:46
Gande Vierkenes, saudações.

Imagino como deve se sentir a respeito desses traumas. Conheço muito essa questão de as lembranças virem à tona. Sei que será forte para esquecer tudo isso.

Também torço para que supere o álcool. Deve ser outro desafio homérico, porém não impossível. Tenho um primo de 35 anos que passou mais da metade da vida alcoólatra e, pelo que imagino, também viciado em pornografia. Há pouco tempo só vivia caído pelas calçadas bêbado e perturbando a todos. Hoje está em um notável processo de transformação, sendo admirado por todos próximos a ele, tendo parado de beber, de se entregar a outros vícios, de modo que todos consideram inacreditável sua mudança. Sim, é possível.

Quanto ao erro que preferiu não detalhar (e não lhe tiro a razão), de fato é destruidor quando percebemos a encrenca na qual nos colocamos quando não somos, por consequência de anos de maus hábitos, capazes de ter domínio sobre nossas atitudes. Meus votos por sua força. E sabia que eu também tinha a mania de me desculpar por tudo? Sem dúvida um dos piores sinais de baixa autoestima, de brio arruinado. Que você possa superar isso.

Sobre essa ânsia relacionada a contato e toque, acredito eu, tanto quanto posso discorrer acerca do assunto, que deve ser ainda alguma ressaca da frustração sexual sobre a qual você sempre comentava. Imagino porque já vivi situações parecidas, as quais hoje estão mais sob controle. E fique você sabendo que consegui tal controle a partir daquela minha filosofia sobre a irrealidade da esmagadora maioria, senão da totalidade, das situações que imaginamos com relação a sexo. Não passam, e o nome é autoexplicativo, de fantasias. Pelo menos a meu respeito, ter as certezas de que, levando em consideração nossas mentes de viciado, não podemos conceber mentalmente questões de contato físico como elas realmente são e de que aquilo com que sonhamos jamais será sensorialmente vivido sequer pelos maiores garanhões do mundo me coloca muito mais tranquilo em termos psíquicos.

Receba toda minha torcida e meu abraço, meu caro.

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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

2/5/2021, 02:17
Caro Justiceiro, mais uma vez obrigado por seus sábios conselhos! Hei de levar em consideração, até onde for cabível, com certeza. De resto, falarei mais no post a seguir. Sucesso!

Indo pro dia 60

Estou muito mal. Talvez no pior momento, nesses 60 dias.

Vejam, estava a pouco falando com um amigo sobre realidade. E crença. Ele acha que a crença é tudo. Eu concordo pela metade, pois acho que muitas vezes nossas crenças são equivocadas.

Não tenho dúvida sobre o poder criador de nossas mentes. Podemos, literalmente, acreditar no que a gente quiser. E isso vai desde um punheteiro fracassado e virgem, até um cara bem sucedido, livre do porn e com uma linda namorada.

Lógico que na prática as coisas são mais complexas. Nada acontece rapidamente. Ainda mais quando estamos falando de padrões de década, como é o vício em porn. Mas acredito sim, nesse princípio.

Leva muito tempo para a parte racional (eu aqui falando com vocês) ser absorvida pela parte emocional e inconsciente.

Eu saber que tenho que parar de assistir porn e me planejar pra isso é uma coisa, parar efetivamente e chegar aos 90 dias é outra coisa.

Acho que o processo de cura é longo e complexo. Claro. Precisamos que todo esse conhecimento e prática chegue na profundidade de nosso ser, pra que as coisas fiquem mais ou menos certas. E nisso são muitas crenças que temos que derrubar. Fomos roubados de nossas forças, devido a nossa ignorância e egoísmo.

Porém, agora estamos esclarecidos. Temos o fórum e o Reboot. Quanto maior a consciência, maior a responsabilidade. Sim, sem dúvidas.

Vejam, estou bêbado e chapado.

Ontem, achei que estava muito perdido. Muito desconectado de mim mesmo. Cheguei a conclusão de que preciso urgente me recolher. Ficar uns dias sem usar NADA. Só refletindo.

Também estive em aglomerações. Condulta a qual discordo, e só estou nessa por algum senso de auto destruição, de muita falta de amor próprio.

Sobre mulher, nem falo. Apesar de sempre falar disso, no fundo acho que é algo ilusório, fruto de ansiedade e especulação mental. Já explico.

Diz Jesus: ame ao próximo como ama a você mesmo.

Mas e quando não nos amamos? Ou pior, quando temos ódio de nós mesmos?

Sabem, quem se relaciona com alguém assim até transa (e sabe-se lá como), mas tenham a certeza de que os danos serão brutais.

No mais, se as vezes - especialmente nos momentos pessimistas - parece que eu só quero transar, tenho a dizer que a coisa não é bem por aí.

Eu quero me sentir bem comigo mesmo, sem porn, sem álcool, sem me sentir ansioso em casa. É isso.

O resto é secundário.

Não estou ficando com ninguém, porém também não estou usando minhas forças produtivas como deveria.

Se eu estivesse produzindo efetivamente - colocando minha energia em algo - minha frustração iria cair uns 90%. No entanto, me encontro parado.

Outra coisa.

Temos que parar com essa noção de que exclusivamente nós sofremos. Isso é egoísmo puro.

O jardim do outro sempre parece mais verde. Pura ilusão, kkkk. Não mesmo! Eu mesmo, que tenho comigo minha frustração sexual, tenho uma tendência a achar que quem tá transando tá bem. Triste ilusão! Como vou saber a cruz que o outro carrega? Impossível. Esqueçam o jardim do outro. Ali na hora pode tudo estar muito gostoso, mas e depois? Impossível saber.

Leva tempo pra gente entender essas coisas. Mas acredito mesmo nisso tudo.

No mais, estou no caminho da perdição. Na fuga de mim mesmo.

Porque isso tudo de Reboot no fim se resume ao auto conhecimento, irmãos. É o que estava escrito em um templo grego. "Conhece-te a ti mesmo".

Bom amigos, fora viagens de um rebooter chapado, eis a coisa em termos práticos.

1 - intensa desarmonia interna
2 - problemas emocionais que eu já sofria antes, e que o Reboot sozinho não vai resolver
3 - ilusões mentais profundas, pouca clareza sobre pontos fundamentais
4 - recaídas frequentes com álcool, o que é o alerta

Bom, também batalho contra o rei álcool. E a rainha da fumaça, a cannabis sativa. A erva é mais amigável pra mim do que o álcool..

Álcool, sem chance.

Complicado vai ser retornar ao meu estado lá pro dia 30 dessa tentativa. 30 dias em hard mode. Zero álcool.

E agora 26 dias depois, tudo destrambelhou. Estou aqui, chapado e mal.

Acredito que é preciso ter as motivações certas. A motivação precisa ser claramente definida. Precisa ter nome e sobrenome.

No meu caso, as vezes me motivo pelas coisas erradas. É importante esclarecer isso.

Fiquem atentos também a distorção das coisas causadas por nossas mentes. Frequentemente, isso se manifesta de modo poderoso.

No mais amigos, toco o barco adiante.

Aos 90 dias eu vou chegar. Não sei como nem em que condições, mas vou chegar.

Admito estar em zona de risco. De recaída em porn. E de pegar covid.

Importante é OLHAR PRA FRENTE.

Se vou morrer ou não, entrego nas mãos de Deus. São coisas que não me cabem.

Amanhã terei, generosamente, outro dia. Pra corrigir o que não pude corrigiu hoje. Pra passar mais um dia sem porn. Todos teremos, esse dia de hoje.

Fundamental se perdoar, amigos. Sem o perdão pelo passado sombrio, a luz do futuro não vai se manifestar. Ficará ofuscada.

Fiquem com Deus e em paz com vocês mesmos.

Bom reboot pra vocês.

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Mike
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Diário - Vierkenes - Página 41 Empty Re: Diário - Vierkenes

3/5/2021, 22:48
Vierkenes, quanto ao Reboot, você está impecável.

Já a respeito do álcool e maconha, bom, acredito que você já deva saber minha opinião. Pensei que já tivesse superado 100% essa questão das bebidas. O trabalho é realmente intenso, mas conforme você for eliminando cada uma, mesmo que aos poucos, sua vida vai continuar se potencializando. Eu sei que não estou na sua pele, imagino que seja difícil, mas lute muito pra romper com essas coisas, pois desde que comecei a acompanhar seu diário, essa trinca porn-álcool-maconha me preocupa.

Mas sabe, indo agora para outra questão, eu consigo ter real empatia com você no que diz respeito às relações sexuais. Posso ter tido várias experiências com garotas de programa, mas é o mesmo que nada, pois nunca saberei se houve alguma que realmente sentisse desejo por mim, mesmo que tenha sido pelo menos uma em cem (muito longe de ter tido tantas experiências assim, foi apenas um exemplo). Nada substitui um contato REAL, com desejos REAIS e troca mútua de energia sexual (positiva é claro).Também anseio e busco por experiências mais significativas nesse sentido, por momentos marcantes, mesmo que sejam apenas ''casuais''; porém, precisam ser marcantes de alguma forma e, acima de tudo, com DESEJO e mútuo consenso.

Sabe de uma coisa? Eu estou sentindo uma certa carência e muita vontade de liberar minha energia sexual. Mas tenho me forçado a sair de casa para conhecer mulheres, mesmo que eu tome alguns ''nãos'', é melhor do que voltar para porn e isso eu realmente não quero mais. Eu estou tentando fazer esse contato com elas algo natural no meu dia a dia. Tente também. Acredito que possa ajudar.

E é isso. 60 dias? Reboot sob total controle. Além do mais, se eu fosse lhe dizer algo que posssa te motivar, seria basicamente:

- Abordar mulheres, conversar
- Combater o álcool e maconha

Bons combates!

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