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Justiceiro do Sertão
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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 1/4/2015, 06:31
Hoje é primeiro de abril, e felizmente não é mentira.
Este que vos fala sou eu, Justiceiro do Sertão, 22 anos, que venho até aqui agora comemorar, ante mim e todos, o cumprimento de minha meta consagrada de 90 dias livre de pornografia, masturbação e orgasmo. Só o começo da luta eterna.
Nasci em família simples e batalhadora, filho de nordestinos (com muito orgulho) pobres, e tive neste vício a pior desgraça de minha vida. A coisa que frustrou todos os sonhos pelos quais seria capaz de lutar.
Tudo começou quando, aos 13 para 14 anos, em meio a tão benfazejo momento por que passava, vivendo em relativa estabilidade familiar e indo bem na escola (sendo até chamado de nerd), por falta de maturidade (um dos piores males de que pode padecer um ser humano) desenvolvi minha personalidade adulta de maneira errada: de uma hora para outra, aquele fervilhar de emoções da adolescência, que outro mais responsável lapidaria com busca pela decência e progresso, pendeu para o lado ruim por teimosia; sentia minha consciência me dizer para ser um bom menino, estudar muito, fazer as coisas direito, evitar vícios para não se perder na vida, porém mesmo assim acabei voluntariamente naufragando. Garoto ingênuo que era, fiz-me influenciar por nossa paupérrima cultura pós-1945, esse hedonismo mal-interpretado, essa banalização da sexualidade como um deus a ser idolatrado, como algo a que todo homem deve venerar para ser homem. Criança, criança.
De revistas encontradas num armário velho no trabalho de meu pai não demorou até os primeiros DVDs pornô emprestados na escola. Minhas notas a partir de então desmoronaram e me tornei um completo crápula, o tipo mais besta, mais irritante que pode haver (para vocês verem como a pornografia, inclusive, torna o adolescente imaturo ao extremo). Ia para a escola só para perturbar a todos (crente de que estava agindo como gente) e desejar coisas impossíveis, se é que me entendem. Em casa, tendo em vista a queda do meu rendimento escolar (inclusive frente ao sacrifício para pagar escola particular para mim), briguei com meus pais. Briga feia, melhor nem entrar em detalhes.
Não, eu não queria mudar, não queria acordar. Quando se é viciado, quer-se mais é que o mundo se dane. A zona de conforto é muito mais tragicamente gostosa. Meu comportamento era diuturnamente só me masturbar e mais nada, com ou sem pornografia, mas principalmente com; até as meninas da minha sala de aula, furtivamente naquelas funestas manhãs mesmo, me serviam (eis de onde desenvolvi fixação por adolescentes/ninfetas/debutantes, algo que felizmente me foi fulminado pelo reboot). Houve tempos em que, em classe, quando não estava tendo crises voluntárias de excitação, não parava de falar, cantar e me exibir feito uma criança histriônica, tumultuando a aula, para desespero e ódio de todos e para minutos depois esconder a cabeça entre um livro para pensar em sexo. Vivia o tempo todo discretamente reparando nos corpos das meninas e me permitindo excitar para descontar tudo à tarde, e nenhum receio tinha de nada. Estudar,esqueçam. Um professor, inclusive, chegou a cortar relações comigo. Perdi contatos, colegas, oportunidades de crescimento, de convívio (cheguei a ficar traumatizado por não ter sido convidado às festas, desenvolvendo uma tara doentia por debutantes), perdi tudo. Tudo.
No final de 2007, precariamente comecei a me dar conta de minha situação, o que veio sob a forma de um amadurecimento repentino, violentíssimo choque de realidade que me colocou em dois anos de depressão, a qual só cessou depois que voltei atrás da decisão extrema de cometer suicídio e jurei a mim mesmo nunca mais consumir PMO e só me matar de estudar. Tentei parar na raça mesmo, mas cadê que conseguia? Cadê que aquelas imagens tristemente encantadoras me deixavam em paz? Era só pegar um livro que o cérebro me repelia e me infestava a mente de ninfetas de peles lisinha, de morenas latinas esculturais, de pezinhos de garotas (sempre fui louco), de forma que nada demorava a desabar novamente. Assim foi durante sete anos, enquanto (sabe-se lá como) me formava na faculdade.
E eis que me deparei, em meados de 2014, após finalmente haver beijado uma garota e perdido minha virgindade, com este maravilhoso fórum, esta abençoada iniciativa deste parceiro fantástico chamado Projeto Sabedoria, que me introduziu, via o fórum e o blog, a todas as exatas informações de que eu necessitava para meu livramento, após quase uma década afundado numa vida que nem vida é. Só digo, Projeto, meu eterno e muito sincero obrigado por salvar minha vida e a de todos aqui. Quem batalha vence, quem procura acha. Procurei e achei, batalhei como se deve batalhar e venci.
Iniciei meu primeiro reboot “oficial” em 17 de agosto de 2014, sobrevivendo 55 dias e covardemente me sabotando para não zerar o contador até o 93º, pelo que já pedi desculpas e renovo-as. Após, passei cerca de um mês e meio em meu último círculo infernal e reiniciei humildemente meu contador na madrugada de ano-novo, enquanto em casa meus pais bebiam champanhe, comemorando o relativamente estável momento por que passávamos e passamos. E aqui estou. Em vista ao passado, no Paraíso. Corro atrás do prejuízo feito um louco, é verdade, porém creio que ainda há tempo de ser gente, de modo que os resultados devem vir. Sigo buscando-os.
Saibam que todo o esforço vale a pena. Saibam que a luta é válida, sim. Estou me sentindo bem como jamais, vejo-me simplesmente outro ser, totalmente o oposto do verme que um dia fui.
Não sei se terei condições de moderar algum tópico ou coisa que o valha como andaram desejando, entretanto continuarei por aqui dando apoio a todos os que precisarem. Ajudemo-nos uns aos outros e melhor sentir-nos-emos conosco próprios. Vamos lá.
Cheguei lá.
E com certeza, todos nós chegaremos!!

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em 1/4/2015, 08:01
Negãooo meus parabéns! você é um guerreiro meu velho. Você quis, lutou e conseguiu!
A luta continua.
Ri muito nessa parte "parceiro fantástico chamado Projeto Sabedoria" kkkkkkkk
faço das suas palavras a minha.
Abraço e se cuide man.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 1/4/2015, 08:21
Justiceiro

Parabéns! Very Happy

Fico feliz em ver sua vitória, isso motiva a todos do fórum.
E saiba que há tempo sim para mudarmos, para melhorarmos a nós mesmos, e se um dia não aproveitamos as oportunidades hoje conseguiremos, afinal nossa mente mudou e ainda estamos vivos.

Enquanto há vida, há esperança!

Abraços e sucesso! Wink

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Minimize as chances de dar errado que você maximizará as chances de dar certo. (Taaviin)

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História de sucesso: http://comoparar.forumeiros.com/t525-90-dias-completos-o-reboot-funciona
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em 1/4/2015, 10:56
Parabéns, amigo!
Uma linda vitória!

Very Happy
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em 1/4/2015, 11:28
Emocionante Justiceiro!

Que a justiça seja feita! Você chegou lá e por seus próprios méritos!

Lendo seu relato, me vi em cada uma das suas palavras. A pornografia simplesmente ofusca o brilho da nossa alma e nos relega à um estado de "gado", o qual sabemos não "sermos nós mesmos".

Desejo do fundo do meu coração que esse grau de liberdade que você conquistou hoje se reflita em todas as áreas da sua vida!

Você só chegou até aqui porque algo dentro de você teve a paciência para buscar por uma resposta e também a humildade para escutá-la.

Quando, pedimos verdadeiramente desde esse estado, as portas se abrem para nós, independente do tempo que leve para chegarmos até ela.

Tenho certeza que você vai abrir essa mesma porta para muitas outras pessoas que a procuram, pois isso não é nenhum esforço, e sim apenas uma consequência natural de quem já vive essa realidade.

"O que você era antes é o que eu fui e o que eu sou agora é o que você se tornará" - ditado.

Deixo aqui a minha homenagem à você e a todos os "Guerreiros Natos" desse fórum que não se conformam com a condição de gado que nos foi imposta.

Se rebelarmo-nos à essa condição significa "sermos diferentes" ou estarmos "à margem" dessa sociedade decadente, que seja então e com muito orgulho!

Felicidades Eternas pra você Justiceiro!!

E Um Grande Abraço do seu amigo Projeto!

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em 1/4/2015, 11:30
Diário de justiceiro do Sertão para acompanhamento:

http://comoparar.forumeiros.com/t21-eu-chego-la

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Meu sincero obrigado...

em 1/4/2015, 20:18
... pelas considerações de todos. Se tem algo que me foi ensinado desde pequeno é jamais deixar de agradecer por tudo o que se conseguiu, por tudo de bom legado por aqueles que um dia nos cruzaram o caminho, fisicamente ou não. É uma satisfação que palavras não exprimem, uma emoção nova e maravilhosa me ver tanto tempo longe do vício e saber que cumpri plenamente com meu papel. Tomara que também sejamos, cada um de nós, capazes de nos tornarmos inspiração para os que sofrem com o vício em PMO, bem como figuras como o Projeto e o Magrão nos inspiraram, a mim e a todos, com seu pioneirismo.
Se fosse falar, ficaria horas e horas aqui desenvolvendo minha satisfação com tais saudações, colegas (aliás, Projeto, que belas palavras, emocionantes são as suas!). Acho melhor, inclusive devido a que já andei falando muito (risos...), ser breve ao aqui legar meu agradecimento, ainda que este seja categórico.
Aos que completaram 90 dias por este presente período, se não os parabenizei ainda ei-lo agora, com toda a minha consideração! Nosso pioneirismo há de ser reconhecido em breve, tenham certeza! Sigamos juntos, hoje e para sempre, rumo a uma vida de verdade.
E, novamente e para sempre, muito obrigado a todos!!

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Thales
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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 1/4/2015, 21:15
Justiceiro do Sertão escreveu:Hoje é primeiro de abril, e felizmente não é mentira.
Este que vos fala sou eu, Justiceiro do Sertão, 22 anos, que venho até aqui agora comemorar, ante mim e todos, o cumprimento de minha meta consagrada de 90 dias livre de pornografia, masturbação e orgasmo. Só o começo da luta eterna.
Nasci em família simples e batalhadora, filho de nordestinos (com muito orgulho) pobres, e tive neste vício a pior desgraça de minha vida. A coisa que frustrou todos os sonhos pelos quais seria capaz de lutar.
Tudo começou quando, aos 13 para 14 anos, em meio a tão benfazejo momento por que passava, vivendo em relativa estabilidade familiar e indo bem na escola (sendo até chamado de nerd), por falta de maturidade (um dos piores males de que pode padecer um ser humano) desenvolvi minha personalidade adulta de maneira errada: de uma hora para outra, aquele fervilhar de emoções da adolescência, que outro mais responsável lapidaria com busca pela decência e progresso, pendeu para o lado ruim por teimosia; sentia minha consciência me dizer para ser um bom menino, estudar muito, fazer as coisas direito, evitar vícios para não se perder na vida, porém mesmo assim acabei voluntariamente naufragando. Garoto ingênuo que era, fiz-me influenciar por nossa paupérrima cultura pós-1945, esse hedonismo mal-interpretado, essa banalização da sexualidade como um deus a ser idolatrado, como algo a que todo homem deve venerar para ser homem. Criança, criança.
De revistas encontradas num armário velho no trabalho de meu pai não demorou até os primeiros DVDs pornô emprestados na escola. Minhas notas a partir de então desmoronaram e me tornei um completo crápula, o tipo mais besta, mais irritante que pode haver (para vocês verem como a pornografia, inclusive, torna o adolescente imaturo ao extremo). Ia para a escola só para perturbar a todos (crente de que estava agindo como gente) e desejar coisas impossíveis, se é que me entendem. Em casa, tendo em vista a queda do meu rendimento escolar (inclusive frente ao sacrifício para pagar escola particular para mim), briguei com meus pais. Briga feia, melhor nem entrar em detalhes.
Não, eu não queria mudar, não queria acordar. Quando se é viciado, quer-se mais é que o mundo se dane. A zona de conforto é muito mais tragicamente gostosa. Meu comportamento era diuturnamente só me masturbar e mais nada, com ou sem pornografia, mas principalmente com; até as meninas da minha sala de aula, furtivamente naquelas funestas manhãs mesmo, me serviam (eis de onde desenvolvi fixação por adolescentes/ninfetas/debutantes, algo que felizmente me foi fulminado pelo reboot). Houve tempos em que, em classe, quando não estava tendo crises voluntárias de excitação, não parava de falar, cantar e me exibir feito uma criança histriônica, tumultuando a aula, para desespero e ódio de todos e para minutos depois esconder a cabeça entre um livro para pensar em sexo. Vivia o tempo todo discretamente reparando nos corpos das meninas e me permitindo excitar para descontar tudo à tarde, e nenhum receio tinha de nada. Estudar,esqueçam. Um professor, inclusive, chegou a cortar relações comigo. Perdi contatos, colegas, oportunidades de crescimento, de convívio (cheguei a ficar traumatizado por não ter sido convidado às festas, desenvolvendo uma tara doentia por debutantes), perdi tudo. Tudo.
No final de 2007, precariamente comecei a me dar conta de minha situação, o que veio sob a forma de um amadurecimento repentino, violentíssimo choque de realidade que me colocou em dois anos de depressão, a qual só cessou depois que voltei atrás da decisão extrema de cometer suicídio e jurei a mim mesmo nunca mais consumir PMO e só me matar de estudar. Tentei parar na raça mesmo, mas cadê que conseguia? Cadê que aquelas imagens tristemente encantadoras me deixavam em paz? Era só pegar um livro que o cérebro me repelia e me infestava a mente de ninfetas de peles lisinha, de morenas latinas esculturais, de pezinhos de garotas (sempre fui louco), de forma que nada demorava a desabar novamente. Assim foi durante sete anos, enquanto (sabe-se lá como) me formava na faculdade.
E eis que me deparei, em meados de 2014, após finalmente haver beijado uma garota e perdido minha virgindade, com este maravilhoso fórum, esta abençoada iniciativa deste parceiro fantástico chamado Projeto Sabedoria, que me introduziu, via o fórum e o blog, a todas as exatas informações de que eu necessitava para meu livramento, após quase uma década afundado numa vida que nem vida é. Só digo, Projeto, meu eterno e muito sincero obrigado por salvar minha vida e a de todos aqui. Quem batalha vence, quem procura acha. Procurei e achei, batalhei como se deve batalhar e venci.
Iniciei meu primeiro reboot “oficial” em 17 de agosto de 2014, sobrevivendo 55 dias e covardemente me sabotando para não zerar o contador até o 93º, pelo que já pedi desculpas e renovo-as. Após, passei cerca de um mês e meio em meu último círculo infernal e reiniciei humildemente meu contador na madrugada de ano-novo, enquanto em casa meus pais bebiam champanhe, comemorando o relativamente estável momento por que passávamos e passamos. E aqui estou. Em vista ao passado, no Paraíso. Corro atrás do prejuízo feito um louco, é verdade, porém creio que ainda há tempo de ser gente, de modo que os resultados devem vir. Sigo buscando-os.
Saibam que todo o esforço vale a pena. Saibam que a luta é válida, sim. Estou me sentindo bem como jamais, vejo-me simplesmente outro ser, totalmente o oposto do verme que um dia fui.
Não sei se terei condições de moderar algum tópico ou coisa que o valha como andaram desejando, entretanto continuarei por aqui dando apoio a todos os que precisarem. Ajudemo-nos uns aos outros e melhor sentir-nos-emos conosco próprios. Vamos lá.
Cheguei lá.
E com certeza, todos nós chegaremos!!

Parabens manin, sabia que você iria conseguir, você é vencedor desde que entrou no forum, atitude é TUDO. digo isso a todos daqui, quero que daqui a pouco tempo esteja escrevendo o meu relato de sucesso, que você nunca mais tenha que voltar do 0, parabens MESMO. você foi um dos meus primeiros amigos aqui, sempre dando apoio, e tudo mais. agradeço, e te desejo que tenha sucesso também em outras áreas, além do reboot.

MUITO OBRIGADO pelo seu apoio, te desejo tudo de bom!

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"Os que se acostumam com a mediocridade estão condenados à ela"



My life is a movie and everyone's watching
So let's get to the good part and past all the nonsense

Sometimes it's hard to do the right thing
When the pressure's coming down like lightning
It's like they want me to be perfect
When they don't even know that I'm hurting

This life's not easy, I'm not made out of steel
Don't forget that I'm human, don't forget that I'm real
You act like you know me, but you never will
But that's one thing that I know for sure
I'll show you






Ultima P. vista: 10/02/2016
Ultimo orgasmo com M: 10/02/2016
Ultimo edging: 10/02/2016

Ultimo recorde: 40 dias
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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 3/4/2015, 08:09
Parabéns Justiceiro do Sertão!!,

Agora é uma nova etapa na sua vida, continue firme em seu caminho, pois você deixou claro em seu relato sua força de vontade, cair, mas, levantar.

Abraços brt

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Obrigado!!

em 3/4/2015, 11:41
Aos dois últimos aí, também minha consideração imensa. Também fazem parte daqueles que me apoiaram em meio a tão árduo desafio. Um Amigo, se fui um dos primeiros a falar com você por aqui, tenho a impressão de que você foi também o primeiro a me recepcionar, pelo que outrossim não deixo de ser muito grato. Bem sabe, era aquele período em que, como outros por aqui, achava que era o único no Universo...
Boa sorte na guerra a todos!

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em 3/4/2015, 14:30
Parabéns pela conquista, Justiceiro!

Que essa conquista seja um estopim para uma vida melhor cheia de desafios e vitórias.
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em 3/4/2015, 23:17
Parabéns, poeta! Fico feliz de estarmos saindo juntos dessa! Agora é só administrar, saber em que momentos nosso vício pode tentar voltar, nos conhecermos e nos cuidarmos. Mas a vida é muito melhor livre de pornografia, não? Já conhecemos o inferno. Talvez ele nos tenha sido útil por algum motivo. Mas agora não mais, não há mais curiosidade ou utilidade na vida que vivemos anteriormente. Os 90 dias foram o nosso luto, o enterro de um período que morreu. A vida agora é nova, focada em pessoas e relacionamentos reais, pois o período que passou está enterrado. Um abraço, amigo!

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em 7/7/2015, 21:49
Estou só começando, e seu relato é inspirador. Obrigado por partilhar sua história. Abs
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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Obrigado, boa sorte. Pena que...

em 8/7/2015, 07:50
... estou de volta ao zero.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 8/8/2015, 07:09
Força! Tem muitos 90 dias pela frente... Vc poderá cumprir todos eles! Ative os bloqueadores, procure um esporte, um passa-tempo, e se tiver segurança, procure alguém pra dividir o problema. Não desista! Vc vai ser dessa mais forte do que nunca!

Abraço

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Estou na luta

em 8/8/2015, 09:57
Venho aparecendo pouco devido a questões particulares, entretanto estou na guerra, que fique claro. Aqui em casa o clima é pesado por questões de que andei tratando há algum tempo (conflitos constantes com meus pais, os quais se arrastam desde minha tensa adolescência), e vou me virando como posso.
Avante!

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 8/8/2015, 11:09
Boa sorte aí, guerreiro!

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em 8/8/2015, 11:56
Agradeço mesmo, ainda me encontro neste mundo. Só para constar, acho que estou em flatline, mas vamos lá.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 5/3/2016, 17:29
caramba parceiro, do zero pulou pro 53? kkkk
acabei de ver seu diario. parabéns pela luta, pelo avanço. continue assim, não posso te dar dicas, você provavelmente está mais preparado do que eu. então siga em frente, força campeão! Mad

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Ando sumido

em 5/3/2016, 17:42
Não estranhe, é que ando aparecendo pouco mesmo. Esse reboot é antigo, espero voltar aos bons dias.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 5/3/2016, 20:19
Poste sempre que possível. Aqui, você tem apoio para lutar contra o vício. Sozinho, é muito difícil.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Obrigado pelo apoio

em 5/3/2016, 20:40
Toguro escreveu:Poste sempre que possível. Aqui, você tem apoio para lutar contra o vício. Sozinho, é muito difícil.

Assim vamos. Eu com meus mil compromissos, trabalho, ocupações diversas, vou me desdobrando.
Porém foco eterno.

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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Re: Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre

em 21/3/2016, 19:22
Justceiro, como diz Masararu Taniguchi da sei-cho-no-ie "o fracasso é a base do sucesso".

Acredito que você tenha recaido algumas vezes e por isso tem aparecido pouco. Não fique envergonhado dos próprios erros - aprenda com eles.

O importante não é propriamente a quantidade de dias do reboot mas a "filosofia do reboot".

Não se preocupe em mostrar resultados para nós ou para você mesmo apenas permaneça com o desejo sincero de evoluir, de aprender com os erros e fracassos.

Não arrume muitos compromissos para fugir de você mesmo. Seja persistente mas também paciente e amoroso com você mesmo. Você só será vitoriso se aprender com os proprios fracassos. É assim que aprendemos a andar e a pedalar, não é verdade?

Um grande abraço. Estamos torcendo por sua recuperação.

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em 21/3/2016, 20:23
Antônio71 escreveu:Justceiro, como diz Masararu Taniguchi da sei-cho-no-ie "o fracasso é a base do sucesso".

Acredito que você tenha recaido algumas vezes e por isso tem aparecido pouco. Não fique envergonhado dos próprios erros - aprenda com eles.

O importante não é propriamente a quantidade de dias do reboot mas a "filosofia do reboot".

Não se preocupe em mostrar resultados para nós ou para você mesmo apenas permaneça com o desejo sincero de evoluir, de aprender com os erros e fracassos.

Não arrume muitos compromissos para fugir de você mesmo. Seja persistente mas também paciente e amoroso com você mesmo. Você só será vitoriso se aprender com os proprios fracassos. É assim que aprendemos a andar e a pedalar, não é verdade?

Um grande abraço. Estamos torcendo por sua recuperação.

Agradeço pelas belas palavras. Estou sumido mesmo devido ao trabalho e porque propriamente percebi ser até melhor esfriar a cabeça da tensão do reboot, não ficar lembrando. Claro, com a responsabilidade de sempre. Todavia, sigo a luta.
Estou na pior flatline de minha vida, desde que iniciei o reboot. Coisa de 70 dias "morto"! Deve ser a tal PIED mesmo. Mas não me abato, é coisa que sei que irá embora assim como veio. Ah, se irá.
Venceremos.

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Meu diário: https://www.comoparar.com/t2940-24-de-volta-a-guerra-ferido-humilhado-ate-injusticado-mas-nunca-vencido



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Justiceiro do Sertão: 90 dias de vida como homem livre Empty Novos 90 dias: rumo à eternidade

em 14/5/2016, 18:56
A todos, conforme prometido, meu boa noite.

Fala-vos Justiceiro do Sertão, 23 anos (quase 24), que acaba de completar pela segunda vez, e tomara que seja a definitiva, os experimentais 90 dias longe do vício em pornografia em masturbação. Agora não há mais meio, é para sempre.

Venho aqui recapitular minha história relacionada à adicção, para que os que não conhecem ou bem não se lembram. Sobre as benesses já andei falando no Diário (adeus DE!) É algo bem profundo mas que deve ser na medida do possível esmiuçado, até para servir de exemplo de como (não) proceder a quem realmente quer se livrar da desgraça chamada vício em pornografia.

Novamente meu eterno agradecimento ao Projeto Sabedoria pela fantástica iniciativa que já se mostra muito reverberante mundo afora, sem dúvidas já salvando milhares de vidas dessa (literalmente) droga. Sem mais palavras, quero ser bem direto.

1992 a 2001: Ah, a infância...

Nasci numa família humilde, na capital paulista. Filho de pais nordestinos (baianos para ser preciso, da região Sudoeste do tal Estado), cresci em condições bastante simples, as quais não detalharei, trazendo apenas que sempre fui um menino extremamente ativo, sobretudo intelectualmente; entre outras aventuras, não engatinhei e aprendi a ler e a escrever com cerca de 2 anos, guardando lembranças relativamente nítidas da época. O passar do tempo me fez perceber ter eu mente agitada, a respeito da qual também demandaria muitas laudas profunda explicação. Digo que sempre falei e pensei muito, e assim sou até hoje, aprendendo a canalizá-lo para o bem. Aos 9 anos, após uma temporada na terra dos meus pais (para onde tentaram voltar sem sucesso), vim parar aqui no interior do Estado de SP. Lisonjeado por logo de cara ter ouvido da diretora “muito bem, garoto, você já é um pré-adolescente”, iniciei uma fase e tanto em minha vida.

2002 a 2005: Primeiras verdadeiras impressões sobre o sexo

Um tanto chocado, tive aquela minha época das descobertas, fuçando em livro de Ciências da então 4ª Série (atual 5º Ano) do Ensino Fundamental sobre o tal sistema reprodutor e assuntos concernentes dos quais há tempos já ouvia falar no “mundo dos adultos”. Lá para agosto daquele ano, aprendendo em sala de aula sobre sexualidade, fiquei horrorizado ao saber sobre a menstruação (da mesma já ouvira falar meses antes pelo Dr. Drauzio Varella na TV), sobre o aspecto da vagina (achei feia e fiquei chocado com as primeiras piadas sobre cheiro) e principalmente por meus pais terem transado para que eu nascesse... Minha primeira experiência pessoal com excitação parece ter sido aos 7 anos, quando tinha ereções tomando banho ao imaginar uma coleguinha de escola por quem era “apaixonado”; após, meio que me conservei por saber que era algo errado, devido inclusive ao conservadorismo de minha família: aos 10 anos achei uma dessas cartilhas educativas sobre sexo para adolescentes (nada com que me masturbasse, era coisa educativa e respeitosa mesmo e tal era minha intenção ao lê-la), se não me engano do Governo do Estado, minha mãe me flagrou lendo, rasgou na minha cara e ficou três dias sem falar comigo.

A primeira verdadeira experiência, perdoem-me o termo, de “tesão” foi no final daquele mesmo 2002, quando encontrei umas revistas masculinas num quarto de quinquilharias do trabalho do meu pai, que pertenciam a um ex-funcionário recém-demitido. Curioso e ávido por leitura que sempre fui, deparei-me primeiramente com uma Playboy nacional das mais clássicas (relativamente recente à época, não direi qual). Muito excitado e também assustado, tive a certeza sobre a essência física da mulher em um aprendizado temerário... Ainda não ejaculava à época e, com o coração disparado, deixava aquilo para o lado e ia fazer qualquer coisa. Ah, a infância! Em pouco me esquecia daquilo tudo! Quatro anos depois seria o oposto... Havia ali também revistas com contos eróticos, os quais me enlouqueciam (e pensar que hoje soam banais até para os mais jovens). Por vezes, ao voltar da escola, ia para o trabalho do meu pai e sumia pelos fundos com uma revista de contos daquelas para ler em êxtase, sonhando com o dia em que teria a chance de me envolver numa aventura daquelas. Só de imaginar, ficava excitadíssimo.

Um dia, porém, meu pai chegou e me disse: “Filho, andei fazendo uma limpeza naquele quartinho, naquelas tranqueiras que o fulano deixou, jornais velhos, pôsteres de bandas e outras coisas (!!!, minha nota) e joguei tudo fora. Sei que você gosta de ler, mas aquilo tem um pó desgraçado que é terrível para sua bronquite (de fato eu tinha bronquite, nota minha), espero que entenda”. Era tão imaturo (ah, minha imaturidade...) que cri penosamente que ele estava sendo literal em suas palavras. Mal sabia que anos depois me lançaria mil indiretas relacionadas a meu funesto passado.

Assim segui minha puberdade: ávido por leitura e conhecimento, todavia só daquilo que me interessava. Não buscava ainda pornografia, tendo até certo nojo, muito embora meus pais, que sempre me controlaram muito, já desconfiassem de um ou outro meu deslize. Excitava-me com clipes na MTV porém sempre coisa comedida, o pior da época 2004-2005 foi novamente trombar com umas revistas no novo trabalho do meu pai (numa gaveta junto a jornais de esporte que costumava ler) e folheá-las rapidamente muito excitado, refinadamente me esquecendo daquilo depois por ter a certeza de que dificilmente (ou pelo menos não tão logo) possuiria uma mulher daquelas. A explosão da minha desgraça mesmo ocorreria no início de 2006, com 13 para 14 anos, marco terrível de minha vida, conforme verão depois. Ao longo do presente período de pré-adolescência, vivi uma vida relativamente tranquila (ainda que muito imatura), contentando-me com assistir TV e andar de bicicleta por toda parte, coisa muito infantiloide para meus 12-13 anos, vez que na escola e na família já ouvia, por exemplo, falar dos primeiros namorinhos dos contemporâneos de minha idade.

Não me canso de dizer: fui, durante boa parte da vida, hoje vejo, extremamente imaturo. Crianção mesmo. Não sei se por questões de tendência ou de criação. Creio na primeira opção: fui muito mimado e certa vez, numa briga com minha mãe, ela me disse que o fato de ter eu sido tão superprotegido ao longo da vida foi consequência e não causa do meu fracasso. Muito simplória que sempre foi, disse-me coisa como: “Filho, não é que você perdeu na vida porque foi mimado, é o contrário. Você foi mimado porque desde pequeno a gente sempre via que você iria quebrar a cara sempre. O errado sempre foi você, nunca a gente. Foi até um castigo, um ato de desespero meu e do seu pai para você não sofrer. Não jogue nada na nossa cara se na sua tiver vergonha, a culpa foi sua, não nossa”. Poderia dizer que fui desde então condenado ao fracasso, no entanto tal frase hoje me diz não mais do que: “Esqueça o passado e vá viver o futuro, passando por cima de qualquer desconfiança”.

Chego, agora, ao precipício de minha existência. Preparem-se: a partir de agora, sem brincadeiras, cenas terríveis de um moleque indigno.

2006 a meados de 2009: O inferno

Em dezembro de 2005, viajei com meus pais para a Bahia, férias. À época, admito, encontrava-me refletindo muito acerca da vida, de forma simultaneamente poética e mística, não sei se cabe dizer que andava espiritualizado. Foi o suspiro final de um período em tese estável de minha vida, que se inciara quando de minha chegada ao interior paulista em 2002. Apesar de todos os pesares, admito que estava me sentindo muito bem e, acima de tudo, afirmo: foi o momento mais decisivo de minha vida.

Ainda que bem ingenuamente (como sempre), passei por uns dias a ver poesia e tudo e a me apegar ao místico, algo não necessariamente religioso, mas pautado numa harmonia em corpo e alma a qual traduzir-se-ia numa conduta polida para com os próximos e numa contínua busca pelo aperfeiçoamento próprio em toda e qualquer seara da vida. Confesso: foi-me algo maravilhoso. Ainda que sendo coisa deveras inocente, se bem trabalhada seria um meu início de mocidade fantástico e auspicioso. No entanto, trabalhar não soube este que vos fala.

Retornando de viagem (fins de janeiro de 2006), muitas semanas não demoraram para que desonrasse de vez o sacrifício de meu pai, que desde o ano anterior praticamente passava fome para me pagar escola particular. No lugar o qual deveria honrar talvez mais que qualquer outro, àquela sexta-feira pós-carnaval tive durante a última aula um surto, lá se sabe como disfarçado, de excitação ao observar pela porta aberta uma garota da outra sala por quem nutria secreto desejo. A maldita remexia-se sensualmente na cadeira e sacudia os pés nas sandálias, sacramentando de vez meu fetiche por pés femininos. Não, não pensava em nada que não fosse possui-la ali mesmo. Desespero-me hoje em me lembrar que poderia ter tido sucesso com ela (com quem cheguei a trocar umas poucas palavras). Enfim, após aquele 3 de março às 11 da manhã, nunca mais fui a mesma pessoa. Ao tocar do sinal, saí da escola com o coração disparado, suando frio e constrangedoramente possuído de violenta ereção. Para, em vez de planejar falar com ela... Deixar a liberdade, quer dizer, a imaturidade, ecoar.

Passaram-se os dias e nada mais conseguia fazer senão pensar nela e só pensar sem agir, delirando diuturnamente a ponto de consolidar meu estilo indolente de ser. A imaginação sozinha me fazia enlouquecer sem esforço, de forma que aos poucos fui me esquecendo da vida. No ímpeto, comecei a fantasiar com outras garotas da escola, como se estivéssemos não em situação de sexo, mas simplesmente de amassos e brincadeiras como eu massageando os pés da menina (arrepiava-me sonhando com o dia em que a chance chegaria de satisfazer minha fantasia). Minha sexualidade desabrochava em definitivo e irreversivelmente, mesmo sem ainda ter ejaculado ou visto cenas explícitas. E daí para frente já sabem. Desandei na escola, comecei a aprontar criancices mil em casa e chegei a ficar semanas de mal com minha mãe, para não dizer que só voltei a dialogar de fato com meu pai uns cinco anos depois. Minha história neste é muito longa e triste, se fosse contar tudo o que me ocorreu só na citada época (um bocado já foi salpicado em memórias presentes nos meus posts) escreveria, creio, um romance de umas mil páginas, fora o desgosto que me dá lembrar de tudo... Creio que o mais importante já lhes dará ideia de minha saga.

A 18 de maio de 2006, ocioso em casa, deleitei-me a imaginar sexo com outra garota da turma, por sinal linda, muito elogiada inclusive pelos professores por sua beleza e que hoje reconheço que parecia me dar condição, droga! Fantasiando no quarto, ejaculei pela primeira vez e, muito constrangido, fui tomar banho deixando a roupa suja para minha mãe lavar. Não estávamos nos falando, e em vez de lutar feito homem para acabar com aquela merda de vida, joguei tudo para o alto. Não houve jeito, a partir daí, minha vida rolou precipício abaixo. Brigas em casa, desconfiança de meus pais (que até hoje não tocam no assunto mas sei que sabem) maior do que nunca, estigma familiar doloroso. Minha adolescência é um período de que odeio me lembrar, sequer gosto de falar sobre o mesmo, trazendo-o aqui para dar-lhes ideia do que a compulsão venérea faz com o ser humano, espero que seja a última vez que tenha que me lembrar disto.

Logo depois, conheci a pornografia propriamente dita. Se não poderia possuir quem amava por ser um crianção de bosta, comecei a cobiçar o mundo irreal fazendo loucuras para acessar material adulto. Terminei de rolar abaixo. Após tomar um DVD pornô emprestado, obcequei-me por sexo a todo custo, só pensava em sexo o tempo todo e me desesperava por não consegui-lo como meus contemporâneos da família e escola. Se querem saber, disse e novamente digo: pornografia além de tudo torna o sujeito imaturo. Deixou-me estagnado numa infantilidade maior do que aquela em que me vi nas inesquecíveis férias 05-06, aliás ali ainda havia esperança de conversão mediante um trabalho duro que me seria muito menos doloroso do que aquele que hoje encaro para me desatolar a tempo de ainda ter uma vida decente, desesperadamente tentando consertar o mais rápido possível erros de vários seguidos anos.

Meu Ensino Médio, sobretudo o primeiro ano, foi uma tragédia total: três anos de comportamento infantiloide, brigas com professores (com um fiquei mal na primeira aula no primeiro ano para nos falarmos só perto da formatura) e condiscípulos, piadas na escola e em casa, ódio dos pais e parentes, desconfiança total, e muitas outras desgraças de que me enoja falar. Sigo meu desafio de ser suscinto para o bem de meu bem-estar e para um mais corrente discurso, contando-lhes que fiquei obcecado por debutantes, devido a (por questões mais do que óbvias) nunca ter ido a uma festa de 15 anos. À época, empolgadas pelo contexto cultural de retorno de tais festas após décadas fora de moda, algumas meninas de melhor condição da escola protagonizaram tais celebrações, e sempre achei belíssimas garotas naqueles trajes, tendo alimentado esperança de um dia ser chamado para comparecer a uma tal função, de repente dançar com alguma ou até algo mais... How dare you?! Cheguei a ser convidado para uma, sendo tolhido por proibição expressa de meus pais. Desabei de novo vil desgosto, sofrendo durante anos de arrepios e crises de choro, quase sempre seguidas por violentas sessões de masturbação, só de ouvir qualquer coisa relacionada a debutantes e a tais festas. Assistia no YouTube vídeos das funções e me masturbava chorando desejando estar com aquelas meninas e possui-las. Tremia e tinha crises de batimentos ao, por exemplo, abrir a coluna social do jornal local e trombar com fotos daqueles corpos de baile, aquelas fileiras de meninas jovens e lindas, todas de estilosos vestidos de cores extravagantes. Numa certa época cheguei a inventar uma divindade em forma de moça num daqueles costumes magentas, para a qual rezava em prantos pedindo paz e prosperidade, sonhando alucinado com o dia em que meus olhos viriam uma daquelas ao vivo. Ei-lhes, exposta como nunca, um dos meus mais desesperadores fetiches.

E tudo até agora exposto, preparem-se, me era conduzido de maneira penosamente consciente! Sim, tinha eu a triste noção de que estava errado; porém meu comodismo falava mais alto e fugia louco da necessária e severa luta, eis uma das mais cruéis armadilhas do vício. Era época de chafurdar em sacos de lixo nas ruas atrás de revistas, me masturbar furtivamente com modelos de catálogos de roupas e outras fotos banais mas, principalmente, respirar desejo sexual 24 horas por dia, sem quer mais nada. Estudar, então... Passava de ano sempre aos trancos e barrancos, creio que nem preciso entrar em detalhes. Comecei a ter insônia, ejaculações noturnas quase todas as noites e descobri estar com escoliose devido certamente ao estresse diário causado pela compulsão. Além, minha pele se encheu de espinhas e até hoje creio que meu crescimento e desenvolvimento físico foram prejudicados. Estou, volto a dizer, escrevendo aqui muito desgostoso só em me lembrar; a vida me ensinou a ser em horas assim suscinto e em agir em vez de ficar só falando. Ainda em 2007, cheguei a ejacular dormindo num ônibus intermunicipal de madrugada com meu pai ao lado, entre outros episódios deploráveis.

No fim de 2007, aparentemente, acordei. De tanto ouvir falar sobre a proximidade do vestibular, de repente minha mente se abriu. A verdade ecoou dolorosíssima, obrigando-me a correr desesperadamente atrás do prejuízo. E agora lá ia eu, me sentindo atolado num mar de esperma, com complexos físicos e tudo, a tentar me encontrar novamente no mundo. Foram crises de choro, poemas tristes escritos, brigas, brigas e brigas, sobretudo em casa. Creio que, embora não assistisse ainda tão compulsivamente pornografia devido à ausência de Internet, nem fez tanta diferença assim, pois o grosso certamente me foi na maldita época. Atravessei 2008 e iniciei 2009 tentando me encontrar em meio a trapalhadas horrendas, uma atrás da outra, e a já consolidada como nunca desconfiança em casa e na escola.

Chega 2009, o ano decisivo e fatal no colégio. Último ano, hora de vida decidida já há muito, conforme os sermões de um de meus professores. A tal altura, alguns dignos já se atolavam há anos em pesados e honrosos estudos para vestibular e concursos públicos. Seus comentários sobre maratonas de provas e vontade de vencer na vida, bem como dolorosos sermões dos professores nos indisciplinados, torturavam meu hipócrita e penoso pensamento, tortura de não me deixar dormir mesmo e irromper em crises de choro após noites em que ejaculava rios só de pregar os olhos. Estava decidido a lutar, no entanto ainda muito acovardado, sem saber e (confesso) sem querer saber como. Toda tal confusão fez minha mente entrar em colapso logo após o carnaval daquele 2009, terceiro ano meu no Ensino médio, de forma que cogitei seriamente a hipótese que me livraria de tudo aquilo, obviamente de acordo com minha covardíssima filosofia: tirar minha própria vida. Principiei o planejamento do dia em que me acabaria da maneira menos dolorosa (ou não) com meu sofrimento. E foi por pouco. Ensaiei cartas de despedida e o plano era um só: ao retornar da escola, por volta de uma da tarde de um trivial dia de começo de outono de março/abril de 2009, em vez de seguir reto da escola rumo a casa, de uniforme e mochila mesmo atirar-me sem dó de bosta nenhuma da ponte próxima ao colégio. Dos 16 anos para sempre.

Sei lá se alguma força sobrenatural me fez mudar de ideia. Considero-me agnóstico, entretanto creio no sobrenatural (que talvez seja o que chamam Deus) e respeito muito as religiões em geral. Não posso deixar de admitir que uma excursão realizada com a escola àquela época me deu considerável elevada no bem-estar e aos poucos fui desistindo de desistir. Ainda arrasado, fui tocando o ano aos trancos e barrancos, concluí o ensino médio e fui aprovado em primeiro lugar num curso com 1,6 candidato por vaga (!!!) na FATEC aqui da minha cidade. Eis, bem aos poucos, o despertar de uma nova era em minha vida.

2010 a 2013: Saindo do fundo do poço

Foi duro, duríssimo. Muito honroso, porém. Com a faculdade, de repente amadureci. Apesar de todos os pesares, de toda a desgraceira, cheguei aos 18 anos alterando muito radicalmente minha concepção de mundo. Foi difícil, e como. Sofrendo, apanhando, sei lá se por aquelas velhas questões de tendência pessoal, fui finalmente aprendendo a viver. Ainda que viciado, aprendendo finalmente a viver. Nas horas vagas, eis-me fantasiando com esta ou aquela bonitona do curso. Momentos de crise, foram vários. Em 2011, quase larguei tudo após violentas brigas em casa. Persisti, aos trancos e barrancos. Com muita luta, consegui finalmente meu estágio. Quase por pena de um colega de turma, porém tem ele meu eterno agradecimento.

Em 2012, ao contrário do que previam os maias, o mundo não acabou. Todavia, passei a ter Internet banda larga em casa. Finalmente pude, em plena correria de fim de curso, dar vazão a meus clássicos instintos malditos. Foram dias de maratonas de quase vinte horas ininterruptas vendo pornografia, resultando na total ruína de meu corpo e alma. Finalizei meu TCC sabe-se lá como. Tomei exame final de uma matéria e quase não colo grau. No desespero, com o destino ajudando fortemente, formei-me a 21 de dezembro, noite chuvosa de sexta-feira aqui na cidade, à qual não só o mundo sobreviveu à profecia maia, como também este que vos fala, ainda que sem saber direito como.

Foi quando aprendi sobre ser proatividade, uma das maiores virtudes do ser humano. Prossigamos meu relato, não quero dramas, quero expor em meio essencialmente a que cheguei aqui, não é claro sem me esquecer de um ou outro conceito vez em quando. Ser proativo me ensinou, jamais devo me furtar de citá-lo, que sou eu, e só eu, quem devo correr atrás de algo para mim nesta única vida. Assim, segue a saga. Formado, passei a me dedicar a projetos pessoais com autênticas maturidade e responsabilidade, cruciais para qualquer ser humano quer quer ser ser humano e ponto. Ainda que muito mal no começo, foi a experiência de vida que foi me calejando ao passo que reconhecia (bem aos poucos de início, é bem verdade) o mal que a compulsão por pornografia e masturbação infligem ao homem. Desesperado, decidi-me: vou parar. Mas, e agora, como? Eis que justamente tal pergunta me surge neste fantástico espaço em que agora me encontro e encontrei após árdua busca Google adentro, somente trombando com materiais de cunho religioso que só arruinavam ainda mais meu estado de espírito e minha desde sempre tão agitada mente. No entanto, encontrei.

2014 - presente: Agora vai

Suei e aqui cheguei, em 2014, tendo sido um dos primeiros aqui do Fórum e a completar os 90 dias de reboot, em abril de 2015 (após sem-número de fracassos), para logo após cair novamente. No entanto, a experiência já adquirida até então guarneceu-me ferozmente, colocando minha mente no atual estado de relativa paz e tremenda determinação para enfim triunfar na vida. E tenho dito!

90 dias, porra!! Agora é a hora de vencer!!

Enfim, caros guerreiros, creio que já falei o necessário e suficiente. Poderia até me prolongar mais, talvez até especialmente neste trecho final, entretanto creio que basta. Admito que é até bom para não cansá-los nem eu me doer relembrando ainda mais tudo o que sofri. Vou chegando ao fim deste depoimento-agradecimento que, embora longo, reitero que tentou enxugar ao máximo o que já sofri para aqui estar, para vocês verem como já pastei na vida. Sem mais dramas, vou dizer que caí mais uma porrada de vezes ao longo de 2015 e agora, com instruções seguidas à risca, empregado e com relativa estabilidade pessoal e profissional, muitíssimo mais apto que nunca me vejo a propósito de lutar para vencer neste mundo. E que se foda tudo! Agora é comigo e acabou. Sinceros agradecimentos a todos pelos incentivos desde sempre, queria poder citar o nome de todos, o que é impraticável, no entanto sei que sabem que a vocês me refiro. Que têm maturidade e responsabilidade para chegarem onde cheguei, se já não chegaram. Que só de estarem aqui já devem se orgulhar muito de terem tomado a iniciativa de se livrar da merda da PMO e terem uma vida praticamente perfeita no âmbito sexual, como hoje tenho. Que têm tudo para o alcance da felicidade.

Porque sabem que na vida só dependem de si próprios para triunfarem. Meu novo agradecimento e incentivo a todos. Sim, é possível. A luta segue!

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