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Vimes
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 3/6/2020, 22:19
Pois é, o vício sempre pega a gente pelo lado emocional, nunca pelo lado racional. Daí que se você anda emocionalmente mal, o risco de uma recaída quadruplica.

Como grande fã de artes marciais, vou aproveitar pra citar uma frase do Bruce Lee.
"Não é adicionar conhecimento diariamente, mas subtrair conhecimento diariamente. Corte fora tudo o que não te serve."

Então mano, o que que tá pegando? O que é que tem te deixando emocionalmente na merda? Mais importante ainda, por que?

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Know, of course, your enemy. But in knowing him do not forget above all to know yourself. The commander who embraces this totality of battle shall win, even with the inferior force.

https://www.comoparar.com/t4912-diario-de-vimes

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 4/6/2020, 02:59
Broda escreveu:
Cansado, me sentindo meio merda e completamente incapaz

Ou seja, o momento correto de voltar ao fórum. Essas últimas semanas foram instáveis e ruins, a quarentena definitivamente não me faz bem. Minha psicóloga notou que se pá eu sou bipolar e, devo dizer que talvez ela tenha razão. Tudo na minha vida é meio feito de ciclos, onde eu afundo durante um tempo, depois volto, depois afundo de novo, depois volto de novo. É foda. Fui na psiquiatra observar se era mesmo, ela não chegou a fechar diagnóstico, tenho sintomas, mas não dá pra afirmar, então preferiu não arriscar me medicar.

Eu não tava participando porque eu tava me sentindo desmotivado, sem vontade de focar no reboot, mas eu acho que é justamente nesses momentos que temos que participar aqui né, pra tentar entrar nos eixos. Estou dormindo fora do horário novamente, vou tentar corrigir essa rota hoje. Recomecei o reboot hoje, 20:04 se não me engano.

Obrigado pelas palavras e pela participação no meu diário. Vocês são fodas!

Abraços!

Fala digníssimo Broda, a gente acaba caindo por causa do emocional como o Vimes falou, acredito quee você esteja certo quando disse que o melhor momento para participar é quando nos sentimos desmotivados. Esse vício nos leva para uma espiral negativa e acaba sendo mais difícil nos livrar dele, e o melhor jeito para sair dessa espiral é não desistindo.

Eu lembro de ter lido que sua mãe queria que você arrumasse uma namorada, e percebi que ter sexo está sendo o seu principal gatilho para as recaídas. Talvez a vontade de sua mãe e a sua no momento não sejam a mesma, no entanto, já pensou em abrir mão do sexo pelo seu reboot? Você faz o reboot para ter sexo, mas o que você precisa fazer para ter sexo está te levando a recaídas, consequentemente sexos menos satisfatórios.

Abraços!!!!

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Meu diário: Em busca do perdão

Não encarar os problemas que precisam ser resolvidos não é o mesmo que resolvê-los.
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 6/6/2020, 11:50
Vimes escreveu:Pois é, o vício sempre pega a gente pelo lado emocional, nunca pelo lado racional. Daí que se você anda emocionalmente mal, o risco de uma recaída quadruplica.

Como grande fã de artes marciais, vou aproveitar pra citar uma frase do Bruce Lee.
"Não é adicionar conhecimento diariamente, mas subtrair conhecimento diariamente. Corte fora tudo o que não te serve."

Então mano, o que que tá pegando? O que é que tem te deixando emocionalmente na merda? Mais importante ainda, por que?

Fala mano!

O que normalmente me afeta é a cobrança, especialmente no trabalho. Estive estudando minha questão com a psicóloga e minha sequência parece ser esta: primeiro eu me cobro pra caralho, acima do que um ser humano normal, eu tenho um padrão inflexível comigo mesmo. Daí quando eu me cobro muito, me gera bastante ansiedade, por não estar conseguindo cumprir o que eu considero que sou capaz de fazer. Daí eu me frusto, e quando estou frustrado, eu hipercompenso me desligando, indo bater uma, durmo tarde, deixo de lado todos os meus planos e paro de preocupar com absolutamente tudo.

O padrão inflexível que citei está ligado à uma falta de auto-compaixão, sendo que eu tenho um medo grande de aceitar minhas dificuldades e perder os meus padrões morais, por medo de me tornar um vagabundo completo, coisa que já me acusaram algumas vezes e me incomodou muito, como que se eu estivesse com medo de que, ao aceitar os meu defeitos, eu abaixasse a guarda de vez e deixasse de me importar com tudo definitivamente, como se fosse um caminho sem volta. Não sei se deu pra entender, estou ainda refinando isso tudo, inclusive é o meu "dever de casa" dessa semana entender quais são os valores por trás dessas questões. No final, o que temos é medo, cobrança, falta de amor próprio e frustração.

Acho que o começo é esse, tentar entender essa minha sequência de emoções e ciclos destrutivos. Abração!
Forgiven escreveu:
Fala digníssimo Broda, a gente acaba caindo por causa do emocional como o Vimes falou, acredito quee você esteja certo quando disse que o melhor momento para participar é quando nos sentimos desmotivados. Esse vício nos leva para uma espiral negativa e acaba sendo mais difícil nos livrar dele, e o melhor jeito para sair dessa espiral é não desistindo.

Eu lembro de ter lido que sua mãe queria que você arrumasse uma namorada, e percebi que ter sexo está sendo o seu principal gatilho para as recaídas. Talvez a vontade de sua mãe e a sua no momento não sejam a mesma, no entanto, já pensou em abrir mão do sexo pelo seu reboot? Você faz o reboot para ter sexo, mas o que você precisa fazer para ter sexo está te levando a recaídas, consequentemente sexos menos satisfatórios.

Abraços!!!!

Fala mano!

Eu entendo. É complicado, eu estive conversando isso com minha psicóloga na última sessão. Eu fico numa situação muito desconfortável, onde eu tenho q provocar um pouco a menina e mostrar interesse, ou seja, manter a conversa sendo como de um homem interessado na mulher, mas continuo tendo que tomar cuidado para isso tudo não virar gatilho. O caso que eu estava contando em questão, eu estava numa conversa absolutamente normal, quando de repente ela pegou algo que eu disse que nem tinha nada de sexual e nem nada, e deu uma provocada monstruosa, que eu simplesmente não estava preparado para lidar. Resultado: eu respondi a provocação com mais provocação, ela se mostrou ser uma mulher extremamente libertina e eu me deixei levar completamente. A gente chegou a marcar sexo naquela mesma semana, e ainda me lembro de ela dizer: "não bate não, guarda pra mim". Ela não sabia que tipo de cara que ela estava conversando, é claro que fiquei fissurado pra caralho e recaí. Enfim, isso tudo tá sendo muito problemático pra mim, eu quero conhecer mulheres, ter relacionamentos saudáveis e tal, mas estamos nesse período maldito de quarentena, ou seja, preciso ficar preso em casa, e esses apps de relacionamento aparecem como única opção.

Eu vou te confessar algo: minha vida inteira eu sempre me senti atrasado quanto a esse quesito de mulheres. Eu sinto que eu perdi muito tempo não me desenvolvendo nada nesse sentido, e sinto que preciso correr atrás do prejuízo. Eu tenho quase certeza que eu se eu abrisse mão desses apps em definitivo, eu provavelmente iria conseguir terminar o reboot, mas nesse período que estamos, também não conseguiria me desenvolver nesse sentido, que é muito importante pra mim, bem como não estaria praticando a religação com pessoas do sexo oposto. Como que eu equilibro as coisas? Será que a única saída é abrir mão de uma coisa em detrimento da outra? E será que se não fosse na vida real, o resultado não seria o mesmo? Será que o problema não está na minha forma de lidar com as questões, será que não é um problema psicológico acima de tudo? E será que mesmo que largando esses apps e eu conseguisse fazer o reboot, o que garante que quando eu fosse lidar com mulheres novamente esse problema não me atacaria de novo, igual já aconteceu em outra situação?

Eu tenho muitas dúvidas e poucas respostas. É um problema complexo. O que estou escolhendo por enquanto, é tentar fazer o reboot direito, corrigir meus padrões que me levam ao vício, e de alguma forma torcer para que esses apps não me levem pro buraco de novo, ao passo que me desenvolvo.

Naquele relato, eu estava psicologicamente abalado, exagerei um pouco na solução, talvez eu estivesse certo, mas é foda dizer que vou abrir mão de conhecer mulheres e meteoro de foda-se nisso tudo. Uma hora a vontade bate, eu sou humano, eu sinto vontade de me relacionar, e, eu já fiz o reboot outras vezes no hard mode total, eu não queria que fosse dessa forma de novo, eu sinto que é insuficiente. Eu tinha chegado a 4 meses sem me masturbar, sem fazer sexo, sem ver pornografia, e aí eu pensava: pronto, estou definitivamente pronto para ter relacionamentos saudáveis e lidar bem com essa questões de sexo. A conclusão que eu cheguei é que não, eu não estava pronto, e nem sei se ficaria algum dia só por estar fazendo o reboot, é uma questão a ser trabalhada.

Abraços!

Broda
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 6/6/2020, 11:59
Por mais uma vez, mais uma vez

Ah, de novo nesse mesmo lugar que já me encontrei milhares de vezes. Relatando a mesma queda, na mesma situação, pronto para recomeçar de novo. Ainda não estou levando o reboot suficientemente a sério, preciso participar mais do fórum, eu odeio relatar esse primeiro dia, porque ele já se repetiu tanto, mas foda-se, pelo menos eu continuo tentando.

A situação de ontem foi que eu dormi pouco de um dia para o outro, tive a "brilhante" ideia de marcar uma reunião 8 da manhã no trabalho, fiquei com sono, sono é um gatilho forte para mim, fui deitar depois do trabalho, me deixei levar por pensamentos sexuais, e, por estar pouco focado e nem mesmo ter conseguido dormir, resolvi ligar o pc e procurar pornografia, encontrei uma brecha e bati uma. Foi desnecessário, se eu tivesse um pouco mais firme e com vontade de fazer o reboot, isso não teria sido o suficiente para eu ir bater uma, mas eu ainda tava meio que no estado "foda-se".

Tô tentando voltar ao foco e voltar a fazer o que é necessário. O caminho das pedras eu meio que já conheço.

Abraços!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 8/6/2020, 06:09
Broda escreveu:
Fala mano!

O que normalmente me afeta é a cobrança, especialmente no trabalho. Estive estudando minha questão com a psicóloga e minha sequência parece ser esta: primeiro eu me cobro pra caralho, acima do que um ser humano normal, eu tenho um padrão inflexível comigo mesmo. Daí quando eu me cobro muito, me gera bastante ansiedade, por não estar conseguindo cumprir o que eu considero que sou capaz de fazer. Daí eu me frusto, e quando estou frustrado, eu hipercompenso me desligando, indo bater uma, durmo tarde, deixo de lado todos os meus planos e paro de preocupar com absolutamente tudo.

O padrão inflexível que citei está ligado à uma falta de auto-compaixão, sendo que eu tenho um medo grande de aceitar minhas dificuldades e perder os meus padrões morais, por medo de me tornar um vagabundo completo, coisa que já me acusaram algumas vezes e me incomodou muito, como que se eu estivesse com medo de que, ao aceitar os meu defeitos, eu abaixasse a guarda de vez e deixasse de me importar com tudo definitivamente, como se fosse um caminho sem volta. Não sei se deu pra entender, estou ainda refinando isso tudo, inclusive é o meu "dever de casa" dessa semana entender quais são os valores por trás dessas questões. No final, o que temos é medo, cobrança, falta de amor próprio e frustração.

Acho que o começo é esse, tentar entender essa minha sequência de emoções e ciclos destrutivos. Abração!

Então, mano, vou te dizer o que eu consigo enxergar do pouco que eu consigo ver nessa nossa interação limitada.

Você é um sujeito bem inteligente. Seu modo de se expressar e a clareza com que você entende diversos processos deixa isso bem claro. Isso é bão e isso é ruim ao mesmo tempo, e muito provavelmente você já sabe por que um e por que outro.

Entre as partes ruins de ser uma pessoa inteligente, uma das piores é efetivamente confundir potencial com obrigação, que é o que você descreveu. O sujeito cresce entendendo mais do que a maioria, percebendo coisas que a maioria não percebe e ouvindo elogios, então ele obviamente conclui que naturalmente chegará mais longe do que a maioria. Basta ele se aplicar.

Só que daí entra o lado emocional na brincadeira, pra complicar tudo. O que teu lado racional vê como algo natural, teu lado emocional vê como obrigação. O que teu lado racional vê como resultados menores do que os esperados, teu lado emocional vê como falta de esforço, porque potencial você tem. O que teu lado racional vê como "não é como eu pensava", teu lado emocional vê como culpa, porque você certamente fez algo errado ou insuficiente.

Daí você vira uma bomba relógio emocional. Empolgação e motivação, trabalho e confiança, acumulando aos poucos pequenas frustraçõezinhas (ou até grandes), até que teu lado emocional fica sobrecarregado e kaboom, teu lado racional vai pro saco, o emocional toma o controle, vem o período de compensação e já era, até o emocional perder força e o racional começar a voltar ao controle.

Existem diversos motivos pelos quais me parece ser matematicamente impossível você se tornar um vagabundo completo, entre eles porque simplesmente não faz parte da sua personalidade. Esgotamento emocional sim, período de recuperação, que é quando você compensa, sim. Mas ficar no chão, duvido muito que seria algo que tua personalidade deixaria você fazer por muito tempo.

Mano, seus padrões morais não são algo que você tem. São algo que você é. Você não consegue, por exemplo, desligar a compaixão, ou o senso de dever. Você pode até se forçar a ir contra, mas você vai se sentir errado. Ou seja, você não tem como perder seus padrões morais, apenas como adaptá-los à realidade, torná-los mais pertinentes e reais. Eles sempre estarão com você, a única diferença é como eles vão interagir com a realidade.

Idem seus defeitos e dificuldades. Não são algo que você tem, são algo que você é. Aceitá-los não é se render a eles. É autoconhecimento, é compreender parte de você mesmo e entender como você pode trabalhá-los. Negar um fato te torna incapaz de compreendê-lo. Negar ou fugir das tuas limitações não faz com que elas desapareçam, ou que elas não existam, apenas faz com que elas fiquem livres pra te atazanar quando querem, sem que você entenda direito como e onde elas estão agindo.

Uma das primeiras coisas que a gente tem que aprender - e, acredite, é fácil entender, mas não aprender - é que potencial é apenas opção, não obrigação. Potencial é um dos lugares para os quais sua vida pode ir, não seu destino sagrado. Você pode decidir ir até onde o teu potencial te leva. É uma opção válida. Mas não pode, de maneira nenhuma, acreditar que é a sua única opção. Você pode se tornar um sujeito com o potencial absolutamente realizado e ser frustrado pra cacete, gente que conseguiu tudo o que sentia que devia conseguir, menos o que queria. Ou você pode se tornar um sujeito medíocre - no sentido real da palavra, um sujeito normal - e feliz pra cacete. Você pode também escolher qualquer variação dos dois extremos.

O truque é descobrir o que você quer, não o que você pensa que deve querer. Claro que não estou dizendo tipo hoje eu quero um sanduba e uma bela senhorita, mas o que você quer como objetivos de vida.

Uma das razões pra eu entender esse lance de potencial e obrigação é porque eu passei por um processo parecido. Mano, sem entrar em maiores detalhes, eu cresci me sentindo errado. Meu pai tinha a certeza matemática de que eu seria vagabundo profissional. Cresci ouvindo frases como "ele é inteligente, pena que não se dedica", ou "se você se esforçasse poderia chegar longe", ou "se continuar a não levar as coisas a sério, você não vai chegar a lugar nenhum". Ser eu mesmo era errado, o certo era ser como os outros esperavam que eu fosse.

E eu abracei emocionalmente esse lance, como todo moleque faz. Se todos os teus pontos de referência dizem que você tá errado, teu lado racional pode até discordar, mas teu lado emocional engole e abraça a causa. Ou seja, eu efetivamente cresci me sentindo errado. Eu passei minha vida de estudante me sentindo errado. Entrei em uma ótima universidade, comecei uma carreira, fazia tudo me cobrando pra fazer o certo, que não era efetivamente o que eu achava certo, mas o que os outros achavam certo.

Demorou pra caraglio conseguir me livrar desse lance emocional. Demorou muito pra eu parar de me sentir vagabundo, pra parar de me cobrar e me sentir errado. A marca que meus pais deixaram no meu lado emocional foi profunda demais, foram anos e anos até eu conseguir entender que eu deveria chegar onde eu quisesse, e não onde os outros quisessem, não onde eu sentia que os outros esperavam que eu deveria chegar. Nunca tive índole de vagabundo, como meu pai acreditava, mas por muito tempo essa perspectiva me assombrou e, pior, me guiou.

Não por acaso minha assinatura é como é. Autoconhecimento é a ferramenta mais útil do mundo. É a ferramenta que nos ajuda em absolutamente todos os campos da nossa vida, inclusive no profissional.

Diz aí o que faz sentido e o que não faz pra você. Com interação limitada, eu posso tanto ter acertado na mosca, como ter errado feio.

Acabei me estendendo um pouco, mas hoda-se, estou de quarentena, com insônia, e o tempo tá sobrando. Se ajudar um pouco já tá valendo. Very Happy

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Broda
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Que coisa linda.

em 9/6/2020, 23:09
Vimes escreveu:
Broda escreveu:
Fala mano!

O que normalmente me afeta é a cobrança, especialmente no trabalho. Estive estudando minha questão com a psicóloga e minha sequência parece ser esta: primeiro eu me cobro pra caralho, acima do que um ser humano normal, eu tenho um padrão inflexível comigo mesmo. Daí quando eu me cobro muito, me gera bastante ansiedade, por não estar conseguindo cumprir o que eu considero que sou capaz de fazer. Daí eu me frusto, e quando estou frustrado, eu hipercompenso me desligando, indo bater uma, durmo tarde, deixo de lado todos os meus planos e paro de preocupar com absolutamente tudo.

O padrão inflexível que citei está ligado à uma falta de auto-compaixão, sendo que eu tenho um medo grande de aceitar minhas dificuldades e perder os meus padrões morais, por medo de me tornar um vagabundo completo, coisa que já me acusaram algumas vezes e me incomodou muito, como que se eu estivesse com medo de que, ao aceitar os meu defeitos, eu abaixasse a guarda de vez e deixasse de me importar com tudo definitivamente, como se fosse um caminho sem volta. Não sei se deu pra entender, estou ainda refinando isso tudo, inclusive é o meu "dever de casa" dessa semana entender quais são os valores por trás dessas questões. No final, o que temos é medo, cobrança, falta de amor próprio e frustração.

Acho que o começo é esse, tentar entender essa minha sequência de emoções e ciclos destrutivos. Abração!

Então, mano, vou te dizer o que eu consigo enxergar do pouco que eu consigo ver nessa nossa interação limitada.

Você é um sujeito bem inteligente. Seu modo de se expressar e a clareza com que você entende diversos processos deixa isso bem claro. Isso é bão e isso é ruim ao mesmo tempo, e muito provavelmente você já sabe por que um e por que outro.

Entre as partes ruins de ser uma pessoa inteligente, uma das piores é efetivamente confundir potencial com obrigação, que é o que você descreveu. O sujeito cresce entendendo mais do que a maioria, percebendo coisas que a maioria não percebe e ouvindo elogios, então ele obviamente conclui que naturalmente chegará mais longe do que a maioria. Basta ele se aplicar.

Só que daí entra o lado emocional na brincadeira, pra complicar tudo. O que teu lado racional vê como algo natural, teu lado emocional vê como obrigação. O que teu lado racional vê como resultados menores do que os esperados, teu lado emocional vê como falta de esforço, porque potencial você tem. O que teu lado racional vê como "não é como eu pensava", teu lado emocional vê como culpa, porque você certamente fez algo errado ou insuficiente.

Daí você vira uma bomba relógio emocional. Empolgação e motivação, trabalho e confiança, acumulando aos poucos pequenas frustraçõezinhas (ou até grandes), até que teu lado emocional fica sobrecarregado e kaboom, teu lado racional vai pro saco, o emocional toma o controle, vem o período de compensação e já era, até o emocional perder força e o racional começar a voltar ao controle.

Existem diversos motivos pelos quais me parece ser matematicamente impossível você se tornar um vagabundo completo, entre eles porque simplesmente não faz parte da sua personalidade. Esgotamento emocional sim, período de recuperação, que é quando você compensa, sim. Mas ficar no chão, duvido muito que seria algo que tua personalidade deixaria você fazer por muito tempo.

Mano, seus padrões morais não são algo que você tem. São algo que você é. Você não consegue, por exemplo, desligar a compaixão, ou o senso de dever. Você pode até se forçar a ir contra, mas você vai se sentir errado. Ou seja, você não tem como perder seus padrões morais, apenas como adaptá-los à realidade, torná-los mais pertinentes e reais. Eles sempre estarão com você, a única diferença é como eles vão interagir com a realidade.

Idem seus defeitos e dificuldades. Não são algo que você tem, são algo que você é. Aceitá-los não é se render a eles. É autoconhecimento, é compreender parte de você mesmo e entender como você pode trabalhá-los. Negar um fato te torna incapaz de compreendê-lo. Negar ou fugir das tuas limitações não faz com que elas desapareçam, ou que elas não existam, apenas faz com que elas fiquem livres pra te atazanar quando querem, sem que você entenda direito como e onde elas estão agindo.

Uma das primeiras coisas que a gente tem que aprender - e, acredite, é fácil entender, mas não aprender - é que potencial é apenas opção, não obrigação. Potencial é um dos lugares para os quais sua vida pode ir, não seu destino sagrado. Você pode decidir ir até onde o teu potencial te leva. É uma opção válida. Mas não pode, de maneira nenhuma, acreditar que é a sua única opção. Você pode se tornar um sujeito com o potencial absolutamente realizado e ser frustrado pra cacete, gente que conseguiu tudo o que sentia que devia conseguir, menos o que queria. Ou você pode se tornar um sujeito medíocre - no sentido real da palavra, um sujeito normal - e feliz pra cacete. Você pode também escolher qualquer variação dos dois extremos.

O truque é descobrir o que você quer, não o que você pensa que deve querer. Claro que não estou dizendo tipo hoje eu quero um sanduba e uma bela senhorita, mas o que você quer como objetivos de vida.

Uma das razões pra eu entender esse lance de potencial e obrigação é porque eu passei por um processo parecido. Mano, sem entrar em maiores detalhes, eu cresci me sentindo errado. Meu pai tinha a certeza matemática de que eu seria vagabundo profissional. Cresci ouvindo frases como "ele é inteligente, pena que não se dedica", ou "se você se esforçasse poderia chegar longe", ou "se continuar a não levar as coisas a sério, você não vai chegar a lugar nenhum". Ser eu mesmo era errado, o certo era ser como os outros esperavam que eu fosse.

E eu abracei emocionalmente esse lance, como todo moleque faz. Se todos os teus pontos de referência dizem que você tá errado, teu lado racional pode até discordar, mas teu lado emocional engole e abraça a causa. Ou seja, eu efetivamente cresci me sentindo errado. Eu passei minha vida de estudante me sentindo errado. Entrei em uma ótima universidade, comecei uma carreira, fazia tudo me cobrando pra fazer o certo, que não era efetivamente o que eu achava certo, mas o que os outros achavam certo.

Demorou pra caraglio conseguir me livrar desse lance emocional. Demorou muito pra eu parar de me sentir vagabundo, pra parar de me cobrar e me sentir errado. A marca que meus pais deixaram no meu lado emocional foi profunda demais, foram anos e anos até eu conseguir entender que eu deveria chegar onde eu quisesse, e não onde os outros quisessem, não onde eu sentia que os outros esperavam que eu deveria chegar. Nunca tive índole de vagabundo, como meu pai acreditava, mas por muito tempo essa perspectiva me assombrou e, pior, me guiou.

Não por acaso minha assinatura é como é. Autoconhecimento é a ferramenta mais útil do mundo. É a ferramenta que nos ajuda em absolutamente todos os campos da nossa vida, inclusive no profissional.

Diz aí o que faz sentido e o que não faz pra você. Com interação limitada, eu posso tanto ter acertado na mosca, como ter errado feio.

Acabei me estendendo um pouco, mas hoda-se, estou de quarentena, com insônia, e o tempo tá sobrando. Se ajudar um pouco já tá valendo.  Very Happy

Cara, queria começar te agradecendo. Que texto foda! Como é bom receber apoio de gente inteligente! Haha

Você acertou na mosca sim. Eu sinto como se tivesse a obrigação de realizar todo meu potencial, sem muitas vezes colocar se é o que eu realmente mais quero e fico me cobrando isso o tempo todo. Eu me cobro tanto esse lance, que toda hora eu pareço estar perdendo tempo, eu fico morrendo de medo de chegar aos 80 anos e não ser um sujeito incrível que eu penso que tenho a capacidade de me tornar, enfim, eu não tenho paz. O que mais me apavora é a perspectiva de ser alguém medíocre para sempre e isso é simplesmente uma merda. O meu ditador interior é o meu pior inimigo, mas sinto que suas palavras lançaram uma grande luz sobre alguns pontos. Me ajudou de verdade!

Obrigado, de verdade, amigo. Você é um cara especial para mim, é uma honra te ter no meu diário. Palavras não descrevem o quão satisfeito fiquei ao ler o seu texto, já li duas vezes e pretendo ler de novo em breve.

Abraços e tudo de melhor para você!
Broda
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Resetado, mas feliz

em 9/6/2020, 23:26
É, resetei de novo. Sim, eu sou um merda, como 99% de vocês, mas assim como vocês, também sou um merda insistente pra caralho e tamo aqui de novo!

Hoje tô sentindo que o dia tá sendo bom. Na verdade, ele foi uma merda completa até umas 20:00, porque eu não trabalhei quase nada, vagabundei gostoso e tava me sentindo uma bosta completa, mas eu resolvi parar de chorar e fazer as coisas que eu tava enrolando para começar fazia séculos. Enquanto eu tava cortando cabelo hoje (no horário do trabalho, sim, e pra melhorar, demorou duas horas e meia) fui trocando ideia com meu barbeiro e falei com ele, pelo terceiro mês consecutivo, provavelmente "é, eu tenho que voltar a fazer exercícios, não tá bom do jeito que tá".

Pra terem uma ideia, desde que começou a quarentena, eu devo ter malhado tipo uns dois dias, e corrido uns 20 dias. Faz um tempo bom que estou sedentário, engordando e sonhando com o dia que a quarentena vai acabar. Aliás, eu tava enrolando tudo em função dessa quarentena. "Quando acabar, eu volto pra academia e beleza". Só que não tá beleza, isso tava me incomodando faz tempo.

Resolvi fazer tudo que eu queria fazer, mas tava enrolando, porque tava esperando o momento ideal. Meditei, depois malhei, depois fiz um texto para me lembrar das coisas importantes que pensei hoje, depois tomei um banho gelado, depois entrei no fórum, depois fiz as obrigações de casa, enfim, parei de esperar, parei de inventar desculpas e fiz.

Eu não sei se amanhã eu vou conseguir repetir o feito. Aliás, eu não sei nem mesmo se amanhã estarei vivo, então foda-se, o que importa é que estou me sentindo enérgico, feliz pra caralho e o melhor de tudo, sentindo que o dia valeu a pena, apesar da queda. Estou me sentindo melhor do que andei me sentindo nos últimos meses, sinto que eu saí da letargia e que estou vivo de novo.

E eu tô anotando tudo isso, para que eu não me esqueça dessas coisas. Abraços!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 12/6/2020, 12:25
Broda escreveu:
Cara, queria começar te agradecendo. Que texto foda! Como é bom receber apoio de gente inteligente! Haha

Você acertou na mosca sim. Eu sinto como se tivesse a obrigação de realizar todo meu potencial, sem muitas vezes colocar se é o que eu realmente mais quero e fico me cobrando isso o tempo todo. Eu me cobro tanto esse lance, que toda hora eu pareço estar perdendo tempo, eu fico morrendo de medo de chegar aos 80 anos e não ser um sujeito incrível que eu penso que tenho a capacidade de me tornar, enfim, eu não tenho paz. O que mais me apavora é a perspectiva de ser alguém medíocre para sempre e isso é simplesmente uma merda. O meu ditador interior é o meu pior inimigo, mas sinto que suas palavras lançaram uma grande luz sobre alguns pontos. Me ajudou de verdade!

Obrigado, de verdade, amigo. Você é um cara especial para mim, é uma honra te ter no meu diário. Palavras não descrevem o quão satisfeito fiquei ao ler o seu texto, já li duas vezes e pretendo ler de novo em breve.

Abraços e tudo de melhor para você!

Meu maior medo é chegar aos 80 anos ultra bem sucedido e magistralmente depressivo, porque eu fiz tudo, menos o que eu queria. Very Happy

Ótimo que encaixou na situação. O bom da quarentena é que nunca vai rolar falta de tempo, daí dá pra escrever um ou outro texto monstruoso sem arriscar o emprego. Very Happy

A parte ruim é que deu merda pra nós dois no mesmo dia, mas se não rolou sequência de recaídas, já tá bão. Smile

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 14/6/2020, 22:55
Fala aí ilustríssimo Broda !!!

Que merda é essa meu parceiro, tu não é isso que tu falou não, tá mamado ? Hahaha Brincadeiras a parte, tô ligado nesse sentimento de se sentir um merda completo, várias vezes já pensei isso mas eu me recuso a aceitar esse termo meu parceiro, posso até viver na merda durante um tempo, mas ser um merda eu não aceito.

Essa quarentena tá quebrando a gente de todo jeito, precisei ouvir umas verdades senão ia procrastinar até dizer chega. Caça um vídeo motivacional qualquer no Youtube, dá uma corrida e toma um banho gelado, sei lá, funciona pra mim hahaha Estamos juntos nessa luta parceito.

Grande abraço !

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"Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso. Mateus 11:28  study

"Com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades." - Tio Ben

Diário do Aranha mais querido: https://www.comoparar.com/t9821-diario-de-um-vencedor
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em 15/6/2020, 04:30
Vimes escreveu:Meu maior medo é chegar aos 80 anos ultra bem sucedido e magistralmente depressivo, porque eu fiz tudo, menos o que eu queria. Very Happy

Ótimo que encaixou na situação. O bom da quarentena é que nunca vai rolar falta de tempo, daí dá pra escrever um ou outro texto monstruoso sem arriscar o emprego. Very Happy

A parte ruim é que deu merda pra nós dois no mesmo dia, mas se não rolou sequência de recaídas, já tá bão. Smile

Haha, quero ter esse medo!

Bom, acabou que deu merda pra mim de novo, mas confio que estou construindo uma base para que possa me levantar infinitamente mais forte. Abraços!

Peter Parker escreveu:Fala aí ilustríssimo Broda !!!

Que merda é essa meu parceiro, tu não é isso que tu falou não, tá mamado ? Hahaha Brincadeiras a parte, tô ligado nesse sentimento de se sentir um merda completo, várias vezes já pensei isso mas eu me recuso a aceitar esse termo meu parceiro, posso até viver na merda durante um tempo, mas ser um merda eu não aceito.

Essa quarentena tá quebrando a gente de todo jeito, precisei ouvir umas verdades senão ia procrastinar até dizer chega. Caça um vídeo motivacional qualquer no Youtube, dá uma corrida e toma um banho gelado, sei lá, funciona pra mim hahaha Estamos juntos nessa luta parceito.

Grande abraço !

Fala parceiro!

Eu falei merda no sentido mais humano mesmo, de sermos falhos, cheios de fraquezas e péssimos defeitos, naquele momento, obviamente, era algo mais para expressar como eu estava emocionalmente do que um atestado sobre o que eu realmente sou. Claro, também não me acho um merda completo, apesar da minha confiança em mim mesmo e minha auto estima estarem um pouco baixas, preciso trabalhar isso, é algo que você fez e que eu preciso fazer também.

Obrigado pelo apoio, abração!
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Broda
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em 15/6/2020, 04:42
Consertando o trajeto!

Fala galera!

Hoje tomei uma decisão que eu estava evitando tomar, mas que a cada dia, se mostrava mais e mais necessária. Minha senha estava com um nível de dificuldade pequeno para pegá-la, nada absurdo, mas agora está realmente difícil. Quando eu não estiver me lembrando de absolutamente mais nada sobre como eu a escondi, vai ser mais de uma hora tentando descobrir como remontá-la e isso é muito positivo. Eu estava conseguindo acessar os bloqueadores com alguma frequência e isso obviamente dá merda, no fundo eu estava utilizando-os como substituinte de toda e qualquer força de vontade mínima. Basicamente, eu pegava a senha pra ajustar algo que nem tinha a ver com o reboot, daí eu recaía, depois bloqueava de novo, daí fazia a mesma coisa de novo e ficava nesse loop. Cortei esse loop pela raíz hoje, espero voltar a mexer com isso, se muuuito necessário, só daqui uns três meses, quando eu estiver estabilizado.

Não podemos pensar que os bloqueadores farão todo o serviço sozinho. Se a gente não quer fazer nem o básico, ficar arrumando e fechando brechas o dia inteiro com eles não vai resolver o problema.

Resetei sim, inclusive, estou postando essa mensagem 4:40 da manhã, depois de ter feito as configurações finais e sentir que estou pronto para recomeçar mais uma vez. Inclusive, ter feito isso me deu um gás novamente para buscar fazer o reboot como deve ser feito.

Abraços!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 17/6/2020, 00:03
Fala!

Ontem não foi um dia muito bom. Acabei voltando para o vício. Em compensação, hoje foi um dia divertido e bom. Me senti bem e feliz, combati maus hábitos e acredito que esteja entrando nos eixos novamente. Passando aqui só pra registrar a vitória, vamo que vamo!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 18/6/2020, 01:46
Fala Broda meu caro, vejo em seus relatos nos últimos dias essa persistência para mudar, isso é extremamente importante, acho que nós dois precisamos rever alguns conceitos de reboot, e ver o que está ocorrendo kk, mas eu vejo algo bom em ti, que é a vontade de mudança, tmj meu caro, torço pra que seus dias sejam bons e produtivos, mas lembre-se sempre o reboot não é linear, abraço!

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 18/6/2020, 07:19
Parabéns pela vitória, Broda!

Estamos na mesma luta, meu boinador. Vamos desfrutar as atividades produtivas do que perder tempo quebrando uma no banheiro. 

Um forte abraço. TMJ#
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 18/6/2020, 10:54
Fala, Broda!

O inicio da caminhada é bem turbulenta, eu sei bem disso, estou nela. Mas dia após dia, sempre caminhando, iremos sair dessa.

Abraço

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"No sentido mais verdadeiro, a liberdade não pode ser concedida; deve ser alcançada"
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 19/6/2020, 13:22
Joseph escreveu:Fala Broda meu caro, vejo em seus relatos nos últimos dias essa persistência para mudar, isso é extremamente importante, acho que nós dois precisamos rever alguns conceitos de reboot, e ver o que está ocorrendo kk, mas eu vejo algo bom em ti, que é a vontade de mudança, tmj meu caro, torço pra que seus dias sejam bons e produtivos, mas lembre-se sempre o reboot não é linear, abraço!

Fala Teller!

É isso aí mano, tamo ajustando, insistência é necessária para a vitória. Estamos inclusive com o mesmo tempo de reboot, bora nessa ondinha aí fazer esse reboot virar realidade!

Abração

RosseauStrong escreveu:Parabéns pela vitória, Broda!

Estamos na mesma luta, meu boinador. Vamos desfrutar as atividades produtivas do que perder tempo quebrando uma no banheiro. 

Um forte abraço. TMJ#

Quebrando uma no banho kkkkk quero largar essa vida e realmente me tornar o Mr. Produtividade Insana!

Tamo junto mano, abração!

Soli Deo Gloria escreveu:Fala,  Broda!

O inicio da caminhada é bem turbulenta, eu sei bem disso, estou nela. Mas dia após dia,  sempre caminhando, iremos sair dessa.

Abraço

Vamo sair sim mano, eu tenho convicção disso. Abração!!
Urso Polar
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 19/6/2020, 13:32
Broda,

Seu diário é uma das coisas mais incríveis desse fórum. Ver como a galera vem aqui, como você é participativo. Mano, vou ser mais um a tecer elogios e dizer que eu identifico para caramba com você. Muitas das vezes quando eu leio o que você escreve é como se eu estivesse vendo um espelho porque passo por essas coisas. Você tem lições valiosas cara.

Cada post seu é de uma profundidade avassaladora. Mesmo os de momento de queda, lembra de uma humanidade honesta que lida com os próprios defeitos e desafios.

Não puxo o saco de graça, é porque realmente é bom.

Então mano, luta. Não caia nas suas próprias armadilhas. Parece muitas vezes que você mesmo cria os motivos para voltar para a PMO. Eu sei porque eu mesmo faço isso.

Abraço

_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4
Broda
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Broda Ascendente

em 19/6/2020, 13:55
3 dias é pouca coisa? É COISA PRA CARALHO!

Ohhh baby!

É issae caraio. Tô a praticamente a 3 dias sem bater uma e estou feliz. Eu acho que eu tava passando nem de um dia nos últimos tempos ae, então é um pequeno passo para a humanidade e um grande passo para mim. Estive refletindo nos últimos tempos, pelos estudos feitos com o cérebro de viciados em pornografia, o pornô arrebenta o seu córtex pré-frontal, responsável pela tomada de decisões e controle. Isso acaba influenciando profundamente na força de vontade e, acredito eu, que eu esteja com essa parte do meu cérebro absolutamente arregaçada. Faz algum tempo que estou com dificuldade de fazer as tarefas do trabalho, procrastinando igual um vadio e minha lista de coisas a fazer só cresce. Deu uma leve melhorada nesses dias que voltei ao reboot, espero que possa observar ganhos ainda maiores com mais tempo de reboot, sinceramente essa é a parte que estou mais focado para melhorar agora, quero ter mais energia, foco e vontade de realizar.

Por enquanto é isso, sigo na esperança de dias melhores.

Abraços, amigos!
Broda
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 21/6/2020, 15:39
Urso Polar escreveu:
Broda,

Seu diário é uma das coisas mais incríveis desse fórum. Ver como a galera vem aqui, como você é participativo. Mano, vou ser mais um a tecer elogios e dizer que eu identifico para caramba com você. Muitas das vezes quando eu leio o que você escreve é como se eu estivesse vendo um espelho porque passo por essas coisas. Você tem lições valiosas cara.

Cada post seu é de uma profundidade avassaladora. Mesmo os de momento de queda, lembra de uma humanidade honesta que lida com os próprios defeitos e desafios.

Não puxo o saco de graça, é porque realmente é bom.

Então mano, luta. Não caia nas suas próprias armadilhas. Parece muitas vezes que você mesmo cria os motivos para voltar para a PMO. Eu sei porque eu mesmo faço isso.

Abraço

Fala mano!

Obrigado pelas palavras. Eu não tinha visto sua mensagem, pois você postou na hora que eu estava digitando meu post kkkk, e que mensagem!

Fico muito feliz que você tenha gostado do meu diário. Você é um dos diários que eu sempre acompanho também pois acho muito bom, bem escrito, honesto com os próprios sentimentos e um bom rebooter. Sempre focado em ser melhor.

Muito obrigado pelas palavras amigo, abração!!!!!

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 22/6/2020, 09:09
Broda escreveu:
3 dias é pouca coisa? É COISA PRA CARALHO!

Ohhh baby!

É issae caraio. Tô a praticamente a 3 dias sem bater uma e estou feliz. Eu acho que eu tava passando nem de um dia nos últimos tempos ae, então é um pequeno passo para a humanidade e um grande passo para mim. Estive refletindo nos últimos tempos, pelos estudos feitos com o cérebro de viciados em pornografia, o pornô arrebenta o seu córtex pré-frontal, responsável pela tomada de decisões e controle. Isso acaba influenciando profundamente na força de vontade e, acredito eu, que eu esteja com essa parte do meu cérebro absolutamente arregaçada. Faz algum tempo que estou com dificuldade de fazer as tarefas do trabalho, procrastinando igual um vadio e minha lista de coisas a fazer só cresce. Deu uma leve melhorada nesses dias que voltei ao reboot, espero que possa observar ganhos ainda maiores com mais tempo de reboot, sinceramente essa é a parte que estou mais focado para melhorar agora, quero ter mais energia, foco e vontade de realizar.

Por enquanto é isso, sigo na esperança de dias melhores.

Abraços, amigos!

Essa postagem me estimulou de uma forma significativa. As vezes o cérebro tenta nos diblar demonstrando que 3 dias é pouca coisa e, com isso, encher a cara de pornografia e jogar o precioso semen no banho.

É necessário nós valorizarmos os pequenos dias para alcançar a vida de sucesso que é está longe do veneno. Mesmo o cara estando 1 dia longe dessa merda já é algo real, porque se estivesse caindo todo santo dia, se sentiria vazio e incapaz de fazer as coisas até para ir na padaria comprar pão.

Parabéns pelos 5 dias longe da PMO, meu boinador. Um abração, pae. TMJ#

Broda e Zyzz gostam desta mensagem

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 23/6/2020, 17:55
Broda escreveu:
mensagem broda:

3 dias é pouca coisa? É COISA PRA CARALHO!

Ohhh baby!

É issae caraio. Tô a praticamente a 3 dias sem bater uma e estou feliz. Eu acho que eu tava passando nem de um dia nos últimos tempos ae, então é um pequeno passo para a humanidade e um grande passo para mim. Estive refletindo nos últimos tempos, pelos estudos feitos com o cérebro de viciados em pornografia, o pornô arrebenta o seu córtex pré-frontal, responsável pela tomada de decisões e controle. Isso acaba influenciando profundamente na força de vontade e, acredito eu, que eu esteja com essa parte do meu cérebro absolutamente arregaçada. Faz algum tempo que estou com dificuldade de fazer as tarefas do trabalho, procrastinando igual um vadio e minha lista de coisas a fazer só cresce. Deu uma leve melhorada nesses dias que voltei ao reboot, espero que possa observar ganhos ainda maiores com mais tempo de reboot, sinceramente essa é a parte que estou mais focado para melhorar agora, quero ter mais energia, foco e vontade de realizar.

Por enquanto é isso, sigo na esperança de dias melhores.

Abraços, amigos!
RosseauStrong escreveu:
Essa postagem me estimulou de uma forma significativa. As vezes o cérebro tenta nos diblar demonstrando que 3 dias é pouca coisa e, com isso, encher a cara de pornografia e jogar o precioso semen no banho.

É necessário nós valorizarmos os pequenos dias para alcançar a vida de sucesso que é está longe do veneno. Mesmo o cara estando 1 dia longe dessa merda já é algo real, porque se estivesse caindo todo santo dia, se sentiria vazio e incapaz de fazer as coisas até para ir na padaria comprar pão.

Parabéns pelos 5 dias longe da PMO, meu boinador. Um abração, pae. TMJ#

Caro Broda e RosseuStrong,

A gente tende a acreditar que um dia, dois ou três são poucos, quando não são.

A gente disse para esse vício: Hoje NÃO! Hoje você não manda em mim.

Cara e isso é bom demais. Porque depois de anos nessa coisa por muito tempo sendo presos nessas grades e correntes a gente descobre que pode sair:

- Hoje não FdP, você não manda em mim.




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"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 23/6/2020, 23:26
RosseauStrong escreveu:

Essa postagem me estimulou de uma forma significativa. As vezes o cérebro tenta nos diblar demonstrando que 3 dias é pouca coisa e, com isso, encher a cara de pornografia e jogar o precioso semen no banho.

É necessário nós valorizarmos os pequenos dias para alcançar a vida de sucesso que é está longe do veneno. Mesmo o cara estando 1 dia longe dessa merda já é algo real, porque se estivesse caindo todo santo dia, se sentiria vazio e incapaz de fazer as coisas até para ir na padaria comprar pão.

Parabéns pelos 5 dias longe da PMO, meu boinador. Um abração, pae. TMJ#
Pois é mano, a gente tem uma tendência muito grande de desvalorizar o pequeno tempo que estamos sem bronha, mas na verdade, o acumulado conta bastante também, pois melhor do que cair a cada 1 dia, é melhor a cada três dias, que por sua vez é pior do que recair a cada 5 dias e por aí vai. Nosso cérebro vai se recuperando nessas pequenas pausas também e conseguimos garantir mais dias bons. Até poucas horas sem PMO já são vitórias para nós.

Não estou 5 dias da PMO, mas tô recuperando, bora pra primeira semana!

Abração!
Urso Polar escreveu:

Caro Broda e RosseuStrong,

A gente tende a acreditar que um dia, dois ou três são poucos, quando não são.

A gente disse para esse vício: Hoje NÃO! Hoje você não manda em mim.

Cara e isso é bom demais. Porque depois de anos nessa coisa por muito tempo sendo presos nessas grades e correntes a gente descobre que pode sair:

- Hoje não FdP, você não manda em mim.

Exatamente meu bom. Essa mentalidade do "hoje não" tem um aspecto de foco no momento presente que eu gosto muito. Como viciados, nós temos uma tendência a sermos sujeitos que olham muito pro futuro e muito para o passado, mas pouco para o agora. Sonhamos com os 90 dias, com o dia que estaremos melhores, procratisnamos um monte e vivemos como se não fôssemos morrer nunca. Despediçamos momentos valiosos e somos o tipo de cara que pode chegar aos 90 anos, olhar pra trás e pensar: caralho, minha vida podia ter sido muito melhor se eu tivesse feito X, Y e Z.

Não há tempo a perder. O melhor momento para termos deixado de assistir pornografia era mais de 10 anos atrás, o segundo melhor momento é agora.

Abração!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Reflexões Momentâneas

em 23/6/2020, 23:53
Reboot tá indo razoavelmente de boa.

Ontem demorei pra dormir, pensando. Na minha última sessão com minha psicóloga (inclusive, acabei de lembrar q tenho q pagá-la) estávamos discutindo sobre meu dilema com a questão dos apps de relacionamento e meu reboot. Vontade de conhecer mulheres x medo de ter mais um lapso. Conversando com ela, ficou bem claro que eu categorizo as mulheres que eu encontro nesses apps. Podemos chamá-las de "pornográficas" e de "interessantes".

As "pornográficas" são aquelas mulheres que eu só converso pra bater uma, convencendo elas a me mandarem fotos nuas e alimentando meu fetiche exibicionista, já que eu mando foto minhas também. Basicamente, são mulheres que eu me utilizo para sexting e que eu não tenho o menor interesse em sair com elas, muitas vezes por achá-las feias ou algum outro deifeito que faça com que eu não queira me envolver de fato, mas que na minha cabeça servem para me dar prazer virtual, e eu já começo a conversa com elas nesse intuito.

As "interessantes" são aquelas que eu realmente teria interesse em me encontrar e são as que eu deveria de fato focar, como todo ser humano normal. Entretanto, acredito eu que, por conta do meu vício, eu acabo buscando nas pornográficas um substituto para minha vontade de assistir pornô, bem como um meio de realizar meus fetiches. Na próxima sessão, iremos explorar quando foi que eu comecei a fazer essa divisão, que eu acho que é algo que eu já tinha um pouco da vida real, entre mulheres que eu so gostaria de ter sexo x mulheres que eu gostaria de ter relacionamento sério.

É interessante pois eu acho que a maioria dos caras tem categorias, mas não sei se essas categorias surgem com a cultura, com a pornografia, enfim, é algo a ser explorado. Também fiquei refletindo sobre meus objetivos de vida e o que faz sentido para mim, mas isso fica para depois que já estou com sono.

Abraços!
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If I Don't Take It All The Way, No One Will - Página 37 Empty Re: If I Don't Take It All The Way, No One Will

em 24/6/2020, 01:08
Broda escreveu:
Reboot tá indo razoavelmente de boa.

Ontem demorei pra dormir, pensando. Na minha última sessão com minha psicóloga (inclusive, acabei de lembrar q tenho q pagá-la) estávamos discutindo sobre meu dilema com a questão dos apps de relacionamento e meu reboot. Vontade de conhecer mulheres x medo de ter mais um lapso. Conversando com ela, ficou bem claro que eu categorizo as mulheres que eu encontro nesses apps. Podemos chamá-las de "pornográficas" e de "interessantes".

As "pornográficas" são aquelas mulheres que eu só converso pra bater uma, convencendo elas a me mandarem fotos nuas e alimentando meu fetiche exibicionista, já que eu mando foto minhas também. Basicamente, são mulheres que eu me utilizo para sexting e que eu não tenho o menor interesse em sair com elas, muitas vezes por achá-las feias ou algum outro deifeito que faça com que eu não queira me envolver de fato, mas que na minha cabeça servem para me dar prazer virtual, e eu já começo a conversa com elas nesse intuito.

As "interessantes" são aquelas que eu realmente teria interesse em me encontrar e são as que eu deveria de fato focar, como todo ser humano normal. Entretanto, acredito eu que, por conta do meu vício, eu acabo buscando nas pornográficas um substituto para minha vontade de assistir pornô, bem como um meio de realizar meus fetiches. Na próxima sessão, iremos explorar quando foi que eu comecei a fazer essa divisão, que eu acho que é algo que eu já tinha um pouco da vida real, entre mulheres que eu so gostaria de ter sexo x mulheres que eu gostaria de ter relacionamento sério.

É interessante pois eu acho que a maioria dos caras tem categorias, mas não sei se essas categorias surgem com a cultura, com a pornografia, enfim, é algo a ser explorado. Também fiquei refletindo sobre meus objetivos de vida e o que faz sentido para mim, mas isso fica para depois que já estou com sono.

Abraços!


Interessante esse ponto de vista cara, essa categoria de mulheres, nunca havia parado pra pensar nisso, mas é fato mesmo, vc ta se auto conhecendo neh pô, isso te ajuda a seguir os dias, tmj... se empenhe cada vez mais nesse reboot!!!
Abraço!!!

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em 24/6/2020, 20:00
Joseph escreveu:
Interessante esse ponto de vista cara, essa categoria de mulheres, nunca havia parado pra pensar nisso, mas é fato mesmo, vc ta se auto conhecendo neh pô, isso te ajuda a seguir os dias, tmj... se empenhe cada vez mais nesse reboot!!!
Abraço!!!

Fala mano!

É meio bizarro né kkkkkkkkk, eu não me sinto satisfeito comigo mesmo fazendo isso. Eu estou literalmente usando as mulheres para o meu próprio prazer, ainda que seja consensual e tenha participação delas também. É uma forma doentia de me relacionar com as pessoas, mais uma das facetas desse vício, mas falar sobre isso com alguém é bem positivo para mim, já que em outras situações eu seria julgado, mal compreendido e tratado como lixo, machista, etc.

Aqui eu busco ser sincero com vocês, expondo as falhas e aquilo de mais asqueroso que há em mim também, pois é uma forma de ir me tratando e buscando soluções.

Abração!
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