Diário do Renê - Reboot

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Diário do Renê - Reboot - Página 21 Empty Re: Diário do Renê - Reboot

10/4/2020, 16:57
David Silva escreveu:
Cruzado escreveu:Sabe Renê, eu leio suas postagens, acompanho seu diário faz alguns meses...
Quando leio suas postagens e as palavras "queda" e "compulsão" aparecem eu fico angustiado, você pode pensar que é bobagem minha, mas...
Não vou entrar em detalhes, mas sou um ex viciado, então a dor de não conseguir se controlar, a agonia de ter compulsões ainda é muito viva em minha mente!
Você é uma pessoa muito alto astral, até ao contar suas tragédias, mas eu sinto ao fundo de suas palavras um pouco de dor...
Eu torço muito por ti, espero que encontre o controle e a paz que você precisa.


E quais suas dicas para acabar com essas dores?
Também tenho uma dor muito forte dentro de mim.
Qual foi o seu insight para sair de vez do vício?

@David, é muito difícil responder suas perguntas, por vários motivos!
Primeiro, a dor que eu sentia/sinto, não é a sua dor, não tem como mensurar isso, o que para mim pode ser uma forte dor, para ti pode ser um pequeno incômodo.
Acredito que com o passar do tempo a gente aprende a conviver com a dor, seja ela física ou mental, o corpo se acostuma, ele é muito volátil.
Eu aprendi a conviver com as minhas dores quando passei a entender cada uma, aprendi que a dor e sofrimento é parte da minha vida.
Mas aprendi também que não posso dar atenção demais para elas, para que elas não se transformem em um grande monstro, mantenho todas elas "presas" dentro de mim, mas "converso" com todas todos os dias... Entende?  Wink  
Faça uma autoanálise, desabafe com alguém, seja um profissional da área da saúde mental ou um amigo próximo, caso não tenha ninguém e não possa contratar um profissional, escreva tudo em um papel, tudo que dói dentro do seu coração, depois bote fogo nesse papel e prometa a si mesmo que jamais irá derramar uma outra lágrima novamente, se tens fé, procure sempre Deus (Ou ao Divindade que você acredita), medite sempre, tenha 15 minutos todos os dias só para si, 15 minutos em silêncio para manter uma conexão com seu eu interior.
Para sair do vício, seja qual for ele, eu penso o seguinte, deixando claro que é minha opinião e que não sou um especialista na área
A pessoa tem que estar ciente que é doente e precisa de ajuda, e que nunca irá se livrar disso, no máximo vai manter seu vício controlado.
É importante saber que temos níveis de vício, leve, moderado e extremo, estando no leve e moderado a chance de uma recuperação ou controle do vício são altas, estando no nível extremo as chances são baixas.
Onde você se encontra em um vício diz as chances de "recuperação" que você tem!
Eu sempre fui um viciado de leve ao moderado, ou seja, meus vícios quase não chegam a atrapalhar minhas atividades diárias.
O viciado extremo é aquele em que a pessoa não consegue realizar suas tividades, aqueles que perdem tudo, a família, a dignidade, etc...
Eu cheguei a procurar ajuda profissional por um tempo, me ajudou bastante, e em todos os momentos que achei que iria ceder aos meus vícios eu fazia orações, eu meditava, tomava um bom banho frio, fazia longas caminhadas ao ar livre até a fissura do vício passar.
Mas falando sobre o vício em PMO, como pode ver estou no meu 145º dia, não foi fácil, sofri bastante, havia dias que eu pensava em desistir, chorei muito, mas fui forte e fiz tudo que disse acima, e estou firme nesse processo, sem quedas, sem falhas!
E hoje me sinto bem, estou controlado, mas sei que se vacilar posso ceder ao vício, por isso é importante manter sempre vigilância dos atos para não ceder ao vício.
Espero ter respondido suas perguntas de modo satisfatório.

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10/4/2020, 17:03
Rene.Gade escreveu:Cruzadooo!!!

Talvez a palavra que descreva essa dor seja frustração. Não havia notado o peso dessas palavras em meus relatos, e não é bobagem não, eu imagino, e também sei um pouquinho como é, sentir esse peso, essa agonia. Desculpe-me se estou sendo meio pesado nos últimos relatos, eu tento sempre deixar as coisas mais leves, mas ultimamente a situação em que tenho vivido tem me deixado um pouco preocupado.

Hoje acho que vou escrever mais um textão dramático, hahaha, mas foi apenas uma reflexão que tive no dia de hoje, que talvez mude a maneira com que eu venho enfrentando meus problemas, e que de certa forma me deixou mais leve e até animado.

Agradeço a preocupação, amigo!!
Até maaais!!

@Renê, confesso que antigamente eu me divertia lendo seus diários, ultimamente fico angustiado, mas entendo, está passando por problemas!
Não será sempre que você estará aqui para nos contar coisas, mesmo elas sendo tristes, de modo divertido, não é mesmo?
No mais, sempre se sinta livre para descrever a verdade de como se sente e como tem passado os dias, não mude por causa do meu comentário, eu só quis frisar o quanto você tem estado diferente comparado com os meses anteriores, ok?
E deixo claro também que não vou te abandonar, estarei sempre aqui comentando, deixando palavras de conforto e torcendo por você!

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10/4/2020, 18:30
Olá Cruzado
Obrigado pelas respostas
Tenho ajuda profissional tanto médica quanto psicoterápica há muito tempo há mais de 10 anos.
Oração faço todos os dias e às vezes mais de uma vez ao dia.
Quanto ao escalonamento do vício e as demais orientações foram muito válidas para mim
Muito obrigado.
Abraços! Paz!

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Recordes:
Primeiro reboot - 90 dias em 2015
Segundo reboot - 114 dias em 2020
______
Início do meu diário:
1ª parte: https://www.comoparar.com/t206-reboot-de-david-silva
2ª parte: https://www.comoparar.com/t7812-reboot-de-david-silva?highlight=david+silva
(Porque ficou muito grande e foi separado pelo próprio fórum)

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10/4/2020, 22:39
Cruzadoo!!

Tudo bem, amigo, bom saber que meus relatos estão sendo tão inspiradores, hahaha.

Entendi sim o que você quis falar, e infelizmente é a vida, temos bons momentos e outros nem tanto, mas tudo passa. Sabe, o que você falou tem até ligação com algo que eu estou/estava sentindo na vida real. Talvez aqui no fórum eu seja um pouco mais extrovertido, visto que na vida real eu sou alguém introvertido, porém ainda assim, naturalmente, eu gosto de ser alguém animado, de socializar, às vezes engraçado, e sempre percebi minha personalidade como marcante. No entanto, nesses últimos meses eu me sentia muito apagado, sem sal, mais introvertido que o normal, ou talvez estava sendo apenas a forma como eu estava me enxergando devido a todos os problemas, pois eu até tive uma socialização razoável nas primeiras semanas.  De qualquer forma, esses problemas não me afetaram somente na maneira como eu me expresso por aqui, estou em busca de me encontrar novamente em muitos aspectos. Vou falar disso tudo no meu próximo relato, aquele mesmo que eu estou enrolando, mas acredito que hoje eu posto.

Muito obrigado pelas palavras, amigo, também estarei aqui sempre que puder para te acompanhar!
Abraçooosss!

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11/4/2020, 01:56
VAMOS CONVERSAR, DIÁRIO.

Este é um texto imensooo, leia se tiver um tempinho, coragem, curiosidade, ou quiser entender um pouquinho do que está acontecendo com Renê.


Bom, Diariozinho, e colegas, tudo bem? Estou com muitos pensamentos na minha cabeça, e entendendo um pouco de tudo o que está acontecendo comigo. Essa semana eu consegui dar os primeiros passos para sair de um situação em que eu estava me encontrando, sendo que ontem e hoje dei passos importantes. Eu gostaria de começar do começo, então não sei o quão longo vai ser esse texto.

Essa semana começa confusa, não me lembro quantas m.o's estava tendo por dia, mas acredito que estava sendo no máximo uma por dia (Já nota-se pelo fato da minha memória confusa e pela minha dificuldade em entender o que estava acontecendo comigo nos últimos dias, que eu não estava muito bem), também não me recordo muito bem se estava cumprindo a rotina, acredito que em alguns dias cumpri, como no último sábado e na segunda, porém domingo e terça não. Então, no dia 07/04, terça-feira, eu estava lendo algumas matérias que falavam sobre m.o's, quando eu tive um pensamento, ou melhor um esclarecimento. Eu percebi que estava focando muito nelas, estava guiando meus dias, minha vida, para tentar me impedir de fazer m.o's, enquanto na verdade elas são apenas a ponta do iceberg, são resultados e consequências de como anda meu psicológico e minha vida no geral, dessa forma eu cheguei na conclusão de que eu precisava parar de me pressionar em relação a isso e mudar o foco da minha vida, para a causa, ou causas, de tudo isso.    

"Ah... Legal, Renê, mas você já não falou isso antes?" Bom, sim, mas isso me trouxe novas reflexões, e por mais que eu pudesse já saber disso, eu não estava colocando essas ideias em prática. O reboot que estou tentando fazer talvez não esteja sendo muito ideal para minha situação, porém deixe-me explicar.


APENAS HUMANO, UM RENÊ IMPERFEITO.

Quando eu digo que preciso focar menos nas m.o's, eu digo que preciso parar de me pressionar. E hoje durante uma prática da meditação, que falava sobre agir com bondade com si mesmo, eu percebi o quanto eu estava sendo rude comigo mesmo, o quanto eu mesmo me machuco, me julgo, me saboto, o quanto eu me pressiono. Assim que o resultado da faculdade saiu, e eu comecei a organizar minhas coisas, eu já comecei a me pressionar, e o que "misteriosamente" aconteceu nessa mesma época? Sim, eu fiz uma m.o depois de 51 dias sem essa prática. A partir daí eu continuei me pressionando muito, eu mudei de cidade, eu comecei a morar com outras pessoas temporariamente, e comecei a me sufocar com milhares de questões, sendo acadêmicas, profissionais, financeiras e pessoais. Eu queria já decidir tudo, planejar tudo, não queria ser empecilho para ninguém, me esforçava para ser sociável, para ser correto. Tudo o que eu falava ou fazia, desde as coisas mais banais, eu ficava martelando na minha cabeça por dias que tinha sido vergonhoso, que eu era um idiota por agir assim, e até hoje, todos os dias, me lembro de alguma situação dessa época e ela fica na minha cabeça me causando vergonha. Então eu fui construindo uma máscara, eu fui me podando e construí um personagem sem graça, apenas uma casca vazia por dentro. Dessa forma, eu me perdi em mim mesmo, não sabia mais quem eu era, comecei a me questionar sobre mim mesmo, o que eu estava fazendo ali, mesmo sabendo disso perfeitamente, e também sentia que nem meu estilo estava mais de acordo com quem eu era. No meu último dia eu estava muito angustiado, e não segurei minhas lágrimas no ônibus na volta, foi o ápice de tudo, e um dia depois surgiu a notícia que a universidade ia parar por conta do vírus. No começo eu pensava que era apenas o novo ambiente, mas não era só isso, eu descobri hoje mesmo que meu maior inimigo estava sendo eu mesmo durante todo esse tempo.

"Hummm, entendi, mas e como isso resulta nas m.o's?". Bom, durante todo esse tempo eu fiquei praticando isso, com exceção da primeira semana no ambiente novo, meio que por uma questão de respeito ainda, como eu já citei aqui antes, depois foi sempre, quase todos os dias. Até que então chegou a quarentena, eu voltei para a casa dos meus pais, e aqui o ambiente também é complicado, porém aqui já sou acostumado a lidar com tudo. Mesmo assim, eu continuei mal aqui, ainda me pressionando, com as lembranças do outro lugar, com as pressões naturais daqui, e com a pressão de algumas atividades online que os professores estavam passando, de maneira não obrigatória. No entanto mais duas pressões e sabotagens entraram para fechar o pacote, a internet, ou redes sociais, e o reboot. Sim, o reboot, se tornou uma forma de eu me pressionar muito. As redes sociais e internet não foram bem uma pressão minha, mas uma forma de me sabotar, me causando diversos sentimentos ruins como raiva, estresse e tristeza, devido as notícias e matérias que eu acabava encontrando ou procurando.


UM REBOOT? UMA M.O? UMA MELHORA!

"Espera aí, como o seu reboot está sendo uma pressão? E se ele for, como pretende mudar isso?" Eu percebi meu reboot como uma pressão, visto que meu foco estava sempre nas m.o's. "Quantas eu fiz?", "Quando eu fiz?", "Quantos dias sem?", "Quantos dias é seu objetivo?". Dessa forma, eu passava meus dias me preocupando com isso, os impulsos vinham, eu não conseguia seguir minha rotina, e logo em seguida caía, de maneira compulsiva, com uma, duas, três por dia. Porém, deixando claro um ponto, não sou contra reboot's de m.o's, pelo contrário, eu estou tentando entender o quanto esse padrão de reboot, que funcionou muito bem com a P no meu caso, não está me ajudando com toda a minha problemática com as m.o's. É uma questão exclusivamente minha e irei explicar isso melhor elencando alguns pontos. O reboot, no geral, não é igual para todas as pessoas, cada um tem seus processos, suas especificidades, seus problemas, suas questões pessoais, e cada um leva um tempo diferente, uma dificuldade diferente, com um mesmo propósito, excluir a P e a PMO das nossas vidas. Quando se trata de um reboot exclusivo para as m.o's limpas, isso se torna mais específico ainda, pois as m.o's limpas, sem presença de P, nem de fantasias, ou imaginações, não te causa problemas, o problema nesse caso seria a compulsão, algo que eu vinha apresentando ultimamente, compulsivas m.o's limpas. Voltando a questão, vou colocar alguns pensamentos do porquê esse método não está funcionando comigo, e mais me causando frustrações do que qualquer outra coisa.

QUESTÃO 1 -  Primeiro, que assim como eu falei, ao focar em um reboot de m.o's, no meu caso (sempre no meu caso), eu perdi o foco naquilo que eu preciso melhorar de fato, minhas questões pessoais e psicológicas. Então, eu fico na superfície, na ponta do iceberg, tentando cortar m.o's, mas não procurando de onde elas estão saindo, e não vendo a causa delas, que no caso é toda a pertubação que eu causei em mim mesmo, devido a questões pessoais. O reboot me causava frustrações e elas me faziam voltar a me pressionar, criando um ciclo de reboot, queda, frustração, pressão, e assim inciando novamente.

QUESTÃO 2 - Segundo, eu já concluí meu reboot de P. Acredito eu, que concluí com sucesso, tendo alcançado 236 dias sem P e PMO's. Além disso, desde dessa época não fantasio mais na cama, nem durante m.o's, não tenho compulsão por conteúdos sexuais online, mas preciso sempre me policiar, pois as redes sociais e a internet no geral estão muito sexualizadas, mais um motivo pelo qual quero me afastar mais delas nessa nova etapa. Tendo concluído um reboot de P, eu percebo o quanto o mesmo método não funciona com as minhas m.o's limpas.

"Ah, mas isso é claro, você precisa aprimorar sempre". Sim, sim, e eu aprimorei, aprimorei bastante, e além disso eu conquistei 43 dias sem m.o em uma época no ano passado, e depois agora por último no finalzinho do ano e janeiro, 51 dias sem m.o's limpas. E quais as mudanças que eu notei? Sem compulsão, períodos maravilhosos sem libido que acredito serem flatlines, e uma leve maior disposição. E sabe em que conclusão que eu cheguei com isso? Eu sempre usei basicamente os mesmos métodos, mas o que provavelmente me fez conseguir 43 dias em outubro, e depois cair compulsivamente até dezembro? Meu psicológico, minhas questões pessoais. Em outubro estava chegando as provas dos vestibulares, 15 de novembro já seria um. Depois eu engatei o reboot de m.o's limpas, com 51 dias, novamente em que período? Quando acabou as provas, e quando ele se encerra? Quando eu passei na faculdade e me mudei novamente. Percebe que a relação dos meus reboot's de m.o's diziam muito mais do meu psicológico, da minha situação pessoal, da pressão que eu estava colocando em mim, do que necessariamente dos meus métodos? É por isso que penso que meu foco precisa ser em mim, em cuidar de mim, em resolver minhas questões pessoais sem pressão, do que necessariamente ficar me cobrando para ficar não sei quantos dias sem m.o, isso é muito superficial para mim.

"O que você quer especificamente fazer então?" Eu pretendo me redefinir, tirar um pouco da minha cabeça essa ideia de reboot de m.o's limpas, claro sem deixar de lado meu eterno reboot de P, com ele continuo firme no pós-reboot. Não sei se vou ser extremo, quero ser sensato, mas as m.o's não possuem mais importância para mim, então uma ideia de reboot fica meio sem sentido. Ao retirar essa pressão das m.o's, eu não vou mais me frustrar com tentativas falhas, e poder redirecionar essa energia para as minhas atividades de fato, que vão aprimorar e fortalecer meu psicológico.

"Mas, Renê, sua doida, e sua compulsão? Sim, vou continuar tentando não deixar ela ocorrer, mas seu fizer uma m.o, não irei mais ter essa ideia de queda, de erro, pois uma m.o sozinha não me causa nada, o problema é a compulsão que me impede de fazer meus afazeres, e os impulsos que sugam minha vontade de existir, kkkkkkkk. Então, eu penso que nesse começo, as m.o's vão acabar sendo mais frequentes de qualquer forma, mas ao invés de tentar exterminar elas, eu vou apenas redirecioná-las, diminuí-las, tentar tirar só o que me prejudica: a compulsão. Nos últimos dias eu fiz um teste, eu tive essa ideia na terça, na quarta eu tentei começar, porém houve algumas questões e eu não cumpri com nenhuma rotina nesse dia, eu notei que houve impulsos durante à tarde, mas consegui não fazer nenhuma prática durante um horário que eu deveria estar fazendo algo "produtivo", ou seja não fiz nem uma, nem outra, e tive uma m.o apenas à noite. Na quinta eu segui minha rotina toda certa, leves impulsos apenas, e também redirecionei a m.o para um horário posterior a todas as minhas atividades e obrigações do dia. Hoje, sexta, eu segui com a rotina matinal, de tarde eu foquei em outras atividades, que não eram da faculdade, mas realizei atividades, e novamente leves impulsos, depois das atividades fiquei sem vontade, mas acabei forçando uma prática por uma racionalização.

Daqui para frente, o meu foco é continuar apenas redirecionando as m.o's para momentos que elas não me atrapalhem, e quero também não criar uma rotina com elas, visto que não sinto que elas são uma necessidade minha, eu percebi que faço mais pelo costume e pelas pressões. Dessa forma, eu penso que conforme eu for avançando com minhas atividades e rotinas, e melhorando meu psicológico, as m.o's começarão a ficar mais escassas, elas não serão mais um impulso compulsivo, e também não serão uma necessidade presente em mim. Então com o tempo, se eu melhorar minhas questões, elas vão desaparecer, logo não preciso me pressionar tanto com elas assim, apenas não deixar elas me consumirem, não serem compulsivas, quero retirar das m.o's essa função de refúgio dos problemas e de necessidade, claro que de maneira mais natural, usando como principal método a minha própria melhora e atividades. Sem pressão, sem frustração, sem impulsos fortes, melhor saúde mental, sem m.o's desnecessário no futuro.

QUESTÃO 3 - O último ponto que eu gostaria de abordar, é um fato que talvez ajudou a me tornar compulsivo em toda essa questão das m.o's: eu sou uma princesa. "Bom, desisto de você, Renê" Calma, deixe-me explicar, hahaha. Falando de maneira séria agora, eu não tenho, nem nunca tive uma vida sexual. Tudo começa com a minha família religiosa e cristã, por mais que meus pais nunca tenham considerado o sexo um tabu enquanto assunto, eles simplesmente nunca abordaram esse assunto comigo, em nenhum momento, talvez eles pensassem que eu era inteligente o suficiente para saber, ou que aprenderia na escola. No entanto, não foi bem isso que aconteceu, eu cresci com a ideia de que sexo, entre homem e mulher, é errado, sujo e pecado, algo feio. E entre homens? Bom, eu nunca nem soube que isso existia, homossexualidade no geral, pior do que o sexo, foi algo não abordado na minha criação, nem sabia o que era, mesmo com todos os meus sentimentos por homens aflorando desde cedo, pensava ainda que ia casar com uma mulher e ter filhos. "Tá bom, e aonde isso chega?" A P me criou e (des) educou, uma criança de 12 aos, com os meus sentimentos, e com as minhas dúvidas, e com um celular, encontrou "respostas" no pior lugar possível. Eu coloco respostas entre parênteses, pois mesmo acessando conteúdo adulto homossexual, eu ainda não sabia o que era homossexualidade direito, uma grande deseducação mesmo. E sendo assim, eu passei a me conformar com isso, minha "vida sexual" era PMO, e ela passou a ser presente na minha vida até ano passado. Passei pelas minhas descobertas, descobri quem eu era, entrei em parafuso, me aceitei, contei sem medo sobre minha sexualidade aos 15 anos, enfrentei meus preconceitos e o das outras pessoas, me libertei, mas a PMO continuava ali, meu segredo.  

Tudo isso, mais o fato de ser alguém introvertido (não gosto de festas, bebidas, baladas, ou coisas do tipo até hoje, prefiro sair com amigos e em um lugar calmo) fez com que eu nunca tivesse a oportunidade de nem tocar um rapaz de maneira afetiva-sexual, muito menos beijar, e isso permanece até hoje, com quase 20 aninhos. Sendo assim, depois do ano passado, que eu retirei a P da minha vida, eu notei uma explosão de "hormônios a flor da pele", que eu nem lembrava que existia, hahaha, não podia ver um homem que as coisas saiam do controle, vide meus relatos das caminhadas aqui no meu diário. Eu notei uma libido mais alta no geral e meu desejo por rapazes começou a aumentar bastante, hoje mais controlado, mas talvez por estar fazendo muitas m.o's.

A questão que eu quero chegar é que eu tenho, por ser jovem e sem nenhuma forma de vida sexual, uma libido muito alta, pelo menos ao meu ver. Dessa forma, as m.o's acabam sendo uma forma de diminuir essa libido. Claro, que existe uma forma de tentar redirecionar isso para as minhas atividades, e é justamente isso que acredito que vai acontecer conforme eu seguir focando mais nas atividades, do que nas m.o's limpas em si. "Ah, Renê, então não já está na hora de criar sua vida sexual real?" Bom, como eu já expliquei aqui uma vez, essa é uma questão complicada para mim ainda. Lembram da minha criação religiosa? Pois bem, por mais que não seja mais religioso, eu tenho como um princípio pessoal meu, ter relações apenas com uma pessoa que eu possuir intimidade, e amizade, então não irei sair procurando pessoas apenas para ter esse escape do desejo sexual. E como não tenho no momento condições emocionais, nem psicológicas, para um relacionamento, isso provavelmente vai ser algo que vai vim apenas daqui um bom tempo.

Dessa forma sobra apenas minhas atividades não sexuais e as m.o's para esse desejo todo. Eu penso que no começo as m.o's serão mais frequentes, e juntamente das atividades, isso tornará os impulsos mais baixos. Depois conforme as atividades forem ficando mais ativas em mim, e meu psicológico for melhorando, as m.o's vão diminuindo, e os impulsos vão continuar controlados pelas atividades. Talvez chegue um momento em que as m.o's possam nem mais fazer falta, claro que ainda vou ter desejos, mas vão ser bem mais controláveis. Meu intuito não é viver um celibato, caso eu tiver vontade de uma m.o limpa, em um momento específico, sem que isso me atrapalhe, não verei isso como um problema, principalmente em épocas posteriores, em que elas poderão ser mais escassas. E por fim, conforme eu for ficando mais velho esses desejos vão diminuindo e tudo vai se encaixando.

Esse será meu "método", será uma tentativa, e se não funcionar eu admitirei isso e sempre buscarei uma forma nova de aprimorar a maneira como estou lidando com minhas questões. Além disso, pretendo procurar por uma terapia depois dessa quarentena, e abordar essa questão sexual minha, pois na última eu não abordei. Bom,  obviamente estou precisando de uma terapia, hahaha.


BOM, SEM REBOOT, SEM FÓRUM?

Eu não pretendo abandonar o fórum, quero continuar acompanhando meus colegas e ajudando novas pessoas e o fórum no geral como moderador. No entanto, acredito que minha jornada nesse diário está se encerrando, esse reboot de m.o's já não era algo muito do propósito do fórum, e agora sem um reboot específico, acredito que o propósito dele se torna mais fora ainda. Além disso, percebo que as pessoas já não se identificam muito com meus relatos, não que muitos já tenham se identificado, kkkkkk, mas agora essa questão das m.o's acaba sendo algo muito específico meu. Não vou abandonar você, Diariozinho, talvez nesse começo eu esteja mais frequente por aqui, e mesmo depois, sempre que possível quero atualizar vocês de como meu processo está sendo, se estou melhorando, e etc. No entanto o velho método diário de um rebooter, de estar aqui todos dias, dia após dia, se encerra por aqui creio eu. Meu diário de princesa continuará aqui com todo meu percurso acabando com a PMO, para quem tiver coragem de acompanhar. Muito do que eu falei nesse texto já foram questões discutidas aqui, eu apenas juntei todas essas peças que estavam perdidas e entendi um sentindo para minha vida.

Bom, aceito dicas e novos pontos de vistas. Desculpe-me pelo longo texto, queria expor tudo isso, e também por talvez ter ficado um pouco confusa a escrita. Vou ficando por aqui, colegas, espero que todos vocês tenham ótimas jornadas.

Continuarei aqui sempre acompanhando os coleguinhas! Amanhã verei se já passo no diário de vocês.
Até maaaaaaaaisssss!!!!  I love you



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Diário do Renê - Reboot - Página 21 Empty Re: Diário do Renê - Reboot

11/4/2020, 11:26
Renê, eu me vejo muito em você. Mesmo quando saí de casa, com 18 pra 19 anos, demorei muito pra tentar algo sexual com alguém, sempre  tive a expectativa que a homossexualidade fosse uma fase e que fosse passar. Meu primeiro contato, que foi tudo planejado pra ter fins sexuais, foi em 2016 (não sei se contei isso no meu diário), eu não conhecia o grindr, mas já conhecia o tinder.
Em 2016 eu tinha 20 pra 21 anos, marquei com um cara no tinder, fui no mercado, comprei preservativos (sem saber de nada sobre tamanho, textura, absolutamente nada, um inexperiente e desinformado jovem), eu tremia igual vara verde, o cara chegou na minha casa, ele conversou 5 minutos comigo e arranjou uma desculpa e foi embora. Eu queria mas não queria, quando ele foi embora senti um alívio tão grande por não ter rolado nada, pois eu estava muito inseguro, mesmo assim fiquei bem mal, passei mais 6 meses pra ter coragem de sair com outra pessoa, o que aconteceu só em 2017, que foi igualmente ruim e traumática e me fez ficar mais 1 ano sem tentar nada com ninguém.
Nessas 2 tentativas mais do que frustradas eu sempre me escorei na seguinte afirmação: vou ficar no meu pornozinho mesmo, sexo é muito complicado, fico muito nervoso, é horrível.
E novamente só criei coragem pra sair com outra pessoa em 2018, quando comecei o reboot (e mesmo sem penetração um bom tempo) mas já familiarizado com a questão do grindr e do sexo casual (que de certa forma me ajudou a entender o mundo, as pessoas e como funciona todo esse sistema que na minha cabeça era totalmente diferente). E mesmo assim, após algum tempo, tive minha queda e voltei pra onde? Exatamente, pra pornografia, onde foi muito pior que todos os últimos anos juntos.
O que eu estou tentando te falar é que a pornografia sempre vai estar ali como uma forma de nos sentirmos melhores e reconfortados ante nossas angustias, inseguranças e incertezas. Fez um plano e não deu certo? Pornô. Foi mal na prova? Pornô. Não está satisfeito com sua vida sexual em si? Mais pornô. Em 2018, ainda que eu estivesse no reboot, haviam outras questões muito mal resolvidas dentro de mim, por isso o pornô estava ali pra me fazer sentir melhor.

A questão da MO já é outro assunto. Todos sabem que eu sou estritamente contra a tal da MO supervisionada/programada. Porém, neste cenário de catástrofe mundial e quarentena, me vi em uma situação totalmente nova: não posso transar. E vocês não imaginam o problema que isso me trouxe, pois de um lado está o meu eu acostumado a ter relações sexuais, e do outro uma pessoa que é totalmente contra MO. No meio disso tudo, há a vontade de transar que muitas vezes é insistente, dá pra controlar tranquilamente, mas não para sempre. Meu psicólogo me aconselhou a praticar MO, mesmo ele sabendo que eu odeio, pois é uma das formas de eu evitar sair e quebrar a quarentena.

O que eu quero te falar é: se a MO é uma medida que te ajuda a controlar sua vida, ir em frente, eu não vejo problema. A MO é um problema pra mim, mas talvez pra você seja uma maneira de se controlar até quando se sentir confortável pra iniciar sua vida sexual. Você não precisa lutar contra isso, a MO é prejudicial quando ela te toma muito tempo do seu dia, te faz ter vontade de ver pornografia, aí sim ela se torna um problema.

Você, sozinho, sentindo seu corpo, não há problema algum. Não se culpe por isso, o mal aqui é a pornografia. A masturbação é normal, é comum, quando a gente transa, também nos masturbamos, não é nada de outro mundo.

Bjs

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11/4/2020, 20:09
Marcooosss!!

Nossa, que chato esse cara do seu primeiro encontro, e que bom que se sentiu aliviado no momento, uma pena que acabou se cobrando muito depois. Infelizmente, o monstrinho da P vai estar sempre ali, e como você disse se aproveitando dos mais diversos momentos da nossa vida, para justificar que alimentemos ele. E realmente, nossa situação no momento em que cedemos acaba explicando muito o porquê de termos cedido.

Concordo com você! Imagino como é difícil, ainda mais para você acostumado com seus encontros, se deparar com essa situação de não ter como liberar o desejo. Assim como você, também penso que é possível sim controlar, porém não é algo simples, e muitas vezes acabamos nos levando a um limite muito grande, sendo que podemos realizar uma m.o limpa e esporádica, que não te trará mais prejuízos, e te aliviará desse forte desejo. Às vezes sendo até melhor do que se esforçar ao extremo para controlar o desejo, se frustrar, e depois ceder de maneira compulsória e descontrolada.

E com certeza, isso é algo que eu penso para mim, visto que para você as coisas podem ser diferentes, você tem outras questões específicas suas. Para mim será uma forma inicial de diminuir essa pressão, poder me recuperar, e não ter fortes desejos, até que as coisas se equilibrem e ela vá diminuindo naturalmente conforme eu fortaleço minhas atividades, até que eu tenha meu início como você citou. Também não vejo como algo prejudicial, desde que não esteja afetando os pontos que você levantou.

Muitíssimo obrigado pelo seu relato, esclarecimentos e palavras. Ajudou-me bastante!
Até maaaaisss!!




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12/4/2020, 16:45
Meu caro Renê.

Vejo que as coisas estão sendo bem difíceis, e me entristeço muito com isso, pois há vários problemas além da PMO, e de certa forma ela é um escape enorme e um ciclo acaba sendo criado (Problemas - PMO - Os problemas voltam - PMO - Pressão - PMO - Medo - PMO), e como você falou, a PMO acaba sendo só a ponta do iceberg, por que se não mudarmos o que há dentro, se não tentarmos ver de uma forma diferente, acabamos sempre indo pelo mesmo caminho e colocando toda a culpa na PMO.

Vejo que você fala muito sobre MO's limpas, de fato você não ver mais problemas nisso, mas aí te pergunto, se não há problemas, e se elas são limpas, por que ainda pratica? Não faz sentido, se não há fantasias, não há pornografia, não entendo o por que de ainda continuar, creio eu que essa questão precisa ser analisada melhor. Então, o que vejo é que a sua compulsão tem a ver com a MO's, dessa forma, acredito que a MO's contribui para que você tenha essas sensações, pois após qualquer pressão na vida, a MO's vai te dar uma sensação de alívio, mesmo sem pornografia, e isso é como uma droga, você sempre vai querer relaxar um pouco após várias pressões, inclusive você mesmo citou isso no seu diário, falou que queria deixar as MO's para depois dos afazeres, ao invés de você tentar combate-las, está tentando adiar, isso não faz sentido ao meu ver.

Lembrando que tudo que falei é com base no meu ponto de vista, e irei relatar aqui o por que: Eu entrei nesse Fórum com a intenção de me libertar da MO's, o problema nunca foi P, mas uma coisa acaba ligando a outra, e de certa forma todos estão interligados, visto que, o meu problema sempre foi não saber lidar com as emoções sexuais, inclusive, ao digitar aqui no seu diário estou enfrentando uma nesse exato momento, uma ex ficante veio falar comigo me chamando pra casa dela, isso tirou o meu foco nos estudos, me deixou aqui excitado, e além disso fiquei aqui com muita vontade de ir, mas isso é a prova de que o problema não é só P, pois vejo que o meu maior problema é não saber lidar com as emoções sexuais, e dessa forma a MO's tem contribuído muito com isso, então o meu reboot não se trata nem de P, se trata mais de MO's. E vejo que no seu relato você não deu tanta importância assim a MO's, ao meu ver você foi mais relevante ao falar sobre a P, e de fato não concordo muito nesse ponto. Porém, essa é a minha visão sobre o seu relato.

Independente da sua decisão, eu te apoiarei e estarei sempre aqui pra comemorar a sua vitória, e caso caia, estarei aqui pra te dar a mão. Estou contigo, meu caro.

Um abraço.



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12/4/2020, 21:53
Rene.Gade escreveu: Muito do que eu falei nesse texto já foram questões discutidas aqui, eu apenas juntei todas essas peças que estavam perdidas e entendi um sentindo para minha vida.

Oi Renezinho!
Gostei muito do seus texto e das atitudes que você vem tomando. Foque mais em você mesmo e continue fazendo essa meditação da bondade consigo mesmo, é uma das coisas que tem me ajudado nos último dias e tem me ajudado a me escutar e me entender melhor.

Gostei dessa frase do seu relato, espero que esse sentido que vc encontrou te guie por caminhos maravilhosos.

Abraços!

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13/4/2020, 01:40
Harveeeeyyy!!

Acredito que entendi seu ponto de vista, pontuarei algumas questões que eu entendo de uma maneira diferente.

--> As m.o's que eu chamo de limpas, são limpas devido ao fato de não serem mais interligadas com a P, ou fantasias. Eu penso que elas não têm mais conexão com P, pois se elas tivessem eu já teria saído delas e procurado pelo prazer virtual. Eu pratico elas, entre quedas e reboot's, desde o ano passado após o começo do meu atual reboot de P, e em todo esse tempo se houvessem resquícios de fantasia, ou P, ao meu ver isso já teria progredido e eu já haveria voltado para o mundo da PMO. Claro que elas podem sim continuar sendo gatilhos até mesmo hoje, devido aos anos em que praticamos as duas coisas interligadas, mas é mais uma questão de cuidado, não deixar que elas se tornem compulsivas, ou fora de controle.

--> Agora, o porquê de eu continuar com essa compulsão por M.O's eu penso que é pelo fato das M.O's terem o mesmo conceito que a P tinha na minha vida, um refúgio dos problemas, mas só um profissional saberá me conduzir a entender o porquê de fato de toda essa questão na minha vida, um psicólogo, ou outro. A diferença é que a P pode ser prejudicial no seu nível mais baixo, já as M.O's não te causam nada, apenas se elas se tornarem uma compulsão.  Atualmente elas estavam sendo sim um problema, pois estavam compulsivas e servindo de refúgio para problemas, mas diferente da P, nem todas as M.O's estão nessa situação, elas podem não ser nem compulsivas, nem refúgio. O meu foco  continua sendo eliminar a compulsão e o refúgio, mas agindo em outro lugar.

--> E como você disse, é algo que serve para mim, pois realmente para você, ou outras pessoas, as M.O's podem ter uma outra questão mais profunda, mais interligada com a P, e etc, é uma questão que vai depender de cada pessoa ao meu ver, pois cada um tem seus processos e questões pessoais. No entanto, no meu caso eu entendi que combater apenas as M.O's é focar na superfície, ficar eliminando os resultados sem agir na fonte, na raiz. Combater as M.O's ao mesmo tempo em que tento melhorar toda a minha questão pessoal, ao meu ver, seria uma grande pressão, e a pressão é uma das causas pessoais que eu preciso melhorar em mim mesmo. Usar meu foco e energia para melhorar apenas essa minha situação de pressão, vai com o tempo melhorando as outras questões, dentre elas a compulsão e refúgio com as M.O's. Então eu apenas estou redirecionando meu foco, não estou deixando de combater a compulsão, nem adiando, estou mudando o foco do combate para algo mais amplo, que irá abranger as M.O's com o tempo.

--> Então a questão não é continuar compulsivo, ou deixar essa questão das M.O's de lado, e sim entender elas como parte de um processo maior, e entender que proibir elas, com metas, contagem de dias, é algo que me causa muita pressão e consequentemente frustração, sendo que eu posso apenas ir redirecionando o foco do meu dia para o que realmente importa, e depois se já tiver concluído minhas atividades, estiver com um desejo sexual e vontade de realizar a prática, não vejo motivos para proibi-la, pois no meu caso não me causará mal. Não desejo uma rotina de M.O's, muito menos a considero uma prática maravilhosa para mim, porém eu quero tirar delas apenas o necessário, a compulsão e o refúgio. Dessa forma, eu diminuo essa pressão sobre mim e consigo agir melhor nas situações relacionadas aos meus desejos sexuais, diminuindo eles consequentemente, pois como expliquei não possuo vida sexual, e as M.O's me ajudam nesse ponto a não ter grandes impulsos. Retirando o essencial das M.O's, eu faço a prática apenas nos momentos mais adequados e por motivos de apenas desejo, não de um refúgio, estresse, ansiedade, etc. E dessa forma, não me culpo, ou pressiono, por ter feito uma única M.O, pensando nela como uma queda, um prejuízo, visto que na verdade, se dentro desses padrões que eu citei, ela não me trará mal, sendo uma pressão comigo mesmo desnecessária. E por fim, sem essa pressão, eu foco naquilo que é mais importante para todo esse processo, minha saúde mental, minhas atividades, dentre outras questões pessoais, que no final de tudo me farão uma pessoa que talvez nem tenha mais desejos, ou impulsos, por M.O's.  

Agradeço muito pela mensagem e por ter exposto seu ponto de vista, me ajudou bastante a pensar mais sobre essa questão, e o que eu entendi eu coloquei acima. Eu entendo que no seu caso as coisas são diferentes, e te desejo muita força nesse momento delicado que você citou, nunca se esqueça de que você é alguém incrível e pode superar tudo isso, mantenha seu foco nas coisas que mais importam para você de fato, que tudo irá se encaixando.

Grande abraçoooo!!  I love you


_____________//_____________


Peixinhaaaaa!!!

Obrigadinho, amigaaa! De fato pretendo continuar com essas meditações, está sendo muito incrível e importante para mim criar esse sentimento positivo por mim mesmo, que eu sempre acreditei ocorrer, mas que na verdade nunca houve de fato. Deixar as pressões, as cobranças, julgamentos, as vozes destrutivas que eu implicava a mim mesmo e passar a ouvir uma voz de acolhimento, de amor e bondade. Deixar de ter esse lado extremamente técnico e calculista comigo, e aumentar um lado sentimental por mim. Ajudar eu mesmo, como eu ajudaria outra pessoa.

Estou no começo desse processo, mas entender isso é o que faltava para mim, ao meu ver, para que eu me começasse minha jornada de fato para os meus objetivos de vida, entender que eu sou um humano e tenho meus sentimentos. Após ter saído de uma faculdade, ter feito decisões e mudanças, ter superado a P, ter passado no vestibular novamente, ter iniciado meus estudos na área que eu gosto, faltava entender a pessoa que passou por tudo isso e dar um tempo a mim, uma compreensão.

Beijinhos e abraçoss, Peixeee!!  I love you

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13/4/2020, 08:51
Rene.Gade escreveu:
Harveeeeyyy!!

Acredito que entendi seu ponto de vista, pontuarei algumas questões que eu entendo de uma maneira diferente.

--> As m.o's que eu chamo de limpas, são limpas devido ao fato de não serem mais interligadas com a P, ou fantasias. Eu penso que elas não têm mais conexão com P, pois se elas tivessem eu já teria saído delas e procurado pelo prazer virtual. Eu pratico elas, entre quedas e reboot's, desde o ano passado após o começo do meu atual reboot de P, e em todo esse tempo se houvessem resquícios de fantasia, ou P, ao meu ver isso já teria progredido e eu já haveria voltado para o mundo da PMO. Claro que elas podem sim continuar sendo gatilhos até mesmo hoje, devido aos anos em que praticamos as duas coisas interligadas, mas é mais uma questão de cuidado, não deixar que elas se tornem compulsivas, ou fora de controle.

--> Agora, o porquê de eu continuar com essa compulsão por M.O's eu penso que é pelo fato das M.O's terem o mesmo conceito que a P tinha na minha vida, um refúgio dos problemas, mas só um profissional saberá me conduzir a entender o porquê de fato de toda essa questão na minha vida, um psicólogo, ou outro. A diferença é que a P pode ser prejudicial no seu nível mais baixo, já as M.O's não te causam nada, apenas se elas se tornarem uma compulsão.  Atualmente elas estavam sendo sim um problema, pois estavam compulsivas e servindo de refúgio para problemas, mas diferente da P, nem todas as M.O's estão nessa situação, elas podem não ser nem compulsivas, nem refúgio. O meu foco  continua sendo eliminar a compulsão e o refúgio, mas agindo em outro lugar.

--> E como você disse, é algo que serve para mim, pois realmente para você, ou outras pessoas, as M.O's podem ter uma outra questão mais profunda, mais interligada com a P, e etc, é uma questão que vai depender de cada pessoa ao meu ver, pois cada um tem seus processos e questões pessoais. No entanto, no meu caso eu entendi que combater apenas as M.O's é focar na superfície, ficar eliminando os resultados sem agir na fonte, na raiz. Combater as M.O's ao mesmo tempo em que tento melhorar toda a minha questão pessoal, ao meu ver, seria uma grande pressão, e a pressão é uma das causas pessoais que eu preciso melhorar em mim mesmo. Usar meu foco e energia para melhorar apenas essa minha situação de pressão, vai com o tempo melhorando as outras questões, dentre elas a compulsão e refúgio com as M.O's. Então eu apenas estou redirecionando meu foco, não estou deixando de combater a compulsão, nem adiando, estou mudando o foco do combate para algo mais amplo, que irá abranger as M.O's com o tempo.

--> Então a questão não é continuar compulsivo, ou deixar essa questão das M.O's de lado, e sim entender elas como parte de um processo maior, e entender que proibir elas, com metas, contagem de dias, é algo que me causa muita pressão e consequentemente frustração, sendo que eu posso apenas ir redirecionando o foco do meu dia para o que realmente importa, e depois se já tiver concluído minhas atividades, estiver com um desejo sexual e vontade de realizar a prática, não vejo motivos para proibi-la, pois no meu caso não me causará mal. Não desejo uma rotina de M.O's, muito menos a considero uma prática maravilhosa para mim, porém eu quero tirar delas apenas o necessário, a compulsão e o refúgio. Dessa forma, eu diminuo essa pressão sobre mim e consigo agir melhor nas situações relacionadas aos meus desejos sexuais, diminuindo eles consequentemente, pois como expliquei não possuo vida sexual, e as M.O's me ajudam nesse ponto a não ter grandes impulsos. Retirando o essencial das M.O's, eu faço a prática apenas nos momentos mais adequados e por motivos de apenas desejo, não de um refúgio, estresse, ansiedade, etc. E dessa forma, não me culpo, ou pressiono, por ter feito uma única M.O, pensando nela como uma queda, um prejuízo, visto que na verdade, se dentro desses padrões que eu citei, ela não me trará mal, sendo uma pressão comigo mesmo desnecessária. E por fim, sem essa pressão, eu foco naquilo que é mais importante para todo esse processo, minha saúde mental, minhas atividades, dentre outras questões pessoais, que no final de tudo me farão uma pessoa que talvez nem tenha mais desejos, ou impulsos, por M.O's.  

Agradeço muito pela mensagem e por ter exposto seu ponto de vista, me ajudou bastante a pensar mais sobre essa questão, e o que eu entendi eu coloquei acima. Eu entendo que no seu caso as coisas são diferentes, e te desejo muita força nesse momento delicado que você citou, nunca se esqueça de que você é alguém incrível e pode superar tudo isso, mantenha seu foco nas coisas que mais importam para você de fato, que tudo irá se encaixando.

Grande abraçoooo!!  I love you


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Peixinhaaaaa!!!

Obrigadinho, amigaaa! De fato pretendo continuar com essas meditações, está sendo muito incrível e importante para mim criar esse sentimento positivo por mim mesmo, que eu sempre acreditei ocorrer, mas que na verdade nunca houve de fato. Deixar as pressões, as cobranças, julgamentos, as vozes destrutivas que eu implicava a mim mesmo e passar a ouvir uma voz de acolhimento, de amor e bondade. Deixar de ter esse lado extremamente técnico e calculista comigo, e aumentar um lado sentimental por mim. Ajudar eu mesmo, como eu ajudaria outra pessoa.

Estou no começo desse processo, mas entender isso é o que faltava para mim, ao meu ver, para que eu me começasse minha jornada de fato para os meus objetivos de vida, entender que eu sou um humano e tenho meus sentimentos. Após ter saído de uma faculdade, ter feito decisões e mudanças, ter superado a P, ter passado no vestibular novamente, ter iniciado meus estudos na área que eu gosto, faltava entender a pessoa que passou por tudo isso e dar um tempo a mim, uma compreensão.

Beijinhos e abraçoss, Peixeee!!  I love you

FALA RENE.
AOS POUCOS ESTOU LENDO O SEU DIÁRIO. DESDE O INÍCIO, PARA ENTENDER CRONOLOGICAMENTE SEUS PENSAMENTOS, ACONTECIMENTOS E AÇÕES... QUEM SABE POSSO AJUDAR COM ALGO...
COMO TEM FEITO AS MEDITAÇÕES? TB COMECEI A FAZER MEIO DISCRENTE. MAS NÃO É QUE PARECE QUE AJUDA MESMO...
USOU OUTRO TIPO DE RELIGAÇÃO?
FORA O VÍCIO DA P , TINHA OUTROS?

GRANDE BJO

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13/4/2020, 14:44
Boa sortee com meu diário, André, kkkkkkkkk.


As meditações foram algo muito importante no meu processo de reboot, assim como as atividades físicas, eu fazia caminhadas, mas hoje de quarentena faço alguns exercícios caseiros.

Eu comecei minhas meditações por meio de um aplicativo no celular, com práticas guiadas, e uso ele até hoje. Lá também tem a opção de meditar sem nenhuma prática guiada, apenas com um timer, teve uma época em que fiz várias assim.

As minhas religações eram as meditações, os exercícios, e o estudo para o vestibular, que englobavam estudo de desenho e as matérias comum, costumava também ler alguns livros, e o próprio fórum acabava servindo como uma atividade também. Hoje tento inserir a mesma rotina apenas trocando os estudos de vestibular pelos estudos da faculdade, tentando inserir aos poucos outras atividades, ainda sem muito sucesso, como estudo de inglês, de alguns programas, dentre outros assuntos que tenho interesse em treinar, ou saber mais.

Hummm, não sei se é um vício, mas eu sempre exagero e exagerei em comidas doces. Eu abusava muito de refrigerantes, sempre que tinha eu estava bebendo, em grandes quantidades e repetidas vezes, em agosto vai fazer 5 anos que não bebo mais nenhum tipo, lembro mais nem o gosto, hahaha. Hoje eu tento controlar nos doces apenas, que eu exagero apenas quando estou na casa dos meus pais. De resto nunca bebi, nem fumei, e tenho até medo de ter alguma propensão a me viciar nessas coisas, por isso pretendo não experimentar bebidas alcoólicas tão cedo.

Espero ter te ajudado, não sinta-se pressionado para ler meu diário, pois ele pode ser bem longo, hahaha, vamos nos ajudando conforme podemos!
Grande abraçoo e obrigado pela preocupação!

Até maaaiss!!

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13/4/2020, 17:02
Rene.Gade escreveu:Boa sortee com meu diário, André, kkkkkkkkk.


As meditações foram algo muito importante no meu processo de reboot, assim como as atividades físicas, eu fazia caminhadas, mas hoje de quarentena faço alguns exercícios caseiros.

Eu comecei minhas meditações por meio de um aplicativo no celular, com práticas guiadas, e uso ele até hoje. Lá também tem a opção de meditar sem nenhuma prática guiada, apenas com um timer, teve uma época em que fiz várias assim.

As minhas religações eram as meditações, os exercícios, e o estudo para o vestibular, que englobavam estudo de desenho e as matérias comum, costumava também ler alguns livros, e o próprio fórum acabava servindo como uma atividade também. Hoje tento inserir a mesma rotina apenas trocando os estudos de vestibular pelos estudos da faculdade, tentando inserir aos poucos outras atividades, ainda sem muito sucesso, como estudo de inglês, de alguns programas, dentre outros assuntos que tenho interesse em treinar, ou saber mais.

Hummm, não sei se é um vício, mas eu sempre exagero e exagerei em comidas doces. Eu abusava muito de refrigerantes, sempre que tinha eu estava bebendo, em grandes quantidades e repetidas vezes, em agosto vai fazer 5 anos que não bebo mais nenhum tipo, lembro mais nem o gosto, hahaha. Hoje eu tento controlar nos doces apenas, que eu exagero apenas quando estou na casa dos meus pais. De resto nunca bebi, nem fumei, e tenho até medo de ter alguma propensão a me viciar nessas coisas, por isso pretendo não experimentar bebidas alcoólicas tão cedo.

Espero ter te ajudado, não sinta-se pressionado para ler meu diário, pois ele pode ser bem longo, hahaha, vamos nos ajudando conforme podemos!
Grande abraçoo e obrigado pela preocupação!

Até maaaiss!!

RENE.
APROVEITEI E ESTOU FAZENDO UM REBOOT "PARCIAL " COM DOCES TAMBÉM. É MEU OUTRO VÍCIO, KKKKK . E ACHO QUE DEVA PASSAR PELA MESMAS VIAS DOPAMINÉRGICAS CEREBRAIS.

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15/4/2020, 12:00
Andrééé!

É sempre bom evitarmos os excessos, não importando o que seja. Buscar o equilíbrio é algo muito importante para mim, e acredito que para todas as pessoas também.

Até maaais!!

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16/4/2020, 01:24
Olá magnificentíssimo Rene.Gade !!!

Com muita alegria veio comentar no seu diário, já quero lhe elogiar pelo seu Reboot e sua organização belíssima para escrever cada relato.

Acabei não conseguindo ler todo o seu diário mas peguei a parte inicial e a mais recente hahaha

Vi que você está num dilema com as MO's, sinceramente eu não sei muito sobre, apenas sei que o Reboot permite. Realmente não tenho muito a contribuir hahaha, eu já tentei antes do Reboot a prática de MO sem fantasiar mas nunca consegui, era uma tortura praticar MO sem a P para mim. Entendo que pode se transformar numa pressão essa parada de focar em MO, quantos dias estou sem, e tudo mais. O último intuito do Reboot é trazer mais peso para nossas vidas. Para não passar em branco tudo o que eu disse, eu recomendo que evite a MO, sei que quando não temos uma vida sexual ativa (foi isso que entendi daquele textão, espero não ter entendido errado hahaha) nossos hormônios ficam a flor da pele e a gente só quer aliviar a tensão, mas se esse alívio tem se tornado uma compulsão, melhor evitar.

Vi que também teve problemas com familiares religiosos, sei como é hahaha, cresci numa família bem rígida, acabei desenvolvendo certa repulsa a religião, dogmas e etc. Apesar de ter minha fé hoje, eu compreendo o quão terrível é viver sobre imposição de regras e medo de castigo.

Estamos juntos, grande abraço !

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17/4/2020, 13:36
Olá grande Peter!!

Muito obrigado pela presença e pelos elogios, haha.

Bom, as minhas m.o's acabaram por se separarem da P de uma maneira natural, aconteceu de maneira não fantasiosa, no começo era uma luta comigo mesmo, então eu nem tinha tempo de fantasiar e depois acredito que meu corpo foi se acostumando com essas fast-m.o.

Você entendeu certo sim, e concordo com você, eu penso que poderiam haver m.o's de apenas desejo sexual mesmo, de aliviar a tensão, porém eu acabei chegando na conclusão de que nesse momento atual da minha vida as m.o's que estão ocorrendo são ainda reflexo da compulsão e do refúgio, que por sua vez vêm da pressão e da cobrança que eu coloco em mim mesmo. Essa pressão afeta meu pessoal, que me leva para as m.o's. Além disso, eu percebi também que o reboot que eu fazia, para conter as m.o's, era também uma pressão, que ao invés de conter acabava contribuindo para as m.o's, junto da pressão pessoal.

Acredito que não era o reboot em si, mas o meu reboot, a maneira como eu levava ele.  Dessa forma, eu quero levar do reboot apenas o que ele realmente é, uma mudança de vida,  uma mudanças de atitudes e hábitos ruins para mim. Ainda não quero me preocupar com dias, metas, mas percebi que preciso de um esforço nesses primeiros dias para evitar essas m.o's de compulsão e refúgio, que ainda existem, e claro, além disso focar muito mais na raiz delas, o meu psicológico, minha rotina, e meus hábitos, pois é o que vai enfrentar elas de fato.

Agora, depois, quando eu já tiver uma boa rotina, bons hábitos, sem nada para me refugiar, nem compulsão, caso houver um momento de grande libido e tensão sexual, não verei uma m.o como "queda", percebendo que não há nela nenhum refúgio e compulsão, será apenas um alívio que até me ajudará a não entrar em uma pressão novamente.  

Tudo isso eu havia proposto no último texto, mas acredito que por ainda estar no começo dessa ideia acabei deixando as coisas um pouco mais superficiais e confusas, sem muita clareza. Vou explicar isso melhor em um próximo relato aqui, espero que mais curto, hahahaha.

Pois é, colega, realmente são coisas que nos afetam, e estou passando por esse momento de repulsão atualmente. Na época em que isso me afetava de fato, na minha descoberta, e quando declarei minha orientação, eu meio que não ligava muito para tudo isso, inclusive continuava bem religioso, pois tinha outra interpretação dos textos, e também pois acredito que a P me anestesiava, me fazendo indiferente com que os outros falavam. Hoje, apesar de estar bem resolvido nessa questão e não ser mais religioso, nem sofrer mais nenhuma pressão de família, ou religião, eu percebo que devido a alguns "religiosos" que surgiram pela internet, e seus ataques constantes e sem fundamento contra o meio LGBT+, eu comecei a me tornar bem mais sensível e me afetar com tudo isso, ocorrendo até de meu coração acelerar quando vejo algo religioso ou cristão pela internet.

Este é outro ponto a estar me aprimorando nessa nova fase, se afastar de mundo conturbado que é a internet e redes sociais, que sugam minha energia, voltando a não me afetar com tudo isso, porém encarando isso de frente, sem refúgios de PMO.

Obrigado pelo comentário!!
Abraçooo!!

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20/4/2020, 13:37
ATUALIZANDO A ATUALIZAÇÃO


Olá Diárioo!! Bom, estou passando aqui para atualizar você e deixar mais claro como irei levar essa minha situação atual em relação ao fórum. Vamos recapitular brevemente o que eu disse no meu último texto quilométrico, como dizia a Peixe, kkkkkkkk.

- > Não quero mais fazer o reboot da mesma forma que eu fazia, por ele servir como mais uma forma de me cobrar e pressionar ao extremo, que ao invés de ajudar acabava me atrapalhando mais, implicando em ficar em um ciclo de m.o's.

- > As m.o's não são meu foco, pois são resultado da minha cobrança pessoal. Logo, eu não me cobraria mais com dias e metas, nem sobre quantas m.o's eu estava realizando, e sim melhorar a pressão exercida sobre mim. E ao invés de evitar m.o's a todo custo, apenas mudasse sua direção para momentos em que elas não me atrapalhassem, por não me causarem mal fora disso. Assim, melhoraria minha mente, e consequentemente acabaria com as m.o's exageradas, deixando-as apenas equilibradas.

- > Focar na rotina e nas minhas atividades, deixando de lado cobranças e pressões, e  realizar tudo com calma, paciência e compreensão comigo mesmo. Além disso me afastar de redes sociais, que me traziam muita ansiedade.

-> As m.o's equilibradas são uma forma de lidar com a minha alta libido, por conta da minha atual situação

Bom, essas foram as principais questão apontadas, o restante foram apenas detalhes, explicações e exemplos pessoais. Eu concordo com os ponto levantados, mas quero vir aqui para deixar mais claro como irei levá-los para minha vida e também atualizá-los um pouco com novas reflexões.



REBOOT, NÃO REBOOT, REBOOT PARCIAL, AFINAL O QUE É REBOOT?

Bom, essa palavra reboot, significa todo o experimento que é proposto por esse fórum, e outros locais também, para que você se recupere da compulsão por PMO. Aqui no fórum, o foco é a P, e a MO ligada a P, sendo que a MO por si só, separada da P e de fantasias, não realizam mal algum, porém que podem, mesmo limpas, servir de gatilhos para  P em algumas pessoas.

Eu completei meu reboot de PMO, tendo nele apenas MO's limpas, como está todo mundo cansado de saber. O que me interessa é se eu irei continuar com um reboot de MO limpas, aquele que eu vinha tentando nos últimos meses. Bom, como eu já disse aqui algumas vezes, eu não vejo o reboot apenas como essa quantidade de dias, visto que ela é mais simbólica, e sim como uma mudança da minha vida, pois não adianta ter 90 dias, 200 dias, 1000 dias de abstinência da PMO, se você não mudou sua vida e seus hábitos. Esse meu último reboot que eu vinha fazendo eu não irei fazê-lo da mesma forma, primeiro pois todos os rebooters amadurecem após uma queda mudando um pouco seus métodos de reboot,  e segundo que era um método muito forçado para mim, por conta da minha cobrança pessoal. No entanto eu ainda quero alcançar duas coisas que são comuns a um reboot: diminuir minha compulsão por algo, as MO's, e mudar minha vida. Então tanto faz para mim o nome que eu irei dar para isso, minha situação já é diferente do foco original do fórum de qualquer forma, talvez não seja um reboot seguindo todos os padrões de um, mas têm muitas coisas em comum com um, sendo uma mudança de vida.




RENÊ, ENTÃO COMO ESTÁ SUA RELAÇÃO COM AS MO'S?

Depois do último relato eu tive um maior esclarecimento sobre esse assunto, com a ajuda também dos comentários dos colegas aqui do fórum. Eu entendi que pode haver dois tipos de MO, que eu nomeei como MO compulsória e MO de desejo. A MO compulsória, é aquela que é causada por um impulso, ou seja um desejo de realizá-la que vem em qualquer horário, implicando que eu tenha que fazê-la de qualquer forma, de qualquer jeito, o mais rápido possível, para me aliviar, independente se eu possuo outras atividades, ou não, ocorrendo geralmente em momentos de maior estresse e ansiedade, ou seja um refúgio. Já a MO de desejo é apenas uma MO que eu queira fazer, apenas por desejo sexual, quando estou em um bom momento psicológico, sem pressões e cobranças, sem impulso, e realizando-a em um momento agradável e propício.

Dessa forma eu cheguei na seguinte conclusão: eu não possuo MO's de desejo, elas não existem no meu atual momento de vida, hahaha. Eu chego nessa conclusão por conta de alguns fatores. Primeiro, assim que eu tive essa nova ideia de mudança, eu passei a me cobrar menos com as MO's, o que gerou numa atitude de vou fazer MO's apenas de forma equilibrada, ou seja, fora de momentos importantes, o que eu não percebia é que elas continuavam compulsórias e de refúgio, não estavam equilibradas de fato. E eu percebi que após as práticas, mesmo sem cobrança ou  proibição, eu me sentia muito mal com essa prática, não aliviado ou satisfeito, e obviamente a compulsão continuava. Eu entendi que por mais que eu não devesse me cobrar, manter as MO's que eram compulsórias, continuava me atrapalhando.

Eu continuo entendendo que o foco disso é me aprimorar pessoalmente e não focar nas MO's, e que me melhorando com o tempo elas sumiriam, porém até chegar esse tempo a coisa ficaria como? Pois, as MO's acabavam me prejudicando de qualquer forma, o que me frustrava, me deixava mal, e atrapalhava a minha saúde psicológica de todo jeito. O amigo Harvey até chegou a falar desse ponto, sobre ao invés de enfrentá-las, eu estaria adiando-as, e eu respondi sobre essa questão da MO por si só não ser um problema, e de fato eu concordo com minha resposta, porém nessa atual situação se eu tiver sempre essa prática das MO's, elas provavelmente serão compulsórias, e assim me implicará em problemas que vão continuar afetando meu psicológico.

Então eu vou passar esse período evitando as MO's, o que não significa que se eu fizer uma, vou me pressionar, me maltratar, ou enxergar isso como um fim, ou uma quebra do processo, vou apenas evitá-las e focar em diminuí-las o máximo que posso, e para isso vou usar meus métodos de sempre, retirando, claro, a cobrança. Para retirar a cobrança vou continuar não me importando com quantidades de MO's feitas e com dias ou metas, meu objetivo continua sendo um objetivo de melhora pessoal, visto que é esse o meu foco. MO's na minha vida somente após eu superar toda essa fase de compulsão e pressão, e tiver de fato apenas MO's de desejo, claro que até lá podem ocorrer MO's mais relacionadas com a compulsão, mas desde que elas não se tornem a compulsão de fato, não me afetarão. Ufa, assim eu encerro essa discussão, pois eu imagino que quem lê esteja tão cansado quanto eu, hahahaha, me desculpem.


Última edição por Rene.Gade em 20/4/2020, 15:34, editado 1 vez(es)

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20/4/2020, 13:46
RELATO DO DIA: A PRINCESA E O DRAGÃO.

Vamos ao relato dos meus últimos dias. Eu percebi que o fórum está me fazendo bem, e vou continuar sendo presente aqui no diário também, não virei todos os dias, mas quero passar esse início aqui me expressando, sem pressão.

Eu estou no meu sexto dia sem MO, e nos últimos dois dias o impulso veio terrível. Estou em um momento de maior cobrança, com dois trabalhos para entregar, um bem simples, e outro mais complexo e longo, que estou me fazendo acreditar não ser possível de terminá-lo, e talvez não consiga de forma boa. Porém estou colocando na minha cabeça pensamentos mais positivos, e aos poucos eliminando essa cobrança interna, me fazendo acreditar que posso terminá-lo sim, mesmo que não fique da maneira como eu gostaria, por ter pouco tempo, mas que tenho total capacidade disso e que preciso também focar em outras atividades. Estou focando nos últimos dias no desenho por recomendação do professor da faculdade, e está sendo uma atividade muito incrível para mim, pois eu sinto uma animação muito grande para realizá-la, dessa forma tento ir intercalando com a "atividade chata" do trabalho que preciso entregar. Isso vem me trazendo mais calma, menos pressão e me ajudando com os impulsos. Eu relaxei com os exercícios físicos, pois acabei tendo dificuldade de acordar no horário nos últimos dias, mas pretendo voltar com eles, já as meditações foram mais frequentes.

Ontem eu tive muitos impulsos, e bem fortes, porém estava bem focado nas atividades e eles não me atrapalharam muito. Antes de dormir eles estavam fortes, então fiz uma meditação de relaxamento, ajudou um pouco, os impulsos continuaram, porém como estava com sono, logo adormeci. Hoje acordei ainda com os impulsos, e percebi que está sendo mais racionalizações, algo mais da minha cabeça do que de um impulso corporal. Eu segui minha rotina de sempre e fiz uma breve meditação para me acalmar, no banheiro tudo já estava calmo. Desde então enrolei um pouco, foquei no meu trabalho e vim passar aqui no fórum.

Espero continuar bem calmo e que essa libido vá diminuindo. Eu juro que tentei escrever pouco na reflexão, hahahaha, mas não se preocupem, pois meus próximos relatos deverão ser breves, já encerrei essas reflexões que eu estava tendo. Decidi separar em duas mensagens para não ficar muito cansativo, e para quem quiser apenas ler o relato não se sinta obrigado a ler a reflexão.

Beijos e abraços de luz para todas as pessoas!  I love you
Até maaaaaiss!!

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20/4/2020, 21:56
Rene.Gade escreveu:
RELATO DO DIA: A PRINCESA E O DRAGÃO.

Vamos ao relato dos meus últimos dias. Eu percebi que o fórum está me fazendo bem, e vou continuar sendo presente aqui no diário também, não virei todos os dias, mas quero passar esse início aqui me expressando, sem pressão.

Eu estou no meu sexto dia sem MO, e nos últimos dois dias o impulso veio terrível. Estou em um momento de maior cobrança, com dois trabalhos para entregar, um bem simples, e outro mais complexo e longo, que estou me fazendo acreditar não ser possível de terminá-lo, e talvez não consiga de forma boa. Porém estou colocando na minha cabeça pensamentos mais positivos, e aos poucos eliminando essa cobrança interna, me fazendo acreditar que posso terminá-lo sim, mesmo que não fique da maneira como eu gostaria, por ter pouco tempo, mas que tenho total capacidade disso e que preciso também focar em outras atividades. Estou focando nos últimos dias no desenho por recomendação do professor da faculdade, e está sendo uma atividade muito incrível para mim, pois eu sinto uma animação muito grande para realizá-la, dessa forma tento ir intercalando com a "atividade chata" do trabalho que preciso entregar. Isso vem me trazendo mais calma, menos pressão e me ajudando com os impulsos. Eu relaxei com os exercícios físicos, pois acabei tendo dificuldade de acordar no horário nos últimos dias, mas pretendo voltar com eles, já as meditações foram mais frequentes.

Ontem eu tive muitos impulsos, e bem fortes, porém estava bem focado nas atividades e eles não me atrapalharam muito. Antes de dormir eles estavam fortes, então fiz uma meditação de relaxamento, ajudou um pouco, os impulsos continuaram, porém como estava com sono, logo adormeci. Hoje acordei ainda com os impulsos, e percebi que está sendo mais racionalizações, algo mais da minha cabeça do que de um impulso corporal. Eu segui minha rotina de sempre e fiz uma breve meditação para me acalmar, no banheiro tudo já estava calmo. Desde então enrolei um pouco, foquei no meu trabalho e vim passar aqui no fórum.

Espero continuar bem calmo e que essa libido vá diminuindo. Eu juro que tentei escrever pouco na reflexão, hahahaha, mas não se preocupem, pois meus próximos relatos deverão ser breves, já encerrei essas reflexões que eu estava tendo. Decidi separar em duas mensagens para não ficar muito cansativo, e para quem quiser apenas ler o relato não se sinta obrigado a ler a reflexão.

Beijos e abraços de luz para todas as pessoas!  I love you
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MAIS E MAIS LUZ PRA VC !!!

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24/4/2020, 23:59
Andrééé

Muito obrigadooo, amigoo!!

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25/4/2020, 00:00
Olá, olá, olá Diário, tudo bem?

Resolvi passar por aqui hoje, pois estava precisando, hahaha. Bommmm, eu estou pensando muito sobre mim nos últimos dias, e entendi que estou precisando de uma mudança, não uma, várias, e de repente eu me vi perdido em um mar de dúvidas e questionamentos típico de Renê. Eu entendi que eu melhorei, pois eu saí do meu período "descobri que tudo está errado e estou surtando por isso" e passei para o período, "já surtei, mas agora preciso de mudanças e estou quase surtando de novo". Eu estou me entendendo melhor, me pressionando menos, mas sinto que minha vida está uma grande bagunça, um emaranhado de fios, e se eu não começar a organizar isso agora eu vou surtar novamente.

Visto minha situação eu resolvi colocar em um papel tuuuudo o que eu queria mudar na minha vida, e me deparei com muitas coisas. Foi então que no meio da minha lista de livros que eu gostaria de ler, ou terminar de ler, eu me lembrei do livro da Peixe, isso mesmo, o livro da peixe. Para quem não sabe a Peixe é um ser quase divino que habita esse fórum há muito tempo, dotada de muita sabedoria, e nos abençoa com sua graça de tempos em tempos, hahahaha, brincadeiras à parte, é uma usuária fofíssima do fórum, que em uma de suas passagens iluminadas por aqui, no meu diário, me indicou um livro sobre produtividade. Bom, esse mesmo livro que eu lembro de ter começado a ler e depois parado, como tantos outros, até mesmo pois eu comecei a fazer uma das práticas que ele mencionava para se tornar um hábito, mas depois esqueci da prática, do livro, e até de mim, kkkkkkkkkk, só não esqueço da Peixe. I love you  

Indo direto ao ponto: eu resolvi lembrar o nome do livro. Pesquisando aqui no meu diário eu encontrei seu nome e baixei ele novamente, é um e-book, e aparentemente gratuito, chamado Zen To Done. Bom, esse livro te ajuda a organizar a sua vida desde o começo. "Hmmmm, será se eu ouvi alguém dizer que precisa organizar um emaranhado de fios chamado vida?". Isso mesmo, euzita, agora eu comecei a lê-lo novamente, ele é curtíssimo com 27 páginas. Dessa vez eu irei seguí-lo certo, ele propõe 10 hábitos, que você é livre para escolher quais e a ordem, apesar de recomendar 8 desses hábitos e apontar 4 deles como fundamentais, mas recomenda que você inicie apenas um de cada vez, por um período de 30 dias, no máximo dois hábitos, caso você já tenha alguma facilidade em realizar algum deles e queira fazer dois ao mesmo tempo nos 30 dias.

Por fim, eu fiz minha ordem, serão 9 meses até obter uma vida mais equilibrada e produtiva. Na última vez que tentei eu comecei com o hábito 1, capture, e meio que já ganhei parcialmente esse hábito, então resolvi fazer ele juntamente do hábito 2, processe, e por isso ficou 9 meses ao invés de 10. No entanto, não vou começar por esses dois, por medo de ser muita coisa para esse meu começo, então resolvi optar por começar com o hábito 3, planeje, que será bem últil nesse momento, e daqui 30 dias facilitará que eu consiga prosseguir com os novos hábitos. Depois desse primeiro mês com o hábito 3, eu vou para o segundo mês em que tentarei adquirir os hábitos 1 e 2, e depois a ordem continua normal, um hábito novo por vez, tudo de vagar, com calma. Minha vontade era de começar todos os hábitos agora mesmo, porém o livro bem explicou que isso é sempre o que faz as pessoas desistirem por serem muitas coisas para elas lidarem.

Eu resolvi começar amanhã, mas vou passar o dia de amanhã planejando como será esses 30 dias, colocando lembretes, e preparando alguns métodos, e provavelmente o dia que começarei de fato será no domingo. Agora que percebo que esses 9 meses serão como uma gestação... Aaaah, eu estou grávidaaaaaaa, e de um fofíssimo Renezinho, ai que coisa mais fofa.  Eu não gosto de esperar muito tempo, mas o livro disse que é um processo de paciência, então acredito que valerá o tempo. Que o novo Renê que nascerá seja uma nova pessoa, focada em atingir seus objetivos e  em conseguir isso de fato com sua organização e planejamento.  

Quero deixar aqui um símbolo que dividirá esse diário, uma linha, deixando para trás toda essa fase de conquista do meu reboot de P, de tentativas de um reboot de m.o que não rolou muito, e de bônus meus surtos existenciais das últimas semanas e meses. Foi uma fase de altos e baixos e com certeza de muito aprendizado, muita mudança, e sou eternamente grato a ela, mas as coisas passam e é hora dela ter um fim, pois eu preciso de um novo começo. Encerro por aqui esse Renê e me preparo para a vinda de um novinho em folha.



_____________/ Vá Em Paz /_____________




Um novo Renezinho está a caminho e precisamos começar os preparativos, não é mesmo? Esse diário agora se tornará um refúgio de desabafo para essa minha nova etapa, trarei sempre questões pertinentes a PMO para que ele não fuja de seus propósitos, mas ele será relativo a toda minha vida de fato, visto que está tudo interligado.  Sempre que possível estarei aqui para atualizá-lo. Eu tentei fugir do fórum, mas o fórum não saiu de mim, apesar de que ele agora começou a dar erro no meu login, acho que até ele está me expulsando, hahahahaha, mas eu sou insistente e continuo firme.

Para esse novo começo eu desejo a mim mesmo muita calma, foco, muita compreensão, amor, paz e desenvolvimento.

Um grande abraço de luz para todas as pessoas que me acompanham!
Até maaisss!


"And I spent, oh, so many nights
Just feeling sorry for myself
I used to cry
But now I hold my head up high
And you'll see me, somebody new!"

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25/4/2020, 12:04
VOU LER ESSE LIVRO....

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25/4/2020, 20:27
Eu sabia que sua saída do Fórum não era definitiva.
Era apenas um tempo. Que bom te ver aqui. Post muito inspirador pra todos nós!
Abracinhos cotovelísticos e virtuais.

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Recordes:
Primeiro reboot - 90 dias em 2015
Segundo reboot - 114 dias em 2020
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Início do meu diário:
1ª parte: https://www.comoparar.com/t206-reboot-de-david-silva
2ª parte: https://www.comoparar.com/t7812-reboot-de-david-silva?highlight=david+silva
(Porque ficou muito grande e foi separado pelo próprio fórum)

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25/4/2020, 21:49
Oi Rene. Estava lendo seu diário do início. Como é o método A.E. I. O. U.?
Abs

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26/4/2020, 00:32
--> Andrééééé!!

Leia sim, amigo, acredito que será de grande ajuda para mim, e pode ser para você também. Caso ainda não tenha encontrado, você pode acessá-lo nesse link do rapaz que o traduziu: http://lucasteixeira.com/arquivos/ztd.pdf

Já o método AEIOU, ou a "Técnica de Evitação de Fantasias" é um método escrito e explicado pelo moderador Antônio71 aqui do fórum, ele foi postado pelo Rafael Rossi, criador do fórum, aqui no fórum na seção de dúvidas, no tópico de fantasias, que é bem legal de dar uma olhada também. Você pode conferir a técnica nesse link: https://www.comoparar.com/t352p175-duvidas-sobre-fantasias#167449

Espero ter te ajudadoo!!  I love you

--> Davidzinhooo!!!

Sim, amigo, acredito que não sairei daqui até sentir que cumpri minha "missão" por aqui, haha. Que bom que o post te inspirou, espero continuar acompanhando a jornada de vocês, sendo inspirado e inspirando.

Abracinhos virtuaisss e toquezinhos de cotovelo!  I love you

_..._..._...._..._//_..._..._..._..._



Vou dormir agora, e amanhã passo no diário dos amiguinhos.

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