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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 8 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 19/12/2019, 01:32
Sim, mano. A escolha do Ali não é a toa. Fico feliz que vc não tenha incorporado esse pensamento da sua família. Mas é isso. Se curtir a garota, aproveite o que ela tem a te oferecer e dê o que vc tem a oferecer pra ela também. Pelo visto vcs tiveram sintonia. Do contrário, nunca vale a pena forçar nada.
Grande abraço.

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em 19/12/2019, 10:28
Saudações, camarada Justiceiro.

Digo que um participante que vem ao seu diário fica perplexo com tanta informação detalhada, isso facilita na construção de comentários, sugestões e opiniões compartilhadas. Minhas admirações, grande boinador.

Justiceiro do Sertão escreveu: Transpondo tão interessante barreira de 400 dias, venho falar de meus últimos. Movimentados, meio turbulentos, sendo superados.

Tenho passado, admito, por um período um pouco exigente de cuidado. Minha libido está muito alta, a ponto de ter ereções espontâneas várias vezes ao dia com pensamentos idiotas e ao ver de relance mulheres atraentes nos lugares onde estou. Nem preciso dizer que tenho evitado Internet, TV e mídias em geral. Na presente semana já tive umas 4 poluções noturnas, que quase me fizeram chorar mais de uma vez, não obstante meu processo de condicionamento mental exija de mim uma disciplina bastante racional e compenetrada. Boa parte dos estímulos se devem ao que contarei a seguir.

Provavelmente estou passando por situações semelhante a sua. Não estou em 400 dias, claro. Mas percebo que, ao chegar aos 90 dias, o nosso instinto começa a expandir de uma forma explosiva. É como os teus hormônios te obrigasse a estar ao lado de uma mulher pelo fato de você promover o Reboot para sua vida.

Não é fácil chegar aos 100, 200, 300 imagine nos 400 dias sem namorada, sexo, carinhos.. é uma luta batalhosa. Aqui fica meus reconhecimentos pela sua força, Justiceiro.


Justiceiro do Sertão escreveu:No trabalho, além do costumeiro cenário de gente de todo tipo e mulheres que muito me chamam a atenção, tenho cada vez mais dialogado com colegas de outros departamento, inclusive do sexo oposto, com um traquejo que talvez jamais tive em meus 27 anos. Um dos tais casos detalharei daqui a pouco, diz respeito ao dia de hoje. Ontem fui a mais um evento de dança no clube, encontrando-me com o pessoal que lá frequenta e dançando (ou pelo menos tentando) vários ritmos, com alguns dos quais tendo eu prática quase inexistente. Todavia, arrisquei. Passei uns apuros com uma garota arrogante e debochada, que me depenou acintosamente diante de minha falta de prática com samba (do qual fiz poucas aulas, pouco exercitei e não é lá muito minha preferência), o que não me abalou, tendo logo na sequência ido atrás de outra, com a qual consegui melhorar razoavelmente meus passos. Não me cheirou bem nem mal com seu jeito indiferente, típico das moças do lugar, para mim nada a ver.

Essa mensagem resumi-se oque falei acima. Quando o teu instinto fica expandido, você detalha todas as características das moças de trabalho, colégio, familiar. Muitas vezes vir elogiando as garotas na qual estudavam comigo, percebia sua produção visual, toda arrumada e jogava um elogio para agradar. 


Justiceiro do Sertão escreveu:E hoje, durante o horário de almoço do trabalho, peguei-me conversando com uma elegante cidadã de outro departamento, com a qual nunca havia trocado diálogos assim mais afiados! Bonita e de aparente inteligência, a ponto de mais ou menos chamar minha atenção, conseguimos trocar umas ideias descompromissadas e ao mesmo tempo enriquecedoras, de modo que sinto ter angariado sensível experiência de vida para meus dias. Obviamente que não vou me empolgar, talvez ela seja comprometida (algo me diz que não), contudo sei que caberão novas interações nos próximos tempos, até em nome do incremento de minhas condições de convivência com o sexo oposto, historicamente tão deploráveis.

Uma das coisas que admiro em você até hoje, Justiceiro. É sua forma conteudista de argumentar sobre algo. Você tinha me falado que, quando se expressa, acaba gaguejando um pouco por ter muitos assuntos para externar. Mas, para mim, isso já é significativo e sei que consegues manter o auto-controle.

É muito prazeroso, para mulher, quando o homem sabe puxar assuntos e não deixa a conversa morrer - sem aquele silêncio tediante. E, você, caro boinador, possui tanta experiência vivida que sabe deixar a mulher confortável em uma determinada conversa, porque você já viveu e sabe exatamente de como é tal situação da moça. Tenha certeza que isso acaba deixando a mulher segura e confiante.

Eu entendi sobre a questão da GP. Procurar acompanhantes para ter prazer acaba te trazendo lembranças da pornografia e, consequentemente, levando-o para o vício.

No mais, meus reconhecimentos pelos seus esforços, camarada. Te espero no meu diário, grande abraço.

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em 19/12/2019, 14:50
Justiceiro do Sertão escreveu: Prezados, meus dias seguem difíceis.

Mesmo sem fantasias, sem vontade de ver P ou de me masturbar, com lembranças do passado se esfarelando cada vez mais intensamente, devo dizer a todos que minha libido está altíssima e, embora não seja algo digno de ser chamado de fissura, tem me incomodado muito. Poluções noturnas quase todas as noites, meu cérebro e corpo imploram não exatamente por sexo, mas por algum contato com uma mulher.

Durante o dia, mesmo no trabalho, ereções espontâneas têm consideravelmente atormentado meu expediente, tendo eu sido capaz não sei como de disfarçá-las. Estou bem em linhas gerais, contudo parece ter se apoderado de mim algo semelhante àquilo a que o colega Vierkenes se refere em seu diário. Estando eu não tão atarefado profissionalmente nos últimos dias, sinto que devo ejacular ou senão travar certo contato com o sexo oposto, como se fosse uma carência a qual tenho combatido com dificuldade. Confesso que estou aguentando a custo.

Para piorar, no último fim de semana vi-me numa situação, digamos, delicada. Aviso: o que vem a seguir pode causar gatilhos em alguns Rebooters mais sensíveis.

Estava eu no clube que frequento, arriscando dançar algo num daqueles shows de domingo à tarde, quando, após algumas rodadas de dança, eis que vejo sentada sozinha numa cadeira longe do palco... simplesmente a mulata dos meus sonhos. Expressão séria e refinada, tomava um suco de laranja em estonteante beleza física revestida por um vestido curto. Meu coração acelerou como dificilmente e não pude senão ir falar com ela, a qual, em meio a sorrisos e um estilo todo charmoso, disse não estar à vontade para dançar. Insisti, mesmo assim, ainda que toda simpática, negou-se. Pois bem. Voltei para aonde estavam dançando, em frente ao palco quando, após menos de duas músicas, veio-me à mente uma ideia no melhor estilo "agora ou nunca": eu, que já havia tomado um suco de laranja, fui rapidamente comprar dois pães de queijo (única coisa com queijo que consigo comer sem vomitar). Não me surpreendia a demora na fila, mas a situação de isolada e "dando sopa" daquela beldade totalmente condizente com minhas preferências ali naquela mesa próxima à escadaria. Coração aos pulos, sentei-me com ela.

E não é que me foi toda solícita? Superei-me em meu complicado trato social e, quando demos conta, estávamos em animada conversa sobre assuntos diversos. De repente, começou a me contar sobre sua vida, gostos pessoais, e comecei eu a corresponder, inclusive com alguns toques em seu corpo delicado (cuidado para o que virá a seguir). Devo admitir que poucas vezes em minha vida me dei tão bem e tão rapidamente numa conversa com alguém. Nossos gostos bateram de maneira inesperadamente incrível, com direito a sorrisos e brincadeiras de ambos os lados. Falamos sobre música, cultura geral, preferências em áreas variadas, e nossas ideias não paravam de coincidir. Ofereci um dos pães de queijo a ela, não quis. Ofereci só uma mordida, atendeu-me elegantemente. Comi o restante numa satisfação poucas vezes sentida em meus 27 anos.

Disse-me ela, então, que havia retirado um dos ingressos grátis para a sessão de cinema do fim de tarde no clube, um documentário sobre cultura brasileira, estilo TV Cultura, um negócio em que nossos gostos também se alinharam. Após mais alguns minutos de divertido diálogo, joguei uma carta. Disse que iria rapidamente responder à minha mãe no Whatsapp, aproveitando o melhor sinal do outro piso do clube. Fi-lo, é verdade, dizendo à minha mãe que chegaria mais tarde em casa. Contudo, também fiz questão de retirar meu ingresso, com o qual voltei para diante da garota, que não parava de sorrir um dos sorrisos mais lindos de meus dias.

Cinco horas. Eis nós dois subindo juntos, em inesperada empatia, para a sala de exibição, enquanto continuávamos conversando sobre assuntos vários, num absurdo de coincidências e afinidades entre nossas pessoas. Sim, difícil de acreditar. Brincadeiras à parte, morena por dentro e por fora, conteúdo de sobra como jamais vi numa menina aqui do lugar e em poucas na minha vida. Voltando ao caso, disse que iria ao banheiro rapidamente, ao passo que também fui, aproveitando para melhor ajeitar minhas roupas e respirar fundo, muito satisfeito, com dificuldades para acreditar no que acontecia.

Eis nós dois na sala de cinema, lado a lado. A despeito de se tratar de um documentário até meio dramático, novamente entre nós um coleguismo inusitado e incrível. Quando percebemos, estávamos trocando sorrisos e cochichos bem próximos um do outro. Notei que ela estava bastante empolgada, querendo que eu tomasse a iniciativa. Tanto que chegamos a ser repreendidos por uma cidadã sentada próxima a nós, que se incomodou com a voz dela, que por vezes se empolgava ao me dirigir a palavra. Assistimos ao filme em notável sincronia de sentimentos, e tive que contemplar refinada e discretamente seu corpo e seu lindo rosto. Acabamos trocando carícias, principalmente de minha parte, pois percebi que ela estava querendo. Fiz carinho em seu cabelo, braços e mãos, estas fixas às minhas durante um bom tempo. Beijei-as, não me pude. Notei que ela estava satisfeita, entretanto mantinha-se refinadamente compenetrada. Enfim, fiz ali meu jogo, fiz minha parte. 84 minutos dos mais surpreendentes de minha vida.

Ao fim da sessão, saímos da sala, ainda sob sol. Conversamos numa área verde em frente ao clube por cerca de meia hora, tendo ela declarado, radiante, que gostara de minha pessoa, e que poderíamos ser grandes amigos. Animei-me, ciente dos jogos de certas mulheres, vendo ali possibilidade de algo a mais num futuro próximo. Trocamos mais alguns carinhos, conversamos sobre outras tantas coisas e, dizendo ela morar uns três quilômetros para frente de minha casa, acabei propondo, em vez de gastar com ônibus, que me acompanhasse, já que minha casa é caminho para a dela. Ela topou, e estranhei, até um pouco arrependido da proposta, uma vez que anoitecia e poderia ser perigoso para ela enfrentar aquele trajeto sozinha. Ela disse que não havia problema, e seguimos na direção de minha casa conversando animadamente sempre sobre aquela mesma intensa empatia e coincidência de preferências. Sobre tudo que ela falava, eu discorria e ela se surpreendia. E vice-versa. Música, cultura, costumes, política, sociedade... Despedimo-nos numa esquina próxima à minha casa com longos abraços e beijos no rosto, ficando eu de mandar a ela uma mensagem rápida no Whatsapp quando chegasse em casa e ela de responder (para verem, já havíamos até trocado números).

Aprendi muito com ela. Em cerca de três horas juntos, além da beleza, falamos sobre tantas e tão interessantes coisas que cheguei em casa sem nem ter o que falar direito com meus pais, que não sabem da história nem devem saber (já saberão o porquê). Sua mente madura e dedicada me surpreendeu, pouquíssimas vezes conheci meninas assim tão abertas ao diálogo e tão dignas de tocar em certos assuntos. Pois bem.

Agora começa a parte complicada da coisa.

Trocamos rápidas mensagens no Whatsapp na noite de domingo e na manhã de segunda-feira, quando seguíamos para nossos trabalhos, e à tarde, ao chegar, fiz questão, a despeito de certo risco, de levar a cabo meu costume (não sei se lá muito louvável, mas também não totalmente condenável) de, da mais cadenciada e cuidadosa forma possível, pesquisar na Internet dados/informações que remetessem a garotas com que houvera tido alguma situação passível de se converter em algo a mais. E logo de cara, ao buscar o nome dela no Google, mais o nome da cidade, de maneira um tanto despretensiosa, dou de cara com umas notícias antigas relacionadas a ela, as quais li meio assustado e incrédulo, dado que tudo coincidia com aquilo que ela me contara sobre sua vida. E o que importa foi que, em meio a tudo aquilo, acabei chegando a uma conclusão que fez meu corpo se arrepiar e minha respiração ficar ofegante diante daquilo que acabava de adivinhar. Sim, se pensaram, acertaram. Caso estejam preparados, aí vai: se tudo bate com aquilo que andei lendo, ela é uma transexual!

Sim, isso mesmo. Nada contra, abaixo todos os preconceitos, mas vamos por partes. Tenho certa capacidade, e todo homem deve ter, de diferenciar quem é e quem não é. Como com todo o respeito não sou chegado em transexuais (inclusive minha família os detesta, falarei um pouco mais adiante sobre), sempre faço questão de respeitosamente observar os traços da mulher, seus trejeitos e outros elementos físico-comportamentais que possam me levar a determinadas conclusões. E ali, naquele momento, confesso que fui enganado. Ela é muito, muito, muito feminina! Sua pele, seus traços, voz, até o cheiro, tudo, absolutamente tudo, é de uma plena mulher! É que também não me lembro de já haver convivido tão de cara com alguém do tipo, mas até onde sei certas diferenças têm muito a ver com fatores como a época e a situação em que ela começou a tomar hormônios, realizar a transição física, entre outros. Mas vou falar de novo, ela engana. Muito. A única coisa que talvez pudesse levantar alguma suspeita seria aquele sorriso relativamente largo e o vigor físico (altura e corpo daqueles que... bem sabem, muito cantados em verso e prosa), se bem que há por aí muitas morenas "de nascença" com aquela configuração física dela, fevereiro que o diga. Ela inclusive se parece bastante com algumas conhecidas minhas de outros tempos, sendo seu sorriso praticamente idêntico a de uma das minhas decepções amorosas, já referidas em meu diário. Enfim, que enganava, enganava. Ou melhor, na maioria das situações, engana. Outra coisa que pode me comprometer é que posso ter me inebriado daquele tipo dado ser meu tipo predileto de mulher. Há, ainda, aquelas histórias, com certo fundo de preconceito: "Travesti é quase tudo preta, preta lembra travesti", "Se aparecer uma negona do corpão, pode desconfiar, ou é estrangeira ou é traveco", "Quase toda boneca é morena/negra porque negras são quase todas feias e também brasileiro não gosta, repare como é difícil encontrar GPs do tipo anunciando", "No Brasil, se aparecer uma morenona daquelas tipo cantora americana, pode ter certeza do pior, as poucas do tipo bonitas que aparecem por aqui os gringos levam embora", "Passou de 1,70 corre que é cilada"...Mas enfim.

Meu corpo tremeu quando fui "montando as peças do quebra-cabeça". Tremi e quase chorei. Pensei: "Burro! Bom demais para ser verdade que uma morenaça daquelas iria dar sopa sozinha ali no canto", "Não sabe nem diferenciar a porra de uma trans de uma mulher de verdade", "Ainda mais aqui na cidade, onde morenas e negras são disputadas a tapa desde novinhas", "Se fosse uma 'mulher mesmo', uma mulata daquelas já estaria no exterior desde os 13 anos", "Toma, Ronaldo" (essa foi a pior, nem se compara...) e coisas do tipo. Devo dizer que me surpreendi com as fotografias, certamente dela, da época das notícias (tratava de preconceito contra pessoas na situação dela, num portal aqui da cidade). Estava, apesar de ser possível reconhecê-la, bem diferente de hoje. Francamente, com o devido respeito, se fosse naquela época daria para "distinguir" a um quilômetro de distância... À época (2013-14), ela estava com "cara de travesti" mesmo (brincadeiras à parte, até o Ronaldo distinguiria...), dizendo que se preparava para sua cirurgia, estava se tratando e coisa e tal. Digo que com certeza já deve ter concluído todo o processo de transição, porque a quase todos hoje ela engana. E é, digo sinceramente, e até reiterando, uma pessoa muito boa de conversa, que, em poucas horas comigo, apesar de não termos ido mais além do que de excelentes diálogos e alguns carinhos, me ensinou muita, muita coisa. Quebrando preconceitos de minha parte e de muitos por aí.

Ocorre que, como disse, gosto muito de mulatas/negras de traços finos, mas, com todo o respeito, dando toda a preferência às "originais de fábrica". Não é preconceito, isso jamais, porém são valores pessoais mesmo. Já cheguei a disfarçar para não dançar, no clube, com certas mulheres, por desconfiar, pelo "tipão", que se tratavam de travestis/mulheres trans. Se bem que acredito já ter dançado com alguma, e não é impossível que até alguma GP com a qual tenha saído se tratasse de alguma operada que omitia sua condição por receio de perder clientes. Meus pais, se nunca disse aqui aí vai, esses sim são até excessivamente conservadores, preconceituosos mesmo. Noto que minha mãe nunca aceitaria um filho gay, quando criança me repreendia asperamente por algumas manias que eu tinha, alguns trejeitos que se assemelhariam com os de alguns homossexuais conhecidos dela ou públicos. Meu pai critica fervorosamente a maioria dos LGBT, chamando travestis de demônios, daí já se pode perceber o que não ocorreria se eu chegasse com uma namorada trans em casa. São capazes de me espancar e/ou me colocar para morar na rua, não duvido nada. E mais, também são racistas, não gostam muito de negros, salvo exceções. Fazem piadas, e minha mãe não se conforma por eu gostar de pardas/mulatas de traços delicados; já disse para eu "me valorizar", "ficar no meu lugar e deixá-las no delas, na favela"; já disse coisas como "Que coisa feia! Onde já se viu um menino tão lindo como você, um branquinho tão bonito, se rebaixando para uma coisa feia daquelas!... Se deitar com aquilo é se sujar, sujar sua cama e a casa, é o mesmo que se deitar com um bicho...", "Que gosto é esse, menino? Aquela miss que você fala que é bonita, que é linda e não sei o quê, parece um traveco" (e, nota minha, nenhuma era isso que ela diz), "Você tem nível, meu filho, imagine o susto em acordar de noite dando de cara com aquela coisa horrorosa, é a mesma coisa um macaco na sua cama! Aquele cabelo parecendo..." E olhe que meu pai teria namorado negras na juventude e minha mãe é fã de certos artistas afrodescendentes (ela e meu pai sempre ouviram Lionel Richie, Stevie Wonder, Jimmy Cliff, mesmo sem falarem inglês, e o clima em casa fica até pesado quando aparece o Alexandre Pires).

Se tiver a "condição" da citada, então... "Pobre de mim, pobres de nós" (e quem dera se fosse o contexto da música da grande banda, tão mineira quanto ela, 14 Bis).

Porém neste caso, como bem se pode notar, o que mais "pega" não é a cor, é a condição de trans dela mesmo. Mesmo porque, se ela fosse "de fábrica", a essa altura eu já estaria com todo o plano de ataque arquitetado, seria a mulher dos meus sonhos. Vida que segue, entretanto. Para piorar, não nos esqueçamos que estou no interior... A cidade aqui é pequena, extremamente conservadora e provinciana, e tenho até medo de fofocas terem se espalhado só de termos estados juntos por alguns minutos à luz e aos olhos de muitas pessoas lá no clube. Felizmente, isso não parece ter acontecido, de modo que devo ignorar a tal garota (e volto a dizer, qualquer um assim a consideraria de longe), que disse me esperar para o cinema de semana que vem no clube. Talvez eu apareça por lá, como costumo frequentar o tal espaço há anos, porém não deve ser para vê-la. Se encontrá-la, e respeitosamente digo que ela é lindíssima (e "notavelmente mulher"), também se parecendo um pouco com uma certa apresentadora de um programa matinal da TV (da qual sou fã), pode ser que conversemos, entretanto apenas para dever respeito ao agradável coleguismo que parece ter surgido entre nós. Muito embora, que fique claro, minha verdadeira intenção seja, por tudo o que já foi dito, e ainda que da forma mais polida, me afastar dela. Assim como as GPs, das quais estou fugindo ferozmente, tais companhias não parecem me fazer bem em qualquer sentido. Sempre sem preconceitos, tenho ouvido certas "histórias" aqui na cidade, melhor nem detalhá-las. E a cidadã inclusive me disse que pretende sair daqui o quanto antes por não se encaixar nem na cidade onde nasceu. Ainda bem que já não fantasio mais ou circunstâncias relacionadas, senão já estaria maluco, e isso porque sempre evitei P trans, tendo visto algo rapidamente apenas por curiosidade, deixando o vídeo para lá assim que aparecia... Creio que já compreenderam.

Acho que chega. Prolonguei-me muito, ainda que sob necessidade. Devo falar mais um pouco depois, ainda estou deveras perplexo.

Fala meu caríssimo Justiceiro do Sertão. É um prazer imenso da minha parte comparecer aqui no seu diário pela primeira vez, admito que a sua forma de escrever esse texto me causou uma grande inspiração, me imaginei em um filme onde estava vivenciando isso tudo, é de tamanha admiração a sua capacidade de colocar em palavras situações tão reais.

Além disso, sobre a questão de você ter tido essa descoberta após conhecer essa pessoa, acredito que eu também ficaria um pouco balançado, pois além de não se encaixar nos relacionamentos que procuro - não sou preconceituoso, mas com todo respeito, também não curto transsexuais -, ainda há aquele preconceito que toda a sociedade impõe nisso, principalmente os amigos, e nesses momentos é a hora onde o caráter de qualquer um é definido, pois algumas pessoas na sua situação iriam ter uma conversa séria ou até mesmo falar diversas besteiras para ela, no entanto, você conseguiu reverter a situação, apesar de não ser fácil, mas conseguiu lidar bem com isso.

Estarei te acompanhando de agora em diante. Estamos juntos, meu caríssimo. Um grande abraço

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em 19/12/2019, 20:13
RosseauStrong, é muito isso que você disse. Quando nos abstemos de pornografia, passamos a acumular energia de tal forma que os reflexos em nossas vidas são por vezes até indesejados, como uma vontade impetuosa de ter uma parceira, nem que seja furtivamente, como uma GP. Entretanto, continuo tentando evitar estas (mesmo que não me lembrem pornografia tanto assim, mas mais alguma frustração do passado, que pelo menos por enquanto parece poder ser superada de outra forma mais saudável), ainda mais diante de determinadas oportunidades que me parecem estar surgindo nos últimos dias.

E sim, além da questão de minha agitação mental fazer com que eu gagueje para falar, com as ideias vindo mais rápido do que minha voz, tenho feito enorme esforço para desenvolver a necessária habilidade masculina de manter uma boa conversa com uma mulher, coisa que sempre me foi um tanto problemática também por aquele lamentável "abobalhamento", causado pelo vício, que costuma ocorrer quando se está diante de uma menina desejada. Tenho enfrentado a situação sem medo de qualquer vexame e felizmente pareço estar numa trilha de bons frutos.

Pois me aguarde em seu diário, caro Boinador. Grande abraço!

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em 19/12/2019, 20:28
Cumprimentos, nobre Harvey Specter. É uma honra tê-lo no meu Diário.

Bom, sobre o preconceito que podemos sofrer, no nosso caso é até mais do que isso que você andou falando: como disse, minha família tem asco por certos grupos sociais e aqui, nunca nos esqueçamos, é um raio de cidade de interior, pequena e ultraconservadora, daquelas em que, se você é visto em determinado lugar público, acompanhado ou não, no outro dia até os cachorros já sabem. Imaginem se você for visto com... Acho que nem preciso falar muito.

De todo jeito, meu obrigado pelas considerações tecidas. Para reiterar, com certeza ela ainda não sabe que eu sei de seu "segredo", deve estar receosa de que eu descubra, de minha reação. Que ela saiba que não me revolto com a situação (dela), e que, caso nos encontremos, podemos dialogar mais um pouco, de modo que, como andei dizendo, se bem nos entendermos e eu, respeitosamente, tiver a mais plena e inafastável certeza de que ela já se transformou fisicamente naquilo que por dentro sempre teve convicção de ser (porque pelo que vejo com meus olhos inexistem dúvidas disso), eu pensarei se poderei ter algo a mais com ela.

Meu grande abraço e sinceros votos de vitória.

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em 21/12/2019, 13:42
Justiceiro do Sertão escreveu:

Estava eu no clube que frequento, arriscando dançar algo num daqueles shows de domingo à tarde, quando, após algumas rodadas de dança, eis que vejo sentada sozinha numa cadeira longe do palco... simplesmente a mulata dos meus sonhos. Expressão séria e refinada, tomava um suco de laranja em estonteante beleza física revestida por um vestido curto. Meu coração acelerou como dificilmente e não pude senão ir falar com ela, a qual, em meio a sorrisos e um estilo todo charmoso, disse não estar à vontade para dançar. Insisti, mesmo assim, ainda que toda simpática, negou-se.

Cara, que arte.

Ler seus textos me lembra de contos de 1920, num estilo formal, mas requintado. Sua descrição do cenário é algo delicioso de se ver. Muito bom poder ler algo tão bem escrito, gosto de vir no seu diário.

Você evoluiu muito também. 400 dias de reboot, bem, definitivamente não é para qualquer um, além de que você melhorou consideralvemente seu traquejo social e está só indo para frente, se tornando mais estável e um homem de cada vez mais valor.

Sinceramente, não importa muito que você tenha abordado um travesti. Tem um primo meu que até fez sexo com um por engano e se sentiu profundamente enojado depois de descobrir a verdade, você não chegou nem perto disso pelo que vi. O principal é que você teve atitude, viu algo que te atraia e logo correu atrás, não ficou esperando algo acontecer, você fez acontecer.

Esse tipo de atitude te levará adiante na vida, continue assim, logo logo conseguirá alguém legal para te acompanhar [SUPRIMIDO PELA MODERAÇÃO].

Abração mano, muito feliz de ver seu sucesso!

ADVERTÊNCIA

Motivo - Violação das seguintes Proibições:

3-Ser desrespeitoso com pessoas, seu modo de ser, suas crenças e estilo de vida, fazer ameaças ou qualquer outro tipo de intimidações.


Link das regras: https://www.comoparar.com/t3723-proibicoes

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em 21/12/2019, 18:28
Broda escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:

Estava eu no clube que frequento, arriscando dançar algo num daqueles shows de domingo à tarde, quando, após algumas rodadas de dança, eis que vejo sentada sozinha numa cadeira longe do palco... simplesmente a mulata dos meus sonhos. Expressão séria e refinada, tomava um suco de laranja em estonteante beleza física revestida por um vestido curto. Meu coração acelerou como dificilmente e não pude senão ir falar com ela, a qual, em meio a sorrisos e um estilo todo charmoso, disse não estar à vontade para dançar. Insisti, mesmo assim, ainda que toda simpática, negou-se.

Cara, que arte.

Ler seus textos me lembra de contos de 1920, num estilo formal, mas requintado. Sua descrição do cenário é algo delicioso de se ver. Muito bom poder ler algo tão bem escrito, gosto de vir no seu diário.

Você evoluiu muito também. 400 dias de reboot, bem, definitivamente não é para qualquer um, além de que você melhorou consideralvemente seu traquejo social e está só indo para frente, se tornando mais estável e um homem de cada vez mais valor.

Sinceramente, não importa muito que você tenha abordado um travesti. Tem um primo meu que até fez sexo com um por engano e se sentiu profundamente enojado depois de descobrir a verdade, você não chegou nem perto disso pelo que vi. O principal é que você teve atitude, viu algo que te atraia e logo correu atrás, não ficou esperando algo acontecer, você fez acontecer.

Esse tipo de atitude te levará adiante na vida, continue assim, logo logo conseguirá alguém legal para te acompanhar [SUPRIMIDO PELA MODERAÇÃO].

Abração mano, muito feliz de ver seu sucesso!

ADVERTÊNCIA

Motivo - Violação das seguintes Proibições:

3-Ser desrespeitoso com pessoas, seu modo de ser, suas crenças e estilo de vida, fazer ameaças ou qualquer outro tipo de intimidações.


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Obrigado, Broda, pelas saudações. Minha parte venho fazendo no sentido de mudar minha vida por completo, só isso já faz com que eu não possa ser chamado de omisso.

Sobre a garota, de fato dei a "sorte" de, sem preconceitos, não ter passado por grandes constrangimentos, como seu primo. Quanto ao futuro, só os próximos dias dirão o que será de nós.

Meu abraço.

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em 21/12/2019, 18:42
E hoje eis que fui "acordado" pela minha "quase-ficante" com um elegante bom-dia pelo Whatsapp, ela ouvindo Frank Sinatra em sua vitrola. Como eu, coleciona vinis e nossos gostos musicais são muito parecidos. Após voltar do trabalho, conversamos um pouco pelo aplicativo, dizendo ela que vai dar um passeio em São Paulo amanhã, para ver uma amiga. Quer me re-encontrar no outro domingo, para mais um cinema.

Como sabem, fiz uma "delicada" descoberta sobre ela na Internet, algo de que não desconfiava e em que, respeitosamente, não sou chegado. Apesar de tudo, ainda devemos nos encontrar algumas vezes a fim de que eu conclua se de fato vale a pena, se me entendem, já falei sobre em posts anteriores.

Hoje, enquanto trocávamos um divertido diálogo, resolvi retribuir o bom-dia e enviei a ela um boa-tarde com Elvis Presley em meu toca-discos. Ela se emocionou! Mandou emojis de choro e grande felicidade, fiquei até sem jeito. Despedimo-nos, desejei a ela uma boa viagem e, como já andei dizendo, só os próximos dias dirão o que será.

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em 22/12/2019, 23:36
Fala, mano.
Torcendo pra que tudo dê certo com a mina. Respeitarei sempre sua decisão e estarei contigo nessa luta, mas torcendo pra que vcs fiquem, sem zoeira.
Forte abraço.

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em 24/12/2019, 12:53
rlutador escreveu:Fala, mano.
Torcendo pra que tudo dê certo com a mina. Respeitarei sempre sua decisão e estarei contigo nessa luta, mas torcendo pra que vcs fiquem, sem zoeira.
Forte abraço.

Meu obrigado, rlutador. Estou meio apreensivo, confesso. Ela parece ter algum interesse em mim, nos últimos dias não para de mudar a foto do Whatsapp e a frase do perfil, inclusive citando músicas das quais andamos falando. E me "acordou" no sábado às 6 e pouco com música no vinil, como gostamos! Ocorre que, respeitosamente, não quero ser enganado, alvo de fofocas na cidade, ou pior, escorraçado de casa por minha família. Afinal, mesmo que ela já seja operada (condição sine qua non para eu tentar algo com ela, e olhe lá), há todos os fatores que já mencionei, cidade do interior até nessas horas é complicado, tanto ela como eu podemos sofrer horrores, ela inclusive frequenta muito São Paulo atrás de tranquilidade, para onde, assim como eu, pretende se mudar o quanto antes; inclusive, quando nos conhecemos, pelo sotaque e modos dela desconfiei que fosse da capital, e ela disse, bem animada: "Todo mundo fala isso! Todos aqui na cidade perguntam se sou paulistana..." (ela nasceu, cresceu e foi criada aqui, contudo nunca se identificou também com a própria terra natal, sendo uma plena urbanoide, e daquelas mais lindas).

Já pensei até em fugir dela, inventar que, no último fim de semana, no qual não nos vimos, "rolou um clima intenso" entre mim e outra garota e já estaríamos "de rolo". Mentir, mesmo. Porém, antes de tudo tenho respeito e compaixão por ela, por seu aparente caráter e por tudo aquilo que, por ela e pela Internet (por esta última, o "principal"), soube que ela já passou. No entanto, como disse, estou apreensivo, e até meio angustiado. Tenho medo. Medo de várias coisas. Daquilo a que já me referi e de, com efeito, ela ser uma "trap" literalmente, arruinando minha vida e minha reputação perante meus pais e a cidade (se é que isso já não está acontecendo...), uma vez que, além daquilo que já reportei, o povo aqui da cidade é muito malandro e "cheio da zoeira", das crianças aos idosos. Por aqui qualquer um adquire mania de perseguição, desconfio de todos, acosumei-me, tomara que exageradamente, a pensar que, por não ser nativo, num lugar assim xenófobo, sempre me conhecem (se bem que até aí é verdade) e estão armando algo contra a minha pessoa. De certa forma, portanto, não é nem por mim, é por nós (ou não).

Porque, sinceramente, devem saber que não suporto as meninas aqui da cidade. Já não tenho esperanças de um dia me relacionar como uma nativa, é perigoso por aqui eu acabar ficando refém de GPs sem querer, se a situação chegar a níveis extremos. Não adianta, embora soe radical, estou certo de que nunca me relacionarei com uma "filha da terra clássica", morro "na seca" mas não dou moral para aquelas pseudoconservadoras metidas a filha de fazendeiro. O jeito delas me enoja, me irrita e me desanima. Pode ser, falado de um jeito bem direto, gostosa o quanto for, entretanto também prezo, e de certa forma até mais, por conteúdo, de modo que brocho só em elas abrirem a boca e em dar de cara com aqueles trejeitos de "eu sou Fulana". Conheço histórias horríveis sobre elas. Já disseram que por aqui o melhor lugar para conhecer mulheres é o prostíbulo, saindo com acompanhantes de fora. Mas estou fugindo ao máximo de GPs. Quer dizer, quando encontrei aquela "deusa" sozinha no canto, simpática, muito boa de conversa e, para completar, com sotaque e jeito de "moça da cidade grande" (as daqui, apesar de alguma beleza, são majoritariamente muito ignorantes e metidas, a maioria das forasteiras logo "pega" o estilo do lugar e as universitárias de fora e as poucas mais dignas ou estão comprometidas ou mal são encontradas, além do que a cidade aqui tem uma população assustadoramente elevada de lésbicas, não sei se há explicação), não tive e não tenho como não desconfiar de que seria "muita esmola", de que conhecidos meus teriam armado todo um freak show para me fazerem de otário, seria bom se estivesse errado, pode ser que sim. No entanto, eu que já sou de família de desconfiados, não pude e não posso fugir do atavismo nessas horas.

Em suma, novo obrigado pelo apoio, contudo estou vendo como sair desse imbróglio. Não quero sair com GPs se amanhã ou depois a carência bater novamente (ainda bem que minha libido tem diminuído nos últimos dias, até devido à "descoberta"), todavia conheço a mim mesmo e sei, nessa toada, que não me cabe, nem à maioria de nós, uma vida de celibato. Relacionamentos, sexo, se bem conduzidos, fazem bem a qualquer pessoa. Até com algumas GPs pareço ter me dado como colega, contudo algo continua me dizendo para fugir delas, que me seriam a opção devido ao que contei e a outros fatores de explicação desnecessária no momento. Não querendo me enganar, mas não foi necessariamente a P que me levou às GPs, mas aqueles mesmos fatores lá de trás, concomitantemente, embora as coisas sejam próximas e acabassem se cruzando vez ou outra neste ínterim. Enfim, estou numa série/novela de aventura dramática na qual só os próximos episódios poderão elucidar o que será de minha saga pessoal. E é impossível pensar em spoilers.

Que seja o melhor para mim e para todos.

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em 25/12/2019, 19:16
Desculpas por não ter desejado Feliz Natal aos guerreiros deste espaço. Tarefas a cumprir.

Natal tranquilo e atarefado, a não ser por alguns daqueles pensamentos do passado, os quais vêm sendo suprimidos graças a intensos exercícios de condicionamento mental aos quais tenho me submetido sem cessar.

Um deles se refere a uma daquelas decepções amorosas do passado. Para ambientar: nos últimos dias tenho realizado atividades alternativas para dar alívio a um inchaço na axila direita, que me causou fortes dores, febre e, segundo a médica (na quarta-feira à noite estava tão mal que tive de pedir para meu pai me levar ao pronto-socorro), teria sido causado por esforço repetitivo com computador e escrita (entenda-se: estudos), de modo que hoje termino a caixa de Cetoprofeno, anti-inflamatório forte que me fora receitado, já estando eu hoje praticamente 100%, com o caroço quase já inexistente e apenas um leve formigamento no braço, nada que me atrapalhe as atividades cotidianas no geral. Pois bem.

Andei me dedicando a relaxar um pouco, até devido aos dias em casa, logicamente da melhor maneira a caber a um Rebooter. Nisto andei, com toda a cautela, me dedicando a assistir filmes e outras amenidades em DVD, VHS e na TV. Acontece que um certo comercial de televisão, o qual não pormenorizarei e que me fez fugir um pouco do veículo, embora não contenha gatilhos, traz consigo o que para mim é uma bomba: em quase nada duvido de conheço aquela linda cidadã que ali figura em elegante situação. Leram certo. Devem se lembrar de que trapalhadas causadas pelo vício me fizeram perder, entre outras, um sonho de mulher que tinha, com a qual cheguei a conversar e a fazer um lanche num barzinho, colocando tudo a perder por minha falta de social skills àquele momento. Logo depois, coisa que diga-se de passagem eu e qualquer pessoa de bom-gosto que a visse poderia prever que mais cedo ou mais tarde aconteceria, soube que ela estava trabalhando como modelo/atriz em São Paulo, estando muito badalada entre os nossos e certamente entre outros, de modo que tenho quase certeza, não sei se foi o desgosto, de já tê-la visto na mídia umas outras duas vezes, uma numa outra peça publicitária (se não era ela era uma sósia, não é possível, absurdamente parecida) e a segunda num "freak show" de baixíssimo nível num domingo à tarde, o qual já devem saber qual é e, se não, melhor não saberem mesmo. Só sei que é muito provável que seja a própria em pelo menos uma das situações, o que me deixa bem para baixo, em meio àquela de "Perdeu uma modelo, seu merda!" (e eu que já perdi, entre outras beldades, de ficar com uma candidata a miss) e, ao mesmo tempo, com minha maturidade, me faz olhar para frente e seguir pelejando, sendo ela ou não a referida ou mesmo, em a sendo, aparecendo em breve no mainstream, com seu rosto e corpo por toda parte e notícias de que está "toda satisfeita ao lado do namorado/marido, o empresário/médico/... Fulano de Tal..." Ainda dói um pouco, contudo um Rebooter deve estar preparado para tudo, e eu estou preparado para tudo.

E mais: este comercial ao que parece é exibido especificamente numa dada emissora, que tem em seu cast uma apresentadora que é daqueles meus desejos íntimos, se me entendem. Quase toda manhã ela está lá, e às vezes nos surpreende em outros horários. Cuidado, cuidado.

Pois na noite de Natal, aquela mais recente garota, aquela dos últimos posts, me desejou Feliz Natal pelo Whatsapp em meio a emojis coloridos e amorosos. Retribuí a gentileza, ainda com certo misto de esperança e angústia com relação ao que nos pode ocorrer daqui por diante, sendo que provavelmente nos encontraremos no próximo domingo, no clube. Em meio a um misto de expectativas positivas e negativas, vou tocando minha vida da maneira que julgo mais digna e adequada.

O que me dá alguma segurança com relação ao futuro.

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em 26/12/2019, 13:46
Fala meu ilustre Justiceiro do Sertão!

Ao ler o seu diário percebi entrelinhas que você se arrepende de algumas atitudes que talvez não tenha tomado, ou talvez de algumas atitudes que tomou na hora errada, isso não ficou claro, porém irei me prolonga sobre esse assunto, ao você falar sobre essas mulheres e exaltar a beleza delas, você esqueceu de exaltar também a sua, e daí se ela é miss? Isso vai te fazer ser um homem melhor? Não! Você é um cara espetacular, já almejou um bom resultado aqui no reboot, está diariamente procurando crescer e expandir os seus conhecimentos, por mais que pareça algo normal, mas não é.

Reconheça o valor que há em si, não deixe a sua mente colocar essas mulheres em um valor maior que o seu, você é um cara impar, e merece tudo de melhor que o universo pode oferecer, só precisa acreditar e está aberto para isso.

Estou contigo nessa, meu caro! Um forte abraço do Harvey.

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em 26/12/2019, 19:00
HarveySpecter escreveu:Fala meu ilustre Justiceiro do Sertão!

Ao ler o seu diário percebi entrelinhas que você se arrepende de algumas atitudes que talvez não tenha tomado, ou talvez de algumas atitudes que tomou na hora errada, isso não ficou claro, porém irei me prolonga sobre esse assunto, ao você falar sobre essas mulheres e exaltar a beleza delas, você esqueceu de exaltar também a sua, e daí se ela é miss? Isso vai te fazer ser um homem melhor? Não! Você é um cara espetacular, já almejou um bom resultado aqui no reboot, está diariamente procurando crescer e expandir os seus conhecimentos, por mais que pareça algo normal, mas não é.

Reconheça o valor que há em si, não deixe a sua mente colocar essas mulheres em um valor maior que o seu, você é um cara impar, e merece tudo de melhor que o universo pode oferecer, só precisa acreditar e está aberto para isso.

Estou contigo nessa, meu caro! Um forte abraço do Harvey.

Só agradeço, ilustre HarveySpecter. Você tocou num ponto importante, no qual ainda eu não havia tido adequada habilidade para tocar.

Antes de mais nada, sim, arrependi-me de muita coisa, sobretudo de que não fiz, o pior arrependimento possível. Tudo isto, porém, creio que venho superando, inclusive no que toca ao âmago de nossa discussão, vamos lá.

Falo em certas fantasias não-sexuais que sempre povoaram minha mente, e as quais hoje reconheço como um dos "fatores-embrião" do vício. Eis algo bastante difícil para eu explicar, que demandaria longos parágrafos e mexeria com meu íntimo de substancial maneira, talvez arrisque fazê-lo em outra ocasião. A história da "fantasma", retratada em meu Diário, é uma das mais contundentes implicações desses devaneios, os quais têm, superficialmente falando, origem na minha "consagrada" inquietação mental e os quais felizmente venho sendo capaz de mandar para o inferno.

É que, muitas horas, lembro-me de certas situações vividas e talvez o dramático contexto de então me faça retratar certas situações daquela contundente maneira. O que não significa, obviamente, que hoje não possua a noção de homem maduro de possuir amor-próprio e jamais colocar qualquer mulher num pedestal; aliás, hoje reconheço tal expediente como um dos mais vergonhosos para qualquer homem. Hoje, embora esteja sujeito a alguma furtiva lembrança, rapidamente tento fulminá-la e pouco me importo com este ou aquele status quo ante portado por determinada mulher, sobretudo no que tange à beleza física. Quando mais jovem, achava digno de nota o homem que saísse com uma garota que, além de linda, fosse "famosinha", modelete, badalada na cidade e/ou algo que o valha; via-o como respeitável por "mais do que pegar uma gata, pegar aquela gata que todos queriam pegar". Confesso que, em vezes nas quais dei tropeços históricos com jovens muito bonitas, desesperei-me por se tratar de garota cobiçada no lugar, devido ao prestígio popular que eu havia deixado escapar. Verdadeiro narcisismo dos mais idiotas de minha parte. O caso da "forrozeira", contado no meu Diário, foi um exemplo.

Enfim, não queria me prolongar tanto, contudo aí está certa parcela daquela minha lamentável vicissitude parcialmente trazida ao Diário no começo do post. Acho que consegue entender. Fantasias idiotas, em suma. E das quais venho me libertando. Para ambientar um pouco melhor (e explicar melhor): um de meus primeiros (e mais idiotas) desejos juvenis era ter em meu círculo uma garota "famosa" no local, para me gabar de tê-la como prima/colega de escola/conhecida e depois buscar possui-la, para satisfazer meu ego idiota. Isto me levou a intensas atribulações mentais, as quais decididamente por ora não cabe detalhar, dizendo apenas que moldaram minha personalidade no sentido de que eu recorresse ao vício.

Diante disso, venho dizer que a teoria do Magrão, um dos pioneiros aqui do Fórum, segundo a qual "o vício em pornografia é um vício em fantasias", se mostrou muito válida em meu caso pessoal. Apesar de, no início da adolescência, ter sido estimulado por revistas e programas de TV, fora de dúvida que foram esses caprichos idiotas os responsáveis por meu naufrágio em PMO e minha derrocada quase total como pessoa. Meu problema, hoje bem sei, nunca foi o pornô em si, mas ilusões bestas criadas por uma mente inquieta e turbulenta que aquele garoto foi incapaz de domar no momento em que mais precisava fazê-lo. Agora sei, antes de tudo, que meu maior desafio, o qual vem sendo cumprido com relativo sucesso, é dar combate a essas fantasias por vezes não-sexuais que por vezes me tentam pegar desprevenido. Em me masturbar não penso, em ver pornografia menos ainda, em redes sociais quase não mexo para evitar determinados estímulos relacionados com aquilo de que acabei de tratar, acho que nem mesmo GPs de certa forma corresponderiam a tais devaneios, não obstante tenho me esforçado para me manter distante delas.

Em suma, muito embora soe como um daqueles extremados e perigosos portais masculinistas (os quais certa época acompanhei), atualmente uma coisa a que não me sujeito é inflar egos alheios. Já basta de attwhorismo subvertendo para pior nossa cultura, devemos ser nós mesmos, pensarmos em nosso próprio desenvolvimento pessoal/profissional e deixar que o resto aconteça naturalmente. Fulana é isso, aquilo? Dane-se, já deve ter a autoestima elevada demais. Se peguei, peguei; se não peguei, pego outra. No mundo há mais mulheres que homens, pensemos em nós próprios.

Meu grande e sincero abraço a você e a todos.

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em 26/12/2019, 21:52
Que maturidade mano, parabéns e estou acompanhando sua jornada, te desejando tudo de melhor.

"O vício em pornografia é um vício em fantasias", essa faz sentido p/ caramba. Que frase.

Tudo de bom.

Paz e Bem!

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em 27/12/2019, 19:48
balboa08 escreveu:Que maturidade mano, parabéns e estou acompanhando sua jornada, te desejando tudo de melhor.

"O vício em pornografia é um vício em fantasias", essa faz sentido p/ caramba. Que frase.

Tudo de bom.

Paz e Bem!

Obrigado, balboa08. Que sejamos mais fortes que qualquer coisa nessas horas. A frase não é minha, contudo é um dos meus mantras favoritos. Resume a minha vida.

Forte abraço!

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em 29/12/2019, 00:58
Fala, Justiceiro!

Me identifiquei quando citou não ter aproveitado a oportunidade com a mulher que tem enchia os olhos por conta da falta de habilidades sociais, realmente é algo que parece (não só parece, muitas vezes) nos perseguir quando nos deparamos com a pessoa/algo que remete a ela. Difícil (mas preciso) nos perdoarmos. Talvez a palavra perdoar não seja a palavra certa, acho que acabamos sim nos perdoando mas guardamos um ressentimento de nós mesmos, algo como uma mágoa latente, um sentimento não resolvido por completo, tanto que quando nos vemos diante da pessoa/algo que lembra ela ficamos num estado... Você sabe.

Torço para que se tiver que acontecer (me refiro ao caso com a moça que vem citando) a situação se desenrole da maneira possível para os dois, que vc desfrute desse momento com alguém que realmente nutre por vc sentimentos e vice-versa, creio que experimentará algo muito superior com essa do que com alguém que cobre para estar ao seu lado. Aproveite o momento, torcendo aqui por ti.

Abraço e bom final de ano!


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em 29/12/2019, 13:34
JovemRenascido escreveu:Fala, Justiceiro!

Me identifiquei quando citou não ter aproveitado a oportunidade com a mulher que tem enchia os olhos por conta da falta de habilidades sociais, realmente é algo que parece (não só parece, muitas vezes) nos perseguir quando nos deparamos com a pessoa/algo que remete a ela. Difícil  (mas preciso) nos perdoarmos. Talvez a palavra perdoar não seja a palavra certa, acho que acabamos sim nos perdoando mas guardamos um ressentimento de nós mesmos, algo como uma mágoa latente, um sentimento não resolvido por completo, tanto que quando nos vemos diante da pessoa/algo que lembra ela ficamos num estado... Você sabe.

Torço para que se tiver que acontecer (me refiro ao caso com a moça que vem citando) a situação se desenrole da maneira possível para os dois, que vc desfrute desse momento com alguém que realmente nutre por vc sentimentos e vice-versa, creio que experimentará algo muito superior com essa do que com alguém que cobre para estar ao seu lado. Aproveite o momento, torcendo aqui por ti.

Abraço e bom final de ano!


Fala, JovemRenascido! Obrigado pelas considerações.

Com efeito, tenho tendência a ficar guardando ressentimentos relativos a chances perdidas. Entretanto, apesar de lembranças um tanto perturbadoras, tenho aprendido a olhar para frente, a tomar a noção de que passado não volta, de que ainda devo ter esperança de que dá tempo e só me resta, em vez de pensar naquilo que poderia ter feito, pensar naquilo que posso fazer agora para enfim obter dignos resultados, sendo que esta última filosofia não me tem saído da cabeça nos últimos dias.

No que toca à garota do presente, hoje à tarde deverei dar mais um passo a respeito. Digito estas palavras após o almoço, planejando se realmente valerá a pena ir lá até o clube, onde ela deve estar hoje. Estou um pouco desanimado devido às circunstâncias do caso como um todo, as quais poderão resultar num desfecho comprometedor não só para mim, mas para ela e minha família. Além do que, sou muito desconfiado, e a cidade aqui também o exige, não me sai da mente que posso estar à beira de um complô por parte dela e/ou de terceiros que certamente nos conhecem.

E numa dessas, confesso: pagar uma GP seria até um pouco menos pior, não obstante eu continue me esforçando para manter distância delas. Aqui na cidade arranjar uma garota é uma tarefa inglória, são insuportáveis em todos os aspectos, já praticamente perdi as esperanças de ter uma namorada se depender das aqui. Compreendo que a questão pessoal/profissional é o que importa e tenho que aprender a lidar com a carência, todavia devo estar pronto para o que quer que ocorra a respeito, para eventuais oportunidades, desde que não soem como armações para queimar meu nome perante a cidade inteira. Tenho muito, muito medo disso.

Meu abraço e um bom fim de ano!

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em 29/12/2019, 14:18
Olá consagradíssimo Justiceiro do Sertão !!

Gostaria de parabenizá-lo pela sua marca no Reboot, pelo que vi no seu contador, você está bem longe cara !

É minha primeira vez aqui no seu diário (eu acho), já lhe digo que gostei muito do seu "username" e da sua forma de escrever seus relatos, você leva jeito para isso, descreve muito bem os cenários, tem uma escrita que dá gosto de ler, são crônicas muito bem feitas. Me lembra os livros e contos que eu tive que ler na época de escola.

Pelo que entendi você tem uma tendência a relembrar chances desperdiçadas. Remoer o passado é perda de tempo e pensamento. Eu digo isso porque sempre fui assim também, ficava relembrando as poucas chances que tive e "desperdicei". Bem, mas eu sempre tive motivos pessoais para isso, sei que eu poderia muito bem aproveitar, mas na hora eu recusei de livre e espontânea vontade, então não tem o porquê eu ficar pensando "e se eu tivesse aceitado". Não sei se com você é dessa forma também, mas li que você está certo de que existem muitas outras mulheres no mundo, e é isso mesmo ! Podemos lamentar se um relacionamento não for para frente? Sim, mas não vamos ficar lamentando para sempre. Bola para frente !

Olha, eu espero que você encontre alguma moça com que você possa desenvolver um relacionamento de fato. Aconselho a parar de pensar nessas GPs, cortar esse vínculo, não há nada de bom que possa sair disso.

Estamos juntos,

Abraço.

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em 30/12/2019, 18:22
Peter Parker escreveu:Olá consagradíssimo Justiceiro do Sertão !!

Gostaria de parabenizá-lo pela sua marca no Reboot, pelo que vi no seu contador, você está bem longe cara !

É minha primeira vez aqui no seu diário (eu acho), já lhe digo que gostei muito do seu "username" e da sua forma de escrever seus relatos, você leva jeito para isso, descreve muito bem os cenários, tem uma escrita que dá gosto de ler, são crônicas muito bem feitas. Me lembra os livros e contos que eu tive que ler na época de escola.

Pelo que entendi você tem uma tendência a relembrar chances desperdiçadas. Remoer o passado é perda de tempo e pensamento. Eu digo isso porque sempre fui assim também, ficava relembrando as poucas chances que tive e "desperdicei". Bem, mas eu sempre tive motivos pessoais para isso, sei que eu poderia muito bem aproveitar, mas na hora eu recusei de livre e espontânea vontade, então não tem o porquê eu ficar pensando "e se eu tivesse aceitado". Não sei se com você é dessa forma também, mas li que você está certo de que existem muitas outras mulheres no mundo, e é isso mesmo ! Podemos lamentar se um relacionamento não for para frente? Sim, mas não vamos ficar lamentando para sempre. Bola para frente !

Olha, eu espero que você encontre alguma moça com que você possa desenvolver um relacionamento de fato. Aconselho a parar de pensar nessas GPs, cortar esse vínculo, não há nada de bom que possa sair disso.

Estamos juntos,

Abraço.

Consagradíssimo és tu, Peter Parker!

Obrigado pela presença no meu Diário e por considerar meus textos razoáveis de serem lidos, saiba que já andei, com essa minha mente, tendo dificuldades para compreender a mim mesmo... Meu username é uma homenagem à origem de minha família, à bravura do povo do Nordeste brasileiro, pelo qual nutro enorme respeito e admiração (apesar de ser paulistano de nascimento e atualmente residir no interior de SP), e que me funciona como verdadeiro grito de resistência em meio à terrivelmente preconceituosa e provinciana cidade na qual atualmente moro, tendo sido, aliás, na última semana mais uma vez sido alvo de preconceito, em pleno trabalho. Porém, vamos ao que interessa.

Muito verdade o que você diz acerca de não viver de passado. Aí está algo que tive que aprender para conseguir seguir meus dias e meus objetivos. Herdei dos meus pais isso de ficar recordando episódios já ocorridos, com o agravante de minha mente inquieta e o vício terem potencializado tal tendência. Apenas para constar, considero-me mais digno de lamentações do que você, uma vez que, não sei se é exatamente o caso, agi (ou melhor, deixei de agir) sob efeito daqueles fatores já citados, coisa que só piorou o cenário e meu estado psicológico.

Quanto a garotas, novo obrigado, agora pelos votos. Aqui onde moro é muito difícil, o mínimo que posso dizer é que nenhuma delas faz meu tipo. Aliás, tenho nojo do estilo delas, só os modos da sombra na parede já me irritam. Por aqui não adianta, só aquelas das quais estou correndo, as "profissionais", e olhe lá. Que esses próximos tempos sirvam para que, mediante meu esforço, eventualmente me apareçam as melhores oportunidades possíveis em termos de mulheres.

Acompanhando sua luta,

Grande abraço.

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em 30/12/2019, 19:14
Segue a saga. Estou num pequeno recesso, voltarei a trabalhar apenas na próxima quinta-feira, e descansar um pouco, resolvendo algumas questões em casa, junto à família, me vem sendo de muito bom grado.

Meu braço ainda dói um pouco, estando porém muito perto dos 100%. Pouco tenho mexido na Internet. Tenho visto algumas coisas na TV e consolidado minha madura lida com o meio de comunicação, já sendo capaz de assistir ao interessante noticiário matinal feito um adulto, sem reparar "abobalhadamente" naquela sua apresentadora/jornalista, uma profissional muito competente que talvez não tenha culpa por ser bela e "me fazer sonhar com uma daquelas". Sou adulto. Adulto. E é na mesma emissora que sempre vejo o famigerado e já referido comercial, saindo de perto quando entra. No mais, folga até tranquila.

Na semana passada, vivi outro momento de revolta em termos de preconceito aqui na cidade, novamente no trabalho. Mais uma vez fui hostilizado por um cidadão que atendi por falar diferente. Depois de uma série de deboches bem ao estilo local, tendo que ouvir indagações jocosas sobre por que estava bravo, por que não sorria e outras velhas conhecidas minhas com as quais não me acostumo nem com 90 anos, veio a até já esperada zombaria com minha fala, com caricaturas e risos sarcásticos ao se retirar o cidadão da mesa, o que ignorei queimando de ódio, louco para dar um soco na cara daquele escroto. Não adianta, esta não é uma cidade para forasteiros, só sair na rua já os ofende este emprego público e de certo modo meus pais me prendem a esta terra e meu maior objetivo é o quanto antes ir embora daqui, nem aguento falar mais nisso. "Ah, tome como motivação..." Já tentei e não deu certo, descobri não ser o caminho correto. Eu saio daqui. Eu saio.

Ontem fui ao clube e a outra lá não estava. Não a contatei pelo Whatsapp, não quero forçar a situação, mesmo porque, apenas entre nós aqui do Fórum, estou muito mais não querendo do que querendo, por tudo aquilo a que já fiz referência. Além de minhas respeitosas convicções pessoais, está na cara que não sou só eu quem pode sair no prejuízo, é para o bem dela também.

Sem muito mais a declarar por enquanto, venho a todos desejar um 2020 cheio de bons momentos e força para enfrentar qualquer desafio neste mundo. Já perdemos tempo demais.

Grande abraço a todos.

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em 31/12/2019, 00:01
Fala aí meu consagradíssimo Justiceiro do Sertão !!

Compreendo perfeitamente o que você passou em frente a televisão, quantos vezes estive em momentos profissionais e fiquei fantasiando sobre vídeos P que havia visto? Inúmeras vezes, eu sabia que era doentio, mas nunca conseguia parar...

Essa parada de xenofobia é uma merda. Tenho sangue nordestino e odeio ver alguma pessoa do sul ou sudeste (as duas regiões que tem mais preconceito com o Nordeste) zombando da forma de falar, de andar, de se vestir...Respeito muito o povo do interior nordestino, infelizmente é um povo sofrido, mas guerreiro e trabalhador, tenho orgulho de carregar essa descendência.

Quero lhe desejar um feliz ano novo !!

Grande abraço !


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em 31/12/2019, 09:00
Fala guerreiro!!

Falo aqui do Ceará, terra que tenho um orgulho imenso, um abraço de seu conterrâneo, te desejo tudo de melhor, que tão logo possa vir a terra que irá lhe acolher tão bem.

Paz e Bem.

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em 31/12/2019, 11:58
Fala meu caríssimo Justiceiro do Sertão!

Fico feliz em saber que você está conseguindo lidar melhor com os seus pensamentos, e rever essa situação de uma perspectiva melhor, pois como você falou, as mulheres não tem culpa, a única culpa aqui é nossa, e acredito que quanto mais pessoas despertarem para esse pensamento, mais o nosso mundo irá se desprender das amarras que são impostas a nós homens desde que nascemos.

Sobre a questão do rapaz que te criticou no trabalho, vejo que isso é comum em quase todas as profissões, pelo fato de que sempre há alguém sem educação e que acha que o mundo gira apenas em torno dele, mas não é assim, você já já vai melhorar de vida e esse cidadão continuará na mesma, caso não mude os conceitos de vida.

Além disso, quero te desejar um Feliz ano novo, e que esse ano que se inicia seja repleto de muitas coisas boas, sentimentos esses que para mim são dons divinos, como paz, amor, alegria e saúde, te desejo todos esses infinitamente. Estamos juntos, meu caro.

Um forte abraço.

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em 31/12/2019, 20:40
Peter Parker escreveu:Fala aí meu consagradíssimo Justiceiro do Sertão !!

Compreendo perfeitamente o que você passou em frente a televisão, quantos vezes estive em momentos profissionais e fiquei fantasiando sobre vídeos P que havia visto? Inúmeras vezes, eu sabia que era doentio, mas nunca conseguia parar...

Essa parada de xenofobia é uma merda. Tenho sangue nordestino e odeio ver alguma pessoa do sul ou sudeste (as duas regiões que tem mais preconceito com o Nordeste) zombando da forma de falar, de andar, de se vestir...Respeito muito o povo do interior nordestino, infelizmente é um povo sofrido, mas guerreiro e trabalhador, tenho orgulho de carregar essa descendência.

Quero lhe desejar um feliz ano novo !!

Grande abraço !


Muito obrigado, honrado Peter Parker!

No meu caso, devido à minha condição de cérebro-agitado-máquina-de-fantasias, diante de meios como a TV felizmente não me vêm muito à mente a P em si, creio que já passei dessa fase (apesar de existirem muitas atrizes/modelos pornográficas parecidas com aquela mulher, de longe as que eu mais assistia, e eu até já ter visto na Internet, nos comentários a uma notícia sobre a tal, que "bem que ela poderia fazer um filme pornô"), mas uma certa esperança matreira em um dia me ver diante de uma cidadã com aquela configuração. Nada muito comprometedor, porém sugestivo.

Quer dizer, todos nós temos nossas "preferências", parece algo normal. Acontece que o que nos cabe é dar vazão a tal gosto apenas sob as mais adequadas circunstâncias de tempo e espaço. Numa ocasião social, vamos supor, em estando todas as variantes possíveis conspirando a meu favor, caso estivesse em condições de abordagem de duas cidadãs, uma daquele tipo e outra não, certamente investiria assim de cara na primeira. Mas claro, somente sob todo o mais adequado contexto real, honesto e sem constrangimento para qualquer das partes.

Quanto à xenofobia, só quem passa sabe o que é. Quem fala que é vitimismo é porque nunca sofreu . A dor é na alma. Meu pai, que é bem estressado, mais de uma vez já quase agrediu preconceituosos no trabalho, uma vez teve que ser fisicamente contido por um colega para não dar um soco num vagabundo que fazia troça de sua condição de baiano. O sem-vergonha saiu correndo, covarde em todos os sentidos que é.

A você um grande abraço e feliz ano novo!


balboa08 escreveu:Fala guerreiro!!

Falo aqui do Ceará, terra que tenho um orgulho imenso, um abraço de seu conterrâneo, te desejo tudo de melhor, que tão logo possa vir a terra que irá lhe acolher tão bem.

Paz e Bem.


Saudações ao Ceará, balboa 08!

Agradecimentos deste paulistano filho de baianos que tem mais do que sangue nordestino correndo em suas veias, tem o orgulho de não ser um povo como este da cidade em que moro, na qual já ouvi, entre outras coisas e mesmo heterossexual convicto (com todo o respeito aos gays), xingamentos tendentes a "paulista bicha" e "cearense veado" (este último na escola, com uns 12 anos, por um sujeito da minha classe e idade).

Sinceros agradecimentos!

HarveySpecter escreveu:Fala meu caríssimo Justiceiro do Sertão!

Fico feliz em saber que você está conseguindo lidar melhor com os seus pensamentos, e rever essa situação de uma perspectiva melhor, pois como você falou, as mulheres não tem culpa, a única culpa aqui é nossa, e acredito que quanto mais pessoas despertarem para esse pensamento, mais o nosso mundo irá se desprender das amarras que são impostas a nós homens desde que nascemos.

Sobre a questão do rapaz que te criticou no trabalho, vejo que isso é comum em quase todas as profissões, pelo fato de que sempre há alguém sem educação e que acha que o mundo gira apenas em torno dele, mas não é assim, você já já vai melhorar de vida e esse cidadão continuará na mesma, caso não mude os conceitos de vida.

Além disso, quero te desejar um Feliz ano novo, e que esse ano que se inicia seja repleto de muitas coisas boas, sentimentos esses que para mim são dons divinos, como paz, amor, alegria e saúde, te desejo todos esses infinitamente. Estamos juntos, meu caro.

Um forte abraço.

Caríssimo Harvey Specter, meus cumprimentos!

Pois minha cabeça é terrível mesmo, só recentemente tenho conseguido domá-la. E de fato a culpa é nossa, por não termos aprendido a agir por nós mesmos de maneira decente, indo na adolescência pelo caminho mais fácil, aquele de se deixar levar por uma cultura podre que impõe que homem que é homem ter que olhar antes de tudo para a aparência da mulher, já ligar a TV reparando que esta ou aquela apresentadora é "gostosa", assobiar para qualquer cidadã fisicamente mais atraente que apareça na rua... Na cidade onde moro é assim. Mais de uma vez, ao pegar carona, presenciei o motorista cortejando mulheres que passavam e, reparando que eu nada dizia, lançando provocações: "E aí, rapaz, não vai falar nada não? Já pensou uma loira dessas dando pra você?" Vai me dizer que não gosta..."

A respeito do preconceito que sofri, coisa triste. Nem quero falar muito. Tomara que suas previsões estejam corretas sobre meu futuro, minha parte tenho feito.

Receba meus sinceros votos de um ano novo com o dobro daquilo que você me deseja.

Estamos juntos e receba meu forte abraço.

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em 31/12/2019, 20:42
Último dia do ano com emoções consideráveis.

Para me abalar logo por volta das 4 da manhã, polução noturna, a primeira em cerca de 2 semanas. Sonhando com uma "feiosa" do meu trabalho. Não dormi mais. Meditei improvisadamente e, ao amanhecer, liguei a TV no Telecurso, na Rede Vida. Segui vendo televisão, com todo o cuidado, uma ou outra coisa mais ou menos interessante. Efeito caçador virtualmente zero.

Com o braço ainda um pouco dolorido, lembrei-me de certas circunstâncias envolvendo meu pai (que hoje trabalhou), as quais me fizeram chorar discretamente mais de uma vez ao longo do dia, ainda estando emocionado agora enquanto digito. Meu honrado pai, prestes a completar 60 anos, é um sujeito de personalidade meio difícil, entretanto uma personalidade honesta e muito parecida com a minha. Não sabem como sinto pena dele por sua incompatibilidade com a cidade aqui. Quero sair até para levá-lo junto, se não sou feliz aqui, ele muito menos. Ele é bastante dramático e emotivo, por vezes até chorão. Eu, um pouco menos. A dor dele me dói horrores e me leva ao pranto mesmo, não tenho vergonha. Ele é uma pessoa infeliz aqui, não adianta, e isto acaba comigo, mesmo porque compartilho da maior parte das ideias dele. Ou seja, de certo modo, nossa luta é conjunta.

Assistindo a um telejornal, eis rapidamente numa reportagem uma jovem de rara beleza... muitíssimo parecida com a transexual com quem andei conversando. Aquela, porém, "mulher de fábrica". Cheguei a acreditar ser a outra, por se tratar de um telejornal local, contudo o fato se dava em outra cidade aqui da região, com certeza não era a tal. Pensei comigo: eu bem que posso ter uma morena daquelas, do meu gosto, que com o devido respeito é "original de fábrica", como eu severamente prefiro! Não agirei de outra maneira: assim que encontrar a outra, organizarei a situação, "mexendo os palitos" (sem trocadilhos, se bem que tudo indica já ser ela operada) no sentido de sermos no máximo amigos, e olhem lá.

Continuo bastante emocionado, devido ao mix do contexto de virada de ano com várias circunstâncias pessoais minhas. Digitando, quase chorei novamente. Pensamentos mais insinuantes, pouquíssimos. Apenas uma ou outra lembrança rapidamente fulminada. Bom, melhor parar por aqui. Novamente, bom ano a todos, com tudo de bom a fim de que tenhamos vidas dignas e força para lutar.

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