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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 13/4/2020, 17:58
Peter Parker escreveu:Olá digníssimo Justiceiro do Sertão !!!

Sei que você vencerá essa batalha meu caro !!! Fique firme nessa tua força, não vai ser polução noturna ou fantasias que ficarão no seu caminho. Na torcida por você.

Grande abraço.

Meu obrigado, Digníssimo Peter Parker!

Aqui não tenho descanso nem devo ter. Lutemos. Receba meu grande abraço.

End escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Sábado molhado. Dia daqueles, enfrentado com garra que tirei nem sei de onde.

Para começar, polução noturna no meio da madrugada. Como de costume, 10-12 dias são o máximo que me ocorre conseguir seco, mais do que isto foram pouquíssimas vezes. Frio aqui na cidade, dormindo agasalhado, todo encolhido, já era possível prever. Foi dito e feito. Merda! Conti-me como pude na cama, todo molhado, voltando a dormir e a sonhar com outras coisas (nem me lembro que sonho tive que me fez ejacular, lamentavelmente parece ter sido mais uma sessão de estupro por parte da minha mãe), acordando num certo horário para estudar. Assim levei praticamente todo o dia, embora bocejando, respirando fundo, quase tendo arroubos e com leves pensamentos sugestivos. Para os padrões em que me encontrava, com sono e a cabeça quente, acho que até rendi. Também tomei um pouco de sol, fiz algum alongamento improvisado devido à minha escoliose e, naquele embalo que nem me fizera dar importância a estar todo sujo e suado, só fui tomar banho às 16:30, tendo vindo depois para cá.

Claro, não sem meus pais ficarem reparando no perigoso e forte odor corporal que emanava do meu quarto. Pois vai passar, nem que seja na porrada, nem que eu sofra o inferno na terra, nem que eu quebre tudo no meu quarto à noite mas eu me livro dessa praga!

Sim!

Bem, depois desse curto desabafo, digo aos guerreiros que por ora minha cabeça está um pouco mais tranquila, a despeito de um pouco de sono. Ninguém irá à luta por mim se eu não for. Eu que não arregace as mangas (no bom sentido) e não destrua tudo que verei se algo dá certo em minha vida. Vou até a morte, não tenho medo. Que se danem as lembranças que por vezes me circundam, não tenho mais medo. Hoje cedo, enquanto arrumava umas coisas no meu quarto, notei ouvindo de longe que meus pais assistiam na TV a uma reportagem sobre um assunto que é um antigo e perigoso devaneio meu, de natureza que eu chamo de semissexual, quase um softcore. Daquelas fantasias bem minhas mesmo, de natureza não exatamente sexual, porém perturbadoras para a minha pessoa. Consegui passar por cima.

Até a camiseta que meu pai está usando, que era minha e eu doei, lembra uma situação vergonhosa que vivi aos 18 anos, e sobre a qual só digo que tem a ver com a fantasia citada acima. Que tudo isso fique no passado.

Por ora, nada mais a declarar. Que tudo isso fique no passado. Preciso dormir, estou cansado.

Fala grande Justiceiro, boa tarde, que chata essa situação que você passa com as poluções, fico na torcida para que essa situação melhore e que elas diminuam e até cessem se possível. No mais só tenho que lhe parabenizar por seguir passando por cima das dificuldades e se manter limpo e longe do vício. Sigo na torcida por você. Um abraço e força.

Meus agradecimentos, caro End.

A coisa das poluções noturnas não está fácil. Hoje mais uma vez, parece piada! Passei boa parte do dia sujo para não levantar suspeitas. Fique sabendo que também estou na torcida por você.

Forte abraço.

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em 13/4/2020, 20:35
Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

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em 13/4/2020, 22:37
Fala, Justiceiro!
Hoje minha participação aqui no seu diário vai muito mais no sentido de tentar entender um pouco mais a sua experiências com as poluções noturnas. Você tinha disso frequentemente mesmo quando estava nos tempos de vício, no qual vc provavelmente se masturbava e ejaculava frequentemente?

Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

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em 13/4/2020, 23:13
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.
Oh meu querido, deixo aqui meus sinceros cumprimentos!
E não tenho palavras para mensurar - poxa cara, nem consigo imaginar isso acontecendo comigo - o quanto deva ser perturbador essas fantasias em relação a sua mãe.
Não sei como está sua vida espiritual, não sei como lida com a questão da fé( acredito que possa lhe ajudar bastante a livrar-se dessas desgraças de sonhos, a oração sempre me ajudou muito com isso) mas, enfim, apenas indicação de um companheiro que tem um grande apreço por vc, por sua história; lhe indico ler os escritos de São Josemaria Escrivá, sobretudo, um livro dele chamado "Caminho"; é um livro para meditação, são vários pontos, pra ser preciso 999; para vc sentir o gostinho, o primeiro ponto diz assim:(1) "Que tua vida não seja uma vida estéril. - Sê útil. - Deixa rasto.- Ilumina com o resplendor da tua fé e do teu amor." Meditar com este livro vai lhe fazer crescer, muito, espiritualmente, com o coração voltado pro Céu e  os pés bem fincados ao chão. Lá tem um bom material para sua inteligência. S. Josemaria foi um sacerdote que trabalhou com os jovens universitários. A obra dele vc encontra nesse site "www.escrivawork.org.br".
Outra coisa, meu amigo, um tempo atrás quando passei por uns problemas, que me levaram inclusive a trancar momentaneamente minha faculdade, esta que passei várias anos ralando para entrar, fiz umas sessões de HIPNOTERAPIA, gostei bastante...Não sei se já partilhou isto pessoalmente com alguém, se não, uma terapia seria interessante...estou falando isto tudo, porque, realmente, o seu relato sobre estes sonhos com sua mãe me empactou. Estou rezando por vc, com a graça de Deus vc vai livrar-se disso!
Um grande abraço! Salve Maria!

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ampity27
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em 13/4/2020, 23:28
Meu velho, acho que não existe vergonha nem com os sonhos, nem com a polução noturna.

A mente da gente é muito sábia e, quando exposta à pornografia, ela pode sim se codificar de acordo com o hábito. Sobre manchas ou o que for, sinceramente, foda-se. É humano. Tudo isso que passamos é humano. Segue em frente e parabéns por dividir tudo o que está se passando com transparência. Se cuida.

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em 13/4/2020, 23:56
Justiceiro, sua escrita é contagiante e muito bem elaborada, digna de um livro de literatura clássica!

Estou acompanhando seu diário.

Forças!

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em 14/4/2020, 09:36
ampity27 escreveu:Meu velho, acho que não existe vergonha nem com os sonhos, nem com a polução noturna.

A mente da gente é muito sábia e, quando exposta à pornografia, ela pode sim se codificar de acordo com o hábito. Sobre manchas ou o que for, sinceramente, foda-se. É humano. Tudo isso que passamos é humano. Segue em frente e parabéns por dividir tudo o que está se passando com transparência. Se cuida.
Não me interprete mal, meu caro. Logicamente essas questões são consequências da adicção, no entanto, podem ter raízes mais profundas. E não atribuí nada a questões espirituais, apenas falei que o fator "fé"...crescimento na intimidade com Deus, ajuda bastante a combater estas dificuldades; claro, para quem busca ou almeja.
Não sei se me fiz entender.
Abraço!
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em 14/4/2020, 13:39
Meu caro, abaixo estou deixando um link com uma matéria jornalística que entrevistou um neurocientista que lida com sonhos. Matéria muito boa, de fato. Não diz respeito estritamente ao seu problema, mas como se trata de um especialista no assunto, é sempre um bom ponto de partida caso vc tenha interesse em pesquisar sobre o seu problema em fontes seguras. Segue o link e mais uma vez um forte abraço.

https://www.vice.com/pt_br/article/z3b793/por-que-voce-esta-sonhando-tanto-durante-a-quarentena

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em 14/4/2020, 15:04
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

Olá Justiceiro, tenho certeza que só você sabe pelo que passou e pelo que está passando e que não está sendo fácil, na verdade nunca foi fácil para nenhum de nós, é por isso que devemos continuar em frente mesmo diante das baixas probabilidades, mas sempre com esperança de dias melhores, para que o passado nos deixe em paz e fique onde está. Um grande abraço e fique com Deus.
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 14/4/2020, 19:00
rlutador escreveu:Fala, Justiceiro!
Hoje minha participação aqui no seu diário vai muito mais no sentido de tentar entender um pouco mais a sua experiências com as poluções noturnas. Você tinha disso frequentemente mesmo quando estava nos tempos de vício, no qual vc provavelmente se masturbava e ejaculava frequentemente?

Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

Sim, meu caro. Começou nos tempos do vício. Embora houvesse dado uma parada quando eu me masturbava e/ou andei transando (sempre com GPs), nunca fiquei mais que um mês sem as ditas ocorrências. Conheço minha mente e sei que são consequência do vício, das fantasias, dos pensamentos podres; não tenho a menor dúvida disto, com o perdão da expressão "pesada", nem adianta insistir. Percebo que é minha mente tentando a qualquer custo buscar de novo o "prazer" que eu sentia naquelas sessões de "fantasiamento", acompanhadas ou não de material pornô. Como um efeito colateral de abstinência mesmo, superficialmente falando, porque a questão é na verdade mais complexa.

Guerreiro de longa data escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.
Oh meu querido, deixo aqui meus sinceros cumprimentos!
E não tenho palavras para mensurar - poxa cara, nem consigo imaginar isso acontecendo comigo - o quanto deva ser perturbador essas fantasias em relação a sua mãe.
Não sei como está sua vida espiritual, não sei como lida com a questão da fé( acredito que possa lhe ajudar bastante a livrar-se dessas desgraças de sonhos, a oração sempre me ajudou muito com isso) mas, enfim, apenas indicação de um companheiro que tem um grande apreço por vc, por sua história; lhe indico ler os escritos de São Josemaria Escrivá, sobretudo, um livro dele chamado "Caminho"; é um livro para meditação, são vários pontos, pra ser preciso 999; para vc sentir o gostinho, o primeiro ponto diz assim:(1) "Que tua vida não seja uma vida estéril. - Sê útil. - Deixa rasto.- Ilumina com o resplendor da tua fé e do teu amor." Meditar com este livro vai lhe fazer crescer, muito, espiritualmente, com o coração voltado pro Céu e  os pés bem fincados ao chão. Lá tem um bom material para sua inteligência. S. Josemaria foi um sacerdote que trabalhou com os jovens universitários. A obra dele vc encontra nesse site "www.escrivawork.org.br".
Outra coisa, meu amigo, um tempo atrás quando passei por uns problemas, que me levaram inclusive a trancar momentaneamente minha faculdade, esta que passei várias anos ralando para entrar, fiz umas sessões de HIPNOTERAPIA, gostei bastante...Não sei se já partilhou isto pessoalmente com alguém, se não, uma terapia seria interessante...estou falando isto tudo, porque, realmente, o seu relato sobre estes sonhos com sua mãe me empactou. Estou rezando por vc, com a graça de Deus vc vai livrar-se disso!
Um grande abraço! Salve Maria!

Obrigado, nobre colega. Obrigado mesmo. E olhe que não tenho fantasias com minha mãe, não seria louco (ou pelo menos não me lembro de ter sido) a ponto de chegar a desejos incestuosos. Quanto a questões religiosas, sou católico não-praticante por questões pessoais, entretanto creio intensamente em Deus da minha maneira, tendo enorme fé que Ele existe e reconhece nossos esforços, como uma força sobrenatural que a tudo controla do Universo, de sábia e auspiciosa maneira. Buscarei ler o material que me indicou, obrigado pela indicação. Pratico o que chamo de "meditação improvisada", em meio às minhas sessões de ajuste psíquico, a modos de uma psicoterapia leiga, no intuito de controlar a agitação mental da qual sofro desde pequeno.

Também já cheguei a pensar em procurar por procedimentos como apoio psicológico e mesmo hipnoterapia e relacionados, no intuito de descobrir de onde saem coisas tão horríveis que minha cabeça cria. Por enquanto, todavia, estou ocupado com outros projetos, não obstante não descarte a possibilidade de a qualquer hora ir sim atrás de suporte.

Receba meu grande abraço.

Porfiri Pietróvich escreveu:Justiceiro, sua escrita é contagiante e muito bem elaborada, digna de um livro de literatura clássica!

Estou acompanhando seu diário.

Forças!

Obrigado e forças a você, Porfiri Pietróvich. Sejamos fortes.

Guerreiro de longa data escreveu:
ampity27 escreveu:Meu velho, acho que não existe vergonha nem com os sonhos, nem com a polução noturna.

A mente da gente é muito sábia e, quando exposta à pornografia, ela pode sim se codificar de acordo com o hábito. Sobre manchas ou o que for, sinceramente, foda-se. É humano. Tudo isso que passamos é humano. Segue em frente e parabéns por dividir tudo o que está se passando com transparência. Se cuida.
Não me interprete mal, meu caro. Logicamente essas questões são consequências da adicção, no entanto, podem ter raízes mais profundas. E não atribuí nada a questões espirituais, apenas falei que o fator "fé"...crescimento na intimidade com Deus, ajuda bastante a combater estas dificuldades; claro, para quem busca ou almeja.
Não sei se me fiz entender.
Abraço!

Enfim, Guerreiro de Longa Data e Ampity27. É um problema muito, muito sério. Só quem vive sabe. Estou me cuidando, não é nem um pouco fácil, e, por mais que por vezes algumas coisas pedem um foda-se, no fundo noto que não é bem assim. Compreendo que a mente é sábia, e que não podemos nos desesperar em alguns casos, contudo podemos, com muito trabalho, lapidá-la a fim de que só opere bons conteúdos. Minhas saudações.

rlutador escreveu:Meu caro, abaixo estou deixando um link com uma matéria jornalística que entrevistou um neurocientista que lida com sonhos. Matéria muito boa, de fato. Não diz respeito estritamente ao seu problema, mas como se trata de um especialista no assunto, é sempre um bom ponto de partida caso vc tenha interesse em pesquisar sobre o seu problema em fontes seguras. Segue o link e mais uma vez um forte abraço.

https://www.vice.com/pt_br/article/z3b793/por-que-voce-esta-sonhando-tanto-durante-a-quarentena

Obrigado, meu caro. Devo lê-lo, se bem que sou uma pessoa que sonha, seja o que for, virtualmente todas as noites. Com alguma coisa, mas sonho. Com ou sem quarentena.

Renji escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

Olá Justiceiro, tenho certeza que só você sabe pelo que passou e pelo que está passando e que não está sendo fácil, na verdade nunca foi fácil para nenhum de nós, é por isso que devemos continuar em frente mesmo diante das baixas probabilidades, mas sempre com esperança de dias melhores, para que o passado nos deixe em paz e fique onde está. Um grande abraço e fique com Deus.

Cumprimentos, ilustre Renji. Obrigado pelo apoio, o passado não pode nos deixar preso junto com tudo aquilo. Nós podemos mais, nós somos mais, aquilo tudo só serve para nos aprisionar numa pseudofantasia que não só nada acrescenta como ainda dimunui sensivelmente nossa capacidade de realizar desejos e impactar o mundo.

Meu abraço e esteja com Deus.

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Meu diário: https://www.comoparar.com/t2940-24-de-volta-a-guerra-ferido-humilhado-ate-injusticado-mas-nunca-vencido



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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 14/4/2020, 20:57
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

Fala Justiceiro, boa noite. Sigo na torcida para que essas tais poluções que te atormentam por tanto tempo cessem. Força em sua jornada, e jamais deixe que isso te afete, você vai vencer tudo isso. Um abraço e sucesso.

_______________________________________

https://www.comoparar.com/t9196-nao-aguento-mais-fracassar

Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 15/4/2020, 18:32
End escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Pois na última noite, meus caros, mais uma vez. Quem acompanha meu Diário sabe do que estou falando e não queria de novo falar.

Apesar de considerável esforço, sobretudo depois da enxurrada da madrugada de sábado, novamente hoje tive, meio da madrugada, fortíssima polução noturna, tendo vivido, como dizem, outro dia de cão. Um dia daqueles nos quais tive praticamente que transceder minhas forças para escapar sem maiores complicações em todos os aspectos da vida.

Para começo de conversa, tive a maldita polução outra vez sonhando que era violentado por minha mãe mediante "consagrada" fantasia. Ainda pretendo da mais racional maneira descobrir de onde saem esses pesadelos tão horrorosos. Em alguns, já escapei de ejacular assassinando minha mãe a facadas, agindo como compete a uma vítima de estupro em legítima defesa. Arrasado, segurei-me e voltei a dormir, tendo acordado às 6:50 caindo de sono, e mesmo assim sendo o primeiro da casa, indo resolver alguns problemas meus, sem dar tempo para o que fosse. Sujo, meu quarto e eu com considerável mau cheiro, eis depois minha mãe (de quem cujo ódio ia diminuindo aos poucos) a sair recolhendo peças de cama de todos os dormitórios para colocar a lavar, reclamando que estou fedendo, que meu quarto é um lixão, que ainda vai descobrir de onde sai esse odor parecido com suor e/ou mofo que só é percebido em meu quarto, e meu pai dizendo que estou fedendo sob uma expressão racista que não ouso reproduzir e já podem imaginar, enquanto sigo tentando encontrar estratégias para organizar minha mente de modo que nem meu subconsciente escape ileso da operação de guerra para acabar com todo este constrangimento.

Desconfio que meus pais, sobretudo minha mãe (já disse o antigo comercial do suco Tang, "mãe sempre sabe"), devem saber da minha história com a pornografia, das minhas poluções noturnas e de que minha mãe (só em falar nela ainda me dá certo desconforto ao recordar os pesadelos, mais do que eventual efeito caçador) diz coisas como "cheiro de mofo" a título eufemista, já de repente consciente da realidade dos fatos. Ainda mais depois que comecei a me lembrar, arrumando a cama, de que os meus colchões costumam ficar com manchas amarelas bastante visíveis, e até a consistência das ditas manchas é meio espessa. Elas desaparecem um pouco, e em certas épocas voltam com tudo. Umidade? Coincidência? Tenho lá minhas dúvidas.

E seguirei trabalhando rumo a essa libertação, ainda que com um pouco de sono e sob decidida desconfiança dos meus.

Não é fácil. Conforme estive conversando com o ilustre colega Guerreiro de Longa data, a quem vão minhas saudações, já passei por situações absurdamente constrangedoras em termos de ejaculações noturnas. Para terem uma ideia, conto alguns casos. Cheguei a ter uma polução ao pegar no sono dentro de um ônibus, numa sugestiva viagem para Aparecida, sentado ao lado de meu pai, trecho final da viagem, quando o ônibus já se aproximava do Santuário Nacional, por volta das 5 da manhã. Era meu auge do vício, aos 15 anos, e uma das piores experiências que já vivi nestes quase 28 de vida. Naquele mesmo fatídico 2007, tive que ir resolver uns problemas com meus pais no Nordeste, tendo ido nós três de carro, com ele dirigindo. Sendo uma viagem longa, dormimos uma noite na estrada, meu pai num pequeno hotel, minha mãe e eu lado a lado dentro do veículo. Tive uma polução noturna devastadora, ao lado da senhora minha mãe! Fiquei tão mal que mal consegui me comunicar com quem fosse ao longo de todo o outro dia. Acabou? Esqueçam. Dias depois, voltei de madrugada de uma festa próxima à casa de minha avó, onde fiquei de dormir, num quarto com não me lembro quantas pessoas, só me ocorrendo o mais dramático da história. Sei que minha prima se arranjou no mesmo quarto que eu, numa cama em direção perpendicular, ela deitada diante das minhas pernas, sob uma distância não tão grande. Estava com 15 anos, ela com 13 e nunca chegamos, que fique claro, nem a "brincar". Contudo, o que eu já estava apático de medo de ocorrer ocorreu: tive, na presença dela, no mesmo quarto, outra ejaculação noturna "daquelas", ao que parece até sonhando com ela, por sinal uma garota muito bonita e simpática (e que, com todo o respeito, se me entendem, já "chamava a atenção" à época). Acordei transtornado de uma forma que poucas vezes me aconteceu, apesar de acreditar que ninguém deve ter notado. Pelo menos é por isso que torço até hoje e para o resto de meus dias.

Certamente houve outras histórias, entretanto é melhor nem ficar recordando. Até diminuí um pouco da postagem, abordando certas coisas que havia digitado, no intuito de tocar minha vida em paz. E não sossegarei enquanto não me ver plenamente eficiente naquilo que desejo e livre dessas tão incômodas poluções noturnas, que tanto aterrorizam meus dias.

Por hoje é só. Por um bom lugar no passado, para sempre, a qualquer devaneio perturbador. Olhemos para frente e batalhemos. A todos meu forte abraço.

Fala Justiceiro, boa noite. Sigo na torcida para que essas tais poluções que te atormentam por tanto tempo cessem. Força em sua jornada, e jamais deixe que isso te afete, você vai vencer tudo isso. Um abraço e sucesso.

Obrigado, End. Sejamos todos nós fortes para lutar. Meu abraço e sucesso a você.

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em 16/4/2020, 00:43
Fala aí ilustríssimo Justiceiro do Sertão !

Não é bom ver um companheiro de luta sofrendo tanto assim com essas pertubações, pesadelos e poluções noturnas. Caso fossem apenas as poluções eu lhe recomendaria atividades físicas, mas pelo visto a questão é mais do que apenas física e emocional, talvez chegue ao âmbito espiritual. Não vou mentir, já tive pertubações mentais, pensamentos terríveis onde eu machucava pessoas que amo muito, esses pensamentos são chamados de pensamentos intrusivos, é algo involuntário mas que atormenta quem tem. Pesadelos também se enquadram. Li sobre o assunto e vi que não muita explicação sobre isso.

Recomendo que busque um especialista se isso está roubando sua paz e alegria, se tiver fé, corra para Deus.

Grande abraço.

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em 16/4/2020, 20:42
Peter Parker escreveu:Fala aí ilustríssimo Justiceiro do Sertão !

Não é bom ver um companheiro de luta sofrendo tanto assim com essas pertubações, pesadelos e poluções noturnas. Caso fossem apenas as poluções eu lhe recomendaria atividades físicas, mas pelo visto a questão é mais do que apenas física e emocional, talvez chegue ao âmbito espiritual. Não vou mentir, já tive pertubações mentais, pensamentos terríveis onde eu machucava pessoas que amo muito, esses pensamentos são chamados de pensamentos intrusivos, é algo involuntário mas que atormenta quem tem. Pesadelos também se enquadram. Li sobre o assunto e vi que não muita explicação sobre isso.

Recomendo que busque um especialista se isso está roubando sua paz e alegria, se tiver fé, corra para Deus.

Grande abraço.

Cumprimentos, honrado Peter Parker!

Tenho pensado bastante na questão espiritual, dado que não estou muito em condições de buscar, por exemplo, embora de certa forma fosse interessante, apoio psicológico.  Em compensação, ainda que do meu jeito, que talvez não seja lá muito bem compreendido e que não convém detalhar agora, tenho muita fé em Deus, muita. Apesar de não ser o que se poderia chamar de um religioso praticante,  identifico-me em muito com a doutrina de Jesus Cristo, costumo rezar um Pai-Nosso todas as noites antes de dormir (para mim a oração mais bela e poética que existe) e acredito que os chás de gengibre que minha mãe por vezes prepara para a família têm surtido algum efeito.

Afinal, em meio a isso que vivo, a essas tormentas involuntárias, não tenho saída. De fato fico arrasado quando essas coisas atacam meu subconsciente; quando não acordo com os olhos lacrimejando ao sonhar que abusava, sei lá, de uma conhecida jovem (já sonhei várias vezes transando com minhas primas, por quem tento ter respeito familiar), fico queimando por dentro de ódio de minha mãe, sem ela ter culpa de nada, quando sonho sabe com o quê. E dá-lhe pesadelos com coisas em que não sou nem um pouco chegado: mulheres feias, gordas, idosas... Por vezes acredito que são sequelas do vício difíceis de ter suas raízes totalmente arrancadas e incineradas por anos, no entanto estou certo de que meu caso é realmente grave nesse aspecto. E estou ainda mais certo de que batalharei com todas as minhas forças e mais um pouco para me ver totalmente liberto.

Que tudo isto passe, que não só eu como todos nós possamos suprimir para sempre todos esses fantasmas.

Novamente obrigado e grande abraço.

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em 17/4/2020, 20:34
Dia muito corrido. Logo cedo me levantei (seco, felizmente), li um pouco, alonguei-me de modo improvisado e fui dar plantão no trabalho, revezamento em tempos de quarentena. Fraco movimento, ambiente deveras tranquilo, contudo minha mente seguiu pulsando de vontade de me superar, de quebrar barreiras, aparentemente uma benfazeja transformação pela qual vem passando após este cerca de um ano e meio longe do vício. Felizmente, sinto que algumas coisas estão realmente diferentes.

Ainda me lembro de algumas coisas e certos elementos cotidianos ainda me remetem ao que não deve, todavia tenho me segurado bem. Tenho passado mais tempo com meus pais, os quais têm com efeito sentido minha falta por conta dos longos períodos em que passo trancafiado no quarto cuidando de minhas tarefas pessoais. Nesta semana, fiquei horrorizado quando vi minha mãe chegar em casa com uma caixa de Fluoxetina (Prozac). Meu pai me deu uma bronca, dizendo que é minha culpa, que ela não está mais conseguindo dormir por causa de uma suposta obsessão minha com os estudos, de forma a ter que recorrer a um antidepressivo para se acalmar. Ela que é uma pessoa muito nervosa e já anda tomando calmantes para pegar no sono; chego a desconfiar que até Rivotril já está tomando, já entrei rapidamente no quarto de meus pais (não tenho esse costume) e dei de cara com umas cartelas de calmantes fortes, se não eram Rivotril era algo próximo. Já prometi dar uma maneirada, chego a crer que estou num nível razoável, no entanto sou mesmo um pouco obcecado com estudar, pois fiquei praticamente traumatizado com o que a pornografia me causou também (e dignamente, diga-se de passagem) no que toca ao arruinamento de minha carreira acadêmica e minha qualificação profissional e me tornei alguém louco por "pagar" aquelas horas com horas destinadas ao que de mais importante me poderia entrar neste cérebro agitado. Quer dizer, passei a ser um sujeito ávido por substituir a qualquer custo uma maratona por outra, verdadeira vingança de mim mesmo, o problema é que tenho percebido que essa força é muito forte e tem tomado conta até exageradamente de minha pessoa, me possuindo a tal ponto de me ver distraído em outros aspectos cotidianos e carente de equilíbrio, algo também fundamental para qualquer pessoa, sobretudo Rebooter. Diante disso, tenho tentado da melhor forma diminuir o ritmo (apesar da polêmica personalidade da minha mãe, coisas de que já tratei neste Diário) e me equilibrar em tudo nesta vida. Algo me diz que me fará bem.

No mais, uma coisa a que gostaria de remeter é que, nas redes sociais, outras pessoas têm me enviado solicitações de amizade, em sua maioria parentes e conhecidos destes. Alguns até conheço de vista e/ou já troquei algum diálogo, assim eis que os aceito, talvez me acrescentem alguma coisa, vejo que não devem me causar problemas. O caso emblemático foi que nesta semana fui "adicionado" por uma jovem de razoável beleza que aparentemente seria colega de uns primos meus. Aceitei o convite, muitas vezes prefiro não fazer desfeita, sei o que estou fazendo, ela não deve me oferecer riscos. Meus problemas com redes sociais estão sob razoável controle; brincadeiras à parte (ou não), o que mais vejo são rixas políticas, bolsonaristas X oposição, panelaço X buzinaço... No Whatsapp, muitas vezes ignoro os status dos poucos contatos que tenho, e a última complicação que tive foi quando, há alguns meses, minha prima postou umas atualizações referentes à festa de 15 anos de uma prima distante em comum. Eu passei por cima daquilo de olhos fechados, enquanto minha mãe, que não sabe que ainda carrego certo trauma de debutantes (já falei sobre aqui no meu Diário), aliás nem deve saber que um dia esse contexto quase me deixou maluco, ficou durante o almoço naquele domingo me apontando seu telefone celular para eu ver fotos e vídeos do baile da fulana. Disfarcei às caretas, comendo rápido e colocando mais salada no prato. A menina nem é lá essas coisas de linda (além de menor, é claro), o pano de fundo da história é que ainda me causa leves perturbações, das quais fujo para evitar retornar a um cenário de terror como um todo. Além de tudo, sempre pode haver algo de mais sugestivo numa situação daquelas, não neguemos. Não me levem a mal; embora não necessariamente sexual, foi uma das piores fantasias que já tive, um dos desdobramentos de todo o inferno em que me afundei na juventude.

No mais, sigo inteiro lutando.

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em 17/4/2020, 22:39
Fala, grande Justiceiro!
Acredito, sinceramente, que sua mãe deve estar tomando remédios não só por conta dos seus estudos. Vc frequentemente tem falado de problemas sérios em sua família aqui no fórum, o que inclui o desemprego do seu pai e tal. Ainda tem essa quarentena. Acho que são outros fatores que podem estar atuando na forma como ela está procurando esses remédios, e não necessariamente os seus estudos. De qualquer forma, é bom pensar um horário mais confortável pra vc e pra sua família pra cair dentro.
Grande abraço!

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em 18/4/2020, 21:46
rlutador escreveu:Fala, grande Justiceiro!
Acredito, sinceramente, que sua mãe deve estar tomando remédios não só por conta dos seus estudos. Vc frequentemente tem falado de problemas sérios em sua família aqui no fórum, o que inclui o desemprego do seu pai e tal. Ainda tem essa quarentena. Acho que são outros fatores que podem estar atuando na forma como ela está procurando esses remédios, e não necessariamente os seus estudos. De qualquer forma, é bom pensar um horário mais confortável pra vc e pra sua família pra cair dentro.
Grande abraço!

Obrigado, Rlutador. Estou ajeitando tudo aqui como posso, meu pai de fato está desesperado com a quarentena, a personalidade carente e passional dele (grosso modo, aquela coisa bem "brasileiro clássico") o faz se tomar de ansiedade por completo, diante de tudo o que está a seu redor. Ele que já teve até depressão em outros tempos. Minha mãe é mais pés no chão, ouso dizer que nisso eu puxei mais a ela, aguentando firme apesar da personalidade explosiva em alguns momentos. Só que o que ela está fazendo de fato me chama a atenção para mal, não posso deixar de ter cuidados com aquela que ainda é, e deve continuar sendo para sempre, a mulher mais importante da minha vida.

Grande abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 19/4/2020, 21:10
Domingo consideravelmente ameno. Ainda que minha percepção sobre as mulheres esteja radicalmente transformada, em todos os aspectos sensoriais, melhora contínua. Ainda que eu também venha sentindo certos, digamos, efeitos colaterais de largar o vício. Bons, embora exigentes de que com eles se lide responsavelmente.

Minha mente está mais aberta e leve, até percebendo coisas que antes não me ocorriam. Sei que é por largar a pornografia, só me resta administrar bem tudo isso. Após ter passado quase todo o sábado mexendo com umas coisas minhas, entenda-se, meu acervo de discos de vários formatos (só coisas de valia, modéstia à parte, como sempre quase chorei ouvindo Raul Seixas), hoje terminei o serviço, levantando-me cedo e ainda tendo tido tempo para estudar um pouco. Fiquei com meus pais, ajudei-os no que coube, assisti a algo edificante na TV e minha infância me veio à mente enquanto jantava, com o Domingão do Faustão (programa de televisão que meu pai não perde por nada) mostrando o Jon Secada, umas baladas aparentemente ingênuas mas que me transportam para minha feliz meninice e segurei a emoção enquanto comia. Nem sei se convém muito dizer, porém memória afetiva é um negócio bravo... A minha é fortemente musical, sou daqueles cuja vida é uma trilha sonora, desde pequeno meu pai colocava fitas cassete e vinis sobretudo de rock e MPB para eu ouvir, e até hoje ouço muita coisa de qualidade aliás, o que dizer do saudoso Moraes Moreira, que nos deixou na semana última? Cresci escutando a voz dele, para homenagear a publicidade antiga, em CD, LP e cassete. Voltando a mim, até arrisco cantar e tocar um pouco de violão (muito mal!...) Praticamente toda música que ouço me lembro um lugar e uma história, quase sempre de quando criança (coisas boas) ou adolescente (nem tanto), sinto-me como se passasse o dedo por um mapa e começasse a tocar Oasis, Bon Jovi, Roxette, Marisa Monte (vai na alma), Engenheiros do Hawaii, Skank, Chico Science e Nação Zumbi, Cidade Negra, ou aquelas de que eu não gosto de me lembrar muito: The Black Eyed Peas, Natiruts, Akon... Que fique o exemplo, contudo.

Meus olhos já marejaram ouvindo Basket Case, do Green Day! Uma música que trata literalmente de um sujeito que é um caso perdido! Uma letra suja, mas que  lembra minha tenra infância, ouvia tocando de longe enquanto estava em frente a casa, eu não falava inglês e adorava aquela melodia, a lembrança (vaguíssima, eu deveria ter uns 2-3 anos) acabou ficando como nunca deveria... e felizmente tenho superado. Se não conhecem (meio difícil, foi um sucesso enorme à época) peço encarecidamente que não procurem, a letra é muito forte em todos os aspectos, negócio tóxico mesmo. Hoje não bastou tocar Jon Secada na TV (dores de cotovelo à parte, quando menino eu nem sabia o que era sofrer por uma mulher), negócio que já é triste de se ouvir, meu pai ainda ficou contando de como recebeu a notícia de que havia sido despedido. Deve ter se inspirado com as músicas, afinal compartilha dos mesmos sentimentos que eu quanto àqueles nossos anos 1990. Melhor parar, sinceramente.

Em tempo, ouvir música é uma coisa com que nós Rebooters devemos também ter cuidado, eis uma coisa que aprendi. Trata-se de um prazer que deve ser bem dosado para não desequilibrar nossas próprias atividades diárias, ainda bem que hoje sei administrar tudo isto, já tendo tido, creio, até certa desregulação dopaminérgica por ouvir determinadas canções e ficar alimentando fantasias sexuais e outras de periculosidade próxima. Até por isso, e já foi comentado aqui no Fórum bem como a questão da música em si, tento não ouvir canções românticas, embora as admire até certo ponto. O nobre colega End diz que não se sente bem ao escutar certas músicas estilo "sofrência", meu caso é semelhante, com a diferença de que sempre gostei de umas baladas românticas arrebatadas, algo mais cult (mesmo porque sertanejo, por exemplo, além de eu não gostar, aqui em casa não entra de jeito nenhum, é daquelas coisas que meu pai odeia e acho que até me expulsa de casa se me pegar ouvindo, contudo fique claro que respeito). Já sofri a ponto de "amolar chifre" sim, explodindo Bon Jovi no último volume, Roupa Nova (conheço desde que me entendo por gente), Scorpions, Skid Row, Nazareth, Tracy Chapman (essa foi das piores, depois de uma decepção feia), todavia estou convicto de que essas canções não fazem bem não por questões de mau gosto (no fundo, brega para mim é outra coisa), mas por mexerem com algo muito próximo ao que ocorre em nossas mentes, de forma que é como se estivéssemos instintivamente louvando o prazer de estar de forma gratuita com uma mulher ao lado, e não é por essa estrada que devemos enveredar. Creio que entendem o que quero dizer.

Enfim, agora com a cabeça mais fresca (nem tanto, neste exato momento ouço meu pai falando uma coisa... melhor não dizer), digo a vocês que fica essa dica para aproveitarem cultura, quando for hora, da melhor forma. Deve valer também para livros e filmes (esses últimos nem se fala). E tomem meus pais vendo insanidades na televisão... Boa noite. Ajamos como adultos.a

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em 20/4/2020, 11:57
Justiceiro do Sertão escreveu:Domingo consideravelmente ameno. Ainda que minha percepção sobre as mulheres esteja radicalmente transformada, em todos os aspectos sensoriais, melhora contínua. Ainda que eu também venha sentindo certos, digamos, efeitos colaterais de largar o vício. Bons, embora exigentes de que com eles se lide responsavelmente.

Minha mente está mais aberta e leve, até percebendo coisas que antes não me ocorriam. Sei que é por largar a pornografia, só me resta administrar bem tudo isso. Após ter passado quase todo o sábado mexendo com umas coisas minhas, entenda-se, meu acervo de discos de vários formatos (só coisas de valia, modéstia à parte, como sempre quase chorei ouvindo Raul Seixas), hoje terminei o serviço, levantando-me cedo e ainda tendo tido tempo para estudar um pouco. Fiquei com meus pais, ajudei-os no que coube, assisti a algo edificante na TV e minha infância me veio à mente enquanto jantava, com o Domingão do Faustão (programa de televisão que meu pai não perde por nada) mostrando o Jon Secada, umas baladas aparentemente ingênuas mas que me transportam para minha feliz meninice e segurei a emoção enquanto comia. Nem sei se convém muito dizer, porém memória afetiva é um negócio bravo... A minha é fortemente musical, sou daqueles cuja vida é uma trilha sonora, desde pequeno meu pai colocava fitas cassete e vinis sobretudo de rock e MPB para eu ouvir, e até hoje ouço muita coisa de qualidade aliás, o que dizer do saudoso Moraes Moreira, que nos deixou na semana última? Cresci escutando a voz dele, para homenagear a publicidade antiga, em CD, LP e cassete. Voltando a mim, até arrisco cantar e tocar um pouco de violão (muito mal!...) Praticamente toda música que ouço me lembro um lugar e uma história, quase sempre de quando criança (coisas boas) ou adolescente (nem tanto), sinto-me como se passasse o dedo por um mapa e começasse a tocar Oasis, Bon Jovi, Roxette, Marisa Monte (vai na alma), Engenheiros do Hawaii, Skank, Chico Science e Nação Zumbi, Cidade Negra, ou aquelas de que eu não gosto de me lembrar muito: The Black Eyed Peas, Natiruts, Akon... Que fique o exemplo, contudo.

Meus olhos já marejaram ouvindo Basket Case, do Green Day! Uma música que trata literalmente de um sujeito que é um caso perdido! Uma letra suja, mas que  lembra minha tenra infância, ouvia tocando de longe enquanto estava em frente a casa, eu não falava inglês e adorava aquela melodia, a lembrança (vaguíssima, eu deveria ter uns 2-3 anos) acabou ficando como nunca deveria... e felizmente tenho superado. Se não conhecem (meio difícil, foi um sucesso enorme à época) peço encarecidamente que não procurem, a letra é muito forte em todos os aspectos, negócio tóxico mesmo. Hoje não bastou tocar Jon Secada na TV (dores de cotovelo à parte, quando menino eu nem sabia o que era sofrer por uma mulher), negócio que já é triste de se ouvir, meu pai ainda ficou contando de como recebeu a notícia de que havia sido despedido. Deve ter se inspirado com as músicas, afinal compartilha dos mesmos sentimentos que eu quanto àqueles nossos anos 1990. Melhor parar, sinceramente.

Em tempo, ouvir música é uma coisa com que nós Rebooters devemos também ter cuidado, eis uma coisa que aprendi. Trata-se de um prazer que deve ser bem dosado para não desequilibrar nossas próprias atividades diárias, ainda bem que hoje sei administrar tudo isto, já tendo tido, creio, até certa desregulação dopaminérgica por ouvir determinadas canções e ficar alimentando fantasias sexuais e outras de periculosidade próxima. Até por isso, e já foi comentado aqui no Fórum bem como a questão da música em si, tento não ouvir canções românticas, embora as admire até certo ponto. O nobre colega End diz que não se sente bem ao escutar certas músicas estilo "sofrência", meu caso é semelhante, com a diferença de que sempre gostei de umas baladas românticas arrebatadas, algo mais cult (mesmo porque sertanejo, por exemplo, além de eu não gostar, aqui em casa não entra de jeito nenhum, é daquelas coisas que meu pai odeia e acho que até me expulsa de casa se me pegar ouvindo, contudo fique claro que respeito). Já sofri a ponto de "amolar chifre" sim, explodindo Bon Jovi no último volume, Roupa Nova (conheço desde que me entendo por gente), Scorpions, Skid Row, Nazareth, Tracy Chapman (essa foi das piores, depois de uma decepção feia), todavia estou convicto de que essas canções não fazem bem não por questões de mau gosto (no fundo, brega para mim é outra coisa), mas por mexerem com algo muito próximo ao que ocorre em nossas mentes, de forma que é como se estivéssemos instintivamente louvando o prazer de estar de forma gratuita com uma mulher ao lado, e não é por essa estrada que devemos enveredar. Creio que entendem o que quero dizer.

Enfim, agora com a cabeça mais fresca (nem tanto, neste exato momento ouço meu pai falando uma coisa... melhor não dizer), digo a vocês que fica essa dica para aproveitarem cultura, quando for hora, da melhor forma. Deve valer também para livros e filmes (esses últimos nem se fala). E tomem meus pais vendo insanidades na televisão... Boa noite. Ajamos como adultos.a

Fala Justiceiro, um bom dia. Entendo essa questão musical, basta tocar uma música de uma determinada época, que eu automaticamente sou transportado ao passado pelas minhas lembranças. Isso as vezes é bom, pois tem músicas que me remetem lembranças positivas, outras vezes ruim, pois tem coisas no meu passado que também não gosto nem de lembrar, seja frustrações, decepções ou coisas do tipo. E sobre músicas, é algo que realmente devemos ter cuidado, e você tocou num ótimo ponto, pois realmente a música tem poder de mexer com os nossos sentimentos, e isso pode ser bom ou ruim, depende da música em si, eu por exemplo já fui muito eclético, portanto ouvia diversos gêneros, e notava que cada gênero mexia de forma diferente comigo, enfim, hoje em dia estou fazendo a opção de ouvir músicas cristãs, pois no meu caso são as únicas que me deixam calmo enquanto as escuto, dai quando meus pais escutam a famosa ''sofrência'' seja no rádio ou caixa bluetooth, eu noto o quão mal esse gênero me fazia, pois sempre que toca músicas desse tipo, instantaneamente minha mente começa a sentir ''saudade'' do meu passado, e vontade de correr atrás da minha ex, enfim, efeito totalmente causado pelo gênero musical. Parabéns por seguir firme em sua luta, um abraço.

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https://www.comoparar.com/t9196-nao-aguento-mais-fracassar

Não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele lhes providenciará um escape, para que o possam suportar.
1 Coríntios 10:13
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 18 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

em 20/4/2020, 18:35
End escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:Domingo consideravelmente ameno. Ainda que minha percepção sobre as mulheres esteja radicalmente transformada, em todos os aspectos sensoriais, melhora contínua. Ainda que eu também venha sentindo certos, digamos, efeitos colaterais de largar o vício. Bons, embora exigentes de que com eles se lide responsavelmente.

Minha mente está mais aberta e leve, até percebendo coisas que antes não me ocorriam. Sei que é por largar a pornografia, só me resta administrar bem tudo isso. Após ter passado quase todo o sábado mexendo com umas coisas minhas, entenda-se, meu acervo de discos de vários formatos (só coisas de valia, modéstia à parte, como sempre quase chorei ouvindo Raul Seixas), hoje terminei o serviço, levantando-me cedo e ainda tendo tido tempo para estudar um pouco. Fiquei com meus pais, ajudei-os no que coube, assisti a algo edificante na TV e minha infância me veio à mente enquanto jantava, com o Domingão do Faustão (programa de televisão que meu pai não perde por nada) mostrando o Jon Secada, umas baladas aparentemente ingênuas mas que me transportam para minha feliz meninice e segurei a emoção enquanto comia. Nem sei se convém muito dizer, porém memória afetiva é um negócio bravo... A minha é fortemente musical, sou daqueles cuja vida é uma trilha sonora, desde pequeno meu pai colocava fitas cassete e vinis sobretudo de rock e MPB para eu ouvir, e até hoje ouço muita coisa de qualidade aliás, o que dizer do saudoso Moraes Moreira, que nos deixou na semana última? Cresci escutando a voz dele, para homenagear a publicidade antiga, em CD, LP e cassete. Voltando a mim, até arrisco cantar e tocar um pouco de violão (muito mal!...) Praticamente toda música que ouço me lembro um lugar e uma história, quase sempre de quando criança (coisas boas) ou adolescente (nem tanto), sinto-me como se passasse o dedo por um mapa e começasse a tocar Oasis, Bon Jovi, Roxette, Marisa Monte (vai na alma), Engenheiros do Hawaii, Skank, Chico Science e Nação Zumbi, Cidade Negra, ou aquelas de que eu não gosto de me lembrar muito: The Black Eyed Peas, Natiruts, Akon... Que fique o exemplo, contudo.

Meus olhos já marejaram ouvindo Basket Case, do Green Day! Uma música que trata literalmente de um sujeito que é um caso perdido! Uma letra suja, mas que  lembra minha tenra infância, ouvia tocando de longe enquanto estava em frente a casa, eu não falava inglês e adorava aquela melodia, a lembrança (vaguíssima, eu deveria ter uns 2-3 anos) acabou ficando como nunca deveria... e felizmente tenho superado. Se não conhecem (meio difícil, foi um sucesso enorme à época) peço encarecidamente que não procurem, a letra é muito forte em todos os aspectos, negócio tóxico mesmo. Hoje não bastou tocar Jon Secada na TV (dores de cotovelo à parte, quando menino eu nem sabia o que era sofrer por uma mulher), negócio que já é triste de se ouvir, meu pai ainda ficou contando de como recebeu a notícia de que havia sido despedido. Deve ter se inspirado com as músicas, afinal compartilha dos mesmos sentimentos que eu quanto àqueles nossos anos 1990. Melhor parar, sinceramente.

Em tempo, ouvir música é uma coisa com que nós Rebooters devemos também ter cuidado, eis uma coisa que aprendi. Trata-se de um prazer que deve ser bem dosado para não desequilibrar nossas próprias atividades diárias, ainda bem que hoje sei administrar tudo isto, já tendo tido, creio, até certa desregulação dopaminérgica por ouvir determinadas canções e ficar alimentando fantasias sexuais e outras de periculosidade próxima. Até por isso, e já foi comentado aqui no Fórum bem como a questão da música em si, tento não ouvir canções românticas, embora as admire até certo ponto. O nobre colega End diz que não se sente bem ao escutar certas músicas estilo "sofrência", meu caso é semelhante, com a diferença de que sempre gostei de umas baladas românticas arrebatadas, algo mais cult (mesmo porque sertanejo, por exemplo, além de eu não gostar, aqui em casa não entra de jeito nenhum, é daquelas coisas que meu pai odeia e acho que até me expulsa de casa se me pegar ouvindo, contudo fique claro que respeito). Já sofri a ponto de "amolar chifre" sim, explodindo Bon Jovi no último volume, Roupa Nova (conheço desde que me entendo por gente), Scorpions, Skid Row, Nazareth, Tracy Chapman (essa foi das piores, depois de uma decepção feia), todavia estou convicto de que essas canções não fazem bem não por questões de mau gosto (no fundo, brega para mim é outra coisa), mas por mexerem com algo muito próximo ao que ocorre em nossas mentes, de forma que é como se estivéssemos instintivamente louvando o prazer de estar de forma gratuita com uma mulher ao lado, e não é por essa estrada que devemos enveredar. Creio que entendem o que quero dizer.

Enfim, agora com a cabeça mais fresca (nem tanto, neste exato momento ouço meu pai falando uma coisa... melhor não dizer), digo a vocês que fica essa dica para aproveitarem cultura, quando for hora, da melhor forma. Deve valer também para livros e filmes (esses últimos nem se fala). E tomem meus pais vendo insanidades na televisão... Boa noite. Ajamos como adultos.a

Fala Justiceiro, um bom dia. Entendo essa questão musical, basta tocar uma música de uma determinada época, que eu automaticamente sou transportado ao passado pelas minhas lembranças. Isso as vezes é bom, pois tem músicas que me remetem lembranças positivas, outras vezes ruim, pois tem coisas no meu passado que também não gosto nem de lembrar, seja frustrações, decepções ou coisas do tipo. E sobre músicas, é algo que realmente devemos ter cuidado, e você tocou num ótimo ponto, pois realmente a música tem poder de mexer com os nossos sentimentos, e isso pode ser bom ou ruim, depende da música em si, eu por exemplo já fui muito eclético, portanto ouvia diversos gêneros, e notava que cada gênero mexia de forma diferente comigo, enfim, hoje em dia estou fazendo a opção de ouvir músicas cristãs, pois no meu caso são as únicas que me deixam calmo enquanto as escuto, dai quando meus pais escutam a famosa ''sofrência'' seja no rádio ou caixa bluetooth, eu noto o quão mal esse gênero me fazia, pois sempre que toca músicas desse tipo, instantaneamente minha mente começa a sentir ''saudade'' do meu passado, e vontade de correr atrás da minha ex, enfim, efeito totalmente causado pelo gênero musical. Parabéns por seguir firme em sua luta, um abraço.

Obrigado pelo suporte, honrado End. Façamos nossa parte. Meu abraço.

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em 20/4/2020, 21:04
Olá ilustríssimo Justiceiro do Sertão !!

Compreendo essa questão musical, eu particularmente costumo me emocionar bastante quando escuto músicas de desenhos que eu assistia quando criança, começo a lembrar daquela época pura e boa, onde eu não tinha preocupação com nada e não sabia nem o que era sexo direito hahaha Sempre bom lembrar que um dia nós fomos puros.

Compartilho do mesmo sentimento do End, não gosto de ouvir músicas de sofrência, muito menos românticas, não tenho um bom histórico no quesito de relacionamentos e ouvir esses tipos de música só me fazem lembrar das minhas tentativas de conhecer alguém, geralmente eu saio machucado, não correspondido e decepcionado. Por isso minhas playlists são basicamente constituídas por músicas gospel e white metal hahaha, é bom para alma e o espírito.

Grande abraço !

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em 20/4/2020, 21:43
Olá, sou novo no fórum, mas já acompanho há alguns dias, e quando vi o contador em 500 e tantos dias pensei "Nussa esse cara é um guerreiro". Espero um dia chegar nessa marca. Abraços aí !

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em 21/4/2020, 20:11
Peter Parker escreveu:Olá ilustríssimo Justiceiro do Sertão !!

Compreendo essa questão musical, eu particularmente costumo me emocionar bastante quando escuto músicas de desenhos que eu assistia quando criança, começo a lembrar daquela época pura e boa, onde eu não tinha preocupação com nada e não sabia nem o que era sexo direito hahaha Sempre bom lembrar que um dia nós fomos puros.

Compartilho do mesmo sentimento do End, não gosto de ouvir músicas de sofrência, muito menos românticas, não tenho um bom histórico no quesito de relacionamentos e ouvir esses tipos de música só me fazem lembrar das minhas tentativas de conhecer alguém, geralmente eu saio machucado, não correspondido e decepcionado. Por isso minhas playlists são basicamente constituídas por músicas gospel e white metal hahaha, é bom para alma e o espírito.

Grande abraço !

Ilustríssimo és tu, Peter Parker. Obrigado pelo suporte.

Isso de desenhos animados não tem muito a ver comigo mesmo porque eu não assistia muito... Entretanto, concordo quando você diz que é interessante nos lembrarmos de que um dia fomos puros. E há situações relacionadas a essa pureza das quais hoje dou risada, só não conto por aqui por serem coisas meio pesadas, relacionadas a uns programas de TV que meus pais assistiam comigo junto... Acho que me entende.

E com efeito certas canções populares/popularescas de sucesso costumam remeter a uma agonia amorosa ou mesmo a situações que vivi ou não vivi, por isso evito ficar escutando. Pelo que consta, aliás, a maior parte da produção artística na História fala sobre amor, de um jeito ou outro, e na música popular isto parece muito evidente. Porque você sabe, sofrimento faz sucesso, dor-de-cotovelo pode ser de mau gosto, mas vende, quase todo mundo se identifica. Na cidade onde moro é só música sertaneja o tempo todo, de aniversários de criança a encontros da alta sociedade (pois contratam até shows particulares de artistas do gênero para esses eventos!), faço um grande esforço para ignorar toda aquela lamúria. Também tenho más lembranças de vezes em que me decepcionei com garotas e saí escutando canções melosas que marcaram para sempre aquele momento. Já andei ouvindo um ou outro gospel e algo que deveria ser white metal, por vezes a sonoridade é marcante, contudo minha preferência (com o perdão da expressão sugestiva, estou falando de música...) é MPB, algo de black music antiga, rock antigo nacional e internacional de gêneros diversos, do clássico a algum metal e ouço até música clássica, tendo uma fita cassete do Beethoven, daquelas antigas coleções de jornais. Também gosto muito de forró, que cresci ouvindo por conta das origens de minha família, tendo crescido fã incondicional do grande Luiz Gonzaga, e por vezes acontece na minha playlist alguma Bossa Nova ou "samba cult" estilo Emílio Santiago ou Wilson Simonal. Ainda cresci ouvindo coisas mais românticas (vulgo brega) mesmo, do naipe de Roberto Carlos, Reginaldo Rossi, Waldick Soriano e Odair José, porém estou evitando esses materiais no sentido de desintoxicar a mente de qualquer pensamento inadequado, isso porque tenho discos desses caras em minha coleção. Amenidades à parte, romantismo tem hora... Mesmo black music escuto com cuidado, pois me lembra algumas situações agradáveis que vivi; nem dessas é melhor ficar recordando, para não fantasiar, sabe?

Só o que não entra aqui em casa de jeito nenhum, com todo o respeito a quem gosta, é sertanejo. Não gosto, não suporto, aquela estética não me agrada de modo algum apesar de algumas canções (sobretudo as mais antigas )terem algum conteúdo, e aqui em casa é meio tabu por umas questões que prefiro não detalhar. É perigoso até, se meu pai me flagrar ouvindo, ter uma reação imprevisível!...

No mais, meu grande abraço!

A Simple Man escreveu:Olá, sou novo no fórum, mas já acompanho há alguns dias, e quando vi o contador em 500 e tantos dias pensei "Nussa esse cara é um guerreiro". Espero um dia chegar nessa marca. Abraços aí !

Meu obrigado, A (not so) Simple Man! Sou apenas um cara comum acertando as contas com o passado. Já dei uma lida em sua história, meu caro, daqui a pouco aparecerei lá em seu Diário, você tem histórico e força de vontade.

Meu abraço!

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em 22/4/2020, 06:37
Justiceiro és uma inspiração! Força na jornada!! Um abraço e estamos juntos companheiro de luta!

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Apresento o meu diário: https://www.comoparar.com/t3574p250-diario-de-uma-lutadora-contra-a-pmo#23257

Reboot:
já concluí um reboot em 2017 - 90 dias sem o vício, mas recaí após esta marca
1ª tentativa -  45 dias (2018)
2ª tentativa - 50 dias (2019)
3ª tentativa -  65 dias (16/01/20 - 20/03/2020)
4ª tentativa - 17 dias (25/03/20 - 11/04/2020)
[5ª tentativa - 23 dias (23/04/20 - 16/05/2020)
?????????? QUANDO DEIXAR DE SER ESCRAVA DO VÍCIO????
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em 22/4/2020, 12:13
Você é uma inspiração, Justiceiro! Depois vou fazer questão de ler todo o seu diário para conhecê-lo melhor. Parabéns pela nobre atitude de continuar aqui, mesmo após ter concluido o reboot, isso mostra o quanto humano você é.

Quando tiver um tempo, apareça em meu diário. Estou certo de que suas palavras me ajudarão bastante, já que indiretamente me fazem muito bem. Forte abraço!

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