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soumulherviciadaemporn
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/11/2020, 11:51
Justiceiro do Sertão, meu Deus. Fiquei horrorizada a ler o teu último relato aqui no fórum. Foi verdadeiramente chocante e consegui imaginar tal situação a acontecer. Essa criança pode vir a ser viciada em pornografia por culpa do descuido dos pais. De facto o teu tio pode tornar-se um potencial predador sexual. Muitos deles começam com a pornografia e passam para a concretização das fantasias e devaneios sexuais e prostituição. Infelizmente. Não te deixes abalar justiceiro e parabéns pela inspiração que és para todos aqui no fórum. Um verdadeiro exemplo!!! Estamos juntos na luta, um abraço!!

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"Enquanto houver vontade de lutar haverá esperança de vencer"   Santo Agostinho
                                                                                     
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Mike
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/11/2020, 18:33
Justiceiro do Sertão escreveu: Tenho que dar mais uma passada por aqui depois de mais um movimentado dia longe de casa. O incidente de anteontem foi muito profundo para que eu não tecesse mais considerações a respeito.

Vi minha prima rapidamente desde então, e não há como esquecer a deplorável cena de quinta-feira última pela manhã. Caso não saibam do que falo, prendam a respiração e leiam minha última postagem. Caso achem que não se assombrarão, é claro.

Era por volta de 2011.

Lembrei-me de que, à época, eu na faculdade e ainda afundado no vício e me comportando feito o pior dos moleques, meu tio, pai daquela minha prima de cinco anos (sim, cinco) e então solteiro, me emprestara seu telefone celular para que eu ouvisse algumas músicas ou algo semelhante (hã?!), afinal era novidade à época e eu era um moleque daqueles, digamos... Dispensam-se comentários nessas horas. Enfim, lembro-me de que, mesmo viciado em pornografia que eu era e face a um aparelho cheio de vídeos pornô que meu tio consumia além dos DVDs que já encontrara em seu quarto, fiquei assombrado com um conteúdo que encontrei.

Tenho uma prima, essa minha contemporânea, hoje casada e que também é sobrinha desse meu tio. Essa minha prima e eu tínhamos certo coleguismo, brincávamos na infância e passeamos juntos algumas vezes na adolescência. Já me referi a ela em minhas postagens, algumas bem chocantes e lá vai mais uma (e olhe que nunca ocorreu nada entre nós, que fique claro). Pois bem. Ela era, com todo o respeito, uma garota bonita quando era mais jovem, lá na "nossa geração", tendo sido, pelo que já ouvi, bem-falada e cobiçada na cidade por sua beleza e simpatia. Enfim, no meio das porcarias que meu tio guardava... lá estavam sugestivas filmagens da minha prima da cintura para baixo, tendo ela então uns 16 anos (meu tio bem mais velho que nós, mas nem por isso), como se filmadas por ele com uma câmera escondida. Havia uns dois vídeos desse tipo, curtos e asquerosos, que despertaram asco até em mim viciado. Está muito na cara que aquilo tinha sido filmado por ali mesmo, com minha prima indo à casa da nossa avó, provavelmente pelo meu tio de forma sorrateira a dar close nas pernas e na cintura (entenda-se, no que haveria ali por baixo, ela que usava trajes curtos e tinha um corpo bonito mas nem por isso, jamais) de minha prima, ainda menor de idade apesar de um mulherão, para depois se masturbar.

Sou sincero. Dificilmente seria outra coisa.

Mesmo naquela época, em meio a todo àquele contexto, fiquei horrorizado. Seria aquilo possível? Estaria nosso próprio tio sendo capaz daquilo? De armar um plano horroroso daqueles para se satisfazer solitariamente... pensando na sobrinha?! Maldita pornografia! Maldito seja tu, vício do demônio! Destruidora de lares, de famílias...

Cerca de uma década depois, é a primeira vez que toco abertamente no assunto. Que fique muito bem claro que não estou de forma alguma acusando meu tio de qualquer coisa, porém o horrendo incidente da quinta-feira última trouxe à tona tal triste lembrança em minha mente. Talvez só eu além do meu tio tenham dado de cara com aquela filmagem muito sugestiva, talvez só nós dois saibamos a respeito e talvez só eu tenha inferido aquilo que infelizmente parece ser a verdade acerca daquelas gravações. E se, tendo sido o que penso (e provavelmente fora mesmo), minha prima flagra a situação? E se minha tia, mãe da minha prima, irmã de minha mãe e desse meu tio, ou algum outro dos parentes se dá conta daquilo? Nem vou falar do namorado dela, nessas horas família é tudo.

Quer dizer, é daquelas coisas que se vê e se acha "no mínimo esquisito". Naquele caso, lamento, afirmo que não se parecia com outra coisa senão um sujeito buscando uma fantasia das mais esdrúxulas, infelizmente. Num contexto dos piores possíveis.

Face à tristíssima cena presenciada na última quinta-feira, cena protagonizada por minha prima mais nova (5 anos!), penso que a pequena, no mínimo, vem crescendo sob o pior dos exemplos familiares. Para dizer o mínimo. Rezo para que, apesar de tudo, seja só isso. Criança que vê pais com comportamento desleixadamente liberal como aquele, telefone celular com música alta e Internet à vontade o tempo todo, isso dentro de casa, de onde deveria vir o mais importante dos exemplos, dos pais, é digna de todas as nossas orações, toda a nossa torcida para que não se perca no mundo da forma mais destruidora. Nunca me esqueci da filmagem da minha outra prima e agora, diante de experiência tão lamentável, venho, buscando tocar a vida apesar de certo abalo, reiterar meu apelo para que o mundo saiba o que essa peste causa nas pessoas, o quanto contamina condutas e leva o caráter humano à ruína. Meu tio não é má pessoa, entretanto, deve há anos, face àquilo que há anos venho constatando, ser adepto do pornô, e não há dúvidas de que, se minha pequena prima andou vendo o que andou vendo, a maior parte da culpa decorre do exemplo obtido dentro do próprio lar.

Não que, reitero novamente, meu tio seja isso ou aquilo, quero pensar que não tenha sido aquele incidente de por volta de 2011 nada de mais, embora certamente havia fantasias assombrosas no contexto, dadas as evidências (só de pensar em um tio filmando "detalhes" da sobrinha de 16 anos, com direito a zoom, para se masturbar...) . No entanto, não há dúvidas de que degradações sociais das mais hediondas, como as relacionadas à depravação sexual, devem ter origem no consumo de pornografia. É muito certo de que o sujeito que consome essas coisas acaba vendo despertado em si intenções das mais indizíveis, que nunca se duvide de que estupradores, pedófilos, "encoxadores", tarados por adolescentes e degenerados sexuais em geral devem muito à pornografia. Essa é a droga dos novos tempos, não há qualquer dúvida. Uma praga que devasta o caráter humano da maneira mais agressiva, mais cruel, que cobra um preço altíssimo daqueles que a ela se rendem: a destruição da vida em vários aspectos, a própria zumbificação da mente e do corpo. Maldição do inferno, o diabo a queime para sempre.

Devo dizer que tenho até medo, se um dia tiver um filho, da minha reação caso o flagre... bem sabem fazendo o quê. Já me peguei imaginando espancando um filho adolescente aos gritos, após surpreendê-lo no ato. Tal é meu ódio, tal é minha raiva, tal a colossal repulsa que sinto dessa droga desgraçada. Tal é a dimensão de ódio que sinto dessa coisa inominável por quase ter me destruído e ser capaz de destruir a vida de tantos. É ódio mesmo, outra palavra não cabe, é daquelas coisas realmente dignas de toda a admoestação possível por parte de um ser humano. Nada acrescenta, só diminui, deturpa a realidade da forma certamente mais sórdida, é contra o amor e o respeito entre as pessoas, chega a ser tragicômica de tão trágica. Chega a ser ridícula de tão horrorosamente supérflua. Quem consome aquilo está fadado ao fracasso em todas, todas as áreas da vida até o fim de seus "dias".

E tenho dito por experiência própria.

Um relato realmente bem forte, mas muito necessário para que os demais tenham cada vez mais consciência do que a pornografia pode causar.

Fico impressionado no que se refere a facilidade enorme com a qual perdemos parte de nossa sanidade, moral,  bons costumes e dificulta nossa capacidade de discernir entre o certo e o errado. Em suma,  nos tornamos realmente primitivos. Como disse antes, é um relato forte, mas penso que foi muito pertinente que você compartilhasse aqui conosco para que todos encarem o problema com o dobro de seriedade.

Após ler este relato, mais uma vez quero destacar uma virtude sua que gosto muito, a sensatez. A forma como você enxerga às situações e opina sobre os fatos é admirável.

Um abraço e bons combates!


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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/11/2020, 19:33
Justiceiro do Sertão escreveu: Tenho que dar mais uma passada por aqui depois de mais um movimentado dia longe de casa. O incidente de anteontem foi muito profundo para que eu não tecesse mais considerações a respeito.

Vi minha prima rapidamente desde então, e não há como esquecer a deplorável cena de quinta-feira última pela manhã. Caso não saibam do que falo, prendam a respiração e leiam minha última postagem. Caso achem que não se assombrarão, é claro.

Era por volta de 2011.

Lembrei-me de que, à época, eu na faculdade e ainda afundado no vício e me comportando feito o pior dos moleques, meu tio, pai daquela minha prima de cinco anos (sim, cinco) e então solteiro, me emprestara seu telefone celular para que eu ouvisse algumas músicas ou algo semelhante (hã?!), afinal era novidade à época e eu era um moleque daqueles, digamos... Dispensam-se comentários nessas horas. Enfim, lembro-me de que, mesmo viciado em pornografia que eu era e face a um aparelho cheio de vídeos pornô que meu tio consumia além dos DVDs que já encontrara em seu quarto, fiquei assombrado com um conteúdo que encontrei.

Tenho uma prima, essa minha contemporânea, hoje casada e que também é sobrinha desse meu tio. Essa minha prima e eu tínhamos certo coleguismo, brincávamos na infância e passeamos juntos algumas vezes na adolescência. Já me referi a ela em minhas postagens, algumas bem chocantes e lá vai mais uma (e olhe que nunca ocorreu nada entre nós, que fique claro). Pois bem. Ela era, com todo o respeito, uma garota bonita quando era mais jovem, lá na "nossa geração", tendo sido, pelo que já ouvi, bem-falada e cobiçada na cidade por sua beleza e simpatia. Enfim, no meio das porcarias que meu tio guardava... lá estavam sugestivas filmagens da minha prima da cintura para baixo, tendo ela então uns 16 anos (meu tio bem mais velho que nós, mas nem por isso), como se filmadas por ele com uma câmera escondida. Havia uns dois vídeos desse tipo, curtos e asquerosos, que despertaram asco até em mim viciado. Está muito na cara que aquilo tinha sido filmado por ali mesmo, com minha prima indo à casa da nossa avó, provavelmente pelo meu tio de forma sorrateira a dar close nas pernas e na cintura (entenda-se, no que haveria ali por baixo, ela que usava trajes curtos e tinha um corpo bonito mas nem por isso, jamais) de minha prima, ainda menor de idade apesar de um mulherão, para depois se masturbar.

Sou sincero. Dificilmente seria outra coisa.

Mesmo naquela época, em meio a todo àquele contexto, fiquei horrorizado. Seria aquilo possível? Estaria nosso próprio tio sendo capaz daquilo? De armar um plano horroroso daqueles para se satisfazer solitariamente... pensando na sobrinha?! Maldita pornografia! Maldito seja tu, vício do demônio! Destruidora de lares, de famílias...

Cerca de uma década depois, é a primeira vez que toco abertamente no assunto. Que fique muito bem claro que não estou de forma alguma acusando meu tio de qualquer coisa, porém o horrendo incidente da quinta-feira última trouxe à tona tal triste lembrança em minha mente. Talvez só eu além do meu tio tenham dado de cara com aquela filmagem muito sugestiva, talvez só nós dois saibamos a respeito e talvez só eu tenha inferido aquilo que infelizmente parece ser a verdade acerca daquelas gravações. E se, tendo sido o que penso (e provavelmente fora mesmo), minha prima flagra a situação? E se minha tia, mãe da minha prima, irmã de minha mãe e desse meu tio, ou algum outro dos parentes se dá conta daquilo? Nem vou falar do namorado dela, nessas horas família é tudo.

Quer dizer, é daquelas coisas que se vê e se acha "no mínimo esquisito". Naquele caso, lamento, afirmo que não se parecia com outra coisa senão um sujeito buscando uma fantasia das mais esdrúxulas, infelizmente. Num contexto dos piores possíveis.

Face à tristíssima cena presenciada na última quinta-feira, cena protagonizada por minha prima mais nova (5 anos!), penso que a pequena, no mínimo, vem crescendo sob o pior dos exemplos familiares. Para dizer o mínimo. Rezo para que, apesar de tudo, seja só isso. Criança que vê pais com comportamento desleixadamente liberal como aquele, telefone celular com música alta e Internet à vontade o tempo todo, isso dentro de casa, de onde deveria vir o mais importante dos exemplos, dos pais, é digna de todas as nossas orações, toda a nossa torcida para que não se perca no mundo da forma mais destruidora. Nunca me esqueci da filmagem da minha outra prima e agora, diante de experiência tão lamentável, venho, buscando tocar a vida apesar de certo abalo, reiterar meu apelo para que o mundo saiba o que essa peste causa nas pessoas, o quanto contamina condutas e leva o caráter humano à ruína. Meu tio não é má pessoa, entretanto, deve há anos, face àquilo que há anos venho constatando, ser adepto do pornô, e não há dúvidas de que, se minha pequena prima andou vendo o que andou vendo, a maior parte da culpa decorre do exemplo obtido dentro do próprio lar.

Não que, reitero novamente, meu tio seja isso ou aquilo, quero pensar que não tenha sido aquele incidente de por volta de 2011 nada de mais, embora certamente havia fantasias assombrosas no contexto, dadas as evidências (só de pensar em um tio filmando "detalhes" da sobrinha de 16 anos, com direito a zoom, para se masturbar...) . No entanto, não há dúvidas de que degradações sociais das mais hediondas, como as relacionadas à depravação sexual, devem ter origem no consumo de pornografia. É muito certo de que o sujeito que consome essas coisas acaba vendo despertado em si intenções das mais indizíveis, que nunca se duvide de que estupradores, pedófilos, "encoxadores", tarados por adolescentes e degenerados sexuais em geral devem muito à pornografia. Essa é a droga dos novos tempos, não há qualquer dúvida. Uma praga que devasta o caráter humano da maneira mais agressiva, mais cruel, que cobra um preço altíssimo daqueles que a ela se rendem: a destruição da vida em vários aspectos, a própria zumbificação da mente e do corpo. Maldição do inferno, o diabo a queime para sempre.

Devo dizer que tenho até medo, se um dia tiver um filho, da minha reação caso o flagre... bem sabem fazendo o quê. Já me peguei imaginando espancando um filho adolescente aos gritos, após surpreendê-lo no ato. Tal é meu ódio, tal é minha raiva, tal a colossal repulsa que sinto dessa droga desgraçada. Tal é a dimensão de ódio que sinto dessa coisa inominável por quase ter me destruído e ser capaz de destruir a vida de tantos. É ódio mesmo, outra palavra não cabe, é daquelas coisas realmente dignas de toda a admoestação possível por parte de um ser humano. Nada acrescenta, só diminui, deturpa a realidade da forma certamente mais sórdida, é contra o amor e o respeito entre as pessoas, chega a ser tragicômica de tão trágica. Chega a ser ridícula de tão horrorosamente supérflua. Quem consome aquilo está fadado ao fracasso em todas, todas as áreas da vida até o fim de seus "dias".

E tenho dito por experiência própria.

Fala Justiceiro! Espero que essa mensagem te encontre em bom estado anímico apesar dos infortúnios que relatou. É realmente muito preocupante que os pais não consigam controlar as horas que as crianças desprendem com tecnologia, redes sociais etc E também que não consigam controlar a que tipo de conteúdo seus filhos estão tendo acesso. A tecnologia foi introduzida em nossas vidas, porém não nos foi ensinado maneiras saudáveis de interagir com essas plataformas. O episódio que você relata sobre sua prima de 5 anos é lamentável sob vários aspectos.

O outro episódio que você conta sobre o celular do seu tio, é igualmente deplorável. No entanto, creio que tenho um pensamento um pouco diferente do seu quanto a parte em que você atribui a P essa perversão do seu tio. Que fique claro que não estou fazendo juízo de valor dessa pessoa, porém acho impossível atribuir apenas a P algo como isso. Pode ser uma perversão que ele sempre teve ou que foi aflorada pelo consumo de P. Todavia, acho que atribuir apenas a P seja no mínimo impreciso.

De maneira geral, tenho um pensamento diferente do seu em relação a P. Acompanhando alguns dos materiais do Dr Gary Wilson, creio que o mais importante não é demonizar esse tipo de conteúdo mas preencher a lacuna de que ''a P não oferece mal nenhum a saúde''. Passei os últimos anos acreditando que esse fosse um hábito relativamente saudável, o que se provou um tremendo engano. Para mim, a culpa não foi da P, mas minha que me deixei dominar. Se não fosse a P eu provavelmente descontaria os maus sentimentos (rejeição, ansiedade, culpa, frustrações) em outra coisa, como o álcool ou outras drogas.
E uma vez que eu estivesse viciado nessas outras substâncias, haveria consequências tão graves quanto o vício em P, piores ou até mesmo fatais.

Acredito que bater em um filho adolescente por estar consumindo P pode ter efeitos graves e traumáticos. Na adolescência é natural o afloramento do desejo sexual, e o mais importante é ter uma educação sexual voltada para a prevenção de DST's, gravidez prematura e com ênfase nos malefícios que o consumo de P pode acarretar.

Não tenho intenção de mudar seu ponto de vista mas acho que trazer minha opinião possa acrescentar para reflexão.

Que todos nós possamos superar o vício dia após dia e tentar desviar desse caminho aqueles que estão desatentos para seus perigos.
Muita força em sua jornada, amigo!






Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

17/11/2020, 10:57
soumulherviciadaemporn escreveu:Justiceiro do Sertão, meu Deus. Fiquei horrorizada a ler o teu último relato aqui no fórum. Foi verdadeiramente chocante e consegui imaginar tal situação a acontecer. Essa criança pode vir a ser viciada em pornografia por culpa do descuido dos pais. De facto o teu tio pode tornar-se um potencial predador sexual. Muitos deles começam com a pornografia e passam para a concretização das fantasias e devaneios sexuais e prostituição. Infelizmente. Não te deixes abalar justiceiro e parabéns pela inspiração que és para todos aqui no fórum. Um verdadeiro exemplo!!! Estamos juntos na luta, um abraço!!

Insigne lutadora, meu muito obrigado pelos cumprimentos. Minha parte tenho feito para evitar que o pornô destrua mais vidas. Eu mesmo já recorri à prostituição por culpa, de certa forma, também da pornografia, e hoje tento fugir de garotas de programa por não me soarem a alternativa mais saudável para um caso sexual.

Receba meu abraço!

Mike escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Tenho que dar mais uma passada por aqui depois de mais um movimentado dia longe de casa. O incidente de anteontem foi muito profundo para que eu não tecesse mais considerações a respeito.

Vi minha prima rapidamente desde então, e não há como esquecer a deplorável cena de quinta-feira última pela manhã. Caso não saibam do que falo, prendam a respiração e leiam minha última postagem. Caso achem que não se assombrarão, é claro.

Era por volta de 2011.

Lembrei-me de que, à época, eu na faculdade e ainda afundado no vício e me comportando feito o pior dos moleques, meu tio, pai daquela minha prima de cinco anos (sim, cinco) e então solteiro, me emprestara seu telefone celular para que eu ouvisse algumas músicas ou algo semelhante (hã?!), afinal era novidade à época e eu era um moleque daqueles, digamos... Dispensam-se comentários nessas horas. Enfim, lembro-me de que, mesmo viciado em pornografia que eu era e face a um aparelho cheio de vídeos pornô que meu tio consumia além dos DVDs que já encontrara em seu quarto, fiquei assombrado com um conteúdo que encontrei.

Tenho uma prima, essa minha contemporânea, hoje casada e que também é sobrinha desse meu tio. Essa minha prima e eu tínhamos certo coleguismo, brincávamos na infância e passeamos juntos algumas vezes na adolescência. Já me referi a ela em minhas postagens, algumas bem chocantes e lá vai mais uma (e olhe que nunca ocorreu nada entre nós, que fique claro). Pois bem. Ela era, com todo o respeito, uma garota bonita quando era mais jovem, lá na "nossa geração", tendo sido, pelo que já ouvi, bem-falada e cobiçada na cidade por sua beleza e simpatia. Enfim, no meio das porcarias que meu tio guardava... lá estavam sugestivas filmagens da minha prima da cintura para baixo, tendo ela então uns 16 anos (meu tio bem mais velho que nós, mas nem por isso), como se filmadas por ele com uma câmera escondida. Havia uns dois vídeos desse tipo, curtos e asquerosos, que despertaram asco até em mim viciado. Está muito na cara que aquilo tinha sido filmado por ali mesmo, com minha prima indo à casa da nossa avó, provavelmente pelo meu tio de forma sorrateira a dar close nas pernas e na cintura (entenda-se, no que haveria ali por baixo, ela que usava trajes curtos e tinha um corpo bonito mas nem por isso, jamais) de minha prima, ainda menor de idade apesar de um mulherão, para depois se masturbar.

Sou sincero. Dificilmente seria outra coisa.

Mesmo naquela época, em meio a todo àquele contexto, fiquei horrorizado. Seria aquilo possível? Estaria nosso próprio tio sendo capaz daquilo? De armar um plano horroroso daqueles para se satisfazer solitariamente... pensando na sobrinha?! Maldita pornografia! Maldito seja tu, vício do demônio! Destruidora de lares, de famílias...

Cerca de uma década depois, é a primeira vez que toco abertamente no assunto. Que fique muito bem claro que não estou de forma alguma acusando meu tio de qualquer coisa, porém o horrendo incidente da quinta-feira última trouxe à tona tal triste lembrança em minha mente. Talvez só eu além do meu tio tenham dado de cara com aquela filmagem muito sugestiva, talvez só nós dois saibamos a respeito e talvez só eu tenha inferido aquilo que infelizmente parece ser a verdade acerca daquelas gravações. E se, tendo sido o que penso (e provavelmente fora mesmo), minha prima flagra a situação? E se minha tia, mãe da minha prima, irmã de minha mãe e desse meu tio, ou algum outro dos parentes se dá conta daquilo? Nem vou falar do namorado dela, nessas horas família é tudo.

Quer dizer, é daquelas coisas que se vê e se acha "no mínimo esquisito". Naquele caso, lamento, afirmo que não se parecia com outra coisa senão um sujeito buscando uma fantasia das mais esdrúxulas, infelizmente. Num contexto dos piores possíveis.

Face à tristíssima cena presenciada na última quinta-feira, cena protagonizada por minha prima mais nova (5 anos!), penso que a pequena, no mínimo, vem crescendo sob o pior dos exemplos familiares. Para dizer o mínimo. Rezo para que, apesar de tudo, seja só isso. Criança que vê pais com comportamento desleixadamente liberal como aquele, telefone celular com música alta e Internet à vontade o tempo todo, isso dentro de casa, de onde deveria vir o mais importante dos exemplos, dos pais, é digna de todas as nossas orações, toda a nossa torcida para que não se perca no mundo da forma mais destruidora. Nunca me esqueci da filmagem da minha outra prima e agora, diante de experiência tão lamentável, venho, buscando tocar a vida apesar de certo abalo, reiterar meu apelo para que o mundo saiba o que essa peste causa nas pessoas, o quanto contamina condutas e leva o caráter humano à ruína. Meu tio não é má pessoa, entretanto, deve há anos, face àquilo que há anos venho constatando, ser adepto do pornô, e não há dúvidas de que, se minha pequena prima andou vendo o que andou vendo, a maior parte da culpa decorre do exemplo obtido dentro do próprio lar.

Não que, reitero novamente, meu tio seja isso ou aquilo, quero pensar que não tenha sido aquele incidente de por volta de 2011 nada de mais, embora certamente havia fantasias assombrosas no contexto, dadas as evidências (só de pensar em um tio filmando "detalhes" da sobrinha de 16 anos, com direito a zoom, para se masturbar...) . No entanto, não há dúvidas de que degradações sociais das mais hediondas, como as relacionadas à depravação sexual, devem ter origem no consumo de pornografia. É muito certo de que o sujeito que consome essas coisas acaba vendo despertado em si intenções das mais indizíveis, que nunca se duvide de que estupradores, pedófilos, "encoxadores", tarados por adolescentes e degenerados sexuais em geral devem muito à pornografia. Essa é a droga dos novos tempos, não há qualquer dúvida. Uma praga que devasta o caráter humano da maneira mais agressiva, mais cruel, que cobra um preço altíssimo daqueles que a ela se rendem: a destruição da vida em vários aspectos, a própria zumbificação da mente e do corpo. Maldição do inferno, o diabo a queime para sempre.

Devo dizer que tenho até medo, se um dia tiver um filho, da minha reação caso o flagre... bem sabem fazendo o quê. Já me peguei imaginando espancando um filho adolescente aos gritos, após surpreendê-lo no ato. Tal é meu ódio, tal é minha raiva, tal a colossal repulsa que sinto dessa droga desgraçada. Tal é a dimensão de ódio que sinto dessa coisa inominável por quase ter me destruído e ser capaz de destruir a vida de tantos. É ódio mesmo, outra palavra não cabe, é daquelas coisas realmente dignas de toda a admoestação possível por parte de um ser humano. Nada acrescenta, só diminui, deturpa a realidade da forma certamente mais sórdida, é contra o amor e o respeito entre as pessoas, chega a ser tragicômica de tão trágica. Chega a ser ridícula de tão horrorosamente supérflua. Quem consome aquilo está fadado ao fracasso em todas, todas as áreas da vida até o fim de seus "dias".

E tenho dito por experiência própria.

Um relato realmente bem forte, mas muito necessário para que os demais tenham cada vez mais consciência do que a pornografia pode causar.

Fico impressionado no que se refere a facilidade enorme com a qual perdemos parte de nossa sanidade, moral,  bons costumes e dificulta nossa capacidade de discernir entre o certo e o errado. Em suma,  nos tornamos realmente primitivos. Como disse antes, é um relato forte, mas penso que foi muito pertinente que você compartilhasse aqui conosco para que todos encarem o problema com o dobro de seriedade.

Após ler este relato, mais uma vez quero destacar uma virtude sua que gosto muito, a sensatez. A forma como você enxerga às situações e opina sobre os fatos é admirável.

Um abraço e bons combates!


Pois é, caro Mike. Antes de tudo obrigado pela presença no meu Diário.

Com efeito, o pornô nos deixa, e a palavra cabe sem receios, insanos e primitivos. Regredimos a um estado brutal de existência, coisa animal mesmo, absolutamente incompatível com nossa condição de seres racionais. Devo dizer que já me senti assim. Enfim, que esse recado ecoe mundo afora sob os gritos mais ferozes.

Se você me acha assim tão sensato, agradeço. Muitas vezes temos que falar sem dó, ainda mais em se tratando de um assunto tão sério. É aquele meme, só que no contexto mais sério possível: "o mundo precisa saber disso".

Meu abraço e bons combates a você.

o2Lázaro escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Tenho que dar mais uma passada por aqui depois de mais um movimentado dia longe de casa. O incidente de anteontem foi muito profundo para que eu não tecesse mais considerações a respeito.

Vi minha prima rapidamente desde então, e não há como esquecer a deplorável cena de quinta-feira última pela manhã. Caso não saibam do que falo, prendam a respiração e leiam minha última postagem. Caso achem que não se assombrarão, é claro.

Era por volta de 2011.

Lembrei-me de que, à época, eu na faculdade e ainda afundado no vício e me comportando feito o pior dos moleques, meu tio, pai daquela minha prima de cinco anos (sim, cinco) e então solteiro, me emprestara seu telefone celular para que eu ouvisse algumas músicas ou algo semelhante (hã?!), afinal era novidade à época e eu era um moleque daqueles, digamos... Dispensam-se comentários nessas horas. Enfim, lembro-me de que, mesmo viciado em pornografia que eu era e face a um aparelho cheio de vídeos pornô que meu tio consumia além dos DVDs que já encontrara em seu quarto, fiquei assombrado com um conteúdo que encontrei.

Tenho uma prima, essa minha contemporânea, hoje casada e que também é sobrinha desse meu tio. Essa minha prima e eu tínhamos certo coleguismo, brincávamos na infância e passeamos juntos algumas vezes na adolescência. Já me referi a ela em minhas postagens, algumas bem chocantes e lá vai mais uma (e olhe que nunca ocorreu nada entre nós, que fique claro). Pois bem. Ela era, com todo o respeito, uma garota bonita quando era mais jovem, lá na "nossa geração", tendo sido, pelo que já ouvi, bem-falada e cobiçada na cidade por sua beleza e simpatia. Enfim, no meio das porcarias que meu tio guardava... lá estavam sugestivas filmagens da minha prima da cintura para baixo, tendo ela então uns 16 anos (meu tio bem mais velho que nós, mas nem por isso), como se filmadas por ele com uma câmera escondida. Havia uns dois vídeos desse tipo, curtos e asquerosos, que despertaram asco até em mim viciado. Está muito na cara que aquilo tinha sido filmado por ali mesmo, com minha prima indo à casa da nossa avó, provavelmente pelo meu tio de forma sorrateira a dar close nas pernas e na cintura (entenda-se, no que haveria ali por baixo, ela que usava trajes curtos e tinha um corpo bonito mas nem por isso, jamais) de minha prima, ainda menor de idade apesar de um mulherão, para depois se masturbar.

Sou sincero. Dificilmente seria outra coisa.

Mesmo naquela época, em meio a todo àquele contexto, fiquei horrorizado. Seria aquilo possível? Estaria nosso próprio tio sendo capaz daquilo? De armar um plano horroroso daqueles para se satisfazer solitariamente... pensando na sobrinha?! Maldita pornografia! Maldito seja tu, vício do demônio! Destruidora de lares, de famílias...

Cerca de uma década depois, é a primeira vez que toco abertamente no assunto. Que fique muito bem claro que não estou de forma alguma acusando meu tio de qualquer coisa, porém o horrendo incidente da quinta-feira última trouxe à tona tal triste lembrança em minha mente. Talvez só eu além do meu tio tenham dado de cara com aquela filmagem muito sugestiva, talvez só nós dois saibamos a respeito e talvez só eu tenha inferido aquilo que infelizmente parece ser a verdade acerca daquelas gravações. E se, tendo sido o que penso (e provavelmente fora mesmo), minha prima flagra a situação? E se minha tia, mãe da minha prima, irmã de minha mãe e desse meu tio, ou algum outro dos parentes se dá conta daquilo? Nem vou falar do namorado dela, nessas horas família é tudo.

Quer dizer, é daquelas coisas que se vê e se acha "no mínimo esquisito". Naquele caso, lamento, afirmo que não se parecia com outra coisa senão um sujeito buscando uma fantasia das mais esdrúxulas, infelizmente. Num contexto dos piores possíveis.

Face à tristíssima cena presenciada na última quinta-feira, cena protagonizada por minha prima mais nova (5 anos!), penso que a pequena, no mínimo, vem crescendo sob o pior dos exemplos familiares. Para dizer o mínimo. Rezo para que, apesar de tudo, seja só isso. Criança que vê pais com comportamento desleixadamente liberal como aquele, telefone celular com música alta e Internet à vontade o tempo todo, isso dentro de casa, de onde deveria vir o mais importante dos exemplos, dos pais, é digna de todas as nossas orações, toda a nossa torcida para que não se perca no mundo da forma mais destruidora. Nunca me esqueci da filmagem da minha outra prima e agora, diante de experiência tão lamentável, venho, buscando tocar a vida apesar de certo abalo, reiterar meu apelo para que o mundo saiba o que essa peste causa nas pessoas, o quanto contamina condutas e leva o caráter humano à ruína. Meu tio não é má pessoa, entretanto, deve há anos, face àquilo que há anos venho constatando, ser adepto do pornô, e não há dúvidas de que, se minha pequena prima andou vendo o que andou vendo, a maior parte da culpa decorre do exemplo obtido dentro do próprio lar.

Não que, reitero novamente, meu tio seja isso ou aquilo, quero pensar que não tenha sido aquele incidente de por volta de 2011 nada de mais, embora certamente havia fantasias assombrosas no contexto, dadas as evidências (só de pensar em um tio filmando "detalhes" da sobrinha de 16 anos, com direito a zoom, para se masturbar...) . No entanto, não há dúvidas de que degradações sociais das mais hediondas, como as relacionadas à depravação sexual, devem ter origem no consumo de pornografia. É muito certo de que o sujeito que consome essas coisas acaba vendo despertado em si intenções das mais indizíveis, que nunca se duvide de que estupradores, pedófilos, "encoxadores", tarados por adolescentes e degenerados sexuais em geral devem muito à pornografia. Essa é a droga dos novos tempos, não há qualquer dúvida. Uma praga que devasta o caráter humano da maneira mais agressiva, mais cruel, que cobra um preço altíssimo daqueles que a ela se rendem: a destruição da vida em vários aspectos, a própria zumbificação da mente e do corpo. Maldição do inferno, o diabo a queime para sempre.

Devo dizer que tenho até medo, se um dia tiver um filho, da minha reação caso o flagre... bem sabem fazendo o quê. Já me peguei imaginando espancando um filho adolescente aos gritos, após surpreendê-lo no ato. Tal é meu ódio, tal é minha raiva, tal a colossal repulsa que sinto dessa droga desgraçada. Tal é a dimensão de ódio que sinto dessa coisa inominável por quase ter me destruído e ser capaz de destruir a vida de tantos. É ódio mesmo, outra palavra não cabe, é daquelas coisas realmente dignas de toda a admoestação possível por parte de um ser humano. Nada acrescenta, só diminui, deturpa a realidade da forma certamente mais sórdida, é contra o amor e o respeito entre as pessoas, chega a ser tragicômica de tão trágica. Chega a ser ridícula de tão horrorosamente supérflua. Quem consome aquilo está fadado ao fracasso em todas, todas as áreas da vida até o fim de seus "dias".

E tenho dito por experiência própria.

Fala Justiceiro! Espero que essa mensagem te encontre em bom estado anímico apesar dos infortúnios que relatou. É realmente muito preocupante que os pais não consigam controlar as horas que as crianças desprendem com tecnologia, redes sociais etc E também que não consigam controlar a que tipo de conteúdo seus filhos estão tendo acesso. A tecnologia foi introduzida em nossas vidas, porém não nos foi ensinado maneiras saudáveis de interagir com essas plataformas. O episódio que você relata sobre sua prima de 5 anos é lamentável sob vários aspectos.  

O outro episódio que você conta sobre o celular do seu tio, é igualmente deplorável. No entanto, creio que tenho um pensamento um pouco diferente do seu quanto a parte em que você atribui a P essa perversão do seu tio. Que fique claro que não estou fazendo juízo de valor dessa pessoa, porém acho impossível atribuir apenas a P algo como isso. Pode ser uma perversão que ele sempre teve ou que foi aflorada pelo consumo de P. Todavia, acho que atribuir apenas a P seja no mínimo impreciso.

De maneira geral, tenho um pensamento diferente do seu em relação a P. Acompanhando alguns dos materiais do Dr Gary Wilson, creio que o mais importante não é demonizar esse tipo de conteúdo mas preencher a lacuna de que ''a P não oferece mal nenhum a saúde''. Passei os últimos anos acreditando que esse fosse um hábito relativamente saudável, o que se provou um tremendo engano. Para mim, a culpa não foi da P, mas minha que me deixei dominar. Se não fosse a P eu provavelmente descontaria os maus sentimentos (rejeição, ansiedade, culpa, frustrações) em outra coisa, como o álcool ou outras drogas.
E uma vez que eu estivesse viciado nessas outras substâncias, haveria consequências tão graves quanto o vício em P, piores ou até mesmo fatais.

Acredito que bater em um filho adolescente por estar consumindo P pode ter efeitos graves e traumáticos. Na adolescência é natural o afloramento do desejo sexual, e o mais importante é ter uma educação sexual voltada para a prevenção de DST's, gravidez prematura e com ênfase nos malefícios que o consumo de P pode acarretar.

Não tenho intenção de mudar seu ponto de vista mas acho que trazer minha opinião possa acrescentar para reflexão.

Que todos nós possamos superar o vício dia após dia e tentar desviar desse caminho aqueles que estão desatentos para seus perigos.
Muita força em sua jornada, amigo!







Grande o2Lázaro, obrigado antes de tudo.

Estou relativamente bem, não obstante com as lembranças por vezes me visitando de maneira furtiva. É tentar não ficar recordando.

A respeito do meu tio, é fato que talvez ele já tivesse tendências a determinadas perversões antes de descobrir o pornô. Entretanto, fora de dúvida que, se ele não tivesse todo aquele acesso aos referidos materiais, tais infames desejos teriam sido no mínimo consideralvelmente reprimidos do ponto de vista social. Ele não poderia dar vazão a nada, sob nenhuma forma. A ponto de, por exemplo, um sobrinho não ter o desgosto de descobrir sua "tara" por uma jovem menor e sua sobrinha, ou ter acontecido (graças a Deus não ocorreu, pelo menos não até onde sei) de alguém, sei lá, flagrá-lo executando as filmagens, encontrá-las e armar um escândalo que devastaria a família... Ou coisa pior.

Quer dizer, a pornografia, ainda que seja algo a potencializar certos desejos escusos, é uma coisa por si só infame justamente por fazê-lo. Falo por experiência de 12 anos de vício, ao fazer isso essa coisa expande sua mente da pior maneira, cria na mesma uma espécie de sistema operacional que faz o infeliz enxergar as coisas sob uma perspectiva ao mesmo tempo ampla e nojenta. É o diabo, uma consequência que acaba se transformando em causa de dissabores diversos, imagine só. Ou seja, é um negócio que, de um jeito ou outro, tem que ser arrancado do alcance de todos. Nada acrescenta, só diminui. Em muito.

Apesar, devo dizer que concordo com muitas de suas ideias, como quando você diz que é importante preencher a referida lacuna. Entretanto, considero a pornografia algo tão periooso que essa seria uma das muitas atitudes necessárias para completar o front contra esse inimigo tão nefasto. Atitude, por sinal, consistente num excelente começo para dar embalo às outras estratégias de livramento. Não adianta, se às vezes exagero em minhas palavras é porque realmente sou um sujeito que ficou traumatizado com relação à pornografia após tudo o que ela me retirou. Sim, sou traumatizado. Quando comecei a sair do fundo do poço, mais de 12 anos, foi que o choque de realidade me dilacerou a respeito do que havia feito com minha vida. Mas te entendo.

E entendo, em consonância com o que você falou, que a culpa foi minha por ter me deixado levar. Poderia ter me tornado alcoólatra e tal, como você bem pontuou. Contudo, analiso especificamente (sem arrogância) meu caso pessoal e assim fazendo percebo a enrascada na qual me vi. A pornografia estava lá na dela, se eu tivesse sido homem a história teria sido outra. Porém, esqueçamos o passado e que seja dado o alerta no sentido do que essa droga maldita causa.

Por fim, e recapitulando a propósito de quando falei em nem saber o que fazer caso flagresse um filho meu na narrada situação, tem a ver com o trauma que desenvolvi, também. Em "condições normais", sou pela não-violência, apesar de ter uma veia, digamos, um pouco intensa. Se um dia tiver um filho, farei qualquer esforço para educá-lo no sentido de jamais se aproximar da pornografia, sabendo acerca do normal despertar da sexualidade na adolescência. Serei bem direto, de modo que talvez até pergunte a ele sobre se os colegas já comentaram a respeito de certos assuntos, falaram que é bom fazer isso, aquilo... Creio que me entende. Aliás, de uma saudável educação sexual também faz parte, e como, clara orientação acerca dos males da pornografia. Isso nem precisa falar. E pensar que também peguei um tempo no qual se falava que a descoberta deveria ser a mais permissiva possível, que se masturbar era normal (também sou contra a masturbação, enxergo-a, desculpem a comparação um pouco nerd, tão atrelada à pornografia quanto a Matemática à Física), saudável(!)...

Agradeço as considerações e receba meus sinceros votos de força na luta.

Grande abraço, meu caro!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

8/12/2020, 20:28
Vindo atualizar minha rotina. Dias bastante movimentados, porém nada que me impeça de dar uma passada aqui pelo Fórum.

Voltei de viagem há alguns dias, emoções à flor da pele apesar dos pesares. Tive que ir ajudar meus pais, quase não fui por causa dos conflitos com minha mãe, mulher de temperamento difícil e com o qual só aprendi a (mais ou menos) lidar depois que deixei o vício, abrindo minha mente para uma configuração adulta. Prefiro, por essa e outras, viajar para lá sozinho, mas na vida quase nada é como a gente quer...

Mas como eu amo aquele lugar! Talvez o mais belo que conheço e certamente um dos mais extraordinários destinos de férias do Brasil e do mundo. Na chegada já começo a sentir saudade. De chorar mesmo, parecendo uma criança com saudades dos avós, eles, maternos, ainda vivos e pessoas incríveis, assim como o eram os saudosos do outro lado. O que me dói é ver o êxtase de meu pai quando lá estamos, face ao desgosto que sente com relação à cidade aonde moramos. Por vezes não me dá vontade de ir só para não assistir a tão melancólico espetáculo. Vida que se vive, entretanto.

Lá, felizmente, a pandemia (ainda) não chegou, e houve até uma (arriscada) festinha na "praça central", com a presença de locais e forasteiros dançando e interagindo. Quiseram minha presença, até souberam que andei tendo aulas de dança, e para lá fui com álcool em gel no bolso e sendo um dos poucos de máscara. Receoso, porém resolvi arriscar alguma coisa após uma garota me chamar a atenção (linda, linda, linda). Entrei no bar que comandava a pequena festa, pedi uma bebida e, não havendo, saí imediatamente da aglomeração lá dentro rumo à improvisada área externa, na qual a pista de dança se formava. E toda hora álcool nas mãos, sabia o que estava fazendo.

A cidadã, após fracassadas todas as minhas tentativas com outras meninas por ali (eu que havia trocado, um dia antes, ideia com outra, que não me apareceria mais), tornou-se minha última opção de algum contato. Lembrei-me, contudo, de que ela poderia ser uma conhecida minha de vista que havia se casado recentemente, há anos não a via e era bem jovem à época, inclusive por vezes (voltando ao presente) ia conversar com um cidadão que me lembrava o marido da tal pelo pouco que sei quem é através de umas fotos que minha mãe me mostrara tempos antes, do casamento, enviadas por minha tia, que os conhece razoavelmente. Novamente voltando ao presente, eis que a suposta casada mostrava, na ocasião,  mais empatia por outras pessoas do que por aquele que seria seu esposo. Era o tempo todo aos risos e bebendo com um conhecido meu, sujeito muito inconveniente e provavelmente alcoólatra. Ele não parava de gracinhas e de trejeitos afetados, a ponto de meu pai depois tecer críticas que já devem adivinhar. E olhem que, por lá, ele tem fama de "pegador", de haver saído até com uma das garotas mais bonitas do lugar... Mas é aquela coisa, cafajeste é cafajeste, melhor deixar para lá.

Enfim, abriu-se a pista de dança e, após umas brincadeiras do dito-cujo com a citada e uma colega dela, dancei com a garota, uma das mais lindas que já vi em meus 28 anos,  por alguns rápidos segundos, ao que ela, sorridente, escapou rapidamente de meu alcance. Tentei travar mais algum contato e se afastou com elegância, como se tivesse algum compromisso, indo conversar mais intensamente com umas pessoas que não conheço. Percebi que não queria nada mais e, mais do que isso, talvez fosse verdadeira a minha teoria. Respeito nessas horas é tudo.

Além do mais, convenhamos, "não pega muito bem" ser visto com uma garota que sai bebendo com qualquer um.

Ainda me arrisquei a conversar com outras meninas, sem sucesso, e dancei um pouco com outra. Percebendo que a aglomeração estava ficando cada vez pior e o nível do ambiente estava caindo, voltei para a casa da minha avó, até com certa sensação de dever cumprido no que toca ao lazer. E dá-lhe álcool em gel e cuidados outros. Por sorte, o que tive na última semana foi só um resfriado, do qual já me sinto quase totalmente recuperado.

Por dias melhores a todos nós.

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8/12/2020, 20:40
Que bom que te divertis-te justiceiro! Esses momentos também são importantes. Já nem sei o que isso é sair e dançar por causa da pandemia. Um abraço e gosto muito de te ler, tens jeito para a escrita!

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9/12/2020, 20:56
Obrigado, ilustre lutadora. Seja forte para triunfar e que boas experiências lhe ocorram. Grande abraço.

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10/12/2020, 19:29
Belo relato!

É bom ver que também reserva um tempo pra se divertir, meu nobre. Você merece.


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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

11/12/2020, 18:32
Mike escreveu:Belo relato!

É bom ver que também reserva um tempo pra se divertir, meu nobre. Você merece.


Obrigado, caro Mike. Por vezes é preciso. Tudo na vida é experiência.

Abraço e força na luta.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty 800 dias

14/1/2021, 20:17
No meio da correria, da agenda cheia apesar da pandemia, venho visitar alguns diários e, no meu, falar um pouco sobre como anda meu cotidiano. Devo ser breve.

Completo hoje, até surpreso, 800 dias de minha última sessão, minha última queda. De lá para cá, não posso deixar de dizer que minha vida se transformou praticamente por completo. Meu convívio com família e outros está se encaminhando para um estado de aceitável tranquilidade, minha mente se comporta, em vários sentidos, de modo muito diverso e consigo encarar os desafios com mais foco e disciplina. As fissuras quase inexistem, e as poluções noturnas estão escasseando e me causando menos desconforto. Hoje tive após 18 dias, quando havia tido após uns 17. Antes só conseguia aguentar cerca de 1 semana, no máximo coisa de 10 dias com muito esforço.

Algumas coisas andaram me desagradando, entretanto nada que me causasse o que eu pudesse chamar de transtorno. Devo dizer, inclusive, que andei refletindo acerca de "perdas" do passado e concluindo que elas devem, no máximo, ficar entre aspas mesmo. Principalmente em se tratando de mulheres. Hoje percebo que aquilo que não vivi não teria me acrescentado grandes coisas, ou teria mesmo me prejudicado. Eu que durante um bom tempo sofri com lembranças de experiências não vividas agora me tranquilizo bastante nesse sentido.

De resto, nada a dizer por enquanto. Recebam todos meus votos de libertação.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

14/1/2021, 20:32
Justiceiro do Sertão escreveu:No meio da correria, da agenda cheia apesar da pandemia, venho visitar alguns diários e, no meu, falar um pouco sobre como anda meu cotidiano. Devo ser breve.

Completo hoje, até surpreso, 800 dias de minha última sessão, minha última queda. De lá para cá, não posso deixar de dizer que minha vida se transformou praticamente por completo. Meu convívio com família e outros está se encaminhando para um estado de aceitável tranquilidade, minha mente se comporta, em vários sentidos, de modo muito diverso e consigo encarar os desafios com mais foco e disciplina. As fissuras quase inexistem, e as poluções noturnas estão escasseando e me causando menos desconforto. Hoje tive após 18 dias, quando havia tido após uns 17. Antes só conseguia aguentar cerca de 1 semana, no máximo coisa de 10 dias com muito esforço.

Algumas coisas andaram me desagradando, entretanto nada que me causasse o que eu pudesse chamar de transtorno. Devo dizer, inclusive, que andei refletindo acerca de "perdas" do passado e concluindo que elas devem, no máximo, ficar entre aspas mesmo. Principalmente em se tratando de mulheres. Hoje percebo que aquilo que não vivi não teria me acrescentado grandes coisas, ou teria mesmo me prejudicado. Eu que durante um bom tempo sofri com lembranças de experiências não vividas agora me tranquilizo bastante nesse sentido.

De resto, nada a dizer por enquanto. Recebam todos meus votos de libertação.
O retorno da lenda! Rsr
Grande Justiceiro! Parabéns e que Deus o abençoe,  meu amigo!  Seu exemplo nos mostra que é perfeitamente possível,  cada dia percebo isso na carne.

Apareça mais vezes! Grande abraço!

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14/1/2021, 21:30
Grande Justiceiro,
Parabéns pelos quase três anos de reboot!
Um abração!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/1/2021, 19:01
Guerreiro de longa data escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:No meio da correria, da agenda cheia apesar da pandemia, venho visitar alguns diários e, no meu, falar um pouco sobre como anda meu cotidiano. Devo ser breve.

Completo hoje, até surpreso, 800 dias de minha última sessão, minha última queda. De lá para cá, não posso deixar de dizer que minha vida se transformou praticamente por completo. Meu convívio com família e outros está se encaminhando para um estado de aceitável tranquilidade, minha mente se comporta, em vários sentidos, de modo muito diverso e consigo encarar os desafios com mais foco e disciplina. As fissuras quase inexistem, e as poluções noturnas estão escasseando e me causando menos desconforto. Hoje tive após 18 dias, quando havia tido após uns 17. Antes só conseguia aguentar cerca de 1 semana, no máximo coisa de 10 dias com muito esforço.

Algumas coisas andaram me desagradando, entretanto nada que me causasse o que eu pudesse chamar de transtorno. Devo dizer, inclusive, que andei refletindo acerca de "perdas" do passado e concluindo que elas devem, no máximo, ficar entre aspas mesmo. Principalmente em se tratando de mulheres. Hoje percebo que aquilo que não vivi não teria me acrescentado grandes coisas, ou teria mesmo me prejudicado. Eu que durante um bom tempo sofri com lembranças de experiências não vividas agora me tranquilizo bastante nesse sentido.

De resto, nada a dizer por enquanto. Recebam todos meus votos de libertação.
O retorno da lenda! Rsr
Grande Justiceiro! Parabéns e que Deus o abençoe,  meu amigo!  Seu exemplo nos mostra que é perfeitamente possível,  cada dia percebo isso na carne.

Apareça mais vezes! Grande abraço!

Lenda? Não é para tanto, meu caro...

Em todo caso, obrigado pelos votos e siga firme em cada batalha. Tento aparecer na medida do possível, ando fazendo tanta coisa que está difícil é arranjar um jeito para me desacelerar e evitar mais problemas cotidianos.

Grande abraço!

Luan Oliveira escreveu:Grande Justiceiro,
Parabéns pelos quase três anos de reboot!
Um abração!

Obrigado, honrado Luan Oliveira! Seja você feliz em sua trajetória de Rebooter. Devo visitar seu Diário.

Meu grande abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/1/2021, 08:18
wfkg escreveu:Caramba, 800 dias sem pmo. Nos conte com mais detalhes em uma história de sucesso! Parabéns por essa marca titânica.

Obirgado pelas saudações, wfkg. Creio não ser uma marca titânica, consta-me que vários Rebooters já atingiram cifras maiores. O que faço é minha parte.

Pretendo detalhar meus dias numa postagem posterior, ando muito ocupado. De qualquer modo, receba meus votos e meu abraço. Vencerá.

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16/1/2021, 10:41
Justiceiro do Sertão escreveu:No meio da correria, da agenda cheia apesar da pandemia, venho visitar alguns diários e, no meu, falar um pouco sobre como anda meu cotidiano. Devo ser breve.

Completo hoje, até surpreso, 800 dias de minha última sessão, minha última queda. De lá para cá, não posso deixar de dizer que minha vida se transformou praticamente por completo. Meu convívio com família e outros está se encaminhando para um estado de aceitável tranquilidade, minha mente se comporta, em vários sentidos, de modo muito diverso e consigo encarar os desafios com mais foco e disciplina. As fissuras quase inexistem, e as poluções noturnas estão escasseando e me causando menos desconforto. Hoje tive após 18 dias, quando havia tido após uns 17. Antes só conseguia aguentar cerca de 1 semana, no máximo coisa de 10 dias com muito esforço.

Algumas coisas andaram me desagradando, entretanto nada que me causasse o que eu pudesse chamar de transtorno. Devo dizer, inclusive, que andei refletindo acerca de "perdas" do passado e concluindo que elas devem, no máximo, ficar entre aspas mesmo. Principalmente em se tratando de mulheres. Hoje percebo que aquilo que não vivi não teria me acrescentado grandes coisas, ou teria mesmo me prejudicado. Eu que durante um bom tempo sofri com lembranças de experiências não vividas agora me tranquilizo bastante nesse sentido.

De resto, nada a dizer por enquanto. Recebam todos meus votos de libertação.

Cara, parabéns pela expressiva marca e por ser um exemplo para todos nós.
Você disse uma coisa importante, que nem tudo se tornou um mar de rosas na sua vida por largar a PMO. É que às vezes a gente se apega a isso como fator decisivo para melhorar nossas vidas e quando finalmente largamos percebemos que as coisas não acontecem como mágica e que temos que trabalhar para ter uma vida em alto nível. Eu reflito muito sobre isso, de não usar PMO como desculpa para os meus insucessos, e achar que sem ela tudo vai ser as mil maravilhas como num passe de mágica, creio que usamos a PMO como muleta, como desculpa para continuar sendo medíocres. Minha meta vem sendo melhorar a mim mesmo apesar da PMO e se algum dia eu conseguir largar o vício isso vai ser mais um ponto positivo.
Sucesso bro!!

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16/1/2021, 15:43
Drew escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:No meio da correria, da agenda cheia apesar da pandemia, venho visitar alguns diários e, no meu, falar um pouco sobre como anda meu cotidiano. Devo ser breve.

Completo hoje, até surpreso, 800 dias de minha última sessão, minha última queda. De lá para cá, não posso deixar de dizer que minha vida se transformou praticamente por completo. Meu convívio com família e outros está se encaminhando para um estado de aceitável tranquilidade, minha mente se comporta, em vários sentidos, de modo muito diverso e consigo encarar os desafios com mais foco e disciplina. As fissuras quase inexistem, e as poluções noturnas estão escasseando e me causando menos desconforto. Hoje tive após 18 dias, quando havia tido após uns 17. Antes só conseguia aguentar cerca de 1 semana, no máximo coisa de 10 dias com muito esforço.

Algumas coisas andaram me desagradando, entretanto nada que me causasse o que eu pudesse chamar de transtorno. Devo dizer, inclusive, que andei refletindo acerca de "perdas" do passado e concluindo que elas devem, no máximo, ficar entre aspas mesmo. Principalmente em se tratando de mulheres. Hoje percebo que aquilo que não vivi não teria me acrescentado grandes coisas, ou teria mesmo me prejudicado. Eu que durante um bom tempo sofri com lembranças de experiências não vividas agora me tranquilizo bastante nesse sentido.

De resto, nada a dizer por enquanto. Recebam todos meus votos de libertação.

Cara, parabéns pela expressiva marca e por ser um exemplo para todos nós.
Você disse uma coisa importante, que nem tudo se tornou um mar de rosas na sua vida por largar a PMO. É que às vezes a gente se apega a isso como fator decisivo para melhorar nossas vidas e quando finalmente largamos percebemos que as coisas não acontecem como mágica e que temos que trabalhar para ter uma vida em alto nível. Eu reflito muito sobre isso, de não usar PMO como desculpa para os meus insucessos, e achar que sem ela tudo vai ser as mil maravilhas como num passe de mágica, creio que usamos a PMO como muleta, como desculpa para continuar sendo medíocres. Minha meta vem sendo melhorar a mim mesmo apesar da PMO e se algum dia eu conseguir largar o vício isso vai ser mais um ponto positivo.
Sucesso bro!!

Saudações, honrado Drew, e obrigado pelo apoio. De fato, largar o vício não é mais que nossa obrigação. É quando temos a noção do tempo que perdemos.Que essa lição fique para sempre.

Sucesso!

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Muskel94
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Acompanhando

16/1/2021, 19:41
Justiceiro do Sertão, estou acompanhando seu relato. Abraço.

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Acredito que nossos corpos são apenas um veículo de passagem neste mundo. Nossas mentes vivem eternamente. Everythinks mental! Nós criamos nossa realidade com o nosso pensamento. Estou parando com tudo que destrói minha mente incluindo PMO.
Maior Streak: 31 dias
Só por hoje estou livre de PMO, só por hoje! Mais um dia, obrigado Senhor!
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/1/2021, 20:24
Muskel94 escreveu:Justiceiro do Sertão, estou acompanhando seu relato. Abraço.

Obrigado, nobre Muskel94. Saudações a você.

Que seja forte para se superar e vencer para sempre este vício dos diabos. Um abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

17/1/2021, 00:37
800 dias limpo.

Uma marca que se traduz em disciplina, humildade e sensatez. Características suas, Justiceiro.

Você é uma referência para todos aqui.

Parabéns pela marca!

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A dor é passageira, mas a glória será eterna.

MELHORES MARCAS EM 2021

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

17/1/2021, 09:02
Mike escreveu:
800 dias limpo.

Uma marca que se traduz em disciplina, humildade e sensatez. Características suas, Justiceiro.

Você é uma referência para todos aqui.

Parabéns pela marca!

Obrigado, caro Mike, se me considera alguém digno destas palavras. Vejo-me como um ser humano atrás de uma existência digna.

Saudações a você.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

18/1/2021, 19:06
Caraca meu amigo!

Você atingiu uma maravilhosa marca!

Você é uma luz no fim do túnel de muitas pessoas aqui e além disto, é um grande incentivador!

Continue neste caminho meu amigo e parabéns pelos mais de 800 dias longe da PMO.

Grande abraço!

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Tenha maturidade e determinação para controlar os seus atos, caso contrário eles controlarão e dominarão você
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

18/1/2021, 20:55
parbat escreveu:Caraca meu amigo!

Você atingiu uma maravilhosa marca!

Você é uma luz no fim do túnel de muitas pessoas aqui e além disto, é um grande incentivador!

Continue neste caminho meu amigo e parabéns pelos mais de 800 dias longe da PMO.

Grande abraço!

Obrigado, nobre Parbat. Estou fazendo minha parte. Num mundo que prega que isso tudo é normal, alguma providência tem que ser tomada. Pelo nosso bem e das futuras gerações.

E meu grande abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

19/1/2021, 09:25
Justiceiro do Sertão,
primeiramente parabéns pela marca inabalável que você atingiu e depois também queria te parabenizar por continuar aqui ajudando outros membros do fórum.

Você é um mais que um vencedor!

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Última recaída: 13 de Abril de 2021, às 13:20,

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 24 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

19/1/2021, 09:25
Justiceiro do Sertão,
primeiramente parabéns pela marca inabalável que você atingiu e depois também queria te parabenizar por continuar aqui ajudando outros membros do fórum.

Você é um mais que um vencedor!

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