24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

20/10/2021, 20:26
Dia bastante tenso e intenso. Escrevo estas palavras num momento de relativa calma, esforçando-me para evitar ainda mais complicações. A agitação mental segue em polvorosa, de modo que tenho bravamente reprimido pensamentos involuntários e até tiques pelo corpo.

Nos últimos dias, continuei tendo até espasmos (tiques intensos) no banheiro do trabalho e mais uma vez quase surtei a ponto de querer quebrar tudo. Estou há duas noites sem dormir direito, por causa das tarefas e das poluções noturnas, tentando como posso render em minhas atividades diárias.

No trabalho, andei tendo agradáveis diálogos com a única garota do meu setor, com a qual tenho algum coleguismo. Ela é uma das meninas mais inteligentes e estudiosas que conheço, de modo que nossas conversas sempre têm algum conteúdo. Agradeço a ela por ter me dado a chance de algum convívio, de modo que já comentamos sobre questões pessoais nossas (temos a personalidade parecida em alguns aspectos), inclusive ela é a única mulher do meu círculo a quem, obviamente com todos os cuidados, contei acerca do meu vício. Convenhamos, só de ter tido essa liberdade com ela, no mínimo se trata de alguém a quem respeitar. Contei com certo medo, porém com a maturidade que possuo e possuímos quando certa vez o assunto pornografia veio à tona em nossas conversas. Não houve constrangimentos ou ofensas de qualquer lado, graças a Deus.

Essa cidadã não é alguém que eu consideraria digna de algo mais, se é que me entendem. Não sei se seria alguém com quem teria algum relacionamento, é no mínimo temerário dizer uma coisas dessas. Não é aquela pessoa que me faria ter profundo interesse por tê-la ao lado, nem seu aspecto físico me atrai, apesar de ser considerada de alguma beleza. Porém, parece uma colega de aparentemente boas intenções.

Depois do almoço, conversei um pouco com algumas pessoas do trabalho, algumas garotas, incluindo-se uma considerada muito elegante e simpática por todos. Admito que, com todo o respeito, foi algo que me fez sentir bem comigo mesmo, uma paz interior considerável tendo em vista as turbulências psíquicas pelas quais ando passando. Se ela está comprometida não sei, no bom sentido não importa, só sei que me fez bem. Ela de fato é bonita, um parâmetro físico daqueles, admito, bastante cobiçado, além de aparentar algum refinamento por dentro. Conheço-a já há alguns anos e já trocamos alguns saudáveis diálogos. Que eu seja maduro para tirar as lições o mais possível dignas da situação.

Há uma outra garota no trabalho dentre as que me chamam a atenção e com a qual, digamos, talvez não houvesse problema em eu conversar por aparentemente não estarem comprometidas. Esta última, porém, parece menos aberta ao diálogo, e algo me diz que já estaria comprometida. Dizem que onde se ganha o pão não se come a carne, acontece que sinto que me faz bem, da mais madura forma, interagir com as mulheres às quais tenho algum acesso. Tenho, historicamente, pouquíssimo convívio com o sexo oposto e noto que preciso de alguma experiência, ainda que furtiva. De tudo fica a lição. Se depois houver algum desfecho, é outra história.

Para completar, também atendi uma cidadã fisicamente muito atraente para os meus gostos, situação na qual felizmente meu profissionalismo se sobressaiu. Cada conquista é digna de ser da melhor forma levada em conta.

Outra coisa realmente interessante que me andou ocorrendo em termos de mulheres deu-se ontem, sendo que só agora, devido à correria, fui capaz de trazer até vocês. Algo sugestivo tendendo a perigoso, mas que incrivelmente fez bem à minha mente. Voltava do trabalho, a pé como de costume, quando, do outro lado da calçada, passou uma pessoa que tenho quase certeza, embora não esteja convicto, de se tratar de uma GP com a qual saí em 2014, uma das minhas primeiras transas. Figura que, lembro que ela havia contado, não é daqui da cidade, porém já a vi algumas vezes por aí, há bastante tempo. Praticamente certo de que era ela. Em tempos de pandemia, estava sem máscara (para sanar qualquer dúvida) e, por isso digo que me fez bem, fez com que eu desconstruísse uma vez mais determinados estereótipos que as fantasias haviam deixado em minha mente. Sem dúvidas de que é uma das mulheres mais belas que já vi (essa faz meu estilo mesmo), entretanto consegui, graças a todo o condicionamento mental a que venho me submetendo desde que deixei o vício, não apenas não me perturbar com a presença da beldade como ter por certo de que ela não é "isso tudo", na esteira de um dos elementos do meio treino mental correspondente a uma espécie de desintoxicação de fantasias. Grosso modo, enxerguei, livre que estou, que a verdadeira aparência que me atrairia seria uma beleza ainda mais contundente do que a dela, o que não daria, nesse caso, brechas a que eu a ficasse desejando. De repente, se a visse pela primeira vez hoje (numa festa, por exemplo), não a achasse aquela beldade toda. É complicado, coisas da minha inquietação mental, tentei explicar da maneira mais simples possível.

Devo trazer a vocês que sigo buscando sossegar a minha mente nos poucos minutos de folga que tenho no trabalho. Nessa terapia toda, acredito que estou num bom caminho. Continuo com a libido alta, por vezes crendo que preciso realmente de uma parceira, por fatores dos quais já andei falando. Antes que peçam para eu "me aliviar", já expliquei na postagem anterior que, em termos de libido, só sexo real me faz bem.

De um modo ou outro, a luta segue.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Postagem rápida para dizer que estou relativamente bem...

25/10/2021, 21:31
... a despeito de algum cansaço por conta da carga intensa de trabalho que venho desempenhando. Já há cerca de uma semana sem poluções noturnas, vou colocando as coisas nos eixos aos poucos. Às vezes me sinto bem em vir aqui, ainda que no meio do agito, para dizer que estou esperançoso com relação ao futuro.

Bom reboot a todos e por enquanto é só. Não posso parar. Tenho de ir dormir para amanhã acordar bem. Tomei um chá feito pela minha mãe, nem me lembro de quê, só sei que tomei por educação, costumam me levar a poluções. Tomara que dessa vez não. E nunca mais.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Mais uma polução noturna...

27/10/2021, 21:20
... para infernizar meu dia. Manhã, como dizem, daquele jeito.

Que sejam dias melhores, ficarei por aqui por conta do cotidiano corrido. Depois devo dar conta da situação que vivi hoje cedo, digna de reflexão. Por enquanto, o cotidiano corrido não me permite.

Bom Reboot a todos.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

27/10/2021, 22:01
Justiceiro do Sertão escreveu:... para infernizar meu dia. Manhã, como dizem, daquele jeito.

Que sejam dias melhores, ficarei por aqui por conta do cotidiano corrido. Depois devo dar conta da situação que vivi hoje cedo, digna de reflexão. Por enquanto, o cotidiano corrido não me permite.

Bom Reboot a todos.
Boa noite, meu amigo!
Mas veja pelo lado positivo. Você se tornou uma pessoa com mais bastante disciplina, pois ,mesmo com toda as dificuldades, nunca mais praticou PMO.
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

27/10/2021, 22:20
Amigo, deixa eu lhe perguntar.
Será que não está na hora de você arrumar uma companheira?
Pois já está há um bom tempo longe de PMO.
Acredito que esse é o momento oportuno para ter uma parceira e ,consequentemente ,uma vida sexual ativa
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

28/10/2021, 20:48
Vencedor disciplinado escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:... para infernizar meu dia. Manhã, como dizem, daquele jeito.

Que sejam dias melhores, ficarei por aqui por conta do cotidiano corrido. Depois devo dar conta da situação que vivi hoje cedo, digna de reflexão. Por enquanto, o cotidiano corrido não me permite.

Bom Reboot a todos.
Boa noite, meu amigo!
Mas veja pelo lado positivo. Você se tornou uma pessoa com mais bastante disciplina, pois ,mesmo com toda as dificuldades, nunca mais praticou PMO.

Vencedor disciplinado escreveu:Amigo, deixa eu lhe perguntar.
Será que não está na hora de você arrumar uma companheira?
Pois já está há um bom tempo longe de PMO.
Acredito que esse é o momento oportuno para ter uma parceira e ,consequentemente ,uma vida sexual ativa

Colega Vencedor Disciplinado, primeiramente obrigado por comparecer no meu Diário. Meus cumprimentos.

É que minha luta é um negócio complicado em vários aspectos, só eu realmente sei pelo que passo, nem quero me prolongar muito nesse sentido. Até família entra no meio, sabe?

Sobre parceiras, saiba que ando planejando, nos próximos tempos, arranjar alguém, mesmo que para uma rápida experiência, percebo que me fará bem. É algo que deve ser bem pensado, mas acredito estar organizando o cenário da melhor forma. Também prefiro não detalhar por enquanto.

Estou bastante ocupado por estes dias, inclusive enquanto digito estas palavras nesta passagem pelo Fórum. Daqui a algumas semanas acredito que deva ter certo tempo para lazer, e noto que ali será a hora de colocar a situação em papéis limpos. Não quero ficar pensando agora para não perder o foco.

De todo o modo, novo obrigado por sua presença aqui e seja você uma nova pessoa com este Reboot. Receba meu abraço.

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1/11/2021, 21:07
Prezados, estou de férias. Após uma sequência insana de semanas trabalhando pesado, até resfriado, consegui concluir aquilo a que me propus. Pela semana, devo sair para algum lazer se for possível.

Ainda não estou completamente curado do resfriado, minha garganta ainda dói levemente, no entanto os chás feitos por minha mãe e a própolis aliviaram a situação, sem falar na dipirona contra a febre. É improvável que seja Covid, fiquem tranquilos, conheço a mim mesmo e sei que é um problema que carrego desde criança: exceto banho, não me dou com nada gelado. Especialmente aquele vento gelado do início da manhã. Não sei se alguém mais sofre disso, mas tenho esse problema desde criança e, por mais que me planeje, já chegou a me acontecer umas três vezes por ano. Não posso respirar, nem por uma fração de segundo, aquele famoso "friozinho" de cinco da manhã. Fico resfriado instantaneamente, minha garganta inflama, fico dias debilitado e até com febre. Mesma coisa quando bebo gelado ou sinto cheiro de fumaça. É tocar na garganta e eu fico resfriado, na hora. Sem brincadeira. Cresci proibido pelos meus pais, e a eles sempre serei grato, de comer ou beber qualquer coisa gelada. Em outra ocasião, andava na rua com meus pais quando passou um caminhão com uma fumaça malcheirosa que me causou inflamação forte e instantânea na garganta, de maneira que, sem brincadeira, comecei a sentir fraqueza, febre ali mesmo na rua e, chegando em casa, a vizinha, que estava no portão, vendo meu estado, ofereceu-se imediatamente para me levar ao hospital. Recusei, fiz força para não precisar ir, e realmente não precisou mesmo, ficando eu uns três dias com febre e garganta inflamada sendo cuidado em casa mesmo.

Voltando ao "ventinho da manhã", acostumei-me, quando preciso me levantar muito cedo em dias frios, a ir correndo lá fora pegar alguma coisa antes de me sentir mal. Mesmo assim, com fração de segundo, começo a dar uns cinco, seis espirros na sequência. O que acontece muito, e foi o que se deu mais uma vez agora, é quando vou dormir numa noite quente que sei que vai esfriar depois. Aquele horário terrível para mim, 4-6 da manhã, o famigerado "friozinho". Policio-me até no jeito de me cobrir, se a noite por enquanto está quente, chego a me cobrir por completo, suando mesmo, só para evitar tomar aquele "ventinho gelado" horas depois. Planejo tudo, só que mesmo assim às vezes acontece, como foi agora. Por alguma fresta no cobertor o vento frio entra e ataca instantaneamente minha garganta, como riscar um palito de fósforo. Na hora. Não sei se é porque tenho rinite e sinusite, se é alguma sequela da asma da qual sofria quando pequeno (e que me fez ter crises terríveis até os 14 anos), se é algo nas amígdalas/tonsilas, mas sigo buscando evitar que novamente ocorra.

Fora isso, venho dizer a vocês que, nos dias de lazer que devo viver (ou não), buscarei arranjar uma parceira. Nem que seja para uma aventura furtiva. Já devo ter dito e repito: estou cada vez mais convencido de que meu problema de frequentes poluções noturnas é resultado de uma combinação de sequela do vício com a minha histórica (e consequente) abstinência sexual. Uma coisa puxou a outra: na juventude, como era viciado, não vivi aventuras reais, de modo que o corpo combinou a necessidade natural com a distorção das percepções causada pela pornografia, e agora, abstêmio há quase três anos, sem sexo há três completos e com pouquíssimas experiências de qualquer natureza com mulheres, parece que meu corpo quer colocar as coisas em dia. Na menos pior das hipóteses, vivendo experiências reais para compensar os anos perdidos e, num relance de possível intervenção divina, ajudar a limpar minha fisiologia e percepções psíquicas de toda a imundície que as deturpou por quase 13 anos. Acho que conseguem entender.

Enfim, por enquanto é só. Estejam bem.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

2/11/2021, 22:03
É maravilhoso ler o que escreve aqui, meu nobre.

Sobre seus desconfortos com o frio, sou solidário a você, também sofro um pouco com isso. Basta uma noite fria pra começar a espirrar e muito. E detalhe, justamente nesse horário que você mencionou, 4-6 da manhã. E o ruim disso é ter a qualidade do sono diminuída. Mas mesmo assim, vamos em frente.

Agora sobre o contato com o sexo feminino, faça isso, apoio 100%, mostre a que veio. Torço pra que dê certo e que aproveite bastante. Você merece.

Forte abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

3/11/2021, 11:12
Mike escreveu:
É maravilhoso ler o que escreve aqui, meu nobre.

Sobre seus desconfortos com o frio, sou solidário a você, também sofro um pouco com isso. Basta uma noite fria pra começar a espirrar e muito. E detalhe, justamente nesse horário que você mencionou, 4-6 da manhã. E o ruim disso é ter a qualidade do sono diminuída. Mas mesmo assim, vamos em frente.

Agora sobre o contato com o sexo feminino, faça isso, apoio 100%, mostre a que veio. Torço pra que dê certo e que aproveite bastante. Você merece.

Forte abraço.

Obrigado, ilustre Mike. Sejam dias melhores para nós todos.

Receba meu abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Relato longo, porém necesário: trauma sendo superado

7/11/2021, 13:10
Prezados, digo a vocês que estou esperançoso com dias melhores. Ontem não apenas completei 3 anos de Reboot, que deverão ser 1.100 dias na próxima quarta-feira, como consegui, neste início de férias e da casa de minha avó, finalizar umas coisas a que havia me proposto.

Claro que não foi fácil, no entanto, se não for assim não tem graça. Com minha mente inquieta que está aprendendo a se controlar, cheguei a ter pensamentos de consciência pesada com não ter feito tanto quanto deveria; contudo, reconheço que o serviço foi bem realizado. Conduzi-o em meio a um desafio e tanto, dos mais dramáticos no que me diz respeito, felizmente tendo conseguido depois ter a consciência limpa. Sobre tal desafio, explico, embora não fosse coisa de que devesse ficar falando muito.

Falo porque sinto que meu esforço, minha disciplina mental, já me fazem ser capaz não só de falar a respeito, como falar na hora e no contexto certos (como aqui), sem ficar ruminando/relembrando e de esquecer a questão como trauma que carreguei por anos. Ir superando o trauma mesmo, não sem recordar umas coisas assim furtivamente, mas saber tocar a vida em frente, sabem?

Enfim, o que aconteceu foi que, enquanto dava conta de minha tarefa com o computador na varanda aqui da casa de minha avó, percebi que esta e minha mãe assistiam, não sei se no telefone celular ou na TV mesmo, a uma gravação certamente relacionada à festa de 15 anos de uma prima distante, ocorrida há alguns dias. Eu, que venho superando um trauma doentio dessas festas, fiz certo esforço para me concentrar no trabalho, a despeito de velhos pensamentos desconfortantes do passado começarem a surgir. Nada exatamente sexual, explico.

Não sem sofrimento, porém. Para quem não sabe, pois já toquei no assunto e agora explico melhor, ao longo de minha juventude desenvolvi (e felizmente enterro cada dia mais, tendo sido o episódio de ontem um teste de fogo ao qual sobrevivi) uma trauma horroroso relacionado a festas de 15 anos. Pode parecer bizarro, não sei se mais alguém já sofreu disso, mas dessa minha cabeça espero tudo. Sempre fui um jovem reservado, já comentei que até me sinto bem assim, não sou de ir a festas exceto em situações muito especiais, não gosto de aglomerações/rodinhas e prezo muito pelo meu espaço. No entanto, sabem como são adolescentes, ainda mais quando se foi um adolescente viciado em pornografia penosamente consciente do que estava aprontando. O trauma ficou. Na época, por perigosa combinação juventude+vício, aquela fase de querer ser popular fez de mim alguém bem o oposto de meu verdadeiro caráter. Como resultado, queria sair, viver e fazer o que meus colegas (colegas?) de escola faziam e viviam, para tentar resumir a história.

Um jovem querer namorar, conhecer o mundo e saber sobre ele, é algo sem dúvidas correto. O problema é fazê-lo nas condições em que eu me encontrava na época. Podem dizer: "Ah, nessa época todo mundo é meio louco mesmo..." Meus caros, sei que meu caso foi pior. Nisso de querer me divertir sem ser digno, meu íntimo desenvolveu, e não creio que deva ter sido por conta do vício embora este tenha piorado a situação, uma espécie de "fantasia não-sexual" por garotas nesse contexto dos 15 anos. Debutantes, entenda-se. Com todo o respeito, para verem como é uma questão pelo menos em tese não-sexual (graças a Deus, diga-se), sempre achei muito bonito meninas naqueles trajes, naquele ritual e por aí vai, desde antes do vício. Ser convidado para um evento daqueles era uma expectativa que nutria, e digo que, se um dia tiver uma filha, farei qualquer esforço nesse sentido caso ela tenha esse desejo. Só que o vício, se não sexualizou a situação, deturpou-a de forma avassaladora, fazendo de mim um obcecado sem explicação.

Naqueles idos, umas três ou quatro garotas da escola organizaram suas festas e estive pronto para ir caso fosse convidado. Pensava: "Aquilo é o auge da beleza, devo viver experiências marcantes, não é possível que eu vou atravessar a adolescência ser convidado, se toda vez que entro no Orkut vejo conhecidos meus nessas festas, parece que é uma por semana na cidade". Estava crente de que faria bem para mim ver aqueles "anjos urbanos" que sempre achei maravilhosas, conviver e, de repente, dançar ou algo mais com alguma delas.

Mas sejamos francos: será que um moleque com comportamento como aquele meu, sobre o qual já falei, era digno de estar presente em eventos tão elegantes como aqueles? Aí foi o caos. Adquiri ali um dos meus maiores traumas ao não ser convidado para os bailes, exceto para um, ao qual fui proibido de ir pelos meus pais. Uma imagem símbolo da minha juventude foram, na escola, os convites sendo entregues nas carteiras sem chegar à minha. Certa ocasião dessas, um cidadão da minha sala chegou a me humilhar nesse sentido, nem sei como, sob efeito do vício, percebi a fraude: foi convidado para a festa de 15 anos de uma garota da sala mas, como não gostava dela e para me destratar, aproveitou-se de que ela escreveu a lápis os nomes nos convites, apagou o nome dele e, muito grosseiramente, escreveu o meu a caneta e me entregou, dizendo aos risos: "A fulana mandou te entregar". Percebi a falsificação, dava até para ver o nome dele mal apagado pela borracha. Nem preciso dizer como me senti, viciado penosamente consciente que era. Imagem mais dolorosa do que essa só mesmo a das protagonistas, que só viria, devastado, em fotos e vídeos. Aí a fase passou, e a imagem das debutantes se transformou numa morte viva em meus dias, aqueles belos entes urbanos se tornaram um pesadelo em minha vida por nunca ter sido capaz de ao menos vê-las ao vivo. Não podia mais ouvir falar de festas de 15 anos, bailes de debutante, as imagens daquelas garotas extravagantemente vestidas, se divertindo entre os colegas, com aquele belíssimo visual de juventude e carisma, tornaram-se demônios que me arrepiavam quando surgiam diante de minha pessoa nas redes sociais, em reportagens na TV, revistas e tal. Mudava de canal, saía de perto, tentava fugir do assunto. Policiava-me nas redes sociais para evitar ver fotos relacionadas com mais medo do que de dar de cara com pornografia. Uma vez minha mãe veio me mostrando o vídeo, enviado por minha prima, da festa de 15 anos de outra parente distante, enquanto eu almoçava; tive de ser ríspido com ela, arriscando-me até a engasgar. Sem brincadeiras, fiquei louco. Não é engraçado, o vício teve culpa indireta até nisso. Arrepiava-me, sentia intenso desconforto físico e mental, chegando a quase chorar, pensando coisas como: "Ver uma menina dessas ao vivo deve ser coisa de outro mundo! Por que nunca apareceu uma dessas diante de mim?", entre outras bizarrias. Tive delírios pensando naquelas figuras, quando passava em frente a salões de festas, meu coração acelerava de desgosto; se visse uma loja de vestido de festas, a obsessão fazia eu imaginar: "Alguém vai ver uma jovem vestida assim, alguém vai estar lá ao lado dela e eu não..." Tinha pesadelos, saía de qualquer ambiente em que tocassem no assunto (não sem me sentir mal pelo resto do dia, com o coração disparado). Cheguei ao ponto de fazer orações para uma espécie de santa fictícia, representada por uma garota naqueles modos, com um vestido rosa. Ficava, vejam só, levantando nomes de garotas conhecidas prestes a fazer 15 anos, entre primas, colegas, possíveis namoradas, parentes distantes, filhas de amigas da minha mãe, numa espécie de lista de "debutáveis" na expectativa de que algo ocorresse em certo tempo. Pedia a Deus que colocasse um "anjo" daqueles diante de meus olhos de um jeito ou outro, arrasado. Para ver se minha vida ia para frente. Olhava para o céu, quase chorando, desejando morrer e ir para o inferno se quebrasse a promessa, jurando que, se um dia tivesse uma filha, passaria até fome se preciso fosse, faria os sacrifícios mais insanos do mundo caso ela tivesse o desejo: "Nem que seja minha filha, mas um dia quebro essa maldição, um dia vejo uma debutante ao vivo". Quer dizer estava louco.

Tornaram-se símbolo do meu passado sujo, ainda que algo tão bonito.

Não riam, tudo isso foi real. Só eu sei.

Certa vez, fui a um evento da faculdade, à noite, e voltei de carona com uma colega que morava perto de casa. O pai dela dirigindo, a filha na frente e, atrás, fui eu com... adivinhem. A irmã dela, mais nova, indo para uma festa de 15 anos, toda trajada por ser uma das que dançariam valsa. Passariam na casa delas rapidamente para ela pegar alguma coisa, passariam na minha casa para me deixar e de lá a caçula, a quem eu mais ou menos conheço, iria para o baile. Quis o destino que não percebesse de cara ao me colocar no banco traseiro do carro, para mim ela estava só com uma roupa branca simples. Talvez fosse o escuro do veículo. Foi aos poucos, conforme as coisas que ela falava, uma garota bonita por sinal, que percebi o que estava por acontecer. Tremendo, não quis olhar, para não passar mal, um misto de satisfação e desespero. O escuro do carro não permitia muito, mas, com algum esforço, percebi como ela estava vestida, a pesada maquiagem e o penteado. Ficamos lado a lado, realizei um desejo sem querer realizá-lo. Vejam o que é o vício. Fiquei disfarçando o tempo todo para não ver, havia momentos em que, ao passarmos em ruas mais iluminadas no longo trajeto, percebia-se diante de que eu estava. Não me sentia confortável para ver aquilo, meu passado me torturava, um horrendo punhado de sentimentos que não desejo para ninguém. A realidade de que algum "popularzinho sortudo" dançaria com ela me dilacerava. Podia levar com naturalidade, só que não conseguia. Então, recusei-me a ver, sentia o perfume, o elegante vestido esbarrava em mim o tempo todo, nós dois praticamente dançando em meio ao movimento do carro, as mãos enluvadas dela, a fala empolgada, eu tentando disfarçar que estava disfarçando, tentava crer que era "só uma roupinha branca", só que o rosto transformado pela maquiagem e o vestido encostando em minhas pernas foram um desafio medonho. Qualquer questão sexual, eu ficar excitado, ter vontade de possui-la, era o de menos. E olhem que era uma garota até bonita. Minutos de angústia. Ela desceu em sua casa para pegar algo, antes de eu descer, não tive coragem de olhar. Voltou, logo fui para casa. não sei se chegou a me dar um rápido abraço. É até bom para eu não me lembrar direito da situação.

Passei a ter a certeza, no meio de tanto sofrimento, que só me curaria do trauma se, da mesma forma que apareceram para tantos, aparecesse uma daquelas ao vivo diante de meus olhos. Um dia fosse convidado a alguma festa do tipo, passasse em frente a alguma e visse alguma coisa, algo do tipo. Não desejo para ninguém o que sofri, e só aqui sabem desse meu trauma tão bizarro quanto devastador. Foi um negócio feio mesmo, ironias à parte. Mais do que frustração por nunca ter ido às tais festas, ter prestigiado as garotas no auge de sua juventude e elegância, sem muito compromisso, a convergência de fatores me fez ficar, ainda que sem maiores pretensões sexuais, obcecado por debutantes. Felizmente, a tempestade tem passado, embora não sem esforço.

Ontem, enquanto dava conta de meus trabalhos, conforme relatei lá no início, dava para ter certeza de que aquilo a que assistiam era o vídeo do cerimonial da minha parente distante, num volume ensurdecedor. No entanto, minha força de vontade foi maior do que tudo, e Deus reconheçeu minha gana de superar qualquer desafio e fez com que eu passasse por cima de tudo. Depois de anos tão dolorosos, de pensamentos tão lastimáveis a complementar meu vício, sinto-me cada vez mais livre do trauma. De modo que, se um dia for convidado para uma festa de 15 anos, saberei lidar com a situação sem maiores desconfortos, sem aquela bizarria de "tirar uma tonelada das costas",sem os pensamentos ficarem vindo. E eu que, acima de tudo, agradeço a Deus pelo fato de tal trauma não ter tido conteúdo sexual. Obrigado, Deus.

Tanto é verdade que me sinto encaminhado para me libertar de vez disso que, depois que iniciei o Reboot, o trauma vem se arrefecendo, claro que não sem meus cuidados, como no que toca ao tenso episódio de ontem. Sobre a tal festa, dei de cara com as fotos nas redes sociais na última semana, sabendo já lidar com aquilo com relativa naturalidade. Acredito no progresso.

E, se querem saber, há dois anos, pouco após iniciar o Reboot, estive relativamente próximo de um tal "anjo urbano " daqueles. Numa situação inesperada que me deixou tremendo o dia todo num misto de lembrança do passado, alívio indesejado, esperança num futuro decente e noção de cuidado com a mente, fui surpreendido por uma "pré-debutante". Ela posava para fotos toda cheia de estilo com balões com o número 15, ao estilo de um álbum temático, num local turístico da cidade pelo qual eu passava num domingo à tarde. Não nego que meu coração acelerou na hora, era uma garota inclusive relativamente bonita e com um vestido de debutante de cor dourada daquele modelo "moderninho", curto, sabem? Em outros tempos, nem quero imaginar qual teria sido minha reação.

Hoje, busco encarar tudo com naturalidade. Sinto-me pronto para absolutamente qualquer desafio que aparecer. De qualquer natureza, do lazer ao profissional. Brincadeiras à parte (se bem que não é tão brincadeira assim), a festa da minha filha é outra história, tendo eu, hoje consciente, restaurado a verdadeira noção a respeito do contexto, o charme que antes já via. Entretanto, se ela tiver esse desejo, farei (conscientemente) qualquer coisa para realizá-lo, isso não se pode negar.

Enfim, chega. O negócio é esquecer o passado e reconhecer que ando lutando para superar desafios e isso não tem preço. O que vier será resultado de meu trabalho e pronto. Segue o Reboot.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

7/11/2021, 23:52
Justiceiro do Sertão escreveu: Prezados, digo a vocês que estou esperançoso com dias melhores. Ontem não apenas completei 3 anos de Reboot, que deverão ser 1.100 dias na próxima quarta-feira, como consegui, neste início de férias e da casa de minha avó, finalizar umas coisas a que havia me proposto.

Claro que não foi fácil, no entanto, se não for assim não tem graça. Com minha mente inquieta que está aprendendo a se controlar, cheguei a ter pensamentos de consciência pesada com não ter feito tanto quanto deveria; contudo, reconheço que o serviço foi bem realizado. Conduzi-o em meio a um desafio e tanto, dos mais dramáticos no que me diz respeito, felizmente tendo conseguido depois ter a consciência limpa. Sobre tal desafio, explico, embora não fosse coisa de que devesse ficar falando muito.

Falo porque sinto que meu esforço, minha disciplina mental, já me fazem ser capaz não só de falar a respeito, como falar na hora e no contexto certos (como aqui), sem ficar ruminando/relembrando e de esquecer a questão como trauma que carreguei por anos. Ir superando o trauma mesmo, não sem recordar umas coisas assim furtivamente, mas saber tocar a vida em frente, sabem?

Enfim, o que aconteceu foi que, enquanto dava conta de minha tarefa com o computador na varanda aqui da casa de minha avó, percebi que esta e minha mãe assistiam, não sei se no telefone celular ou na TV mesmo, a uma gravação certamente relacionada à festa de 15 anos de uma prima distante, ocorrida há alguns dias. Eu, que venho superando um trauma doentio dessas festas, fiz certo esforço para me concentrar no trabalho, a despeito de velhos pensamentos desconfortantes do passado começarem a surgir. Nada exatamente sexual, explico.

Não sem sofrimento, porém. Para quem não sabe, pois já toquei no assunto e agora explico melhor, ao longo de minha juventude desenvolvi (e felizmente enterro cada dia mais, tendo sido o episódio de ontem um teste de fogo ao qual sobrevivi) uma trauma horroroso relacionado a festas de 15 anos. Pode parecer bizarro, não sei se mais alguém já sofreu disso, mas dessa minha cabeça espero tudo. Sempre fui um jovem reservado, já comentei que até me sinto bem assim, não sou de ir a festas exceto em situações muito especiais, não gosto de aglomerações/rodinhas e prezo muito pelo meu espaço. No entanto, sabem como são adolescentes, ainda mais quando se foi um adolescente viciado em pornografia penosamente consciente do que estava aprontando. O trauma ficou. Na época, por perigosa combinação juventude+vício, aquela fase de querer ser popular fez de mim alguém bem o oposto de meu verdadeiro caráter. Como resultado, queria sair, viver e fazer o que meus colegas (colegas?) de escola faziam e viviam, para tentar resumir a história.

Um jovem querer namorar, conhecer o mundo e saber sobre ele, é algo sem dúvidas correto. O problema é fazê-lo nas condições em que eu me encontrava na época. Podem dizer: "Ah, nessa época todo mundo é meio louco mesmo..." Meus caros, sei que meu caso foi pior. Nisso de querer me divertir sem ser digno, meu íntimo desenvolveu, e não creio que deva ter sido por conta do vício embora este tenha piorado a situação, uma espécie de "fantasia não-sexual" por garotas nesse contexto dos 15 anos. Debutantes, entenda-se. Com todo o respeito, para verem como é uma questão pelo menos em tese não-sexual (graças a Deus, diga-se), sempre achei muito bonito meninas naqueles trajes, naquele ritual e por aí vai, desde antes do vício. Ser convidado para um evento daqueles era uma expectativa que nutria, e digo que, se um dia tiver uma filha, farei qualquer esforço nesse sentido caso ela tenha esse desejo. Só que o vício, se não sexualizou a situação, deturpou-a  de forma avassaladora, fazendo de mim um obcecado sem explicação.

Naqueles idos, umas três ou quatro garotas da escola organizaram suas festas e estive pronto para ir caso fosse convidado. Pensava: "Aquilo é o auge da beleza, devo viver experiências marcantes, não é possível que eu vou atravessar a adolescência ser convidado, se toda vez que entro no Orkut vejo conhecidos meus nessas festas, parece que é uma por semana na cidade". Estava crente de que faria bem para mim ver aqueles "anjos urbanos" que sempre achei maravilhosas, conviver e, de repente, dançar ou algo mais com alguma delas.

Mas sejamos francos: será que um moleque com comportamento como aquele meu, sobre o qual já falei, era digno de estar presente em eventos tão elegantes como aqueles? Aí foi o caos. Adquiri ali um dos meus maiores traumas ao não ser convidado para os bailes, exceto para um, ao qual fui proibido de ir pelos meus pais. Uma imagem símbolo da minha juventude foram, na escola, os convites sendo entregues nas carteiras sem chegar à minha. Certa ocasião dessas, um cidadão da minha sala chegou a me humilhar nesse sentido, nem sei como, sob efeito do vício, percebi a fraude: foi convidado para a festa de 15 anos de uma garota da sala mas, como não gostava dela e para me destratar, aproveitou-se de que ela escreveu a lápis os nomes nos convites, apagou o nome dele e, muito grosseiramente, escreveu o meu a caneta e me entregou, dizendo aos risos: "A fulana mandou te entregar". Percebi a falsificação, dava até para ver o nome dele mal apagado pela borracha. Nem preciso dizer como me senti, viciado penosamente consciente que era. Imagem mais dolorosa do que essa só mesmo a das protagonistas, que só viria, devastado, em fotos e vídeos. Aí a fase passou, e a imagem das debutantes se transformou numa morte viva em meus dias, aqueles belos entes urbanos se tornaram um pesadelo em minha vida por nunca ter sido capaz de ao menos vê-las ao vivo. Não podia mais ouvir falar de festas de 15 anos, bailes de debutante, as imagens daquelas garotas extravagantemente vestidas, se divertindo entre os colegas, com aquele belíssimo visual de juventude e carisma, tornaram-se demônios que me arrepiavam quando surgiam diante de minha pessoa nas redes sociais, em reportagens na TV, revistas e tal. Mudava de canal, saía de perto, tentava fugir do assunto. Policiava-me nas redes sociais para evitar ver fotos relacionadas com mais medo do que de dar de cara com pornografia. Uma vez minha mãe veio me mostrando o vídeo, enviado por minha prima, da festa de 15 anos de outra parente distante, enquanto eu almoçava; tive de ser ríspido com ela, arriscando-me até a engasgar. Sem brincadeiras, fiquei louco. Não é engraçado, o vício teve culpa indireta até nisso. Arrepiava-me, sentia intenso desconforto físico e mental, chegando a quase chorar, pensando coisas como: "Ver uma menina dessas ao vivo deve ser coisa de outro mundo! Por que nunca apareceu uma dessas diante de mim?", entre outras bizarrias. Tive delírios pensando naquelas figuras, quando passava em frente a salões de festas, meu coração acelerava de desgosto; se visse uma loja de vestido de festas, a obsessão fazia eu imaginar: "Alguém vai ver uma jovem vestida assim, alguém vai estar lá ao lado dela e eu não..." Tinha pesadelos, saía de qualquer ambiente em que tocassem no assunto (não sem me sentir mal pelo resto do dia, com o coração disparado). Cheguei ao ponto de fazer orações para uma espécie de santa fictícia, representada por uma garota naqueles modos, com um vestido rosa. Ficava, vejam só, levantando nomes de garotas conhecidas prestes a fazer 15 anos, entre primas, colegas, possíveis namoradas, parentes distantes, filhas de amigas da minha mãe, numa espécie de lista de "debutáveis" na expectativa de que algo ocorresse em certo tempo. Pedia a Deus que colocasse um "anjo" daqueles diante de meus olhos de um jeito ou outro, arrasado. Para ver se minha vida ia para frente. Olhava para o céu, quase chorando, desejando morrer e ir para o inferno se quebrasse a promessa, jurando que, se um dia tivesse uma filha, passaria até fome se preciso fosse, faria os sacrifícios mais insanos do mundo caso ela tivesse o desejo: "Nem que seja minha filha, mas um dia quebro essa maldição, um dia vejo uma debutante ao vivo". Quer dizer estava louco.

Tornaram-se símbolo do meu passado sujo, ainda que algo tão bonito.

Não riam, tudo isso foi real. Só eu sei.

Certa vez, fui a um evento da faculdade, à noite, e voltei de carona com uma colega que morava perto de casa. O pai dela dirigindo, a filha na frente e, atrás, fui eu com... adivinhem. A irmã dela, mais nova, indo para uma festa de 15 anos, toda trajada por ser uma das que dançariam valsa. Passariam na casa delas rapidamente para ela pegar alguma coisa, passariam na minha casa para me deixar e de lá a caçula, a quem eu mais ou menos conheço, iria para o baile. Quis o destino que não percebesse de cara ao me colocar no banco traseiro do carro, para mim ela estava só com uma roupa branca simples. Talvez fosse o escuro do veículo. Foi aos poucos, conforme as coisas que ela falava, uma garota bonita por sinal, que percebi o que estava por acontecer. Tremendo, não quis olhar, para não passar mal, um misto de satisfação e desespero. O escuro do carro não permitia muito, mas, com algum esforço, percebi como ela estava vestida, a pesada maquiagem e o penteado. Ficamos lado a lado, realizei um desejo sem querer realizá-lo. Vejam o que é o vício. Fiquei disfarçando o tempo todo para não ver, havia momentos em que, ao passarmos em ruas mais iluminadas no longo trajeto, percebia-se diante de que eu estava. Não me sentia confortável para ver aquilo, meu passado me torturava, um horrendo punhado de sentimentos que não desejo para ninguém. A realidade de que algum "popularzinho sortudo" dançaria com ela me dilacerava. Podia levar com naturalidade, só que não conseguia. Então, recusei-me a ver, sentia o perfume, o elegante vestido esbarrava em mim o tempo todo, nós dois praticamente dançando em meio ao movimento do carro, as mãos enluvadas dela, a fala empolgada, eu tentando disfarçar que estava disfarçando, tentava crer que era "só uma roupinha branca", só que o rosto transformado pela maquiagem e o vestido encostando em minhas pernas foram um desafio medonho. Qualquer questão sexual, eu ficar excitado, ter vontade de possui-la, era o de menos. E olhem que era uma garota até bonita. Minutos de angústia. Ela desceu em sua casa para pegar algo, antes de eu descer, não tive coragem de olhar. Voltou, logo fui para casa. não sei se chegou a me dar um rápido abraço. É até bom para eu não me lembrar direito da situação.

Passei a ter a certeza, no meio de tanto sofrimento, que só me curaria do trauma se, da mesma forma que apareceram para tantos, aparecesse uma daquelas ao vivo diante de meus olhos. Um dia fosse convidado a alguma festa do tipo, passasse em frente a alguma e visse alguma coisa, algo do tipo. Não desejo para ninguém o que sofri, e só aqui sabem desse meu trauma tão bizarro quanto devastador. Foi um negócio feio mesmo, ironias à parte. Mais do que frustração por nunca ter ido às tais festas, ter prestigiado as garotas no auge de sua juventude e elegância, sem muito compromisso, a convergência de fatores me fez ficar, ainda que sem maiores pretensões sexuais, obcecado por debutantes. Felizmente, a tempestade tem passado, embora não sem esforço.

Ontem, enquanto dava conta de meus trabalhos, conforme relatei lá no início, dava para ter certeza de que aquilo a que assistiam era o vídeo do cerimonial da minha parente distante, num volume ensurdecedor. No entanto, minha força de vontade foi maior do que tudo, e Deus reconheçeu minha gana de superar qualquer desafio e fez com que eu passasse por cima de tudo. Depois de anos tão dolorosos, de pensamentos tão lastimáveis a complementar meu vício, sinto-me cada vez mais livre do trauma. De modo que, se um dia for convidado para uma festa de 15 anos, saberei lidar com a situação sem maiores desconfortos, sem aquela bizarria de "tirar uma tonelada das costas",sem os pensamentos ficarem vindo. E eu que, acima de tudo, agradeço a Deus pelo fato de tal trauma não ter tido conteúdo sexual. Obrigado, Deus.

Tanto é verdade que me sinto encaminhado para me libertar de vez disso que, depois que iniciei o Reboot, o trauma vem se arrefecendo, claro que não sem meus cuidados, como no que toca ao tenso episódio de ontem. Sobre a tal festa, dei de cara com as fotos nas redes sociais na última semana, sabendo já lidar com aquilo com relativa naturalidade. Acredito no progresso.

E, se querem saber, há dois anos, pouco após iniciar o Reboot, estive relativamente próximo de um tal "anjo urbano " daqueles. Numa situação inesperada que me deixou tremendo o dia todo num misto de lembrança do passado, alívio indesejado, esperança num futuro decente e noção de cuidado com a mente, fui surpreendido por uma "pré-debutante". Ela posava para fotos toda cheia de estilo com balões com o número 15, ao estilo de um álbum temático, num local turístico da cidade pelo qual eu passava num domingo à tarde. Não nego que meu coração acelerou na hora, era uma garota inclusive relativamente bonita e com um vestido de debutante de cor dourada daquele modelo "moderninho", curto, sabem? Em outros tempos, nem quero imaginar qual teria sido minha reação.

Hoje, busco encarar tudo com naturalidade. Sinto-me pronto para absolutamente qualquer desafio que aparecer. De qualquer natureza, do lazer ao profissional. Brincadeiras à parte (se bem que não é tão brincadeira assim), a festa da minha filha é outra história, tendo eu, hoje consciente, restaurado a verdadeira noção a respeito do contexto, o charme que antes já via. Entretanto, se ela tiver esse desejo, farei (conscientemente) qualquer coisa para realizá-lo, isso não se pode negar.

Enfim, chega. O negócio é esquecer o passado e reconhecer que ando lutando para superar desafios e isso não tem preço. O que vier será resultado de meu trabalho e pronto. Segue o Reboot.

Nobre Justiceiro, que relato.

Quero que saiba que entendo e respeito esse desafio que você suportou, enfrentou e superou. Menos mal que seu cérebro, então acometido pelo vício, não fez qualquer associação erótica das chamadas ''debutantes''.

E sobre entender essa superação, falo porque também tive um trauma que me atingiu brutalmente. Ter DE com ex namorada e chorar (mesmo após um esforço absurdo para conter às lágrimas) na frente dela realmente foi muito duro pra mim como homem. Tanto que, durante um certo tempo, me sentia profundamente angustiado, chegando a ter um certo medo de mulheres.

Mas, eu também encarei meu trauma e o transpus, graças a Deus. Não tenho medo de falhar se vier a me relacionar com uma mulher (sem pagar, é claro).

Outra coisa, 1.100 dias? A marca fala por si só.

Meus parabéns e um forte abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

8/11/2021, 01:28
1.100 dias! Sensacional!

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Justiceiro do Sertão
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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

8/11/2021, 09:43
Mike escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu: Prezados, digo a vocês que estou esperançoso com dias melhores. Ontem não apenas completei 3 anos de Reboot, que deverão ser 1.100 dias na próxima quarta-feira, como consegui, neste início de férias e da casa de minha avó, finalizar umas coisas a que havia me proposto.

Claro que não foi fácil, no entanto, se não for assim não tem graça. Com minha mente inquieta que está aprendendo a se controlar, cheguei a ter pensamentos de consciência pesada com não ter feito tanto quanto deveria; contudo, reconheço que o serviço foi bem realizado. Conduzi-o em meio a um desafio e tanto, dos mais dramáticos no que me diz respeito, felizmente tendo conseguido depois ter a consciência limpa. Sobre tal desafio, explico, embora não fosse coisa de que devesse ficar falando muito.

Falo porque sinto que meu esforço, minha disciplina mental, já me fazem ser capaz não só de falar a respeito, como falar na hora e no contexto certos (como aqui), sem ficar ruminando/relembrando e de esquecer a questão como trauma que carreguei por anos. Ir superando o trauma mesmo, não sem recordar umas coisas assim furtivamente, mas saber tocar a vida em frente, sabem?

Enfim, o que aconteceu foi que, enquanto dava conta de minha tarefa com o computador na varanda aqui da casa de minha avó, percebi que esta e minha mãe assistiam, não sei se no telefone celular ou na TV mesmo, a uma gravação certamente relacionada à festa de 15 anos de uma prima distante, ocorrida há alguns dias. Eu, que venho superando um trauma doentio dessas festas, fiz certo esforço para me concentrar no trabalho, a despeito de velhos pensamentos desconfortantes do passado começarem a surgir. Nada exatamente sexual, explico.

Não sem sofrimento, porém. Para quem não sabe, pois já toquei no assunto e agora explico melhor, ao longo de minha juventude desenvolvi (e felizmente enterro cada dia mais, tendo sido o episódio de ontem um teste de fogo ao qual sobrevivi) uma trauma horroroso relacionado a festas de 15 anos. Pode parecer bizarro, não sei se mais alguém já sofreu disso, mas dessa minha cabeça espero tudo. Sempre fui um jovem reservado, já comentei que até me sinto bem assim, não sou de ir a festas exceto em situações muito especiais, não gosto de aglomerações/rodinhas e prezo muito pelo meu espaço. No entanto, sabem como são adolescentes, ainda mais quando se foi um adolescente viciado em pornografia penosamente consciente do que estava aprontando. O trauma ficou. Na época, por perigosa combinação juventude+vício, aquela fase de querer ser popular fez de mim alguém bem o oposto de meu verdadeiro caráter. Como resultado, queria sair, viver e fazer o que meus colegas (colegas?) de escola faziam e viviam, para tentar resumir a história.

Um jovem querer namorar, conhecer o mundo e saber sobre ele, é algo sem dúvidas correto. O problema é fazê-lo nas condições em que eu me encontrava na época. Podem dizer: "Ah, nessa época todo mundo é meio louco mesmo..." Meus caros, sei que meu caso foi pior. Nisso de querer me divertir sem ser digno, meu íntimo desenvolveu, e não creio que deva ter sido por conta do vício embora este tenha piorado a situação, uma espécie de "fantasia não-sexual" por garotas nesse contexto dos 15 anos. Debutantes, entenda-se. Com todo o respeito, para verem como é uma questão pelo menos em tese não-sexual (graças a Deus, diga-se), sempre achei muito bonito meninas naqueles trajes, naquele ritual e por aí vai, desde antes do vício. Ser convidado para um evento daqueles era uma expectativa que nutria, e digo que, se um dia tiver uma filha, farei qualquer esforço nesse sentido caso ela tenha esse desejo. Só que o vício, se não sexualizou a situação, deturpou-a  de forma avassaladora, fazendo de mim um obcecado sem explicação.

Naqueles idos, umas três ou quatro garotas da escola organizaram suas festas e estive pronto para ir caso fosse convidado. Pensava: "Aquilo é o auge da beleza, devo viver experiências marcantes, não é possível que eu vou atravessar a adolescência ser convidado, se toda vez que entro no Orkut vejo conhecidos meus nessas festas, parece que é uma por semana na cidade". Estava crente de que faria bem para mim ver aqueles "anjos urbanos" que sempre achei maravilhosas, conviver e, de repente, dançar ou algo mais com alguma delas.

Mas sejamos francos: será que um moleque com comportamento como aquele meu, sobre o qual já falei, era digno de estar presente em eventos tão elegantes como aqueles? Aí foi o caos. Adquiri ali um dos meus maiores traumas ao não ser convidado para os bailes, exceto para um, ao qual fui proibido de ir pelos meus pais. Uma imagem símbolo da minha juventude foram, na escola, os convites sendo entregues nas carteiras sem chegar à minha. Certa ocasião dessas, um cidadão da minha sala chegou a me humilhar nesse sentido, nem sei como, sob efeito do vício, percebi a fraude: foi convidado para a festa de 15 anos de uma garota da sala mas, como não gostava dela e para me destratar, aproveitou-se de que ela escreveu a lápis os nomes nos convites, apagou o nome dele e, muito grosseiramente, escreveu o meu a caneta e me entregou, dizendo aos risos: "A fulana mandou te entregar". Percebi a falsificação, dava até para ver o nome dele mal apagado pela borracha. Nem preciso dizer como me senti, viciado penosamente consciente que era. Imagem mais dolorosa do que essa só mesmo a das protagonistas, que só viria, devastado, em fotos e vídeos. Aí a fase passou, e a imagem das debutantes se transformou numa morte viva em meus dias, aqueles belos entes urbanos se tornaram um pesadelo em minha vida por nunca ter sido capaz de ao menos vê-las ao vivo. Não podia mais ouvir falar de festas de 15 anos, bailes de debutante, as imagens daquelas garotas extravagantemente vestidas, se divertindo entre os colegas, com aquele belíssimo visual de juventude e carisma, tornaram-se demônios que me arrepiavam quando surgiam diante de minha pessoa nas redes sociais, em reportagens na TV, revistas e tal. Mudava de canal, saía de perto, tentava fugir do assunto. Policiava-me nas redes sociais para evitar ver fotos relacionadas com mais medo do que de dar de cara com pornografia. Uma vez minha mãe veio me mostrando o vídeo, enviado por minha prima, da festa de 15 anos de outra parente distante, enquanto eu almoçava; tive de ser ríspido com ela, arriscando-me até a engasgar. Sem brincadeiras, fiquei louco. Não é engraçado, o vício teve culpa indireta até nisso. Arrepiava-me, sentia intenso desconforto físico e mental, chegando a quase chorar, pensando coisas como: "Ver uma menina dessas ao vivo deve ser coisa de outro mundo! Por que nunca apareceu uma dessas diante de mim?", entre outras bizarrias. Tive delírios pensando naquelas figuras, quando passava em frente a salões de festas, meu coração acelerava de desgosto; se visse uma loja de vestido de festas, a obsessão fazia eu imaginar: "Alguém vai ver uma jovem vestida assim, alguém vai estar lá ao lado dela e eu não..." Tinha pesadelos, saía de qualquer ambiente em que tocassem no assunto (não sem me sentir mal pelo resto do dia, com o coração disparado). Cheguei ao ponto de fazer orações para uma espécie de santa fictícia, representada por uma garota naqueles modos, com um vestido rosa. Ficava, vejam só, levantando nomes de garotas conhecidas prestes a fazer 15 anos, entre primas, colegas, possíveis namoradas, parentes distantes, filhas de amigas da minha mãe, numa espécie de lista de "debutáveis" na expectativa de que algo ocorresse em certo tempo. Pedia a Deus que colocasse um "anjo" daqueles diante de meus olhos de um jeito ou outro, arrasado. Para ver se minha vida ia para frente. Olhava para o céu, quase chorando, desejando morrer e ir para o inferno se quebrasse a promessa, jurando que, se um dia tivesse uma filha, passaria até fome se preciso fosse, faria os sacrifícios mais insanos do mundo caso ela tivesse o desejo: "Nem que seja minha filha, mas um dia quebro essa maldição, um dia vejo uma debutante ao vivo". Quer dizer estava louco.

Tornaram-se símbolo do meu passado sujo, ainda que algo tão bonito.

Não riam, tudo isso foi real. Só eu sei.

Certa vez, fui a um evento da faculdade, à noite, e voltei de carona com uma colega que morava perto de casa. O pai dela dirigindo, a filha na frente e, atrás, fui eu com... adivinhem. A irmã dela, mais nova, indo para uma festa de 15 anos, toda trajada por ser uma das que dançariam valsa. Passariam na casa delas rapidamente para ela pegar alguma coisa, passariam na minha casa para me deixar e de lá a caçula, a quem eu mais ou menos conheço, iria para o baile. Quis o destino que não percebesse de cara ao me colocar no banco traseiro do carro, para mim ela estava só com uma roupa branca simples. Talvez fosse o escuro do veículo. Foi aos poucos, conforme as coisas que ela falava, uma garota bonita por sinal, que percebi o que estava por acontecer. Tremendo, não quis olhar, para não passar mal, um misto de satisfação e desespero. O escuro do carro não permitia muito, mas, com algum esforço, percebi como ela estava vestida, a pesada maquiagem e o penteado. Ficamos lado a lado, realizei um desejo sem querer realizá-lo. Vejam o que é o vício. Fiquei disfarçando o tempo todo para não ver, havia momentos em que, ao passarmos em ruas mais iluminadas no longo trajeto, percebia-se diante de que eu estava. Não me sentia confortável para ver aquilo, meu passado me torturava, um horrendo punhado de sentimentos que não desejo para ninguém. A realidade de que algum "popularzinho sortudo" dançaria com ela me dilacerava. Podia levar com naturalidade, só que não conseguia. Então, recusei-me a ver, sentia o perfume, o elegante vestido esbarrava em mim o tempo todo, nós dois praticamente dançando em meio ao movimento do carro, as mãos enluvadas dela, a fala empolgada, eu tentando disfarçar que estava disfarçando, tentava crer que era "só uma roupinha branca", só que o rosto transformado pela maquiagem e o vestido encostando em minhas pernas foram um desafio medonho. Qualquer questão sexual, eu ficar excitado, ter vontade de possui-la, era o de menos. E olhem que era uma garota até bonita. Minutos de angústia. Ela desceu em sua casa para pegar algo, antes de eu descer, não tive coragem de olhar. Voltou, logo fui para casa. não sei se chegou a me dar um rápido abraço. É até bom para eu não me lembrar direito da situação.

Passei a ter a certeza, no meio de tanto sofrimento, que só me curaria do trauma se, da mesma forma que apareceram para tantos, aparecesse uma daquelas ao vivo diante de meus olhos. Um dia fosse convidado a alguma festa do tipo, passasse em frente a alguma e visse alguma coisa, algo do tipo. Não desejo para ninguém o que sofri, e só aqui sabem desse meu trauma tão bizarro quanto devastador. Foi um negócio feio mesmo, ironias à parte. Mais do que frustração por nunca ter ido às tais festas, ter prestigiado as garotas no auge de sua juventude e elegância, sem muito compromisso, a convergência de fatores me fez ficar, ainda que sem maiores pretensões sexuais, obcecado por debutantes. Felizmente, a tempestade tem passado, embora não sem esforço.

Ontem, enquanto dava conta de meus trabalhos, conforme relatei lá no início, dava para ter certeza de que aquilo a que assistiam era o vídeo do cerimonial da minha parente distante, num volume ensurdecedor. No entanto, minha força de vontade foi maior do que tudo, e Deus reconheçeu minha gana de superar qualquer desafio e fez com que eu passasse por cima de tudo. Depois de anos tão dolorosos, de pensamentos tão lastimáveis a complementar meu vício, sinto-me cada vez mais livre do trauma. De modo que, se um dia for convidado para uma festa de 15 anos, saberei lidar com a situação sem maiores desconfortos, sem aquela bizarria de "tirar uma tonelada das costas",sem os pensamentos ficarem vindo. E eu que, acima de tudo, agradeço a Deus pelo fato de tal trauma não ter tido conteúdo sexual. Obrigado, Deus.

Tanto é verdade que me sinto encaminhado para me libertar de vez disso que, depois que iniciei o Reboot, o trauma vem se arrefecendo, claro que não sem meus cuidados, como no que toca ao tenso episódio de ontem. Sobre a tal festa, dei de cara com as fotos nas redes sociais na última semana, sabendo já lidar com aquilo com relativa naturalidade. Acredito no progresso.

E, se querem saber, há dois anos, pouco após iniciar o Reboot, estive relativamente próximo de um tal "anjo urbano " daqueles. Numa situação inesperada que me deixou tremendo o dia todo num misto de lembrança do passado, alívio indesejado, esperança num futuro decente e noção de cuidado com a mente, fui surpreendido por uma "pré-debutante". Ela posava para fotos toda cheia de estilo com balões com o número 15, ao estilo de um álbum temático, num local turístico da cidade pelo qual eu passava num domingo à tarde. Não nego que meu coração acelerou na hora, era uma garota inclusive relativamente bonita e com um vestido de debutante de cor dourada daquele modelo "moderninho", curto, sabem? Em outros tempos, nem quero imaginar qual teria sido minha reação.

Hoje, busco encarar tudo com naturalidade. Sinto-me pronto para absolutamente qualquer desafio que aparecer. De qualquer natureza, do lazer ao profissional. Brincadeiras à parte (se bem que não é tão brincadeira assim), a festa da minha filha é outra história, tendo eu, hoje consciente, restaurado a verdadeira noção a respeito do contexto, o charme que antes já via. Entretanto, se ela tiver esse desejo, farei (conscientemente) qualquer coisa para realizá-lo, isso não se pode negar.

Enfim, chega. O negócio é esquecer o passado e reconhecer que ando lutando para superar desafios e isso não tem preço. O que vier será resultado de meu trabalho e pronto. Segue o Reboot.

Nobre Justiceiro, que relato.

Quero que saiba que entendo e respeito esse desafio que você suportou, enfrentou e superou. Menos mal que seu cérebro, então acometido pelo vício, não fez qualquer associação erótica das chamadas ''debutantes''.

E sobre entender essa superação, falo porque também tive um trauma que me atingiu brutalmente. Ter DE com ex namorada e chorar (mesmo após um esforço absurdo para conter às lágrimas) na frente dela realmente foi muito duro pra mim como homem. Tanto que, durante um certo tempo, me sentia profundamente angustiado, chegando a ter um certo medo de mulheres.

Mas, eu também encarei meu trauma e o transpus, graças a Deus. Não tenho medo de falhar se vier a me relacionar com uma mulher (sem pagar, é claro).

Outra coisa, 1.100 dias? A marca fala por si só.

Meus parabéns e um forte abraço.

Ilustre Mike, meu muito obrigado pelas palavras e pela compreensão. Estava até temeroso de postar.

Tenho certeza de que foi um dos relatos mais dramáticos que já escrevi neste Fórum, sobre um de meus piores dramas. Agora que veio um ensejo, acabei me vendo na necessidade de detalhar o caso, sobre o qual já havia falado um pouco e que tinha até medo de contar a respeito por medo de interpretações equivocadas. Só aqui sabem disso.

Foi por milagre, Deus mesmo, que esse horror todo não se desbordou para o aspecto sexual, depois de tudo o que me fez sofrer. Novamente obrigado pela compreensão.

A respeito de seu caso, posso imaginar o que deve ter sofrido. Para um homem, trata-se de um cenário que fere destruidoramente a autoestima, nem é bom ficar imaginando muito.

E obrigado por saudar estes 1.100 dias. Que sejam muitos para todos nós.

Meu forte abraço.

CadeiraMecanica escreveu:1.100 dias! Sensacional!

Obrigado, CadeiraMecanica. Força a você em sua luta.

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10/11/2021, 20:20
Caros, sigo em férias e buscando cada vez mais colocar minha vida nos eixos. Esforços não faltam.

Tenho saído por aqui para prestigiar o pequeno povoado, terra de meu pai, onde sempre sou bem recebido. Deve haver, nos próximos dias, novas oportunidades de contato social. E a isso dou destaque.

Algo para se tomar cuidado, mas com o que, adulto que sou, estou sabendo lidar: aqui há muitas mulheres bonitas. Mais do que isso: há muitas mulheres, digamos, "do meu tipo". Quando estou em algum ambiente social, é certeza que uma, que seja uma, vai aparecer. A depender do local, da estada de algumas horas, posso ver umas três. Eu já sabia disso e andei me preparando psicologicamente mesmo. Já tive contato com uma, a ponto de conversarmos animadamente. Numa dessas, se eu for homem de verdade, posso aproveitar as circunstâncias da melhor maneira. Não sei sobre parceiros dessas que vi, se estão comprometidas e tal, no entanto, surge diante de mim um cenário, se bem gerido, interessante.

Diante disso tudo, devo admitir que, sob todos os meus esforços, sou um sujeito de sorte. Explico.

Conforme fui amadurecendo e deixando o vício, percebi que não fazem sentido frustrações que tive com determinadas garotas, afinal não eram exatamente o caráter ou a beleza que eu achava que tivessem. Em termos físicos (porque o que conta mesmo é por dentro), por mais belas que fossem (e algumas de fato o eram), hoje enxergo que não eram exatamente o estilo físico de que gosto, quer dizer, hoje eu não "pegaria". Só largar o vício me fez ter essa visão não deturpada da realidade.

Ainda sobre ser sortudo e no embalo: graças ao condicionamento mental que me exigi largando a pornografia e a masturbação, descobri-me apreciador da beleza feminina de refinada maneira. Sou exigente com "meu tipo" a ponto de não me sentir muito atraído por mulheres que ligeiramente destoem dele. Claro que devo tomar todos os cuidados, mas é como, e graças ao Reboot, se me acostumasse a "filtrar" tipos físicos um pouco menos parecidos com aquilo de que gosto, não ficando com a mente perdida a desejá-los. E isso se relaciona com aquilo de que falarei a seguir. Modéstia à parte, condicionamento mental de nível deveras elevado, obviamente com todas as precauções.

Mais um motivo de sorte e no embalo: exceto em casos como o lugar onde estou, o que já expliquei a respeito, e já devo ter tocado nesse assunto mas falo novamente para ambientar o contexto, garotas que fazem bem meu "tipo predileto" parecem relativamente raras na maioria dos locais e até na mídia, ou seja sou sortudo (não sem esforço, que nunca nos esqueçamos disso) ao evitar cair na tentação ao ver uma em cada esquina ou trombar com imagem de uma nos meios de comunicação. Elas existem, vejo-as com certa frequência, contudo, felizmente (para mim) não são muito comuns. Até GPs e atrizes pornô com a configuração, perfeitamente nos meus critérios de beleza, parecem um tanto raras. Digo isso porque fui viciado em sites de acompanhantes e, no auge, passava horas pesquisando sites do Brasil inteiro e posso contar nos dedos as pouquíssimas que achei. E devo ter saído, à época, com todas as acompanhantes do "tipo" que apareceram na cidade, situação que me fez (a sorte novamente ao meu lado, graças a meu esforço), não obstante não deva mais procurar acompanhantes, quebrar muito daquela fantasia relacionada ao sexo. E digo mais sobre tais garotas: não parecem, até com relação a tudo de que andei falando, ser as "favoritas" na maioria dos lugares e contextos, sendo, por vezes, até mesmo rechaçadas. É quando costumo brincar: pelo menos sobra para mim!

Mas que são lindas, pelo menos para mim, são. E, sendo garotas de caráter (o que mais importa), nada impede de eu tentar algo, com maturidade e respeito em seus mais altos níveis (sem trocadilhos). Vamos ver o que será. A presente viagem, antes de tudo, tem sido para mim verdadeira terapia de desintoxicação mental e planejamento de uma vida nova, após um período tão intenso e tenso de trabalho e resolução de questões pessoais. Sei que devo trabalhar o tempo todo por uma melhoria contínua em todos os aspectos, todavia acredito que aqui será uma grande chance para arrematar questões-chave a respeito de meu desenvolvimento pessoal/profissional.

Abraço a todos e a luta segue.

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12/11/2021, 17:31
Dia movimentado. Dramático, porém um tanto satisfatório.

Como devem saber, estou de férias em casa de parentes, fora do Estado. Meus pais também vieram para resolver problemas deles, e estou, adulto que sou, tentando ser o mais independente possível. Saio bastante com meu pai porque muitas de nossas pendências são conjuntas, felizmente somos muito unidos.

A viagem tem sido excelente para eu arrematar meu processo de condicionamento mental rumo à consolidação de uma vida de pós-viciado. Ver-me pleno para buscar horizontes novos, coisas que já venho fazendo, e de tal modo que tive um princípio de estafa, razão pela qual algum descanso e ares diferentes simplesmente me estão sendo muito necessários. Gosto muito do local aqui, já andei falando sobre.

Acontece que, infelizmente, vivi uma noite horrível. Mesmo com todos os esforços que, de um jeito ou outro, venho empreendendo, aconteceu o que eu mais temia. Polução noturna em casa alheia. O que me valeu foi que tinha umas questões a cumprir com meu pai mediante trechos longos de carro e caminhada. Como já eram umas quatro da manhã, não sem estar destruído por dentro e um tanto cansado de corpo, já fiquei acordado, sabendo que meu pai também já o estava. Sujo, disfarçando, constrangido, fui fazer o que deveria. Graças a Deus (até agora) ninguém percebeu, o quarto não ficou cheirando, lavei minhas roupas íntimas, tomei banho e fui tocar a vida. Fácil nunca é, estejamos prontos.

Então, ainda não consegui me curar por completo das poluções noturnas, um dos últimos resquícios do vício. Só que já expliquei por que acho que não estou totalmente liberto disso, não quero repetir, apenas reiterando que, face a este meu problema crítico, simplesmente estou, com todo o respeito, necessitando de uma parceira. E estou planejando-o da melhor forma. Isso não pode ficar assim, nem eu nem minha família aguentamos mais. Passar por um constrangimento desses na casa dos outros é o fim do mundo.

É aquele negócio: claro que devo me focar no profissional, mas estou em férias, com relativa estabilidade no trabalho e sinto que é hora. Já tenho por certo que não há outra saída. Se já disse, repito. Estou precisando de alguém. Meu corpo e minha alma pedem. E não quero mais detalhar a questão.

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14/11/2021, 08:02
Outra polução noturna.

E fora de casa.

Estou acordado desde então, cerca de 4 da manhã. O corpo e a cabeça exaustos, mas o pior é a apreensão. Já devem ter noção, cheguei ao ponto crítico.

Não dá mais. Sinceramente, não dá mais. Tanto falei, tanto sofri, agora chega. Cheguei ao ponto crítico.

Vou ter que arranjar alguém de qualquer jeito. Não queria, mas estou cogitando, se a situação sair do controle (e eu acho que já saiu), até mesmo procurar uma GP.  Não quero, porém percebo que não deverá haver outro jeito. Meu cérebro está implorando por satisfazer uma necessidade fisiológica, que inclusive percebo ser, até isso, o pagamento do preço de não ter vivido nada quando mais jovem. Até nisso o vício cobra seu preço.

Devem entender. O negócio é complexo, já andei falando sobre.

Não dá mais mesmo! Eu bem pelo que estou passando, nem quero me alongar muito. Vou resolver alguns problemas por aqui e buscar organizar minha vida de uma vez por todas. Mais uma crise dessas e, admito, será desgraça por aqui entre mim e meus familiares.

Torçam por mim que minha parte estou fazendo. Destruído, quase sem forças mais, mas estou fazendo.

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14/11/2021, 09:19
Justiceiro do Sertão escreveu:Outra polução noturna.

E fora de casa.

Estou acordado desde então, cerca de 4 da manhã. O corpo e a cabeça exaustos, mas o pior é a apreensão. Já devem ter noção, cheguei ao ponto crítico.

Não dá mais. Sinceramente, não dá mais. Tanto falei, tanto sofri, agora chega. Cheguei ao ponto crítico.

Vou ter que arranjar alguém de qualquer jeito. Não queria, mas estou cogitando, se a situação sair do controle (e eu acho que já saiu), até mesmo procurar uma GP.  Não quero, porém percebo que não deverá haver outro jeito. Meu cérebro está implorando por satisfazer uma necessidade fisiológica, que inclusive percebo ser, até isso, o pagamento do preço de não ter vivido nada quando mais jovem. Até nisso o vício cobra seu preço.

Devem entender. O negócio é complexo, já andei falando sobre.

Não dá mais mesmo! Eu bem pelo que estou passando, nem quero me alongar muito. Vou resolver alguns problemas por aqui e buscar organizar minha vida de uma vez por todas. Mais uma crise dessas e, admito, será desgraça por aqui entre mim e meus familiares.

Torçam por mim que minha parte estou fazendo. Destruído, quase sem forças mais, mas estou fazendo.

É realmente o corpo pedindo contato íntimo.

Bom, agora que está de férias, você tem um trunfo: pode sair e conhecer mulheres interessantes em bares, lojas, shoppings, etc...

A hora é agora. Às mulheres precisam ter a oportunidade de conhecer um cara inteligente e refinado como você.

Fico na torcida.

Forte abraço.

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14/11/2021, 21:08
Mike escreveu:
Justiceiro do Sertão escreveu:Outra polução noturna.

E fora de casa.

Estou acordado desde então, cerca de 4 da manhã. O corpo e a cabeça exaustos, mas o pior é a apreensão. Já devem ter noção, cheguei ao ponto crítico.

Não dá mais. Sinceramente, não dá mais. Tanto falei, tanto sofri, agora chega. Cheguei ao ponto crítico.

Vou ter que arranjar alguém de qualquer jeito. Não queria, mas estou cogitando, se a situação sair do controle (e eu acho que já saiu), até mesmo procurar uma GP.  Não quero, porém percebo que não deverá haver outro jeito. Meu cérebro está implorando por satisfazer uma necessidade fisiológica, que inclusive percebo ser, até isso, o pagamento do preço de não ter vivido nada quando mais jovem. Até nisso o vício cobra seu preço.

Devem entender. O negócio é complexo, já andei falando sobre.

Não dá mais mesmo! Eu bem pelo que estou passando, nem quero me alongar muito. Vou resolver alguns problemas por aqui e buscar organizar minha vida de uma vez por todas. Mais uma crise dessas e, admito, será desgraça por aqui entre mim e meus familiares.

Torçam por mim que minha parte estou fazendo. Destruído, quase sem forças mais, mas estou fazendo.

É realmente o corpo pedindo contato íntimo.

Bom, agora que está de férias, você tem um trunfo: pode sair e conhecer mulheres interessantes em bares, lojas, shoppings, etc...

A hora é agora. Às mulheres precisam ter a oportunidade de conhecer um cara inteligente e refinado como você.

Fico na torcida.

Forte abraço.

Antes de tudo, caro Mike, novamente obrigado pelo suporte.

A respeito de o corpo pedir contato íntimo, de fato parece ser isso mesmo e tomara que o seja. Tomara. Eu simplesmente já não tenho escolhas. É daqui para uma guerra em família caso eu não tome providências urgentes.

Com GPs não quero mais sair, resistirei a elas até o último segundo. Felizmente, todavia, faz sentido o que você diz sobre a hora ser agora. Aqui onde estou só não há shoppings, lojas por ser zona rural e um local muito afastado de tudo. Só que é região turística, estilo ecoturismo, o que traz alguma badalação para cá. Há uns bares, restaurantes bem simples e pontos "bem natureza" para serem visitados, como cachoeiras e trilhas na mata, coisas das quais gosto, aliás. A pandemia parece relativamente controlada por aqui, ninguém está usando máscara, mesmo assim tomo certos cuidados em algumas ocasiões. Na última semana mesmo conversei com umas pessoas que aparentemente eram turistas, e há dias em que, fazendo caminhadas, chego a não ver ninguém.

Aqui é bem pacato, porém muito agradável. Mistura de recanto isolado com cartão postal. Pretendo voltar muitas vezes ainda, tendo orgulho de meu sangue ser daqui.

E sobre mulheres, é aquilo que disse antes: há muitas garotas bonitas e, por ironia do destino, minha "preferência" é comum por aqui entre as nativas. Já conversei com algumas e estou na (saudável) expectativa pelos próximos dias. Por aqui ocorrem umas festas muito simples, coisa quase familiar, diga-se de passagem bem ao meu estilo e algo fundamental em tempos de pandemia. No último sábado, encontrei-me com minha prima, que mora aqui perto, tendo sido meu primeiro abraço em uma garota desde dezembro de 2019. Embora ela esteja casada há cerca de 2 anos, foi, com todo o respeito, uma espécie de "terapia" para mim, se me entende. Tento me aproximar das conhecidas dela, contatos são algo essencial, e sempre sou muito bem recebido por aqui.

Enfim, vejamos o que será. Obrigado pela torcida e forte abraço.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

15/11/2021, 19:01
Justiceiro do Sertão, como vai camarada? Faz muito tempo desde que li e comentei em seu diário, e desde então ainda o tenho acompanhado apesar de não comentar, é um dos poucos diários que acompanho pois muitos aqui no fórum deslancharam, infelizmente. Fico muito contente em ver que tem se empanhado no desenvolvimento na sua vida pessoal e procurando resolver assuntos que ficaram pendentes por causa do vício, inclusive este que abordou recentemente sobre ir em busca de alguém para se relacionar. Isso mostra que nunca é tarde, que mesmo que as piores coisas tenham acontecido, você deve continuar firme e buscar o melhor para si mesmo e fazer aquilo que deseja. Continuarei a acompanhar o seu diário, no mais torço para que você consiga achar o alguém que deseja! Abraços!


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16/11/2021, 17:08
Rocketman escreveu:Justiceiro do Sertão, como vai camarada? Faz muito tempo desde que li e comentei em seu diário, e desde então ainda o tenho acompanhado apesar de não comentar, é um dos poucos diários que acompanho pois muitos aqui no fórum deslancharam, infelizmente. Fico muito contente em ver que tem se empanhado no desenvolvimento na sua vida pessoal e procurando resolver assuntos que ficaram pendentes por causa do vício, inclusive este que abordou recentemente sobre ir em busca de alguém para se relacionar. Isso mostra que nunca é tarde, que mesmo que as piores coisas tenham acontecido, você deve continuar firme e buscar o melhor para si mesmo e fazer aquilo que deseja. Continuarei a acompanhar o seu diário, no mais torço para que você consiga achar o alguém que deseja! Abraços!


Saudações,ilustre Rocketman. Muito bom ler suas palavras. Meu sincero desejo de que consiga superar o vício e ter vida digna de um homem de verdade.

Torço por você. Forte abraço!

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16/11/2021, 18:46
Caros parceiros de luta, sigo de férias, tendo dia felizmente proveitoso. Andei bastante com meu pai através das estradas da região, conversei rapidamente com um ou outro e até soube a respeito de uma antiga amizade colorida que tive. Está em outra cidade, pouco importa, afirmo que à época me aproximei dela por causa de uma colega dela por quem estava interessado e a estratégia não deu certo. Águas passadas, que ambas sigam suas vidas, a outra até casada já deve ser. Enfim, Vou combatendo antigos fantasmas da melhor maneira.

Não querendo ser repetitivo, mas meu corpo tem dado sinais além das poluções noturnas de que preciso de alguém. Embora não sofra de problemas relatados como testículos inchados ou algo semelhante, sinto neles um incômodo vez ou outra, como se realmente hormônios meus estivessem querendo ser acionados. Por vezes me dá uma irritação que, confesso, parece sair de lá mesmo. Venho com a libido deveras alta, tendo ereções matinais intensas e sensações que me atacavam aos 13 anos, antes de ejacular pela primeira vez e antes de me viciar. Chego a me sentir novamente virgem. Por um lado isso é bom, por representar um autêntico restauro de minha mente e meu corpo. Por outro, demanda cuidados, os quais todavia já sei conduzir.

Também tenho transpirado intensamente, confesso que cheirando até mal, o que atribuo a um possível acúmulo de energia de origem íntima, coisa possivelmente causadora de uma espécie de estresse de abstêmio. Venho, nestas férias, policiando cada ato meu para me converter num autêntico homem, fazendo de tudo para daqui sair completamente transformado.

Oportunidades de convívio devem surgir nos próximos dias, não duvido. No domingo último houve uma confraternização bem simples num bar aqui perto, situação na qual conversei com algumas pessoas naquele meu estilo discreto, mantendo distância, sobretudo devido à pandemia. Conversei inclusive com uma garota de relativa beleza aqui do lugar, a quem mais ou menos já conheço. Até meu pai elogia a beleza dela, e olhe que nem ele nem eu somos muito chegados em loiras. Ter rápido contato com ela fez-me muito bem, aliviando um pouco a tensão mental que vem se acumulando ao longo deste tempo. Andei conversando com outras jovens também, simpáticas e já fazendo mais minhas preferências físicas, eu que sempre gostei de certos tipos de morenas e negras (não descreverei mais por questões de segurança aos gloriosos Rebooters). Estou, inclusive, na expectativa de revê-las.

Que bons dias continuem em definitivo. Por hoje é só.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

16/11/2021, 22:54
Boa noite, meu amigo!
Você pode tirar uma dúvida minha?
Você disse que saia com acompanhantes.
Nesses encontros seus com GPS, teve um bom desempenho? Teve ereções boas etc?
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17/11/2021, 19:34
Vencedor disciplinado escreveu:Boa noite, meu amigo!
Você pode tirar uma dúvida minha?
Você disse que saia com acompanhantes.
Nesses encontros seus com GPS, teve um bom desempenho? Teve ereções boas etc?

Bom, caro Vencedor Disciplinado, minha performance com GPs normalmente foi razoável. Nem sempre fui 100%, bem sabe o que o vício faz conosco.

Geralmente tinha ejaculação precoce, por vezes fazendo grande esforço para evitar que acontecesse. A partir de certo tempo, tal foi se tornando cada vez mais comum. Não me lembro de ter tido disfunção erétil, apenas por vezes ter sido obrigado a, digamos, respirar um pouco para "fazer uma boa apresentação", como certa vez em que paguei R$ 400 por 1 hora com uma acompanhante de luxo de razoável beleza que, toda disposta, "armou cenário" para que "fizéssemos" 4 vezes. Em outra ocasião, quando saí com uma GP bem mulher da minha preferência (para ser preciso, "realizando o sonho de garoto" de transar com uma morena daquele estilo), vinha cansado de me masturbar e não foi fácil dar conta de 3 vezes em uma hora, confesso que me esforcei a ponto de sair de lá com cãibras no corpo todo, nem conseguindo mexer os braços direito.

Enfim, não acho que decepcionei nem a mim nem a qualquer delas. Acontece que não pretendo mais procurar GPs por motivos que já expliquei.

Espero ter sanado sua dúvida. Forte abraço!

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Relato necessariamente longo, boas notícias

18/11/2021, 07:31
Cumprimentos a todos. Nas presentes férias, as coisas aos poucos vão se encaminhando.

Falarei agora sobre o que me andou acontecendo, de modo que me sinto bastante satisfeito em muitos aspectos. Não diria que é algo extraordinário, porém muito significativo à luz das coisas que andaram ocorrendo.

Após algumas noites sonhando com sexo, com que assistia até a um filme gay (com todo o respeito, não sou quem assistiria), felizmente sem poluções, com satisfação que anuncio que um dos maiores pesadelos que o vício me causou está teoricamente enterrado, por, segundo venho concluindo, simplesmente não ter acontecido da maneira como eu considerava.

Sim, o dia de ontem me proporcionou experiência inexplicável com relação ao assunto, realmente difícil de acreditar. Obviamente que devo ter todos os necessários cuidados, entretanto mais uma vez meus esforços fizeram de mim um sujeito de sorte. Até agora estou juntando as peças, embora já possa chegar a conclusões bastante razoáveis.

Bom, vamos ao caso. Aqueles que acompanham este meu Diário devem se lembrar de uma história aterradora que vivi há alguns anos aqui no local onde estou de férias.

Naquela ocasião, em uma festa à qual fui, conheci uma garota de grande beleza (para ser preciso, a mais bela da festa, da qual não tirei os olhos desde o início), por intermédio de uma colega em comum e, após conversarmos, eu, que já havia tomado algumas aulas de forró muito precariamente, aceitei o empolgado convite dela para dançar comigo. A menina mais bonita do baile, para a qual todos olhavam e que quis dançar comigo. Enfim, atrapalhei-me todo na dança pela falta de experiência e fui energicamente destratado por ela em meio a todos. Tentei conversar depois, mas ela seguiu áspera comigo, além de, junto com uma colega, começarem a se insinuar para um outro cara que estava no nosso grupo, insinuação daquelas mesmo, até para me humilhar, de modo que cheguei a desconfiar que ele passara a noite com as duas.

Nos dias seguintes, dei de cara com ela algumas vezes e caí na besteira de tentar cumprimentá-la. Parecia não me conhecer, visivelmente chateada e com raiva do ocorrido. No desespero, desloquei-me no domingo à tarde à casa da colega em comum, com quem confesso que tive uma "amizade colorida", tendo sido por esta recebido. Lá estavam ela, a mãe dela, o sujeito do grupo ao qual já me referi (primo dela) e eu estava na expectativa de que a outra aparecesse, por mais que, sei lá, já estivesse na cara que estava ficando com o outro. A outra não apareceu e, após interessante conversa com o primo da amizade colorida, um sujeito bom de diálogo, aí foi que entrei em desespero mesmo. Já convicto de que a outra não chegaria, apelei para a cartada final. Se nossa amizade era colorida, que surgisse algo mais para que minhas férias não passassem em branco, por mais que esta não fosse intelectualmente tão refinada quanto a outra nem sua beleza se comparasse. Serviu pelo menos para alguma experiência nós ficarmos conversando e até fazendo umas brincadeiras enquanto assistíamos à TV. As outras pessoas até se retiraram na expectativa de que, como dizem, "o clima fosse esquentar". Estava tão arrasado por dentro que seria capaz de ficar ou mesmo transar com ela pensando na outra. Essa cidadã parecia ter algum interesse em minha pessoa, já estava aprendendo a me valorizar e sopesar a situação nesse sentido, no entanto, fui percebendo a gravidade do caso como um todo e buscando ficar só na amizade mesmo. Detalhe: nem preservativo eu trazia comigo, depois entenderão o porquê.

História pesada, não?

Pois bem, meus caros. Para minha redenção, o dia de ontem me fez concluir que as coisas provavelmente não foram bem assim.

Devido a uma série de fatores. Estes serão explicados depois do que segue.

Já estamos no presente. Andava eu por uma rua do lugar (quanta mulher bonita por aqui, façam-me o favor) quando vejo, de uma pequena e deserta loja, uma jovem vendedora a acenar para mim sorridente, gesticulando como se quisesse que eu fosse até lá. À presente altura já havia visto por ali algumas feições, digamos, familiares. Enfim, percebi que era comigo e, ainda bem que já mais amadurecido pelo Reboot iniciado logo após os episódios da época, dirigi-me ao pequeno estabelecimento. A garota sorriu, dizendo algo como:

- Você por aqui? Eu me lembro de você!

A essa altura, certas lembranças já começaram a me acudir, ainda que não tão intensamente. Cheguei a pensar no tal caso, irrelevando a questão. não faria sentido. Respondi:

- Acho que sei quem você é. Qual o seu nome mesmo?

Adivinhem.

Tive um misto de receio e enorme alívio, o qual foi se prolongando ao longo do tempo. Tratava-se simplesmente da bonitona da festa de anos antes. Mais magra, solícita, querendo conversar dentro dos limites de um refinamento esperado e me fazendo perceber que estou, sim, em condições de travar contato e relacionamento com qualquer mulher. Mostrou-me o telefone celular, afinal de contas aquela antiga amizade colorida, que agora está em outra cidade, queria falar comigo, pois, segundo ela, sempre se lembra de mim. Conversamos um pouco, embora quem realmente seja bela e simpática seja a outra, com quem tive uma longa conversa, na qual ela dissera coisas como: "Pois é, é bom ver você aqui, ainda me lembro daquela festinha..." Só que com uma leveza sem tamanho! É a partir do que posso tirar algumas conclusões.

Na ocasião de há anos, primeiro: éramos mais jovens, e hoje, mais maduros, devemos assim interpretar certas coisas que teriam sido ali vividas, como brincadeiras infantiloides, como indignas de relevância. Segundo: hoje percebo que todos nós estávamos relativamente bêbados na ocasião, as meninas até mais, de modo que, inexperiente com festas que era, não fui capaz de perceber como fica o comportamento da mulher nessas horas. Terceiro, e a mais importante de todas: vinha numa recaída violenta com relação ao vício, tentando parar atrapalhadamente por penosa consciência do problema, e tudo o que eu fazia era com uma mente desajeitada que, quando não me levava a vexames, fazia-me perceber, como no presente caso, as coisas de um modo distorcido. Nem detalharei tais questões porque me dói lembrar, devem entender. Enfim, naquela frustração pós-PMO, no inferno relacionado, tudo era percebido de forma errada. O próprio episódio, bastante comentado neste meu Diário, conhecido como "a fantasma", havia se dado dias antes em meio a todo esse cenário.

Voltando ao presente, conversamos mais um pouco, acompanhei-a, quando fechava o negócio para ir almoçar, até perto de sua casa e me despedi com um convite para um evento que haveria ali perto horas depois. Ela já havia dito que tinha uma série de compromissos à tarde mas fiz questão, com toda a classe, de saudá-la de um modo ou outro, se me entendem, sem maiores intenções. Tenho hoje a consciência de que não fiz feio. Ela não apareceu mais, respeito sua individualidade e vejamos o que será de agora em diante.

Enfim, meus caros. O destino simplesmente provou para mim que um dos meus maiores traumas, que me fez sofrer mesmo (houve até um mal que veio para bem: comecei a fazer aulas de forró devido ao "trauma"), simplesmente não fazia sentido! As coisas não foram à época como eu pensava, pelo menos parecem não ter sido minimamente parecidas. Eu já tinha até praticamente esquecido aquela garota, buscado outros ares, e eis que me acontece uma agradável surpresa dessas. Não digo que vou investir nela, muito menos ficar na expectativa feito um adolescente, até porque minha percepção de mundo pós-vício abriu meus olhos sobremaneira, com impacto inclusive na percepção da aparência dela, agora livre de maiores distorções. Contudo, não está descartada a possibilidade de eu tentar algo mais com ela. A amizade parece consolidada, vejamos o que será caso voltemos a nos encontrar. O negócio, sei como adulto que hoje sou, é não forçar a situação.

Para arrematar: estou pensando em visitar as redes sociais dela, naquela questão de certo modo condizente com o que comentei com o ilustre colega RosseauStrong, a respeito de sabermos a fundo sobre uma garota. Acontece que essa é uma tarefa um tanto perigosa por motivos óbvios, especialmente para nós. Se bem que muitas mulheres emulam ali uma vida falsa, de sorte que seriam mais "maleáveis" no mundo real, enfim, inúmeras são as possibilidades a respeito. Devo pensar com calma no caso, mesmo porque a referida é, ou pelo menos era, uma menina muito bonita e fotogênica, sendo que, na única vez em que entrei em páginas dela, logo após o "incidente", melhor nem comentar acerca. Mas vejamos o que será.

Por enquanto é só.

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24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido  - Página 30 Empty Re: 24 - De volta à guerra: ferido, humilhado, até injustiçado... mas nunca vencido

20/11/2021, 06:34
Mais uma crise noturna. Chega.

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