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parmera
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Abstinência não é recuperação.  Empty Abstinência não é recuperação.

21/1/2021, 19:25
E aí, pessoal. Bom dia, boa tarde ou boa noite a todos e todas.Apesar de já acompanhar o fórum como visitante, sou um novo usuário por aqui. Abri um diário porque pretendo compartilhar algumas experiências e visões a respeito do reboot, mas principalmente porque quero trocar ideia com vocês que já constroem ou vão construir esse ambiente - a humildade é importante pra manter esse lugar aqui saudável; no fundo, estamos todos num processo de aprendizagem. Enfim, não quero me estender muito, então vou logo me apresentar.

Escolhi "Parmera" pra ser meu apelido. Tenho 23 anos e tô tentando largar o vício em PMO desde outubro de 2019, mas só conheci o método reboot no início de 2020 quando percebi que tava me enfiando num buraco bem difícil de sair. De lá pra cá, foram inúmeras tentativas e inúmeros resets. Antes, as quedas me deixavam bem decepcionado, mas tô aprendendo a lidar com elas de uma maneira que não me pressione ainda mais - posso e pretendo falar sobre isso num outro momento.
O que me motivou e me deu o click pra isso foi a minha vida no geral: desempregado, a vida acadêmica bem desorganizada, ansiedade cada vez mais severa, isolamento cada vez maior das pessoas no geral e, principalmente, das mulheres, sobretudo as da mesma faixa de idade que eu (quando digo isolamento, me refiro mais a uma falta de intimidade do que a um afastamento a ponto de não conversar ou coisa do tipo, até porque converso com muitas mulheres, mas não há um envolvimento maior, uma relação mais profunda de amizade ou namoro). Nunca fui um tarado, mas percebi alguns sinais de que as coisas estavam mudando e depois de algumas reflexões notei que isso se devia a dois fatores: a dinâmica das redes sociais (sim, isso mesmo, elas têm uma influência pesada nesse "descontrole sexual", mas também ainda tô tentando melhorar esse entendimento) e a P. Por isso, há um tempo tenho tentado me relacionar de um modo menos doentio com a primeira e abandonar definitivamente a segunda.

A PMO afetou minha vida de várias formas: proscrastinação, negligência, desorganização, afastamento das pessoas que amo, ansiedade social etc. Desconfio também que estou com DE. Apesar de não ter relações sexuais há um bom tempo (principalmente depois do início da pandemia em que pude cumprir o isolamento social de casa desde o início e onde ainda tô até agora, o que quer dizer que tô há 10 meses sem sair de casa, que era algo que eu costumava fazer bastante), mesmo nas sessões de PMO sinto que minha ereção tá bem baixa. Não tenho ereções matinais, não tenho ereções espontâneas, não tenho poluição noturna - coisas que eu costumava ter bastante, principalmente quando usava e dormia de samba-canção. Notei que isso tudo sumiu quando o hábito de PMO se tornou mais frequente. Enfim, detalhes talvez inúteis de serem expostos, mas que podem servir pra que alguns se identifiquem - acredito que a identificação é bem importante nesse fórum, até pra um fortalecer mais ao outro.  

Disse que não queria me alongar, mas é praticamente inevitável. Falei, falei, falei e no fim não toquei no assunto que dá título ao meu diário. Vamos lá.
Nesse tempo, percebi que abstinência não é recuperação. A abstinência é reativa, enquanto a recuperação é ativa. O que eu quero dizer com isso? Vou me aprofundar melhor com o passar dos dias e com novas postagens, mas apresento um resumo.
A abstinência (atividade de se privar de algo voluntariamente ou não) é uma reação a algo que te faz mal em algum nível. Quando reajo, estou reagindo a algo. Ou seja, sou feito de refém ou vitimizado por esse algo. E quando se é refém de algo, "espiritualmente" se está preso a esse algo. No nosso caso, somos refém de PMO. Quando levamos o reboot como uma simples abstinência, simplesmente estamos pensando "eu não posso fazer aquilo". O problema é que, quanto mais pensamos em não fazer, mais pensamos no ato, e com isso mais vívido e presente ele se torna nas nossas vidas. Só de pensar em não pensar, já pensei. Parece confuso, mas aqui vai um exemplo: quanto mais eu disser que "não posso pensar num elefante rosa", mais eu vou pensar num elefante rosa. Percebem?
A recuperação, não. A recuperação age em outro sentido. Se a gente olhar no dicionário, "recuperar" é o mesmo que "reconquistar", "readquirir algo roubado ou furtado". No nosso caso, a PMO é o que roubou as nossas vidas. É disso que se trata. Quantas coisas não deixamos de fazer pra ficar em casa horas consumindo algo que só nos destruía cada vez mais? Quantas atitudes não deixamos de tomar porque as características que adquirimos nesse hábito nos acovardaram? Ou então, quantas atitudes tomados equivocadamente porque nosso caráter e poder de decisão esteve contaminado por valores, ideias e características que só nos fizeram mal? Recuperar-se é, no fundo, retomar as réadas das nossas vidas. Não dá pra apagar o que já passou, mas dá pra agir nas frestas que nós mesmos produzimos. Ao contrário da abstinência, que é uma simples reação, a recuperação é ação: em vez de ficar pensando em "não posso praticar PMO", vou pensar em preencher o meu dia com outras coisas. Então, toda vez que o desejo vier, em vez de tentar afastá-lo, simplesmente penso em outras coisas, faço outras coisas.

Pois é, tentei não me alongar mas me alonguei e ainda não sei se fui claro no que pretendia passar. Mas pra uma primeira postagem mais introdutória tá de bom tamanho. Deixei muita coisa em aberto e por opção mesmo. Pretendo me aprofundar em algumas delas num momento posterior.

Força a todos nós que estamos nessa luta. Vamo trocando essas ideias!


Última edição por parmera em 22/1/2021, 10:52, editado 3 vez(es)

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

21/1/2021, 20:35
Olá parmera,

Que bom que você chegou! Seja muito bem-vindo ao Fórum "Vício em Pornografia, Como Parar?". Aqui, ao mesmo tempo em que construímos um novo caminho por meio da reversão do vício, também construímos uma família. Por isso, desejamos que você se sinta bem entre nós, ao mesmo tempo que encontre oportunidades e condições para aprender e crescer.

Confira algumas orientações, caso já esteja adotando algumas delas, parabéns!

  • Conheça a legislação do Fórum: Regras de Participação, Orientações Básicas e Proibições.

  • Veja como gerenciar seu diário em Como criar um diário no Fórum.

  • Conheça o Guia Introdutório e aprenda o básico sobre o processo de reversão do vício ou adquira o Curso Online Programa Revert (Super Recomendado) para ter acesso a informações mais completas.

  • Confira o arsenal tecnológico para te auxiliar na proteção contra o vício: Configuração do Clean Browsing; Bloqueamento via Hosts; Inter App Control Pro (Pago); Blok Supreme (Pago); Download do Qustodio (A versão gratuita já é suficiente). Para maiores informações e/ou encontrar outras opções acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Conheça os navegadores (para smartphone) que já vem com proteção contra o vício e escolha um: Spin, Kids Safe Browser (Pago) e Mobicip. Instale o NetAngel para bloquear a pornografia em seu smartphone, bem como o AppLock que pode ser utilizado para bloquear o serviço de distribuição de aplicativos, as configurações do smarthpone, dentre outras coisas. Para maiores informações e/ou encontrar outras opções para Android, iOS ou Windows Phone acesse a Seção Ferramentas e Bloqueadores.

  • Dica: Cadastre um e-mail temporário descartável em seus softwares, pois, assim, você evita uma possível recuperação da senha. Utilize também um método de ocultação de senha, para evitar que você desative os bloqueadores em um momento de fissura. Acesse: Método para esconder a senha.

  • Instale um contador de dias: Tutorial Contador de Dias, para te situar em sua jornada.

    Avalie também a necessidade de abandono de outros vícios que podem de alguma forma te atrapalhar no processo, como masturbação, álcool, outras drogas lícitas e ilícitas, games, comidas e outros.

  • Priorize as atividades de religação, tais como: socialização, trabalho voluntário, trabalho manual prazeroso, leitura de livros, mindfulness, meditação, yoga, musculação, natação, ciclismo, pilates, hidroginástica, crossfit, boxe, lutas diversas, dança, caminhada, corrida, zumba, voleibol, futebol e muitas outras. Não foque muito em quantidade, mas na qualidade. 

  • Não desperdice o seu tempo em redes sociais, pois muitas delas atuam como verdadeiras "playboys digitais", tais como: facebook, instagram, twitter, pinterest e outras. Evite também a navegação a esmo.

  • Não abandone o fórum, atualize constantemente o seu diário. Certifique-se de ter relatado toda a sua história de envolvimento com a PMO, para que, assim, possamos ajudá-lo(a) da melhor forma. Iremos empenhar todos os nossos esforços para te assistir, e sempre que puder ajude outros aqui também.

Abraços Luan

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

21/1/2021, 20:50
Fala, Luan.

Agradeço pelas boas-vindas e pelas orientações. Nos próximos dias leio cada um dos tópicos atentamente pra me inteirar de todas as regras e normas do fórum.

Abraço.

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21/1/2021, 23:21
Cara, me identifiquei em muitas coisas que disse no seu relato. Espero de verdade sucesso pra você! vou estar aqui te acompanhando em sua jornada.

Abraços.

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Acompanhe meu diário: https://www.comoparar.com/t10093-diario-do-excogitatoris

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22/1/2021, 00:10
excogitatoris escreveu:Cara, me identifiquei em muitas coisas que disse no seu relato. Espero de verdade sucesso pra você! vou estar aqui te acompanhando em sua jornada.

Abraços.

Fala, excogitatoris. Essa identificação é importante. Perceber que tem pessoas que estão passando pelas mesmas coisas que a gente é fortalecedor, porque daí a vitória já se torna coletiva. Agradeço a companhia e digo que também vou te acompanhar na sua jornada.

Abraço.

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22/1/2021, 01:55
parmera escreveu:E aí, pessoal. Bom dia, boa tarde ou boa noite a todos e todas.Apesar de já acompanhar o fórum como visitante, sou um novo usuário por aqui. Abri um diário porque pretendo compartilhar algumas experiências e visões a respeito do reboot, mas principalmente porque quero trocar ideia com vocês que já constroem ou vão construir esse ambiente - a humildade é importante pra manter esse lugar aqui saudável; no fundo, estamos todos num processo de aprendizagem. Enfim, não quero me estender muito, então vou logo me apresentar.

Escolhi "Parmera" pra ser meu apelido. Tenho 23 anos e tô tentando largar o vício em PMO desde outubro de 2019, mas só conheci o método reboot no início de 2020 quando percebi que tava me enfiando num buraco bem difícil de sair. De lá pra cá, foram inúmeras tentativas e inúmeros resets. Antes, as quedas me deixavam bem decepcionado, mas tô aprendendo a lidar com elas de uma maneira que não me pressione ainda mais - posso e pretendo falar sobre isso num outro momento.
O que me motivou e me deu o click pra isso foi a minha vida no geral: desempregado, a vida acadêmica bem desorganizada, ansiedade cada vez mais severa, isolamento cada vez maior das pessoas no geral e, principalmente, das mulheres, sobretudo as da mesma faixa de idade que eu (quando digo isolamento, me refiro mais a uma falta de intimidade do que a um afastamento a ponto de não conversar ou coisa do tipo, até porque converso com muitas mulheres, mas não há um envolvimento maior, uma relação mais profunda de amizade ou namoro). Nunca fui um tarado, mas percebi alguns sinais de que as coisas estavam mudando e depois de algumas reflexões notei que isso se devia a dois fatores: a dinâmica das redes sociais (sim, isso mesmo, elas têm uma influência pesada nesse "descontrole sexual", mas também ainda tô tentando melhorar esse entendimento) e a P. Por isso, há um tempo tenho tentado me relacionar de um modo menos doentio com a primeira e abandonar definitivamente a segunda.

A PMO afetou minha vida de várias formas: proscrastinação, negligência, desorganização, afastamento das pessoas que amo, ansiedade social etc. Desconfio também que estou com DE. Apesar de não ter relações sexuais há um bom tempo (principalmente depois do início da pandemia em que pude cumprir o isolamento social de casa desde o início e onde ainda tô até agora, o que quer dizer que tô há 10 meses sem sair de casa, que era algo que eu costumava fazer bastante), mesmo nas sessões de PMO sinto que minha ereção tá bem baixa. Não tenho ereções matinais, não tenho ereções espontâneas, não tenho poluição noturna - coisas que eu costumava ter bastante, principalmente quando usava e dormia de samba-canção. Notei que isso tudo sumiu quando o hábito de PMO se tornou mais frequente. Enfim, detalhes talvez inúteis de serem expostos, mas que podem servir pra que alguns se identifiquem - acredito que a identificação é bem importante nesse fórum, até pra um fortalecer mais ao outro.  

Disse que não queria me alongar, mas é praticamente inevitável. Falei, falei, falei e no fim não toquei no assunto que dá título ao meu diário. Vamos lá.
Nesse tempo, percebi que abstinência não é recuperação. A abstinência é reativa, enquanto a recuperação é ativa. O que eu quero dizer com isso? Vou me aprofundar melhor com o passar dos dias e com novas postagens, mas apresento um resumo.
A abstinência (atividade de se privar de algo voluntariamente ou não) é uma reação a algo que te faz mal em algum nível. Quando reajo, estou reagindo a algo. Ou seja, sou feito de refém ou vitimizado por esse algo. E quando se é refém de algo, "espiritualmente" se está preso a esse algo. No nosso caso, somos refém de PMO. Quando levamos o reboot como uma simples abstinência, simplesmente estamos pensando "eu não posso fazer aquilo". O problema é que, quanto mais pensamos em não fazer, mais pensamos no ato, e com isso mais vívido e presente ele se torna nas nossas vidas. Só de pensar em não pensar, já pensei. Parece confuso, mas aqui vai um exemplo: quanto mais eu disser que "não posso pensar num elefante rosa", mais eu vou pensar num elefante rosa. Percebem?
A recuperação, não. A recuperação age em outro sentido. Se a gente olhar no dicionário, "recuperar" é o mesmo que "reconquistar", "readquirir algo roubado ou furtado". No nosso caso, a PMO é o que roubou as nossas vidas. É disso que se trata. Quantas coisas não deixamos de fazer pra ficar em casa horas consumindo algo que só nos destruía cada vez mais? Quantas atitudes não deixamos de tomar porque as características que adquirimos nesse hábito nos acovardaram? Ou então, quantas atitudes tomados equivocadamente porque nosso caráter e poder de decisão esteve contaminado por valores, ideias e características que só nos fizeram mal? Recuperar-se é, no fundo, retomar as réadas das nossas vidas. Não dá pra apagar o que já passou, mas dá pra agir nas frestas que nós mesmos produzimos. Ao contrário da abstinência, que é uma simples reação, a recuperação é ação: em vez de ficar pensando em "não posso praticar PMO", vou pensar em preencher o meu dia com outras coisas. Então, toda vez que o desejo vier, em vez de tentar afastá-lo, simplesmente penso em outras coisas, faço outras coisas.

Pois é, tentei não me alongar mas me alonguei e ainda não sei se fui claro no que pretendia passar. Mas pra uma primeira postagem mais introdutória tá de bom tamanho. Deixei muita coisa em aberto e por opção mesmo. Pretendo me aprofundar em algumas delas num momento posterior.

Força a todos nós que estamos nessa luta. Vamo trocando essas ideias!
Me identifiquei bastante com o seu relato, também tenho 23 anos a minha vida acadêmica está bagunçada e também estou desempregado. Pelo o que eu li parece que você realmente está comprometido em se livrar da pornografia de uma vez por todas. Você já leu sobre "o não pensar no elefante rosa" já está ciente de que o vício impactou negativamente nas nossas vidas ( realmente ele interfere muito mesmo). Um abraço e bom Reboot!!

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22/1/2021, 02:24
Percebi algumas coisas em relação ao seu relato, muitos que conquistam longos dias aqui voltam a cair, justamente por estarem nessa reativa, eles ainda continuam pensando que a P é necessária em sua vida. Quando apagardes isso, vai ter a verdadeira recuperação (parar de pensar quase 100% em PMO).
Quanto a identificação é verdadeiro, eu pretendo aqui ajudar as pessoas, eu sinto que não preciso disso na minha vida, então quero tornar isso mais fácil pra outras pessoas não sofrerem como eu. Pois acontece que a abstinência não é difícil como dizem, só é difícil por acreditarmos que é. Tenho algumas dicas no meu diário que explica melhor isso, não cumpri o reboot, mas a pornografia simplesmente não faz parte da minha vida.

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

22/1/2021, 13:04
Me identifiquei bastante com o seu relato, também tenho 23 anos a minha vida acadêmica está bagunçada e também estou desempregado. Pelo o que eu li parece que você realmente está comprometido em se livrar da pornografia de uma vez por todas. Você já leu sobre "o não pensar no elefante rosa" já está ciente de que o vício impactou negativamente nas nossas vidas ( realmente ele interfere muito mesmo). Um abraço e bom Reboot!!

Tô comprometido, sim. Numa busca constante de alinhar meus pensamentos e minhas ações a esse objetivo que é abandonar a pornografia definitivamente.
Li sobre o "não pensar no elefante rosa" em alguns fóruns em inglês que visito com uma frequência. De uns meses pra cá tô desenvolvendo algumas habilidades que aprendo com outros rebooters desses fóruns. A ideia de ter criado esse perfil é pra tentar espalhar por aqui o que tenho aprendido por lá. A comunidade fora do Brasil é bem maior e, por isso, produz mais material, então achei válido quebrar essa barreira do idioma e trazer essas informações pra cá também.

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22/1/2021, 13:09
excogitatoris escreveu:Percebi algumas coisas em relação ao seu relato, muitos que conquistam longos dias aqui voltam a cair, justamente por estarem nessa reativa, eles ainda continuam pensando que a P é necessária em sua vida. Quando apagardes isso, vai ter a verdadeira recuperação (parar de pensar quase 100% em PMO).
Quanto a identificação é verdadeiro, eu pretendo aqui ajudar as pessoas, eu sinto que não preciso disso na minha vida, então quero tornar isso mais fácil pra outras pessoas não sofrerem como eu. Pois acontece que a abstinência não é difícil como dizem, só é difícil por acreditarmos que é. Tenho algumas dicas no meu diário que explica melhor isso, não cumpri o reboot, mas a pornografia simplesmente não faz parte da minha vida.

É exatamente isso: além de mudarmos as nossas ações, é preciso que mudemos também a nossa visão de mundo, a nossa maneira de encarar a vida. Tenho lido seu diário e aprendendo algumas coisas que pra mim não eram tão claras até então e que você realmente me ajudou a entender.
Agora, quanto a "cumprir", penso que é melhor que a gente desencane de cumprir um número X de dias, porque isso acaba criando mais pressões inconscientemente. Pelo menos pra mim, a qualidade do reboot é mais importante do que a quantidade. Não adianta ficar 90 dias sem PMO e não colocar nada pra preencher o buraco deixado pelo vício. Por outro lado, é possível notar diferenças gigantescas no estado de espírito já a partir do 15º, 20º, 30º dia se soubermos como lidar com esse vazio de uma maneira mais saudável e com mais qualidade. É isso que tenho tentado fazer.

Força pra nós nessa luta. Vamo trocando essas ideias!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

22/1/2021, 17:25
parmera escreveu:
Me identifiquei bastante com o seu relato, também tenho 23 anos a minha vida acadêmica está bagunçada e também estou desempregado. Pelo o que eu li parece que você realmente está comprometido em se livrar da pornografia de uma vez por todas. Você já leu sobre "o não pensar no elefante rosa" já está ciente de que o vício impactou negativamente nas nossas vidas ( realmente ele interfere muito mesmo). Um abraço e bom Reboot!!

Tô comprometido, sim. Numa busca constante de alinhar meus pensamentos e minhas ações a esse objetivo que é abandonar a pornografia definitivamente.
Li sobre o "não pensar no elefante rosa" em alguns fóruns em inglês que visito com uma frequência. De uns meses pra cá tô desenvolvendo algumas habilidades que aprendo com outros rebooters desses fóruns. A ideia de ter criado esse perfil é pra tentar espalhar por aqui o que tenho aprendido por lá. A comunidade fora do Brasil é bem maior e, por isso, produz mais material, então achei válido quebrar essa barreira do idioma e trazer essas informações pra cá também.

Força pra nós nessa luta!
Interessante essa sua participação nos fóruns exteriores, continue compartilhando essas informações aqui com a gente. Um abraço!!

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23/1/2021, 13:03

Interessante essa sua participação nos fóruns exteriores, continue compartilhando essas informações aqui com a gente. Um abraço!!

Pode deixar que eu vou compartilhar sim. Além da importância de se ter um grupo pra compartilhar experiências, essa foi uma das minhas motivações pra criar um perfil por aqui.

Abraço e força nessa luta!

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parmera
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Abstinência não é recuperação.  Empty É preciso aprender a lidar com o vazio.

23/1/2021, 13:34
Hoje tô no meu 2º dia sem P, mas no meu 10º dia sem MO. A minha maior dificuldade não é nem me manter afastado de MO, mas sim de P. Acredito que isso se deva ao fato de um simples vídeo de alguns segundos ser capaz de liberar uma descarga gigantesca de dopamina, mesmo que não se chegue aos "finalmentes". De qualquer forma, tenho aprendido a lidar com isso principalmente me mantendo afastado do celular, do computador e de redes sociais, na medida do possível. Uma das minhas estratégias é manter o celular desligado ou em outro cômodo da casa porque daí, até que eu me direcione a ele, posso usar o percurso e o tempo pra refletir se eu realmente preciso fazer o que me dispus a fazer. Geralmente a resposta é negativa e isso tem me evitado muitos desconfortos e decepções. No fundo, precisamos aprender a lidar com os nossos automatismos. De qualquer forma, não é sobre isso que eu vim falar hoje. Hoje eu vim falar sobre vazio.

Todos nós em algum momento da nossa vida tomamos consciência de que dentro de nós existe um vazio. Dentro de nós e também da própria vida. Mesmo que sejamos apegados a alguma religião, a algum clube de futebol, a alguma prática esportiva, a alguma produção artística ou a qualquer outra coisa que seja. A verdade é que percebemos uma ausência de sentido nas nossas vidas e é exatamente por isso que nos apegamos a alguma religião, clube de futebol, prática esportiva, produção artística ou qualquer outra coisa que seja. E, a meu ver, não há problema algum nisso: nos apegamos a essas coisas por uma questão de sobrevivência, por uma necessidade de estruturar as nossas vidas, de termos alguma referência de comportamento e ação.

Eu sempre senti esse vazio. Até a minha adolescência fui religioso, então esse buraco na minha existência era de algum modo preenchido pelas reuniões das quais participava e da religião com a qual me envolvia. Porém, após atingir uma certa idade, simplesmente percebi que aquilo não era pra mim. Eu já não me sentia bem estando onde estava, já não via mais sentido no que eu fazia e no que eu dizia acreditar. Resolvi abandonar esse meu antigo modo de vida e tentei construir outros. Não pretendo falar sobre nenhum deles porque não acredito que faça muita diferença na mensagem que eu quero passar. O que eu pretendo dizer aqui é que em algum momento da minha vida esse vazio e essa falta de sentido foram preenchidos por PMO. E não é que ela surgiu na minha vida só nesse instante, mas eu é que comecei a atribuir, mesmo que inconscientemente, uma importância gigantesca a ela. Agora, qualquer desconforto psicológico ou espiritual que eu sentia, em vez de recorrer a outras alternativas, a primeira que me vinha à cabeça era a PMO. No fundo, o que acontecia comigo era o seguinte: eu não tinha a maturidade suficiente pra aprender a lidar com algumas frustrações da vida e buscava fugir dos desconfortos da vida através da PMO. De início, ela se tornou meu remédio; mas conforme o hábito foi se consolidando, passou a ser veneno.

Em resumo, a mensagem que eu tenho pra passar é a seguinte: perceba o que te faz recorrer à PMO. Esses gatilhos, pra além de imagens, fotos, cenas, memórias, também podem estar num plano psicológico ou espiritual, dependendo do nome que você dá pra esse campo do caráter humano. Pode ser que exista algo dentro de você mesmo que precisa ser trabalhado de uma maneira mais racional, mais cuidadosa. Recorrer à PMO pra lidar com os desconfortos da vida é, no menos pior dos casos, imaturidade; no pior dos casos, covardia. Até o dia em que morrermos seremos confrontados por sentimentos ruins, por situações desagradáveis e precisaremos lidar com eles de alguma forma. Como é então que vamos agir diante deles? Fugir? Porque, no fundo, a PMO é uma fuga que a gente encontrou. Então, em todas as situações desconfortáveis que estivermos, correremos pro lugar mais isolado possível, sacaremos nossos celulares ou computadores e faremos algo que racionalmente não queríamos fazer? Quanto mais cedo aprendermos a lidar com as frustrações (que são próprias da vida, elas sempre existirão, não somos e nem seremos perfeitos nunca), mais cedo nos tornaremos "sábios". Enfim, tire alguns minutos, algumas horas, algumas semanas, alguns meses ou até mesmo anos de sua vida pra refletir sobre o que eu acabei de escrever. Ou melhor: esteja nesse estado de atenção por toda a vida. Aprender a lidar com esses sentimentos é um passo importante pra abandonar esse vício tão destruidor.

Força pra nós nessa caminhada!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

25/1/2021, 03:19
Olá, caríssimo parmera !

Parabéns sua decisão de criar um diário e participar do fórum, com certeza isso caracteriza uma recuperação ativa, como você descreveu. E é isso que o Reboot é, um tratamento que exigirá muita AÇÃO de nós, às vezes muitos sacrifícios também, que com certeza valem muito a pena e nem se compara com a alegria de ser livre de vício em PMO.

Achei muito interessante você tocar nesse ponto sobre o vazio que você sente. Acredito que todo ser humano possui esse tipo de sentimento e procura preenchê-lo em alguma coisa, seja em atividades religiosas, algum amor que encontra, trabalho, estudos, ciência, conquistas, etc. Eu preenchi esse vazio com Deus, não apenas com uma religião, mas um relacionamento íntimo e uma nova vida.

Porém ainda possuo dificuldades de lidar com as emoções, se não fosse isso estaria completamente livre de vícios haha. O que sempre foi um problema e que me levava a consumir P era a carência, baixa autoestima e rejeição. Quando alguma garota me rejeitava eu ia para P para tentar me reafirmar como homem. A carência também ativava isso, se estava muito solitário, recorria a P. Hoje eu entendo que não preciso praticar PMO para saber que sou homem, e consumir P não vai ajudar em nada a combater a carência. O que procuro atualmente é trabalhar minha autoestima, compreendendo minhas qualidades e que tenho valor. Quanto a carência, acho que o mais prático é tentar conversar na marra com as pessoas mesmo haha E assim vou seguindo e aprendendo.

Grande abraço !

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

25/1/2021, 04:48
Fala parmera!

Tô passando aqui no seu fórum por tabela hahaha. Às vezes que esqueço de conferir o diário dos outros usuários. Mas aqui estou.

Suas reflexões são muito profundas e, como disse em outro momento, fazem muito sentido pra mim. Gostaria de destacar essa questão do vazio que você retratou. De fato, usamos a PMO para preencher esse vazio em algum momento da nossa vida e cá estamos, lutando para fazer o caminho de volta.

O problema se agrava quando usamos a PMO como válvula de escape. Aí qualquer mudança na vida, a gente se abala e cai. Como você bem falou, temos que aprender a lidar com as emoções ruins, que ocorrem naturalmente, pra não descontar com PMO sempre que não conseguirmos alguma coisa.

Parabéns pelos dias de progresso! Continue caminhando!

Tamo junto Wink

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"A mesma corrida que nos causa exaustão é aquela que nos dá o prêmio na linha de chegada."
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Meu Diário - "Preparar. Apontar. Reboot!"
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Ultima atualização do diário: 18.04.2021
Ultima vez que eu estive no fórum: 18.04.2021

TEMPO SEM MO

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25/1/2021, 15:44
Peter Parker escreveu:Olá, caríssimo parmera !

Parabéns sua decisão de criar um diário e participar do fórum, com certeza isso caracteriza uma recuperação ativa, como você descreveu. E é isso que o Reboot é, um tratamento que exigirá muita AÇÃO de nós, às vezes muitos sacrifícios também, que com certeza valem muito a pena e nem se compara com a alegria de ser livre de vício em PMO.

Achei muito interessante você tocar nesse ponto sobre o vazio que você sente. Acredito que todo ser humano possui esse tipo de sentimento e procura preenchê-lo em alguma coisa, seja em atividades religiosas, algum amor que encontra, trabalho, estudos, ciência, conquistas, etc. Eu preenchi esse vazio com Deus, não apenas com uma religião, mas um relacionamento íntimo e uma nova vida.

Porém ainda possuo dificuldades de lidar com as emoções, se não fosse isso estaria completamente livre de vícios haha. O que sempre foi um problema e que me levava a consumir P era a carência, baixa autoestima e rejeição. Quando alguma garota me rejeitava eu ia para P para tentar me reafirmar como homem. A carência também ativava isso, se estava muito solitário, recorria a P. Hoje eu entendo que não preciso praticar PMO para saber que sou homem, e consumir P não vai ajudar em nada a combater a carência. O que procuro atualmente é trabalhar minha autoestima, compreendendo minhas qualidades e que tenho valor. Quanto a carência, acho que o mais prático é tentar conversar na marra com as pessoas mesmo haha E assim vou seguindo e aprendendo.

Grande abraço !

Fala, Peter Parker! Muito bom te ver aqui, meu querido.

É isso, precisamos preencher esse vazio de alguma forma. Eu sinceramente ainda tô enfrentando alguns efeitos de ter condicionado meu cérebro à PMO 24/7 então não consigo afirmar com clareza como pretendo preencher esse vazio. Tô usando esse período de religamento pra ressuscitar algumas práticas deixadas pra trás durante o aprofundamento do vício e também tô tentando estabelecer novos hábitos. É um trabalho lento que exige paciência e movimento. É isso que tô tentando praticar. De qualquer maneira, já me sinto aliviado só de estar enfrentando todo esse turbilhão de cara limpa. Tô sendo sincero comigo mesmo, tô retomando o controle da situação, não tô mais tentando me esquivar das responsabilidades que todos nós, seres humanos, temos. Se todos os outros têm, por que não teríamos? Precisamos nos colocar em pé de igualdade, não nos rebaixarmos, nos entendermos como seres sujeitos ao erro e, principalmente, ao erro que proporciona aprendizados.

Também tenho muita dificuldade de lidar com as emoções. Mas é o que já disse acima: todos os seres humanos têm. O que diferencia uns dos outros é a maneira como essas dificuldades são enfrentadas. Alguns resolvem fugir, como fazíamos enquanto tínhamos a mentalidade de viciados. Outros encaram. E nós, só por estarmos dispostos a deixar tudo isso pra trás, estamos do lado dos que encaram. Tínhamos a mentalidade de viciados quando não estávamos cientes das nossas limitações. A decisão de iniciar o reboot é em certa medida a consciência dos nossos limites, é um primeiro passo pra uma mudança drástica. Nós só decidimos iniciar o reboot porque percebemos que algo não ia bem, que atingimos nosso limite. Quantos no mundo ainda estão cegamente envolvidos com o vício? Quantos no mundo ainda estão semiadormecidos?

Por mais que não tenhamos o recorde de 60, 90, 120, 200 dias que seja, por mais que ainda haja possibilidade de inúmeras quedas, a maneira como encaramos a vida mudou. É nesse sentido que digo que progressos não podem ser medidos em dias, em horas, em meses: com a mentalidade adequada, é possível progredir em 1 dia o que não se progride em 30 dias com uma mentalidade inadequada.

Continuamos aprendendo e ensinando uns com os outros.
Abraço e força nessa luta!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

25/1/2021, 15:53
NogueiraJ escreveu:Fala parmera!

Tô passando aqui no seu fórum por tabela hahaha. Às vezes que esqueço de conferir o diário dos outros usuários. Mas aqui estou.

Suas reflexões são muito profundas e, como disse em outro momento, fazem muito sentido pra mim. Gostaria de destacar essa questão do vazio que você retratou. De fato, usamos a PMO para preencher esse vazio em algum momento da nossa vida e cá estamos, lutando para fazer o caminho de volta.

O problema se agrava quando usamos a PMO como válvula de escape. Aí qualquer mudança na vida, a gente se abala e cai. Como você bem falou, temos que aprender a lidar com as emoções ruins, que ocorrem naturalmente, pra não descontar com PMO sempre que não conseguirmos alguma coisa.

Parabéns pelos dias de progresso! Continue caminhando!

Tamo junto Wink

E aí, NogueiraJ!

É muito bom te ver aqui no meu diário. Espero que encontre nele algumas ferramentas pra te ajudar na sua caminhada e que possa também me apresentar algumas que você conseguiu desenvolver durante o seu reboot.

Esse vazio é um negócio complicado. E preenchê-lo dá bastante trabalho. Mas com o advento da internet as coisas parecem ter ficado mais fáceis e somos inclinados a sempre querer a facilidade. É aí que surgem os vícios em PMO e redes sociais. O caminho de volta, como você falou, é mais trabalhoso do que o caminho da ida, porque exige abdicação e perda. É preciso muita radicalidade pra abrir mão de algumas coisas e pegar a rota contrária. E é desconfortável também, porque mexe com muita coisa particular da gente, mexe profundamente com o nosso eu interior, com o nosso psicológico, com as nossas emoções. Mas no fim das contas e apesar de tudo, nos tornaremos melhores pra nós, pros outros, pra vida social. Pelo menos é o que eu espero.

Abraço e força nessa luta. Seguimos firmes!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

25/1/2021, 23:45
Iae meu bom, vou acompanhar seu diário.
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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

26/1/2021, 00:16
parmera escreveu:Hoje tô no meu 2º dia sem P, mas no meu 10º dia sem MO. A minha maior dificuldade não é nem me manter afastado de MO, mas sim de P. Acredito que isso se deva ao fato de um simples vídeo de alguns segundos ser capaz de liberar uma descarga gigantesca de dopamina, mesmo que não se chegue aos "finalmentes". De qualquer forma, tenho aprendido a lidar com isso principalmente me mantendo afastado do celular, do computador e de redes sociais, na medida do possível. Uma das minhas estratégias é manter o celular desligado ou em outro cômodo da casa porque daí, até que eu me direcione a ele, posso usar o percurso e o tempo pra refletir se eu realmente preciso fazer o que me dispus a fazer. Geralmente a resposta é negativa e isso tem me evitado muitos desconfortos e decepções. No fundo, precisamos aprender a lidar com os nossos automatismos. De qualquer forma, não é sobre isso que eu vim falar hoje. Hoje eu vim falar sobre vazio.

Todos nós em algum momento da nossa vida tomamos consciência de que dentro de nós existe um vazio. Dentro de nós e também da própria vida. Mesmo que sejamos apegados a alguma religião, a algum clube de futebol, a alguma prática esportiva, a alguma produção artística ou a qualquer outra coisa que seja. A verdade é que percebemos uma ausência de sentido nas nossas vidas e é exatamente por isso que nos apegamos a alguma religião, clube de futebol, prática esportiva, produção artística ou qualquer outra coisa que seja. E, a meu ver, não há problema algum nisso: nos apegamos a essas coisas por uma questão de sobrevivência, por uma necessidade de estruturar as nossas vidas, de termos alguma referência de comportamento e ação.

Eu sempre senti esse vazio. Até a minha adolescência fui religioso, então esse buraco na minha existência era de algum modo preenchido pelas reuniões das quais participava e da religião com a qual me envolvia. Porém, após atingir uma certa idade, simplesmente percebi que aquilo não era pra mim. Eu já não me sentia bem estando onde estava, já não via mais sentido no que eu fazia e no que eu dizia acreditar. Resolvi abandonar esse meu antigo modo de vida e tentei construir outros. Não pretendo falar sobre nenhum deles porque não acredito que faça muita diferença na mensagem que eu quero passar. O que eu pretendo dizer aqui é que em algum momento da minha vida esse vazio e essa falta de sentido foram preenchidos por PMO. E não é que ela surgiu na minha vida só nesse instante, mas eu é que comecei a atribuir, mesmo que inconscientemente, uma importância gigantesca a ela. Agora, qualquer desconforto psicológico ou espiritual que eu sentia, em vez de recorrer a outras alternativas, a primeira que me vinha à cabeça era a PMO. No fundo, o que acontecia comigo era o seguinte: eu não tinha a maturidade suficiente pra aprender a lidar com algumas frustrações da vida e buscava fugir dos desconfortos da vida através da PMO. De início, ela se tornou meu remédio; mas conforme o hábito foi se consolidando, passou a ser veneno.

Em resumo, a mensagem que eu tenho pra passar é a seguinte: perceba o que te faz recorrer à PMO. Esses gatilhos, pra além de imagens, fotos, cenas, memórias, também podem estar num plano psicológico ou espiritual, dependendo do nome que você dá pra esse campo do caráter humano. Pode ser que exista algo dentro de você mesmo que precisa ser trabalhado de uma maneira mais racional, mais cuidadosa. Recorrer à PMO pra lidar com os desconfortos da vida é, no menos pior dos casos, imaturidade; no pior dos casos, covardia. Até o dia em que morrermos seremos confrontados por sentimentos ruins, por situações desagradáveis e precisaremos lidar com eles de alguma forma. Como é então que vamos agir diante deles? Fugir? Porque, no fundo, a PMO é uma fuga que a gente encontrou. Então, em todas as situações desconfortáveis que estivermos, correremos pro lugar mais isolado possível, sacaremos nossos celulares ou computadores e faremos algo que racionalmente não queríamos fazer? Quanto mais cedo aprendermos a lidar com as frustrações (que são próprias da vida, elas sempre existirão, não somos e nem seremos perfeitos nunca), mais cedo nos tornaremos "sábios". Enfim, tire alguns minutos, algumas horas, algumas semanas, alguns meses ou até mesmo anos de sua vida pra refletir sobre o que eu acabei de escrever. Ou melhor: esteja nesse estado de atenção por toda a vida. Aprender a lidar com esses sentimentos é um passo importante pra abandonar esse vício tão destruidor.

Força pra nós nessa caminhada!
Boa noite Parmera! Como é que você está agora? Cara cuidado com essa de querer ficar lidando com automatismo, enquanto a gente não tiver um tempo mínimo em abstinência de PMO fica um pouco difícil lidar com isso, porque ainda estamos imersos no vício, depois de um tempo mínimo de 90/100 dias, vai ficar mais fácil ou até mesmo bem mais fácil lidar com o automatismo, pelo o que eu li as pessoas que fizeram o Reboot tem muito mais poder de escolha, isso se deve ao foto delas terem recuperado as suas forças de vontades que foram perdidas com o vício. Apesar de achar interessante essa sua idéia de lidar com o automatismo ela pode ser perigosa, porque você pode ter muitos resets até ter conseguido finalmente ser o autônomo das suas ações. Quanto ao uso dos celulares, estabeleça limites de uso, fiz isso e me ajudou bastante, alguns apps devem ficar restritos para você até o Reboot seja concluído. Se medicar com pornografia realmente é algo ruím ou melhor muito ruím, é a mesma coisa que tomar veneno. Essa sensação de vazio vai passar na medida em que a gente estiver fazendo o experimento e principalmente após a sua conclusão. Tenha fé de que tudo isso irá passar, seja otimista!! Um abração Parmera e fique na paz!!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

26/1/2021, 00:21
Drew escreveu:Iae meu bom, vou acompanhar seu diário.
Avanti Palestra!!

Fala, Drew!

Tamo junto, mano. Vou te acompanhar no seu também!

E vamo Parmera! É sabadão hein? hahaha

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

26/1/2021, 00:29
Boa noite Parmera! Como é que você está agora? Cara cuidado com essa de querer ficar lidando com automatismo, enquanto a gente não tiver um tempo mínimo em abstinência de PMO fica um pouco difícil lidar com isso, porque ainda estamos imersos no vício, depois de um tempo mínimo de 90/100 dias, vai ficar mais fácil ou até mesmo bem mais fácil lidar com o automatismo, pelo o que eu li as pessoas que fizeram o Reboot tem muito mais poder de escolha, isso se deve ao foto delas terem recuperado as suas forças de vontades que foram perdidas com o vício. Apesar de achar interessante essa sua idéia de lidar com o automatismo ela pode ser perigosa, porque você pode ter muitos resets até ter conseguido finalmente ser o autônomo das suas ações. Quanto ao uso dos celulares, estabeleça limites de uso, fiz isso e me ajudou bastante, alguns apps devem ficar restritos para você até o Reboot seja concluído. Se medicar com pornografia realmente é algo ruím ou melhor muito ruím, é a mesma coisa que tomar veneno. Essa sensação de vazio vai passar na medida em que a gente estiver fazendo o experimento e principalmente após a sua conclusão. Tenha fé de que tudo isso irá passar, seja otimista!! Um abração Parmera e fique na paz!!

Boa noite, i will resurface! Tô tranquilo por enquanto. Com algumas angústias aqui e ali, mas nem de longe com qualquer intenção ou inclinação a cair. Tô firme no propósito e me policiando pra manter isso.

Sobre os automatismos, digo pra aprender a lidar com eles exatamente nesse sentido de autocontrole que você diz. Claro que conforme os dias vão passando e quanto mais próximos de 90 ou 100 dias de reboot as coisas vão ficando mais fáceis. Mas elas não acontecem num passe de mágica, é preciso ir pavimentando esse caminho desde o primeiro minuto que se decidiu abandonar o vício. Nesses primeiros dias, justamente por serem mais difíceis, é que aprendemos mais a lidar com essas respostas automáticas aos desconfortos. Porque a PMO é uma resposta automática que nós fomos dando aos desconfortos que sentimos. E é precisamente dessa resposta automática que eu quero sair: não quero mais responder aos sentimentos ruins fugindo deles, quero encará-los e aprender com eles.

Tô tentando lidar com essa limitação de uso do celular. Recorrer ao celular quando tô entediado ou ansioso é também uma resposta automática que pretendo extinguir da minha vida. Por enquanto tô tendo pouco sucesso, mas vamos seguindo.

Um abraço e força!

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Abstinência não é recuperação.  Empty O vício e a falta de sinceridade consigo mesmo e com os outros.

26/1/2021, 21:08
O vício me mudou profundamente e acredito que isso tenha acontecido com muitos do que também estão passando por essa luta. E absolutamente nenhuma dessas mudanças foi positiva. Foram todas negativas. E o centro de toda essa mudança tá numa palavra simples mas muito poderosa: sinceridade. Em resumo é isso: o vício roubou a minha sinceridade. E essa falta de sinceridade se deu em dois sentidos: comigo mesmo e com os outros.

Desde que me conheço por gente, nunca acreditei nos valores que a PMO injetou em mim. Não vou mencioná-los aqui porque isso pode servir como gatilho pra quem estiver lendo, mas quem tá ou tava envolvido em todo esse "ecossistema" da PMO sabe muito bem do que eu tô falando. Enfim, nunca acreditei nesses valores. Nas conversas que mantinha com as outras pessoas, inclusive, pregava totalmente o oposto do que a prática da PMO envolve. Perceber essa minha hipocrisia foi como se tivesse tirado um cisco enorme do meu olho. Eu já não estava mais sendo sincero comigo mesmo porque deixava de fazer coisas que eu gostava pra ficar entretido por horas fazendo algo que eu racionalmente não queria. Chegou um momento que minha vida simplesmente paralisou: me vi desempregado, matando aulas da faculdade, rompendo ou sabotando relacionamentos etc, tudo por causa desse vício. Lado a lado com isso, deixei de ser sincero com os outros. Não conseguia mais estabelecer contatos visuais com as pessoas, mentia, omitia. Em resumo, não tava sendo verdadeiro nem comigo e nem com os outros.

Perceber isso foi um passo importante pra harmonizar meus pensamentos com as minhas atitudes. Não vou mentir e dizer que meu reboot tá mil maravilhas, não vou dizer que não tenho desejos, não vou dizer que por vezes me bate uma vontade quase incontrolável de dar só uma espiada, mas eu tô nessa luta por uma questão de autocuidado. Desde que eu entrei de cabeça nesse vício tenho praticado uma autosabotagem constante, tenho agido em prejuízo de mim mesmo. É hora de mudar esse comportamento. E mudar esse comportamento tem uma exigência fundamental que é cortar o mal pela raíz. E a raiz disso tudo é a PMO.

Não tenho a ingenuidade de achar que as coisas se resolverão magicamente simplesmente porque larguei um vício maldito. Mas esse vício é como uma corrente que te amarra uma bola de boliche nos pés. Abandoná-lo é romper os elos dessa corrente e me dar a oportunidade de caminhar livremente, sem ter esse peso gigantesco pra carregar.

Força pra todos que estão nessa luta!

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

27/1/2021, 00:46
Falae parmera!! Acabei de ler seu diário e cara, gostei muito da forma como você se aprofunda no que diz! Me identifiquei com bastante coisa aqui em seu diário e com certeza estarei por aqui te acompanhando.
Sobre a "abstinência não ser recuperação", eu vejo essa situação da mesma forma como você. A PMO nos influenciou de uma forma muito profunda, atingindo nossos valores, nossas crenças e consequentemente nossas ações. Esse vício nos trouxe prejuízos muito além do simples consumo compulsório de P, e somente aprendendo a viver novamente é que é possível nos livrar desse mal por completo.

Quais são os fóruns que você frequenta? Fiquei interessado em conhecê-los, eu mesmo acredito que manter a mente cheia de conhecimentos úteis seja uma das formas de ocupá-la de uma forma saudável e distrair dos pensamentos compulsórios do vício!
Enfim, continue firme em sua jornada, estamos todos juntos nessa!!! 💪💪

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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

27/1/2021, 01:24
parmera escreveu:O vício me mudou profundamente e acredito que isso tenha acontecido com muitos do que também estão passando por essa luta. E absolutamente nenhuma dessas mudanças foi positiva. Foram todas negativas. E o centro de toda essa mudança tá numa palavra simples mas muito poderosa: sinceridade. Em resumo é isso: o vício roubou a minha sinceridade. E essa falta de sinceridade se deu em dois sentidos: comigo mesmo e com os outros.

Desde que me conheço por gente, nunca acreditei nos valores que a PMO injetou em mim. Não vou mencioná-los aqui porque isso pode servir como gatilho pra quem estiver lendo, mas quem tá ou tava envolvido em todo esse "ecossistema" da PMO sabe muito bem do que eu tô falando. Enfim, nunca acreditei nesses valores. Nas conversas que mantinha com as outras pessoas, inclusive, pregava totalmente o oposto do que a prática da PMO envolve. Perceber essa minha hipocrisia foi como se tivesse tirado um cisco enorme do meu olho. Eu já não estava mais sendo sincero comigo mesmo porque deixava de fazer coisas que eu gostava pra ficar entretido por horas fazendo algo que eu racionalmente não queria. Chegou um momento que minha vida simplesmente paralisou: me vi desempregado, matando aulas da faculdade, rompendo ou sabotando relacionamentos etc, tudo por causa desse vício. Lado a lado com isso, deixei de ser sincero com os outros. Não conseguia mais estabelecer contatos visuais com as pessoas, mentia, omitia. Em resumo, não tava sendo verdadeiro nem comigo e nem com os outros.

Perceber isso foi um passo importante pra harmonizar meus pensamentos com as minhas atitudes. Não vou mentir e dizer que meu reboot tá mil maravilhas, não vou dizer que não tenho desejos, não vou dizer que por vezes me bate uma vontade quase incontrolável de dar só uma espiada, mas eu tô nessa luta por uma questão de autocuidado. Desde que eu entrei de cabeça nesse vício tenho praticado uma autosabotagem constante, tenho agido em prejuízo de mim mesmo. É hora de mudar esse comportamento. E mudar esse comportamento tem uma exigência fundamental que é cortar o mal pela raíz. E a raiz disso tudo é a PMO.

Não tenho a ingenuidade de achar que as coisas se resolverão magicamente simplesmente porque larguei um vício maldito. Mas esse vício é como uma corrente que te amarra uma bola de boliche nos pés. Abandoná-lo é romper os elos dessa corrente e me dar a oportunidade de caminhar livremente, sem ter esse peso gigantesco pra carregar.

Força pra todos que estão nessa luta!

Olá parmera, tudo bem? Você deu um apoio no meu diário e aqui estou eu para retribuir o gesto. Cara, gostei da forma profunda e SINCERA como você se expressa. Muitos poderiam vir e dizer que está tudo bem, que os pensamentos não são um problema, que basta passar uns dias sem que fica tudo bem mas não é verdade. Verdade foi o que você relatou nesse post. Esse vício causa na gente uma grande ansiedade, baixa autoestima por isso que entendo muitas das questões que você relatou. Posso estar errado mas parece que nos sentimos tão envergonhados de nós internamente que acabamos por expressar externamente. Nesse sentido é necessário saber gerenciar nossas emoções para sermos uma força positiva para nós mesmos e para os demais.

A PMO com certeza é um fator negativo que se junta a outras coisas e nos faz nos sentirmos de uma maneira indesejada. Por isso devemos nos livrar dela, ninguém foi feito para ser escravo, fomos todos feitos para vencer.

O reboot é o caminho para a vitória e por meio dele dá para perceber outras coisas paralelas que precisam ser mudadas. Fique atento, siga seu plano de vida, trabalhe o autocuidado e a saúde mental. Um abraço e conte comigo!
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Abstinência não é recuperação.  Empty Re: Abstinência não é recuperação.

27/1/2021, 01:57
Eae meu amigo, tranquilo? vou começar a acompanhar teu diário

Este maldito vício é assim mesmo, só faz você se afundar cada vez mais e afeta totalmente a sua vida. Mas este ano tudo será diferente, vamos nos livrar de toda esta merda .

Boa sorte na sua jornada amigo, tamo junto Smile

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Se o homem faz de si mesmo um verme, ele não deve se queixar quando é pisado.  

- Immanuel Kant  




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27/1/2021, 01:57
Eae meu amigo, tranquilo? vou começar a acompanhar teu diário

Este maldito vício é assim mesmo, só faz você se afundar cada vez mais e afeta totalmente a sua vida. Mas este ano tudo será diferente, vamos nos livrar de toda esta merda .

Boa sorte na sua jornada amigo, tamo junto Smile

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