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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 23/7/2020, 10:19
Pakit escreveu: Suas perguntas sobre si mesmo são coerentes sim, Mega. Tem diferença entre REFLETIR e ser PESSIMISTA.
Penso que quando tiramos a dopamina do nosso corpo, vai acontecer duas coisas: Um desequilíbrio hormonal terrível. Ficamos estressados, nosso corpo fica mais intolerante a outras substancias, e como consequência biológica, o cérebro vai fazer de tudo para fazer você voltar para essa dopamina fácil (Parece estranho, eu sei. Mas se a gente substituir isso com ''comida'' ou ''beber água'', quando ficamos muito tempo sem, percebemos o que nosso corpo é capaz de fazer para ter o que ele quer). Sentimentos depressivos são normais, porque o corpo não quer dopamina vindo do trabalho,das relações familiares ou de ler um livro. Ele quer o de P.
E outra consequência, penso eu, é o aflito moral que temos. O que é bem angustiante. Porque ao parar você começa a se separar do que é o ''seu eu'' de antes; o Mega de hoje tentando tratamento, não é o mesmo de um ano atras. Isso da culpa e vergonha. No mesmo tempo que parece duas pessoas diferentes, mesmo assim, como podemos ter pensando em tal fetiche? ou de ter feito isso de tal maneira? A famosa ressaca moral, mas infelizmente, sem a parte boa da festa de ontem.
Acaba que esses dois efeitos acaba virando uma racionalização: Eu não tenho tratamento, preciso voltar para o P e que se foda o mundo.

O que eu posso dizer? permaneça firme no Reboot e começar a naturalizar as suas autocriticas. Elas podem ser caminhos para futuras mudanças que talvez você está sentindo importante serem feitas e que agora podem ser realizadas. Ter culpa e vergonha é normal em certa medida, e pensar que sempre superamos nossas fases conflituosas. E obviamente, temos boas qualidades também. Que somos maior do que o P.

Cara eu concordo pra caramba, mas o que me aflige de verdade é não poder tomar uma linha de ação. Eu to sofrendo e sei porquê, vou abrir a ferida mesmo e que se foda.

Ontem fui ao supermercado e vi uma garota que parecia ser muito atraente, ela trabalhava lá. Fiquei com vontade de pedir o telefone dela, mas na hora ali era meio foda mesmo. Ok, quando estava voltando para casa eu pensei no seguinte: voltaria para lá depois, diria que fui atendido por ela e eu daria um bilhete dizendo "eu queria ver você sem máscara", e o meu telefone embaixo. Só isso.

Fiquei durante a tarde remoendo isso e até escrevi o bilhete, e coloquei o seguinte na cabeça: Se eu não for até lá e confrontar a moça, eu estou assinando a minha sentença. Me preparei, preparei e preparei. Mas cara, no fim e não fui. Disse para mim mesmo que aquilo era muito longe e que era esforço demais confrontar uma garota que provavelmente eu não teria interesse depois. Então, eu sai de casa apenas para visitar o meu irmão ontem, sem ter ido ao mercado lá ver a garota. Desde que eu voltei para casa ontem, as coisas começaram a acontecer.

Mano. Eu acho que violei o meu próprio espírito ontem por não ter feito o que prometi pra mim mesmo que faria. Eu sei lá cara, minha consciência está muito, muito pesada. Não sinto vontade de porngorafia, só um vazio muito foda.

Então cara esse é o meu medo agora. Não conseguir tomar uma linha de ação para resolver os meus problemas. Estando em casa eu não tenho muitas chances de interação. Posso estar sendo muito duro comigo mesmo ao pensar que "desperdicei" alguma coisa com a moça lá, mas eu estou com pouquíssimas oportunidades de mudar a minha maneira de agir, nesse caso, atenuando a minha ansiedade. Sei que é uma condição ambiental estar na pandemia, mas isso torna tudo mais difícil. Eu não sei o que fazer agora, não sei o que está ao meu alcance que não seja simplesmente refletir o que sinto por enquanto.

Não ter ido lá é o que encadeou esse sentimento. Eu senti que eu poderia ter lutado, mas não lutei. Nem sei se a garota estaria lá, nem se ela aceitaria, ou se seria comprometida, mas eu não posso confirmar absolutamente nada, porque não fui!!! Nunca me aconteceu algo assim antes, preciso definitivamente me acostumar com essa culpa tão grande.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 23/7/2020, 10:25
Urso Polar escreveu:
MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Por que eu faço tantas perguntas? São coisas difíceis.

Por que eu me viciei? Por que eu fiquei assim? Por que eu não consigo ter ninguém? Quando isso acaba? Existe alguma lição? Existe algum lucro em ter sido um viciado em Pornografia?

Eu sinto que estou mergulhado nisso. Fico questionando algumas coisas que há alguns dias eu nem sonhava em fazer e...é muito ruim cara. São coisas terríveis que nos acontecem diariamente e não sabemos mais como evitar e nem porquê elas estão lá! "Ah faça ao reboot, Mega"!

Eu sei. Eu sei que preciso fazer o reboot e passar um bom tempo sem essa merda para a minha cabeça se curar mas, "fazer reboot" não é resposta. Isso ainda não me mostra se tudo acabará um dia e se eu poderei ser alguém normal. Talvez eu fantasiei por muito tempo a minha imagem de pegador e nunca solitário, mas o que acontece é exatamente o oposto! Como a vida se tornou tão complexa? Eu percebi hoje que definitivamente não entendi nada ainda e que talvez aquele futuro todo bonito que sempre planejei para mim talvez não aconteça. E como termina?

É tanta pergunta que confesso nem ter vontade de cair. Desde ontem eu me sinto cansado, como se...a vida não tivesse um propósito definido. Para não dizer que estou nas últimas, estou muito surpreso com o reboot. Como isso tem me feito pensar tanto? Será que todos que eu conheço fazem isso? Será que tem tanta pergunta não respondida na cabeça das pessoas? O momento complicado do meu caminho não é exatamente como eu imaginava. Pensei que sentiria muita vontade, mas é justamente o contrário. Eu queria dar um pause, respirar um pouco, e talvez depois voltar. São tantos mistérios, confusões que nós não sabemos exatamente qual estrada trilhar. Ando meio perdido...

Grande MegaDrive,

A nossa mente gira nessas perguntas em busca de um sentido e algo para se apoiar. Em busca da legitimação de um sonho ou de uma busca. Quando vamos ver estamos tontos caídos sentados depois de tanto girar em torno do próprio eixo. O que quero dizer que talvez não tenhamos a ferramenta de entender o todo e que talvez você só vai ter as respostas para as perguntas de hoje no futuro.

O reboot é parte do processo e algo positivo em meio ao caos. Sair da p e da m para que pelo menos um ponto da vida seja mais claro. Não é fácil,mas acredito de verdade que seja possível. O reboot não é para resolver todos os problemas, mas para resolver um muito sério, para que assim tenhamos força para resolver os outros.

Força irmão, aos poucos vamos aprendendo mais nessa jornada. Um dia por vez.

Abraço

Cara eu to horrível, mas devo ter evoluído. Estava esperando já algo parecido. A fase de ficar lutando contra a vontade foi embora, agora é lidar com a consciência mesmo. Não vou mentir, estou sofrendo, mas to com um sorrisinho no rosto.

Parece ser mais uma etapa do processo, sinto um desconforto muito grande mesclado com uma satisfação de ter iniciado mais uma parte. É muito confuso mas zona de conforto é algo que não existe. Boa sorte para nós amigo. Vou mergulhar no abismo e descobrir aonde vou chegar. Valeu pela força, vamos seguir!
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 23/7/2020, 11:38
Saudações, Mega!

A vida realmente é cheia de dúvidas, perguntas, e vários mistérios, mas com o tempo tudo vai se esclarecendo, e várias dessas suas perguntas vão ser respondidas, eu poderia até te responder aqui, mas seria com base nas minhas descobertas, coisa que talvez não fizesse tanto sentido pra você, até por que suas perguntas são muito pessoais... Uma vez estava conversando com um amigo que considero uma das pessoas mais sábias que já conheci, e partilhei sobre as minhas dúvidas, e ele me falou o seguinte: Antes de Jesus morrer na cruz ele falou a seguinte coisa "Pai, por que me abandonastes?", e Jesus já tinha feito vários milagres, e mesmo assim teve dúvida, quem dirá nós que somos apenas seres comuns?

Não sei a sua religião, mas não importa se ela não é cristã, o que quis falar sobre a palavra de Jesus é que todos nós teremos dúvidas, até mesmo aqueles que são os mais "iluminados". Acredito que o importante é não parar, continuar caminhando mesmo com as suas dúvidas, pois logo mais serão esclarecidas.

Continue firme aí, meu caro.

Abraço.

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Acesse o meu diário.

Uma jornada de mil milhas começa com um único passo.

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 23/7/2020, 21:49
KRL mano to achando os seu relatos cada vez mais pesados, o maldito faz um estrago danado nas nossas vidas e ele ainda faz a gente achar que tudo isso é culpa nossa quando não é, desejo força pra você, eu to numa fase onde está foda todo dia a vontade vem muuito forte mas até agora estou conseguindo

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em 24/7/2020, 09:38
Um mês Revy. muito bom viu. Parabéns e valeu pela força!

Como falei estava num período meio merda, uma certa ansiedade mesclada com um desânimo. Sensação terrível de ter um frio na barriga toda vez que lembrava do tal evento lá...mas ontem a noite meio que passou. Juro, eu fiquei até aliviado quando me deu vontade de cair ontem, só por não estar desanimado como antes, foi algo muito ruim de se sentir.

PS: Eu estou cogitando parar de entrar no fórum pela manhã. Meu dia tinha começado bem, mas eu coloquei o site para abrir junto com o google, logo quando eu clicasse. Não parece ter sido a melhor das ideias, porque justo agora que eu tinha parado um pouco de pensar no meu vício, para estudar e fazer as minhas coisas, o fórum me lembrou de tudo. Não me fez ter vontade de cair, mas pode ter sido um gatilho para aquele desânimo voltar.

Não vou me esticar muito.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 24/7/2020, 11:49
MegaDrive escreveu:Um mês Revy. muito bom viu. Parabéns e valeu pela força!

Como falei estava num período meio merda, uma certa ansiedade mesclada com um desânimo. Sensação terrível de ter um frio na barriga toda vez que lembrava do tal evento lá...mas ontem a noite meio que passou. Juro, eu fiquei até aliviado quando me deu vontade de cair ontem, só por não estar desanimado como antes, foi algo muito ruim de se sentir.

PS: Eu estou cogitando parar de entrar no fórum pela manhã. Meu dia tinha começado bem, mas eu coloquei o site para abrir junto com o google, logo quando eu clicasse. Não parece ter sido a melhor das ideias, porque  justo agora que eu tinha parado um pouco de pensar no meu vício, para estudar e fazer as minhas coisas, o fórum me lembrou de tudo. Não me fez ter vontade de cair, mas pode ter sido um gatilho para aquele desânimo voltar.

Não vou me esticar muito.

MegaDrive,

Acho que o fórum tem essas duas faces: é um espaço em que podemos falar abertamente e exorcizar demônios, porém ele nos lembra do vício. Tanto que tem um usuário no fórum yourbrainrebalanced, o Thebigbookofpenis que escreveu sobre método da não-excitação: ele fala que evita ir ao fórum porque nele tem que lidar com muitas pessoas falando sobre o vício.

Por um tempo eu concordei com ele e me afastei e escrevia mais só essencial, acreditando que assim poderia me fortalecer. Mas hoje já penso o contrário, temos que vir para nos fortalecer e lembrar que o peso de uma queda é muito caro. Para mim, o reboot tem que ser um processo de autoconhecimento. O fortalecimento do nosso interior, da nossa mente e do espírito de luta tem que ser uma constante e principalmente reconhecendo que é um processo que oscila demais.

Por isso gosto de ser honesto aqui. Dizer, numa boa: não estou bem. Quando leio o dos irmãos faço meus apontamentos, como você mesmo diz, sem medo de ferir. Na verdade eu penso muito, mas prefiro ser o mais honesto possível.

Não quero cagar regra, mas o que eu penso, depois desse falatório é cada um de nós temos que saber como levar o nosso processo.

Mano, siga firme. A tristeza e a sombra fazem parte dessa dinâmica e temos que aprender a lidar com elas. Entender que somos mais que uma fase. Na palavra é fácil. Foda é viver isso.

Uma semana, sete vitórias consecutivas. Um dia por vez.

Abraço



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"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 24/7/2020, 21:23
Pois é mano eu mesmo parei de entrar sempre entro uma vez ou outra dou uma olhada no seu diário e já saio, quando vejo que posso falar algo que agregue assim o faço mas quando não já saio rapidamente

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 25/7/2020, 02:24
Urso Polar escreveu:
Spoiler:
MegaDrive escreveu:Um mês Revy. muito bom viu. Parabéns e valeu pela força!

Como falei estava num período meio merda, uma certa ansiedade mesclada com um desânimo. Sensação terrível de ter um frio na barriga toda vez que lembrava do tal evento lá...mas ontem a noite meio que passou. Juro, eu fiquei até aliviado quando me deu vontade de cair ontem, só por não estar desanimado como antes, foi algo muito ruim de se sentir.

PS: Eu estou cogitando parar de entrar no fórum pela manhã. Meu dia tinha começado bem, mas eu coloquei o site para abrir junto com o google, logo quando eu clicasse. Não parece ter sido a melhor das ideias, porque  justo agora que eu tinha parado um pouco de pensar no meu vício, para estudar e fazer as minhas coisas, o fórum me lembrou de tudo. Não me fez ter vontade de cair, mas pode ter sido um gatilho para aquele desânimo voltar.

Não vou me esticar muito.

MegaDrive,

Acho que o fórum tem essas duas faces: é um espaço em que podemos falar abertamente e exorcizar demônios, porém ele nos lembra do vício. Tanto que tem um usuário no fórum yourbrainrebalanced, o Thebigbookofpenis que escreveu sobre método da não-excitação: ele fala que evita ir ao fórum porque nele tem que lidar com muitas pessoas falando sobre o vício.

Por um tempo eu concordei com ele e me afastei e escrevia mais só essencial, acreditando que assim poderia me fortalecer. Mas hoje já penso o contrário, temos que vir para nos fortalecer e lembrar que o peso de uma queda é muito caro. Para mim, o reboot tem que ser um processo de autoconhecimento. O fortalecimento do nosso interior, da nossa mente e do espírito de luta tem que ser uma constante e principalmente reconhecendo que é um processo que oscila demais.

Por isso gosto de ser honesto aqui. Dizer, numa boa: não estou bem. Quando leio o dos irmãos faço meus apontamentos, como você mesmo diz, sem medo de ferir. Na verdade eu penso muito, mas prefiro ser o mais honesto possível.

Não quero cagar regra, mas o que eu penso, depois desse falatório é cada um de nós temos que saber como levar o nosso processo.

Mano, siga firme. A tristeza e a sombra fazem parte dessa dinâmica e temos que aprender a lidar com elas. Entender que somos mais que uma fase. Na palavra é fácil. Foda é viver isso.

Uma semana, sete vitórias consecutivas. Um dia por vez.

Abraço



É, realmente, meu progresso maior se deu quando eu tentei deixar a tristeza chegar mesmo, porque é inegável que ela existe e precisa ser reparada de certa forma. Mas o bem-estar me ajudou a estudar melhor, por exemplo.

Ultrapassei demais a minha hora de dormir e aqui meio que o perigo começa a vir. Não sei, acho que pelo sono a mente deve ter desligado as partes que raciocinam sobre o perigo do vício e tal. Baita vontade de cair, tomarei cuidado. To cansado e consigo nem raciocinar direito, mas agradeço pela força!
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 25/7/2020, 13:46
MegaDrive escreveu:
Urso Polar escreveu:
Spoiler:

MegaDrive escreveu:Um mês Revy. muito bom viu. Parabéns e valeu pela força!

Como falei estava num período meio merda, uma certa ansiedade mesclada com um desânimo. Sensação terrível de ter um frio na barriga toda vez que lembrava do tal evento lá...mas ontem a noite meio que passou. Juro, eu fiquei até aliviado quando me deu vontade de cair ontem, só por não estar desanimado como antes, foi algo muito ruim de se sentir.

PS: Eu estou cogitando parar de entrar no fórum pela manhã. Meu dia tinha começado bem, mas eu coloquei o site para abrir junto com o google, logo quando eu clicasse. Não parece ter sido a melhor das ideias, porque  justo agora que eu tinha parado um pouco de pensar no meu vício, para estudar e fazer as minhas coisas, o fórum me lembrou de tudo. Não me fez ter vontade de cair, mas pode ter sido um gatilho para aquele desânimo voltar.

Não vou me esticar muito.

MegaDrive,

Acho que o fórum tem essas duas faces: é um espaço em que podemos falar abertamente e exorcizar demônios, porém ele nos lembra do vício. Tanto que tem um usuário no fórum yourbrainrebalanced, o Thebigbookofpenis que escreveu sobre método da não-excitação: ele fala que evita ir ao fórum porque nele tem que lidar com muitas pessoas falando sobre o vício.

Por um tempo eu concordei com ele e me afastei e escrevia mais só essencial, acreditando que assim poderia me fortalecer. Mas hoje já penso o contrário, temos que vir para nos fortalecer e lembrar que o peso de uma queda é muito caro. Para mim, o reboot tem que ser um processo de autoconhecimento. O fortalecimento do nosso interior, da nossa mente e do espírito de luta tem que ser uma constante e principalmente reconhecendo que é um processo que oscila demais.

Por isso gosto de ser honesto aqui. Dizer, numa boa: não estou bem. Quando leio o dos irmãos faço meus apontamentos, como você mesmo diz, sem medo de ferir. Na verdade eu penso muito, mas prefiro ser o mais honesto possível.

Não quero cagar regra, mas o que eu penso, depois desse falatório é cada um de nós temos que saber como levar o nosso processo.

Mano, siga firme. A tristeza e a sombra fazem parte dessa dinâmica e temos que aprender a lidar com elas. Entender que somos mais que uma fase. Na palavra é fácil. Foda é viver isso.

Uma semana, sete vitórias consecutivas. Um dia por vez.

Abraço



É, realmente, meu progresso maior se deu quando eu tentei deixar a tristeza chegar mesmo, porque é inegável que ela existe e precisa ser reparada de certa forma. Mas o bem-estar me ajudou a estudar melhor, por exemplo.

Ultrapassei demais a minha hora de dormir e aqui meio que o perigo começa a vir. Não sei, acho que pelo sono a mente deve ter desligado as partes que raciocinam sobre o perigo do vício e tal. Baita vontade de cair, tomarei cuidado. To cansado e consigo nem raciocinar direito, mas agradeço pela força!


MegaDrive,
Muitas vezes sinto que o reboot fosse como um abismo profundo que tenta me puxar para dentro dele. Todas as vontades de cair vem em peso e tudo parece que gira em torno de uma sessão de PMO. Sinto -me por um fio como se fosse me render, mas me prendo a ideia de que posso ser maior do que isso e que hoje eu não vou me render.

força irmaão

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 25/7/2020, 14:00
Saudações, Mega!

O Fórum as vezes se torna um pouco pesado, já abandonei uma vez, e acreditava que seria a melhor opção. Porém, o que acontece é que precisamos sim lembrar do nosso vício, mas não é lembrar das atrizes e dos sites, mas sim lembrar de tudo que foi tirado de você, e se você não tem noção de tudo que foi tirado, pare e fique refletindo, veja como tem sido a sua vida, o vício já tirou milhares de coisas sua. Dessa forma, eu acho que o certo não é lembrar que você é um viciado, mas de que você não quer mais isso.

É um processo de cura como qualquer outro, mas fugir do problema não adianta muito, pois se ele não for resolvido uma hora aparecerá novamente.

Estamos juntos nessa batalha, meu amigo.

Abraço

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em 25/7/2020, 16:58
Sim caras. Na verdade o meu processo tem voltado ao que estava sendo antes para ser sincero. Eu não to mais sentindo aquele vazio tão imenso, pois sinto que os benefícios começam a querer aparecer aos poucos e eu continuarei assim. Deu para perceber algumas novidades nessa tentativa, de que talvez meu problema nem seja o vício ,e sim alguma solidão que eu cultivei durante um bom tempo sem saber exatamente a causa disso. As oportunidades pra mudar isso volta e meia aparecem, resta aproveitá-las enquanto mantenho o reboot. Valeu pela força, caras.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 26/7/2020, 17:47
MegaDrive escreveu:Sim caras. Na verdade o meu processo tem voltado ao que estava sendo antes para ser sincero. Eu não to mais sentindo aquele vazio tão imenso, pois sinto que os benefícios começam a querer aparecer aos poucos e eu continuarei assim. Deu para perceber algumas novidades nessa tentativa, de que talvez meu problema nem seja o vício ,e sim alguma solidão que eu cultivei durante um bom tempo sem saber exatamente a causa disso. As oportunidades pra mudar isso volta e meia aparecem, resta aproveitá-las enquanto mantenho o reboot. Valeu pela força, caras.

MegaDrive,
Acho que o mais importante desse processo todo é o autoconhecimento. A gente aprender a lidar com a realidade, em seus momentos bons e ruins, sem a PMO. É como aprender a andar, pensar e fazer as coisas sem que esse impulso venha. Fico feliz de saber que você está sentindo benefícios. Que eles possam ser um incentivo para que você permaneça firme. Aproveite as oportunidades do melhor jeito que conseguir e não se cobre demais. Um dia por vez, um passo por vez. Você está no caminho certo.
Abraço irmão.

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 26/7/2020, 19:35
Ando sem ideia. Já sei de muitos problemas que tenho e o que quero resolver. Talvez antes de refletir mais, esteja chegando a hora de fazer alguma coisa de uma vez. Caso eu tivesse oportunidades de me ressocializar e coisa do tipo, eu já estaria fazendo-o, mas o momento não ajuda. Me sinto melhor do que antes, minha cara de idiota foi embora momentaneamente, e eu quero seguir por mais alguns dias para ver se a melhora aumenta ou algo parecido. Além disso, deveria procurar mais alguns hobbies diferentes. Sinto que esse momento bom e´momentâneo, pois foram muitos anos de podridão e eu estou apenas me encaminhando para a segunda semana, tem chão pela frente.

Caso eu suma, é falta do que falar mesmo. Seguindo.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 27/7/2020, 12:43
MegaDrive escreveu:Ando sem ideia. Já sei de muitos problemas que tenho e o que quero resolver. Talvez antes de refletir mais, esteja chegando a hora de fazer alguma coisa de uma vez. Caso eu tivesse oportunidades de me ressocializar e coisa do tipo, eu já estaria fazendo-o, mas o momento não ajuda. Me sinto melhor do que antes, minha cara de idiota foi embora momentaneamente, e eu quero seguir por mais alguns dias para ver se a melhora aumenta ou algo parecido. Além disso, deveria procurar mais alguns hobbies diferentes. Sinto que esse momento bom e´momentâneo, pois foram muitos anos de podridão e eu estou apenas me encaminhando para a segunda semana, tem chão pela frente.

Caso eu suma, é falta do que falar mesmo. Seguindo.

MegaDrive,

Escrevi sobre isso hoje: Nós refletimos e sentimos uma pressão interna para realizarmos algo positivo. Pensamos em muitas possibilidades, mas é tudo tão teórico, que nem sei se seria assim que se efetivaria. É bom ver que alcançamos algumas melhorias, são sinais positivos para continuarmos. Mas é bom prepararmos para as tempestades futuras.

Parabéns pelos 10 dias, rumo a 2 semanas. Vamos seguindo.

Força irmão. Abraço.

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 27/7/2020, 16:40
Urso Polar escreveu:
Spoiler:
MegaDrive escreveu:Ando sem ideia. Já sei de muitos problemas que tenho e o que quero resolver. Talvez antes de refletir mais, esteja chegando a hora de fazer alguma coisa de uma vez. Caso eu tivesse oportunidades de me ressocializar e coisa do tipo, eu já estaria fazendo-o, mas o momento não ajuda. Me sinto melhor do que antes, minha cara de idiota foi embora momentaneamente, e eu quero seguir por mais alguns dias para ver se a melhora aumenta ou algo parecido. Além disso, deveria procurar mais alguns hobbies diferentes. Sinto que esse momento bom e´momentâneo, pois foram muitos anos de podridão e eu estou apenas me encaminhando para a segunda semana, tem chão pela frente.

Caso eu suma, é falta do que falar mesmo. Seguindo.

MegaDrive,

Escrevi sobre isso hoje: Nós refletimos e sentimos uma pressão interna para realizarmos algo positivo. Pensamos em muitas possibilidades, mas é tudo tão teórico, que nem sei se seria assim que se efetivaria. É bom ver que alcançamos algumas melhorias, são sinais positivos para continuarmos. Mas é bom prepararmos para as tempestades futuras.

Parabéns pelos 10 dias, rumo a 2 semanas. Vamos seguindo.

Força irmão. Abraço.

É teórico, mas acho primordial. Nunca é apenas sair aí agindo sem entender o que está fazendo, pois o que se passa em nossa mente orienta nossas ações todos os dias. Estranho é nós muitas vezes nem sabermos o que seria isso, saímos fazendo besteria e martirizando as nossas emoções. Parte do processo de cura é estudar isso a fundo, tentar entender a si mesmo. Como eu repeti para uma novata: reboot não é só ficar 90 dias sem gozar. Se fosse, acharia decepcionante.

Claro, nós chegamos aqui pensando que o processo é esse, sempre aflitos por uma razão. Há uns caras aí que se dizem viciados, mas precisavam só de um pouco de motivação para largar de vez e sentir as melhorias. Talvez para esses o processo não é e nem deve ser tão profundo assim. Mas também existem uns um pouco mais quebrados como nós, quando os malefícios de consumir ultrapassam por muito apenas a perda de tempo de cada sessão. A gente é mais depressivo, temos problemas com rotinas, relacionamentos, amizades e autoestima. Aí você vem aqui, vê que a sua vida está uma merda e passa a fazer o processo para que alguma coisa melhora. Passa alguns dias e acha tudo incrível. A empolgação do principiante faz você encaras 1 2 semanas até que numa boa. Aí a sua euforia vai embora e você cai de uma forma tão violenta que sai do reboot pior do que começou.

Tenta mias um pouco, começa a perceber que talvez você deveria levar a sério, e que os malefícios de continuar nessa vida te fazer seguir em frente e tentar mais uma vez. Novamente, 1 2 semanas passam. Pensando que está tudo bem, vendo novamente os benefícios, você simplesmente esquece de tudo de ruim causado por essa merda imunda. Aí você cai de novo. E de novo. E de novo. Até voltar puto no outro dia dizendo que o processo não funciona, que essa merda não tem sentido e que na verdade a sua vida deve se resumir a essa merda mesmo.

Com um pouco de sorte, um urso aparece e te fala umas verdades. No fim você começa a acreditar que os seus problemas talvez não venham todos da pornografia e coisa parecida, mas são fortalecidos por ela. E é daí que você entende o motivo de suas recaídas: será que éramos/somos capazes de enfrentar tal complexidade? De assimilar o que mora dentro da gente e fazer uma centena de perguntas tão difíceis de serem respondidas que nos fazem deitar aflitos no travesseiro?

O reboot do carinha lá que tá meio pra baixo é diferente do meu mesmo. Ele fica os 90 dias e tudo volta ao normal. Eu tenho um problema mais grave. Sou baita de um degenerado da porra, faço fantasia até sendo de outro sexo. Aí a gente só tenta entender de que maneira fomos chegar nesse ponto, e para tal, fazemos esse período de assimilação e TRISTEZA. Ainda não sei porquê, mas muitos já relataram que o processo não se dá com felicidade e sim encarando a parte ruim que mora dentro da gente. O prazer entorpece uma dor que fica sendo deixada de lado por muito, muito tempo. Só que isso não funciona para sempre, porque o que antes servia para me enganar e fazer a dor parar, agora só piora ela, porque além de pornografia não conseguir mais tirar a minha dor de estar sempre sozinho, ela me viciou, e viciado, me tornou incapaz de lidar com a minha dor da maneira certa!

Então a vida se torna dor atrás de dor atrás de dor atrás de frustração. Muito cansativo toda semana precisar lidar com uma tristeza diferente, enxergar sofrimento em momentos que deveriam ser bons, tipo conhecer outras pessoas. E é complicado, muita coisa para lidar, eu posso muito bem ser um covarde e continuar insistindo nessa merda. Eu posso cair hoje. Posso! Não vou me sentir mal. Com 10 dias sem consumir, vou gozar pra caralho pra primeira gostosa que apareces lá no site.

Mas e depois?

Depois eu caio de novo. E de novo. E de novo. E de novo...

Aí eu perco tudo. Semana passada toda que fiquei destilando tristeza, vai pro ralo. Não assimilo nada. Minha vida continua uma merda, eu continuo sem ninguém, fico sem amigos, incapaz de fazer qualquer coisa em público e MUITO menos transar. E mais: eu volto pior do que antes. Meu vício me faz colocar tudo a perder, fode com meu relacionamento familiar, minha faculdade, meus sonhos. Aí vai ficando nisso pra sempre, uma tentativa de reboot, outra queda colossal. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda...

Fim.

Aí é GameOver. A porra toda termina e você não é mais ninguém. Assimila uma depressão e acaba caindo morto por aí em qualquer lugar, vê que a sua vida foi desperdiçada e que DESSA vez é bem possível que não tenha mais volta. A gente insiste que sempre tem que tentar de novo e de novo, mas não sei mais se acredito.

Eu não posso tentar de novo sempre. Uma hora não tem mais como voltar atrás, a gente perde tanta coisa e tanto tempo que a linha rompe e você morreu. O jeito é criar juízo mesmo. Não tenho o direito de ficar caindo e voltando pra sempre, porque o tempo tá passando, e uma hora não vai mais ter volta. Talvez a vida em si não seja tão bonita assim. Talvez nem sempre haja perdão e a sua motivação não vai servir de porra nenhuma quando as tentativas acabarem. A evolução nunca pode parar. Se está tudo normal, há algo de errado e a tristeza vai chegar. E quando ela chegar, se não houver preparação e assimilação ao invés de fuga, aquela linha que eu falei fica cada vez mais próxima de se romper.

Terminei de configurar o último bloqueador e me livrei da última senha. Demorou meses. Fiquei refletindo por muito tempo e cheguei a conclusão que talvez agora, somente com tudo isso, eu consiga chegar no 17º dia.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 28/7/2020, 10:07
Nem é papo de P, mas capaz que quem tá entrando no mundo adulto agora e às vezes lembra um pouco da adolescência e escola se identifique um pouco.

Amizades ruins.

Escolher errado. É nisso que se baseou boa parte do que acordei pensando hoje. Já disse que na escola eu nunca fui a criança que tinha muitos amigos e era seguida pelos outros. Eu era um bocado sozinho para falar a verdade. Estudei em 2 escolas na minha vida. A escola A eu permaneci desse o meu jardim de infância até a minha quinta série, na escola B da sexta até a oitava série e voltei para a escola A no ensino médio. As coisas começam Quando eu saí da escola A pela primeira vez, deixei um par de amigos bons lá, um garoto e uma garota. Nos anos seguintes eu até tentei manter contato com eles, apesar de que não tinha direito essa estrutura de hoje, que as pessoas conversam a distância fácil assim.

Quando voltei para a escola A no ensino médio, eles estavam lá, mas parecia que não estavam. Um tinha crescido mais que eu, a menina agora era uma moça e eles eram completamente alheio a mim, sendo que ainda os considerava ótimos amigos, pelo que aconteceu na infância. Decidi deixar a carência de lado e esquecê-los de uma vez, achando outras companhias, dessa vez menos "populares". Meu pecado aconteceu por causa dessa palavra. Com o tempo fui trocando de companhias, sempre sendo alguém ali da média, até chegar no terceiro ano e "encontrar" de volta essa garota aí que tinha sido a minha amiga. Nós voltamos a conversar, a diferença era que naquela vez ela era a "popularzinha" da turma.

Fizemos uma panelinha e eu entrei nela. Eu era popular. Menininhas andando junto, os caras mais famosinhos, os "bonitos". Pra mim tudo estava sendo incrível. Claro que agora tudo é muito mais evidente, mas desde aquela época eu sentia que existia algo errado naqueles indivíduos que eu me familiarizei. Eu sentia como se estivesse lá, mas não me identificava com nenhum. As minhas conversas não eram as mesmas que as deles, os olhares, tudo. Insistindo de volta naquilo que comentei, eu mais seguia eles do que era amigo mesmo.

O lado negativo de tudo isso era que existiam boas pessoas lá na escola, mas eu não podia andar com elas. Pois não eram as mais "bonitas", "populares", "ricas" ou influentes. Acontece que 3 anos depois você se lembra de uma coisa assim e um vazio muito grande se levanta da sua alma: ter escolhido errado. Pela forma que eu tratei algumas pessoas, eu sou só um canalha de merda que enxergava os outros mais pela aparência do que qualquer outra coisa. Mas isso se virou contra mim, porque eu fiquei sem amigos e consegui entender melhor o que algumas dessas pessoas as quais eu tratei mal sentiam. Falei de alguns pelas costas, "zoei" e até isolei outras, deixando-as sozinhas no canto.

Eu não sei dizer se essas pessoas teriam sido boas companhias, não tenho como confirmar nada. Mas a alma guarda um sentimento ruim ao ver que eu escolhi o pior caminho. Me importei muito com as aparências dos outros e do que iam dizer de mim caso eu andasse com certos indivíduos. Mas eu daria tudo para ter alguns deles de volta, principalmente duas moças muito, muito bacanas que passaram por mim. Eu não tenho como voltar no tempo, a merda já está feita e me resta apenas refletir e me arrepender de tais erros.

Mas se eu pudesse dar uma dica para qualquer um que ainda está nessa época de escola, eu diria para tomar cuidado com as aparências. Popularidade é o caralho. Todas essas pessoas vão sumir da sua vida e sendo bem sincero você nem sequer deve culpa-las pois a vida funciona dessa maneira. Eu andei com indivíduos terríveis quando era mais novo, mas reclamar não vai adiantar, pois eu tive a escolha de me relacionar com eles ou não. No fim a aparência não vale a pena, você termina sozinho e com arrependimentos.
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 28/7/2020, 10:27
MegaDrive escreveu:Nem é papo de P,  mas capaz que quem tá entrando no mundo adulto agora e às vezes lembra um pouco da adolescência e escola se identifique um pouco.

Amizades ruins.

Escolher errado. É nisso que se baseou boa parte do que acordei pensando hoje. Já disse que na escola eu nunca fui a criança que tinha muitos amigos e era seguida pelos outros. Eu era um bocado sozinho para falar a verdade. Estudei em 2 escolas na minha vida. A escola A eu permaneci desse o  meu jardim de infância até a minha quinta série, na escola B da sexta até a oitava série e voltei para a escola A no ensino médio. As coisas começam Quando eu saí da escola A pela primeira vez, deixei um par de amigos bons lá, um garoto e uma garota. Nos anos seguintes eu até tentei manter contato com eles, apesar de que não tinha direito essa estrutura de hoje, que as pessoas conversam a distância fácil assim.

Quando voltei para a escola A no ensino médio, eles estavam lá, mas parecia que não estavam. Um tinha crescido mais que eu,  a menina agora era uma moça e eles eram completamente alheio a mim, sendo que ainda os considerava ótimos amigos, pelo que aconteceu na infância. Decidi deixar a carência de lado e esquecê-los de uma vez, achando outras companhias, dessa vez menos "populares". Meu pecado aconteceu por causa dessa palavra. Com o tempo fui trocando de companhias, sempre sendo alguém ali da média, até chegar no terceiro ano e "encontrar" de volta essa garota aí que tinha sido a minha amiga. Nós voltamos a conversar, a diferença era que naquela vez ela era a "popularzinha" da turma.

Fizemos uma panelinha e eu entrei nela. Eu era popular. Menininhas andando junto, os caras mais famosinhos, os "bonitos". Pra mim tudo estava sendo incrível. Claro que agora tudo é muito mais evidente, mas desde aquela época eu sentia que existia algo errado naqueles indivíduos que eu me familiarizei. Eu sentia como se estivesse lá, mas não me identificava com nenhum. As minhas conversas não eram as mesmas que as deles, os olhares, tudo. Insistindo de volta naquilo que comentei, eu mais seguia eles do que era amigo mesmo.

O lado negativo de tudo isso era que existiam boas pessoas lá na escola, mas eu não podia andar com elas. Pois não eram as mais "bonitas", "populares", "ricas" ou influentes. Acontece que 3 anos depois você se lembra de uma coisa assim e um vazio muito grande se levanta da sua alma: ter escolhido errado. Pela forma que eu tratei algumas pessoas, eu sou só um canalha de merda que enxergava os outros mais pela aparência do que qualquer outra coisa. Mas isso se virou contra mim, porque eu fiquei sem amigos e consegui entender melhor o que algumas dessas pessoas as quais eu tratei mal sentiam. Falei de alguns pelas costas, "zoei" e até isolei outras, deixando-as sozinhas no canto.

Eu não sei dizer se essas pessoas teriam sido boas companhias, não tenho como confirmar nada. Mas a alma guarda um sentimento ruim ao ver que eu escolhi o pior caminho. Me importei muito com as aparências dos outros e do que iam dizer de mim caso eu andasse com certos indivíduos. Mas eu daria tudo para ter alguns deles de volta, principalmente duas moças muito, muito bacanas que passaram  por mim. Eu não tenho como voltar no tempo, a merda já está feita e me resta apenas refletir e me arrepender de tais erros.

Mas se eu pudesse dar uma dica para qualquer um que ainda está nessa época de escola, eu diria para tomar cuidado com as aparências. Popularidade é o caralho. Todas essas pessoas vão sumir da sua vida e sendo bem sincero você nem sequer deve culpa-las pois a vida funciona dessa maneira. Eu andei com indivíduos terríveis quando era mais novo, mas reclamar não vai adiantar, pois eu tive a escolha de me relacionar com eles ou não. No fim a aparência não vale a pena, você termina sozinho e com arrependimentos.

Ah rapaz..., eu te entendo bem. Eu em tempos de escola também fui mais retraído, até que em 2011 comecei a andar com pessoas mais "maneiras" e deixei meus melhores amigos de lado, cheguei até a discutir com eles sabe? Andava com esse pessoal mais popular, e é incrível, pois tinha uns caras que eu também andava junto e é igual tu disse, a gente era muito diferente, mas eu andava com o pessoal por andar. Menininhas bonitas falando comigo, po pra mim tudo ótimo. Dai tinha uma mina que demonstrava gostar de mim, só porque a mina tinha espinha no rosto, eu ficava meio que um pouco distante, tinha outras também que também demonstraram sentimeto, mas eu meio que desprezei, pois queria as mais "populares", tradução, fiquei sem mina popular, e sem aquelas meninas legais que eu não quis por não serem do "padrão" das populares, hoje em dia sabe com quem tenho contato? Com aqueles amigos que desprezei em 2011, esses são meus amigos desde meus 8 anos, os únicos, o resto tudo sumiu, o que fics de aprendizado é o que você disse, jamas devemos focar em aparências isso é tudo besteira. Um abraço, desculpa por me empolgar e fazer um relato grande no seu diário kk, é que vi semelhança com situações que já vivi. Tmj e sucesso pra você.
Urso Polar
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 28/7/2020, 11:30
MegaDrive escreveu:
Urso Polar escreveu:
Spoiler:

MegaDrive escreveu:Ando sem ideia. Já sei de muitos problemas que tenho e o que quero resolver. Talvez antes de refletir mais, esteja chegando a hora de fazer alguma coisa de uma vez. Caso eu tivesse oportunidades de me ressocializar e coisa do tipo, eu já estaria fazendo-o, mas o momento não ajuda. Me sinto melhor do que antes, minha cara de idiota foi embora momentaneamente, e eu quero seguir por mais alguns dias para ver se a melhora aumenta ou algo parecido. Além disso, deveria procurar mais alguns hobbies diferentes. Sinto que esse momento bom e´momentâneo, pois foram muitos anos de podridão e eu estou apenas me encaminhando para a segunda semana, tem chão pela frente.

Caso eu suma, é falta do que falar mesmo. Seguindo.

MegaDrive,

Escrevi sobre isso hoje: Nós refletimos e sentimos uma pressão interna para realizarmos algo positivo. Pensamos em muitas possibilidades, mas é tudo tão teórico, que nem sei se seria assim que se efetivaria. É bom ver que alcançamos algumas melhorias, são sinais positivos para continuarmos. Mas é bom prepararmos para as tempestades futuras.

Parabéns pelos 10 dias, rumo a 2 semanas. Vamos seguindo.

Força irmão. Abraço.

Spoiler:
É teórico, mas acho primordial. Nunca é apenas sair aí agindo sem entender o que está fazendo, pois o que se passa em nossa mente orienta nossas ações todos os dias. Estranho é nós muitas vezes nem sabermos o que seria isso, saímos fazendo besteria e martirizando as nossas emoções. Parte do processo de cura é estudar isso a fundo, tentar entender a si mesmo. Como eu repeti para uma novata: reboot não é só ficar 90 dias sem gozar. Se fosse, acharia decepcionante.

Claro, nós chegamos aqui pensando que o processo é esse, sempre aflitos por uma razão. Há uns caras aí que se dizem viciados, mas precisavam só de um pouco de motivação para largar de vez e sentir as melhorias. Talvez para esses o processo não é e nem deve ser tão profundo assim. Mas também existem uns um pouco mais quebrados como nós, quando os malefícios de consumir ultrapassam por muito apenas a perda de tempo de cada sessão. A gente é mais depressivo, temos problemas com rotinas, relacionamentos, amizades e autoestima. Aí você vem aqui, vê que a sua vida está uma merda e passa a fazer o processo para que alguma coisa melhora. Passa alguns dias e acha tudo incrível. A empolgação do principiante faz você encaras 1 2 semanas até que numa boa. Aí a sua euforia vai embora e você cai de uma forma tão violenta que sai do reboot pior do que começou.

Tenta mias um pouco, começa a perceber que talvez você deveria levar a sério, e que os malefícios de continuar nessa vida te fazer seguir em frente e tentar mais uma vez. Novamente, 1 2 semanas passam. Pensando que está tudo bem, vendo novamente os benefícios, você simplesmente esquece de tudo de ruim causado por essa merda imunda. Aí você cai de novo. E de novo. E de novo. Até voltar puto no outro dia dizendo que o processo não funciona, que essa merda não tem sentido e que na verdade a sua vida deve se resumir a essa merda mesmo.

Com um pouco de sorte, um urso aparece e te fala umas verdades. No fim você começa a acreditar que os seus problemas talvez não venham todos da pornografia e coisa parecida, mas são fortalecidos por ela. E é daí que você entende o motivo de suas recaídas: será que éramos/somos capazes de enfrentar tal complexidade? De assimilar o que mora dentro da gente e fazer uma centena de perguntas tão difíceis de serem respondidas que nos fazem deitar aflitos no travesseiro?

O reboot do carinha lá que tá meio pra baixo é diferente do meu mesmo. Ele fica os 90 dias e tudo volta ao normal. Eu tenho um problema mais grave. Sou baita de um degenerado da porra, faço fantasia até sendo de outro sexo. Aí a gente só tenta entender de que maneira fomos chegar nesse ponto, e para tal, fazemos esse período de assimilação e TRISTEZA. Ainda não sei porquê, mas muitos já relataram que o processo não se dá com felicidade e sim encarando a parte ruim que mora dentro da gente. O prazer entorpece uma dor que fica sendo deixada de lado por muito, muito tempo. Só que isso não funciona para sempre, porque o que antes servia para me enganar e fazer a dor parar, agora só piora ela, porque além de pornografia não conseguir mais tirar a minha dor de estar sempre sozinho, ela me viciou, e viciado, me tornou incapaz de lidar com a minha dor da maneira certa!

Então a vida se torna dor atrás de dor atrás de dor atrás de frustração. Muito cansativo toda semana precisar lidar com uma tristeza diferente, enxergar sofrimento em momentos que deveriam ser bons, tipo conhecer outras pessoas. E é complicado, muita coisa para lidar, eu posso muito bem ser um covarde e continuar insistindo nessa merda. Eu posso cair hoje. Posso! Não vou me sentir mal. Com 10 dias sem consumir, vou gozar pra caralho pra primeira gostosa que apareces lá no site.

Mas e depois?

Depois eu caio de novo. E de novo. E de novo. E de novo...

Aí eu perco tudo. Semana passada toda que fiquei destilando tristeza, vai pro ralo. Não assimilo nada. Minha vida continua uma merda, eu continuo sem ninguém, fico sem amigos, incapaz de fazer qualquer coisa em público e MUITO menos transar. E mais: eu volto pior do que antes. Meu vício me faz colocar tudo a perder, fode com meu relacionamento familiar, minha faculdade, meus sonhos. Aí vai ficando nisso pra sempre, uma tentativa de reboot, outra queda colossal. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda...

Fim.

Aí é GameOver. A porra toda termina e você não é mais ninguém. Assimila uma depressão e acaba caindo morto por aí em qualquer lugar, vê que a sua vida foi desperdiçada e que DESSA vez é bem possível que não tenha mais volta. A gente insiste que sempre tem que tentar de novo e de novo, mas não sei mais se acredito.

Eu não posso tentar de novo sempre. Uma hora não tem mais como voltar atrás, a gente perde tanta coisa e tanto tempo que a linha rompe e você morreu. O jeito é criar juízo mesmo. Não tenho o direito de ficar caindo e voltando pra sempre, porque o tempo tá passando, e uma hora não vai mais ter volta. Talvez a vida em si não seja tão bonita assim. Talvez nem sempre haja perdão e a sua motivação não vai servir de porra nenhuma quando as tentativas acabarem. A evolução nunca pode parar. Se está tudo normal, há algo de errado e a tristeza vai chegar. E quando ela chegar, se não houver preparação e assimilação ao invés de fuga, aquela linha que eu falei fica cada vez mais próxima de se romper.

Terminei de configurar o último bloqueador e me livrei da última senha. Demorou meses. Fiquei refletindo por muito tempo e cheguei a conclusão que talvez agora, somente com tudo isso, eu consiga chegar no 17º dia.

MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Nem é papo de P,  mas capaz que quem tá entrando no mundo adulto agora e às vezes lembra um pouco da adolescência e escola se identifique um pouco.

Amizades ruins.

Escolher errado. É nisso que se baseou boa parte do que acordei pensando hoje. Já disse que na escola eu nunca fui a criança que tinha muitos amigos e era seguida pelos outros. Eu era um bocado sozinho para falar a verdade. Estudei em 2 escolas na minha vida. A escola A eu permaneci desse o  meu jardim de infância até a minha quinta série, na escola B da sexta até a oitava série e voltei para a escola A no ensino médio. As coisas começam Quando eu saí da escola A pela primeira vez, deixei um par de amigos bons lá, um garoto e uma garota. Nos anos seguintes eu até tentei manter contato com eles, apesar de que não tinha direito essa estrutura de hoje, que as pessoas conversam a distância fácil assim.

Quando voltei para a escola A no ensino médio, eles estavam lá, mas parecia que não estavam. Um tinha crescido mais que eu,  a menina agora era uma moça e eles eram completamente alheio a mim, sendo que ainda os considerava ótimos amigos, pelo que aconteceu na infância. Decidi deixar a carência de lado e esquecê-los de uma vez, achando outras companhias, dessa vez menos "populares". Meu pecado aconteceu por causa dessa palavra. Com o tempo fui trocando de companhias, sempre sendo alguém ali da média, até chegar no terceiro ano e "encontrar" de volta essa garota aí que tinha sido a minha amiga. Nós voltamos a conversar, a diferença era que naquela vez ela era a "popularzinha" da turma.

Fizemos uma panelinha e eu entrei nela. Eu era popular. Menininhas andando junto, os caras mais famosinhos, os "bonitos". Pra mim tudo estava sendo incrível. Claro que agora tudo é muito mais evidente, mas desde aquela época eu sentia que existia algo errado naqueles indivíduos que eu me familiarizei. Eu sentia como se estivesse lá, mas não me identificava com nenhum. As minhas conversas não eram as mesmas que as deles, os olhares, tudo. Insistindo de volta naquilo que comentei, eu mais seguia eles do que era amigo mesmo.

O lado negativo de tudo isso era que existiam boas pessoas lá na escola, mas eu não podia andar com elas. Pois não eram as mais "bonitas", "populares", "ricas" ou influentes. Acontece que 3 anos depois você se lembra de uma coisa assim e um vazio muito grande se levanta da sua alma: ter escolhido errado. Pela forma que eu tratei algumas pessoas, eu sou só um canalha de merda que enxergava os outros mais pela aparência do que qualquer outra coisa. Mas isso se virou contra mim, porque eu fiquei sem amigos e consegui entender melhor o que algumas dessas pessoas as quais eu tratei mal sentiam. Falei de alguns pelas costas, "zoei" e até isolei outras, deixando-as sozinhas no canto.

Eu não sei dizer se essas pessoas teriam sido boas companhias, não tenho como confirmar nada. Mas a alma guarda um sentimento ruim ao ver que eu escolhi o pior caminho. Me importei muito com as aparências dos outros e do que iam dizer de mim caso eu andasse com certos indivíduos. Mas eu daria tudo para ter alguns deles de volta, principalmente duas moças muito, muito bacanas que passaram  por mim. Eu não tenho como voltar no tempo, a merda já está feita e me resta apenas refletir e me arrepender de tais erros.

Mas se eu pudesse dar uma dica para qualquer um que ainda está nessa época de escola, eu diria para tomar cuidado com as aparências. Popularidade é o caralho. Todas essas pessoas vão sumir da sua vida e sendo bem sincero você nem sequer deve culpa-las pois a vida funciona dessa maneira. Eu andei com indivíduos terríveis quando era mais novo, mas reclamar não vai adiantar, pois eu tive a escolha de me relacionar com eles ou não. No fim a aparência não vale a pena, você termina sozinho e com arrependimentos.

MegaDrive,

Nós costumamos ser os Juízes e Carrascos mais cruéis de nós mesmos. Nos condenamos com peso terrível, sempre apontando falhas e dizendo que erramos nisso e naquilo. Mas sabe a verdade: Esses pensamentos que ficam martelando na nossa cabeça, por mais profundos que sejam, não nos definem.

Vou te falar algumas coisas que eu gostaria de acreditar quando tinha 19 anos:

Relacionamentos: Sei que você tá puto porque não tá ficando ou namorando ninguém. Que não tá indo nas baladas e beijando e avançando os sinais com as minas. Mano, não se apegue a isso. Não deixe que essa merda de pensamento te torture. Fique de boa. Toda vez que isso vier te pertubar, não argumente, pense: Fodas, VTNC. Não fique pensando: Quando vou ter alguém? Que dia minha sorte vai mudar? Aceite uma coisa: diga fodas deixe a vida me supreender.

Tentativa e quedas Brother, a gente pode tá bugado em muita coisa, mas estamos tentando. É a honestidade e dedicação que contam porque elas já indicam a mudança. Raros são os caras aqui que iniciaram o reboot e ficaram com o contador alto de primeira. Essa é uma oportunidade de autoconhecimento única. Então força brother, cair faz parte. Não queremos isso, óbvio. Mas as que já aconteceram, beleza. Aprendizado. Vamos focar e seguir para que essa tentativa se torne a definitiva.

Passado e escolhas erradas: Quem dera a gente viesse com um assistente, igual nos jogos, que indicam direção, dão instruções. A vida a gente vai sem nada e vive do melhor jeito que dá. Eu também tenho para mim, que eu dei ideia para muita gente nada a ver. Que deixei pessoas legais de lado. Mas a gente só percebe isso depois que passa. No momento a gente só vive. O passado já era. Se você tem na sua consciência que você fez o melhor, então é isso.


Mano, eu tenho esses mesmos pensamentos que você mas temos que ir seguindo. Somos o melhor com o que temos. Lutamos para não errar. Vamos seguindo. Um dia por vez.

Abraço

_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 29/7/2020, 11:59
End escreveu:
Spoiler:
MegaDrive escreveu:Nem é papo de P,  mas capaz que quem tá entrando no mundo adulto agora e às vezes lembra um pouco da adolescência e escola se identifique um pouco.

Amizades ruins.

Escolher errado. É nisso que se baseou boa parte do que acordei pensando hoje. Já disse que na escola eu nunca fui a criança que tinha muitos amigos e era seguida pelos outros. Eu era um bocado sozinho para falar a verdade. Estudei em 2 escolas na minha vida. A escola A eu permaneci desse o  meu jardim de infância até a minha quinta série, na escola B da sexta até a oitava série e voltei para a escola A no ensino médio. As coisas começam Quando eu saí da escola A pela primeira vez, deixei um par de amigos bons lá, um garoto e uma garota. Nos anos seguintes eu até tentei manter contato com eles, apesar de que não tinha direito essa estrutura de hoje, que as pessoas conversam a distância fácil assim.

Quando voltei para a escola A no ensino médio, eles estavam lá, mas parecia que não estavam. Um tinha crescido mais que eu,  a menina agora era uma moça e eles eram completamente alheio a mim, sendo que ainda os considerava ótimos amigos, pelo que aconteceu na infância. Decidi deixar a carência de lado e esquecê-los de uma vez, achando outras companhias, dessa vez menos "populares". Meu pecado aconteceu por causa dessa palavra. Com o tempo fui trocando de companhias, sempre sendo alguém ali da média, até chegar no terceiro ano e "encontrar" de volta essa garota aí que tinha sido a minha amiga. Nós voltamos a conversar, a diferença era que naquela vez ela era a "popularzinha" da turma.

Fizemos uma panelinha e eu entrei nela. Eu era popular. Menininhas andando junto, os caras mais famosinhos, os "bonitos". Pra mim tudo estava sendo incrível. Claro que agora tudo é muito mais evidente, mas desde aquela época eu sentia que existia algo errado naqueles indivíduos que eu me familiarizei. Eu sentia como se estivesse lá, mas não me identificava com nenhum. As minhas conversas não eram as mesmas que as deles, os olhares, tudo. Insistindo de volta naquilo que comentei, eu mais seguia eles do que era amigo mesmo.

O lado negativo de tudo isso era que existiam boas pessoas lá na escola, mas eu não podia andar com elas. Pois não eram as mais "bonitas", "populares", "ricas" ou influentes. Acontece que 3 anos depois você se lembra de uma coisa assim e um vazio muito grande se levanta da sua alma: ter escolhido errado. Pela forma que eu tratei algumas pessoas, eu sou só um canalha de merda que enxergava os outros mais pela aparência do que qualquer outra coisa. Mas isso se virou contra mim, porque eu fiquei sem amigos e consegui entender melhor o que algumas dessas pessoas as quais eu tratei mal sentiam. Falei de alguns pelas costas, "zoei" e até isolei outras, deixando-as sozinhas no canto.

Eu não sei dizer se essas pessoas teriam sido boas companhias, não tenho como confirmar nada. Mas a alma guarda um sentimento ruim ao ver que eu escolhi o pior caminho. Me importei muito com as aparências dos outros e do que iam dizer de mim caso eu andasse com certos indivíduos. Mas eu daria tudo para ter alguns deles de volta, principalmente duas moças muito, muito bacanas que passaram  por mim. Eu não tenho como voltar no tempo, a merda já está feita e me resta apenas refletir e me arrepender de tais erros.

Mas se eu pudesse dar uma dica para qualquer um que ainda está nessa época de escola, eu diria para tomar cuidado com as aparências. Popularidade é o caralho. Todas essas pessoas vão sumir da sua vida e sendo bem sincero você nem sequer deve culpa-las pois a vida funciona dessa maneira. Eu andei com indivíduos terríveis quando era mais novo, mas reclamar não vai adiantar, pois eu tive a escolha de me relacionar com eles ou não. No fim a aparência não vale a pena, você termina sozinho e com arrependimentos.

Ah rapaz..., eu te entendo bem. Eu em tempos de escola também fui mais retraído, até que em 2011 comecei a andar com pessoas mais "maneiras" e deixei meus melhores amigos de lado, cheguei até a discutir com eles sabe? Andava com esse pessoal mais popular, e é incrível, pois tinha uns caras que eu também andava junto e é igual tu disse, a gente era muito diferente, mas eu andava com o pessoal por andar. Menininhas bonitas falando comigo, po pra mim tudo ótimo. Dai tinha uma mina que demonstrava gostar de mim, só porque a mina tinha espinha no rosto, eu ficava meio que um pouco distante, tinha outras também que também demonstraram sentimeto, mas eu meio que desprezei, pois queria as mais "populares", tradução, fiquei sem mina popular, e sem aquelas meninas legais que eu não quis por não serem do "padrão" das populares, hoje em dia sabe com quem tenho contato? Com aqueles amigos que desprezei em 2011, esses são meus amigos desde meus 8 anos, os únicos, o resto tudo sumiu, o que fics de aprendizado é o que você disse, jamas devemos focar em aparências isso é tudo besteira. Um abraço, desculpa por me empolgar e fazer um relato grande no seu diário kk, é que vi semelhança com situações que já vivi. Tmj e sucesso pra você.

Que isso, pode desenrolar aí que eu leio hahaha. Também não tive muito o que fazer pois era um moleque apenas, que pentelho de 15 anos vai pensar nesse tipo de coisa né? Mas vou levando, da próxima, escolhendo direito. O bom é que achei boas companhias na faculdade, as quais estou meio afastado por conta da pandemia, mas mesmo assim estão lá ainda. Não sei, tenho adotado uma forma diferente de enxergar as amizades. Gostaria de passar um tempo com os outros e me divertir, mas cada um no seu canto. Desde que eu passei 1 ano solitário, cheguei a conclusão que nunca mais vou me entregar para um amigo. Acho que no fim todos somos primitivos, ao ponto de que sempre somos interessados mais em nós mesmos do que nos outros. Mas eu não ligo muito para isso e nem deveria culpar ninguém, é a nossa natureza.

Valeu pela força, cara, tudo de bom!
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 29/7/2020, 12:13
Urso Polar escreveu:
Spoiler:
MegaDrive escreveu:
Urso Polar escreveu:
Spoiler:

MegaDrive escreveu:Ando sem ideia. Já sei de muitos problemas que tenho e o que quero resolver. Talvez antes de refletir mais, esteja chegando a hora de fazer alguma coisa de uma vez. Caso eu tivesse oportunidades de me ressocializar e coisa do tipo, eu já estaria fazendo-o, mas o momento não ajuda. Me sinto melhor do que antes, minha cara de idiota foi embora momentaneamente, e eu quero seguir por mais alguns dias para ver se a melhora aumenta ou algo parecido. Além disso, deveria procurar mais alguns hobbies diferentes. Sinto que esse momento bom e´momentâneo, pois foram muitos anos de podridão e eu estou apenas me encaminhando para a segunda semana, tem chão pela frente.

Caso eu suma, é falta do que falar mesmo. Seguindo.

MegaDrive,

Escrevi sobre isso hoje: Nós refletimos e sentimos uma pressão interna para realizarmos algo positivo. Pensamos em muitas possibilidades, mas é tudo tão teórico, que nem sei se seria assim que se efetivaria. É bom ver que alcançamos algumas melhorias, são sinais positivos para continuarmos. Mas é bom prepararmos para as tempestades futuras.

Parabéns pelos 10 dias, rumo a 2 semanas. Vamos seguindo.

Força irmão. Abraço.

Spoiler:
É teórico, mas acho primordial. Nunca é apenas sair aí agindo sem entender o que está fazendo, pois o que se passa em nossa mente orienta nossas ações todos os dias. Estranho é nós muitas vezes nem sabermos o que seria isso, saímos fazendo besteria e martirizando as nossas emoções. Parte do processo de cura é estudar isso a fundo, tentar entender a si mesmo. Como eu repeti para uma novata: reboot não é só ficar 90 dias sem gozar. Se fosse, acharia decepcionante.

Claro, nós chegamos aqui pensando que o processo é esse, sempre aflitos por uma razão. Há uns caras aí que se dizem viciados, mas precisavam só de um pouco de motivação para largar de vez e sentir as melhorias. Talvez para esses o processo não é e nem deve ser tão profundo assim. Mas também existem uns um pouco mais quebrados como nós, quando os malefícios de consumir ultrapassam por muito apenas a perda de tempo de cada sessão. A gente é mais depressivo, temos problemas com rotinas, relacionamentos, amizades e autoestima. Aí você vem aqui, vê que a sua vida está uma merda e passa a fazer o processo para que alguma coisa melhora. Passa alguns dias e acha tudo incrível. A empolgação do principiante faz você encaras 1 2 semanas até que numa boa. Aí a sua euforia vai embora e você cai de uma forma tão violenta que sai do reboot pior do que começou.

Tenta mias um pouco, começa a perceber que talvez você deveria levar a sério, e que os malefícios de continuar nessa vida te fazer seguir em frente e tentar mais uma vez. Novamente, 1 2 semanas passam. Pensando que está tudo bem, vendo novamente os benefícios, você simplesmente esquece de tudo de ruim causado por essa merda imunda. Aí você cai de novo. E de novo. E de novo. Até voltar puto no outro dia dizendo que o processo não funciona, que essa merda não tem sentido e que na verdade a sua vida deve se resumir a essa merda mesmo.

Com um pouco de sorte, um urso aparece e te fala umas verdades. No fim você começa a acreditar que os seus problemas talvez não venham todos da pornografia e coisa parecida, mas são fortalecidos por ela. E é daí que você entende o motivo de suas recaídas: será que éramos/somos capazes de enfrentar tal complexidade? De assimilar o que mora dentro da gente e fazer uma centena de perguntas tão difíceis de serem respondidas que nos fazem deitar aflitos no travesseiro?

O reboot do carinha lá que tá meio pra baixo é diferente do meu mesmo. Ele fica os 90 dias e tudo volta ao normal. Eu tenho um problema mais grave. Sou baita de um degenerado da porra, faço fantasia até sendo de outro sexo. Aí a gente só tenta entender de que maneira fomos chegar nesse ponto, e para tal, fazemos esse período de assimilação e TRISTEZA. Ainda não sei porquê, mas muitos já relataram que o processo não se dá com felicidade e sim encarando a parte ruim que mora dentro da gente. O prazer entorpece uma dor que fica sendo deixada de lado por muito, muito tempo. Só que isso não funciona para sempre, porque o que antes servia para me enganar e fazer a dor parar, agora só piora ela, porque além de pornografia não conseguir mais tirar a minha dor de estar sempre sozinho, ela me viciou, e viciado, me tornou incapaz de lidar com a minha dor da maneira certa!

Então a vida se torna dor atrás de dor atrás de dor atrás de frustração. Muito cansativo toda semana precisar lidar com uma tristeza diferente, enxergar sofrimento em momentos que deveriam ser bons, tipo conhecer outras pessoas. E é complicado, muita coisa para lidar, eu posso muito bem ser um covarde e continuar insistindo nessa merda. Eu posso cair hoje. Posso! Não vou me sentir mal. Com 10 dias sem consumir, vou gozar pra caralho pra primeira gostosa que apareces lá no site.

Mas e depois?

Depois eu caio de novo. E de novo. E de novo. E de novo...

Aí eu perco tudo. Semana passada toda que fiquei destilando tristeza, vai pro ralo. Não assimilo nada. Minha vida continua uma merda, eu continuo sem ninguém, fico sem amigos, incapaz de fazer qualquer coisa em público e MUITO menos transar. E mais: eu volto pior do que antes. Meu vício me faz colocar tudo a perder, fode com meu relacionamento familiar, minha faculdade, meus sonhos. Aí vai ficando nisso pra sempre, uma tentativa de reboot, outra queda colossal. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Tentativa, queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda. Queda...

Fim.

Aí é GameOver. A porra toda termina e você não é mais ninguém. Assimila uma depressão e acaba caindo morto por aí em qualquer lugar, vê que a sua vida foi desperdiçada e que DESSA vez é bem possível que não tenha mais volta. A gente insiste que sempre tem que tentar de novo e de novo, mas não sei mais se acredito.

Eu não posso tentar de novo sempre. Uma hora não tem mais como voltar atrás, a gente perde tanta coisa e tanto tempo que a linha rompe e você morreu. O jeito é criar juízo mesmo. Não tenho o direito de ficar caindo e voltando pra sempre, porque o tempo tá passando, e uma hora não vai mais ter volta. Talvez a vida em si não seja tão bonita assim. Talvez nem sempre haja perdão e a sua motivação não vai servir de porra nenhuma quando as tentativas acabarem. A evolução nunca pode parar. Se está tudo normal, há algo de errado e a tristeza vai chegar. E quando ela chegar, se não houver preparação e assimilação ao invés de fuga, aquela linha que eu falei fica cada vez mais próxima de se romper.

Terminei de configurar o último bloqueador e me livrei da última senha. Demorou meses. Fiquei refletindo por muito tempo e cheguei a conclusão que talvez agora, somente com tudo isso, eu consiga chegar no 17º dia.

MegaDrive escreveu:
Spoiler:
Nem é papo de P,  mas capaz que quem tá entrando no mundo adulto agora e às vezes lembra um pouco da adolescência e escola se identifique um pouco.

Amizades ruins.

Escolher errado. É nisso que se baseou boa parte do que acordei pensando hoje. Já disse que na escola eu nunca fui a criança que tinha muitos amigos e era seguida pelos outros. Eu era um bocado sozinho para falar a verdade. Estudei em 2 escolas na minha vida. A escola A eu permaneci desse o  meu jardim de infância até a minha quinta série, na escola B da sexta até a oitava série e voltei para a escola A no ensino médio. As coisas começam Quando eu saí da escola A pela primeira vez, deixei um par de amigos bons lá, um garoto e uma garota. Nos anos seguintes eu até tentei manter contato com eles, apesar de que não tinha direito essa estrutura de hoje, que as pessoas conversam a distância fácil assim.

Quando voltei para a escola A no ensino médio, eles estavam lá, mas parecia que não estavam. Um tinha crescido mais que eu,  a menina agora era uma moça e eles eram completamente alheio a mim, sendo que ainda os considerava ótimos amigos, pelo que aconteceu na infância. Decidi deixar a carência de lado e esquecê-los de uma vez, achando outras companhias, dessa vez menos "populares". Meu pecado aconteceu por causa dessa palavra. Com o tempo fui trocando de companhias, sempre sendo alguém ali da média, até chegar no terceiro ano e "encontrar" de volta essa garota aí que tinha sido a minha amiga. Nós voltamos a conversar, a diferença era que naquela vez ela era a "popularzinha" da turma.

Fizemos uma panelinha e eu entrei nela. Eu era popular. Menininhas andando junto, os caras mais famosinhos, os "bonitos". Pra mim tudo estava sendo incrível. Claro que agora tudo é muito mais evidente, mas desde aquela época eu sentia que existia algo errado naqueles indivíduos que eu me familiarizei. Eu sentia como se estivesse lá, mas não me identificava com nenhum. As minhas conversas não eram as mesmas que as deles, os olhares, tudo. Insistindo de volta naquilo que comentei, eu mais seguia eles do que era amigo mesmo.

O lado negativo de tudo isso era que existiam boas pessoas lá na escola, mas eu não podia andar com elas. Pois não eram as mais "bonitas", "populares", "ricas" ou influentes. Acontece que 3 anos depois você se lembra de uma coisa assim e um vazio muito grande se levanta da sua alma: ter escolhido errado. Pela forma que eu tratei algumas pessoas, eu sou só um canalha de merda que enxergava os outros mais pela aparência do que qualquer outra coisa. Mas isso se virou contra mim, porque eu fiquei sem amigos e consegui entender melhor o que algumas dessas pessoas as quais eu tratei mal sentiam. Falei de alguns pelas costas, "zoei" e até isolei outras, deixando-as sozinhas no canto.

Eu não sei dizer se essas pessoas teriam sido boas companhias, não tenho como confirmar nada. Mas a alma guarda um sentimento ruim ao ver que eu escolhi o pior caminho. Me importei muito com as aparências dos outros e do que iam dizer de mim caso eu andasse com certos indivíduos. Mas eu daria tudo para ter alguns deles de volta, principalmente duas moças muito, muito bacanas que passaram  por mim. Eu não tenho como voltar no tempo, a merda já está feita e me resta apenas refletir e me arrepender de tais erros.

Mas se eu pudesse dar uma dica para qualquer um que ainda está nessa época de escola, eu diria para tomar cuidado com as aparências. Popularidade é o caralho. Todas essas pessoas vão sumir da sua vida e sendo bem sincero você nem sequer deve culpa-las pois a vida funciona dessa maneira. Eu andei com indivíduos terríveis quando era mais novo, mas reclamar não vai adiantar, pois eu tive a escolha de me relacionar com eles ou não. No fim a aparência não vale a pena, você termina sozinho e com arrependimentos.

MegaDrive,

Nós costumamos ser os Juízes e Carrascos mais cruéis de nós mesmos. Nos condenamos com peso terrível, sempre apontando falhas e dizendo que erramos nisso e naquilo. Mas sabe a verdade: Esses pensamentos que ficam martelando na nossa cabeça, por mais profundos que sejam, não nos definem.

Vou te falar algumas coisas que eu gostaria de acreditar quando tinha 19 anos:

Relacionamentos: Sei que você tá puto porque não tá ficando ou namorando ninguém. Que não tá indo nas baladas e beijando e avançando os sinais com as minas. Mano, não se apegue a isso. Não deixe que essa merda de pensamento te torture. Fique de boa. Toda vez que isso vier te pertubar, não argumente, pense: Fodas, VTNC. Não fique pensando: Quando vou ter alguém? Que dia minha sorte vai mudar? Aceite uma coisa: diga fodas deixe a vida me supreender.

Tentativa e quedas Brother, a gente pode tá bugado em muita coisa, mas estamos tentando. É a honestidade e dedicação que contam porque elas já indicam a mudança. Raros são os caras aqui que iniciaram o reboot e ficaram com o contador alto de primeira. Essa é uma oportunidade de autoconhecimento única. Então força brother, cair faz parte. Não queremos isso, óbvio. Mas as que já aconteceram, beleza. Aprendizado. Vamos focar e seguir para que essa tentativa se torne a definitiva.

Passado e escolhas erradas: Quem dera a gente viesse com um assistente, igual nos jogos, que indicam direção, dão instruções. A vida a gente vai sem nada e vive do melhor jeito que dá. Eu também tenho para mim, que eu dei ideia para muita gente nada a ver. Que deixei pessoas legais de lado. Mas a gente só percebe isso depois que passa. No momento a gente só vive. O passado já era. Se você tem na sua consciência que você fez o melhor, então é isso.


Mano, eu tenho esses mesmos pensamentos que você mas temos que ir seguindo. Somos o melhor com o que temos. Lutamos para não errar. Vamos seguindo. Um dia por vez.

Abraço

Cara eu cheguei conclusão que isso leva tempo mesmo, eu estou me recuperando aos poucos, colocando umas perspectivas novas em prática e tentando ficar sem PMO. Eu sei que ainda gostaria de ter alguém, a ansiedade ainda não foi embora, mas no fim estou satisfeito por de certa forma estar seguindo em frente. Ultimamente não tenho tido muitas ideias pra falar alguma coisa, mas ainda leio alguns relatos por aqui e alguns me fazem pensar.

Na moral que eu tenho um medo da porra de ficar mais velho e perder muitas coisas pra PMO. Ja disse, tenho uma pá de sonhos que ainda quero realizar e ando me esforçando pra caramba em outras áreas da minha vida, mas o que eu faço é foda e tenho certeza que se não estiver 100% focado, o vício ainda vai me fazer perder toda a chance que eu tenho de realizar tudo isso. Tomo cuidado com companhias a exemplo do que aconteceu com o meu irmão. Ele é mais velho que eu e quando tinha a minha idade estava tentando exatamente a mesma cosia que eu estou tentando agora, mas aí veio namoradas ruins, amigos piores ainda, afastamentos e uma faculdade abandonada.

Hoje meu pai dá muita força pra ele, mas a perspectiva não é das melhores. Para as coisas que eu quero ter, não sei se há segunda chance. O exemplo tá na minha cara, então prefiro ficar sozinho se for me prejudicar de certe forma. Até porque ter sido solitário definiu muita coisa pra mim, eu me esforço pra caramba na minha área, nunca fico parado e aceito numa boa qualquer desafio que venham porque eu quero mais é me dar bem, fazer o que amo e se foda o resto.

Seguirei seu conselho, deixar a vida me surpreender.

Muito obrigado por tudo ursão. Tmj, forte abraço!
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Pakit
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 30/7/2020, 02:15
Belas palavras do amigo Urso. A vida sempre nos surpreende, isso mesmo.
Vocês são incríveis, Mega e Urso, agrega muito a reflexões de vocês.
Desde a última vez que eu vim aqui, vocês refletiram sobre tanta coisa legal. Vou deixar minhas considerações:

Existe um conceito bem polemico da História, que se chama Revisionismo Histórico. Que é basicamente você rever os fatos históricos com as mesmas opiniões de hoje, e assim, manipular e alterar para enquadrar em uma ideologia atual. Praticamente pegar os fatos históricos, idealizar as coisas boas e omitir as ruins, colocando juízo de valor. É por exemplo falar que o Nazismo é de esquerda ou que os campos de concentração não existiram...

Quer dizer, acho interessante esse conceito, porque é o que nos sempre estamos fazendo com nossas vidas. Humanos tendem a fazer revisionismo da própria história recorrentemente. Tendemos a julgar, idealizar, criticar nossos ''eu s'' do passado. Provavelmente penso que isso é interessante para a sobrevivência da espécie, porque é criticando o passado que conseguimos ter a falsa impressão que vamos melhorar o futuro.
Mas a vida isso aí, uma caixinha de surpresa. No momento que vc ta controlando várias variáveis na sua vida, basta aparecer uma variável indeterminada que é suficiente para explodir nosso sistema haha. Ficar apaixonado é meio isso, não é? Penso que é assim com outras coisas na nossas vida também, como ser demitido, morte de um familiar, brigar com amigos. Não adianta quanto controle você tem da sua vida, algo sempre vai te surpreender. Por isso é importante você está aberto a elas.

Nisso, a um problema de ficar refletindo o nosso passado, é que sempre iremos fazer nosso ''revisionismo'' da nossa história de uma forma bem alterada. Já tem estudos bem confiáveis dizendo que tendemos a distorcer todas nossas memorias. Isso mesmo, o cérebro tem uma tendência natural de começar a preencher espaços e lacunas, então a realidade nunca aconteceu como nossa memória diz que é, mesmo que estamos convictos disso. (Esses estudos foram importantes na psicologia jurídica para elucidar o fenômeno do ''falso testemunho''. Como podemos confiar verdadeiramente em um testemunho em uma situação de crime super estressante? muito interessante).

Fora a ter uma memória falha, nos humanos também não somos muito temporais. Quando olhamos para nosso passado, e temos vergonha, culpa e vontade de mudar nossos comportamentos em situações especificas, estamos pensando na cabeça de hoje, com nosso repertorio de hoje e com nossos acertos de hoje. Esquecemos de refletir se quando a gente fez o comportamento X, a gente tinha como ter feito o comportamento Y. Provavelmente, estamos focando em algo que só com o tempo a gente aprendeu.

Vamos pensar assim: alguém que tem a pratica de fazer desenhos recorrentemente todos anos. Se você comparar o desenho de 2010 e o de 2020, você vai perceber que a pessoa mudou e melhorou muito. Por que? ela praticou, ué. Já quando o assunto é repertorio social, ter amizades, cultivar afetos e lidar com a família, tendemos a jogar isso no inatismo e esquecer que tudo isso é aprendido socialmente. Esquecemos que não nascemos assim, que estamos mudando todos os dias e que não tem como nos comparar aos outros. Que a vida é um eterno aprendizado, também incluso nisso, em como lidar com as pessoas as nossas voltas.

Logo pensando nisso, digo que é bacana sempre refletir sobre questões do passado, mas pensar também, que você está projetando um passado que muitas vezes não existiu. Costumamos na nossa vida, fica perguntando ''E se?''. Mas ja parou para pensar que responder um ''e se?'' não explica toda ficção que você está criando. Porque a vida é uma cadeia de acontecimentos. Você muda uma variável e tudo tem que mudar também.
Como assim? No meu caso, por exemplo, eu sempre me critiquei de não ter namorado uma garota que se dava muito bem comigo, mas que eu estava nada afim na época. Pensando no passado, me culpo porque namorar poderia ter sido a decisão certa. Mas quando parei de idealizar o passado, eu comecei a lembrar que ela era uma menina super difícil de lidar. Muito religiosa, com vários complexos com os pais e que sempre me colocava para baixo, mesmo ela gostando muito de mim. Quando eu respondo o ''e se eu tivesse namorado ela?'' eu não fico imaginando, lidando com ela e as problemáticas que isso ia gerar no meu psicológico (pensando ''e se desse errado nosso namoro?''), geralmente começo a refletir como se fosse um mulher erro meu não ter escolhido ela (-nossa, ela gostava tanto de mim). A cabeça é capaz de fazer muita coisa, mas para fins econômicos, não ficamos pensando em variáveis infinitas. Escolhemos um conto de fada lindo e escolhemos ir com ele, onde tudo seria perfeito se escolhesse Y, invés do X. Por isso acho a importância de colocar o pé no chão as vezes quando estamos refletindo o passado.

Agora falando de um jeito mais evolucionista: Eu penso que não adianta, sempre tendemos a escolher o que foi mais interessante para nós naquele momento especifico. O que for e foi mais funcional. Nesse caso, se vocês escolherem seus amigos populares, também foram para se esconder atrás deles, virarem sombras. Ou mesmo para ter a mesma popularidade deles. De qualquer forma, nos sempre vamos escolher o que tem mais funcionalidade para nós. Mesmo que fazemos coisas que eternamente podemos nos arrepender, como trair uma esposa ou prejudicar seu colega de trabalho, precisamos pensar que naquele momento aquilo se mostrou muito mais interessante do que as outras coisas. Tendemos a fazer nosso revisionismo por conta da consequência que isso causa e não pela a origem que causou de fato. Muitos maridos que dizem amar sua esposa só se arrependem depois que foram descobertos ou depois que perceberam que não ganharam muito com a traição. Muitos empresários só arrependem de ter jogado seus colegas debaixo do tapete, so depois de perceber que aquela promoção do emprego não era tão boa assim, que ele ta trabalhando o dobro e que não pode contar com ninguém mais. Não que isso justifique erros ou crimes, entretanto, não consigo tbm ficar nessa de pensar que nós sempre colocamos todas possibilidades na mesa quando cometemos uma ação que futuramente vá gerar um erro. Se fizemos uma ação que sobressaiu por outra decisão, é porque os ganhos foram maiores do que a perda. E fazemos isso todos os dias, automaticamente ou não.

Não acredito que sejamos de todo egoístas. Pelo menos, sujeitos ''típicos'' sem problemas psicológico.
No nosso dia a dia, somos ensinados a usar uma balança (chamada raciocínio e logica) sempre roubando um pouco para gente, mas não porque somos más pessoas, e sim, porque não somos burros haha. Sempre damos algo ao universo, esperando algo em troca. E quando não temos o que a gente estava esperando, a gente sofre.

Enfim, concluindo o assunto das lembranças, penso que tendemos projetar no passado, demandas e idealizações que você tem de hoje. Então use sempre a seu favor essas reflexões. Sempre estamos perdendo tempo pensando em como a gente poderia ter sido melhor com um amigo de cinco anos atras, sendo que eu to fazendo a mesma coisa com um amigo de hoje. Só que agora você não precisa de cinco anos para perceber isso, não é? Corrija os erros que você acha que são pertinentes e percebeu só agora. Não julgue muito o passado, o importante é você perceber o presente, e que tem uma outra mente. Que mudou, que tem mais experiência, que não tem mais P para te aprisionar.

Existe um ditado popular clichê, porém que sempre me conforta quando penso nele: nada como um dia após o outro

Boa sorte para nós, fico feliz de ver vocês na luta! Abraços.

Urso Polar, Lupus Red Bellator e GuerreiroImplacável gostam desta mensagem

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 30/7/2020, 11:18
Pakit escreveu:
Spoiler:
 Belas palavras do amigo Urso. A vida sempre nos surpreende, isso mesmo.
Vocês são incríveis, Mega e Urso, agrega muito a reflexões de vocês.
Desde a última vez que eu vim aqui, vocês refletiram sobre tanta coisa legal. Vou deixar minhas considerações:

Existe um conceito bem polemico da História, que se chama Revisionismo Histórico. Que é basicamente você rever os fatos históricos com as mesmas opiniões de hoje, e assim, manipular e alterar para enquadrar em uma ideologia atual. Praticamente pegar os fatos históricos, idealizar as coisas boas e omitir as ruins, colocando juízo de valor. É por exemplo falar que o Nazismo é de esquerda ou que os campos de concentração não existiram...

 Quer dizer, acho interessante esse conceito, porque é o que nos sempre estamos fazendo com nossas vidas. Humanos tendem a fazer revisionismo da própria história recorrentemente. Tendemos a julgar, idealizar, criticar nossos ''eu s'' do passado. Provavelmente penso que isso é interessante para a sobrevivência da espécie, porque é criticando o passado que conseguimos ter a falsa impressão que vamos melhorar o futuro.
Mas a vida isso aí, uma caixinha de surpresa. No momento que vc ta controlando várias variáveis na sua vida, basta aparecer uma variável indeterminada que é suficiente para explodir nosso sistema haha. Ficar apaixonado é meio isso, não é? Penso que é assim com outras coisas na nossas vida também, como ser demitido, morte de um familiar, brigar com amigos. Não adianta quanto controle você tem da sua vida, algo sempre vai te surpreender. Por isso é importante você está aberto a elas.

Nisso, a um problema de ficar refletindo o nosso passado, é que sempre iremos fazer nosso ''revisionismo'' da nossa história de uma forma bem alterada. Já tem estudos bem confiáveis dizendo que tendemos a distorcer todas nossas memorias. Isso mesmo, o cérebro tem uma tendência natural de começar a preencher espaços e lacunas, então a realidade nunca aconteceu como nossa memória diz que é, mesmo que estamos convictos disso. (Esses estudos foram importantes na psicologia jurídica para elucidar o fenômeno do ''falso testemunho''. Como podemos confiar verdadeiramente em um testemunho em uma situação de crime super estressante? muito interessante).

Fora a ter uma memória falha, nos humanos também não somos muito temporais. Quando olhamos para nosso passado, e temos vergonha, culpa e vontade de mudar nossos comportamentos em situações especificas, estamos pensando na cabeça de hoje, com nosso repertorio de hoje e com nossos acertos de hoje. Esquecemos de refletir se quando a gente fez o comportamento X, a gente tinha como ter feito o comportamento Y. Provavelmente, estamos focando em algo que só com o tempo a gente aprendeu.

Vamos pensar assim: alguém que tem a pratica de fazer desenhos recorrentemente todos anos. Se você comparar o desenho de 2010 e o de 2020, você vai perceber que a pessoa mudou e melhorou muito. Por que? ela praticou, ué. Já quando o assunto é repertorio social, ter amizades, cultivar afetos e lidar com a família, tendemos a jogar isso no inatismo e esquecer que tudo isso é aprendido socialmente. Esquecemos que não nascemos assim, que estamos mudando todos os dias e que não tem como nos comparar aos outros. Que a vida é um eterno aprendizado, também incluso nisso, em como lidar com as pessoas as nossas voltas.

Logo pensando nisso, digo que é bacana sempre refletir sobre questões do passado, mas pensar também, que você está projetando um passado que muitas vezes não existiu. Costumamos na nossa vida, fica perguntando ''E se?''. Mas ja parou para pensar que responder um ''e se?'' não explica toda ficção que você está criando. Porque a vida é uma cadeia de acontecimentos. Você muda uma variável e tudo tem que mudar também.
Como assim? No meu caso, por exemplo, eu sempre me critiquei de não ter namorado uma garota que se dava muito bem comigo, mas que eu estava nada afim na época. Pensando no passado, me culpo porque namorar poderia ter sido a decisão certa. Mas quando parei de idealizar o passado, eu comecei a lembrar que ela era uma menina super difícil de lidar. Muito religiosa, com vários complexos com os pais e que sempre me colocava para baixo, mesmo ela gostando muito de mim. Quando eu respondo o ''e se eu tivesse namorado ela?'' eu não fico imaginando, lidando com ela e as problemáticas que isso ia gerar no meu psicológico (pensando ''e se desse errado nosso namoro?''), geralmente começo a refletir como se fosse um mulher erro meu não ter escolhido ela (-nossa, ela gostava tanto de mim). A cabeça é capaz de fazer muita coisa, mas para fins econômicos, não ficamos pensando em variáveis infinitas. Escolhemos um conto de fada lindo e escolhemos ir com ele, onde tudo seria perfeito se escolhesse Y, invés do X. Por isso acho a importância de colocar o pé no chão as vezes quando estamos refletindo o passado.

Agora falando de um jeito mais evolucionista: Eu penso que não adianta, sempre tendemos a escolher o que foi mais interessante para nós naquele momento especifico. O que for e foi mais funcional. Nesse caso, se vocês escolherem seus amigos populares, também foram para se esconder atrás deles, virarem sombras. Ou mesmo para ter a mesma popularidade deles. De qualquer forma, nos sempre vamos escolher o que tem mais funcionalidade para nós. Mesmo que fazemos coisas que eternamente podemos nos arrepender, como trair uma esposa ou prejudicar seu colega de trabalho, precisamos pensar que naquele momento aquilo se mostrou muito mais interessante do que as outras coisas. Tendemos a fazer nosso revisionismo por conta da consequência que isso causa e não pela a origem que causou de fato.  Muitos maridos que dizem amar sua esposa só se arrependem depois que foram descobertos ou depois que perceberam que não ganharam muito com a traição.  Muitos empresários só arrependem de ter jogado seus colegas debaixo do tapete, so depois de perceber que aquela promoção do emprego não era tão boa assim, que ele ta trabalhando o dobro e que não pode contar com ninguém mais. Não que isso justifique erros ou crimes, entretanto, não consigo tbm ficar nessa de pensar que nós sempre colocamos todas possibilidades na mesa quando cometemos uma ação que futuramente vá gerar um erro. Se fizemos uma ação que sobressaiu por outra decisão, é porque os ganhos foram maiores do que a perda. E fazemos isso todos os dias, automaticamente ou não.

Não acredito que sejamos de todo egoístas. Pelo menos, sujeitos ''típicos'' sem problemas psicológico.
No nosso dia a dia, somos ensinados a usar uma balança (chamada raciocínio e logica) sempre roubando um pouco para gente, mas não porque somos más pessoas, e sim, porque não somos burros haha. Sempre damos algo ao universo, esperando algo em troca. E quando não temos o que a gente estava esperando, a gente sofre.

Enfim, concluindo o assunto das lembranças, penso que tendemos projetar no passado, demandas e idealizações que você tem de hoje. Então use sempre a seu favor essas reflexões. Sempre estamos perdendo tempo pensando em como a gente poderia ter sido melhor com um amigo de cinco anos atras, sendo que eu to fazendo a mesma coisa com um amigo de hoje. Só que agora você não precisa de cinco anos para perceber isso, não é? Corrija os erros que você acha que são pertinentes e percebeu só agora. Não julgue muito o passado, o importante é você perceber o presente, e que tem uma outra mente. Que mudou, que tem mais experiência, que não tem mais P para te aprisionar.

Existe um ditado popular clichê, porém que sempre me conforta quando penso nele: nada como um dia após o outro

Boa sorte para nós, fico feliz de ver vocês na luta! Abraços.

Pakit,

A profundidade das coisas que você escreveu é muito grande. Mas uma coisa que eu gostaria de apontar, que eu concordo muito com você é que quando revisitamos o passado em nossa memória, nada garante que estamos fazendo de um modo fiel. Que não estamos supervalorizando alguns pontos em detrimento de outros.

Acho importante a prática meditativa para focarmos no tempo presente. É uma coisa que tento incorporar a minha vida paralelo a não tecer mais julgamentos sobre o que fiz e quem eu era. Nem positivos e negativos. A postura que eu busco ter é a de aprendiz.

Muito a pensar e para por em prática.

abraço irmãos.

_______________________________________


"Venho entendendo que as coisas são como são. (...) Logo, não há razão para procurar abrigos em PMO. Não vou jamais mudar a natureza delas, mas posso mudar a minha forma de vê-las, de percebê-las. Posso aceitá-las (não se trata de uma mera aceitação conformativa, mas uma aceitação que desencadeia mudanças), assim, não dando poder aos sentimentos. Controlando-os, convivendo com eles - em paz". 5&4

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 30/7/2020, 14:59
Pakit escreveu:
Spoiler:
Belas palavras do amigo Urso. A vida sempre nos surpreende, isso mesmo.
Vocês são incríveis, Mega e Urso, agrega muito a reflexões de vocês.
Desde a última vez que eu vim aqui, vocês refletiram sobre tanta coisa legal. Vou deixar minhas considerações:

Existe um conceito bem polemico da História, que se chama Revisionismo Histórico. Que é basicamente você rever os fatos históricos com as mesmas opiniões de hoje, e assim, manipular e alterar para enquadrar em uma ideologia atual. Praticamente pegar os fatos históricos, idealizar as coisas boas e omitir as ruins, colocando juízo de valor. É por exemplo falar que o Nazismo é de esquerda ou que os campos de concentração não existiram...

Quer dizer, acho interessante esse conceito, porque é o que nos sempre estamos fazendo com nossas vidas. Humanos tendem a fazer revisionismo da própria história recorrentemente. Tendemos a julgar, idealizar, criticar nossos ''eu s'' do passado. Provavelmente penso que isso é interessante para a sobrevivência da espécie, porque é criticando o passado que conseguimos ter a falsa impressão que vamos melhorar o futuro.
Mas a vida isso aí, uma caixinha de surpresa. No momento que vc ta controlando várias variáveis na sua vida, basta aparecer uma variável indeterminada que é suficiente para explodir nosso sistema haha. Ficar apaixonado é meio isso, não é? Penso que é assim com outras coisas na nossas vida também, como ser demitido, morte de um familiar, brigar com amigos. Não adianta quanto controle você tem da sua vida, algo sempre vai te surpreender. Por isso é importante você está aberto a elas.

Nisso, a um problema de ficar refletindo o nosso passado, é que sempre iremos fazer nosso ''revisionismo'' da nossa história de uma forma bem alterada. Já tem estudos bem confiáveis dizendo que tendemos a distorcer todas nossas memorias. Isso mesmo, o cérebro tem uma tendência natural de começar a preencher espaços e lacunas, então a realidade nunca aconteceu como nossa memória diz que é, mesmo que estamos convictos disso. (Esses estudos foram importantes na psicologia jurídica para elucidar o fenômeno do ''falso testemunho''. Como podemos confiar verdadeiramente em um testemunho em uma situação de crime super estressante? muito interessante).

Fora a ter uma memória falha, nos humanos também não somos muito temporais. Quando olhamos para nosso passado, e temos vergonha, culpa e vontade de mudar nossos comportamentos em situações especificas, estamos pensando na cabeça de hoje, com nosso repertorio de hoje e com nossos acertos de hoje. Esquecemos de refletir se quando a gente fez o comportamento X, a gente tinha como ter feito o comportamento Y. Provavelmente, estamos focando em algo que só com o tempo a gente aprendeu.

Vamos pensar assim: alguém que tem a pratica de fazer desenhos recorrentemente todos anos. Se você comparar o desenho de 2010 e o de 2020, você vai perceber que a pessoa mudou e melhorou muito. Por que? ela praticou, ué. Já quando o assunto é repertorio social, ter amizades, cultivar afetos e lidar com a família, tendemos a jogar isso no inatismo e esquecer que tudo isso é aprendido socialmente. Esquecemos que não nascemos assim, que estamos mudando todos os dias e que não tem como nos comparar aos outros. Que a vida é um eterno aprendizado, também incluso nisso, em como lidar com as pessoas as nossas voltas.

Logo pensando nisso, digo que é bacana sempre refletir sobre questões do passado, mas pensar também, que você está projetando um passado que muitas vezes não existiu. Costumamos na nossa vida, fica perguntando ''E se?''. Mas ja parou para pensar que responder um ''e se?'' não explica toda ficção que você está criando. Porque a vida é uma cadeia de acontecimentos. Você muda uma variável e tudo tem que mudar também.
Como assim? No meu caso, por exemplo, eu sempre me critiquei de não ter namorado uma garota que se dava muito bem comigo, mas que eu estava nada afim na época. Pensando no passado, me culpo porque namorar poderia ter sido a decisão certa. Mas quando parei de idealizar o passado, eu comecei a lembrar que ela era uma menina super difícil de lidar. Muito religiosa, com vários complexos com os pais e que sempre me colocava para baixo, mesmo ela gostando muito de mim. Quando eu respondo o ''e se eu tivesse namorado ela?'' eu não fico imaginando, lidando com ela e as problemáticas que isso ia gerar no meu psicológico (pensando ''e se desse errado nosso namoro?''), geralmente começo a refletir como se fosse um mulher erro meu não ter escolhido ela (-nossa, ela gostava tanto de mim). A cabeça é capaz de fazer muita coisa, mas para fins econômicos, não ficamos pensando em variáveis infinitas. Escolhemos um conto de fada lindo e escolhemos ir com ele, onde tudo seria perfeito se escolhesse Y, invés do X. Por isso acho a importância de colocar o pé no chão as vezes quando estamos refletindo o passado.

Agora falando de um jeito mais evolucionista: Eu penso que não adianta, sempre tendemos a escolher o que foi mais interessante para nós naquele momento especifico. O que for e foi mais funcional. Nesse caso, se vocês escolherem seus amigos populares, também foram para se esconder atrás deles, virarem sombras. Ou mesmo para ter a mesma popularidade deles. De qualquer forma, nos sempre vamos escolher o que tem mais funcionalidade para nós. Mesmo que fazemos coisas que eternamente podemos nos arrepender, como trair uma esposa ou prejudicar seu colega de trabalho, precisamos pensar que naquele momento aquilo se mostrou muito mais interessante do que as outras coisas. Tendemos a fazer nosso revisionismo por conta da consequência que isso causa e não pela a origem que causou de fato. Muitos maridos que dizem amar sua esposa só se arrependem depois que foram descobertos ou depois que perceberam que não ganharam muito com a traição. Muitos empresários só arrependem de ter jogado seus colegas debaixo do tapete, so depois de perceber que aquela promoção do emprego não era tão boa assim, que ele ta trabalhando o dobro e que não pode contar com ninguém mais. Não que isso justifique erros ou crimes, entretanto, não consigo tbm ficar nessa de pensar que nós sempre colocamos todas possibilidades na mesa quando cometemos uma ação que futuramente vá gerar um erro. Se fizemos uma ação que sobressaiu por outra decisão, é porque os ganhos foram maiores do que a perda. E fazemos isso todos os dias, automaticamente ou não.

Não acredito que sejamos de todo egoístas. Pelo menos, sujeitos ''típicos'' sem problemas psicológico.
No nosso dia a dia, somos ensinados a usar uma balança (chamada raciocínio e logica) sempre roubando um pouco para gente, mas não porque somos más pessoas, e sim, porque não somos burros haha. Sempre damos algo ao universo, esperando algo em troca. E quando não temos o que a gente estava esperando, a gente sofre.

Enfim, concluindo o assunto das lembranças, penso que tendemos projetar no passado, demandas e idealizações que você tem de hoje. Então use sempre a seu favor essas reflexões. Sempre estamos perdendo tempo pensando em como a gente poderia ter sido melhor com um amigo de cinco anos atras, sendo que eu to fazendo a mesma coisa com um amigo de hoje. Só que agora você não precisa de cinco anos para perceber isso, não é? Corrija os erros que você acha que são pertinentes e percebeu só agora. Não julgue muito o passado, o importante é você perceber o presente, e que tem uma outra mente. Que mudou, que tem mais experiência, que não tem mais P para te aprisionar.

Existe um ditado popular clichê, porém que sempre me conforta quando penso nele: nada como um dia após o outro

Boa sorte para nós, fico feliz de ver vocês na luta! Abraços.

Nossa cara, muito foda. Eu não vou dizer que entendi tudo porque preciso ler mais algumas vezes, mas nossa, isso foi do caralho. É o tipo de ótica que eu nunca teria por conta própria. Semana passada eu tinha caído muito nessa de refletir e tal, graças a vocês eu entendi que meu problema nunca foi pornografia, e sim a maneira pela qual eu me isolava e me tratava pior do que deveria. O vício foi só um jeito que encontrei de afogar isso. Eu voltei para a academia essa semana e hoje, saindo do treino, o Hopper mandou uma mensagem dizendo que estava meio desmotivado e que caiu ontem, fiquei meio puto. Ele disse que ia repensar o reboot dele. Num primeiro momento não gostei de escutar aquilo, mas no fim achei que era o melhor caminho mesmo.

Refletir e voltar é muito importante por causa dos 5 anos que você falou. Eu sei que eu fiz cagada no passado, mas eu preciso remoer isso para definitivamente colocar na minha mente que eu fiz cagada! Cheguei a conclusão que não posso mudar o que fiz mesmo, a merda já tá feita, a questão é o que eu faço hoje. Eu me isolei muito, talvez ter feito isso foi o que me colocou na universidade, porque sendo ruim ou não, estar focado só no estudo era algo bem oportuno há dois anos pra mim. Mas eu decidi pegar um pouco mais leve comigo mesmo, pelo manos agora eu sei dos equívocos que cometi e posso começar a muda-los aos poucos.

Eu disse pro Hopper que o reboot pra mim nem é mais ficar sem pornô, porque na maior parte do tempo eu já fico numa boa. Ontem eu tive muita vontade, mas era por causa do meu tédio. Pela primeira vez consegui ficar com 0 brechas em meus bloqueadores, você acha que resolveu? A vontade foi embora? Pelo contrário, talvez se eu tivesse caído, teria sido mais rápido do que suprimir, mas isso não vem ao caso. Então a mudança está mesmo na maneira que eu enxergo o mundo e as pessoas, eu quero tentar algo diferente nesse aspecto. E quando você aceita a mudança e vai fazendo, aos pouquinhos, um desafio de cada, vez, o vício meio que enfraquece por falta de sentido.

É claro que eu ainda tenho fissuras, mas eu to tentando me orientar melhor dessa vez. Se fosse só para ficar sem cair eu já tinha desistido faz tempo porque é difícil pra porra, mas tudo vem em um conjunto muito complexo de ações. Você chega aqui querendo ficar 90 dias sem gozar, mas isso é vago demais para a dimensão real do que é o reboot. A minha sorte é que eu tenho vocês, e acho que juntos nós conseguimos entender uma coisinha ou outra sobre as nossas cabeças.

Baita fenômeno interessante o reboot, não?
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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 30/7/2020, 19:52
Vou me intrometer porque a discussão é muito interessante kkkkk Sobre essa perspectiva de voltar a examinar nosso passado: Creio que pode sim ser útil, mas antes de querer examinar nossas atitudes passadas é necessário aprender a ser sinceros com nós mesmos(uma das parte mais difíceis). Sem exagerar as circunstâncias ou nossas motivações e a partir disso, fazer um julgamento daquele momento, para podermos ser melhores agora. Mas como podemos ser juízes de nós mesmos se nosso juízo é fraco e muda constantemente? Acredito que esse problema pode ser resolvido quando adotamos uma assembleia de vozes. Quando escolhemos certas pessoas para serem nossos juízes e conselheiros (de preferência pessoas mortas, pois temos menos risco de errar. Essas pessoas tem que ter tido uma vida que admiramos e com uma moral que acreditamos e a partir daí conseguimos fazer mudanças verdadeiras na nossa personalidade.). Toda vez que nos expomos com sinceridade diante dessa assembleia de vozes e contamos nossa história, de alguma forma aprendemos mais sobre nós mesmos. No seu caso Mega Drive (das amizades), você pode ter errado? Sim, mas isso de fato não importa muito. O que importa é o que você faz agora, com o que você tem agora. Se você se sente solitário, procure amizades(algum clube com pessoas que amem as mesmas coisas e repudiem as mesmas coisas que você, em ultima análise uma amizade verdadeira é baseado nisso.), se você quer namorar, namore.(procure a pessoa que vai de encontro com o que você acredita.) Você e seu irmão são pessoas diferentes, só porque ele errou não quer dizer que acontecerá o mesmo com você. Só porque algo não foi feito por alguém que conhecemos, não quer dizer que torna aquilo impossível(no caso de conciliar namoro-estudo.). A internet está aí para abrir fronteiras, pesquise sobre "como conciliar namoro-estudo.". Muitas vezes criamos desculpas para nós fechar e nós poupar. Talvez você esteja esperando as circunstâncias ideais para tentar um relacionamento, mas e se essas circunstâncias nunca acontecerem? "Viva o provisório, como permanente." Enfim espero ter contribuído para essa discussão maravilhosa, embora 90% do que eu disse não foram minhas palavras e sim do Dr. Ítalo Marsilli e de outros filósofos. Bem, é isso. Força! Fique com Deus e até!


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Frodo:"Queria que o anel nunca tivesse sido dado a mim e que nada disso tivesse acontecido."

Gandalf:"Assim como todos que testemunham tempos sombrios como este, mas não cabe a eles decidir, o que os cabe é decidir o que fazer com o tempo que nos é dado."

_Senhor dos Anéis: A sociedade do Anel_J.R.R. Tolkien

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O que eu senti é ódio  - Página 7 Empty Re: O que eu senti é ódio

em 31/7/2020, 01:10
Lupus Red Bellator escreveu:
Spoiler:
Vou me intrometer porque a discussão é muito interessante kkkkk Sobre essa perspectiva de voltar a examinar nosso passado: Creio que pode sim ser útil, mas antes de querer examinar nossas atitudes passadas é necessário aprender a ser sinceros com nós mesmos(uma das parte mais difíceis). Sem exagerar as circunstâncias ou nossas motivações e a partir disso, fazer um julgamento daquele momento, para podermos ser melhores agora. Mas como podemos ser juízes de nós mesmos se nosso juízo é fraco e muda constantemente? Acredito que esse problema pode ser resolvido quando adotamos uma assembleia de vozes. Quando escolhemos certas pessoas para serem nossos juízes e conselheiros (de preferência pessoas mortas, pois temos menos risco de errar. Essas pessoas tem que ter tido uma vida que admiramos e com uma moral que acreditamos e a partir daí conseguimos fazer mudanças verdadeiras na nossa personalidade.). Toda vez que nos expomos com sinceridade diante dessa assembleia de vozes e contamos nossa história, de alguma forma aprendemos mais sobre nós mesmos. No seu caso Mega Drive (das amizades), você pode ter errado? Sim, mas isso de fato não importa muito. O que importa é o que você faz agora, com o que você tem agora. Se você se sente solitário, procure amizades(algum clube com pessoas que amem as mesmas coisas e repudiem as mesmas coisas que você, em ultima análise uma amizade verdadeira é baseado nisso.), se você quer namorar, namore.(procure a pessoa que vai de encontro com o que você acredita.) Você e seu irmão são pessoas diferentes, só porque ele errou não quer dizer que acontecerá o mesmo com você. Só porque algo não foi feito por alguém que conhecemos, não quer dizer que torna aquilo impossível(no caso de conciliar namoro-estudo.). A internet está aí para abrir fronteiras, pesquise sobre "como conciliar namoro-estudo.". Muitas vezes criamos desculpas para nós fechar e nós poupar. Talvez você esteja esperando as circunstâncias ideais para tentar um relacionamento, mas e se essas circunstâncias nunca acontecerem? "Viva o provisório, como permanente." Enfim espero ter contribuído para essa discussão maravilhosa, embora 90% do que eu disse não foram minhas palavras e sim do Dr. Ítalo Marsilli e de outros filósofos. Bem, é isso. Força! Fique com Deus e até!


Eu te xingo quando cai, fique a vontade para dar uns pitacos kkkk.

Pois bem, eu acho que é muito importante mesmo você maneirar na questão do julgamento. Importante é refletir sobre o que a gente fez, e não remoer. O nosso julgamento pode sim ser inconsistente de certa forma, mas penso que o tempo e determinados estímulos fazem ele evoluir. É diferente eu querer fazer esse tipo de reflexão antes do reboot, algo que serviria apenas para me julgar, e agora, com uma certa ajuda do pessoal, servindo como uma maneira de encontrar uma saída. Eu agradeço a advertência mesmo porque eu acho que nunca me valorizei do lado do resto do mundo de certa forma, eu nunca me achei capaz de fazer muita coisa atrelada a relacionamentos ou algo parecido, costumo pegar meio pesado. Talvez eu seja meio perfeccionista no mau sentido da palavra, tendo modelos demais para SEGUIR.

Eu falei várias a palavra "seguir", porque é isso que eu sempre fiz. Minhas amizades eram uma merda nesse sentido, eu diria. Deixando muito claro: Eu definitivamente não estou culpando minhas antigas companhias de nada, elas não são más pessoas ou coisa parecida. Se alguém entendeu errado, fui eu. E nessa conclusão é muito fácil eu querer me sentenciar, daí a razão para eu precisar de cuidado. Talvez eu me julgue muito mesmo.

Sobre o namoro,, é algo a mais para eu pensar. Foi muito comum eu ficar arrumando desculpas pra cobrir a minha insegurança. Saio falando que não namoro por causa do exemplo do meu irmão e de meu estudo mas é um baita migué ridículo .Tenho é vergonha e ansiedade mesmo. É claro que todos temos algumas preferências ou algo parecido, mas muitos dos meus "filtros" eram na verdade desculpas travestidas de "condições ideais" de namorada. Acho que criei uma visão de que o mundo é um vilão que me julga, e mudar isso é uma das coisas que quero fazer durante o meu processo. Sei lá, talvez todos tenham o seu valor para alguém, e mesmo que esse alguém seja difícil de encontrar, importante é assimilar esse valor dentro de nós mesmos.Com isso eu tento pegar sentimentos ruins como timidez, ansiedade e baixa auto-estima e atenuá-los para interagir mais, conhecer mais gente, histórias, vidas e mais. O outro ser humano nos enriquece espiritualmente, sendo ele um amigo ou uma namorada. Por isso, eu não vou mais me isolar.

Agradeço as ideias, clarearam muita coisa. Fique com Deus, Lúpus. Tudo de bom!

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